quinta-feira, 2 de julho de 2026

A Bugatti e sua breve história


Automobiles Ettore Bugatti – 1909-1952

Fundada em 1909 em Molshein, Alsácia (na época, fazia parte do Império Alemão), por Ettore Bugatti, designer industrial nascido na Itália, ficou famosa por fabricar automóveis de alta performance, tais como o Type 35 Grand Prix, o Type 42 “Royale”, o Type 57 Atlantic e o Type 55.

O sucesso nas competições teve o ponto alto com duas vitórias nas 24 Horas de Le Mans com Jean-Pierre Wimille, em 1937 em dupla com Robert Benoist e em 1939 com Pierre Veyron. Porém, a morte de seu filho Jean Bugatti em 11 de agosto de 1939, quando testava um Type 57 de corridas próximo da fábrica de Molsheim, e a deflagração da II Guerra, destruindo as instalações de Molsheim interromperam os planos de Ettore de lançar novos modelos, e ao final do conflito, o desenvolvimento do Type 73 e sua versão de corridas 73C monoposto ficaram em apenas cinco unidades concluídas.

Bugatti Type 35B, 1926

O desenvolvimento de um motor de 375cc supercomprimido foi interrompido quando Ettore Bugatti faleceu em 21 de agosto de 1947. A empresa ainda sobreviveu tentando se manter no cenário automobilístico, mas encerrou totalmente suas atividades em 1952.

Bugatti Type 41 Royale, 1926

O legado de Ettore Bugatti pode ser visto nos exemplares sobreviventes de seus carros, que hoje alcançam cifras milionárias em qualquer leilão em que seus carros aparecem.

Bugatti Automobili S.p.A. – 1987-1995

O empreendedor italiano Romano Artioli adquiriu os direitos da marca Bugatti em 1987, e comissionou o arquiteto Giampaolo Benedini a projetar uma nova fábrica em Campogalliano, em Modena, Itália. Ao mesmo tempo em que construía a fábrica, começou a projetar um novo modelo, pelos designers Paolo Stanzani e Marcello Gandini, os mesmos que criaram o Lamborghini Miura e o Countach.

Bugatti EB110, 1995

O Bugatti EB110 GT (na tradicional cor azul que identificava os carros franceses nas competições) foi apresentado ao público em 14 de setembro de 1991, defronte ao Grande Arco de La Defense, próximo a Paris, numa tarde de gala para 1700 convidados, e no dia seguinte o evento se repetiu em Molsheim, exatamente 110 anos depois do nascimento de Ettore Bugatti.

Equipado com um motor V12 a 60º de 3.500 cc, inicialmente aspirado, com cinco válvulas por cilindro; não produzia torque e potência suficientes para um supercarro, mas Stanzani já previa que iria equipá-lo com quatro turbocompressores, de modo a reduzir o efeito turbo-lag que dois turbos maiores poderiam provocar.

Já o desenvolvimento do chassi e o estilo do carro causou divisão entre os designers contratados por Artioli, e Gandini acabou tendo a preferência para encaroçar o chassi feito com placas de aluminio e fibra de carbono.

O conceito de Stanzani previa os quatro turbos, tração 4x4 e entre-eixos reduzido, mas Artioli queria um Bugatti de luxo, com muito espaço e conforto, com todas as conveniências que o dinheiro podia comprar. As diferenças de opinião provocaram a saída de Stanzani e Gandini do projeto, assumido por Nicola Materazzi, que havia sido e engenheiro-chefe nos projetos do Lancia Stratos GR5, Ferrari 288 GTO Evoluzione, Ferrari F40 e Cagiva C589.

O Bugatti EB110 foi lançado com muitas tecnologias inovadoras, pouco utilizadas pela indústria automotiva da época, como chassis monocoque de fibra de carbono, aerodinâmica ativa, turbo quádruplo e sistema de tração integral, este último começou a aparecer nos carros da Ferrari e Lamborghini somente dois anos depois.

O modelo ganhou destaque quando Michael Schumacher ─ heptacampeão mundial de Formula Um ─ adquiriu um deles em 1994. Ele acabou vendendo o carro depois que sofreu uma batida em que danificou muito o EB110, mas a Modena Motorsport, uma revenda Ferrari e preparadora de carros de corrida na Alemanha fez os reparos necessários para Schumacher.

