Automobiles Ettore Bugatti – 1909-1952
Fundada em 1909 em Molshein, Alsácia (na época, fazia
parte do Império Alemão), por Ettore Bugatti, designer industrial nascido na
Itália, ficou famosa por fabricar automóveis de alta performance, tais como o
Type 35 Grand Prix, o Type 42 “Royale”, o Type 57 Atlantic e o Type 55.
O sucesso nas competições teve o ponto alto com duas
vitórias nas 24 Horas de Le Mans com Jean-Pierre Wimille, em 1937 em dupla com
Robert Benoist e em 1939 com Pierre Veyron. Porém, a morte de seu filho Jean
Bugatti em 11 de agosto de 1939, quando testava um Type 57 de corridas próximo
da fábrica de Molsheim, e a deflagração da II Guerra, destruindo as instalações
de Molsheim interromperam os planos de Ettore de lançar novos modelos, e ao
final do conflito, o desenvolvimento do Type 73 e sua versão de corridas 73C
monoposto ficaram em apenas cinco unidades concluídas.

Bugatti Type 35B, 1926
O desenvolvimento de um motor de 375cc supercomprimido
foi interrompido quando Ettore Bugatti faleceu em 21 de agosto de 1947. A
empresa ainda sobreviveu tentando se manter no cenário automobilístico, mas
encerrou totalmente suas atividades em 1952.

Bugatti Type 41 Royale, 1926
O legado de Ettore Bugatti pode ser visto nos
exemplares sobreviventes de seus carros, que hoje alcançam cifras milionárias
em qualquer leilão em que seus carros aparecem.
Bugatti Automobili S.p.A. – 1987-1995
O empreendedor italiano Romano Artioli adquiriu os
direitos da marca Bugatti em 1987, e comissionou o arquiteto Giampaolo Benedini
a projetar uma nova fábrica em Campogalliano, em Modena, Itália. Ao mesmo tempo
em que construía a fábrica, começou a projetar um novo modelo, pelos designers Paolo Stanzani e Marcello Gandini, os mesmos que criaram o Lamborghini Miura e
o Countach.

Bugatti EB110, 1995
O Bugatti EB110 GT (na tradicional cor azul que
identificava os carros franceses nas competições) foi apresentado ao público em
14 de setembro de 1991, defronte ao Grande Arco de La Defense, próximo a Paris,
numa tarde de gala para 1700 convidados, e no dia seguinte o evento se repetiu
em Molsheim, exatamente 110 anos depois do nascimento de Ettore Bugatti.
Equipado com um motor V12 a 60º de 3.500 cc, inicialmente
aspirado, com cinco válvulas por cilindro; não produzia torque e potência
suficientes para um supercarro, mas Stanzani já previa que iria equipá-lo com
quatro turbocompressores, de modo a reduzir o efeito turbo-lag que dois turbos
maiores poderiam provocar.
Já o desenvolvimento do chassi e o estilo do carro causou
divisão entre os designers contratados por Artioli, e Gandini acabou tendo a
preferência para encaroçar o chassi feito com placas de aluminio e fibra de
carbono.
O conceito de Stanzani previa os quatro turbos, tração
4x4 e entre-eixos reduzido, mas Artioli queria um Bugatti de luxo, com muito
espaço e conforto, com todas as conveniências que o dinheiro podia comprar. As
diferenças de opinião provocaram a saída de Stanzani e Gandini do projeto,
assumido por Nicola Materazzi, que havia sido e engenheiro-chefe nos projetos
do Lancia Stratos GR5, Ferrari 288 GTO Evoluzione, Ferrari F40 e Cagiva C589.
O Bugatti EB110 foi lançado com muitas tecnologias
inovadoras, pouco utilizadas pela indústria automotiva da época, como chassis
monocoque de fibra de carbono, aerodinâmica ativa, turbo quádruplo e sistema de
tração integral, este último começou a aparecer nos carros da Ferrari e Lamborghini
somente dois anos depois.
O modelo ganhou destaque quando Michael Schumacher ─
heptacampeão mundial de Formula Um ─ adquiriu um deles em 1994. Ele acabou
vendendo o carro depois que sofreu uma batida em que danificou muito o EB110,
mas a Modena Motorsport, uma revenda Ferrari e preparadora de carros de corrida
na Alemanha fez os reparos necessários para Schumacher.
Materazzi trabalhou com Artioli até dezembro de 1991, por
focar na engenharia e performance, ao passo que Artioli se preocupava com o potencial
de marketing do modelo. Mauro Forghieri, veio da Ferrai para assumir o posto de
diretor-técnico e permaneceu no cargo até meados de 1994, supervisionando o
desenvolvimento do EB112, lançado em 1993.
Com poucas vendas e tantos conflitos internos, as
finanças da Bugatti levaram a falência da empresa em Setembro de 1995. A compra
da Lotus Cars por 50 milhões de dolares; os investimentos feitos para
desenvolver o EB112 e dívidas com fornecedores desde 1993 puseram um fim à
segunda vida da Bugatti.
Bugatti Automobiles S.A.S. – 1998-presente

