segunda-feira, 28 de agosto de 2023

THE NASH – Hot Wheels Legends Tour 2018

 

O Nashole de Greg Salzillo

Há alguns anos, a Mattel promove o Legends Tour, um evento que reúne os customizadores apresentando seus modelos, que podem se tornar uma réplica die-cast dos Hot Wheels; e o vencedor do ano 2019 foi o “Nashole”, um hot rod baseado no Nash Metropolitan 1957, construído por Greg Salzillo e seu parceiro Dave Ford.

Originalmente, o Nash era um City-Car nos anos 1950, fabricado pela Austin na Inglaterra, e distribuído nos Estados Unidos e em outros países com esta marca. A Mattel já tinha um Nash na linha, o Nash Metrorail, um Metropolitan Dragster, com capô alongado para acomodar o motor supercomprimido. Este passou a fazer parte do Mainline em 2000, na cor azul turquesa/branco; e coincidentemente ou planejadamente, Greg Salzillo pintou seu carro nesta mesma combinação de cores ao preparar seu hot rod para o Legends Tour.


Hoje, assim como nos carros reais, utilizam-se programas de computador para finalizar o design dos modelos em miniatura. Os Hot Wheels normalmente são compostos de quatro elementos: o chassi com os eixos e as rodas, a carroçaria, o interior e os vidros.

Com a pintura diferenciada do The Nash, o designer da Hot Wheels tinha de planejar os componentes de modo a preservar o esquema de cores do carro real. Originalmente o carro tinha o nome de “Nashole”, mas depois de ganhar a chance de se tornar um Hot Wheels, acharam por bem mudar o nome para The Nash, pois a pronúncia ficava parecida com um ‘nome feio’ em inglês.


Após a fase de esboço, os designers passam para a modelagem digital 3D. O designer Manson Cheung faz parte do departamento de escultura e contou com a assessoria de Salzillo e Ford na fase de modelagem inicial do carro. Cheugn usa um "dispositivo de escultura digital 3D" chamado Freeform; um software que é basicamente como argila virtual, permitindo a ele esculpir um modelo digital de argila do carro, assim como um designer faria para um carro "real" em escala real. O processo de modelagem 3D permite que os designers realmente ajustem os detalhes do carro e decidam como ele será realmente montado; nesta fase, é fácil fazer alterações e refinar o design. Eles até modelam a aparência do carro na embalagem icônica da Hot Wheels.



As rodas do Nash foram uma das coisas mais difíceis de replicar, já que o carro da vida real tem pneus grandes e estreitos, além das laterais com faixas brancas, que são diferentes dos usados ​​por um Metropolitan regular (ou um carro normal). As rodas Hot Wheels padrão não funcionariam, então os designers tiveram que usar "rodas skinny" que raramente são usadas pela empresa, mas ainda estavam disponíveis para produção. Infelizmente não se aplicaram as faixas brancas laterais, elas contribuiriam para aumentar a fidelidade no design da miniatura.

Assim que o designer finaliza o trabalho, os protótipos são impressos em 3D para testar o ajuste e ver como as diferentes partes e componentes se juntam na vida real. O modelo pode então passar por mais mudanças de design dependendo de como ele se parece com um brinquedo real – por exemplo, o motor e o capô foram modificados neste estágio. Uma vez que o design foi completamente ajustado e aprovado, um modelo 3D final é criado e, em seguida, amostras de pré-produção são montadas e pintadas nas cores planejadas, e só então a mini entra em produção para ser embalada nas caixas de cada lote durante o ano.

O Nash chegou às lojas americanas em Dezembro de 2020, no lote 2021B, e Greg Salzillo gastou cerca de US$ 10,000 para construir seu carro, incluindo o valor que pagou ao comprar o modelo. Felizmente, os colecionadores poderão desembolsar apenas US$ 1,09 pela miniatura; cerca de R$ 19,00 (em 2023) no mercado brasileiro.

