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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Toyota 2000 GT

Sakichi Toyoda patenteou seu primeiro tear automático em 1891, e se dedicou a aperfeiçoar cada vez mais os teares, criando um dispositivo para interromper a fiação nas máquinas de tecelagem quando o fio acabasse, de modo a não continuar produzindo um tecido defeituoso. Seus teares eram dez vezes mais baratos do que os alemães e quatro vezes do que os franceses, conseguindo bons contratos de exportação de seus equipamentos.
Prosperando com a tecelagem, seu filho Kiichiro, que ficou impressionado com os automóveis na viagem que fez aos Estados Unidos em 1922, passou o restante da década pesquisando o assunto e convenceu o pai a entrar numa nova atividade: construir automóveis. Em 1929, Sakichi vendeu seus direitos sobre as patentes de teares e um ano antes de falecer, transferiu a empresa para seu filho.
O primeiro motor surgiu em 1934 (Tipo A, com seis cilindros e 3,4 litros), e em 1935 o primeiro protótipo do Toyota Modelo AA, que saiu da linha de montagem já em 1936. Em 1937, a companhia cortou os laços com a tecelagem e mudou o nome para Toyota. Em japonês, Toyoda é escrito com dez traços, e Toyota com apenas oito, considerado um número de prosperidade. Assim, nasceu a maior montadora de carros do mundo.
No início dos anos 1960, a Toyota já era um grande fabricante de automóveis, mas a percepção que o mercado tinha era de que fazia apenas carros confiáveis, econômicos, porém, muito chatos. A Chevrolet tinha o Corvette, a Ford celebrava vitórias com o GT40, a Nissan tinha o Fairlady se posicionando para chamar a atenção dos jovens.
Toyota Sports 800
Na sequência do lançamento do Honda S800, em 1965, a Toyota colocou no mercado o Sports 800, um pequeno esportivo de 800 cc, que era uma evolução dos “Key-Cars” japoneses, limitados a 600 cc para uso estritamente urbano.
Outro fator importante para o surgimento do 2000 GT foi a presença de Albrecht Graf von Goertz, um designer alemão, protegido de Raymond Loewy, que no início dos anos 1960 havia ido trabalhar na Yamaha. Ela colaborava com a Nissan para desenvolver um cupê esportivo, pois o mercado para pequenos roadsters era limitado. O protótipo A550X foi construído, e as linhas da dianteira lembravam o estilo da segunda geração do Corvette. A Nissan decidiu não prosseguir com o projeto da Yamaha, mesmo assim, ela não desistiu de desenvolver o modelo e em setembro de 1964, construiu um protótipo funcional. Assim, a Yamaha contatou a Toyota, a mais conservadora montadora do Japão, oferecendo o projeto neste estágio bem avançado.
O protótipo do Nissan A550X

A Toyota obteve algum sucesso no primeiro e segundo Grand Prix Japonês em 1963 e 1964, e o crescente entusiasmo pelo esporte motor no Japão, o mercado pedia aos fabricantes produzirem carros esportivos de bom desempenho.
A Toyota, percebendo o potencial da idéia, e necessitando alavancar sua imagem corporativa, aceitou prontamente a proposta, e começou a desenvolver o carro logo após o Grand Prix do Japão de 1964. Soichi Saito era o supervisor do projeto, mas o design do Toyota 2000 GT é creditado a Satoru Nozaki. O briefing era simples: “Faça o que for necessário para não apenas produzir o 2000 GT, mas torná-lo um dos – talvez o – maior carro do mundo.”
A apresentação do Toyota 2000 GT no
Tokyo Motor Show, de 1965
No Tokyo Motor Show de 1965, o protótipo 280 A1 com as linhas definitivas foi apresentado ao público, revolucionando a imagem dos fabricantes japoneses, que agora podiam rivalizar com as grandes marcas européias e americanas com seu esportivo.
Com seu design típico dos esportivos da época, como o Jaguar E-Type, tornou-se um clássico por si só. A carroçaria de alumínio com seu longo capô e traseira curta, faróis escamoteáveis (pop-up), e as grandes lâmpadas de posição (como no Sports 800), com sua cobertura de plexiglass tornaram-se a marca registrada deste esportivo. Com suas linhas curvas e atraentes, deixou a semelhança com o Corvette Sting Ray, aproximando mais do estilo dos esportivos europeus, porém com um marcante estilo japonês.
Extremamente baixo (116 cm), com seu perfil esguio e elegante, para-choques minúsculos, sua cabine foi projetada em função da melhor pilotagem para o motorista. Possuía uma boa ergonomia e painel de instrumentos completo, sendo o volante, console central e parte do painel com apliques de madeira em pau-rosa, no espirito da Divisão de Piano da Yamaha.
O completo painel de madeira da versão com volante à esquerda.
Foram construídos seis protótipos como pré-produção, e o Toyota 2000 GT foi fabricado de 1967 a 1970, e distribuído por uma rede de vendas denominada Toyota Store. Apenas 351 unidades foram construídas pela Yamaha e comercializadas no mercado, número comparável à produção dos esportivos italianos de elite na sua época. De acordo com os registros internos, foram produzidos 233 MF10’s (versão japonesa), 109 MF10L’s (versão com volante à esquerda, para exportação) e 9 MF12’s (com motor 2,3 litros SOHC). Somente 60 unidades foram exportadas para os Estados Unidos, e poucas unidades para outros países do mundo. A maioria era pintada de branco (Pegasus White) ou vermelho (Solar Red). Outra cor era um tom de amarelo denominado Bendix Yellow.
A Revista Road & Track testou um modelo de pré-produção em 1967, e qualificou o carro como “um dos mais excitantes e prazeirosos carros que já pilotamos” e comparou-o favoravelmente ao Porsche 911. Vendido por cerca de US$ 6,800 nos Estados Unidos, era mais caro do que o Porsche 911 ($6,050), Jaguar E-Type ($5,585) e Corvette ($4,721) do mesmo período. Estima-se que a Toyota nunca obteve lucro com o 2000 GT, apesar do preço cobrado acima dos concorrentes. O Toyota 2000 Gt tornou-se o primeiro carro colecionável japonês, e é considerado como um “Super carro” similar aos europeus. Alguns exemplares do 2000 GT foram leiloados por mais de US$ 1,200,00; comprovando a valorização do veículo junto aos aficcionados por clássicos.

