quarta-feira, 1 de abril de 2026

Alfa Romeo Giulia TI Super


Batizada como Giulia, referindo-se a uma das mais patriarcais da antiga Roma Imperial ─ da qual Julio César fazia parte ─ a Alfa Romeo Giulia foi lançada em 1962, projeto de Orazio Satta Puliga e Giuseppe Busso, com design mais quadrado do que a Giulietta, mas estudada no túnel de vento da Universidade Politécnica de Turim, comprovou o design da “coda tronca” (cauda truncada) como bem eficiente aerodinamicamente falando.

Um brilhante motor de quatro cilindros, associado a um chassi excepcionalmente estável, logo saltou para o topo nas vendas ao público, e foi escolhido pelos “carabinieri” para policiar as ruas e estradas italianas.



A Alfa Romeo Giulia TI Super, conhecida na Itália como “Giulia Quadrifoglio” era a versão esportiva do sedan familiar de quatro portas, e seguiu a tendência no final dos anos 1950, com os fabricantes colocando estes modelos para correr, de modo a criar junto ao público uma imagem esportiva favorável, com a competitividade de tais modelos nos Campeonatos de Turismo locais. O conceito era “Win on Sunday, sell on Monday” ("Vencer no domingo, vender na segunda-feira").

As Alfa Romeo Giulia TI Super, apresentada
em Monza, no ano de 1963




A Alfa Romeo, através da Autodelta, sua divisão de competições, chefiada por Carlo Chiti, ex-engenheiro da Ferrari; pegou o Giulia e criou o Tipo 105.16, homologando o modelo na categoria European Touring Car Challenge, no Grupo 2 da FiSA (antecessora da FIA) com a sigla TI (Turismo Internacional).  O TI Super foi apresentado em 24 de abril de 1963, a um grupo de jornalistas italianos e estrangeiros, no Autódromo de Monza. Foram construídos 501 exemplares para homologação, e a versão foi a primeira a receber o emblema “Quadrifoglio” nos para lamas dianteiros depois da II Guerra, símbolo dos carros de corrida da Alfa Romeo, desde que começou a competir em 1923.

Faróis substituídos por uma grade

O interior preparado pela Touring, aliviando o peso

A preparação incluía o alívio de peso, e a Touring ficou encarregada de eliminar tudo o que era dispensável, e substituir outras peças por outras mais leves. Mantendo a configuração de quatro portas, elas tiveram todo o mecanismo dos vidros (substituídos por lâminas de acrílico) eliminados, inclusive as maçanetas e trincos. O painel recebeu conta-giros, medidores de pressão do óleo, além dos medidores de temperatura e combustível. Todo o revestimento anti-ruído foi eliminado, os bancos dianteiros foram trocados pelos esportivos Zagato, o banco traseiro se manteve para homologação, mas era facilmente retirado nas corridas, assim como os para choques de linha. As rodas de chapa de aço foram trocadas pelas 155 HS 15 Campagnolo de liga, e até os pequenos faróis centrais foram eliminados, e uma malha metálica soldada no lugar, ajudando a entrada de ar para o motor.


O motor Tipo AR00516, de quatro cilindros em linha, com 1570cc e 112 hp DIN (129 hp SAE) a 6000 rpm, com 13,5 kgm de torque a 4200 rpm, tinha o bloco em liga leve, com câmaras de combustão hemisféricas, duplo comando no cabeçote, era alimentado por dois carburadores WEBER 45 DCOE 14 duplos horizontais, com filtro de ar a seco e bomba de combustível elétrica. As versões de corrida tinham cerca de 145 hp, e apesar do design mais quadrado, tinham um coeficiente aerodinâmico excelente, 0,34, atingia velocidade máxima de 185 km/h.


A transmissão era sincronizada com 5 marchas, e embreagem com disco seco simples. A direção tinha esferas recirculantes ou rosca sem fim e engrenagem, a suspensão dianteira era independente, com braços oscilantes deformáveis, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos não-coaxiais, com barra estabilizadora. A traseira era de eixo rígido, molas helicoidais, com braços longitudinais, estabilizador transversal, amortecedores hidráulicos telescópicos co-axiais. Os freios eram Dunlop a disco nas quatro rodas, com sistema hidráulico, mas sem servo-freio.