O Legends Tour de 2020 deveria ocorrer em 18 cidades nos Estados Unidos, mas teve que ser cancelada por causa da pandemia do COVID-19. Em vez disso, a Hot Wheels realizou o evento digitalmente, permitindo que os customizadores enviassem seus modelos online. Houve cinco "etapas", com um vencedor sendo escolhido em cada uma. Desses finalistas, o vencedor foi escolhido no evento grand finale transmitido ao vivo em novembro, e o Pontiac Firebird Trans-Am 1970 de Riley Stair levou o privilégio de se tornar uma  miniatura Hot Wheels.

Da minha coleção


O Nash é o primeiro exemplar que saiu na Mainline da Hot Wheels em 2021, na cor Turquoise, como no original, e se junta ao 2 Jet Z (2018) como o segundo carro a se tornar um Hot Wheels através do Hot Wheels Legends Tour de 2019.

Referências:

https://www.cnet.com/roadshow/pictures/hot-wheels-nash-design-process-legends-tour/

https://lamleygroup.com/2021/01/26/metropolitan-match-up-the-new-hot-wheels-nash-goes-head-to-head-with-the-metrorail/

https://hotwheels.fandom.com/wiki/2023_Hot_Wheels_Legends_Tour

The Partridge Family - A Família Dó-Ré-Mi

 


The Partridge Family (no Brasil, “A Família Dó-Ré-Mi”) é uma sitcom musical americana estrelada por Shirley Jones e apresentando David Cassidy. Jones interpreta uma mãe viúva, e Cassidy interpreta o mais velho de seus cinco filhos, em uma família que embarca na carreira musical. Foi exibido de 25 de setembro de 1970 a 24 de agosto de 1974, na rede ABC, como parte de uma programação nas noites de sexta-feira. A família foi vagamente baseada na família musical da vida real Cowsills, uma banda popular no final dos anos 1960 e início dos anos 1970.

No episódio piloto, um grupo de irmãos musicais na cidade fictícia de San Pueblo, Califórnia (dizem estar "40 milhas de Napa County" no episódio 24, "A Partridge By Any Other Name") convence sua mãe viúva ─ uma caixa de banco ─ Shirley Partridge, para ajudá-los cantando enquanto gravam uma música pop em sua garagem. Por meio dos esforços do precoce Danny, de 10 anos, eles encontram um empresário, Reuben Kincaid, que ajuda a tornar a música um hit do Top 40. Depois de mais persuasão, Shirley concorda que a família pode sair em turnê.


No episódio “Al’s Used Cars” eles encontram um ônibus escolar na loja de carros usados, um Chevrolet amarelo, porém ele é um modelo diferente do que foi pintado no padrão da tela de Mondrian. O da loja tem sete janelas laterais, ao passo que o modelo usado nos episódios tem oito janelas. Este era um Chevrolet Second Series Task Force 6800, encarroçado pela Superior Coach, modelo 1955.

Com o ônibus, eles seguem para Las Vegas, Nevada, para seu primeiro show ao vivo no Caesars Palace. Os episódios subsequentes geralmente apresentam a banda se apresentando em vários locais ou em sua garagem. Os programas geralmente contrastam a vida suburbana com as aventuras de uma família do show business na estrada. Após a primeira temporada, mais ações do show acontecem na cidade natal da família do que em turnê.

The Partridge Family foi criada para a televisão por Bernard Slade, e o produtor executivo da série foi Bob Claver. O show foi inspirado e vagamente baseado nos Cowsills, um grupo familiar de música pop que ficou famoso no final dos anos 1960. No desenvolvimento inicial do programa, as crianças Cowsills foram consideradas pelos produtores, mas como os Cowsills não eram atores treinados e eram muito velhos para os papéis conforme o roteiro, Slade e Claver abandonaram a ideia. Shirley Jones já havia sido contratada como mãe Shirley Partridge e estrela do show, insistindo que a escalação de Jones para o papel da Sra. Partridge não era negociável. Relatos dizem que os Cowsills não aceitaram fazer o programa porque a mãe verdadeira não participaria no elenco.

O piloto foi filmado em dezembro de 1969. Este piloto não exibido difere do piloto que foi transmitido em 1970. No piloto não exibido, o nome de Shirley é Connie e ela tem um namorado interpretado pelo marido dela na realidade na época, Jack Cassidy, pai de David Cassidy. David teve problemas com a fama, e o assédio das fãs o fez sentir sufocado, pressionado pela histeria em muitos casos, em torno de cada movimento seu. Em maio de 1972, ele apareceu nu na capa da revista Rolling Stone, feita por Annie Leibovitz, numa tentativa de fugir do estereotipo de bom menino que a série exibia.


