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sábado, 23 de agosto de 2025

BMW 635 CSi – JPS Team


O BMW 635 faz parte da Série E24, projetado como um cupê de quatro lugares, com a configuração tradicional do motor dianteiro e tração traseira. Esta geração foi lançada em 1976, e durou 13 anos, até 1989, tornando-se a mais duradoura da BMW. Também é conhecido como Serie 6, projetado por Paul Bracq, então designer-chefe, combinando linhas limpas e esportivas com elegância que fizeram o modelo altamente desejável aos colecionadores.


A versão 635CSi surgiu em 1978, abrindo caminho para a versão M635CSi alguns anos depois. Equipado com o motor de seis cilindros em linha, com 3,5 litros e 218 cv, herdado do famoso M1 de motor central, era acoplado a uma caixa de cinco velocidades com relações mais curtas. Além disso, o chassi foi revisado, com estabilizadores reforçados e amortecedores mais rígidos; um diferencial de deslizamento limitado em 40%, e o visual ganhou faixas decorativas laterais exclusivas, novos spoilers na frente a na traseira, e as rodas BBS que se tornaram clássicas.


Em 1982, a FIA criou o Grupo A, para carros de turismo modificados, e a BMW não perdeu tempo: inscreveu o sedã 528i no Campeonato europeu de Carros de Turismo, e mesmo competindo contra os Jaguar XJ-S como motores V12 mais potentes, a BMW venceu o campeonato com os pilotos Umberto Grano e Helmut Kelleners da equipe BMW Italia.

Para a temporada de 1983, a BMW inscreveu os 635 CSi para neutralizar o desenvolvimento da concorrência, com motores preparados pela Alpina, e os ajustes de chassi e suspensão feitos pela AC Schnitzer, já prefiguravam uma boa expectativa para a temporada. Mesmo não tendo os motores mais potentes, a confiabilidade e o manuseio do 635 provou ser um competidor formidável, e a BMW conseguiu faturar novamente o título da temporada.

Estes eram equipados com o motor de seis cilindros em linha de 3.475 cc, baseado no M30, com um comando único no cabeçote, gerando 290 cv a 6200 rpm; e o câmbio era um GETRAG de cinco velocidades.




JPS Team BMW 635 CSi


Frank Gardner, ex-piloto australiano que correu em diversas categorias na Europa e Estados Unidos, agora chefe de equipe, acreditou que os BMW 635 fariam boa figura no Australian Sports Sedan Championship, e trouxe o modelo, formando a JPS Team BMW. Com o domínio dos Holden e Mazda, na corrida James Hardie 1000 de 1983, o 635 CSi estava indo bem, até que perdeu velocidade, e indo para os boxes, descobriram que havia limalhas de metal no sistema de combustível, e depois de mais 4 voltas, acabou abandonando a corrida. Apesar de não ter provas, Gardner suspeitava que o carro fora sabotado, porque sua equipe e outras que eram apoiadas por fabricantes estrangeiros, ameaçando o domínio já por muitos anos, da Holden (GM) e Ford.


Pilotando o 635 CSi, Jim Richards venceu o Australian Touring Car Championship de 1985 e 1987, e o Australian Endurance Championships em 1985 e 1986, assim como o AMSCAR Series em 1985 e 1986. Já Tony Longhurst venceu o AMSCAR Series em 1986 e 1987; e fazendo dupla com Jim Richards, venceram a 1985 Castrol 500, seguido por seus companheiros Neville Crichton e George Fury, com os BMW 635 CSi em primeiro e segundo lugares.

O 635 CSi de Jim Richards ainda foi pilotado por Denny Hulme, ex-campeão de Formula Um no James Hardie 1000 de 1982, abandonando por acidente. O carro foi depois comprado por Michael McMichael, da A&H Motors, de Adelaide, Austrália. Michael levou o carro para a Malásia, competindo com ele por dois anos, até sofrer outro acidente, ficando parado até ser adquirido por Anthony Freeman, de Melbourne, Austrália, ficando guardado num armazém, até 2003, quando foi repassado para Dean How, um empresário que vendia peças de reposição e serviços BMW.


“O 635 CSi não tinha motor, nem caixa de câmbio ou freios – era apenas uma carroçaria rolante com rodas, suspensão, direção originais” relata Dean. Ele começou a restaurá-lo, mas levou 10 anos para ganhar a confiança de Michael e conseguir recuperar o motor, acelerador, escapamentos, freios traseiros, diferencial, radiador e bombas. Michael havia instalado os freios dianteiros num carro de corridas de brinquedo, mas o vendeu como um projeto inacabado, e continuou assim com o novo dono. Michael tentou recomprar o carro, mas o valor pedido foi muito alto, então ele desistiu.

Neste ínterim, o carro foi vendido para outra pessoa, que ligou para Dean dizendo: “Acho que os freios deste carro pertencem ao seu BMW”, agora está faltando apenas a caixa de câmbio original, que ainda está com Michael. Dean cedeu o carro ao Museu Bathurst, onde fica em exposição, saindo de lá para participar no Heritage Hot Laps no evento do Muscle Car Masters.

Da minha coleção



O BMW 635 CSi é um modelo da Hot Wheels, Serie Wild Widebody, de 2025. O casting foi lançado em 2025, e reproduz a decoração do carro que competiu no Australian Endurance Championships em 1985 e 1986, com o patrocínio dos cigarros John Player Special, mas devido ao não licenciamento, a sigla foi alterada para HWS no capô e laterais do carro.



O detalhamento é o habitual dos Hot Wheels, e como é um modelo da linha normal, não traz as rodas especiais, nem os pneus de borracha, que dariam um visual bem melhor a este belo carro. Acabei trocando as rodas normais pelas da AC Custon, e o modelo já ficou diferente.



Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/BMW_635_CSi

https://en.wikipedia.org/wiki/BMW_6_Series_(E24)

https://betterparts.org/bmw/other/bmw-m-635-csi.html

https://stanceworks.com/2016/04/100-years-of-bmw-the-group-a-bmw-635csi/

segunda-feira, 25 de março de 2024

BMW 3.0 CSL - 1973


Entre os admiradores dos BMW, este 3.0 CSL com certeza, consta no topo da lista como um dos mais icônicos sedans esportivos da BMW, e quem sabe do mundo. O estilo, a mecânica e sua herança esportiva dão razão para que ele seja um dos favoritos da marca bávara.

Baseado no 3.0 CS/3.0 CSi coupé (codinome interno: E9), o CSL foi desenvolvido para participar no German Touring Car Championship, recebendo os upgrades que o regulamento permitia para sua homologação na categoria. Ademais, foi com esse modelo que surgiu a divisão BMW Motorsport, e a sigla CSL (Coupe Sport Licht - “L” de Leicht, “leve” em alemão) indicando um modelo aliviado em peso para alta performance.


Apresentado no Geneva Motor Show de 1971, o BMW 3.0 CSL era equipado com um motor (M30) seis cilindros em linha ─ ampliado de 2.985 cm3 para 3.003 cm3 ─ com carburadores duplos, que logo recebeu uma injeção de combustível BOSCH e na versão final, tinha 3,2 litros (3.153 cm3) com 206 hp e 215 lb-ft de torque. Seu câmbio era manual com quatro velocidades, atingia 220 km/h de velocidade máxima. Mas seu grande trunfo não eram os números de potência e torque, mas sim os materiais com que foi construído: várias peças da carroçaria eram feitas de alumínio, os vidros das janelas e a vigia traseira eram de Perspex (ou Plexiglass), não havia isolamento acústico, sua suspensão especial tinha amortecedores Bilstein pressurizados a gás, molas espirais progressivas com 20mm a menos na altura, o camber incrementado (1.1º na frente e 1.0º na traseira) comparado com os modelos de linha. Mesmo as peças de aço entraram no regime: o teto, a parede do motor, as caixas de roda, e os painéis laterais foram feitos de uma chapa mais fina do que as do modelo normal, e até as molas que mantinham o capô aberto foram eliminadas e substituídas por um varão mais leve. O banco do piloto foi especialmente feito para o CSL, mais leve do que o normal de linha. Não havia vidros elétricos, nem para-choques dianteiro ou traseiro. O peso total do CSL chegava a 1.100 kg, contra 1.310 do modelo normal.


Recebeu também um body kit com um grande spoiler dianteiro, pequenas aletas nos para lamas dianteiros, um spoiler no final do teto sobre a vigia traseira e a asa traseira apoiada em enormes aletas verticais no final dos paralamas traseiros. As caixas das rodas com 2 cm mais largas acomodavam as largas rodas de liga com sete polegadas de tala. O spoiler dianteiro criava pressão no eixo dianteiro e o enorme aerofólio traseiro dava mais tração nas curvas. Devido à proibição dos aerofólios na Alemanha, ele seguia com o modelo para o comprador instalar a peça no momento da compra. Por causa do design do aerofólio traseiro, o modelo ganhou o apelido de “Batmóvel”, e também é conhecido como “Shark” (Tubarão).


A primeira vitória surgiu nas 6 Horas de Nürburgring, com Hans-Joachin Stuck e Chris Amon ao volante, cruzou a linha de chegada depois de 42 voltas liderando desde o início. Em segundo, outro CSL, da Alpina, marcou a volta mais rápida com Niki Lauda cravando 8m21s3.


Correndo com Toine Hezemans em 1973, o CSL venceu o European Touring Car Championship, e com Dieter Quester como copiloto, conseguiu a vitória na classe em Le Mans do mesmo ano. A dupla ficou com o vice-campeonato no German Touring Car Championship de 1973, sendo que o título daquele ano foi obtido por Chris Amon e Hans-Joachin Stuck em outro 3.0 CSL. O BMW 3.0 CSL foi muito bem-sucedido, conquistando seis campeonatos europeus sucessivamente, até o ano de 1979.


Foram produzidos apenas 167 exemplares do BMW 3.0 CSL entre 1973 e 1975, tornando o modelo bem raro, e os que sobreviveram às competições são bem disputados pelos colecionadores, atingindo cifras em torno de 300.000 Euros.

O BMW 3.0 CSL comemorativo dos 50 anos

Para celebrar os 50 anos do lançamento do BMW 3.0 CSL em 2023, a empresa reeditou o modelo com base no cupê BMW M4 GT4, colocando mais de 100 profissionais para montar 50 unidades de um CSL do século 21, seguindo os mesmos princípios que nortearam a criação do CSL original. Liderados por Christian Waldherr, Diretor de Tecnologia, estará lá o aerofólio traseiro que se tornou a marca registrada do CSL de 1973, além da pintura em Alpine White, e as faixas decorativas azuis e vermelha características do CSL quando foi lançado.

BMW Motorsport GmbH

Von Falkenhausen no Formula 2, em Hockenheim

No início dos anos 1970, a BMW tinha uma presença tímida no campo esportivo, apenas fornecendo motores e apoiando preparadores como a Schnitzer e ALPINA. Sob a direção técnica do Barão von Falkenhausen, ex-piloto e preparador de motos BMW ─ é dele a criação da suspensão Paralever na segunda metade dos anos 1950 ─ passou para os automóveis BMW em 1957, Falkenhausen assumiu o desenvolvimento de motores, e junto com o engenheiro Paul Rosche criou o motor M10 de quatro cilindros de alta performance, que ficou conhecido como “New Class”, equipando o BMW 1500 de 1961. Em 1966, colocaram um cabeçote de quatro válvulas e um duplo comando na cabeça, tornando o motor de 2 litros recordista em Hockenheim, equipando o Brabham de Fórmula 2, pilotado pelo próprio Falkenhausen, aos 59 anos de idade!