Materazzi trabalhou com Artioli até dezembro de 1991, por focar na engenharia e performance, ao passo que Artioli se preocupava com o potencial de marketing do modelo. Mauro Forghieri, veio da Ferrai para assumir o posto de diretor-técnico e permaneceu no cargo até meados de 1994, supervisionando o desenvolvimento do EB112, lançado em 1993.

Com poucas vendas e tantos conflitos internos, as finanças da Bugatti levaram a falência da empresa em Setembro de 1995. A compra da Lotus Cars por 50 milhões de dolares; os investimentos feitos para desenvolver o EB112 e dívidas com fornecedores desde 1993 puseram um fim à segunda vida da Bugatti.

Bugatti Automobiles S.A.S. – 1998-presente

Bugatti Veyron, 2005

O Grupo Volkswagen adquiriu a marca Bugatti em1998, e contratou Giorgetto Giugiaro da ItalDesign para projetar o EB118, previsto para apresentação ao público no Salão de Paris de 1998. O conceito era equipado com um motor W18 (três blocos do motor VR6 que equipava os Golf) com 547 hp. O modelo apareceu também Geneva Auto Show e no Tokyo Motor Show em 1999 e no Geneva Motor Show do mesmo ano, o conceito do EB218 (quatro portas); e o 18/3 Chiron no Frankfurt Motor Show de 1999.


Depois dos protótipos, o Bugatti Veyron foi lançado em 2005 ao mercado como o primeiro veículo de produção regular da fase VW. Equipado com o motor W16 de 8 litros com 1001 hp e quatro turbocompressores, e seu nome homenageava o piloto Pierre Veyron, que venceu as 24 Horas de Le Mans correndo com um Bugatti, fazendo dupla com Jean-Pierre Wimille, em 1939.


A versão SuperSport foi o carro de produção mais rápido do mundo, atingindo 267,856 mph (431,072 km/h). Foi considerado Carro da Década 2000 pelo programa de TV da BBC Top Gear  e Melhor carro do ano de 2005. A versão Grand Sport Vitesse (roadster) atingiu a máxima de 254,04 mph (408,84 km/h) num teste em 6 de abril de 2013. Estes números só foram superados por outro Bugatti, o Chiron, que sucedeu o Veyron.

O motor W16, com quatro comandos e 64 válvulas

O motor do Veyron é o W16, assim denominado por ter dois blocos VR8 unidos. Com quatro válvulas por cilindro e comandos duplos para cada bancada de cilindros, tem quatro turbocompressores para alimentar os 7.993 cc desta maravilha mecânica.

O câmbio é manual de sete velocidades, com mudanças pelos Paddles no volante que controlam a dupla embreagem por computador fazendo as trocas em menos de 150 milisegundos. A tração é nas quatro rodas permanentes, pelo sistema Haldex Traction system.

O sistema de refrigeração consta de 3 intercoolers ar-líquido para os turbo compressores; 3 radiadores de água para o motor; 1 condensador para o ar-condicionado; 1 radiador para o óleo do câmbio; 1 radiador para o óleo do diferencial e 1 radiador para o óleo do motor.

Os pneus especiais são Michelin PAX à prova de furos, e custam US$ 25,000 o jogo de quatro pneus. O peso total atinge 1.880 kg, resultando numa relação peso-potência de 1,88 kg/hp.

Bugatti Chiron, 2016

Em 2016, o Bugatti Chiron substituiu o Veyron, desenhado por Aschim Anscheidt, revelado no Geneva Motor Show em 1 de março de 2016.

Em fevereiro de 2024, a Bugatti anunciou o sucessor do Chiron, que tinha um motor V16 híbrido-elétrico, e confirmou o nome de Bugatti Tourbillon em junho de 2024.

Da minha coleção



O Bugatti Veyron é da Série de lançamento Hot Wheels, em 2002, e reproduz o design do conceito apresentado no Detroit Motor Show de 2000, embora pareça que tem o motor W18 da versão conceito 18/4. A miniatura fez muito sucesso e algumas versões das coleções posteriores alcançam altos valores de revenda entre os colecionadores.






