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terça-feira, 24 de março de 2026

Ford CL-9000


O caminhão Ford CL-9000 foi lançado em 1968, como parte da “Louisville Line” (assim chamada por serem fabricados na planta de Louisville, construída para fabricar os caminhões pesados da Ford), os caminhões pesados da Ford, que incluía a Série L e a mais aerodinâmica Série CL. A Ford lançou o modelo para competir no mercado de caminhões pesados, dominado pelos Freightliner, Kenworth e Peterbilt, e trouxe diferenciais significativos pelo design, conforto aos motoristas e desempenho.

A construção da cabine em alumínio trouxe não só redução de peso, melhorando o consumo de combustível, e seu design permitiu o uso de baús mais altos, aumentando o volume de carga transportada, e para isso, foi providenciado um motor mais potente. O conforto aos condutores foi um destaque, com mais espaço e muito bem planejado para longas distâncias, com um sistema de ar condicionado exclusivo, e o primeiro caminhão com a cabine com suspensão totalmente pneumática, o que reduzia em muto as vibrações dos pisos e maior conforto, tornando os longos trajetos mais seguros para os condutores por diminuir os efeitos do cansaço. Era disponível também com a cabine simples, sem a extensão com espaço para a cama do motorista.

O CL-9000 de cabine simples



Os potentes motores Caterpillar, Detroit Diesel ou Cummins, que entregavam até 600 cv de potência bruta, eram fatores determinantes para os frotistas optarem pelo modelo no transporte rodoviário de longa distância, levando cargas pesadas com facilidade. A transmissão básica era a Fuller de 10 marchas, mas havia as opcionais Fuller de 9, 10 ou 13 marchas; ou a Spicer de 6 velocidades.


Outro elemento fundamental para as transportadoras era o tempo de parada em reparos e manutenção, por isso, os projetistas do CL-9000 planejaram diversos sets de substituição, que poupavam tempo e mão-de-obra nas revisões e manutenção obrigatória. Assim, também o acesso aos elementos mecânicos foi facilitado, com painéis e grades que eram facilmente retiradas para o trabalho dos mecânicos.

O marketing da Ford enfatizava o design da cabine, mais aerodinâmico e confortável para os condutores, posicionando o modelo como a melhor escolha dos melhores motoristas. Seu slogan “Ford Means Business in Big Trucks” (Ford Significa Negócio em Caminhões Grandes) reforçava a idéia de que o CL-9000 era a escolha certa para um caminhão de alto desempenho, construído para as exigências do transporte rodoviário de longa distância.

Capa do folheto, modelo 1978

As vendas do modelo foram fortes durante todos os anos em que foi produzido, até meados da década de 1980. Se tornou muito popular entre os caminhoneiros de longa distância, operadores de frotas, devido a sua combinação de potência, conforto para o motorista e facilidade de manutenção. O CL-9000 também se tornou um dos caminhões mais customizados, com inúmeros modelos que participavam de feiras e exposições, tanto em decoração como preparados mecanicamente.

O CL-9000 também apareceu em diversos filmes, series de TV e até videogames, consolidando sua fama além do segmento comercial, e marcando seu lugar no imaginário popular, tornando-se um símbolo do transporte rodoviário americano numa época em que o setor passava por mudanças significativas, como a crise do petróleo, em 1973.

Da minha coleção

Semi Fast II, Hot Wheels, 2008


A Hot Wheels reproduz o Ford CL-9000 como um caminhão customizado como Dragster, com um gigantesco motor V16 supercomprimido e um spoiler também anabolizado correspondentemente. Esta versão tem as rodas trucadas maiores do que as dianteiras.





Sua cabine é a simples, sem a extensão com espaço para a cama. Ele saiu na Serie All Stars, somente em 2008, em duas cores (Red e Pearl Purple), e não constou mais em nenhum outro ano ou edição. Sua decoração recebeu o logotipo do aniversário dos 40 anos do lançamento dos hot Wheels (1968).