DADOS TÉCNICOS
O seis cilindros com duplo comando
O motor do Toyota 2000 GT era um 2,0 litros, com seis cilindros em linha (Código 3M) baseado no motor que equipava o top-de-linha Toyota Crown sedan. Ele foi preparado pela Yamaha, que colocou um comando duplo no cabeçote (DOHC), produzindo 150 hp a 6600 rpm e um torque de 129 lb/ft a 5500 rpm. A carburação tinha três Solex duplos 40PHH e os coletores de exaustão eram dois 3x1 que se juntavam em um só.
Nove unidades foram equipadas com um motor com 2,3 litros, mas com comando simples (SOHC), codificado como 2M. Havia disponibilidade de três relações diferentes para o diferencial. O que tinha relação de 4.375:1 fazia o carro atingir a velocidade de 135 mph (217 km/h) e alcançar um consumo de 7,59 litros/100 km. A aceleração de 0-100 km/h era feita em 8,6 segundos.
O 2,3 litros e comando simples na cabeça
O motor tinha posição longitudinal, tracionando as rodas traseiras com um câmbio manual de cinco marchas; um diferencial de deslizamento limitado era padrão de linha, o primeiro num carro japonês, e vinha com freios a disco (11 polegadas na dianteira e 10,5 na traseira) servo-assistidos nas quatro rodas, também o primeiro com esta configuração. Detalhe da alavanca do freio de estacionamento saía do painel, ao lado da alavanca de câmbio, acionando os discos traseiros. O chassi monobloco com carroçaria de alumínio garantia o baixo peso de 1.120 kg, com as suspensões independentes nas quatro rodas com braços assimétricos, proporcionavam um bom desempenho dinâmico; a direção de pinhão e cremalheira completava o pacote para um bom desempenho.
Em 1969, a frente foi levemente modificada, reduzindo o tamanho das lâmpadas direcionais e o formato dos piscas. Os piscas traseiros foram aumentados por sua vez, e o interior foi modernizado. Alguns poucos exemplares no final da produção saíram equipados com ar condicionado e transmissão automática de três velocidades como opcionais. Estes modelos tinham uma abertura adicional na parte inferior da grade dianteira para alimentar a unidade de ar condicionado.
O Toyota 2000 GT media 4,175 m, com entre-eixos de 2,330 m, largura de 1,60 m; sua altura era de 1,16 m e pesava 1,129 kg.

EM COMPETIÇÕES
O 2000 GT que correu nos 1000 km de Fuji - AutoArt 1:18
A Toyota colocou o 2000 GT em corridas locais, chegando em terceiro no Grande Prêmio do Japão em 1966, e vencendo os 1000 km de Fuji em 1967, com outro exemplar chegando em terceiro lugar (todos estes carros eram protótipos da pré-produção ainda). Adicionalmente, a Toyota preparou um deles e realizou um teste na pista de Yatabe, onde o carro bateu vários recordes mundiais da FIA para velocidade e Endurance de 72 Horas. Infelizmente, o carro que bateu esses recordes foi destruído num acidente e sucateado. Os recordes não duraram muito, pois o fato chamou a atenção da Porsche, que preparou um 911R especialmente para superar tais recordes.
Os Toyota 2000 GT de Carrol Shelby em 1968
Num acordo feito com Carrol Shelby, a Toyota cedeu para a sua equipe e inscreveu dois exemplares do 2000 GT nas provas da SCCA na categoria C-Production em terras americanas e tinha mais um de reserva. Os carros receberam rodas de magnésio 15 x 7 polegadas com pneus de corrida especiais de perfil baixo, e a suspensão foi rebaixada em 2,5 polegadas. No entanto, o cabeçote projetado pela Yamaha não era fácil de modificar para aumentar a compressão nos cilindros, e o 2000 GT teve de usar dois carburadores triplos Mikuni, ao invés dos WEBER, que davam mais potência. Os motores alcançaram 200 hp e mesmo com problemas de confiabilidade, se classificaram bem em diversas etapas. No total, foram quatro vitórias, oito segundos lugares e seis terceiros, com os carros nº 23 e 33 pilotados por Scooter Patrick e Dave Jordan; mas insuficientes para vencer o campeonato, que ficou com a Porsche e seus 911. Apesar da boa performance dos veículos, a Toyota decidiu retirar-se do campeonato e a temporada de 1968 foi a única em que participaram nos Estados Unidos. A Toyota resgatou um dos carros e o transformou numa réplica do carro que bateu os recordes da FIA, estando no acervo histórico da empresa até hoje. Os outros dois carros da Shelby foram vendidos e ainda permanecem nos Estados Unidos.
Registros indicam que 14 unidades foram preparadas para participar em competições.