O molde passou por uma reformulação em 2021, buscando ser mais fiel à versão de produção do Veyron real, que chegou ao mercado em 2005.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Bugatti_Veyron

https://en.wikipedia.org/wiki/Bugatti

https://en.wikipedia.org/wiki/Bugatti_Veyron

https://en.wikipedia.org/wiki/Bugatti_EB_110

domingo, 21 de junho de 2026

Team Transport #24 - Custom Corvette Stingray Coupe & Fleet flyer

Team Transport #24, 2020

A série Team Transport da Hot Wheels é uma coleção premium lançada em 2018, composta por conjuntos de dois carros, um carro e um caminhão de transporte com a mesma pintura. Esta série foca-se no transporte de carros de corrida até as pistas onde se realizavam as competições. As decorações com as marcas e logotipos celebram as diversas tradições do automobilismo e a cultura do automóvel. Cada conjunto inclui um carro de corrida na escala 1:64 e o seu respectivo veículo de transporte, formando um conjunto que valoriza as coleções com a temática das competições.

Corvette Stingray Coupe



O casting original deste Corvette reproduz o carro utilizado por Letty Ortiz no filme The Fate of the Furious (Furious 8), que na realidade, era uma réplica do Corvette 1965 usado pelo piloto Brian Hobaugh nas corridas de autocross.





A decoração vem na cor Metalflake Blue, com as faixas e o círculo do número 68 contornados com um filete vermelho, as maçanetas, lanternas e os logotipos menores da Bell Helmets, Goodyear e as bandeiras cruzadas no bico do capô são bem caprichadas, e valorizam a miniatura, assim como as rodas especiais, que vem calçadas com pneus de borracha.

Fleet Flyer



O Fleet Flyer é o caminhão de transporte, não é reprodução de um caminhão real, mas baseado no DAF da Série F218, do início dos anos 1970. O diferencial destes caminhões é a escala bem mais fiel a 1:64; e o acabamento é alinhado com o do Corvette, com faróis, lanternas traseiras e laterais demarcados, frisos contornando o para brisa e os limpadores; as janelas laterais, e o baú com a faixa com o logo do Corvette e Goodyear. A porta traseira do baú se abre para carregar o Corvette, e as rodas especiais são calçadas com pneus de borracha.




Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Car_Culture:_Team_Transport#Mix_3

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Custom_Corvette_Stingray_Coupe

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Fleet_Flyer

https://www.corvetteforum.com/articles/brian-hobaughs-30-year-history-500-hp-1965-corvette-sting-ray/

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Ferrari F40


A Ferrari F40, além de celebrar os 40 anos de fundação da Ferrari, foi o último modelo aprovado pelo "Comendattore" Enzo. A F40 nasceu em 1984 da evolução da 288GTO para competir no Grupo B da FIA, especialmente contra o Porsche 959; Nicola Materazzi havia proposto a Enzo para ser uma vitrine aos clientes da Ferrari, com um desempenho além do que os compradores regulares podiam ter em seus carros.

No entanto, com a extinção da categoria no final de 1985, Enzo ficou com o mico de cinco exemplares da 288 GTO Evoluzione já desenvolvidos em fase final para competição. Para não desperdiçar todo o trabalho até então, a solução foi criar um supercarro de corridas, mas para rodar legalmente nas ruas. Conta-se que um executivo de marketing da Ferrari comentou: "Queríamos que fosse muito rápido, extremamente esportivo e espartano", "Os clientes vinham dizendo que nossos carros estavam ficando muito macios e confortáveis." "A F40 é para os mais entusiasmados dos nossos proprietários que só querem puro desempenho. Não é um laboratório para o futuro, como o 959. Não é Star Wars. E não foi criado porque a Porsche construiu o 959. Teria acontecido de qualquer jeito."



A carroçaria foi projetada por Aldo Brovarone, da Casa Pininfarina, com Nicola Materazzi cuidando do motor, câmbio e outras partes mecânicas para torna-lo apto para circular nas ruas.