Ford Stake Bed, Hot Wheels baseado no CL-9000 cabine simples, 1983

O casting (2008) foi feito por Larry Wood e Phil Riehlman, com base no Ford Stake Bed (de 1983, acima), de Larry Wood. Este, reproduzia o CL-9000 de 1978, e teve numerosas edições na linha dos Hot Wheels até 2001, com a carroceria que lhe dava o nome: “Stake Bed”.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Semi_Fast_II

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Ford_Stake_Bed_Truck

https://www.motorsforum.com/ford_trucks/the-ford-cl-9000-compare-it-with-any-linehauler-on-the-roa-3464182-.htm#:~:text=The%20Ford%20CL-9000%20was%20introduced%20in%201978%20as,such%20as%20those%20from%20Freightliner%2C%20Kenworth%2C%20and%20Peterbilt.

https://www.autopaper.com/1979-ford-cl-clt-9000-linehauler-truck-color-sales-brochure-original.php

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Dodge Charger 500 – 1969

Dodge Charger 500 - 1969

Perdendo competitividade na NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing) diante da Ford e Chevrolet, os engenheiros da Dodge começaram a ajustar o Dodge Charger para retomar o confronto nas pistas da NASCAR. Ao analisar o modelo no túnel de vento, descobriram que a grade dianteira recuada e o design traseiro da linha de teto criava vórtices que causava aumento da resistência ao ar, e piorava em altas velocidades, com a frente querendo flutuar.


Então, adaptaram a grade e os faróis do Dodge Coronet de 1968 alinhando a peça com as bordas, e mudaram o perfil do teto, preenchendo o recesso do vidro traseiro e criando uma superfície em que o ar fluía muito melhor, mantendo a estabilidade nas pistas em que se podia atingir quase 200 mph (338 km/h).

A linha do teto do modelo 1968 precisou ser alterada

Como a NASCAR exigia que o modelo tivesse pelo menos 500 exemplares vendidos ao público para ser homologado para competir, este Dodge ficou sendo o Charger 500. Construído nas oficinas da Creative Industries de Detroit, receberam os modelos Charger 1968 da fábrica da Dodge em Hamtramck, Detroit, e alguns afirmam que 559 exemplares foram feitos por eles, ao passo que outros indicam apenas 548 unidades assim preparadas.

Como o teto redesenhado ficou mais aerodinâmico

O Big Block 440 Magnum

Todos saíram de fábrica com os V8 Big Block Magnum de 440 cid (7,2 litros) de 375 hp e transmissão automática, mas pelo menos 67 (alguns sites informam 116) unidades tiveram seus motores substituídos pelo V8 de 426 cid (7,0 litros) e 425 hp, com câmaras de combustão hemisféricas (HEMI) de alta compressão, e 40 deles permaneceram com a transmissão automática, e 27 (alguns sites informam 32) deles receberam a caixa manual de quatro velocidades A883 da Dodge.

Bob Alisson Pilotando o Charger 500



Os eixos traseiros eram Dana 60 com relação no diferencial de 3,54:1 ou 4,1:1; e o Super Track Pack: rodas de competição Magnum em aço estampado de 15x6 polegadas. Tinha freios a disco na dianteira, direção hidráulica.

Da minha coleção



O ’69 Dodge Charger 500 da Hot Wheels saiu na serie Muscle Mania, em 2022. Ele tem a frente diferente dos Chargers “normais”, e a linha do teto mostra o que os engenheiros da Dodge fizeram para melhorar a aerodinâmica do carro para a temporada da NASCAR de 1969. A pintura é especial, Metalflake Gray, e vem com as rodas Chrome Orange Aerodisc.





Este casting de Phil Riehlman é muito semelhante à fundição do Dodge Charger 69 lançada pela Hot Wheels em 2004. Os Dodge Charger são numerosos na linha dos Hot Wheels, com modelos de diversos anos, e alguns tem o capô que se abre; mas o modelo 500 traz esta história de exclusividade, e a miniatura acaba tendo um lugar especial na coleção.

Referências:

'69 Dodge Charger 500 | Hot Wheels Wiki | Fandom

1969 Dodge Charger 500: Profile Of A Muscle Car

https://www.hotrod.com/features/dodge-charger-500-retrospective/

domingo, 15 de dezembro de 2024

Plymouth Barracuda Formula S - 1968

Barracuda Formula S 1968, Fastback

A Segunda geração do Plymouth Barracuda (1967-69) foi totalmente redesenhada, mas ainda compartilhava alguns componentes com o Valiant, usando a plataforma A-Body, nas configurações conversível, cupê Notchback e Fastback. O novo design foi trabalho de John E. Herlitz e John Samsen, seguindo o estilo “Coke Bottle”, com a frente e traseira totalmente novas.

