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terça-feira, 24 de março de 2026

Ford CL-9000


O caminhão Ford CL-9000 foi lançado em 1968, como parte da “Louisville Line” (assim chamada por serem fabricados na planta de Louisville, construída para fabricar os caminhões pesados da Ford), os caminhões pesados da Ford, que incluía a Série L e a mais aerodinâmica Série CL. A Ford lançou o modelo para competir no mercado de caminhões pesados, dominado pelos Freightliner, Kenworth e Peterbilt, e trouxe diferenciais significativos pelo design, conforto aos motoristas e desempenho.

A construção da cabine em alumínio trouxe não só redução de peso, melhorando o consumo de combustível, e seu design permitiu o uso de baús mais altos, aumentando o volume de carga transportada, e para isso, foi providenciado um motor mais potente. O conforto aos condutores foi um destaque, com mais espaço e muito bem planejado para longas distâncias, com um sistema de ar condicionado exclusivo, e o primeiro caminhão com a cabine com suspensão totalmente pneumática, o que reduzia em muto as vibrações dos pisos e maior conforto, tornando os longos trajetos mais seguros para os condutores por diminuir os efeitos do cansaço. Era disponível também com a cabine simples, sem a extensão com espaço para a cama do motorista.

O CL-9000 de cabine simples



Os potentes motores Caterpillar, Detroit Diesel ou Cummins, que entregavam até 600 cv de potência bruta, eram fatores determinantes para os frotistas optarem pelo modelo no transporte rodoviário de longa distância, levando cargas pesadas com facilidade. A transmissão básica era a Fuller de 10 marchas, mas havia as opcionais Fuller de 9, 10 ou 13 marchas; ou a Spicer de 6 velocidades.


Outro elemento fundamental para as transportadoras era o tempo de parada em reparos e manutenção, por isso, os projetistas do CL-9000 planejaram diversos sets de substituição, que poupavam tempo e mão-de-obra nas revisões e manutenção obrigatória. Assim, também o acesso aos elementos mecânicos foi facilitado, com painéis e grades que eram facilmente retiradas para o trabalho dos mecânicos.

O marketing da Ford enfatizava o design da cabine, mais aerodinâmico e confortável para os condutores, posicionando o modelo como a melhor escolha dos melhores motoristas. Seu slogan “Ford Means Business in Big Trucks” (Ford Significa Negócio em Caminhões Grandes) reforçava a idéia de que o CL-9000 era a escolha certa para um caminhão de alto desempenho, construído para as exigências do transporte rodoviário de longa distância.

Capa do folheto, modelo 1978

As vendas do modelo foram fortes durante todos os anos em que foi produzido, até meados da década de 1980. Se tornou muito popular entre os caminhoneiros de longa distância, operadores de frotas, devido a sua combinação de potência, conforto para o motorista e facilidade de manutenção. O CL-9000 também se tornou um dos caminhões mais customizados, com inúmeros modelos que participavam de feiras e exposições, tanto em decoração como preparados mecanicamente.

O CL-9000 também apareceu em diversos filmes, series de TV e até videogames, consolidando sua fama além do segmento comercial, e marcando seu lugar no imaginário popular, tornando-se um símbolo do transporte rodoviário americano numa época em que o setor passava por mudanças significativas, como a crise do petróleo, em 1973.

Da minha coleção

Semi Fast II, Hot Wheels, 2008


A Hot Wheels reproduz o Ford CL-9000 como um caminhão customizado como Dragster, com um gigantesco motor V16 supercomprimido e um spoiler também anabolizado correspondentemente. Esta versão tem as rodas trucadas maiores do que as dianteiras.





Sua cabine é a simples, sem a extensão com espaço para a cama. Ele saiu na Serie All Stars, somente em 2008, em duas cores (Red e Pearl Purple), e não constou mais em nenhum outro ano ou edição. Sua decoração recebeu o logotipo do aniversário dos 40 anos do lançamento dos hot Wheels (1968).

