terça-feira, 6 de setembro de 2016

ASTON MARTIN DB5 - o carro de James Bond



O mortal DB5 preparado contra os inimigos de Bond.

O Aston Martin DB5 é um luxuoso Grã-Turismo construído pela Aston Martin e concebido pelo estúdio italiano Carrozzeria Touring. Apresentado em 1963, é uma evolução do final da série DB4. Este modelo vinha com chassi tubular, no qual eram acoplados painéis da carroceria em alumínio, muito leve denominado Superleggera. Esta tecnologia foi desenvolvida pelo estúdio italiano para o Aston Martin DB4; que causou sensação ao ser apresentado no London Motor Show de 1958. Apesar do design e da tecnologia de construção serem italianos, o DB4 foi o primeiro carro da Aston a ser construído na fábrica de Newport Pagnell, em Buckinghamshire, Inglaterra. A sigla homenageia Sir David Brown, presidente da empresa de 1947 a 1972. Apesar de não ser o primeiro carro utilizado pelo agente secreto de Sua Majestade, James Bond, o DB5 na cor “Silver Birch” ficou mundialmente conhecido pela sua aparição no filme Goldfinger, de 1964. O DB5 é raríssimo, pois entre 1963 e 1965 foram fabricadas apenas 1.021 unidades, dos quais 123 conversíveis e alguns station-wagons, denominados na Inglaterra de “shooting-brakes” adaptados pelo construtor independente Harold Radford a partir da versão cupê. Nick Candee, um historiador especializado em Aston Martin, estima que 886 exemplares ainda sobrevivam sob os cuidados de zelosos colecionadores.
A principal diferença entre a Série V da versão DB4 e a DB5 era o motor seis cilindros em linha, com duplo comando de válvulas no cabeçote, aumentado de 3,7 litros para 4,0 projetado por Tadek Marek, construído todo em alumínio; uma nova e robusta caixa ZF de cinco marchas (exceto para alguns modelos iniciais que vieram com um câmbio de quatro marchas com uma opcional overdrive) e três carburadores SU. Uma caixa Borg-Warner DG Automatic de três velocidades era disponível, e no final da produção foi substituída pela Borg-Warner Model 8 logo antes de chegar à versão DB6. Apenas 65 exemplares receberam a opção de três carburadores Weber, gerando 314 HP. São muito raros e valorizados, sendo que diversos modelos normais tem sido modificados com esta especificação.
O motor da versão normal produzia 282 hp a 5.500 RPM, com 288 lb.ft de torque a 3.850 rpm; que levava o carro a 145 mph (233 km/h), e já estava disponível na versão Vantage da Série DB4 desde março de 1962. Ao ser lançada em 1963, a Série DB5 era equipada com este motor, pesava 1.502 kg, e acelerava de 0-60 mph (97 km/h) em 8 segundos.
Era equipado com freios a disco servo-assistidos nas quatro rodas, inicialmente da Dunlop, depois substituídos pelos da Girling. As rodas tinham 15 polegadas de diâmetro e eram raiadas. A suspensão dianteira independente vinha com braços triangulares e juntas esféricas, molas helicoidais e a traseira com eixo flutuante e barra Watt. Direção com pinhão e cremalheira, diferencial com relação de 3,54:1, sendo que os exemplares destinados ao mercado americano tinham 3,77:1 e opcionalmente 3,31:1 para os clientes que preferiam um carro com velocidade final mais alta.
Um modelo com relação final de 3,54 testado pela revista The Motor em 1960 atingiu 139,3 mph de velocidade final (224,2 km/h), e a aceleração de 0-60 mph (97 km/h) em 9,3 segundos. O consumo registrou 17,7 milhas por galão imperial (16,0 litros/100 km ou 14,7 mpg). O carro de teste custava na época 3.967 libras esterlinas, incluindo os impostos.
Alguns equipamentos de série incluíam assentos reclináveis, carpetes de lã no piso, vidros com acionamento elétrico, dois tanques de combustível, rodas raiadas cromadas, radiador de óleo, carroceria construída em liga de magnésio em sistema patenteado pela Superleggera, acabamento interno dos bancos e revestimentos em couro e extintor de incêndio. Todas as versões eram na configuração cupê, duas portas e 2+2 lugares. O DB5 media 4.570 mm de comprimento, 1.676 mm de largura e 1.320 mm de altura, pesando 1468 kg em ordem de marcha.

JAMES BOND – ASTON MARTIN DB5 - GOLDFINGER
Sean Connery e o DB5.