Esse motor passou a equipar o novo modelo pequeno da BMW, serie 2, e recebeu o código 2002, tornando o modelo um sucesso entre os pilotos pois era muito competitivo, e muitos creditam ao seu sucesso a recuperação da BMW no mercado automobilístico e financeiro.

A decisão da BMW criar sua divisão esportiva era o passo natural para consolidar sua imagem, e o sucesso nas pistas seria uma ferramenta de marketing perfeita para estabelecer uma imagem jovial e dinâmica, ao contrário da Mercedes-Benz, focada em clientes mais maduros. Falkenhauser estava se aposentando, então Paul Rosche foi convidado a chefiar a nova divisão esportiva.

Bob Lutz, um apaixonado entusiasta do automobilismo, assumiu a Direção das Vendas em 1972. Ele resolveu “roubar” o chefe de equipe da Ford Alemanha Jochen Neerpasch. Ele trouxe junto o piloto Hans-Joachin Stuck, e o engenheiro Martin Braungart, e seu primeiro trabalho era lançar o BMW 3.0 CSL. Além de Stuck, outros pilotos fizeram história com o CSL: o sueco Ronnie Peterson, o holandês Toine Hezemans e o austríaco Dieter Quester, correndo na Europa e nos Estados Unidos (IMSA GT).

O logotipo da divisão Motorsport

Neste ponto, o logotipo da Divisão BMW Motorsport merece um aparte. A formação da Divisão envolvia a captação de um patrocinador, e a BMW decidiu abordar a TEXACO, que justamente era a patrocinadora da Ford alemã, para fazer a parceria nas competições. Os designers elaboraram então um logotipo com a letra “M” e três faixas coloridas, sendo uma delas na cor vermelha, da TEXACO. A faixa azul identificava a BMW, cor presente no logo circular da BMW, cor da bandeira da Baviera. Entre as duas faixas, uma na cor roxa (ou púrpura), que seria a cor resultante da mistura de azul e vermelho. No entanto, a negociação com a TEXACO não se concretizou, por motivos até hoje não divulgados. Mesmo assim, o logo já estava pronto e a direção da BMW gostou dele, mantendo o design, e com o tempo, a faixa central roxa mudou para um azul escuro.

O CSL no projeto BMW Art Cars

O CSL decorado com a arte de ALexander Calder

O BMW Art Car Project foi apresentado pelo piloto e leiloeiro francês Hervé Poulain, que queria convidar um artista para criar uma tela em um automóvel. Em 1975, Poulain contratou o artista e amigo americano Alexander Calder para pintar o primeiro BMW Art Car. Este primeiro exemplo seria um BMW 3.0 CSL que o próprio Poulain correria nas 24 Horas de Le Mans de 1975. Desde então mais de vinte carros da BMW foram decorados por renomados artistas com vários estilos, dentre os quais, o M1 pintado por Andy Warhol é o mais valioso entre os colecionadores.

O CSL decorado por Roy Lichtenstein, em 1977

O CSL decorado por Frank Stella, em 1976


Da minha coleção

O BMW CSL 3.0 da Hot Wheels, com o número 68

O modelo da Hot Wheels é baseado no CSL que venceu o European Touring Car Championship (ETCC), e nos modelos de 1975 a 1979. O primeiro modelo Hot Wheels veio na cor Alpine White e as faixas decorativas do logotipo da Divisão M, mas saiu com o número 68 na sportas, ao invés do original, que tinha o número 12.

O CSL da Série Retro Racers, de 2024


A miniatura da foto é da Série Retro Racers, de 2022; e sua decoração é inspirada nas cores da bandeira alemã.




O modelo laranja é um Matchbox, lançamento de 2024, da Série Moving Parts, com abertura do capô dianteiro (pouca) e um detalhamento mais caprichado, mas sacrificado no estilo e tamanho das rodas, que deixam a desejar.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2773_BMW_3.0_CSL_Race_Car

1973 BMW CSL 3.0 | Matchbox Cars Wiki | Fandom

https://www.bmwblog.com/2020/04/24/bmw-3-0-csl-one-of-the-most-iconic-cars-in-the-world/

https://www.bmwblog.com/2020/03/09/the-true-story-behind-the-meaning-of-the-bmw-m-colors/

https://www.bmwblog.com/2018/03/01/the-m-legacy-a-profile-on-jochen-neerpasch/

https://www.cbsnews.com/pictures/bmw-art-cars/39/

https://www.bmw-m.com/en/topics/magazine-article-pool/bmw-3-0-csl.html

https://www.hemmings.com/stories/article/baron-alexander-von-falkenhausen

https://flatout.com.br/paul-rosche-o-homem-que-inventou-os-supermotores-da-bmw/

https://www.bmw-m.com/en/topics/magazine-article-pool/bmw-3-0-csl-manufaktur.html

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Carros e Filmes: Mini Cooper em Um Golpe de Mestre.