As canções eram cantadas apenas por Shirley, enquanto os “filhos” apenas dublavam pois eram atores e não cantores de fato. No entanto, quando David Cassidy demonstrou ao produtor musical Wes Farrel que sabia cantar, ele foi autorizado a cantar e gravava o vocal nas canções do grupo. David Cassidy firmou sua carreira solo fazendo turnês com sua própria banda, depois do encerramento do seriado, e conservou uma base sólida de fãs nos 30 anos seguintes. Teve problemas com álcool, sendo preso por dirigir embriagado em várias ocasiões, e após 2010, sua carreira declinou, juntamente com sua saúde, declarando falência em 2014; sofrendo de demência, faleceu em 2017 aos 67 anos. David Cassidy tem uma estrela na Calçada da Fama, pelo sucesso duradouro de sua carreira.

Durante as quatro temporadas em que durou a série, diversas celebridades participaram dos episódios, cantores, atores, astros do beisebol, até a filha de Ronald Reagan, Maureen Reagan, apareceu num episódio, as Panteras originais, Jacklin Smith, Farrah Fawcett e Cheryl Ladd fizeram aparições em episódios separados; e entre eles também constam Mark Hamill e Jodie Foster.


O seriado conseguia boa audiência até 1973, quando os índices começaram a cair, mas a BBC levou o programa ao Reino Unido e passou a exibi-lo no London Weekend Television, com bastante sucesso. Em 1993 e 1994, a Nickelodeon parte da série na sua programação Nick At Nite, incluindo entrevistas e comerciais com membros do elenco original e até criou uma nova versão do ônibus pra promover o programa. Depois disso, teve reexibições também na USA Network, Foz Family, Ion Television e Hallmark Channel. Foi exibida no Brasil pela Rede Globo nos anos 1970.

A série voltou ao ar em 2011 na Antenna TV, exibindo os 96 episódios em ordem cronológica para comemorar os 50º aniversário da estreia da Série; e a FETV também reexibiu The Partridge Family a partir de dezembro de 2017.

Sobre a discografia de The Partridge Family, como apenas Shirley Jones e David Cassidy cantavam de fato, tiveram um grande sucesso, e a canção “I think I love you”, single de estreia em 1970 passou três semanas no top da Billboard’s Hot 100, em novembro e dezembro de 1970. Vendeu mais de cinco milhões de cópias, superando as vendas de “Let it Be”, dos Beatles, ganhou o Disco de Ouro pelo recorde, e ficou como o terceiro artista/grupo fictício a conseguir o Hit Nº 1 (os outros foram The Squirrells e The Archies). Seguiu-se uma serie de singles de sucesso nos Estados Unidos e no Reino Unido, assim como álbuns reunindo as músicas, ao todo foram 89 canções em nove álbuns entre 1970 e 1973; alcançando grande sucesso no Canadá, Grã-Bretanha, Europa, Japão, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.


O sucesso teve desdobramentos para animação, feita por Hanna-Barbera, mas ambientada em 2.200 D.C.; Games, livros e História em Quadrinhos. Também houve uma tentativa de fazer um “remake” pela VH1, mas não passou do piloto em 2004. Em junho de 2023 foi anunciado que The Partridge Family teria uma nova animação, e desta vez o grupo seria de Afro-Americanos. A Sony Pictures Home Entertainment lançou as quatro temporadas The Partridge Family em DVD para a Região 1; e as temporadas 1 e 2 para as Regiões 2 e 4.


Um personagem que acabou ficando em segundo plano foi o ônibus utilizado pela família, para ir aos shows e apresentações. Ele era um ônibus escolar, comprado por USD 500 de um distrito escolar em Orange County, California, e foi pintado como a tela de Piet Mondrian (“Composição com Vermelho, Azul e Amarelo”, de 1930), bem colorido, conforme o espírito da família e do seriado.