O Aston Martin DB5 com suas linhas clássicas é considerado por muitos como um dos mais belos carros já construidos. Além disso, sua participação nos filmes de James Bond, catapultou sua fama a um dos ícones que permanecem com o passar do tempo. Prova é que em diversos filmes do espião mais famoso do mundo, o Aston Martin DB 5 volta a aparecer, tendo sido utilizado no filme seguinte a Goldfinger (1964), Thunderball (1965), e anos depois, surgiu no filme Goldeneye (1995); novamente em Tomorrow Never Dies (1997); foi escalado para aparecer em The World is Not Enough (1999), mas teve as suas tomadas cortadas na edição final; Casino Royale (2006), e por último, em Skyfall (2012).
O DB5 não foi o primeiro carro utilizado por James Bond. No filme Dr. No (em portugues, 007 Contra o Satânico Dr. No – 1962), 007 utiliza o Sumbeam Alpine Series 2, um pequeno conversível que ele dirige até a estrada de terra em que cai numa armadilha, sendo perseguido por um carro funerário que tenta empurrá-lo para um penhasco. O segundo, no filme From Russia with Love (em portugues, Moscou contra 007 - 1963), Bond usa um Bentley Drophead 3,5 litros de 1935, como no original escrito por Ian Fleming. O DB5 foi a escolha para Goldfinger (1964), e daí em diante, virou o clássico que conhecemos.
Antes de Goldfinger, o Aston Martin DB5 começou sua vida em 1962 como um protótipo da companhia, como desenvolvimento para o modelo que substituiria a versão DB4. Sua cor original era a Dubonnet Red, mas foi repintado na cor Silver Birch para as filmagens. Nick Candee, comenta que o carro era realmente a última versão de produção do DB4 Serie V, com a cobertura dos faróis dianteiros, característica que já aparecia na versão DB4 GT. Mantendo as linhas elegantes de um cupê 2+2 da Serie V do DB4, o DB5 tinha os faróis recuados, cobertos por lentes convexas, como o detalhe mais visível da nova versão. No entanto, a engenharia da Aston Martin relatava que havia mais 107 outras alterações que foram implementadas para designar o novo carro como DB5.
Este exemplar era um carro-mula, como a indústria designa os exemplares que são modificados e são testados para analisar se as mudanças atendem as exigências técnicas de performance e durabilidade para serem depois incorporadas nos modelos de série.
Quando Ian Fleming escreveu Goldfinger, em 1959, ele colocou seu herói James Bond para dirigir um Aston Martin DB Mark III, aparentemente, seguindo uma sugestão de um membro do AMOC (Aston Martin Owner’s Club). Bond estava usando temporariamente o Aston Martin, no lugar de seu Bentley oficial do Serviço Secreto de Inteligência. Bond ficou entre o Aston e o Jaguar, mas o Aston ganhou sua preferência. Ironicamente, a mesma decisão teve de ser tomada durante a pré-produção de Goldfinger. O produtor Albert R. (Cubby) Broccoli queria o Jaguar E-Type para ser o carro de Bond, mas Sir William Lyons se recusou a emprestar três exemplares para as filmagens. Cubby virou-se então para o Aston Martin DB5.
A história de Fleming se passava em 1959, e, claro, em 1963, a Aston já preparava um substituto para o DB4, modelo posterior ao Mark III; e naquele momento, tinha apenas o carro-mula em trabalho de desenvolvimento.
Depois de muita negociação, a EON Productions, na figura de Ken Adam, Designer de Produção de Goldfinger, conseguiu a cessão do DB5, o carro-mula com chassi de código DP216/1 (The Gadget Car), pois não havia outro exemplar disponível.
Cessão, porque a EON não tinha as 4.500 libras para pagar pelo carro. Mas a Aston Martin tinha a perspectiva de divulgar um novo modelo a nível mundial, quando o filme de Bond fosse lançado no mercado, em especial o mercado americano, principal alvo do marketing do filme. Então, os interesses se alinharam e todos ficaram contentes com o resultado, até o momento; sem imaginar que o cenário para um dos mais bem sucedidos exemplos de merchandising já produzidos estava pronto, e uma das mais longevas franquias do cinema começava a decolar, hoje com mais de 50 anos associando a Aston Martin e James Bond.
O Aston Martin DB5 se tornou um dos mais famosos carros do mundo, e o maior símbolo automotivo britânico; graças ao expert em efeitos especiais e vencedor do Oscar, John Stears (1934-1999, Best Visual Effects por Thunderball, em 1965 e Star Wars Episode IV: A New Hope, de 1977), que criou o mortal DB5 prateado usado pelo agente secreto do MI-6, James Bond, que segundo consta, tinha licença para matar.
O DB5 foi para a Pinewoods Studios, na Inglaterra, em janeiro de 1964, para que John Stears, pudesse trabalhar no carro. Depois que a equipe de Stears terminou, todos os equipamentos acrescentaram 300 libras (137 kg) de peso ao carro, custaram o dobro do preço do carro e reduziram sua agilidade pela metade.