O Mini Cooper é um trabalho genial de Sir Alec Issigonis, que criou um verdadeiro mini-carro: compacto, espaçoso para 4 pessoas e econômico. Foram mais de 5 milhões fabricados de 1959 até o ano 2000, quando passou para a gestão da BMW, e na nova geração, até dezembro de 2016 vendeu mais 3 milhões de unidades.
O MINI DA BMW
Apresentado em 2001, a linha do Novo Mini era composta do Mini One, do Mini Cooper, Mini Cooper S e o top de linha John Cooper Works (JCW).
O Mini One, Cooper e Cooper S eram equipados com o motor quatro cilindros em linha de 1.397 cc, feito pela Tritec brasileira (Uma joint venture da BMW com a Chrysler no Paraná), enquanto a versão Mini One D usava um motor Toyota a diesel.
Na versão One, vinha com 94 hp a 6000 rpm e 100 lb-ft de torque a 4000 rpm; na versão Cooper, tinha 1598 cc, 120 hp a 6000 rpm e 120 lb-ft de torque a 4.250 rpm.
A Cooper S tinha um turbo que adicionava 53 hp a mais, chegando a 173 hp a 5.500 rpm e 180 lb-ft de torque entre 1.600 e 5.000 rpm.


MINI REMASTERIZADO
David Brown Automotive é uma empresa inglesa em Silverstone, pega os Mini originais e os reformam não só na pintura, com novo tratamento anticorrosivo, mas também com alguns reforços estruturais para melhorar o desempenho do pequeno carrinho inglês.
Com o visual preservado, os detalhes são caprichados, como as lanternas traseiras em LED’s, grade dianteira em alumínio e retrovisores com piscas embutidos. No interior, novos sistema de áudio, moderno, com tela táctil de 7 polegadas, compatível com o Apple Car Play e Android Auto, partida do motor por botão, ar condicionado e bancos de couro, que contrastam com o clássico volante Mota-Lita. Há seis opções de tons para o couro e sete acabamentos para as rodas de 12 pol.

O Mini remasterizado pela David Brown Automotive
O motor de 1.275 cc é levemente modificado para render 78 cv, com opcionais que podem chegar até 98 cv. Com os 740 kg de peso, faz bons 11,7 segundos de 0 a 100 km/h. Um carro especial para quem tem 75 mil libras (315 mil reais) para desfilar em Londres, não necessariamente precisando de um carrinho compacto, econômico e barato! 

UM GOLPE DE MESTRE
Um golpe de Mestre (The Italian Job), conta a história de um grupo (Liderado por John Bridge) que rouba 35 milhões em barras de ouro de gangsteres italianos, e um dos integrantes (Steve Frezelli) trai o bando todo, mata John, joga a van dentro do rio congelado na fronteira com a Áustria e fica com todo o ouro roubado. Acreditando que matou a todos, foge para os Estados Unidos e vai usufruindo a vida. Os sobreviventes, liderados por Charlie Crocker (amigo e discípulo de John) conseguem localizá-lo um ano depois e tentam retomar o ouro.

Aí entram os Mini Cooper, selecionados porque são os únicos carros que conseguem rodar nos corredores da mansão de Steve. Este, desconfiado que o grupo está planejando algo, monta uma operação com carros-fortes para transferir o ouro para o México. O comboio é interceptado quando pára sobre um túnel do metrô de Los Angeles, o piso da rua é explodido e o carro-forte despenca no subsolo onde o ouro é transferido para os Minis. Os Minis carregados de ouro são perseguidos em Los Angeles fugindo pelos túneis do metrô e por vários cenários e quilômetros até serem embarcados num trem para Nova Orleans, escapando de Steve.

EM ESCALA
O modelo da foto é o Mini Cooper Sun Roof de 2007, da Maisto, na escala 1:18. É uma edição especial, abre as portas, o capô dianteiro e traseiro, o interior com o painel é bem detalhado, o volante acompanha o movimento das rodas dianteiras, possui suspensão nas quatro rodas, um item raro, mesmo nas escalas maiores.





Leia a matéria completa sobre o Mini Cooper e The Italian Job em:
http://leotogashi.blogspot.com.br/2017/04/carros-e-filmes-mini-cooper-em-italian.html