O relato de que o ônibus ficou anos estacionado ao lado da lanchonete Lucy’s Tacos, na Martin Luther King Blvd., próxima à University of Southern of California, não procede, pois esse era um modelo de 1956, possivelmente foi pintado como um “tribute bus”, mas com certeza é um modelo encarroçado pela Carpenter, e não pela Superior Coach. Infelizmente, o ônibus foi para desmanche em 1987, quando o estacionamento foi repavimentado. Relatos dizem que o estado em que se encontrava era lamentável, devido aos anos em que ficou abandonado, e o nome da família na lateral e a placa alertando “Mãe nervosa dirigindo” na traseira foram pintados de branco. Não há confirmação, porém acredita-se que fãs do Seriado The Partridge Family tenham vandalizado o veículo, levando pedaços dele como recordação do programa que fez tanto sucesso na época. Este fato ganhou divulgação depois que o autor Joey Green publicou em 1994 o livro “Partridge Family Album”, onde ele identifica erroneamente o veículo como sendo o original do seriado. Incontáveis posts e até matérias da Wikipedia contribuíram para que o engano fosse repetido à exaustão.


Já outro post mostra uma foto de um ônibus do mesmo modelo, mas muito deteriorado, boa parte dele coberto de neve, e no final do texto comenta sobre vestígios da pintura original na barra central da grade, no para lama direito e no lado direito do para choque, mas não informa onde o ônibus se encontra, nem há outras fotos de lado ou traseira para comprovar se é o mesmo veículo.

No mesmo post, o texto informa que depois do encerramento do programa, ele foi pintado de branco ou creme e utilizado em outro programa, chamado Apple’s Way, que durou apenas uma temporada, em 1974-75. No enredo do episódio “The Candy Drive”, o ônibus é repintado de amarelo vivo; e a última aparição do ônibus da “Partridge Family” foi no Lorimar Prods MOW “Helter Skelter”, de 1976. Repintado de verde e cinza, foi usado como o assustador ônibus hippie de Charles Manson em uma cena retratando o Barker Ranch. Vários bancos foram removidos, alguns reformados, mas havia alguns assentos que ainda mantinham o tecido com as cores e padrão da tela de Mondrian, confirmando que este era efetivamente o mesmo veículo.

Em resumo, o destino final do ônibus psicodélico da Partridge Family é desconhecido, mas é razoável concluir que em algum momento após 1976, o veículo foi descartado para desmanche, pois nenhum boato posterior a 1976 sobre o paradeiro dele foi confirmado por fotos ou qualquer outra informação conclusiva. Se ele tivesse realmente sobrevivido, teria sido identificado, fotografado, restaurado ou exibido como objeto histórico em algum momento nos últimos 47 anos.

Da minha coleção


A Johnny Lightning reproduz o ônibus da The Partridge Family, aproximadamente na escala de 1:90. O modelo tem a frente da Chevrolet, mas a grade não tem a peça central que é pintada de azul e amarelo, e o para-choque tem apenas um ressalto ao invés de ter mais altura com duplo ressalto.



Apesar da pintura reproduzir o padrão colorido da tela de Mondrian, não coincide com a decoração do veículo original do seriado. 

Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Partridge_Family

https://www.cheatsheet.com/entertainment/the-partridge-family-what-happened-to-the-painted-bus.html/

https://barnfinds.com/cmon-get-skeptical-real-partridge-family-bus/

https://telstarlogistics.typepad.com/telstarlogistics/2008/01/on-the-road-in.html

http://bussoladoterror.blogspot.com/2012/05/familia-do-re-mi.html

https://veja.abril.com.br/cultura/ator-david-cassidy-da-familia-do-re-mi-morre-aos-67-anos/

https://www.imcdb.org/v136423.html

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

2 Jet Z - Hot Wheels Legends Tour


Luis Rodrigues é um admirador dos aviões caça, e apaixonado pelos carros que correm em Bonneville Salt Flats. Juntar as suas paixões era uma coisa óbvia, então, procurando por um tanque de avião para construir um carro no estilo “Belly Tanker”, percebeu que ele iria ficar muito pesado, e teria algumas restrições na construção. Ele se deparou com uma obra de arte conceitual intitulada "The Face Peeler" de Dwayne Vance e Luis encontrou sua inspiração. "Entrei em contato com Vance e, com a permissão dele, consegui criar o que sonhei."