Cortina de Fumaça, Escudo á prova de balas e Metralhadora Browning 0.30.
Assim, o diretor Guy Hamilton precisou providenciar outro carro para as filmagens em que as cenas exigiam um carro mais rápido e ágil. Um DB5 normal de chassi DB5/1486/R (The Road Car) foi usado como ‘dublê’, sem as modificações que John Stears preparou no original.
No roteiro, o carro tinha apenas a cortina de fumaça como equipamento para despistar os perseguidores, mas a equipe de produção começou a sugerir diversos outros recursos que o carro de Bond deveria ter. Assim, foram adicionados a placa com três números de licenças diferentes: BMT216A – Inglaterra; , 4711-EA-62 – França e LU6789 – Suíça (idéia do diretor Guy Hamilton); o assento do passageiro ejetável; o lançador de óleo na traseira; as serras giratórias no centro das calotas (inspiradas nas bigas de Ben-Hur); as metralhadoras Browning calibre .30 nas luzes de direção; vidros à prova de balas; escudo protetor do vidro traseiro; compartimento de armas junto ao assento do motorista; rádio-telefone camuflado no compartimento da porta; scanner de radar no espelho retrovisor externo, acoplado à tela de rastreamento no cockpit (alcance de 150 milhas). Havia ainda extensores dos protetores dos para-choques, mas estes não foram utilizados nas filmagens. As mudanças levaram cerca de seis semanas para ficarem prontas.
Três números da placa de licença, Assento do passageiro ejetável e Telefone celular integrado.
Navegador por satélite (seria o Google Maps?), Lançador de óleo contra os perseguidores e as serras giratórias.
Para promover o filme, foram preparados mais dois carros pela Aston Martin, para serem expostos no 1964 World’s Fair, como o “Mais famoso carro do mundo”. Quando Goldfinger foi para as telas em Setembro de 1964, o sucesso foi monumental, tanto para o filme como para o carro e a Aston Martin começou a ver as vendas do DB5 subirem. Inicialmente, o DP216/1 era o único exemplar com os equipamentos extras criados para as filmagens, e o exemplar DB5/1486/R era utilizado somente para as tomadas nas ruas e estradas nas sequências de filmagens externas. Mas tal era a demanda para o DB5 aparecer ao redor do mundo para divulgar os filmes de 007 que a Aston Martin foi obrigada a instalar os extras também no exemplar DB5/1486/R.
Dentro do universo de James Bond, o mesmo carro (placas BMT 216 A) foi usado novamente no filme seguinte, Thunderball (007 Contra a Chantagem Atômica), um ano depois; com a adição de um pacote Jet no porta-malas traseiro, que era um canhão de água disparado sobre perseguidores.

O ASTRO DESAPARECIDO
Aqui começa a parte bizarra desta história.
Em 1968, o chassi DP216/1 (original), e o DB5/1486/R (dublê) como eram de propriedade da Aston Martin, foram devolvidos depois que as filmagens de Thunderball  finalizaram. Não se sabe de quem foi a decisão, mas alguém deu a ordem de remover todos os equipamentos adicionais do chassi DP2161/1, e vendê-lo como um carro usado com cerca de 50.000 milhas marcados no odômetro. A Aston Martin re-registrou o chassi com o número 6633PP. O comprador, Gavin Keyzar, um ano depois da compra (1969), reparou que os outros carros (o dublê de filmagem e os de exposição com os equipamentos de Bond) estavam sendo exibidos como originais de produção dos filmes, e seus preços estavam subindo, acompanhando o crescente interesse do público pelos ‘Bond Cars’. Então, ele instalou armas semelhantes no seu exemplar (um customizador em Kent fez o trabalho, mas não ficaram como os originais), num esforço de fazer o preço de seu carro subir aos patamares que o mercado estava pagando. Este carro foi vendido em 1971 a um colecionador americano, Richard Losee, de Utah, e apareceu no filme The Cannonball Run (Quem não corre, voa, de 1981). As imagens foram espelhadas no filme, porque o carro tinha a direção do lado direito, mas a posição dos limpadores de pára-brisas mostra a real configuração do carro. 

Em 1981, houve uma batalha entre três proprietários dos DB5, sobre a autenticidade dos exemplares que possuíam. Jerry Lee, Richard Losee e Frank Baker, alegavam que tinham em mãos o carro original de James Bond, e o prêmio não era apenas uma questão de orgulho, mas também de dinheiro, pois o carro original/original de Bond era mais valioso do que “apenas” um “Bond car”. Lee pediu para a Aston Martin autenticar qual carro era o quê. A empresa identificou-os pelos números dos chassis e resolveu a disputa: Losee tinha o carro original/original, Lee ficou em segundo com um dos dublês de filmagens, e empatados em terceiro com os carros “Press Cars” usados na promoção dos filmes, ficaram Baker e o Car Museum Smokey Mountain (de Pidgeon Forge, Tenesse), que não havia entrado na briga pela autenticação dos exemplares. 

