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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Mercury Cyclone - NASCAR 1969

Mercury Cyclone Spoiler - Cale Yarborough

O Mercury Cyclone de 1969 é da terceira geração, abandonando as linhas retilíneas da anterior e assumindo o design que ficou conhecido como “Coke Bottle”, devido ao estilo da linha dos para lamas traseiros, semelhantes à curvatura das garrafas de Coca-Cola.

Em 1968, a Mercury abandonou o nome do meio “Comet” e deixou apenas “Cyclone”, compartilhando a nova plataforma com o Ford Torino.

Os motores disponíveis em 1969 eram todos V8, começando com um 302 cid (4.949 cc) com 220 hp; outro com 351 cid (5.752 cc) em duas versões: um com 250 hp e outro com 290 hp; e por fim um com 390 cid (6.391 cc) para as versões GT com 320 hp.

Mercury Cyclone Spoiler II - Dan Gurney

A versão Spoiler (com o teto até o final da tampa do porta-malas pintados em outra cor) surgiu para homenagear os pilotos Dan Gurney e Cale Yarborough, que correram com o Cyclone e tiveram muitas vitórias na NASCAR. Tinha um V8 de 351 cid com 290 hp e duplos escapes. Opcionalmente, podiam ser equipados com freios a disco ou direção hidráulica, ar-condicionado, assentos tipo concha, console e até pedir o motor V8 de 428 cid Cobra Jet, com câmbio de quatro velocidades e a opção Drag Pack. O nome Spoiler se referia á asa traseira instalada na tampa do porta-malas, mas nem todos os concessionários faziam isso. Todos eram brancos com o teto vermelho (como o de Cale Yarborough) ou brancos com teto azul (como o de Dan Gurney).

Mas para participar efetivamente das corridas, era necessário produzir pelo menos 500 unidades e vende-las ao público para homologação da NASCAR.

Mercury Cyclone - Cale Yarborough

Por isso, a Ford criou o Mercury Cyclone Spoiler II, uma versão mais aerodinâmica do carro normal de linha. Especialmente projetado para competir com o Dodge Charger Daytona e o Plymouth Superbird da Chrysler, e também seu clone da casa, o Torino Talladega, nas primeiras semanas de 1969 a Ford já havia vendido as 500 unidades necessárias para o Cyclone Spoiler II entrar nas competições.

A extensão do bico do carro para melhorar sua aerodinâmica

A dianteira foi revista para criar mais downforce aumentando o nariz do carro em 6 polegadas, e compartilhava a grade e faróis com o Torino Talladega, que melhorou sobremaneira a aerodinâmica do carro. A altura das suspensões foi reduzida em uma polegada, que diminuiu o centro de gravidade e reduziu a resistência ao ar, ganhando mais velocidade. Estes carros eram equipados com o motor V8 Windsor de 351 cid, com câmbio automático na coluna e bancos individuais dianteiros.

Mercury Cyclone - Dan Gurney

No caso dos exemplares de corrida, eram equipados com o V8 Ford FE 427 cid, principal motor de competição da Ford desde 1963. Mais tarde, na temporada, o motor 429 Boss (7.030 cc) foi utilizado por muitas equipes, depois que a Ford conseguiu a homologação dele junto a Bill France, presidente da NASCAR.

Mercury Cyclone Cobra Jet 428


O modelo foi bem-sucedido no circuito, obtendo 8 corridas do Grand National durante as temporadas da NASCAR de 1969 e 1970, igualando o número de vitórias do Plymouth Superbird em 1970. Infelizmente, o Congresso americano questionava os altos investimentos em P&D das montadoras nas competições, junto com os esforços de buscar melhorias em consumo de combustível e aumento da segurança, acabaram fazendo com que a Ford abandonasse todos os seus programas de competição ao final da temporada de 1969.


Muitas equipes ainda correram com os Cyclone e Talladega, mas sem apoio oficial da montadora em 1970, mas o regulamento da NASCAR aboliu os “Winged Warriors! E restringiu os motores a 305 cid, de modo que as equipes tiveram de buscar outros modelos que tivessem uma relação peso-potência mais favorável com estes motores de menor capacidade.

Um pouco da NASCAR

A National Association for Stock Car Auto Racing era a organizadora de um dos campeonatos mais competitivos dos Estados Unidos na década de 1960, em que os carros eram praticamente os mesmos que qualquer consumidor poderia comprar nas concessionárias do país.

Ford, Chevrolet e depois a Chrysler marcaram a década primeiro com a aplicação dos motores mais potentes, levando ao surgimento dos “Muscle-Cars”, e a seguir, inovando com o design e a aerodinâmica para conseguir mais velocidade e estabilidade em níveis que superavam os 300 km/h.

Também proporcionou o surgimento de rivalidades memoráveis e pilotos lendários, que cativaram o público e levavam multidões às pistas de todo o país durante o decorrer da temporada. Um slogan que se tornou comum na época dizia “Vença no domingo e venda na segunda-feira”, mostrava que a vitória de um modelo alavancava as vendas do mesmo carro já no dia seguinte ao da corrida.