Ford Stake Bed, Hot Wheels baseado no CL-9000 cabine simples, 1983

O casting (2008) foi feito por Larry Wood e Phil Riehlman, com base no Ford Stake Bed (de 1983, acima), de Larry Wood. Este, reproduzia o CL-9000 de 1978, e teve numerosas edições na linha dos Hot Wheels até 2001, com a carroceria que lhe dava o nome: “Stake Bed”.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Semi_Fast_II

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Ford_Stake_Bed_Truck

https://www.motorsforum.com/ford_trucks/the-ford-cl-9000-compare-it-with-any-linehauler-on-the-roa-3464182-.htm#:~:text=The%20Ford%20CL-9000%20was%20introduced%20in%201978%20as,such%20as%20those%20from%20Freightliner%2C%20Kenworth%2C%20and%20Peterbilt.

https://www.autopaper.com/1979-ford-cl-clt-9000-linehauler-truck-color-sales-brochure-original.php

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Evil Twin – Hot Wheels

Cadillac 1948

A Cadillac era a divisão de luxo da GM, e ao final da II Guerra, o otimismo e a confiança de uma nova era motivavam as pessoas a buscar uma estética mais exuberante do que os horrores e a penúria que passaram nos últimos anos. Harley J. Earl, chefe de estilo, junto com Bill Mitchell, Franklin Q. Hershey e Art Ross foram buscar na aviação a inspiração para renovar o estilo dos automóveis.

Os para lamas se integraram ao corpo do carro e o estilo se tornou mais aerodinâmico, para brisas curvos, a linha do teto se fundindo com a extremidade do porta malas, apliques pontudos nos para choques que ficaram conhecidas como “Dagmar” (atriz conhecida por seios fartos), e as famosas barbatanas, no começo, tímidas, mas que cresceram e ganharam o apelido de “rabos de peixe”, que tiveram seu auge em 1959, até desaparecerem em 1965.

Cadillac 1948, Sedanette


Larry Wood, designer da Mattel, baseou-se na versão Sedanette do Cadillac 1948 para projetar o Evil Twin, com seu teto rebaixado e a grade semelhante a uma boca com dentes à mostra. O tipo de customização é conhecido como Lead Sled. Como o nome diz, são dois motores V8 equipados com Blower, com os escapamentos saindo após as caixas das rodas dianteiras, até o começo das caixas de rodas traseiras. Estão lá os Dagmar no para choque dianteiro, mas Wood não manteve as barbatanas na traseira, preferindo esticar o teto até o final do modelo, onde aparenta ter mais dois escapes ladeando as lanternas traseiras, e a vigia traseira minúscula bipartida com uma sugestão de barbatana central que terminava na placa.

Evil Twin, Hot Wheels, Serie 2001 First Editions

A miniatura foi lançada na Série First Editions, de 2001, e desde então, sempre consta da Mainline, exceto nos anos de 2006, 2011, 2012, 2015-19, 2021 e 2023.

Evil Twin também constava do vídeo game Velocity X.

Da minha coleção

Evil Twin, Serie Demonition, 2004


Evil Twin da minha coleção é da Serie Demonition, de 2004, está bem sacrificada na pintura e nos cromados; tem uma decoração bem rebuscada, com a conhecida imagem dos três macaquinhos e sua legenda “Não vejo, não escuto, não falo”, e o logo Hot Wheels nas laterais.





Ela foi produzida na Tailândia, mas no mesmo ano, tinha uma versão feita na Malásia na cor azul mais clara, com a mesma decoração, e rodas diferentes.