O exemplar trazido dos EUA e replicado como o modelo que bateu vários recordes da FIA.


2000GT CONVERSÍVEL, “BOND MODEL”
O 2000 GT fez sua mais famosa aparição nas telas no filme de James Bond “You Only Live Twice” (em português, 'Só se vive duas vezes'), com a maior parte do filme se passando no Japão.
Albert R. Broccoli, diretor do filme, se apaixonou pelo carro na fase de pré-produção do filme e convenceu a Toyota a ceder os carros para as filmagens. Apesar do carro nunca ter uma versão conversível, foram fabricados dois exemplares especialmente para as filmagens. A altura de 1,90 m de Sean Connery impedia que ele coubesse confortavelmente no baixo cupê, e originalmente era previsto que o carro seria um modelo targa, eliminando apenas o teto na parte central; porém, quando o ator sentou no carro, a cabeça dele ficou além da altura do carro, e a produção do filme não poderia deixar passar este aspecto que ficaria muito ridículo nas cenas de Bond.
O 2000 GT com a configuração Targa
Em duas semanas, a Toyota criou a versão conversível, removendo toda a parte superior da cabine, mas não era um conversível funcional, e o teto recolhido na traseira era somente simulação, e como no filme o carro pertencia ao Serviço Secreto japonês, era equipado com camera atrás da placa de licença, gravador de vídeo no porta-luvas, um monitor colorido no painel, um sistema de áudio com alto-falantes, um transmissor e um telefone celular.
No filme, o carro foi dirigido principalmente pela namorada de Bond, Aki (Akiko Wakabayashi) no filme, mas ela não tinha licença para dirigir, então dois pilotos de testes (Hiroshi Fushida e Tomohiko Tsutsumi) da Toyota se revezaram na direção usando uma peruca. As imagens em que ela parece pilotar o carro foram feitas no Pinewood Studios em Chroma-Key.
Depois das filmagens concluídas, o carro equipado com gadgets ficou na Inglaterra e desapareceu misteriosamente; presume-se que este exemplar acabou com um colecionador da Inglaterra, mas ele não fez nenhuma aparição desde então, e atualmente se questiona se este carro especial ainda esteja em uma coleção particular ou talvez não exista mais.
O carro de apoio era usado para fins promocionais e foi exibido no Salão de Genebra em março de 1967. Ele foi pintado de azul e recebeu alguns adesivos “007” espalhafatosos. Foi repintado de cinza, e foi usado como Pace-Car em algumas corridas no Fuji Speedway, e fez uma aparição no Havaí, em 1977. Ele foi re-comprado pela Toyota e totalmente restaurado no Japão; e hoje está no Museu do Automóvel da Toyota em Aichi.

Relata-se que os diretores da Toyota ficaram decepcionados quando assistiram o filme de Bond, pois o Toyota acabou aparecendo poucos minutos no decorrer do filme. Apesar disso, ele ficou instantaneamente famoso, e muitos queriam possuir um conversível como do filme; mas como não havia essa versão, muitos proprietários converteram o cupê num conversível. Um deles era o inglês Peter Nelson, então dono do James Bond Museum em Keswick, Cumbria, Inglaterra. Ele tentou uma oferta para a Toyota pelo carro que estava no museu da montadora, mas não houve negócio. Então, ele começou a converter um 2000 GT comum na versão de Bond, e levou quatro anos e uma montanha de dinheiro na tarefa. Ele conseguiu obter até mesmo o painel de instrumentos original que a EON Productions havia feito para o carro do filme, com a tela de TV e tudo. Peter Nelson tinha em seu museu cerca de 30 carros utilizados em filmes de James Bond, e infelizmente, em maio de 2011, o Museu encerrou suas atividades, e todo o seu acervo foi transferido para Miami, nos Estados Unidos. O Toyota 2000 GT que ele construiu está hoje na Dezer Collection, de Michael Dezer.

EM ESCALA
AutoArt em 1:18
O Toyota 2000 GT tem diversos modelos reproduzidos em escala, sendo o mais detalhado o da AutoArt, na escala 1:18, na tradicional cor branca e rodas de liga, também em outras cores e com rodas raiadas, além das decorações em que Carrol Shelby competiu na SCCA na temporada de 1968 e a versão que correu nas 24 Horas de Fuji em 1967. O modelo da AutoArt foi lançado em 2003, mas em 2018, com a cooperação do Museu Toyota na província de Aichi, o carro real foi escaneado em 3D e produziu-se um novo molde. O modelo aqui retratado é um desses novos exemplares, e a qualidade da miniatura é impressionante, especialmente os vãos das peças móveis são muito reduzidos. O modelo tem uma lingueta de plástico macio para introduzir nas frestas e abrir as partes móveis.
O abridor das partes móveis
Outras empresas produzem o modelo em 1:43 (EBBRO, CORGI, SCHUCO, NOREV, TEKNO). A Make Up apresenta o 2000 GT na versão Roadster (1:43). A versão da MEBETOYS italiana é muito bem detalhada, com abertura da portas, capô dianteiro com motor e traseiro mostrando o estepe; a empresa foi adquirida pela Mattel em 1969, e com o tempo, a linha acabou descontinuada. A EBBRO produz o 2000 GT também na escala 1:24. A CORGI lançou a série Corgi Classics em 1997 por ocasião dos 30 anos do filme “You only live twice” com o 2000 GT acompanhado da figura de Ernst Stavro Blofeld, o supervilão chefe da SPECTRE e arqui-inimigo do MI-6. O modelo também fez parte da série The Definitive Bond Collection (2000) e The Ultimate Bond Collection (2001), A CORGI também faz o modelo na escala 1:64 dentro da série Whizzwheels (1999). A IXO-ALTAYA lançou em 2016 a coleção The James Bond Cars, com os modelos acondicionados num case em que um diorama reproduz a cena do filme onde o carro aparecia. O 2000 GT está no porto de Tóquio e tem as figuras de Bond e Aki. A MINICHAMPS lançou o 2000 Gt em 2003, com sua habitual qualidade em detalhes, e hoje é dificil de ser encontrada pela tiragem que foi produzida.
EBBRO e MEBETOYS em 1:43
Make Up Roadster e Schuco em 1:43
O 2000 GT da CORGI em 1:43 com as figurtas de Bond e Aki tinha quatro mísseis ejetáveis no porta-malas
O modelo da IXO-ALTAYA e o da MINICHAMPS EM 1:43
Hot Wheels Cupê e Roadster em 1:64; o vermelho e o preto são da Mainline e o roadster é o temático do filme.