terça-feira, 11 de abril de 2017

Carros e Filmes - Mini Cooper em The Italian Job

MORRIS MINI MINOR / AUSTIN MINI
Criado por Alec Issigonis, quando trabalhava para a BMC, era encarregado do projeto de três novos modelos, sendo um deles um pequeno carro urbano. A crise de Suez no ano de 1956, provocou um racionamento de combustíveis na Inglaterra, e o presidente da BMC Sir Leonard Lord ordenou que Issigonis focasse todo o seu esforço no pequeno XC-9003, nome em código do futuro Mini. Já em 1957, alguns protótipos estavam rodando e o projeto ganhou o código ADO15 (Amalgamated Drawing Office Project number 15).
A BMW estava vendendo muitos Isettas, mas Lord detestava o que ele chamava de “carros-bolha”, e se dispôs a criar um verdadeiro “minicarro”. Ele especificou alguns requisitos básicos para o design: ele deveria ser contido numa caixa de 10x4x4 pés (3,0 x 1,2 x 1,2 m) e o espaço para os passageiros deveria ocupar 6 pés (1,8m), e o motor, por razões de custos, deveria ser uma unidade já existente no grupo.
A equipe de Issigonis também era pequena: o próprio Issigonis, seu colega Jack Daniels, que havia trabalhado com ele no projeto do Morris Minor, Chris Kingham, que trabalhou com ele a Alvis, dois estagiários de engenharia e quatro desenhistas.
Em outubro de 1957, este time havia desenhado e construído o protótipo, que recebeu o apelido carinhoso de “Orange Box”, por razões óbvias do tamanho e a cor que haviam escolhido para pintar o modelo.
Utilizando o motor BMC-Serie A de quatro cilindros, refrigerado a água, mas posicionado transversalmente, com uma caixa de quatro velocidades embutida no próprio cárter e tração dianteira, a economia de espaço conseguida foi significativa. O radiador foi deslocado para a esquerda, para manter a montagem da hélice no lugar, mas com o passo invertido, para soprar o ar em vez de sugar. Isso economizou no comprimento do carro, mas tinha a desvantagem de soprar o ar (não tão fresco) que já havia passado pelo compartimento do motor, e expunha o sistema de ignição à água da chuva que entrava pela grade dianteira.
O design da suspensão projetada pelo amigo de Issigonis Dr. Alex Moulton usava cones de borracha compacta ao invés de molas convencionais. O sistema era bem compacto e assimilava os choques como os amortecedores normais. Combinado com o posicionamento das rodas bem nas extremidades da carroçaria, dava ao carro um comportamento igual a um kart.
Rodas de 10 polegadas estavam no projeto, e Issigonis bateu à porta da Dunlop para que ela desenvolvesse pneus adequados à esta medida. Mais tarde, ele voltou com um pedido para rodas de 8 polegadas, mas como o acordo havia sido fechado, a Dunlop rejeitou a solicitação de Issigonis.
As janelas eram de correr, e Issigonis pôde criar porta-objetos suficientemente grandes para caber uma garrafa de gim Gordon’s nas portas ocas. A tampa do porta-malas era articulada na parte inferior, de modo a aumentar o espaço para objetos de maior comprimento no bagageiro. A placa de licença foi deslocada para a parte superior, para que a fiscalização pudesse identificar o carro quando a tampa inferior estivesse aberta em uso.
Os modelos de produção tiveram subframes dianteiro e traseiro desenvolvidos para ancorar as suspensões, e o carburador foi montado atrás do motor, ao invés de estar na frente, reduzindo a exposição do mesmo às baixas temperaturas, especialmente no inverno europeu. O motor teve a cilindrada reduzida de 948 para 848 cc, e isto, com o pequeno aumento da largura do carro, acabou reduzindo a velocidade máxima de 145 para 116 km/h.
O carro foi comercializado com os nomes de Morris Mini Minor, que o público chamava de Mini Morris; e Austin Seven, mas que depois (janeiro de 1962) foi mudado para Austin Mini. Produzido de 1959 a 2000, o carrinho foi considerado um ícone britânico dos anos 1960. A partir de 1969, a Mini tornou-se uma marca da Morris, e voltou a chamar-se Austin Mini em 1980; esta mudou para Rover Mini em 1988, acompanhando a denominação corporativa do Rover Group.
Numa votação mundial em 1999, o Mini foi considerado o segundo carro mais influente do século XX, atrás do Ford Modelo T e à frente do Citroen DS e do Volkswagen Beetle. No entanto, foi considerado o “Carro Europeu do Século” pela Global Automotive Elections Foundation, entidade que promoveu o evento.
O Mini foi produzido nas plantas de Longbridge e Cowley na Inglaterra; e em diversos países, como Austrália, Espanha, Bélgica, Chile, Portugal, África do sul. Portugal, Itália, Uruguai, Malta, Venezuela e Iugoslávia. Durante seu ciclo de produção, teve o desenvolvimento das versões Mark I, II e III; além da perua Clubman e outras variações, como as versões polícia, pick-up, van e o Mini Moke, um bugue aberto para atividades de lazer.
Os vencedores do Rally de Monte Carlo em 1963 e 1965
As versões apimentadas foram de responsabilidade de John Cooper, preparador e chefe de equipe que usava os Minis em competições de Rally. Os Mini Cooper e Cooper S venceram o famoso Rally de Montecarlo em 1964, 1965, e 1967. Não levou em 1966 porque a organização, numa decisão controversa, desqualificou o vencedor (e mais outros dois Minis que chegaram em segundo e terceiro, além do Ford Cortina que chegou em quarto e um Hilman Imp que chegou em sexto), alegando que os faróis dos carros estavam fora do regulamento. O Mini acumulou uma serie de 32 vitórias em Rallies que participou entre os anos de 1960 e 1972 e 30 vitórias em sua classe no Australia Endurance entre 1963 e 1975.
O vencedor desqualificado em 1966 e o vitorioso em 1967
Em 1994, a BMW assumiu o controle do grupo Rover, e devido às perdas do grupo, as marcas MG e Rover foram vendidas para a Phoenix, um novo consórcio britânico; a Land Rover foi vendida para a Ford Motor Company. O último exemplar do Mini na gestão da BMW foi produzido em 4 de outubro de 2000, e entregue ao British Motor Heritage Trust em dezembro daquele ano. O carro foi tirado da linha de montagem pela cantora pop Lulu, e hoje descansa ao lado do primeiro Mini (Mark I) produzido.
Um total de 5.387.862 exemplares foram produzidos em todas as plantas durante os 41 anos em que ele permaneceu no mercado.