Equipado com um V8 a 90º de 2,9 litros e duplo turbocompressor e intercooler, desenvolvia 478 hp a 7000 rpm e 577 lb-ft de torque a 4000 rpm; fazia de 0-100 km/h em 3,8 segundos (a versão preparada para corridas fazia em 2,99 segundos). A F40 foi o primeiro carro vendido ao público que quebrou a barreira das 200 mph (320 km/h).


Em 1987 ao ser apresentada ao público, no Centro Cívico de Maranello,  era o mais rápido, potente e caro modelo da Ferrari vendido ao público: o preço posto fábrica era de US$ 400,000; porém logo que chegou ao mercado, alguns exemplares eram anunciados (e vendidos) a US$ 1.6 milhões.


O design da casa Pininfarina foi executado em kevlar, fibra de carbono e alumínio, para baixar o peso, e aerodinâmica muito estudada para atingir altas velocidades com segurança. O carro tinha ar-condicionado, mas não vinha com sistema de som, não possuía maçanetas para abrir as portas, nem porta-luvas, bancos de couro, carpetes ou painéis de acabamento as portas; os vidros eram de Lexan, para aliviar o peso, e as janelas laterais eram de correr na horizontal, que foram substituídas por vidros que se abriam verticalmente depois das primeiras cinquenta unidades construídas.



A aerodinâmica foi estudada para ajudar o resfriamento do motor, otimizando o fluxo de ar para os radiadores, seção dianteira e cockpit, e difusores atrás do motor, para extrair o ar quente devido aos turbocompressores. Um novo pneu P-Zero foi desenvolvido pela Pirelli, exclusivamente para a F40, com carcaça de Kevlar, e padrões assimétricos na banda de rodagem, aplicando a tecnologia usada na Formula Um de 1980 a 1985.


A Ferrari F40 foi produzida de 1987 a 1992, com 1.311 exemplares fabricados, dos quais 213 unidades foram exportadas para os Estados Unidos. Todas saíam de fábrica na cor Rosso Corsa, com volante à esquerda. O exemplar que pertenceu a Nigel Mansell (que correu pela Ferrari na Formula Um) foi vendida em 1990 por £1 milhão, um recorde que só foi superado em 2010.

Um carro tão visceral como a Ferrar F40 não podia deixar de criar polêmica, e diversas publicações que testaram o modelo teciam elogios ao desempenho e dirigibilidade, em velocidades próximas das 200 mph (322 km/h), mas outras criticaram severamente a brutalidade esportiva do carro, como Mel Nichols, da Autocar, escreveu: "Ainda não sei se a F40 é intransigente no trânsito, temível na chuva, desconfortavelmente agressiva em estradas esburacadas ou muito barulhenta em viagens longas. Não tem espaço para bagagem e entrar e sair é complicado. Mas eu sei disso: em uma estrada lisa, é um carro incrivelmente rápido, dócil e encantador por natureza; um carro exigente, mas não difícil de dirigir, abençoado com enorme aderência e, ainda mais importante, equilíbrio e maneiras excepcionais. Você pode usar seu desempenho, o mais próximo que qualquer fabricante de carros de produção já chegou do nível de carros de corrida, e se deleitar com isso."


Gordon Murray, que projetou o McLaren F1, disse na edição de julho de 1990 da revista Motor Trend: "É a falta de peso que torna a Ferrari tão empolgante. Não há nada mais de mágico no carro... Eles estão pedindo tubos de aço de dois e três polegadas de diâmetro no nível do datum base do chassi para fazer todo o trabalho, e isso fica evidente – você sente o chassi flexionando no circuito e ele balança por todo lado na estrada. Realmente balança. E, claro, quando você excita o chassi, os painéis das portas começam a balançar e ranger. Enquanto os outros carros parecem firmes e sólidos, este é como um kart grande com uma carroceria de plástico." Ele criticou severamente a antiga tecnologia de corrida: "Nem é tecnologia dos anos 60, do ponto de vista da estrutura, é tecnologia de dois tubos dos anos 50, nem mesmo um spaceframe. Ele só tem chassis locais para segurar a antepara no painel, fixar a suspensão dianteira, a suspensão traseira e a barra de proteção. E aí você tem a cola de marketing Kevlar com um quarto de polegada de borracha." 