Pegando um motor Toyota 2JZ do Supra, projetou um chassi tubular de molibdênio cromado, com o motor entre eixos na traseira, e com um cockpit de avião, as rodas ficaram naturalmente descobertas. A “carroçaria” foi montada com chapas de alumínio rebitadas, um único assento esportivo personalizado foi instalado na cabine, cujo painel tem instrumentos no estilo aviação, com o teto-concha feito em Lexan, se abre como uma cabine de caça, basculando para entrar e sair do carro.


O motor é um 2JZ-GTE, um clássico que aceita preparações variadas, com alguns especialistas conseguindo até 2.000 hp com toda pressão que conseguem colocar no 3,0 seis cilindros da Toyota. Luis colocou pistões Wiseco e pinos da ARP, o cabeçote tem comando BC, molas de válvulas e retentores Ferrea. O Twin-Turbo original foi trocado por apenas uma turbina PTE 6262, com válvula de alívio TIAL e um escapamento exclusivo, cuja ponteira foi montada com as lâminas de uma peça culinária para cozimento de legumes no vapor, e acabou ficando semelhante a um bico de motor a jato. Estas lâminas se abrem e fecham conforme o pedal do acelerador é pressionado,; na prática, um preciosismo visual.


Com o chip na ECU (Electronic Central Unit) AEM V1, o motor produz 517 hp normalmente, mas com a ação do turbo, chega a 627 hp. Acoplado a uma transmissão Subaru STi 2010 de seis velocidades, embreagem ACT 6-Puck e volante Fidanza personalizado, e semi-eixos Driveshaft Shop que suportam 1.000 hp, combinados com a suspensão especialmente desenvolvida com braços Duplo-A, barras estabilizadoras na dianteira e traseira, conjunto de mola-amortecedor Speedway, montados com balancins na horizontal na frente e inclinados atrás.


Com um peso de apenas 650 kg, e mais de 600 hp, dá pra imaginar o quanto anda e acelera o 2 Jet Z de Luis Rodrigues, que levou um ano e meio para finalizar seu projeto.

O 2 Jet Z premiado no Legends Tour de 2018

Para celebrar os 50 anos da marca Hot Wheels, a Mattel criou o Hot Wheels Legends Tour, evento que ocorreu em 15 cidades americanas, onde os donos de carros customizados se candidatavam para seus modelos serem selecionado a se tornar uma miniatura Hot Wheels. A final foi realizada no SEMA Show de 2018, em Las Vegas, Nevada.

O 2 Jet Z venceu este primeiro Hot Wheels Legend Tour, e em 2020, chegou às lojas a miniatura no blister tradicional dos Hot Wheels, o projeto de Luiz Rodrigues, assinado por Manson Cheung, designer da Mattel responsável pela redução na escala 1:64.

Os vencedores dos eventos seguintes foram: em 2019 o The Nashole de Greg Salzillo; em 2020 o Pontiac Firebird Trans-Am de 1970 de Riley Stair; em 2021 o Volvo P1800 1969 de Lee Johnstone, quando o evento se abriu para outros países; e em 2022 Craig Meaux levou o seu Autozam Scrum, um mini-truck japonês, um típico Key-Car, mas equipado com um monstruoso Chevy Big-Block de 454 cid e enormes rodas Off-road de 30 polegadas de diâmetro.

Da minha coleção


O 2 Jet Z que saiu na Série HW Dream Garage, em 2020 reproduz o carro de Luis Rodrigues; e curiosamente, a obra de arte conceitual “The Face Peeler”, que o inspirou a construir o carro, é de autoria de Dwayne Vance, um funcionário da Mattel, que trabalha com os Hot Wheels.



Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/2_Jet_Z

https://www.motortrend.com/features/1809-the-2jetz-creation-making-a-dream-into-reality/

https://www.gtplanet.net/the-2-jet-z-is-crowned-the-hot-wheels-legends-tour-champion-at-sema-2018/

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Twin Mill - Hot Wheels

 

O Twin Mill de primeira geração, de 1969

O Twin Mill é um protótipo de Concept-Car Bimotor, reconhecido como o primeiro projeto original da Hot Wheels, de não reproduz um veículo já existente. A miniatura foi lançada em 1969, com projeto de Ira Gilford, e seu design, bem característico, é marcado pela frente triangular, com faróis idem, o longo capô, onde se acomodam os dois motores com tomadas de ar, e a cabine, que se abre como a de um caça a jato, basculando para entrada do piloto e passageiro.