A linha do teto do cupê Fastback era mais aerodinâmica, com o final da capota bem inclinada e o vidro traseiro bem menor do que a geração anterior, e com menos cromados no acabamento.


Em 1968, o motor 273 cid foi substituído pelo V8 LA de 318 cid (5,2 L), como o menor disponível; havia o LA de 340 cid (5,6 L) com carburadores quádruplos gerava 275 hp a 5000 rpm e 340 lb-ft de torque a 3200 rpm; e o V8 big-block de 383 cid Super Commando recebeu um novo comando de válvulas, coletor de admissão, e cabeçotes do Road Runner e Super Bee, mas sua potência ficou limitada a 300 hp a 4200 rpm e 400 lb-ft de torque a 2400 rpm, para os carros com a plataforma A-Body. Também neste ano, a Chrysler disponibilizou cerca de 50 unidades do Barracuda Fastback equipados com o V8 de 426 cid (7.0 L) HEMI, para as corridas de dragster. Estes carros foram montados pela Hurst Performance, e tinham vidros das janelas laterais feitos de Chemcor, para lamas dianteiros e capô do motor de fibra de vidro, bancos mais leves, sem sistema de som, e outras itens de conforto, inclusive sem os bancos traseiros. Um adesivo no painel advertia que o carro não podia rodas em vias públicas.

Barracuda Formula S 1968, Conversível

O pacote Formula S disponibilizado para o modelo 1968, incluía uma suspensão de alto desempenho, com barras de torção na dianteira e eixo rígido com molas semi-elípticas de seis lâminas na traseira; amortecedores mais firmes, rodas diferenciadas com pneus E760-14 Red Strikes, novo escapamento duplo mais livre, emblemas nos para lamas dianteiros e novos apliques no capô do motor. O câmbio era o A-833 de quatro velocidades ou o 727 TorqueFlite automático de três velocidades. Foram produzidos 5.196 exemplares com motor 340 cid (2.857 fastbacks, 867 hardtops e 193 conversíveis) e 1.279 exemplares com o motor 383 (963 fastbacks, 252 hardtops e 64 conversíveis)

Da minha coleção

Plymouth Barracuda Formula S, 1968 - Hot Wheels

Serie HW Showroom: Muscle mania, 2013

O Plymouth Barracuda Formula S de 1968 é reproduzido pela Hot Wheels, com design de Phil Riehlman, baseado no carro de sua propriedade, e saiu na Serie HW Showroom: Muscle Mania, em 2013. Desde seu lançamento, só não teve edições nos anos de 2015 e 2019.





Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2768_Plymouth_Barracuda_Formula_S

https://en.wikipedia.org/wiki/Plymouth_(automobile)

https://en.wikipedia.org/wiki/Plymouth_Barracuda

https://www.hemmings.com/stories/1968-plymouth-barracuda-formula-s-340-and-383/

quinta-feira, 18 de maio de 2023

’68 Mercury Cougar

Mercury Cougar 1967

O Projeto T-5 iniciado em 1962 era o que resultaria no Mustang; e a Lincoln-Mercury já estava de olho para fazer a sua própria versão do novo carro, inclusive o nome Cougar era um dos nomes que poderia batizar este modelo, mas “Mustang” foi o escolhido. A versão Mercury foi aprovada na metade de 1964, então o nome Cougar ficou definido para nomear o novo carro da divisão Mercury.

Posicionado entre o Mustang e o Thunderbird, a proposta do Cougar era ser um Pony-Car de luxo, oferecendo mais itens de conforto do que o Mustang, e a Ford voltava a ter um carro com perfil mais esportivo, pois o Thunderbird crescia em peso e tamanho, perdendo sua imagem jovial e dinâmica.