Car & Driver chamou o carro de "uma mistura de puro terror e excitação pura". O mais divertido era acelerar na primeira marcha a partir de 15 mph (24 km/h), o "terror puro" era dirigir em uma rodovia movimentada. A visão traseira era tão ruim que trocar de faixa exigia "saltos de fé". Foi considerado inadequado para uso diário em estrada, "desajeitado e rabugento" na cidade, "tão mecanicamente inadimplente que um mecânico a bordo é aconselhado"; para descrever o desconforto do motorista foi usado "prisão para devedores de Bangkok". 


Mesmo assim, a Ferrari F40 tem o carisma de ser a celebração dos 40 anos da Ferrari, o legado de Enzo para um carro puramente esportivo, com performance inigualável, brutal e até assustador para os desavisados.

Da minha coleção



A F40 Hot Wheels é um novo casting, feito depois que a Mattel conseguiu renovar a licença para produzir as miniaturas da Ferrari. Mais bem detalhada do que os lotes antigos, ela reproduz a versão Competizione, a pedido de um importador da França, que desejava correr com ela nas 24 Horas de Le Mans. Dez exemplares foram construídos, os dois iniciais foram denominados F40 LM, e os oito restantes, chamados Competizione, porque a Ferrari achava que a sigla LM era um tanto restritiva. A versão tinha 691 hp a 8100 rpm com um upgrade nos turbocompressores do motor V8, atingindo a velocidade máxima de 367 km/h (228 mph).

Ferrari F40 Competizione

Não confundir com a versão F40 LM preparada por Michelotto (de Pádua), que construiu três unidades para correr na IMSA na classe GTO/GTU em 1989 e 1990. Os três carros continuaram correndo em 1991 até 1995, quando um quarto exemplar foi desenvolvido independentemente pela Pilot-Aldix Racing e Strandell. Até 1996, um total de 19 exemplares foram construídos cem estas especificações para participar de competições de longa duração.

Ferrari F40, TOMICA Premium




O modelo da TOMICA é bem detalhado, casting bem cuidado, pintura uniforme no vermelho Ferrari. Destaque para o grande capô traseiro que se abre, mostrando o poderoso V8 com dois turbos. Decalques do Cavalinho Rampante bem-feitos, rodas com o mesmo design do original, e as lanternas dianteiras caprichadas em plástico incolor. Com algum trabalho a mais no detalhamento, fica uma miniatura excelente nas coleções dos Ferraristas de plantão.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Ferrari_F40_Competizione

https://en.wikipedia.org/wiki/Ferrari_F40

https://tomica.fandom.com/wiki/Special:Search?scope=internal&navigationSearch=true&query=Ferrari+F40

http://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/noticias/carros,ferrari-f40-bate-recorde-em-leilao,25466,0.htm

http://rmsothebys.com/mo15/monterey/lots/1994-ferrari-f40-lm/1076049

https://www.youtube.com/watch?v=vU5NOcpXgVc

https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2017/12/15/classico-conheca-ferrari-f40-que-veio-ao-salao-de-sp-de-1990-e-nao-voltou.htm

Ferrari F40 (1987) - Ferrari.com


segunda-feira, 1 de junho de 2026

’65 Mercury Comet Cyclone

Mercury Comet, 1964

Pegando carona na corrida espacial no início dos anos 1960, o Comet compartilhava a mesma plataforma do intermediário Ford Falcon. Os carros da linha Mercury tinham um acabamento melhor do que o Falcon, e a geração de 1960-1965 tinha o mesmo design, apenas o entre eixos era 5” (130mm) mais longo; e muitas vezes eram chamados de “round body” Comet.

O Cyclone surgiu na linha de 1964, com a produção de 50 unidades de ultra alta performance, equipados com um V8 FE de 427 cid (7 litros) com mais de 700 hp e dois carburadores quádruplos de corrida, com câmbio manual de quatro marchas ou automático de três. O direcionamento destes modelos eram as pistas de Dragsters: carro leve com um grande e potente motor, os Comet dominaram a classe A/FX da NHRA nas mãos de lendas como Ronnie Sox, "Dyno Don" Nicholson e "Wild Bill" Shrewsberry.