Alfa da Jolly Club

Sua carreira esportiva se destacou, com o Campeonato Italiano de Rally de 1964, com Arnaldo Cavallari, e o vice no Campeonato de Rally da Suécia. A equipe Jolly Club correu nas 6 Horas de Brands Hatch em junho de 1964, com Andrea de Adamich e Roberto Businello, obtendo o terceiro lugar na Classe 5; e na corrida de Monza, Giancarlo Baghetti, Gino Munaron e Ricardo di Bona fizeram 1-2-3 na geral, e Ernesto Prinoth fechou o quarto lugar na classe 5, e em 6º na geral, com o Giulia TI Super. Em Monza, na temporada de 1965, a Alfa Romeo conquistou as seis primeiras posições: na classe 2 com a Giulia TI Super com Adamich/Arcioni, Biussinello/Prinoth e Enrico Pinto em primeiro, segundo e terceiro; e Leonibus/Cappio e Luciano Selva, em primeiro e segundo na Classe 3.


Alfa preparado pela Autodelta para as 3 Horas de Sebring


O Alfa Romeo Giulia TI Super com chassi AR595469 é aceito como um dos carros preparados pela Autodelta para correr nas 3 Horas de Sebring, de 1965, nos Estados Unidos. Pilotado pelo veterano Teodoro Zeccoli, da Alfa Romeo Works, terminou em sexto lugar e terceiro na categoria, logo atrás do vencedor Ford Lotus Cortina, pilotado por Jim Clark. Restaurado em 1982, hoje está numa coleção no Japão. As documentações que carrega são os manuais da SCCA, referente ao título dos Estados Unidos, Certificados de Conformidade da Alfa Romeo SpA e muitos outros documentos e registros de imprensa.

A Alfa em vermelho

Alfa na cor "London Fog"

Para decidir qual cor seriam pintados, um era branco e outro vermelho, e foi decidido que toda a produção seria pintada de branco, sendo um exemplar feito a pedido, na cor “London Fog”, hoje no Museu Fratelli Cozzi, em Legnano, Itália. O exemplar vermelho pertence a um colecionador argentino. Em face dos 501 exemplares fabricados, poucos sobreviveram, e um branco de 1964, chassi AR595221 restaurado foi leiloado pela Sotheby’s em março de 2021 pela soma de € 160,000.

Giulia TI Super com chassi AR595475 

Motor da Giulia TI Super chassi AR595475 

O Giulia TI Super com chassi AR595475 originalmente foi exportado para a Argentina, mas voltou para a Itália, e foi encontrado na fábrica de uma grande empresa que comercializava madeira, e fabricava móveis de cozinha. A empresa faliu e o carro ficou num depósito por muitos anos, até 2018. Depois de descoberto, acabou nas mãos do Sr. P.N. que iniciou uma restauração, mas foi interrompida, e por fim, o vendeu em 8 de maio de 2018 para a Scuderia del Portello. Durante a restauração, descobriu-se que o bloco do motor estava trincado, e foi substituído por um da mesma série, afinado e preparado como o original, pelo especialista Samuele Baggioli. Os bancos foram reformados, e toda a mecânica revisada, praticamente como saiu da fábrica, recebendo o Certificado de origem pela Alfa Romeo Documentation Center, em 24 de janeiro de 2020, e também foi registrado no “Catalogo Vetture da Competizione Scuderia del Portello Alfa Romeo” sob nº 053, ganhando também um novo registro para portar uma placa original do período.

A Giulia de Peter Zahnd

A Giulia de Peter Zahnd, agora restaurada

Peter Zahnd, trabalhava num concessionário Alf em Agno, na Suíça, e quando foi transferido para Zurique, continuou com os Alfa, e na metade dos anos 1960, muitos Alfas eram comprados pelos suíços, até importando exemplares da França; e Peter acabou ficando com um Giulia TI Super para si, do importador Sofar, da França. Sua família era “Alfisti”, como são apelidados os admiradores da marca, e entre seus carros estão três dos mais cobiçados pelos colecionadores: um 1600 GTA Corsa, um 1300 GTAm e claro, o Giulia TI Super, o seu preferido.

Com a aquisição da Alfa Romeo pela FIAT em 1986, todas as operações suíças da Alfa foram transferidas para Genebra, e Peter, que corria com os Alfa nos eventos clássicos por toda a Europa pela Scuderia del Portello, acabou deixando a Alfa e abriu a Garagem Peter Zahnd, continuando a cuidar dos Alfa e outros carros especiais, junto com seu filho Dino.