O primeiro Evil Twin que tive na coleção

O primeiro que tive foi um RAOK, mais de 15 anos atrás, em algum momento se foi quando revisei a coleção, era um Mainline de 2005, feito na Malásia.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Evil_Twin

https://en.wikipedia.org/wiki/Cadillac

https://auto.howstuffworks.com/1940-1949-cadillac.htm

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Corvette GERAÇÃO C4 – 1984-1996


A quarta geração do Corvette foi produzida de 1984 a 1996, totalmente redesenhada depois de 15 anos da Geração C3. Ela pode ser considerada um retorno às origens, com linhas mais suaves e esbeltas, além da lateral lisa que havia sido abandonada na primeira evolução de estilo do C1. A bela carroceria do C4 também sofreu alguns aprimoramentos no estilo ao longo dos 13 anos em que ficou no mercado, mas sempre manteve as características básicas do design original, no qual se destacava a forte inclinação do pára-brisa. As laterais abaixo da linha da cintura tornaram-se mais planas, gerando a impressão de um automóvel mais longo. O formato retangular das lanternas de posicionamento laterais reforçava esta dimensão, realçada por um friso na altura de uma linha imaginária que tangenciava o ponto superior das rodas. O vidro traseiro, de amplas dimensões, garantia equilíbrio e elegância no design.


O conversível retornou ao catálogo, assim como motores de alta performance, como o LT-5 de 375 HP que equipava o ZR-1. Em março de 1990, o Corvette ZR-1 bateu um novo recorde para rodar 24 horas numa velocidade média acima de 175 mph (282 km/h).

Apesar da GM nunca ter posto à venda nenhum modelo 1983, a fábrica produziu 44 unidades. Com toda a nova tecnologia desta nova geração, a linha teve problemas de qualidade e atrasou o lançamento do modelo 1983, até que tudo fosse corrigido. Tudo resolvido, era tarde para lançar o modelo 1983, então se antecipou o ano-modelo 1984. Existe apenas um exemplar do Corvette 1983, o de número 23, e ele está em exposição no National Corvette Museum, em Bowling Green.


A geração C4 é conhecida por seu design elegante. Em vez da fibra-de-vidro, a carroceria foi produzida em plástico injetado e moldado. Algumas novidades em relação ao modelo anterior foram os para-choques de material plástico, o vidro traseiro que dava acesso ao porta-malas; novo painel com displays de LCD, e novos freios com pinças de alumínio; gerenciamento eletrônico do motor para baixar os índices de emissão de poluentes. Os painéis “T-Top” foram substituídos por um único painel removível. A suspensão tinha todos os componentes construídos em alumínio, usava molas transversais de compósito plástico, tanto da dianteira como na traseira. A direção de pinhão e cremalheira, combinada com freios redimensionados e calçado com novos pneus desenvolvidos pela Goodyear, chamados de “Gatorbacks”, em rodas de 16 polegadas, proporcionavam uma maneabilidade excelente para o Corvette.


O chassi completamente novo, não propriamente chassi-carroceria, mas denominado pela GM como “uniframe”, consistindo numa base tradicional integrando a moldura das portas e o arco do para-brisas, com fixações para a parte dianteira e traseira, reforçada pela estrutura do arco estilo “targa”, para conferir a rigidez necessária ao chassi. Devido a esta configuração, as soleiras das portas ficaram um tanto elevadas, dificultando o entrar e sair do carro. Também por isso, a alavanca do freio de estacionamento foi transferida para o meio dos bancos. A suspensão dianteira passa a adotar também a mola de compósito plástico, já utilizada na traseira desde 1981. Os braços triangulares superpostos foram mantidos, mas desta vez eram fundidos em alumínio. Na traseira, dois braços tensores longitudinais garantiam maior precisão na convergência das rodas, que passaram a 16 polegadas tanto na dianteira como na traseira. Com tudo isso, a dirigibilidade e a estabilidade melhoraram substancialmente no Corvette C4.

No interior, o Corvette C4 dispunha de um maior espaço em relação aos seus antecessores, o que possibilitou aumentar os trilhos dos bancos e oferecer mais alternativas de regulagens. Além disso, as posições de altura e profundidade da coluna de direção permitiam encontrar a maneira mais confortável para uma pilotagem perfeita, algo que não era tão simples nas versões anteriores. A curiosidade fica por conta da presença de dois velocímetros. No principal, situado à esquerda do painel, a velocidade marcava apenas até 85 milhas por hora (136 km/h), conforme exigia a norma americana de 1979, que obrigou o uso deste velocímetro limitado para desencorajar o excesso de velocidade. Porém, o Corvette C4 trazia um pequeno visor, no centro do painel, que indicava a velocidade real de até 299 km/h.