Couygar XR-7 - 1968

O Mercury Cougar foi apresentado em 30 de setembro de 1966, e assim como o Mustang, excedeu todas as expectativas de vendas, chegando perto de 40% de todas as vendas da Divisão Lincoln-Mercury em 1967. Disponível apenas na configuração cupê duas portas hardtop, tinha um preço equivalente ao do Mustang, mas na versão com todos os opcionais XR-7 seu preço encostava no modelo básico do Thunderbird. Neste ano de 1967, o Cougar recebeu o título de Carro do Ano, da Revista Motor Trend, sendo até hoje o único modelo da Mercury a receber tal premiação.

Com um novo design, a frente com faróis escamoteáveis, acionados por atuadores a vácuo, e novo painel traseiro, mantendo as proporções do capô longo e traseira curta, o Cougar foi promovido como tendo um estilo “europeu”, e o acabamento mais luxuoso davam mais personalidade ao modelo. O design da grade dianteira, com seus frisos verticais, acabou sendo apelidado de “barbeador elétrico”, um padrão semelhante cobria as lanternas traseiras.

Motorização


Cougar XR-7 - 1968

Sendo um clone do Mustang, a motorização do Cougar compartilhava os mesmos motores, mas com algumas opções exclusivas. Um V8 de 289 cid (4,7 litros) podia vir com um carburador duplo, com 200 hp, ou um quádruplo que gerava 225 hp; outro V8 de 390 cid (6,4 litros) “Marauder” era oferecido, com 320 hp.

Durante no ano de 1968, o V8 de 289 cid foi substituído pelo 302 cid (4,9 litros), projetado para atender às novas normas de emissões federais. Este motor produzia 210 hp com carburador duplo (este se tornou o standard para o XR-7) e 230 hp com o quádruplo. A escalada dos motores seguiu com um “Marauder 390P” com 280 hp para os modelos que não eram “GT”; a nova versão GT-E recebeu um V8 de 427 cid com 390 hp, e no meio do ano, um 428 Cobra Jet Ram-Air foi disponibilizado, com 335 hp, e substituiu o V8 de 427 cid na versão GT-E.

Entre os itens adicionais oferecidos, havia pela primeira vez uma coluna de direção “Tilt-Away” que se movimentava para cima quando a porta do motorista era aberta, e o cambio automático estivesse em “P” (Parking), e o motor estivesse desligado. Cintos de três pontos, luzes de posição laterais eram itens para atender às normas de segurança federais; também pela primeira vez, a Ford oferecia um teto solar operado eletricamente, porém este item não fez o sucesso esperado.

O modelo 1968 do Cougar participou na recém-formada Série Grand American da NASCAR, pela equipe de Bud Moore, e seu piloto Tiny Lund dominou a série e levou o campeonato.

Da minha coleção

Mercury Cougar 1968 - Hot Wheels Mainline

Design de Rob Matthes


Uma versão deste Cougar para corridas, com alguns detalhes diferentes, saiu com a designação ’68 Mercury Cougar (2014), e o Hot Wheels (acima) tem o design de Rob Matthes, e este exemplar saiu na Série HW Speed Graphics, de 2018. Decorado com o logo da Champion, na cor vermelha, tem um detalhamento normal da Mattel, e merecia um acabamento ou decoração melhor, e de quebra, rodas especiais e pneus de borracha.
Cougar Edelbrock, de 2011




Depois do lançamento em 1968, o Mercury Cougar com novo casting (acima), só retornou à linha em 2002, na Serie First Editions, com um casting feito por Phil Riehlman. Ele também é vermelho, mas tem a decoração com o logotipo “Edelbrock”.

O Cougar azul é o Eliminator, uma variante de alto desempenho do Cougar. O nome foi inspirado no Dragster Funny Car Cougar "Eliminator" de 1968, dirigido por "Dyno" Don Nicholson e equipado com o motor do Boss 302 Mustang. As opções de motor eram um V8 de 351 pol. cúbicos produzindo 290 cv, mas motores de 390 pol. cúbicos (320 cv) e 428 pol. cúbicos (335 cv) também estavam disponíveis. O Eliminator também veio com tomada de ar no capô e asa traseira. Em 1969, 2.250 Cougar Eliminators foram fabricados.
Cougar Eliminator, de 1969. Serie HW Speed Graphics, 2018.