Os Slot Cars da Racer em 1:32

A Racer produz as versões Shelby como Slot Cars (1:32). Hot Wheels fez um preto e outro vermelho na tradicional escala 1:64 na série Retro Entertainment de 2015, e lançou também a versão roadster nas habituais séries temáticas com o logo "007" com o título do filme de Bond. Em 2019, por conta das Olimpíadas de Tokyo, a Mattel preparou diversas minis com a temática dos Jogos Olímpicos, e o Toyota 2000 GT era um que não podia faltar nesta série; mas com a COVID-19 se alastrando pelo mundo, o cancelamento dos jogos era inevitável, mesmo assim, a Mattel colocou os carros com seus respectivos decalques. Desde 2013, a Mattel tem o Toyota 200 GT em sua linha, e no decorrer dos anos, ele saiu em diversas cores e decorações, inclusive na edição Super T-Hunt no ano do lançamento. Ele veio na cor Spectraflame Red, base de metal e rodas especiais com pneus de borracha, os mais difíceis de encontrar, pois são 15 modelos variados por ano, um em cada lote da Mattel.



O Toyota 2000 GT da Johnny Lightning, edição de 2021


Hot Wheels da Série Japan Historics, Real Riders.
O modelo que bateu diversos recordes mundiais, hoje no Museu da Toyota.

Este Hot Wheels amarelo saiu na Mainline de 2014


Este Toyota 2000 GT é da Série HW Showroom: HW All, um Super T-Hunt de 2013


O 2000 GT da Serie Vintage Racing Club, de 2024

A Johnny Lightning (1:64) lançou em 2015 a primeira versão do 2000 GT, que voltou a aparecer no 40º aniversário dos filmes de James Bond. A japonesa TOMICA produz um exemplar na escala não muito usual de 1:59, assim como a empresa Boss Coffee (Suntory bebidas) distribuiu como brinde no 50º aniversário dos filmes de Bond o 2000 GT (escala 1:60) entre outros sete veículos do agente de Sua Majestade. A KYOSHO lançou em 2006 uma série de 12 veículos de Bond na escala 1:72, onde constava o 2000 GT cabriolet.

A Real-X tem o 2000 GT e o S800 na escala 1:87, com um bom detalhamento, para esta escala.


Majorette 1:64

Majorette 1:64

 A miniatura da Majorette (acima e abaixo) tem um casting bom, até o capô dianteiro se abre; mas as molduras dos faróis de posição são um tanto exageradas, e as rodas com as porcas "knock-off" não correspondem às originais, que eram de liga.



Majorette 1:64



TOMICA Premium 1:59

TOMICA 1:43

TOMICA 1:43, Interior com painel detalhado


TOMICA linha normal







Este é da Del Prado, em 1:43, adquirido loose, estava precisando de uma limpeza e restaurar os espelhos retrovisores.


Kyosho em 1:43, bem detalhado também

O 2000 GT da TOMICA (vermelho acima à esquerda) em 1:59 é bem detalhado, até as portas abrem, um capricho adicional nesta escala. O 2000 GT na escala 1:43 (acima) é muito bem detalhado, com rodas, faróis e lanternas, além do interior bem caprichado. Também da Série TOMICA Limited são os dois carros da Shelby, com um detalhamento melhor do que os da linha normal (abaixo).

TOMICA Limited 1:64, Shelby Car

TOMICA Limited 1:64, Shelby Car


O Toyota S800 e o 2000 GT da REAL-X na escala 1:87.

Fabricantes de kits plásticos também tem o 2000 GT no catálogo, e o modelo da IMAI na escala 1:16 tem a particularidade de ser equipado com um motor elétrico (que traciona as rodas traseiras) e acende as grandes luzes de posição dianteiras. A GUNZE faz um kit na escala 1:20. A Airfix lançou um 2000 GT em 1968 em 1:24 e tem as figuras de Aki e Bond no carro, inclusive a cabeça de Bond ultrapassa a moldura do para-brisa. A DOYUSHA também fez um kit em 1:24, mas as figuras de Bond e Aki (de biquini branco) estão em pé, fora do carro.
O 2000 GT em kit plastico da IMAI em 1:16, motorizado.
O kit da GUNZE em 1:24, retratando o modelo de 1969 já com alterações na frente.