Da minha coleção



O Mercury Cyclone de 1969 é um Hot Wheels, da Série Muscle Mania, de 2025. Saiu na Mainline, com base de plástico cromada e as rodas e pneus também de plástico. A cor é Metalflake Red, e traz decalques nas laterais “Cyclone GT” e “GT428” bem discretos, indicando que é a versão Cobra Jet (CJ), que tinha este motor 428 cid (7.014 cc) com 335 hp, e um carburador quádruplo Holley 735 CFM, e a tomada Ram Air no capô pintada de preto.






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2769_Mercury_Cyclone

https://en.wikipedia.org/wiki/Mercury_Cyclone

https://news.classicindustries.com/the-mercury-cyclone-great-looks-racing-dominance-1964-1972

https://www.legendarycollectorcars.com/car-museums/museum/1969-mercury-cyclone-dan-gurney-special-spoiler-ii/brief-history-of-the-1969-mercury-cyclone-spoiler-ii/

https://talladegaspoilerregistry.com/significant-cars/mercury-cars/mercury-cyclone-spoiler/

History of NASCAR Cars in the 1960s - Wheels Greed-All About Cars

domingo, 8 de dezembro de 2024

Team Transport #63 - All American Racers (AAR)

Team Transport #63, Mix 1 de 2024

Team Transport é um SET Hot Wheels que foi lançado em 2019, num blister contendo um automóvel e um caminhão-plataforma de transporte. A decoração é de equipe de competição, tanto antigas como recentes, e com um acabamento mais detalhado, tanto nos decais como nas rodas especiais com pneus de borracha. Os caminhões normalmente não são licenciados, e também seguem mais de perto a escala, ficando mais proporcionais aos carros que transportam.

São agrupados em quatro edições por ano (Mix 1, 2, 3 e 4) variando de dois a quatro modelos em cada Mix, além de algumas edições especiais em alguns anos. A numeração até 2024, está em #73, fora as edições especiais, que não seguem uma numeração sequencial.



A Edição #63 dos Team Transport traz o Plymouth AAR Cuda (chassis #50211), que correu a Trans-Am Series de 1970. Dan Gurney foi contratado pela Chrysler Motors para construir e competir com os Plymouth Cuda na série de corridas Trans-Am de 1970. Sua equipe All American Racers (AAR) recebeu três Plymouth Cuda, sem números de produção de série.


Dan Gurney correu nas duas corridas iniciais do campeonato com o carro Nº 48, e com o corte na verba de patrocínio pela Chrysler, pôde manter apenas um carro correndo. A partir da corrida de Donnybrooke, o carro Nº 42 foi pilotado por Swede Savage até o final da temporada.


Swede Savage conseguiu três pole-positions, foi segundo em Road America e finalizou em quinto no campeonato de 1970. Era equipado com o V8 de 340 cid (5,6 L) mas reduzido para 303,8 cid, mesmo assim, produzia 450 hp. A carroçaria sofreu um “banho químico” para remoção de tudo o que pudesse aliviar o peso. Tinha muitas peças feitas de titânio, a carcaça do câmbio era de alumínio, mas recebeu um spray de ferro para passar nos testes de homologação.



Entre as inovações que Gurney fez no carro, a AAR foi a primeira equipe a projetar a aplicar um sistema de retenção das porcas de roda, que mais tarde foi copiado por muitas outras equipes, O capô de fibra-de-vidro inspirado na NASA, feito para as corridas foi depois aplicado nos modelos de rua do Cuda. A gaiola de proteção foi a primeira projetada inteiramente no computador, e foi instalada em muitos Cuda e Challenger de pista. Como a lubrificação ficava comprometida nas curvas, Phil Remington, chefe de equipe, desenvolveu um coletor de óleo flutuante, utilizado em aviões de acrobacia, de modo a manter a pressão do óleo e não prejudicar a lubrificação do motor.  


Ao fim da temporada de 1970, Gurney anunciou sua retirada das competições, e vendeu o Cuda Nº 42 para a Goodyear Tires, que o exibiu em eventos promocionais por todo o país, e em 1982, Ed Skanes adquiriu o carro e depois de reformado, corria em competições vintage ou participava em eventos e feiras automobilísticas. Em 2003, Harry Lipetz comprou o carro, revendendo-o em 2006 para Andy Boone, que por sua vez, o repassou para Bill Ockerlund em 2014.


Para recuperar parte do vasto investimento e homologar algumas das peças utilizadas nos carros de competição, a Chrysler ofereceu dois carros de estrada inspirados no Trans-Am. Conhecidos como Challenger T/A e ‘Cuda AAR, ambos eram movidos por uma versão modificada do motor 340 V8 equipado com uma configuração de carburador “Six Pack” (três carburadores de dois cilindros). Oferecido por apenas um ano, a Chrysler produziu 2.399 Challenger T/As e 2.724 exemplares do ‘Cuda AAR.