NOVA FASE SOB A MARCA BMW
A Rover já trabalhava num novo modelo para suceder o Mini original. Um primeiro estudo/conceito foi apresentado em 1997 no Rally de Monte Carlo. Um coupé duas portas, com motor traseiro do MG F, denominado ACV30 (acrônimo de Annivesary Concept Vehicle, sendo o numeral 30 designativo dos 30 anos em que o Mini ganhou pela primeira vez o famoso Rally).
Poucos meses depois, a Rover lançou outro conceito, desta vez, dois veículos chamados Spiritual e Spiritual Too, numa tentativa mais real de criar um Mini moderno. Esta ação coincidiu com a criação oficial do projeto Mini da BMW. Estes carros permaneceram apenas como conceitos e não foram adiante.
Em 1998, o projeto do novo Mini decolou, com a definição do design, selecionado a partir de 15 estudos em tamanho real desenvolvidos pela BMW Gemany (cinco opções), BMW Designworks da California, EUA (cinco opções), Rover (quatro opções) e um estúdio externo da Itália (uma opção).
O design escolhido foi o da BMW Designworks e foi criado por Frank Stephenson. Ele criou o novo Mini enquanto liderava a equipe que desenvolvia o BMW E50 em Munique − em paralelo com a Rover na Inglaterra – um City-Car dentro dos planos da BMW para entrar no mercado dos carros compactos.
“Queríamos que sua primeira impressão ao caminhar até o carro fosse ‘Só poderia ser um Mini’ ”, comentou Stephenson.
Apresentado em 2001, a linha do Novo Mini era composta do Mini One, do Mini Cooper, Mini Cooper S e o top de linha John Cooper Works (JCW).
O Mini One, Cooper e Cooper S eram equipados com o motor quatro cilindros em linha de 1.397 cc, feito pela Tritec brasileira (Uma joint venture da BMW com a Chrysler no Paraná), enquanto a versão Mini One D usava um motor Toyota a diesel.
Na versão One, vinha com 94 hp a 6000 rpm e 100 lb-ft de torque a 4000 rpm; na versão Cooper, tinha 1598 cc, 120 hp a 6000 rpm e 120 lb-ft de torque a 4.250 rpm.
A Cooper S tinha um turbo que adicionava 53 hp a mais, chegando a 173 hp a 5.500 rpm e 180 lb-ft de torque entre 1.600 e 5.000 rpm.
Originalmente um hatch compacto premium, a linha cresceu com o passar dos anos, surgindo em 2005 um conversível; em 2007 surgiu a segunda geração do Hatch/Hardtop, equipada com o motor Prince, feito em parceria com a PSA Peugeot/Citroen, construído na planta da BMW em Warwickshire, Reino Unido.
Mini Clubman (2008) e Countryman (2011)
Em 2008 surgiu a versão Clubman, uma perua esticada em 240 mm no comprimento e em 80 mm no entre eixos. A porta traseira abria em duas partes verticais e havia uma meia-terceira porta, no lado oposto ao do motorista, para facilitar o acesso aos bancos traseiros.
Em 2011 surgiu o Mini Countryman, lançado no Geneva Motor Show, o primeiro crossover SUV da marca e o primeiro com 5 portas lançado na gestão BMW. Havia opções com tração em duas ou quatro rodas (conhecida como ALL4) e motores quatro cilindros 1,6 a gasolina ou 2,0 Diesel em diversos níveis de potência. O interior era mais espaçoso e a altura livre do solo era bem maior do que a Clubman. Aficcionados por Mini criticaram o modelo, que no entender deles, não era na realidade um Mini, pelo tamanho e propósito de utilização, estava fugindo dos princípios delineados por Issigonis.
Mini JCW Coupé e o Paceman
O ano de 2012 viu o aparecimento da versão coupé, o primeiro Mini para apenas duas pessoas, e o mais rápido Mini – na versão John Cooper Works, fazia de 0 a 62 mph (0-100 km/h) em 6,4 segundos, com uma máxima de 149 mph (240 km/h), potencializada por um quatro cilindros de 1.598 cc turbinado que atingia 208 hp. Logo depois foi apresentada a versão Roadster, na verdade a opção conversível do Mini Coupé.
Em 2013 foi lançado o Mini Paceman, um Mini Countryman com apenas duas portas e mesma motorização e acabamentos. Não fez muito sucesso, e sua fabricação foi interrompida em 2016.
Mini Cooper de terceira geração
2014 viu a terceira geração do Mini Hatch/Hardtop chegar ao mercado. Mantendo o mesmo design característico da marca, mas o novo carro é 98 mm mais longo, 44 mm mais largo e 7 mm mais alto, assim como 28 mm a mais no entre eixos e bitolas maiores 42 mm na dianteira e 34 mm na traseira. O aumento nas medidas gerais trouxe mais espaço interno e um porta-malas aumentado para 211 litros.
Em dezembro de 2016, a planta de Oxford, na Inglaterra, comemorou a fabricação do Mini número três milhões, desde o lançamento da nova geração sob a direção da BMW. O maior mercado do Mini são os Estados Unidos, seguido pelo Reino Unido e Alemanha.


MINI REMASTERIZADO
David Brown Automotive é uma empresa inglesa em Silverstone, pega os Mini originais e os reformam não só na pintura, com novo tratamento anticorrosivo, mas também com alguns reforços estruturais para melhorar o desempenho do pequeno carrinho inglês.
Com o visual preservado, os detalhes são caprichados, como as lanternas traseiras em LED’s, grade dianteira em alumínio e retrovisores com piscas embutidos. No interior, novos sistema de áudio, moderno, com tela táctil de 7 polegadas, compatível com o Apple Car Play e Android Auto, partida do motor por botão, ar condicionado e bancos de couro, que contrastam com o clássico volante Mota-Lita. Há seis opções de tons para o couro e sete acabamentos para as rodas de 12 pol.
O Mini remasterizado pela David Brown Automotive
O motor de 1.275 cc é levemente modificado para render 78 cv, com opcionais que podem chegar até 98 cv. Com os 740 kg de peso, faz bons 11,7 segundos de 0 a 100 km/h.
Um carro especial para quem tem 75 mil libras (315 mil reais) para desfilar em Londres, não necessariamente precisando de um carrinho compacto, econômico e barato! 

THE ITALIAN JOB - 1969


The Italian Job (1969) é um filme britânico dirigido por Peter Collinson, e estrelado por Michael Caine. Ele atua como Charlie Crocker, ladrão recém liberto da prisão, que forma uma gangue para roubar a carga de barras de ouro da Máfia transportada por um caminhão blindado em Turim, na Itália.