Mais tarde, Losee vendeu o DB5 num leilão da Sotheby’s em New York, no ano de 1986, por US$ 275,000, para Anthony V. Pugliese III, empresário e colecionador da cultura pop, da Florida, que exibia o carro em ações promocionais. Pugliese comprara o carro por intermédio de seu cunhado Robert Luongo, que iniciou uma campanha agressiva para promover seu DB5, exibindo-o em diversos museus, feiras de automóveis e eventos, documentando cuidadosamente cada exposição.
Nos anos 1990, Pugliese viu o valor do DB5 subir para estratosféricos 4 milhões de dólares, e fez um seguro com a Grundy Worldwide, uma agência de seguros especializada em carros clássicos. Grundy aceitou o negócio e fechou uma proposta com a Chubb Insurance que pagava 80% do valor (cerca de 3,2 milhões de dólares) para o carro. E ao invés de guardar o carro em sua garagem, armazenou o veículo num hangar seguro do aeroporto de Boca Raton, Florida. Que se mostrou não tão seguro assim.
Tarde da noite, em junho de 1997, numa missão digna do próprio James Bond, o carro foi roubado. O ladrão, ou ladrões, cortaram a moldura da porta do hangar, inutilizaram o alarme, e usaram um caminhão para remover a porta cortada, evidenciado pelas marcas de pneus deixadas no local. Arrastaram então o Aston Martin para um pequeno avião de carga, e ele desapareceu desde então. A polícia de Boca Raton verificou imediatamente os aeroportos dentro do alcance desta pequena aeronave, para ver se qualquer veículo havia sido descarregado ou transferido. Não descobriram nenhum traço do DB5. Alguns especulam que ele se tornou um recife artificial cerca de 75 milhas ao largo da costa da Florida, mas nada foi comprovado até hoje.
Houve então a questão do motivo – fraude de seguros – e não era a única possibilidade. Robert Luongo e Anthony Pugliese não eram mais cunhados, e tiveram muitos desacordos em como lidar com o carro. Ciúme? Vingança? Ou um colecionador obcecado que queria esconder o carro em sua sala de estar e acariciá-lo todas as noites antes de dormir?
Ninguém sabe. Grundy e Chubb pagaram o seguro feito por Pugliese, e Jim Grundy recorda o episódio com algum desgosto: “Eu fiz um mau julgamento em aceitar este negócio” diz ele. “Dou a Pugliese um crédito por ter feito um negócio esperto. Mas eu cometi um erro... 500 mil dólares ou um milhão teriam protegido o seu investimento”.
Em poucos meses, Luongo processou Pugliese para obter uma parte do dinheiro do prêmio do seguro. Pugliese contestou alegando extorsão, descartada por um juiz, mas que foi a julgamento no ano 2000. O advogado de Luongo alegou que seu cliente havia feito todo o trabalho de promoção do carro com base em um acordo verbal de que receberia 10% do valor final de venda. O preço do carro subiu de 275 mil dólares para 4 milhões; mas ele foi roubado, não vendido. Sim, Pugliese havia feito a oferta dos 10% do preço de venda a Luongo, mas só se tivesse feito a operação dentro de uma janela de seis meses em 1993. Pugliese não pagou a Luongo o combinado, mas este havia ficado obcecado com o carro, e continuou a promover o veículo mesmo depois que Pugliese o demitira em 1992.
O júri levou 42 minutos para deliberar a concessão de 1 milhão de dólares a Luongo: 10% do valor do seguro e metade do valor que o carro tinha em 1996, menos os honorários advocatícios e impostos.
O outro exemplar, o DB5/1486/R (O Road car, ou dublê das filmagens, com placas FMP 7B, que alternavam as placas 007 JB na dianteira e JB 007 na traseira), usado tanto no filme Goldfinger, como em Thunderball, foi adquirido em 1969 por Jerry Lee por US$ 12.000, presidente e dono da WBEB Rádio, de Filadélfia, Pensilvânia, e desde então, foi raramente visto em público. O proprietário decidiu vender o carro, e em 26 de junho de 2010, depois de quase 40 anos longe dos olhos do público, foi apresentado em uma recepção em noite de black-tie para convidados especiais no Stoke Park Club, localizado fora de Londres. Os fãs de Bond reconhecem este local como o primeiro cenário em que se confrontaram 007 e Goldfinger. Em 27 de outubro de 2010, e a RM Auctions, de Londres o vendeu por $2.912.000 libras para outro colecionador americano, Harry Yeaggy.
Os dois exemplares adicionais (conhecidos como “Press Cars”) preparado para as ações promocionais dos filmes foram vendidos para Anthony Bamford (presidente da JCB) por meras 1.500 libras cada um. Um destes carros (PR Car#2 chassis DB5/2017/R, com placas BMT 216 A, posteriormente DP/261/1) foi trocado com Sandy Luscombe-White em 1970 por uma Ferrari 250 GTO. Sandy o vendeu por US$ 21,600 no mesmo ano para Frank Baker, de Vancouver, que o exibia no Attic Restaurant Vancouver até 1983. Foi vendido para Alf Spence, que o vendeu para Ernest Hartz Consortium, de São Francisco, que o vendeu para o piloto Bob Bondurant. Este, por sua vez, o vendeu para Robert Pass, da Pass Transportation, que o vendeu para Robert Littman, que o estacionou numa concessionária da Jaguar, em New Jersey. Dali, foi vendido em fevereiro de 2009 para o Dutch National Automobile Museum, antigo nome da coleção de carros mantida pela Família Louwman, de Haia, Holanda. Foi para leilão em 2010, e o nome de seu proprietário atual é desconhecido.
O outro carro de exibição (PR Car #1 Chassis DB5/2008/R – com placas YRE 186H alternando com as placas JB007 e 007JB; provavelmente alteradas em algum momento para BMT 216 A and 4711-EA-62) vendido para Bruce Atchley, passou 35 anos em uma gaiola de arame no Car Museum Smokey Mountain, em Pigeon Forge, Tennessee, foi leiloado em 20 de janeiro de 2006 por US$ 2,09 milhões pela RM Auctions no Arizona para um colecionador privado suíço; que em linguagem de filme de espionagem, pediu para permanecer anônimo.
Outro exemplar chassis DB5/1550/R, placas YHH 28 B, uma réplica fiel do carro, mas que não participou de nenhum dos filmes ou das ações promocionais, foi montado por um ortodontista inglês, e exibido na exposição “Cars of The Stars” do Motor Museum em Keswick até 2011. Neste ano, foi transferido para a Dezer Collection, no Miami Auto Museum, e hoje ostenta as placas BMT216 A.
Um Aston Martin DB5 diferente (chassis DB5/2175/R e placas BMT 214 A) foi usado no filme Goldeneye (007 contra Goldeneye, 1995), onde três exemplares foram utilizados para as cenas protagonizadas pelo ator Pierce Brosnan. O carro principal foi adquirido pela Dezer Collection, e está no Miami Auto Museum, com placas alternando para JB Z6 007. Distingue-se pelos quatro parafusos nas molduras dos faróis, em vez de um nos demais modelos. O exemplar com chassis DB5/1484/R era um dos “Stunt Cars” comprado em más condições e restaurado pela Stratton Motor Company, de Norwich, Inglaterra. Foi levado a leilão pela Coys Auction em 21 de março de 1994, mas não foi arrematado, e seu atual proprietário é desconhecido. O outro chassis DB5/1885/R (Stunt Car), originalmente com placas FBH 281 C, foi re-registrado como BMT 214 A, também restaurado pela Stratton, foi vendido para Max Reid num leilão da Christie’s, em South Kensington, em 14 de fevereiro de 2001, por 157,750 libras, e tem sua própria página na web: HTTP://db5.co.uk
O BMT214 A também retornou no filme Tomorrow Never Dies (O Amanhã Nunca Morre, 1997), e era para aparecer em algumas tomadas na Escócia no filme The World is Not Enough (O Mundo Não É o Bastante, 1999), mas estas tomadas foram cortadas na edição final do filme. Ainda outro DB5 aparece em Casino Royale (Cassino Royale, 2006 – chassis DB5/1339/L), com placas das Bahamas, mas com volante à esquerda (todos os outros seguem a posição britânica do volante à direita). Dono atual desconhecido.
Outro DB5 prateado, com as placas BMY 216 A foi usado para o 23º filme de James Bond, Skyfall (Skyfall, 2012), durante o 50º ano do primeiro lançamento do personagem (Dr. No, 1962). Neste filme, “M”, representada por Judy Dench, descreve o carro como “não muito confortável”. Na história, o DB5 é destruído por um míssil, mas claro que era um “mock-up”, uma réplica da carroceria apenas para ser explodida no filme.
Há informações contraditórias sobre o Aston usado nas filmagens:

  1.  Chassis DB5/1484/R, originalmente com placas AJU 519 B.
  2.  Chassis DB5/2007/R, originalmente com placas COJ 483 C – era um modelo na cor verde com interior bege que a Aston Martin transformou num “Silver Birch” com interior preto, adquirido de um colecionador que estava aguardando a restauração numa oficina. Foi exibido no Beaulieu Motor Museum em Novembro de 2012, com suas placas originais, e seu proprietário atual é desconhecido.

Don Rose, especialista e avaliação da RM Auctions, disse que o preço de venda para o DB5 original “é ainda um recorde para um DB5 vendido em leilão”. Ele comentou, no entanto, que “o preço não tem relação com qualquer outro DB5 ‘Bond’ ou qualquer outro carro civil, pois sua valorização é decorrente do fato de que é o único sobrevivente dos dois carros originais que apareceram em Goldfinger e Thunderball. Desde estes filmes, outros DB5 participaram em diversos filmes de Bond, devido ao carisma icônico do carro, mas nunca alcançarão o valor ou serão tão especiais como o original”.
Dave Worrell, passou seis anos compilando informações sobre o destino dos DB5 que participaram dos primeiros filmes de James Bond, e escreveu o livro “O mais famoso carro do mundo”, e algumas passagens deste artigo tiveram o seu livro como fonte de matéria.