O kit da NICHIMOCO com decoração de pista e motorizado, como o da IMAI.

O Kit da Airfix, com as figuras de Bond e Aki, em 1:24; até na ilustração da caixa,
nota-se a cabeça de Sean Connery ultrapassando a moldura do para-brisas.
O kit da DOYUSHA com as figuras de Bond e Aki, na escala 1:24.


REFERÊNCIAS:








segunda-feira, 12 de junho de 2017

Carros e Filmes - Batmóvel 1966 do Seriado de TV - Parte 2

Ao final de 1965, a Twentieth Century Fox Television e a Greenway Productions, de William Dozier contratou o renomado personalizador de carros Dean Jeffries, em Hollywood, para projetar e construir um “Batmóvel”, visto que planejavam produzir uma série do Batman para a TV. Ele começou a trabalhar num Cadillac 1959, mas quando o estúdio quis colocar o programa no ar em janeiro de 1966, antecipando o prazo que ele havia dado para o carro ficar pronto, Jeffries saiu do projeto. Então, Charles Fitz Simons (da FOX) e Ike Danning (do Depto. de Transportes da FOX) contactaram George Barris; e o trabalho foi passado para a Barris Kustom City, a empresa de Barris.
Em 1954, o protótipo Futura, um carro-conceito, foi projetado sob a direção de Bill Schmidt e John Najjar Ferzely, estilistas da Ford Motor Company, e construído artesanalmente pela Ghia Body Works, em Turim, Itália, ao custo de US$ 250.000 (equivalente a US$ 2 milhões em 2009). No ano seguinte, 1955, a Ford apresentava no Chicago Auto Show o Futura, ostentando uma suave cor verde perolizada. Diferentemente de outros carros conceito, o Futura era totalmente funcional, com um motor Lincoln de 368 polegadas cúbicas, num chassi do Lincoln Mark II.
Em 1959, o carro fez uma aparição no filme “It started with a Kiss” estrelado por Debbie Reynolds e Glenn Ford; pintado de vermelho, porque a cor original perolizada não ficava bem nas gravações. Depois disso, o carro ficou esquecido e possivelmente seria destruído, como muitos exemplares similares. No entanto, ele foi vendido para George Barris, por apenas US$ 1, juntamente com “outras coisas mais valiosas”. Barris não fez uso dele por anos, e o carro ficou abandonado atrás da oficina de Barris e estava se deteriorando com o tempo.
Numa breve reunião, Bill Dozier e George Barris definiram que a Fox pagaria as despesas para a construção do Batmóvel, e a Barris Kustom Cars o alugaria para a Greenway em base semanal para as filmagens. Eddie Graves, artista da 20th Century-Fox elaborou alguns esboços e passou para Barris. “O diretor de arte trouxe as idéias que nós precisávamos: a luz de emergência, a turbina flamejante na traseira, a serra no nariz do carro, etc” disse Barris. “Nós demos à Fox um Batmóvel bem diferente do que Bob Kane imaginara”.
Em 20 de agosto de 1965, quando Barris pegou o desafio de preparar o Batmóvel para a Serie de TV, ele se lembrou do Futura, para ganhar tempo e modificar um carro já existente. Herb Grasse, que trabalhava com Barris, ficou com a tarefa de definir os elementos do design e em cinco dias, 25 de agosto, foram apresentados dois sketches para a direção da FOX. O contrato para construir o Batmóvel foi assinado em 01 de setembro de 1965, e Bill Cushenberry foi contratado para fazer as modificações em metal. “Eu o escolhi por causa de sua experiência e habilidade de trabalhar com o material. Ele é um dos melhores em sua especialidade”, disse Barris.
Cushenberry terminou as modificações em três semanas e trabalhou em sua própria oficina, pois a de Barris estava lotada de carros ao custo de US$ 30,000. Em 11 de outubro de 1965, foi apresentado à produtora ainda pintado apenas em “primer”. Logo depois, ganhou um revestimento em preto aveludado com as faixas vermelhas fluorescentes.
“Eu incorporei uma bat-face esculpida no nariz do carro, por isso você vê as orelhas do morcego onde estão os faróis. A boca são as entradas de ar, e as asas você vê nas barbatanas sobre os para-lamas traseiros”, comentou Barris. Cushenberry comentou: “O carro teve de ser desmontado todo, porque estendi as barbatanas começando na parte superior das portas. Refiz os arcos das rodas deixando-os iguais e refiz o nariz do carro como se fosse o focinho de um morcego. Eu tinha a máquina de solda e um martelo pneumático, cortava e soldava pedaços de chapa e usava o martelo para dar a forma que eu imaginara. Foi um trabalho de escultor”.
“O departamento de adereços da 20th Century-Fox trabalhou conosco para que algumas coisas fossem incorporadas do script para os efeitos especiais: o Radar no arco sobre a cabine, o produtor de fumaça, assento ejetável, o lançador de perfuradores de pneus, o ejetor de óleo, e outras coisas mais. Eles sugeriram os canhões lançadores de mísseis na traseira, até as calotas prateadas com os morcegos vermelhos preparadas pela Center Engineering”, finaliza Crushenberry.
Enquanto Lorenzo Semple Jr, finalizava o script para o episódio piloto de Batman, ele escreveu ao produtor Bill Dozier, entusiasmado, em 6 de agosto de 1965: “Posso dizer a você que criamos um novo astro de TV absolutamente garantido: o Batmóvel”. A versão de Semple do Batmóvel trazia embutido nele o “american dream”: o exemplo definitivo do carro-que-é-a-extensão-do-seu-dono. “O Batmóvel é negro, uma máquina poderosa, mais rápido do que qualquer coisa nas estradas. Ele é muito chamativo, flamejante como um carro da polícia ou dos bombeiros, ao perseguir os bandidos. Seu motor a turbina atômica pode leva-lo a velocidades que jamais sonhamos, e pode despistar os perseguidores com uma cortina de fumaça. É algo que Bob Kane jamais imaginou para o Batmóvel. Estamos criando uma lenda!” escreveu ele.
O Batmóvel ainda com os filetes brancos.
Ao ser apresentado à equipe de produção, devido ao curto período de tempo para preparação, o carro estava apenas com a pintura em ‘primer’, sendo depois pintado de preto para começar as filmagens. “Todo o carro ficou muito escuro, e na tela, os detalhes que elaboramos ficaram camuflados naquele carro todo preto. Tentamos destacar alguns detalhes filetando algumas linhas com a cor branca, mas não melhorou o aspecto geral do carro. Então aplicamos faixas vermelhas fluorescentes nas aletas traseiras, e o resultado ficou muito bom. Elas foram aplicadas nos detalhes do carro conforme podem ver, ficou excelente para as gravações”.
Barris havia equipado o Batmóvel com pneus Mickey Thompson de corrida, mas eram pneus já usados pelas equipes e descartados porque não serviam para novas corridas, mas custavam US$ 1,000 cada. Durante as filmagens do episódio piloto, o dublê dirigia o carro saindo da Batcaverna e um cavalete que deitava impedia o acesso de curiosos ao local. Na primeira tomada, um dos pneus estourou, e não tinham um reserva. Dozier saiu correndo atrás de uma revenda Firestone e comprou oito unidades que serviam nas rodas, ficando assim como definitivas para o Batmóvel.