Cougar com a pintura da GULF Racing, da Greenlight

O outro é da Greenlight, e com outro acabamento, bem mais detalhado ($$$ claro...), vem com  a pintura da GULF Racing, para se juntar aos outros desta temática. Este modelo RX7 Trans Am Racer é de 1967, e o nome indica que correu na Série Trans Am, famosa nos anos 1960/70, mas não encontrei referências de que o carro tinha efetivamente o patrocínio da GULF. De todo modo, é uma bela miniatura, casting bem feito, pintura caprichada, com decalques idem, abre o capô dianteiro, e as rodas tem até os parafusos no centro.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2768_Mercury_Cougar_(2014)

https://en.wikipedia.org/wiki/Mercury_Cougar

sexta-feira, 7 de abril de 2023

’56 Ford Truck ou Ford F-100 Panel Van

A Ford F-100 com novo design em 1953

A Segunda geração (1953-1956) das pick-ups Ford Série F ganharam a sigla F-100, subindo os numerais conforme a capacidade de carga para os modelos mais pesados (F-250, F-350, F-500, F-600, F-700, F-750, F-800 e F-900), e com variações, as siglas permanecem até hoje. Com linhas mais arredondadas do que a F1 que substituiu, ainda assim, os paralamas salientes, e o capô elevado não impediram que esta geração se tornasse um clássico bem valorizado nos anos seguintes.

Esta Série foi marcada pela introdução de bancos para 3 ocupantes na cabine, freios com assistência a vácuo, e a opção de transmissão automática Ford-O-Matic (apenas para as pick-ups), e os cintos de segurança opcionais vieram em todos os carros da Ford no ano de 1956. Esta geração também é destacada por ser produzida em onze fábricas nos EUA, e no Canadá, a Ford comercializava os modelos Ford (F-Series) e Mercury (M-Series), além de inaugurar a produção de veículos comerciais da Ford no Brasil (de 1957 a 1962)

A Ford F-100 de 1956, com o pilar A inclinado e a nova grade

O novo design da linha trouxe uma cabine mais larga e espaçosa, um para-brisa e vigia traseira maiores melhoravam a visibilidade para o motorista. Na engenharia, o entre-eixos foi reduzido de 114 para 110 polegadas (pick-up), mas o eixo dianteiro foi recuado para melhorar o raio de giro e rebaixar o perfil do capô do motor. A capacidade de carga foi incrementada em toda a linha e a pick-up recebeu uma caçamba de 20 polegadas de profundidade, e embora a largura aumentasse com os anos, esta cota que se manteve até a sétima geração (1980) da Série F.

Os modelos receberam algumas atualizações nos anos seguintes, e as mais significativas foram a disponibilidade da transmissão Ford-O-Matic para os modelos F-250 e F-350 em 1954; os pneus sem câmara eram os opcionais em 1955; a cabine recebeu um redesenho do pilar A, que ficou mais vertical em 1956, e pequenas mudanças cosméticas não mudaram o design geral da Serie até este ano; o sistema elétrico foi atualizado para 12V e o volante de todos os modelos teve o centro recuado, em forma de cálice, visando mais segurança em caso de colisões.

Na motorização, a Série começou em 1953 com os mesmos seis em linha de 215 cid (3,52 litros) de 101 hp e o Flathead V8 de 239 cid (3,92 litros) com 100 hp. Para 1954-55, o seis em linha foi aumentado para 223 cid (3,65 litros) com 115 hp e o Y-Block V8 com os mesmos 239 cid vinha com 130 hp. No ano de 1955 também ficou disponível o Y-Block V8 de 256 cid (4,2 litros) com 140hp, e em 1956 o seis em linha ganhou mais 7 hp, indo para 137 hp; e o Y-Block V8 subiu para 272 cid (4,46 litros), com 172 hp, este voltado somente para os caminhões para uso pesado.

Ford C-600 COE

A Série F100 de pick-ups da Ford são muito admiradas nos EUA e no resto do mundo, pelo seu belo design, e confiabilidade para trabalho pesado. Com o passar dos anos, os colecionadores de carros clássicos têm voltado sua atenção a estes modelos, em todas as suas versões, pick-ups, vans e até as COE (Cab Over Engine) mais raras devido às poucas unidades produzidas.