RECRIAÇÃO DO ASTON MARTIN DB5
Em 2020, a Aston Martin decidiu fabricar 25 unidades de seu mais icônico modelo, com todos os 'gadgets' que o espião mais famoso do mundo tinha em seu carro. Numa ação conjunta da Aston Martin com a EON Productions, detentora dos direitos dos filmes de Bond, e a colaboração de Chris Corbould, encarregado dos efeitos especiais de 11 filmes de James Bond; os exemplares serão vendidos pela bagatela de £2.75 milhões cada um.
Os carros serão produzidos na unidade de Newport Pagnell, o mesmo local onde foram produzidos os modelos originais nos anos de 1963 a 1965.
Estarão lá as metralhadoras saindo dos piscas dianteiros, mas serão apenas simuladas, assim como o lançador de óleo na traseira, e o ejetor do banco de passageiro. Mas o gerador de fumaça, o escudo à prova de balas, o telefone na porta do motorista, a tela de radar, os para choques telescópicos, as placas giratórias com três números de licença diferentes, as serras giratórias no centro das calotas, o compartimento de armas sob o banco do motorista estão todos lá.
A única restrição é que o modelo não será homologado para rodar legalmente nas ruas, pois não tem os equipamentos legais exigidos em alguns países.

SEAN CONNERY
Thomas Connery, nascido em Fountainbridge, Edimburg, Escócia, em 25 de agosto de 1930. Começou a trabalhar nos bastidores do King's Theatre no início dos anos 1950; ganhou um pequeno papel quando uma produção itinerante buscava figurantes na temporada que faria em Edimburg. No ano seguinte, quando a produção retornou à cidade, Connery foi promovido a um papel mais significativo, com o papel do Tenente Buzz Adams, que Larry Hagman havia desempenhado quando a peça estava em West End. Tornou-se amigo de Michael Caine em 1954, e começou a participar de várias produções ganhando visibilidade no meio artístico.
A partir de 1962, com os filmes de James Bond, apesar de não gostar, entendia que isso poderia projetá-lo em sua carreira de ator. Até 1967, como Bond, filmou "Dr. No", "From Russia With Love", "Goldfinger", "Thunderball" e "You Only Live Twice", todos pela Eon Productions. Deixando a franquia Bond, voltou ao papel em "Diamonds are Forever", de 1971. Connery teve sua última aparição como Bond em "Never Say Never Again", uma refilmagem de Thunderball, de 1983.
Connery foi casado com a atriz Diane Cilento de 1962 a 1973, embora tenham se separado em 1971. Eles tiveram um filho, o ator Jason Connery. Depois foi casado com a pintora franco-marroquina Micheline Roquebrune (nascida em 1929) de 1975 até a sua morte. 
Ele morreu dormindo em 31 de outubro de 2020, aos 90 anos, em sua casa na comunidade Lyford Cay de Nassau, nas Bahamas. Sua morte foi anunciada por sua família e pela Eon Productions; embora eles não revelassem a causa da morte, seu filho Jason disse que não estava bem há algum tempo. Um dia depois, a esposa de Connery, Micheline Roquebrune, disse que ele teve demência em seus últimos anos. Na cópia de seu atestado de óbito, listou as causas da morte como pneumonia, insuficiência respiratória, velhice e frequência cardíaca irregular. A hora da morte foi listada como 1:30 da manhã.

SOBRE A MINIATURA DA ERTL – JOY RIDE

A miniatura da ERTL/Joy Ride na escala 1:18 faz parte de uma grande coleção que a marca licenciou. Seu grande diferencial é ter algumas das armas representadas no modelo, mas a réplica não é das melhores. Embora seja rica em detalhes, o acabamento é ruim. O modelo da AutoArt, não reproduz o carro com os equipamentos, é ligeiramente mais caro, porém, muito mais detalhado e bem acabado. É possível encontrar o DB5 nas escalas mais populares, como 1:64, 1:48 e 1:24, feitas por diversos fabricantes, tais como Corgi Toys, Hot Wheels, SunStar, Danbury Mint e outras.

O Aston Martin DB5 das fotos é da ERTL/Joy Ride, escala 1:18, mas é a versão de Casino Royale, de 2006. 

A IXO Models, de Macau, China, faz uma coleção de todos os carros que participaram dos filmes de James Bond, na escala 1:43, entre eles, o famoso Aston Martin DB5.
A Eaglemoss Publications colocou no mercado inglês (publicada também na França, Finlândia, Alemanha, Holanda e Brasil) uma série de 134 fascículos com todos os carros dos filmes de Bond, cuja base era um diorama de uma das cenas em que os modelos apareciam nos filmes. A maioria da coleção eram modelos da Universal Hobbies, mas a linha foi complementada com exemplares da IXO, e na França, foram usados exemplares da Eligor e Norev. Um detalhe interessante é que o MP Lafer, réplica brasileira do MG TD inglês consta na coleção, pois no filme Moonraker houve uma tomada de Bond no Rio de Janeiro, em que a produção utilizou o Lafer nas filmagens na praia de Ipanema.
O DB5 e o MP Lafer brasileiro da coleção da Eaglemoss.

No caso dos modelos feitos pela ERTL/Joy Ride, a única miniatura que vem com os equipamentos modificados para o filme é a identificada como sendo do filme  Goldfinger. As demais, apesar de terem inscrições na caixa do nome dos filmes em que participaram, não trazem os gadgets do espião mais famoso do mundo.
O Aston Martin DB5 da Hot Wheels com as placas BMT 216A.


REFERÊNCIAS



Fim

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Aprovação social - boa ou má?