Assim que as filmagens começaram, vários problemas apareceram, devido à idade do carro. O motor superaquecia porque ficava ligado por longo tempo nas gravações, e a ventilação era insuficiente para refrigerar o motor, a bateria descarregava constantemente, com os ventiladores adicionais que foram instalados para ajudar a refrigerar o motor. Barris acabou montando um pequeno estoque de peças de reposição para reparar os inúmeros defeitos que o carro apresentava nas filmagens. No meio da temporada, o motor, cambio, diferencial, suspensão e sistema de direção foram substituídos por um do Galaxie.
Os para-brisas curvos foram mantidos, e a parte central que cobria o piloto e passageiro foi retirada, mas a curvatura excessiva deformava a visão à medida que se olhava para as laterais, e as cópias feitas tiveram esse efeito suavizado; mas no Futura original, as peças eram feitas de Lexon, que depois foram substituídas com novas peças feitas no molde preparado para as réplicas, mas em Plexiglass.
Hubie Kerns e Victor Paul foram os dublês que dirigiam o Batmóvel nas filmagens no lugar de Adam West e Burt Ward, respectivamente. Segundo Kerns, o Batmóvel/Futura “era uma peça de ferro-velho, pela idade do carro (era de 1954), e de tantas modificações que a produção fez nele, era um carro obsoleto antes de começar a ser usado no seriado”. As alterações e equipamentos o deixaram bem mais pesado, e o motor e direção não eram adequados para o peso do carro, limitando a velocidade e as manobras nas poucas perseguições que foram gravadas.
O fato interessante é que Barris jamais deixou de ser o dono do Batmóvel #1. Ele alugou o veículo para a Fox, para as produções, e após o final da Serie de TV, o carro foi para o museu de Barris na California, ficando exposto na Cayman Motor Museum, na Ilha de Grand Cayman. Os demais estão em coleções privadas.
Com o sucesso do seriado na TV, vários pedidos para exibição do Batmóvel em diversos pontos do país chegavam à produção da Fox. Seria impossível atender à demanda destas exibições com apenas um carro, e este sendo utilizado para as filmagens em tempo integral. Usando o Batmóvel #1 como molde básico, Barris construiu mais três réplicas em fibra-de-vidro, usando chassis, motor e câmbio do Ford Galaxie 1965 e 1966. Dois deles foram utilizados para fins promocionais e o terceiro para corridas de Dragster. Mais tarde, Barris adquiriu uma quarta réplica, um carro feito em metal sobre uma base do Thunderbird 1956.
O Batmóvel #2 era equipado com um motor Ford V8 390 cid, e não tinha maçanetas de portas, nem faróis dianteiros. Este exemplar foi adquirido pelo Dr. Dave Anderson, de Virginia, e não foi reparado ou restaurado até hoje. Seu valor está avaliado em US$ 225.000.
O carro #3 também tinha o mesmo motor 390 cid, inicialmente tinha transmissão manual, mas depois foi adaptado um cambio automático, para ficar igual aos demais. Este exemplar tinha faróis e as maçanetas de portas, mas estas eram apenas figurativas, não sendo funcionais. O Batmóvel nº 3 foi adquirido e restaurado por Dennis M. Danzik, de Paradise Valley, Arizona. Comenta-se que ele pagou US$ 600.000 na compra. Danzik também possui a maioria dos Batmobiles usados no filme de Batman em 1989 (há um dado controverso, de que o exemplar faz parte da Coleção de Pat Hart, em Washington, Estados Unidos e também, que pertence à família Morris, de New Jersey, que o adquiriu por US$ 600,000).
A versão #4, preparada como Dragster, era pilotada por Wild Bill Shrewsberry. Este carro foi preparado pela oficina Holmam Moody, parceiro da Ford nas competições; com um motor V8 de 427 cid, dois carburadores quádruplos, uma caixa de velocidades Ford C6 automática, preparada pela Art Carr com uma relação de 5,14:1 no diferencial. O quarto-de-milha era coberto em cerca de 12 segundos, porque Shrewsberry gostava de sair em segunda marcha e fazer os pneus soltarem muita fumaça. A turbina traseira era funcional, alimentada por um tanque de gasolina ou querosene, que era bombeada para a abertura e incendiada por um acendedor elétrico. Este carro hoje é propriedade de Doug Jackson, do sudoeste da California (ou de Henderson, NV), Estados Unidos, que o adquiriu por US$ 217,000.
O mais controverso Batmóvel, chamado de #5, foi objeto de muita especulação com o passar dos anos. Era uma réplica feita em aço, construído a partir de um Ford Thunderbird 1958, por Jim Sermershein, que intencionava usá-lo para show locais. Com base em fotos do Futura dos anos 1950, ele transformou o carro em uma réplica do Lincoln Futura, um exemplar único, na cor vermelha.
O carro foi visto em uma dessas exibições por Michael Black, um dos homens que trabalharam na conversão inicial do Futura, com George Barris. Segundo Black, ele contatou Barris imediatamente, e logo depois, chegaram dois policiais e apreenderam o carro. Há comentários de que o fato foi mais amigável do que alguns relatam, e que Barris comprou o carro de Sermershein, ou que negociaram um acordo que permitiu a Sermershein manter o carro por um tempo.
Independentemente do que aconteceu na época, o carro acabou sendo propriedade de Barris, sendo armazenado nos fundos da loja de Barris por vários anos, exposto aos elementos climáticos. Nos anos 1980, Bob Butts, adquiriu o #5 de Barris, fazendo uma restauração completa nele, e depois o vendeu para a Sra. Scott Chinery, em 1989.
No decorrer do tempo, diversas alterações foram feitas em todos os exemplares, e nem sempre há registros exatos destas mudanças, especialmente o Batmóvel #1. Durante algum tempo, ele teve uma pintura fosco-aveludada denominada “Velvet Bat-Fuzz Black” da Metalflake, Inc. (alguns comentam que era para esconder as imperfeições da carroçaria), mas com o uso do carro nas filmagens, sofria danos e riscos muito facilmente. Em algum momento, a produção acabou repintando o carro com a sua cor preta brilhante definitiva. Vários gadgets foram feitos durante as filmagens do seriado, e os controles no painel eram modificados de acordo com os roteiros em que eles eram usados pela Dupla Dinâmica. No final do seriado, Barris  acabou montando um painel com todos os itens, mas eram apenas botões e alavancas falsas, pois alguns itens eram instalados e outros removidos no decorrer das gravações.
Barris patenteou o design do Batmóvel em 18 de outubro de 1966, e partir daí, passou a controlar todas as réplicas existentes, e impediu que outros construíssem um Batmóvel sem a sua autorização. Inclusive a produção de brinquedos e miniaturas foi bloqueada por Barris durante décadas, exceção da Corgi francesa, que produziu miniaturas do Batmóvel, Bat-Lancha e Batcóptero na escala aproximada de 1:50 de 1966 a 1983. Finalmente, após décadas, a Mattel/HotWheels consegue fechar um contrato com Barris, para a produção de miniaturas do Batmóvel 1966, e em 2007 lança ao mercado o mais famoso carro do Batman, na habitual escala 1:64 (US$ 0,98 no Wal-Mart) e também na escala 1:18, esta com dois tipos de acabamento, a padrão, mais simplificada e a versão Elite, bem detalhada e custando o dobro da mais simples.
Em 19 de janeiro de 2013, o Batmóvel original foi leiloado pela Barret-Jackson Auction e vendido para Richard Champagne, de Auwatukee, Arizona, pela quantia de US$ 4,62 milhões.