Ford C-900 Fire Truck de 1973, cuja cabine basculava para frente (Tilt-Cab)

As variações desta Série foram os COE, agora designados como C-Series, que seguiu até 1957, quando foram substituídos pela C-Série Tilt-Cab, que permaneceu no mercado quase sem alterações até 1990.

Ford B-Series, School Bus de 1953

A B-Series eram os chassis da F-500 e F-750 voltados para encarroçadores terceirizados, que construíam os famosos ônibus escolares amarelos, com a frente dos caminhões, e também ônibus convencionais sobre o chassi e motor.

Ford F-100 Panel Van, 1956

Ford F-100 Panel Van, restaurada e customizada

Outra versão que fazia sucesso eram as Panel Van, versão furgão da pick-up F-100, e a versão dela somente com a cabine, para montar carroçarias de madeira. Foram produzidos 137.581 pick-ups F-100 em 1956, e apenas 14.023 eram vans, ou “Panel Trucks”, razão pela qual estas últimas são mais procuradas e valorizadas entre os colecionadores.

As Panel Van tinham o mesmo design frontal e mecânica, mas a cabine era mais larga, alinhando com a bitola traseira e eliminando os paralamas traseiros bojudos, em benefício do espaço interno, com a capota estendida até o final, fechando com duas portas verticais que se abriam num amplo acesso para carga e descarga.

Da minha coleção

A Ford F-100 pick-up, customizada por André Messias

A pick-up F-100 56 foi lançada em 2007, na Série Ultra Hots, com design de Larry Wood, o mais famoso designer da Mattel. O casting reproduz bem as formas típicas do modelo dos anos 1950, e está sempre constando da linha em diversas variações e acabamentos. O exemplar da coleção foi customizado pelo André Messias, que instala leds nas minis, fazendo os faróis e lanternas acenderem, além de programar os piscas para acenderem também (mas esta não tem estes recursos). A mini está pintada de Branco Gelo Fosco, e participou do 1º Custom Fest, do Diecast Club Brasil, em março de 2019, no Ipiranga, São Paulo, SP.

Custom '56 Ford Truck, Hot Wheels de 2010 

As Ford F-100 Panel Van também são de 1956, foram lançadas pela Mattel em 1999, com design de Phil Riehlman. Fizeram tanto sucesso que receberam diversas variantes no mesmo ano, até 2014, ininterruptamente. Todas são equipadas com um motor V8 com Blower, saindo pela abertura do capô. A BF Goodrich na cor Metallic Dark Blue & White, saiu na Série Hot Wheels Delivery: Slick Rides, em 2010, tem base de metal e rodas especiais com pneus de borracha, e abre o capô no estilo Flip Nose. 

Ford F-100 Panel Van, de 2012

Ford F-100 Panel Van, Flip Nose, de 2013

A dourada e laranja, da Sheltman’s Tire & Service, saiu na Série Cars of the Decades, em 2012, o casting foi refeito pois não tem partes móveis, a base é de plástico e as rodas foram trocadas pelas da AC Custon. A temática branca e azul do Superman saiu na Série Pop Culture: DC Comics em 2013, e tem base de metal e rodas especiais com pneus de borracha, e é a penúltima que saiu no casting que abre o capô. Depois de 2014, todas tem base de plástico e não tem partes móveis.

Ford C-600 Toe Truck, da M2 Machines

Ford C-600 Toe Truck, da M2 Machines

Os caminhões Ford COE Toe Truck azul e o preto com flames amarelos são da M2 Machines, com um detalhamento excelente, e bem proporcionados na escala 1:64, vem em caixas e presas na base de plástico para exposição.

Ford C-600 Tilt-Cab

O Ford C600 Tilt-Cab citado na matéria acima, também é da M2 Machines, vem na cor vermelha, caçamba com chassi curto e eixo único na traseira.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Custom_%2756_Ford_Truck

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_F-Series_(second_generation)

https://www.blueovaltech.com/history/1956-ford-trucks.php 

https://www.flickr.com/photos/mr38/5368717101/

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_B_series