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quinta-feira, 4 de julho de 2013

TRABALHO EM EQUIPE – UTOPIA E REALIDADE.

Um dos quesitos mais importantes para qualquer profissional é a capacidade de trabalhar em equipe. No mundo cada vez mais complexo em que vivemos, muitas vezes não é mais possível fazer as coisas sozinho, e o sucesso de seu trabalho acaba dependendo intrinsecamente do trabalho de outras pessoas, nem sempre subordinadas diretamente a você.
Cada vez mais, a formação de equipes multidisciplinares é uma forma de obter resultados melhores e mais rápidos, favorecendo a busca de novas soluções para velhos problemas.
Neste novo universo de atividades interativas, a habilidade de trabalhar com pessoas diferentes em qualificação e personalidades acaba sendo fundamental para que se chegue aos resultados esperados e até sejam superados.
O grande problema acaba sendo lidar com a neutralização dos egos e lidar com a individualidade, em busca de soluções ou decisões tomadas por uma maioria. A própria característica que dá vantagem a um grupo com diversas habilitações pode ser o calcanhar de Aquiles, devido às diferenças de opinião que fatalmente surgem nas decisões que se precisa tomar.
Democraticamente falando, com muitas cabeças pensando, seria de se esperar que a melhor decisão surgisse naturalmente, e ela fosse escolhida para ser implementada pelo grupo.
Mas este processo não é tão simples assim. Emocionalmente (e somos todos seres emocionais), é muito difícil apoiar ou trabalhar em prol de algo com o qual você não concorda. Difícil, mas não impossível.
Mas, um profissional que tenha seu voto vencido numa destas discussões, poderá boicotar a sua parte no processo, sem nunca parecer que está fazendo isso. É notório o caso de trabalhadores que fazem de conta que “compraram” a idéia do chefe, de fazer isto ou aquilo, mas na prática, o que foi planejado nunca acaba sendo implementado, ou a equipe o faz do jeito que acha de deve ser feito e não segundo o que foi preconizado.
Num grupo multidisciplinar, exercer a liderança é algo muito mais complexo de se conseguir. Fica então a pergunta:
- Você consegue apoiar ou trabalhar em prol de uma coletividade, mesmo que não concorde com a decisão tomada, e fazer o seu melhor para que os objetivos definidos sejam alcançados pela equipe? Você consegue evitar de emitir comentários críticos ou dizer a famosa frase “Eu não avisei?” quando algo não dá certo?

Pense nisso, da próxima vez que seu ponto de vista, ou sua opinião for vencida em uma decisão da equipe em que estiver trabalhando.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Culpa de quem?



Em tempos tão agitados e competitivos em que vivemos, não é difícil sermos frustrados naquilo que nos empenhamos, seja no trabalho, ou algum alvo pessoal que planejava atingir.
Como os problemas parecem ser mais numerosos do que os êxitos, podemos achar que nem sempre vamos conseguir resolver todos, então os deixamos de lado, ou aceitamos que aquilo deu errado por algum motivo além de nossas forças.
O que deixamos de observar é que muitas vezes, nós mesmos somos a fonte de nossos problemas, e a busca pelos culpados por termos tantos problemas acaba tendo o nome de “auto boicote”.
O que é o auto boicote ou auto sabotagem?
Um exemplo disso ocorre quando resolvemos fazer mais atividade física por que queremos eliminar alguns 'quilinhos', ou porque sabemos que isso melhora nossa saúde geral; mas quando você programa a caminhada no parque, está frio demais, ou não tem ninguém pra te fazer companhia, ou vai passar aquele filme no canal a cabo que você não quer perder...
Criar novos hábitos ou mudar os que temos não é coisa fácil, e nossa mente resiste com todas as forças por que está confortável da maneira como está.
Para economizar tempo e energia, nosso cérebro coloca muitas de nossas ações no “piloto automático”, desde escovar os dentes, calçar sempre as meias pelo mesmo pé, até os comportamentos mais complexos, como comer sempre os mesmos alimentos.
Há alguns anos, trabalhei com uma colega que se queixava que estava enjoada das comidas dos restaurantes em que almoçávamos. Não era para menos:  ela comia sempre a mesma coisa, mesmo variando de restaurante, ela buscava os mesmos alimentos em todos eles, e não procurava variar de cardápio conforme o que o estabelecimento oferecia.
Uma das maiores características de nosso tempo é a velocidade das mudanças, e mudar o nosso comportamento é fundamental para que continuemos inseridos no ambiente pessoal e profissional, acompanhando as alterações nos relacionamentos humanos e nas atividades que realizamos no trabalho e junto com nossa família e amigos.
Não deixemos que o auto boicote impeça de nos tornamos pessoas melhores neste ano de 2013; quando identificar uma situação em que você mesmo está te passando pra trás, pare e tenha uma conversa franca consigo mesmo: Qual é a real dificuldade em realizar isto ou aquilo? Será que não quero sair da minha zona de conforto? O que eu preciso fazer de diferente para conseguir aquilo que desejo? Quais hábitos estão me prendendo no ‘piloto automático’? Que novo hábito preciso desenvolver para subir mais um degrau na ‘escada da fama’?
Que venham as mudanças! Começando com nós mesmos!