Sylvan Goldman havia adquirido diversas mercearias por volta de 1934, e percebeu que seus clientes paravam de comprar quando as suas cestas de compras estavam pesadas demais para carregar. Isso o inspirou a inventar o carrinho de compras, que na sua forma inicial era uma cadeira de rodas equipada com um cesto de metal, e tinha um aspecto tão estranho que nenhum dos fregueses de Goldman estava disposto a usá-los. Colocou cartazes explicando como usar os carrinhos e destacando as vantagens para os clientes, mas nada!
Frustrado e quase desistindo, teve a idéia de reduzir a incerteza dos usuários, baseando-se na aprovação social. Contratou pessoas para se passar por compradores para ficarem andando pelas lojas com os carrinhos de compras. Rapidamente, os verdadeiros clientes começaram a imitá-los. Sua invenção alastrou-se pelos Estados Unidos e pelo mundo, e ao morrer, Goldman tinha um patrimônio de mais de 400 milhões de dólares*.
A propaganda usa e abusa deste recurso, exibindo "gente como a gente" em comerciais mostrando situações altamente convincentes consumindo produtos ou falando bem deles, e uma derivação utilizando celebridades e pessoas publicamente notórias que merecem ser "imitadas" por nós, pois queremos ser assim também como elas, bonitas, bem sucedidas e felizes com a vida.
Aprovação social é algo que todos perseguimos, desde o seio da família em que nascemos, até os círculos sociais e profissionais em que vivemos. Não é de surpreender que volta e meia nos colocamos nestas situações em que buscamos a aprovação social, seja num pequeno grupo de três amigos, ou no meio de uma torcida de milhares de fanáticos num jogo do seu time favorito.
Ou aquela hora em que o professor explicou a matéria nova e no final pergunta: "Alguém tem alguma dúvida?" você está tão cheio de incertezas mas não vai levantar a mão de jeito nenhum no  meio da classe!
Certamente não há nada de mal em querermos que outros gostem de nós, ou nos aceitem como somos, mas neste mundo tão cheio de carências, este comportamento pode nos causar problemas sérios.
É só ver os jovens que começam a fumar, usar drogas, se arriscar em esportes radicais ou beber e dirigir, para que sejam aceitos dentro de seus círculos sociais, e trilham um caminho sem volta.
Muitos barmen colocam notas de dinheiro nas caixinhas de gorjetas no início da noite para simular gorjetas deixadas por clientes anteriores, dando a impressão de que fazer isso é um comportamento aprovado no estabelecimento. Igrejas buscam um aumento dos donativos ao passar os cestos de coletas com várias notas dentro, ou pior ainda, falsos doadores no meio da assistência fazem suas doações de modo que os demais visualizem sua contribuição (às vezes agitando notas de grande valor) antes de as colocarem nos cestos de coleta.
No tempo em que trabalhei em feiras e exposições, uma das prioridades era manter o estande da empresa sempre movimentado e cheio de gente, pois as pessoas se sentem inibidas de entrar num estande vazio, que passa a impressão de não ter nada interessante para se conhecer. O mesmo princípio da aprovação social percebi quando minhas duas filhas eram pequenas e íamos ao shopping dar uma volta; entrávamos em uma loja que estava vazia de clientes, e enquanto ficávamos lá por uns 10 ou 15 minutos, logo outras pessoas iam entrando, só porque viam nossa família dentro da loja.
Casas noturnas forjam filas na entrada, mesmo tendo lugares vagos dentro do estabelecimento, para dar a impressão de que o local vale a pena ser frequentado.
E aqui temos uma pérola cultural: em tempos passados, um funeral tinha a presença das "carpideiras", normalmente mulheres, que tinham a função de "chorar" pelo(a) falecido(a), induzindo os presentes a chorar também.
Para nos defender deste tipo de comportamento a que nós mesmos estamos sujeitos precisamos prestar atenção às situações com que nos defrontamos quando estamos junto com mais pessoas em torno.
Primeiro, quando a situação é ambígua, e não temos claros indícios da decisão certa a tomar, temos a tendência de seguir ou imitar o que os outros estão fazendo (a famosa psicologia das multidões).
Segundo, quando somos impactados por exemplos de pessoas semelhantes a nós, ou tais personalidades nos pedem uma posição sobre qualquer coisa, seja um produto anunciado, uma opinião a ser emitida, ou até uma atitude que deva ser tomada, temos a tendência de obedecer às demandas que nos foram criadas, mas que não são necessariamente reais para nós.
Ter uma noção clara da psicologia envolvida tanto nas vendas ou na publicidade, pode nos ajudar a evitar gastos desnecessários com produtos ou serviços que nos são ofertados todos os dias pela grande mídia; e melhor ainda, podem nos proteger dos conceitos e idéias que podem gerar em nós um comportamento que poderá nos prejudicar literalmente.
O equilíbrio e a razoabilidade são elementos fundamentais para que o mundo à nossa volta nos influencie para sempre fazer o bem ao próximo, e buscar bons resultados naquilo que nos empenhamos, seja sua atividade profissional, familiar, a diversão e entretenimento; e evitemos as posições radicais com que a sociedade ou grupos dentro dela desejam impor a nós, utilizando o recurso da aprovação social (todos estão fazendo, por que não você?) para nos levar a aceitá-los como "politicamente/socialmente corretos".