De 1984 até 1988, o Corvette tinha como opcional o câmbio Doug Nash “4+3”, uma caixa manual de quatro velocidades em que as três últimas marchas tinham uma overdrive adicional. O câmbio permitia ao Corvette manter uma velocidade de cruzeiro em baixas rotações, mas assim que necessário, o câmbio reduzia para fazer uma ultrapassagem mais segura. Com o avanço da tecnologia, esta caixa foi substituída por uma ZF manual de seis velocidades. O motor V8 de 350 cid (5.735 cc) L98 de 205hp equipou o C4 até 1992, quando a segunda geração do “Small Block” LT1 foi introduzido, melhorando sensivelmente o desempenho.  Em 1985, ele recebeu um moderno sistema de injeção multiponto, que aumentou a potência para 230 HP e permitiu superar a velocidade de 240 km/h. Uma ação de propaganda eram camisetas com a inscrição “Life begins at 150” (A vida começa aos 150, uma referência à velocidade de 150 mph, correspondente a 240 km/h).

O Pace-Car Oficioal da Indy 500 de 1986

Em 1986, volta ao catálogo a versão conversível, ausente desde 1975. Em 1987, o ABS passa a equipar o C4. Já em 1989, o Corvette passa a ser o primeiro modelo de série a ser equipado com cambio manual de seis marchas à frente, que substituiu o câmbio com overdrive.

Pela segunda vez, o Corvette foi o Pace Car da Indy 500, e assim, todos os conversíveis produzidos em 1986 foram réplicas do Pace Car da Indy 500, em amarelo brilhante. Freios ABS da Bosch passaram a equipar os carros, junto com o brake-light no teto logo acima do vidro traseiro.

O ano-modelo 1990 pode, por um curto período, ser adquirido com o Código R9G, preparado para uma nova série de Corridas chamada World Challenge. Apenas 29 exemplares foram vendidos com essas adaptações, gerando 245 a 250 HP dependendo do comando de válvulas.

Corvette 1989

Corvette 1991

Com uma frente redesenhada para 1991, novas rodas, e traseira redesenhada para se parecer com o ZR-1 de 1991. Em 1996, último ano de produção do C4, surgiu uma nova opção do motor para uma versão especial: a Collector Edition, com taxa de compressão de 10,8:1, o LT4 que desenvolvia 330 HP, equipando todos os carros com transmissão manual. A máxima batia nos 270 km/h e fazia de 0-100 em 4,9 segundos.

O Corvette Callaway bi-turbo

De 1987 a 1991, a empresa Callaway, de Connecticut, desenvolveu uma versão especial bi turbo que elevou a potência do motor para 382 HP, chegando mais tarde a 403 HP. Cerca de 400 exemplares do Corvette na versão Callaway foram fabricadas. Estes se diferenciavam não apenas pela potência, mas também pelo desenho frontal, com três aberturas, e pelas rodas inglesas Dymag, com aro de 17 polegadas. Os bons resultados de vendas do Corvette Callaway animaram a GM a investir numa versão especial do esportivo: o Corvette ZR-1.

http://jacksvettesite.coffeecup.com/history4.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Corvette_%28C4%29