O casting foi utilizado até 1971, e em 1973 a Sheel distribuiu o modelo numa campanha promocional nos postos de gasolina dos EUA. Em 1976, com pequenas alterações no casting, ficou denominado Twin Mill II, mas permaneceu no mercado apenas dois anos, em 1976 e 77.

Twin Mill da Shell Promotion


Veja a diferença entre o Twin Mill e o Twin Mill III

O casting foi refeito em 1993, mas com o mesmo design do original, comemorando os 25 anos do lançamento dos Hot Wheels, e saiu na Vintage Series. Uma versão bem detalhada foi lançada na Série 100% Hot Wheels em 1998. Como curiosidade, o Twin Mill (na escala 1:55) foi feito pela Mebetoys, da Itália, depois que a Mattel adquiriu a empresa dos irmãos Ugo and Martino Besana, que atuavam no mercado europeu, concorrendo com empresas como Solido, Corgi, Dinky, Polistil, Rio Models e Tekno. Depois que venderam a Mebetoys para a Mattel, eles fundaram a Martoys, que em 1976 mudou o nome para Bburago (B de Besana e Burago di Molgora era a cidade onde ficavam).


O carro real, baseado na miniatura Hot Wheels

O Twin Mill fez tanto sucesso que em 1998, a Mattel encomendou a Boyd Coddington, famoso construtor de Hot Rods, com a coordenação de Chip Foose, outro renomado designer e preparador, uma versão real da miniatura. Entretanto, Boyd faliu naquele mesmo ano, e o projeto ficou inacabado. Carson Lev retomou de onde haviam parado e comissionou os construtores Barry Lobeck e Carron Custom para finalizá-lo a tempo de apresentá-lo no SEMA Show de 2001.

O Twin Mill e equipado com dois motores V8 Big Block Chevrolet de 502 cid (8,2 litros) supercomprimidos, capazes de gerar cerca de 1400 hp; o câmbio é um GM TH400 automático de três velocidades. Uma segunda unidade do Twin Mill com as mesmas especificações foi construída pela Action Vehicle Engineering, pintado de azul. Ambos fazem parte do acervo da Garage of Legends, e participam de diversos eventos organizados pela Mattel, como o Legends Tour.

O Twin Mill apareceu em diversos games, da própria Hot Wheels, e também no Forza Horizon 3, 4 e 5, junto com o Bone Shaker, outra miniatura famosa da linha Hot Wheels, o Rip Rod e o Ford Mustang de 2015. Outro game em que teve presença foi o Asphalt 8: Airborne.

Twin Mill Hardnose

Twin Mill Tooned

O Twin Mill recebeu diversas cores, decorações e acabamentos durante os anos em que saiu nas linhas da Mattel, e também saiu nas versões Tooned (estilo caricatura), Hardnose (com a frente exagerada), Elétrica (sem os dois motores) e finalmente como Monster Truck. As mais recentes variações (em branco e ZAMAC) é a Twin Mill Braille Racer, em parceria com a National Federation of the Blind, toda em branco e com caracteres Braille “Hot Wheels Twin Mill” no blister da embalagem e “#68” na traseira da miniatura e “Twin” numa lateral e “Mill” na outra; sendo que na base está grafado “Hot Wheels”, sempre em caracteres Braille.

Twin Mill Electric

Twin Mill Monster Truck


Da minha coleção

Twin Mill, Série Pop Culture: Boulevard, de 2020

O Twin Mill está presente em minha coleção com três exemplares: o azul é um Re-Cast de 1993, da Série Boulevard de 2020, base de metal, rodas especiais e pneus de borracha.

Twin Mill 50th Anniversary, 2018

O preto fosco e dourado é da Série comemorativa dos 50 anos da Hot Wheels, e traz rodas normais, apenas na cor dourada.

Twin Mill III, de 2012

O vermelho com flames amarelos é um Twin Mill III, de 2012, um novo casting refeito em 2008 pelo designer Josh Henson.

