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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Menos mortos no Carnaval 2013.


Junto com a folia do Carnaval, quando milhões de brasileiros vão se divertir, viajar, beber e usufruir do feriadão, surgem também notícias nem sempre tão alegres assim.
Como sempre, bebida e direção acabam sempre em tragédia, por isso o endurecimento da Lei Seca parece bem adequado, e mesmo assim, as pessoas continuam bebendo e dirigindo.
Uma notícia que pode ser uma luz no fim do túnel; segundo o balanço divulgado pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo em coletiva de imprensa em Brasilia; é que o índice de mortes em acidentes nas Rodovias Federais durante o período do Carnaval foi o menor em dez anos.
O cálculo é feito cruzando-se os dados de óbitos com a frota de veículos, indicando que em 2013, tivemos 2,1 mortos por milhão de veículos, o menor índice desde o ano de 2004. Este sistema considera o aumento médio de 10 a 12% da frota durante os últimos dez anos.
De 0:00h da sexta, dia 8, até as 24:00h de quarta-feira dia 13, foram 3.149 acidentes, com 157 mortes e 1.793 feridos. Em relação ao ano anterior, houve uma queda de 18% nas mortes, 19% no índice de feridos e 10% no número de ocorrências.
A todos os que viajaram e voltaram sãos e salvos, parabéns!
Infelizmente, a crueldade das estatísticas não mostra os impactos sobre os que fizeram parte delas. Para estes o Carnaval teve um índice de 100% de maus resultados, para as famílias, pais mães, filhos, parentes, amigos e colegas de trabalho, que não terão o retorno de muitos após a quarta-feira de Cinzas.
Foi melhor neste Carnaval, mas ainda há muito o que fazer. Façamos cada um a nossa parte e teremos boas coisas para comemorar.





sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Novo ano, menos mortos no trânsito


Estatísticas de acidentes de trânsito neste final de 2012 para 2013 indicam queda nos índices de mortes, pelo menos nas estradas federais e estaduais do estado de São Paulo. Quem sabe a boa notícia indique um ano melhor para todos os que se deslocam de carros e motos, a trabalho, ou lazer; e se reduza o número dos mortos e feridos nestas tragédias que ceifam milhares de vidas por ano.
Uma batida de carro interrompe abruptamente o caminho de pais, mães, filhos, tios, primos, amigos e colegas; cancelando promessas de sucesso, alegria, convivência e tudo o que a vida poderia proporcionar de bom para alguém que amamos.
Sem contar os prejuízos materiais (só a estimativa do SUS indica gastos de R$ 57 milhões/ano, a ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos estima perdas de R$ 5,3 bilhões/ano), dos veículos e vias públicas, seguros, e principalmente todo o conhecimento pessoal e profissional que desaparece com a morte de uma pessoa.
Nos 1.067 km de estradas federais e nos mais de 22.000 km de estradas estaduais que cortam o estado de São Paulo, foram 1.565 acidentes, com 753 feridos e 79 mortos. A redução chegou a 47,5% de óbitos nas estradas federais e 38% nas estaduais.
Se você não faz parte destas estatísticas, parabéns!
Mas para as famílias e amigos dos 79 mortos e mais de 753 feridos, o ano começa bem mal, com expectativas frustradas, vidas destruídas e planos inacabados.
Culpa do mau comportamento dos motoristas, da falta de preparo, da bebida, falta de manutenção do veículo ou das condições das estradas, enfim, achar culpados é fácil. Difícil é alterar esta situação para reduzir tais números a níveis bem menores. Por ano, estima-se que mais de 43 mil pessoas morram em acidentes de trânsito no Brasil. Para ter uma noção destes números, só para comparação, nos oito anos da Guerra do Golfo, o número de mortos (civis e militares) foi estimado em 81 mil por ano.
Temos no Brasil meia Guerra do Golfo todos os anos. E ao contrário da pressão pública para terminar um conflito armado, a guerra do trânsito não move as pessoas a protestar, pedir providências do governo, fazer passeatas para pôr um fim nestas mortes. O endurecimento da Lei Seca, campanhas de conscientização, multas, por mais desagradáveis que sejam, são pouco em face do tamanho do problema.
O Brasil fez um acordo com a ONU para reduzir estes índices em 50% até 2020.
Até lá, tratemos de ficar vivos!