ZR-1

O Corvette ZR-1, preparado pela Lotus inglesa

Em 1986, a GM adquiriu o Grupo Lotus, núcleo de engenharia e fabricação de carros de alta performance, sediada no Reino Unido. A Divisão Corvette se aproximou da Lotus para desenvolver o carro de produção mais rápido do mundo, baseado no Corvette da Geração C4. A Lotus pegou o bloco em alumínio do motor L98 de 5,7 litros, colocou quatro comandos e 32 válvulas. Veio ao mundo o ZR-1, cujo protótipo foi chamado de “King of Hill”, gerando 375 HP no novo motor. Oferecido ao mercado como ano-modelo 1990, apenas na versão cupê, era diferenciado dos outros Corvette pela traseira mais larga, pneus dianteiros P245/40ZR17 e traseiros P315/35ZR17 de 11” de tala, e o painel traseiro convexo, com quatro lanternas retangulares (mas com cantos arredondados), diferenciando das lanternas redondas dos modelos normais. Outros aperfeiçoamentos incluíam freios melhores e direção mais rápida. Uma suspensão eletrônica ativa com três graduações de carga, colaborava para que o Corvette não fosse apenas um muscle-car sem uma real vocação para as pistas. Com velocidade que superava os 290 km/h, o ZR-1 colocou o Corvette lado a lado com os melhores esportivos europeus, não só na velocidade, mas também no que diz respeito à estabilidade e dirigibilidade. Havia uma chave no painel que podia selecionar o “Valet Mode” para manobristas de estacionamento, em que a potência do motor ficava limitada a 250 HP.

Este motor especial necessitava de muita atenção para ser montado, e isto não poderia ser feito na mesma planta de Bowling Green, nem em outra fábrica da GM. A Mercury Marine de Oklahoma foi contratada para montar os motores e enviá-los para Bowling Green, onde eram acoplados na linha de montagem do ZR-1.

O ZR-1 era capaz de chegar a 175 mph (295 km/h), fazendo de 0-60 mph em 4,71 segundos e 13,13 segundos e 110 mph para o quarto-de-milha. Um comentário da Revista Motor Trend dizia: “O motor é sofisticado, mas o som dele e da transmissão só poderiam ser mais envolventes se o motorista se sentar em cima do motor. O ZR-1 traz emoções numa época em que os carros só querem isolar cada vez mais seus ocupantes dos sons mecânicos que são música para os amantes da velocidade. Como todos os Corvette atuais, os limites são altos, e com os enormes pneus que ele calça, significa que uma vez que esses limites tenham sido ultrapassados, é ainda mais difícil controlar o seu temperamento. O cockpit é um desafio para entrar, e uma vez lá dentro, vemos que ele é apertado.”

Mudanças mais significativas vieram somente em 1993, com novos cabeçotes, novo sistema de escape, novo comando de válvulas, levando o motor a 405 HP. O alto preço e queda de vendas desta versão levaram a tirá-lo do catálogo em 1995; apesar de pouco tempo em linha, marcou diversos recordes, tais como:

100 miles (160 km) at 175.600 mph (282.601 km/h)

500 miles (800 km) at 175.503 mph (282.445 km/h)

1,000 miles (1,600 km) at 174.428 mph (280.715 km/h)

5,000 km (3,100 mi) at 175.710 mph (282.778 km/h) (World Record) [citation needed]

5,000 miles (8,000 km) at 173.791 mph (279.690 km/h) (World Record)

12 Hours Endurance at 175.523 mph (282.477 km/h)

24 Hours Endurance at 175.885 mph (283.059 km/h) for 4,221.256 miles (6,793.453 km) (World Record)

Um total de 6.939 ZR-1 foram fabricados no período de seis anos de produção. Até o surgimento do Z06 na Geração C5, nenhum Corvette produzido conseguiu bater as marcas do ZR-1.

OS ESPECIAIS DA GERAÇÃO C4

Conversível Pace Car


Exclusivo na cor amarela, o Pace Car para a edição de 1986 da Indianapolis 500 marcou o retorno dos conversíveis no catálogo do Corvette, desde 1975. Todos os 7.315 exemplares de conversíveis do ano de 1986 foram réplicas do Pace Car da Indy 500.

Edição de 35º Aniversário

Corvette 1988, 35º aniversário

A Edição de 35º Aniversário foi do modelo 1988, também conhecido como “Triple White Corvette”, devido à combinação da carroceria em branco, rodas em branco com interior em branco (inclusive volante e assentos). A versão tinha teto removível em preto, e tinha todos os equipamentos opcionais disponíveis. Era a segunda versão comemorativa (a primeira foi a dos 25 anos), e também tinha uma placa identificativa numerada da versão no console. Foram 2.050 unidades produzidas, tornando-o bastante procurado pelos colecionadores.