Peter diz: "Sim, foi uma época louca quando a Alfa Romeo teve aqueles tempos dourados na Suíça e tínhamos a melhor clientela de todos os estilos da vida."

Algo se perdeu no mundo da Alfa Romeo, quando passou a fazer parte de um ambiente corporativo enorme, e o sentimento de entusiasmo e aventura não tinha mais lugar no final dos anos 1980, mas Peter guarda com carinho os anos que passou em Agno e Zurique, compartilhando suas memórias com aqueles que ainda valorizam grandes carros e suas histórias.

Giulia de Jürgen End

Interior da Giulia de Jürgen End

Outro exemplar sobrevivente dos 501 fabricados, é o de chassi AR595241, de 1964; adquirido por Julio Stagna, de Roma, em 9 de maio de 1964. Ele ficou com o carro até abril de 1973, quando o vendeu para Rolando Belasich, que o repassou para Emilio Gallavaglia, de Milão, em novembro de 1987. Emilio, por sua vez, o vendeu em novembro de 1999 para Jürgen End, de Heusweiler, Alemanha, onde está até hoje. Jürgen End era piloto de corrida, e restaurou o Alfa conforme as especificações do Apêndice K da FIA, referente ao Período F (1962-65), bancos, cintos de segurança, motor, faróis halógenos, amortecedores Koni, molas originais, instrumentos de painel, e apesar de ter os para-choques, não os instalou no carro. O modelo tem outras documentações, como Registros da Áustria, Formulários de Identificação de Veículos Históricos da FIA, e o Cartão de Identidade FIVA.



A Alfa começou fabricando o TI Super em Portello, mas com o crescimento da linha, transferiu toda a produção para a fábrica de Arese, e nos anos seguintes, o desenvolvimento levou aos cupês, projetados pelo jovem Giorgetto Giugiaro, na época, funcionário do Estúdio Bertone. Os modelos Sprint GT, GTA, 1750 Veloce e 2000 GTV tiveram esta herança da Giulia TI e triunfaram em muitas competições nos vinte anos seguintes.




Da minha coleção





O Alfa Romeo Giulia TI Super é um Hot Wheels, e reproduz o modelo vermelho, e tem uma gaiola de proteção no lugar do banco traseiro. O acabamento é o padrão dos Hot Wheels, mas foi customizado com as rodas especiais e pneus de borracha da AC Custon, detalhes da grade, lanternas, escapamento foram adicionados, valorizando esta bela mini. Como curiosidade, o nome do modelo gravado na base está incorreto: Alfa Romeo Guilia TI Super.





A variação em branco vem com os mesmos decalques, com a base em verde, merecendo uma customização para receber faixas vermelhas e verdes estreitas, como eram decorados os carros italianos que corriam nas pistas.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Alfa_Romeo_Giulia_TI_Super

https://it.wikipedia.org/wiki/Alfa_Romeo_Giulia_TI_Super#Bibliografia

https://www.ultimatespecs.com/br/carros-ficha-tecnica/Alfa-Romeo/23376/Alfa-Romeo-Giulia-TI-Super.html

https://www.classicdriver.com/en/car/alfa-romeo/giulia/1964/1023540

https://www.alfattitude.com/cars-with-attitude/pure-alfa-racing-spirit

http://www.giulia-ti-super.org/history/index.html

http://www.giulia-ti-super.org/history/monza.html

https://racecarsdirect.com/Advert/Details/136794/1965-alfa-romeo-giulia-super-ti-historic-race

https://www.sportscarmarket.com/profile/1964-alfa-romeo-giulia-ti-super-competition-saloon

https://www.motorbox.com/auto/magazine/lifestyle-auto/alfa-romeo-giulia-1962-77

https://www.classicdriver.com/en/car/alfa-romeo/giulia/1964/578925

https://velocetoday.com/alfas-exclusive-swiss-facility-part-3/#more-155117

https://cars.bonhams.com/auction/24132/lot/69/ex-jurgen-end1964-alfa-romeo-giulia-ti-super-competition-saloon-chassis-no-ar-595241-engine-no-ar-00502a-18975/

https://www.portellofactory.com/en/cars/giulia-ti-super-stradale-2/

terça-feira, 31 de março de 2026

Porsche 911 GT2 RS


O Porsche 911 GT2 RS foi revelado na convenção da Xbox de 2017, quando foi lançado o game Forza Motorsport 7, como o carro de capa; e apresentado pela Porsche no Festival de Velocidade de Goodwood de 2017, junto com a Série 911 Turbo S Exclusive.