O Mercury Comet Cyclone, já com o face-lift de linhas retas

Para 1965, o Cyclone recebeu um facelift dianteiro e traseiro, com dois faróis verticais e uma grade retilínea, seguindo o estilo dos Ford mais luxuosos, dos Pontiac e Cadillac da época. O motor básico era um de seis cilindros em linha de 200 cid (3,3 litros), com um carburador simples que gerava 120 hp a 4400 rpm. Já o V8 subiu de 260 cid para 289 cid (4,7 litros), com um carburador duplo, fornecia 200 hp a 4400 rpm. A transmissão padrão continuava com a alavanca na coluna de direção, manual de três marchas, sendo opcional o câmbio “Merc-O-Matic” de três marchas (essencialmente uma caixa Ford C4). Os carros equipados com o V8 podiam vir com o carburador básico duplo com 200 hp; ou receber um quadruplo que fornecia 225 hp, e ainda o de alta performance de 271 hp que vinha do Mustang, alinhado com uma caixa automática de quatro velocidades.



A partir de 1966-67, o Cyclone se posicionava como o Muscle-Car da linha Comet, e os modelos foram comercializados como carros distintos, e com o tempo, até as plataformas em que eram construídos ficaram diferentes.




Sendo um carro leve, com motor potente, diversos preparadores colocaram o Comet nas pistas de arrancada, e o modelo teve um sucesso muito grande, especialmente na categoria Gasser, em que as suspensões dianteiras eram levantadas, e substituídas por eixos rígidos mais simplificados, com rodas mais finas e leves.

Da minha coleção



O Mercury Comet Cyclone (preto) é um hot Wheels, da Série HW Gassers, uma categoria dos carros de arrancada com compressores e a frente levantada, com eixos dianteiros simplificados e molas semielípticas para aliviar o peso.




O Comet Cyclone branco é da Série Pop Culture: Speed Shop, que saiu em 2023, e tem rodas especiais com pneus de borracha (Real Riders). A decoração é da American Racing Equipment, fundada por Romeo Palamides, em 1956, produzindo rodas de liga para dragsters e Muscle-Cars. Seu modelo icônico são as Torq Thrust, lançada em 1963, com cinco raios, fazendo sucesso até hoje, mais de 60 anos depois. A medida do sucesso da American Racing pode ser vista no Mustang de Bullit e o Dodge Charger “General Lee”, equipados com as rodas criadas por Romeo Palamides.




O modelo vermelho é um Mainline da Serie Drag Racers, de 2026, e reproduz o carro de Don Nicholson, piloto, construtor, preparador e embaixador do tema Drag Racing. Começou a correr em 1961, com a Chevrolet, mas passou a usar os Ford após as montadoras deixarem de patrocinar o esporte motor. Correndo então com os Mercury, este de 1965 foi umdos carros com que venceu diversas arrancadas. Don Nicholson, também conhecido como “Dyno Don”, foi o primeiro piloto a correr com o que veio a ser chamado de Funny-Car em 1966, chassis especiais encarroçado por uma bolha de fibra de vidro basculante. Depois, em 1968, criou a categoria Super Stock, que mudou o nome para Pro Stock em 1970, onde foi campeão na temporada de 1977, aos 50 anos de idade. Ele continuou competindo até 1999, e acometido de Alzheimer, veio a falecer devido às complicações de saúde em 24 de janeiro de 2006.

O Comet Cyclone 1965 de Don Nicholson

O vermelho e branco é da Série Team Transport #28, de 2021, com um Ford C800 como transportador para as competições. Com um acabamento mais caprichado, os decalques são bem elaborados, e o caminhão plataforma tem uma rampa não muito comum, ficando o carro inclinado para a frente. Como os demais Team Transport, a escala do caminhão é bem mais próxima de 1/64, ficando mais proporcional no conjunto. Ambas as miniaturas tem rodas especiais e pneus de borracha.

'65 Mercury Comet Cyclone, Serie Team Transport #28, 2021



Team Transport #28, 2021






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2765_Mercury_Comet_Cyclone

https://en.wikipedia.org/wiki/Mercury_Cyclone

https://en.wikipedia.org/wiki/Mercury_Comet

https://www.americanracing.com/about

https://en.wikipedia.org/wiki/American_Racing_Equipment