Edição de 40º Aniversário

Corvette 1993, 40º aniversário

O ano-modelo de 1993 celebrou os 40 anos do Corvette com um pacote especialmente desenvolvido, que podia ser aplicado em qualquer das versões, inclusive a Ruby Red metálica com o mesmo tom nos bancos esportivos, além de outros detalhes especiais e emblemas identificando a edição. 6.749 unidades foram vendidas com o kit comemorativo, ao custo adicional de US$ 1,455.

A geração C4 do Corvette foi produzida por treze anos e deixou o mercado em agosto de 1996, com um total de 358.180 unidades, sendo 74.651 conversíveis

Dick Guldstrand GS90

Dick Guldstrand corria com alguns Corvettes, e logo passou a preparar alguns exemplares e vendê-los no mercado. Sua experiência nas pistas foi usada para o desenvolvimento das suspensões do C4, e no final dos anos 1980, oferecia uma versão melhorada do Corvette chamado de GS80. O problema era que para Dick, era o “carro da Chevy”, e ele queria o “carro do Dick”. Quando o ZR-1 foi lançado, Dick viu uma oportunidade para trazer de volta o Grand Sport, mas com o seu “Dick-Style”.

O GS90 preparado por Dick Guldstrand

Em 8 de janeiro de 1994, no Los Angeles Auto Show, Dick Guldstrand apresentou seu GS90, baseado no chassi e motor do Corvette ZR-1, mas com design exclusivo projetado por Steve Winter.

Era um dos mais elaborados e caros Corvette jamais construídos. Assinou um pedido com seus amigos da Chevrolet de 15 exemplares do ZR-1 e mais alguns milhões de dólares, e já tinha o “carro do Dick”.

O motor do ZR-1, mas com 475 hp de potência

O GS90 é basicamente um Corvette ZR-1 com 475 HP de potência com uma suspensão modificada. Mas as únicas partes em comum com o Corvette de linha eram o para brisa e as janelas laterais. O estilo do carro lembrava a Ferrari GTO de 1963, com linhas fortes e musculosas. Guldstrand equipou o carro com barras estabilizadoras mais grossas e substituiu a mola de lâmina única das suspensões por conjuntos de mola-amortecedor. Colocou rodas de alumínio OZ de 18 polegadas vindas da Itália, e pintou os carros com a cor Nassau Blue, com uma única faixa branca. Fazia de 0a 60 mph abaixo dos 4 segundos e atingia a máxima de 175 mph.


O único problema era o preço: o GS90 custava 134,500 dolares, mais o preço do original, 72,208 dolares, totalizando a cifra de 206,208 dolares. Como resultado, apenas cinco GS90 foram construídos e vendidos.

Guldstrand tinha planos de ampliar a gama com um roadster, um speedster e versões mais leves do GS90, que seriam vendidos pela rede de concessionários GM. Mas parece que a maldição que matou os Grand Sport originais também alcançou o GS90: o big boss da GM vetou o negócio e Guldstrand ficou na mão. No final, Guldstrand construiu mais um exemplar, e o “carro do Dick” acabou com um exemplar a mais do que os cinco Grand Sport da década de 1960.



Corvette C4 - Hot Wheels

'80s Corvette, de 1983

Os Hot Wheels da Geração C4 são os que menos edições tem, apesar do Corvette C4 ter ficado no mercado por 13 anos, a Mattel tem apenas um casting do modelo 1984. O primeiro casting feito pela Mattel da Geração C4 do Corvette foi em 1983, trabalho de Larry Wood, e a miniatura abria o capô dianteiro e tinha o interior em dois tons de cor. A peça dos vidros incluía o teto, que era pintado de preto, simulando um teto removível, estilo Targa. Este casting não tinha os espelhos retrovisores.