A geração 991 tem um motor boxer flat-6 de 3,8 litros biturbo refrigerado a água, com 691 hp a 7000 rpm e 750 N-m de torque entre 2000-4500 rpm, o mais potente que já equipou o 911. Os cabeçotes tem duplo comando e quatro válvulas por cilindro. A transmissão PDK de sete velocidades leva o carro a acelerar de 0-97 km/h em 2,7 segundos, 0-200 em 8,3 segundos e 0-300 em 22,1 segundos. A velocidade máxima atinge 340 km/h.


Os freios a disco dianteiros de 410mm são ventilados, de carbono cerâmica, com pinças de 6 pistões, com calipers monobloco de alumínio e ABS; os traseiros de 390mm são ventilados de carbono cerâmica, com 4 pistões e calipers monobloco de alumínio e ABS. As rodas de aro 20x9.5J ET50 dianteiras calçam pneus 265/35 ZR20 e as traseiras aro 21x12.5J calçam pneus 325/30 ZR21

A versão tem o teto de magnésio, spoiler dianteiro, traseiro e soleiras de fibra de carbono, painéis dianteiro e traseiro de poliuretano extra-leve, vidros laterais e traseiro em policarbonato e escapamento de titânio. O peso total do carro atinge 1.4701 kg.


Adicionalmente pode ser equipado com o pacote Weissach, que reduz mais 30 kg pelo uso de fibra de carbono, como teto, barras anti-capotagem, braços de suspensão, enquanto a gaiola de proteção é de titânio. As rodas especiais de magnésio são da BBS.


Planejadas para terminar as 1.000 unidades de produção em 2019, quatro delas foram perdidas no naufrágio do navio Grande America, quando transportavam para o Brasil, e então a Porsche decidiu retomar a produção para repor os carros perdidos.

O Porsche 911 GT2 RS conseguiu diversos recordes:

Em setembro de 2017, Lars Kern, piloto de testes da Porsche cravou 6:47.3 na volta da Nordschleife de Nürburgring, com a média de 184,11 km/h (114,4 mph).

Em 2018, Warren Luff ao volante de um GT2 RS sem o pacote Weissach, bateu o recorde  em The Bend Motorsport Park no tempo de 3:24.079 no circuito de 7,7 km.


Em 25 de outubro de 2018, Lars Kern registrou 6:40.33 no Nordschleife Nürburgring com um GT2 RS MR preparado pela Manthey Racing, superando o anterior, de um Lamborghini Aventador SVJ de julho de 2018.

Em 2019, o carro bateu diversos recordes em pistas americanas: 1:24.88 em Road Atlanta, 2:15.17 em Road America e 1:22.36 no Canadian Tire Motorsport Park.

Da minha coleção

Porsche 911 GT2 RS, Maisto, Serie Speed Icons, 2025


O Porsche 911 GT2 RS é da Maisto, Serie Speed Icons, na escala 1:55. Com um bom detalhamento, reproduz o modelo de 2018 (código 991.2), e traz a decoração com faixas imitando fibra de carbono no capô e teto, assim como o enorme aerofólio traseiro com a inscrição PORSCHE. Os faróis tem lentes, assim como as lanternas traseiras.






As rodas tem suspensão, e são em preto imitando as originais; mas a cor prejudica o visual, se fossem prateadas destacariam o design delas, com os pneus de borracha com perfil baixo. A miniatura vem num blister, com berço para acomodar o modelo e caixa para guardar se o colecionador desejar.





Referências:

https://www.ultimatespecs.com/car-specs/Porsche/114483/Porsche-911-Coupe-(9912-Series)-GT2-RS.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Porsche_911_GT2

https://maisto.com/cmaisto.html

terça-feira, 24 de março de 2026

Ford CL-9000


O caminhão Ford CL-9000 foi lançado em 1968, como parte da “Louisville Line” (assim chamada por serem fabricados na planta de Louisville, construída para fabricar os caminhões pesados da Ford), os caminhões pesados da Ford, que incluía a Série L e a mais aerodinâmica Série CL. A Ford lançou o modelo para competir no mercado de caminhões pesados, dominado pelos Freightliner, Kenworth e Peterbilt, e trouxe diferenciais significativos pelo design, conforto aos motoristas e desempenho.