Especificações Técnicas
Peso: 4.500 lbs (2.041 kg)
Entre-eixos: 126 in. (3,20 m)
Comprimento 226 in. (5,74 m)
Largura: 90 in. (2,29 m)
Altura: 48 in. (1,22 m)
Motor: 390 cid (6,39 litros) Ford FE V8
Transmissão: B&M C-6 Automatic
Equipamentos:
Diversos equipamentos foram montados para as filmagens, tais como: Cortador de cabos montado no nariz do carro; Projetor de Bat-raios; Central Anti-Roubo; Bat-periscópio; Bat-visão, Ativador da Antena; Rastreador de Rádio da Polícia; Bomba automática de inflar pneus; Unidade de controle por Voz; Batcomputador remoto – link com o servidor da Batcaverna; Bat-fone; Bat-farois; Bat-Girador de emergência; Ativador Anti-Incêndio; Bat-Fumaça; Bat-Camera e outras traquitanas.
Com os dois paraquedas instalados na traseira (diâmetro de 3 m cada), o Batmóvel podia reduzir rapidamente sua velocidade e fazer uma curva de 180º para mudar de direção quando precisasse. Entre os dois paraquedas, havia a turbina que produzia chamas em fortes acelerações.
As placas utlizadas no Batmóvel no decorrer da série.
No decorrer da série, diversas placas identificavam o Batmóvel, sendo a mais comum a 2F-3567 (1966), depois teve a ZF-451, a TP-6597 e também a BAT-1. O volante do Futura foi trocado por um do Ford Edsel 1958, e outros equipamentos foram incluídos, como a rede no porta-malas, direção por controle remoto, câmera para visão traseira, abaixo da turbina, Bat-Raio, com capacidade de realizar várias funções; Extintor de Incêndio Automático, Bat-Computador no porta-malas, Inflador Automático dos Pneus, Cortina de Fumaça para despistar perseguidores, Bat-Aríete para derrubar portas reforçadas, Controle de Voz para pilotagem remota, Bat-Photoscope (em operação conjunta com o arquivo de Micro-Filmes da Batcaverna, podendo identificar os criminosos com o envio das fotos para o Batmóvel, o Bat-fone, conectado com a faixa de frequência de rádio da Polícia de Gotham, Rastreador (precursor do nosso GPS), acesso remoto ao Batcomputador e Travas anti-roubo do Batmóvel.
Réplicas do Batmóvel pela Fiberglass Freaks