Bugatti Veyron, 2005
O Grupo Volkswagen adquiriu a marca Bugatti em1998, e contratou
Giorgetto Giugiaro da ItalDesign para projetar o EB118, previsto para
apresentação ao público no Salão de Paris de 1998. O conceito era equipado com
um motor W18 (três blocos do motor VR6 que equipava os Golf) com 547 hp. O
modelo apareceu também Geneva Auto Show e no Tokyo Motor Show em 1999 e no
Geneva Motor Show do mesmo ano, o conceito do EB218 (quatro portas); e o 18/3
Chiron no Frankfurt Motor Show de 1999.
Depois dos protótipos, o Bugatti Veyron foi lançado em 2005 ao mercado como o primeiro veículo de produção regular da fase VW. Equipado com o motor W16 de 8 litros com 1001 hp e quatro turbocompressores, e seu nome homenageava o piloto Pierre Veyron, que venceu as 24 Horas de Le Mans correndo com um Bugatti, fazendo dupla com Jean-Pierre Wimille, em 1939.
A versão SuperSport foi o carro de produção mais rápido do mundo, atingindo 267,856 mph (431,072 km/h). Foi considerado Carro da Década 2000 pelo programa de TV da BBC Top Gear e Melhor carro do ano de 2005. A versão Grand Sport Vitesse (roadster) atingiu a máxima de 254,04 mph (408,84 km/h) num teste em 6 de abril de 2013. Estes números só foram superados por outro Bugatti, o Chiron, que sucedeu o Veyron.

O motor W16, com quatro comandos e 64 válvulas
O motor do Veyron é o W16, assim denominado por ter
dois blocos VR8 unidos. Com quatro válvulas por cilindro e comandos duplos para
cada bancada de cilindros, tem quatro turbocompressores para alimentar os 7.993
cc desta maravilha mecânica.
O câmbio é manual de sete velocidades, com mudanças
pelos Paddles no volante que controlam a dupla embreagem por computador fazendo
as trocas em menos de 150 milisegundos. A tração é nas quatro rodas permanentes,
pelo sistema Haldex Traction system.
O sistema de refrigeração consta de 3 intercoolers
ar-líquido para os turbo compressores; 3 radiadores de água para o motor; 1
condensador para o ar-condicionado; 1 radiador para o óleo do câmbio; 1
radiador para o óleo do diferencial e 1 radiador para o óleo do motor.
Os pneus especiais são Michelin PAX à prova de furos,
e custam US$ 25,000 o jogo de quatro pneus. O peso total atinge 1.880 kg, resultando
numa relação peso-potência de 1,88 kg/hp.

Bugatti Chiron, 2016
Em 2016, o Bugatti Chiron substituiu o Veyron,
desenhado por Aschim Anscheidt, revelado no Geneva Motor Show em 1 de março de
2016.
Em fevereiro de 2024, a Bugatti anunciou o sucessor do
Chiron, que tinha um motor V16 híbrido-elétrico, e confirmou o nome de Bugatti
Tourbillon em junho de 2024.
Da minha coleção
O Bugatti Veyron é da Série de lançamento Hot Wheels, em 2002, e reproduz o design do conceito apresentado no Detroit Motor Show de 2000, embora pareça que tem o motor W18 da versão conceito 18/4. A miniatura fez muito sucesso e algumas versões das coleções posteriores alcançam altos valores de revenda entre os colecionadores.
O molde passou por uma reformulação em 2021, buscando
ser mais fiel à versão de produção do Veyron real, que chegou ao mercado em
2005.
Referências:
https://hotwheels.fandom.com/wiki/Bugatti_Veyron
https://en.wikipedia.org/wiki/Bugatti


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