Twin Mill Braille Racer, de 2023

E o último a entrar na coleção é o Twin Mill Braille Racer, em ZAMAC, com caracteres Braille nas laterais e traseira, base de plástico e rodas idem.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Twin_Mill

https://en.wikipedia.org/wiki/Mebetoys

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Twin_Mill_II_(1993)

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Twin_Mill_III

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Twin_Mill_(Monster_Truck)

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Twin_Mill_Gen-E

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Tooned_Twin_Mill

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Twin_Mill_(Hardnoze)

sábado, 19 de agosto de 2023

’49 Ford F1

 

A Ford F1 de 1949
Esta pick-up foi a primeira da longeva serie F, que foi lançada em 1948, e foi notável porque o chassi que utilizava foi desenvolvido exclusivamente para a pick-up, que teria desdobramentos para outros veículos comerciais, como vans e caminhões para o segmento mais pesado. Esta pioneira geração foi produzida de 1948 a 1952, e todos os modelos foram equipados com o conhecido motor Flathead com seis cilindros em linha ou V8.

Após o fim da Segunda Guerra, a Ford ainda produzia seus automóveis e pick-ups projetados em 1941, mas em 1947 começou a renovar o projeto de todos os seus veículos, ampliando a gama de utilizações que podiam ter, com novas diretrizes de melhor direção, mais conforto e espaço, e uma grande valorização para o cliente.

Com o design renovado, foi a primeira pick-up do pós-guerra totalmente nova no mercado. O novo chassi trazia uma terceira travessa que proporcionava maior resistência para trabalhos pesados. Além disso, a Ford foi a única fabricante a oferecer motores V8 para as pick-ups e caminhões médios até 1954, e também instalar amortecedores telescópicos nas suspensões, mais eficientes para rodar em estradas não pavimentadas.

Cabine mais espaçosa e confortável

O novo design da cabine era 7 polegadas mais largo que a anterior, assim como as portas eram 3 polegadas maiores, melhorando o acesso; o para-brisa era 2 polegadas maior na altura, somado à vigia traseira também maior, oferecia melhor visibilidade em todas as direções. Com a cabine maior, os bancos tinham regulagem de distância e inclinação, trazendo mais conforto e segurança ao motorista. A cabine era afixada ao chassi com buchas e barras de torsão na parte traseira, para isolar as vibrações e diminuir o ruído interno.

Os para-lamas dianteiros eram salientes, mais altos e se ligavam formando uma superfície com um rebaixo onde eram inseridos os faróis circulares, separados por uma grade com cinco largas barras horizontais. Acima disso vinha o capô do motor com duas pequenas aberturas com frisos cromados. A caçamba acompanhava a largura da cabine, e os para-lamas traseiros bojudos se projetavam da lateral da carroceria.

Ford F1 de 1950, com a nova grade

A mudança mais notável no visual veio em 1950, onde a abertura da grade ficou maior e uma peça mais robusta substituiu os cinco frisos horizontais, e versão com motor V8 ganhou um emblema logo abaixo do bico do capô dianteiro.

Ford F1 1951

A versão Panel Van


A motorização disponível era um Flathead seis cilindros em linha, de 226 cid (3,7 litros) com 95 hp a 3300 rpm; o Flathead V8 tinha 254 cid (4,16 litros) tinha 100 hp a 3800 rpm. A caixa de cambio podia ter 3 velocidades, e uma mais reforçada opcionalmente para trabalhos mais pesados, sempre manual. Ela pesava 4,700 lb (2.132 kg) e podia transportar 500 kg de carga, na caçamba que media 1,98m de comprimento, e comportava um volume de 1,3 m3. O piso da área de carga era revestida por pranchas de madeira.

Ford COE (Cabin Over Engine)

Ford F6, chassi para onibus

A Série F de pick-ups e caminhões da Ford ainda está em linha, sendo a F-150 o veículo mais vendido nos EUA há vários anos, até mais do que automóveis propriamente ditos. Os modelos além da F1, eram as F2 até a F8, com capacidades de carga de ¾ ton.; 1 ton.; 1; ½ ton.; 2 ton., e as F7 e F8 eram apelidadas de “Big Job”, estes caminhões ou cavalos mecânicos tinham peso bruto entre 7.700 e 10.000 kg. As F5 e F6 tinham a cabine sobre o motor (COE), e eram direcionadas para carrocerias normais de carga, ou encarroçados por terceiros para ônibus.

O Big Job Fire Truck


Da minha coleção

Ford F1 1949, da Série HW Flames, Mainline de 2018

A Ford F1 de 1949 [e da Hot Wheels, da Série HW Flames (2018), pintura Metalflake Red, com flames amarelas e contornos vermelhos. O casting reproduz bem a versão F1 desta linha.

Ford COE, da Série Pop Culture: Star Trek, de 2018

O outro caminhão é um ’49 Ford COE (Cabin Over Engine), em que a cabine fica mais avançada sobre o motor, numa posição mais elevada do que as cabines “normais”. É um temático da Série Pop Culture: Star Trek, lançada em 2014; vem decorada com a imagem do Cap. Kirk nas laterais.

Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_F-Series_(first_generation)

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2749_Ford_F1

https://www.conceptcarz.com/s18964/Ford-F-1.aspx

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

The Incredibile (Car)

 


O Incredibile (uma contração de “Incredible” com “Automobile”) é o carro do Senhor Incrível, da animação da Pixar, sobre uma família com superpoderes, mas que precisou se aposentar, tentando viver uma vida normal com seus três filhos, no subúrbio de Metroville; pois o governo proibiu as ações dos Super-Heróis. A animação chegou aos cinemas em novembro de 2004, e mesmo com pouco tempo de exibição, conseguiu o posto de quarta maior bilheteria naquele ano, e com diversas premiações, é considerado um dos maiores filmes sobre Super-Heróis de todos os tempos.

Produtos licenciados em Merchandising são a segunda receita dos sucessos no cinema, e Os Incríveis não fugiram à regra: McDonald’s, Pringles, Tide, Kellog’s e Hasbro lançaram inúmeros produtos com as imagens do filme, além de desdobramentos para Comic Books, VHS (ainda), DVD e Blu-Ray, além de vídeo-games e sets da Lego na temática da animação.

O Incredibile camuflado para rodar no trânsito normal

O carro de Mr. Incredible é um sedã familiar no início do filme 1, mas depois ele ganha um novo design, um sedã preto bem comum, mas que se transforma no Incredibile. Como a animação tem um estilo tendendo para o retro-futurismo, o Incredibile tem para lamas bem destacados, faróis semelhantes à Ferrari Dino e o Puma brasileiro, o conceito streamliner fez a traseira bem afilada, mais estreita do que a frente, que tem um radiador semelhante ao dos anos 1940. Mas a tecnologia está nas entradas laterais como turbinas de avião, e a saída única dos gases na traseira nos lembra da turbina do Batmóvel do seriado de 1966.

O teto da cabine segue o perfil Fastback, bem aerodinâmica, assim como as rodas traseiras encobertas, e as lanternas traseiras seguem o estilo aeronáutico muito em voga nos anos 1950.

Da minha coleção



O Incredibile na versão "Boosted" 

O Incredibile na escala 1:64 demorou a entrar na coleção, pois a Jakks Pacific que foi licenciada para fazer a miniatura fez a produção em 2018 e não se manteve no mercado. Só encontrei a mini usada, com a cartela bem desgastada, e obtive a versão “Boosted”, que tem a chama se projetando na turbina traseira (o modelo “normal” não tem este detalhe). O modelo é bem feito, o design acompanha o mostrado na animação, e a pintura geral é num preto perolizado, com o capô em azul claro, em que o ressalto do radiador se projeta no capô em preto, com um círculo vermelho como se fosse o acento da letra “i”.

A Jakks Pacific também fez o Incredibile na escala 1:24, bem mais detalhado pelo tamanho, mas também difícil de encontrar. As fotos ficam somente para registro.




Já o modelo de controle remoto foi vendido nas lojas Disney Store, e não há referências sobre o fabricante do modelo.

O Incredibile RC, na escala aproximada de 1:10 ou 1:12


Referências:

https://www.spencer1984.com/review/jakks-incredibles-incredibile.php

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Incredibles