'80s Corvette, 1990 - Casting Revisado

Corvette C4, casting Matchbox - 1996-97

Em 1990, o casting foi revisado, eliminando a abertura do capô, e seguiu em diversas edições até 2016. Com a aquisição da Corgi em 1989, o casting do Corvette C4 (lançado pela Corgi em 1983) passou a fazer parte da Mainline dos Hot Wheels, mas apenas em 1996 e 1997 a Mattel comercializou o C4 e o casting foi aposentado definitivamente. Esta miniatura também abria o capô, e o detalhe que a diferenciava do casting da Mattel eram os espelhos retrovisores, ausentes nos Hot Wheels.

84 Corvette, revisão de 2022

Em 2022, o casting revisado da Mattel recebeu uma nova atualização, sendo denominado “84 Corvette”, permanecendo em linha até hoje (2025), e continuou sem os espelhos retrovisores.

O fato curioso sobre o modelo real é que a Chevrolet estava desenvolvendo a Geração C4 desde 1980/81, para lançar a renovação em 1983; porém diversos problemas atrasaram o cronograma, e o modelo ficou pronto somente em setembro de 1982. Chegou efetivamente ao mercado em janeiro de 1983, já como ano-modelo 1984, portanto, não existe um
Corvette 1983. Os 43 protótipos e modelos de teste de produção construídos em 1982 acabaram sucateados, exceto por um exemplar que hoje está exposto no National Corvette Museum, na fábrica de Bowling Green, Kentucky.

Da minha coleção

Os Corvette C4 são um tanto raros na coleção, em 1:18 aparece este Stingray LT-4 Conversível, de 1981, da Maisto, e os outros são menores, em 1:64.

Corvette Stingray LT4 Conversível, 1984, Maisto, 1:18

Os Hot Wheels são o de 2013, da Série HW Showroom: Corvette 60th, comemorativa dos 60 anos do lançamento do Corvette, na cor Metalflake Dark Green e chassi de metal. O dourado é de 2023, da Série HW: The 80’s, na cor Metalflake Champagne Gold.

Corvette C4, 60th Anniversary

84 Corvette, Serie HW: The ‘80s - 2023



http://www.vettefacts.com/C4/C4Main.aspx

http://www.corvettes.nl/other_specials/gs90/index.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Callaway_Cars

domingo, 30 de junho de 2024

Deco Delivery

Deco Delivery comemorativa do evento brasileiro

Um estilo de Vans para entregas urbanas que se tornaram populares nos Estados Unidos, a Deco Delivery tem um estilo similar à Dairy Delivery, mas Larry Wood fez umas linhas mais no estilo Art Deco, daí o nome com que este casting foi batizado.

Ele elevou a linha da cintura, e arredondou os recortes das portas, e estendeu os para lamas, cobrindo a roda traseira, recurso muito utilizados pelos encarroçadores de carros de luxo dos anos 1930.





O modelo saiu sempre como Premium, diferenciado na decoração, acabamento e rodas especiais com pneus de borracha. No ano do lançamento, em 2009, saiu em edições do 23rd Annual Hot Wheels Collectors Convention; 2nd Annual Summer Smash; Mexico Collectors Event; Japan Convention 2-Car Set (duas versões); Japan Custom Car Show; e em 2010, no 3rd Annual Brazil Collector Convention.

Até 2023, teve 33 versões diferentes, nos últimos anos, saía predominantemente na Série Pop Culture.


Larry Wood é um dos mais famosos designers dos Hot Wheels. Trabalhava na Ford, quando seu amigo Howard Rees, que já trabalhava na Mattel, o convidou a projetar os carros Hot Wheels, e em uma semana, já estava de emprego novo. Desde 1969, Wood criou alguns dos mais conhecidos Hot Wheels, entre eles o Bone Shaker, os carros de Snake e Mongoose, Rodger Dodger, Porsche Carrera, 67 Camaro, Classic Cobra, Lamborghini Countach e muitos outros.


A Deco Delivery da minha coleção é a de 2010, da 3ª Convenção Brasileira, evidenciando que o mercado brasileiro já era um dos mais interessantes para a Mattell.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Deco_Delivery

https://www.youtube.com/watch?v=T6oFZhYv0wA

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Larry_Wood