A construção da cabine em alumínio trouxe não só redução de peso, melhorando o consumo de combustível, e seu design permitiu o uso de baús mais altos, aumentando o volume de carga transportada, e para isso, foi providenciado um motor mais potente. O conforto aos condutores foi um destaque, com mais espaço e muito bem planejado para longas distâncias, com um sistema de ar condicionado exclusivo, e o primeiro caminhão com a cabine com suspensão totalmente pneumática, o que reduzia em muto as vibrações dos pisos e maior conforto, tornando os longos trajetos mais seguros para os condutores por diminuir os efeitos do cansaço. Era disponível também com a cabine simples, sem a extensão com espaço para a cama do motorista.

O CL-9000 de cabine simples



Os potentes motores Caterpillar, Detroit Diesel ou Cummins, que entregavam até 600 cv de potência bruta, eram fatores determinantes para os frotistas optarem pelo modelo no transporte rodoviário de longa distância, levando cargas pesadas com facilidade. A transmissão básica era a Fuller de 10 marchas, mas havia as opcionais Fuller de 9, 10 ou 13 marchas; ou a Spicer de 6 velocidades.


Outro elemento fundamental para as transportadoras era o tempo de parada em reparos e manutenção, por isso, os projetistas do CL-9000 planejaram diversos sets de substituição, que poupavam tempo e mão-de-obra nas revisões e manutenção obrigatória. Assim, também o acesso aos elementos mecânicos foi facilitado, com painéis e grades que eram facilmente retiradas para o trabalho dos mecânicos.

O marketing da Ford enfatizava o design da cabine, mais aerodinâmico e confortável para os condutores, posicionando o modelo como a melhor escolha dos melhores motoristas. Seu slogan “Ford Means Business in Big Trucks” (Ford Significa Negócio em Caminhões Grandes) reforçava a idéia de que o CL-9000 era a escolha certa para um caminhão de alto desempenho, construído para as exigências do transporte rodoviário de longa distância.

Capa do folheto, modelo 1978

As vendas do modelo foram fortes durante todos os anos em que foi produzido, até meados da década de 1980. Se tornou muito popular entre os caminhoneiros de longa distância, operadores de frotas, devido a sua combinação de potência, conforto para o motorista e facilidade de manutenção. O CL-9000 também se tornou um dos caminhões mais customizados, com inúmeros modelos que participavam de feiras e exposições, tanto em decoração como preparados mecanicamente.

O CL-9000 também apareceu em diversos filmes, series de TV e até videogames, consolidando sua fama além do segmento comercial, e marcando seu lugar no imaginário popular, tornando-se um símbolo do transporte rodoviário americano numa época em que o setor passava por mudanças significativas, como a crise do petróleo, em 1973.

Da minha coleção

Semi Fast II, Hot Wheels, 2008


A Hot Wheels reproduz o Ford CL-9000 como um caminhão customizado como Dragster, com um gigantesco motor V16 supercomprimido e um spoiler também anabolizado correspondentemente. Esta versão tem as rodas trucadas maiores do que as dianteiras.





Sua cabine é a simples, sem a extensão com espaço para a cama. Ele saiu na Serie All Stars, somente em 2008, em duas cores (Red e Pearl Purple), e não constou mais em nenhum outro ano ou edição. Sua decoração recebeu o logotipo do aniversário dos 40 anos do lançamento dos hot Wheels (1968).

Ford Stake Bed, Hot Wheels baseado no CL-9000 cabine simples, 1983

O casting (2008) foi feito por Larry Wood e Phil Riehlman, com base no Ford Stake Bed (de 1983, acima), de Larry Wood. Este, reproduzia o CL-9000 de 1978, e teve numerosas edições na linha dos Hot Wheels até 2001, com a carroceria que lhe dava o nome: “Stake Bed”.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Semi_Fast_II

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Ford_Stake_Bed_Truck

https://www.motorsforum.com/ford_trucks/the-ford-cl-9000-compare-it-with-any-linehauler-on-the-roa-3464182-.htm#:~:text=The%20Ford%20CL-9000%20was%20introduced%20in%201978%20as,such%20as%20those%20from%20Freightliner%2C%20Kenworth%2C%20and%20Peterbilt.

https://www.autopaper.com/1979-ford-cl-clt-9000-linehauler-truck-color-sales-brochure-original.php