Abraços e até o próximo post!

(*) As armas da persuasão (Influence: Science and Practice), de Robert B. Cialdini. Editora Sextante, 2012.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Stand by me


Apesar dos bilhões de pessoas no mundo, a solidão é muito presente em alguns momentos e temos sentimentos de que outros não se importam conosco.
Se os problemas que enfrentamos, seja em família, no trabalho, acabam sendo difíceis de solucionar, o que diremos da economia em crise, a violência das grandes cidades, a corrupção e o terrorismo presente todos os dias nos noticiários?
Não é de se admirar que a sociedade parece cada vez mais tomada pela atitude do "eu primeiro", reflexo da necessidade de sobreviver a qualquer custo, de abandonar os sentimentos pelo próximo, pois nada mais importa, a não ser se manter vivo.
Acabamos esquecendo que precisamos uns dos outros, e neste mundo que se tornou tão complexo, dependemos cada vez mais uns dos outros.
Tudo o que fazemos afeta os que estão à nossa volta, e vice-versa. Esquecemos que um dia precisamos de nossos pais para nos guiar para a vida, e quando crescemos o suficiente, achamos que podemos resolver tudo à nossa própria maneira.

Mas todos sabemos que muitas vezes, precisamos de um Pai Celestial, com seu infinito amor e paciência, para nos guiar nas piores situações em que nos metemos. A música pode atenuar alguns sentimentos de tristeza e depressão que inevitavelmente nos atingem, portanto, tire um tempo para ouvir e ver o vídeo no link do YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=Us-TVg40ExM

"Stand by Me" é uma canção originalmente criada pelo cantor e compositor americano Ben E. King, escrito por King, Jerry Leiber e Mike Stoller. De acordo com King, a canção foi inspirada por uma composição espiritual por Sam Cooke chamada de "Stand by Me Father" (embora Mike Stoller conteste a afirmação). Esta canção foi gravada pelo The Soul Stirrers, um grupo Gospel, com Johnnie Taylor fazendo o vocal. Houve mais de 400 versões gravadas de "Stand by Me" interpretada por muitos artistas. A canção foi destaque na trilha sonora do filme de 1986 "Stand by Me".

Em 2012 estimava-se que os royalties desta canção tenham alcançado £ 17 milhões (R$ 73.950.000), tornando-se a sexta maior canção de maior rentabilidade a partir desse momento. Metade dos royalties foram pagos a Ben E. King.

Em 2015, a versão original de King foi introduzido no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso por ser "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativa", um pouco menos de cinco semanas antes da morte dele.

Veja a letra da canção gravada por John Lennon em 1975, para o álbum Rock'n' Roll, depois de cinco anos afastado da indústria musical. A versão de Lennon é mais "rock" do que R&B, e assista no link à edição internacional desta canção.


Stand By Me - Fique comigo
When the night has come - Quando a noite chegar     
And the land is dark - E a terra ficar escura
And the moon is the only light we'll see - E o luar for a única Luz que se vê           

      No I won't be afraid,- Não, não vou ter medo   
    no I won't be afraid - não, não vou ter medo 
Just as long as you stand, stand by me - Enquanto você ficar, ficar comigo        
So darling, darling, - E querida, querida,  
stand by me, oh stand by me - fique comigo, fique comigo   
   Stand by me, stand by me - Fique comigo, fique comigo

If the sky that we look upon - Se o céu que contemplamos  
Should tumble and let fall - Despencar e cair                 
And the mountains should crumble to the sea - E a montanha se desmoronar para o mar          

            I won't cry, I won't cry - Não vou chorar, não vou chorar
                     no I won't shed a tear - Não, não vou derramar uma lágrima
Just as long as you stand, stand by me - Enquanto você ficar ficar comigo         
And darling, darling, stand by me - E querida, querida, fique comigo    
oh stand by me, oh stand now - Fique comigo, fique agora        
  Stand by me, stand by me - Fique comigo, fique comigo

               Whenever you're in trouble - Enquanto tiveres problemas não terás,
won't you stand by me - se estiveres comigo       
  Oh stand by me, stand by me, - Oh fique comigo, fique comigo, 
 stand by me, stand by me - fique comigo, fique comigo

  Darling, darling, - E querida, querida, 
 stand by me, oh stand by me - Fique comigo, fique comigo    
   Stand by me, stand by me, stand by me - Fique comigo, fique comigo, fique comigo

             Whenever you're in trouble  - Enquanto tiveres problemas não terás,
won't you stand by me - se estiveres comigo        
 Oh stand by me, stand by me, - Oh fique comigo, fique comigo, 
stand by me, stand by me - fique comigo, fique comigo


O vídeo já teve mais de 2.770 milhões de compartilhamentos, se emocione também, e até o próximo post!