Em outubro de 2010, a DC Comics autorizou a Fiberglass Freaks, de Logansport, Indiana, a construir réplicas oficiais do Batmóvel 1966. Estas réplicas foram vendidas para os aficcionados na Inglaterra, Itália, Canadá e Estados Unidos. Um deles foi leiloado pela R&M Auction por US$ 216,000. Um dos proprietários de um exemplar da Fiberglass Freaks é Mark Racop, fã do Batmóvel 1966 desde que tinha dois anos de idade. Ele havia construído seu primeiro Batmóvel 1966 quando tinha apenas 17 anos.


George Barris veio a falecer em 2015, aos 89 anos, vítima de câncer. Filho de imigrantes gregos, ele nasceu em Chicago, em 1925, e deveria herdar o restaurante da família quando crescesse, mas se mudou para a California quando fez 18 anos, onde abriu uma oficina de customização de carros com o irmão. Seu estilo colorido e espalhafatoso se refletia também nas modificações dos carros que fazia, e logo atraiu os olhares de Hollywood para o seu trabalho.

Entre os inúmeros carros que customizou para a indústria do cinema, certamente o mais famoso foi o Batmóvel de 1966; mas antes disso, já havia decorado o Porsche de James Dean em 1955, fez o calhambeque da Família Buscapé, o Black Beauty do Besouro Verde, o Munster Coach da Família Monstro, o carro dos Monkees, o K.I.T.T. (Super Máquina) de Knight Rider, o Torino de Starsky e Hutch, entre outros.


Adam West e Mark Hamill
Adam West, o ator que fez o Batman no seriado de 1966, faleceu em 09 de junho de 2017, aos 88 anos. West lutava contra uma leucemia, e recebeu inúmeras homenagens de atores famosos que encarnaram o personagem em anos recentes. Ben Affleck disse que "ele foi de um heroísmo exemplar", e que se lembrava dele como "um grande cara. Obrigado por mostrar a todos nós como ser o Batman". Mark Hamill (Luke Skywalker), que fez a dublagem do Coringa em Batman: The Animated Series escreveu no seu Twitter: "#Adamwest era um ator maravilhoso e muito gentil. Tenho muita sorte de ter trabalhado com ele e dizer o quanto significou para mim e milhões de seus fãs".
Burt Ward, que interpretou Robin na série de TV cult dos anos 1960, lembrou-se dele durante o fim de semana como "um grande pai, um grande homem de família [e] um ser humano maravilhoso".
"Eu vou sentir falta dele incrivelmente", disse ele à BBC Radio 5 Live. "É muito difícil acreditar que chegou o fim".

Adam West ficou com sua carreira marcada pelo personagem, e não teve grandes destaques além de ser Bruce Wayne/Batman. Por muitos anos, ele participou de eventos e convenções de Comics. e em todas as ocasiões era tratado com muito carinho pelos fãs, que reconheciam o seu papel na construção de um ícone que começou nos quadrinhos, mas hoje está presente nos filmes, games e milhões de produtos do nosso dia-a-dia.
Como curiosidade, Mark Hamill também teve uma situação de carreira semelhante a de Adam West. Depois de Luke Skywalker, ele nunca conseguiu outro papel de destaque.


EM ESCALA
Os primeiros modelos da primeira edição da Corgi são bastante valorizados hoje, por serem os únicos que foram produzidos durante muitos anos e são raros de encontrar em bom estado.
Depois que Barris liberou os direitos para a Mattel reproduzir o Batmóvel 1966, as minis proliferaram e todas as escalas, e a própria Corgi re-editou o original dos anos 1960, e lançou uma série com diversas versões do Batmóvel conforme apareciam nos comics de Batman.
Alguns dos Batmóveis da Corgi francesa.
O Batmóvel da Hot Wheels em 1:64

A Mattel, em junho de 2008, com sua marca Hot Wheels, saiu primeiro com o Batmóvel 1966 no tradicional blister em 1:64, e em sequencia, lançou na escala 1:18, em dois acabamentos; o mais simples e a versão ELITE, bem mais cara e melhor detalhada.
O Batmóvel Hot Wheels na escala 1:18.
O design customizado por George Barris foi bem reproduzido, o preto brilhante da carroceria contrasta bem com os filetes em vermelho, o interior traz o painel e vários botões e controles das traquitanas da Dupla Dinâmica. Pena que não fizeram os bonecos de Adam West e Burt Ward para completar esta bela miniatura.

REFERÊNCIAS