O uso de três Mini Cooper para levar o ouro na fuga tornou o filme cult, gerando diversas referências a ele em outros filmes e produções de TV. O final em suspense não resolvido indicava uma continuidade, que não chegou a acontecer; mas teve um remake de sucesso em 2003, com Mark Walberg fazendo o papel de Charlie Crocker. Veja na sequência deste post a matéria sobre o remake de 2003.

PLOT
Roger Beckerman (Rossano Brazzi) é assassinado pela Máfia italiana; e Charlie Crocker (Michael Caine) quando foi libertado da prisão, busca se encontrar com seu parceiro para dar sequência ao roubo que tinham planejado, mas só encontra a viúva de Beckerman. Ela insiste que Michael continue com o projeto, e com a ajuda de Mr. Bridger (Noël Coward) chefe que comanda o crime britânico da prisão, monta uma equipe para realizar o assalto.


Nos preparativos nos Alpes italianos, são confrontados por Altabani (Raf Vallone) e seus homens. Ele é o chefe da Máfia que descobriu os planos de Beckerman e tenta neutralizar Crocker nos seus intentos. Mesmo assim, Charlie e sua equipe conseguem chegar em Turim e Peach (Benny Hill) invade o sistema de tráfego da cidade no dia do roubo, causando engarrafamentos em toda a cidade, forçando o comboio do ouro a parar em frente ao Museo Egizio. A equipe de Charlie captura a van com o ouro e a leva ao interior do Museu, onde sua carga é dividida entre os Minis Coopers pilotados por Lorna, namorada de Charlie (Margareth Blye), Chris (Barry Cox) e Tony (Richard Essome).



A perseguição passa por diversos lugares, como os esgotos da cidade, galerias comerciais da Via Roma, sobem pelo telhado do Palazzo a Vela, rodam na pista de testes no telhado da fábrica da FIAT Lingotto, e descem pela escadaria da igreja Gran Madre di Dio enquanto rola um casamento, parques e outros, com “O Danúbio Azul” como trilha sonora. A sequência final da fuga foi rodada na estrada de Ceresole Reale, do Lago Anel até o Passo Nivolet (mas esta rodovia não leva à França, nem à Suíça).



O final mostra a gangue no ônibus, a caminho da Suíça, mas o motorista Big William (Harry Baird) perde o controle do ônibus e a traseira fica sobre o penhasco, com o ouro escorreando em direção às portas traseiras. Crocker tenta alcançar o ouro, mas a carga segue escorregando, até que ele diz “Espera um minuto, rapazes, tenho uma ótima idéia!”, enquanto a câmera se afasta e os créditos rolam na tela final.

OS VEÍCULOS

O Lamborghini Miura usado por Beckerman na abertura eram dois, um que sobreviveu ao filme e está numa coleção particular, e o outro que rolou pelo abismo já havia sofrido um acidente e foi destruído na queda.


Os Minis eram versões Cooper 1275 S MKI, modelos 1967, com placas iniciando com a letra “G”, de 1969, ano do lançamento do filme, ano em que as versões MKI já haviam sido substituídas pela MKII. A BMC (British Motor Corporation) forneceu seis Minis novos (dois de cada cor) a preço de custo para a produção do filme; e outras 25 unidades foram compradas no mercado por um concessionário BMC na Suíça. Destes, 10 eram Cooper S e os demais modelos normais com motor de 848 cc, modificados para ficarem iguais aos “Hero Cars”.

Durante a produção, 25 carros foram danificados ou destruídos, inclusive os fornecidos pela BMC. Apenas seis réplicas com motor de 848 cc sobreviveram, e até onde se sabe, foram abandonadas num depósito em Turim ao término das filmagens, e não se sabe o destino que tiveram depois disso.

Outros carros participaram, como o Aston Martin DB4, empurrado num penhasco (na verdade um Vignale Lancia Flamínia) hoje numa coleção inglesa; dois Jaguar E-Type foram restaurados e vendidos; um Land Rover Series II Estate, com grades nas janelas e um guincho na frente; um Ford Thames 400E, apelidada de “Dormobile” (fabricante que convertia vans para Camper-Vans), é a van decorada pelos torcedores de futebol. O Fiat Dino cupê do chefe mafioso Altabani foi comprado pelo diretor Collinson, mas relatos dizem que foi destruído pela ferrugem com o tempo.

Por fim, o ônibus usado para transportar os Minis é um Bedford VAL encarroçado pela Harrington Legionnaire, placas ALR 453B, comprado novo em abril de 1964 e especialmente preparado para o filme.