Plymouth AAR Cuda, Engine

Notavelmente, os Plymouths foram todos construídos num período de cinco semanas, em março e abril de 1970. Até hoje, muitos dos carros sobreviventes daquela época competem em eventos históricos. Entre eles estão o Challenger pilotado por Sam Posey e os dois sobreviventes AAR ‘Cudas. No entanto, segundo alguns relatos, o Plymouth Nº 48 retornou para a Chrysler, e não se tem informações sobre seu destino hoje.

Da minha coleção

O Set Team Transport #63 foi lançado em 2024, com o Sakura Sprinter e o '70 Plymouth AAR Cuda. O acabamento é muito bom, o caminhão é proporcional à escala, e se junta neste set o Plymouth AAR Cuda Nº 48, que Dan Gurney pilotou no começo de 1970. Este modelo saiu na Série Vintage Racing, de 2011, e completa a Equipe de Dan Gurney.

Plymouth AAR Cuda Nº 42, pilotado por Swede Savage




Plymouth AAR Cuda Nº 48, pilotado por Dan Gurney



Sakura Sprinter





Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/2018_Car_Culture:_Team_Transport

http://www.historictransam.com/Drivers/BillOckerlund70Barracuda42.html

https://the70aarcuda.com/aar-%60cuda-1

https://automedia.revsinstitute.org/glorious-cudas-and-challengers

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2770_Plymouth_AAR_Cuda

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Plymouth AAR Cuda 1970

 

Plymouth AAR Cuda

Este carro ganhou este nome quando fazia parte da equipe All-American Racers (AAR) do piloto Dan Gurney, competindo na popular série Trans-Am do SCCA (Sports Cars Club of America). Gurney pilotou o carro nas duas primeiras corridas do campeonato de 1970 e o sueco Swede Savage nas últimas oito provas da temporada. Apenas em Mid Ohio nenhum dos dois participou.


Gurney e Savage com o AAR Cuda


Dan Gurney é reverenciado pelos americanos porque é um dos poucos pilotos a vencer nas categorias da Indy car, NASCAR, Can-Am e Trans-Am; e na histórica vitória nas 24 Horas de Le Mans de 1967, com A. J. Foyt pilotando o GT40 Mk.IV.  Sua equipe, a All-American Racers, fundada por ele e Carrol Shelby, em Santa Ana, California, correu com os AAR Cuda e se aposentou no final de 1970.

O Filtro sobre os carburadores Holley

Embora decorado com o visual esportivo, o AAR Cuda não era o mais potente. Ele foi preparado para homologar o motor V8 “Small Block” de 340 cid (5,6 litros) no campeonato. Os registros indicam que foram construídas 2.724 unidades entre março e abril de 1970, na fábrica da Chrysler em Hamtrack, Michigan; destes, 1.452 exemplares sobrevivem nas mãos de colecionadores e pilotos que participam de Vintage Races.

As faixas decorativas nas laterais

O motor V8 de 340 cid produzia 290 hp a 5000 rpm, com torque de 350 lb-ft a 2800 rpm; tinha três carburadores Holley duplos, e coletores de alumínio Edelbrock. O câmbio podia ser manual de quatro velocidades A-833; ou automático A727 TorqueFlite, com diferencial Sure Grip padrão de 3,55:1 ou opcional de 3,91:1. 1.120 unidades receberam o câmbio manual e 1.601 o automático de três velocidades.

Amortecedores e molas especiais elevavam a traseira em 1,75 polegadas, os escapes saindo à frente das rodas traseiras, os enormes pneus Goodyear Polyglas GT G60x15” na traseira e E60x15 na dianteira, passavam o recado que este não era um Barracuda normal. O visual agressivo contava ainda com o capô do motor de fibra de vidro preto fosco, com uma tomada de ar funcional, as laterais tinham uma faixa “estroboscópica” com o emblema AAR; finalizado pelo spoiler preto na traseira

Da minha coleção



A miniatura da Hot Wheels é da Série Vintage Racing, e saiu em 2011, design de Phil Riehlman; tem base de metal, ZAMAC sem pintura, e rodas especiais com pneus de borracha.



O Plymouth AAR Cuda de 1970, com a decoração que correu na temporada de 1970 da Série Trans-Am, tem o número 48, usado por Dan Gurney, com chassi #50231. O motor V8 de 340 cid foi reduzido para 302 cid, conforme exigia o regulamento da Série; Dan Gurney correu com ele pela última vez em 4 de outubro de 1970. O carro ainda correu em Le Mans no ano seguinte, com um motor HEMI V8; atualmente, ele voltou a ser equipado com o V8 de 340 cid, restaurado com o visual da Trans-Am, ele faz parte da coleção de Craig Jackson, de Scottsdale, Arizona.


Detalhe: a Hot Wheels patrocinava o carro, o logotipo (da época) no para lama acima da roda traseira está no carro original de Dan Gurney.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2770_Plymouth_AAR_Cuda

https://www.motortrend.com/features/70-dodge-plymouth-trans-season-crazy-insider-story/

https://www.youtube.com/watch?v=DdjwZRSfYCw

https://the70aarcuda.com/aar-%60cuda