THE ITALIAN JOB – Um golpe de mestre (2003)
Filme americano dirigido por F. Gary Gray, com o elenco formado por Mark Walberg, Charlize Theron, Jason Statham, Edward Norton, Seth Green, Mos Def e Donald Sutherland. É o remake americano do filme inglês de mesmo nome, porém o plot e os personagens diferiam um pouco do original.
John Bridge (Donald Sutherland), arrombador profissional veterano, montou um time para roubar 35 milhões de dolares em ouro que gângsteres italianos haviam roubado semanas antes. O bando contava com Charlie Crocker (Mark Walberg), ladrão profissional; Lyle ou Napster (Seth Green), um nerd de computador; “Handsome” Rob (Jason Statham) o piloto de fuga; Left Ear (Mos Def), perito em explosivos; Stella Bridge (Charlize Theron), filha de John e Steve Frezelli (Edward Norton).
Depois do roubo bem-sucedido, são traídos por Steve, que mata John e joga a van no lago gelado na fronteira com a Áustria. Achando que matou a todos, foge para os Estados Unidos, muda seu sobrenome para Frazelli e vai viver em Los Angeles, usufruindo a fortuna roubada.
Um ano depois, Charlie consegue localizar Steve e tenta reunir novamente a equipe para retomar o ouro. Para retirar o ouro da mansão de Steve, selecionam três Mini Cooper porque são pequenos o bastante para andar nos corredores da mansão e transportar rapidamente as barras na fuga. Os carros recebem reforços na suspensão para suportar o peso do ouro e motores mais fortes para garantir velocidade em caso de perseguições.
Steve acaba descobrindo que o bando planeja retomar o ouro e monta uma operação para retirar o ouro em caminhões blindados e fugir para o México. Ele estava vendendo as barras de ouro para Yevhen, um receptador Ucraniano que levantou suspeitas de que sabia de onde viera aquele ouro. Para não correr riscos, ele mata Yevhen, mas seu primo Mashkov, da máfia ucraniana descobre quem matou Yevhen e busca vingança.
Charlie precisa mudar seus planos e com a ajuda de Napster, controla o tráfego de modo a imobilizar o carro-forte sobre um túnel abandonado do metrô. Eles explodem o asfalto por baixo e arrobam o carro-forte, carregando os Minis e fugindo pelos túneis.
Conseguem colocar os Minis num trem, mas Steve os persegue e confronta Charlie; neste momento, Mashkov chega e Charlie explica que fez um acordo com ele para ficar com uma parte do ouro e capturar Steve. Mashkov garante que vai matar Steve, mas não sem antes tortura-lo bastante.
O grupo foge no trem, para Nova Orleans, comemorando o sucesso em honra de John. O final mostra “Handsome” Rob que realiza seu sonho de ter um Aston Martin Vanquish (mas na verdade, dirige um DB7 Volante), Left Ear compra uma mansão no sul da Espanha, enquanto Napster consegue ter um aparelho de som capaz de arrancar a roupa de uma mulher na potência máxima. Charlie e Stella ficam juntos e vão para Veneza viver seu amor.
The Italian Job - Uma Saída de Mestre (2003)
Os Mini Cooper tiveram seus motores substituídos por unidades elétricas, pois não era permitida a circulação de carros com motor a combustão nos túneis do metro de Los Angeles. Um dos Mini vermelho, pilotado por Stella (Charlize Theron) tinha dois volantes e pedais, para um dublê pilotar o carro enquanto a atriz desempenhava seu papel para a câmera. Este Mini hoje pode ser visto no tour de visitação da fábrica, em Cowley, Oxford. O Mini branco foi customizado especialmente para o filme, pois não havia a combinação de carroceria branca, com teto branco, pintura característica dos Minis de 2001 a 2004. O Mini Cooper vermelho dirigido por Stella na abertura do filme remete ao original de 1969, mas na verdade era um modelo dos anos 90, e não um Austin Mini Cooper Mk1 como no filme original. Ao todo, foram utilizados 32 Minis para todas as filmagens.
Jason Statham comentou que além de receber treinamento com os dublês para pilotar os carros, também passou dois dias com Damon Hill, ex-campeão britânico de Formula Um; no entanto, todos eram unânimes em concordar que Charlize Theron era quem pilotava melhor na equipe. Ela tomou duas multas por excesso de velocidade (mais de 40 mph acima do limite) durante as filmagens, pois “não conseguia dirigir devagar depois das cenas ao voltar para casa”.
O Mini também aparece em outros filmes, como carro de uso pessoal de Mr. Bean, e no filme Identidade Bourne.

DA MINHA COLEÇÃO

Mini Cooper Sun Roof - Maisto escala 1:18
O modelo da foto é o Mini Cooper Sun Roof de 2007, da Maisto, na escala 1:18. É uma edição especial, abre as portas, o capô dianteiro e traseiro, o interior com o painel é bem detalhado, o volante acompanha o movimento das rodas dianteiras, possui suspensão nas quatro rodas, um item raro, mesmo nas escalas maiores.
Vários fabricantes de miniaturas tem os Mini, tanto no design original de Issigonis, como os da nova fase da BMW. Kyosho, Kinsmart, RMZ City, Welly, Maisto, Motormax, Norev, Hot Wheels, Burago, Cararama, Vitesse, Dinky, Newray, Minichamps, IXO, Schuco, Tomica, Vanguards, Corgi, Solido, Spark, Ebbro, Truescale, Edicola, Eligor, entre as mais conhecidas, produzem inúmeras versões dos Minis de diversos anos e escalas variadas, assim como a pintura de fábrica e decorações das competições em que o pequeno e valente carrinho participou.
Todos os abaixo são da Mattel, de diversos anos e decorações, em especial o primeiro é uma configuração que separa a carroçaria do chassi, uma edição especial dos Hot Wheels, que depois saiu de linha por segurança para os pequenos.

Morris Mini - Open Body













Austin Mini Cooper 1275 S, do filme de 1969




Austin Mini Cooper 1275 S, do filme de 1969


Austin Mini Cooper 1275 S, do filme de 1969


Os Mini Cooper MKI azul, vermelho e branco são da Greenlgiht, bem acabados, reproduzem bem os carros do filme, e tem a proporção correta para a escala, inclusive as rodas aro 12. Também trazem o detalhe de um adesivo no canto inferior esquerdo dos para brisas, que os carros do filme também possuíam.

A frente traz os três faróis auxiliares, mas as placas de cada carro parecem não corresponder às utilizadas no filme. 

Outro segmento é o de kits plásticos para montar, e encontramos diversos modelos da Revell. Tamiya, Airfix, Hasegawa, normalmente nas escalas 1:24 e 1:25.

REFERÊNCIAS: