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domingo, 1 de agosto de 2021

Ford GT - 2006

Ford GT é um superesportivo americano. Ele foi criado para homenagear o Ford GT40, que se tornou famoso por vencer as 24 Horas de Le Mans de 1966 e por desbancar o reinado da Ferrari.

A história começa no início da década de 60, quando a Ford, querendo vencer as 24 horas de Le Mans e assim entrar no mercado de carros esportivos de orientação européia, tenta adquirir a Ferrari. As negociações correram bem e Enzo Ferrari havia aceitado a oferta feita pela Ford. Quando a diretoria da FIAT ficou sabendo que a Ferrari passaria para as mãos de uma empresa americana, eles decidiram intervir na transação, alegando que a marca Ferrari era patrimônio italiano e deveria permanecer como tal. Assim a transação com a Ford foi interrompida e a FIAT assumiu o controle acionário da Ferrari. Que Enzo Ferrari não aceitou no último minuto. Após fracasso nas negociações, a própria Ford resolve criar um carro para vencer a competição. O carro seria baseado no Lola Mk6, um carro avançado para a época, mas suas primeiras versões tornam-se desastrosas. Após várias tentativas o carro foi redesenhado por Caroll Shelby, e não podendo ultrapassar a altura máxima de 40 polegadas (1,00 M) surge o Ford GT40. Nas 24 Horas de Le Mans de 1966, um GT40 chega em primeiro, trazendo mais dois do mesmo time em segundo e terceiro lugar. Assim, o carro se tornou uma das estrelas mais lembradas do automobilismo por acabar com as vitórias da Ferrari. Quarenta anos depois, a Ford tem a ideia de fazer uma homenagem a ele, e assim nasce o Ford GT.

CARACTERÍSTICAS


Apresentado no Detroit Auto Show de 2002, fruto do studio “Living Legends”, da Ford, projetado por Camilo Pardo, sob a direção de J. Mays, teve também a colaboração de Carrol Shelby, para o desenvolvimento da performance dos protótipos. O Projeto enquanto secreto, recebeu o nome de Petunia, nos corredores internos da Ford.

A carroçaria do Ford GT foi feita em túnel de vento para garantir sua fidelidade com o GT40. Depois disso foram adicionados acessórios modernos, como o farol de xenônio, o capô dianteiro de alumínio entre vários outros acessórios externos e internos.

Os engenheiros da Ford trabalharam com os especialistas em alumínio da Hydro Aluminum North America para desenvolver o que na época era o chassi de alumínio mais sofisticado no mundo. O chassi consistia de 35 extrusões, 30 das quais foram desenvolvidas exclusivamente para o GT. O chassi tem o túnel central feito em fibra de carbono e ainda diversos painéis estampados em uma complexa estrutura. Suas extremidades servem como pontos de fixação para a suspensão double-wishbone. Tanto os braços de controle como os amortecedores são feitos de alumínio extrudado.

A construção do motor também é feita com alumínio extrudado, e toda a carroceria é feita de alumínio. O fundo do carro foi cuidadosamente estudado, e possui um splitter frontal, um difusor traseiro, com o assoalho selado e um túnel que passa por dentro do veículo e cria 136 kg de downforce a 210 km/h. O formato também é um dos mais aerodinâmicos de todos os tempos em um carro de produção.

MOTOR


O motor que equipa o Ford GT é um V8 de 5.4 litros, do SVT Mustang Cobra, alimentado com supercompressor (blower) fazendo com que ele atinja 558 cv de potência a 6500 rpm e torque de 69,2 kgfm a 4.500 rpm. Esse propulsor faz com que ele chegue a 330 km/h e leve 3,8 segundos para chegar aos 100 km/h.

Todos os supercarros começam a partir de seus motores (mas o GT tinha a vantagem de uma carroceria atemporal) e terminam com a carroçaria “vestindo” os propulsores. A coisa mais próxima de um motor que a Ford tinha era um V8 modular de 4,6 litros do Mustang, e isso simplesmente não bastava. Ao invés disso, fundiram o V8 5.4 das picapes F em alumínio e adicionaram um supercharger Lysholm. O cabeçote de alumínio foi emprestado do Mustang Cobra R (e do Boss 290 australiano) com 32 válvulas e duplo comando no cabeçote; e adotaram um sistema de cárter seco. A configuração entregava os 558 cv e 69,2 kgfm de torque. 


2003 marcou o centésimo aniversário da Ford. Em comemoração, o bisneto do fundador, Bill Ford Jr., iniciou uma série de protótipos ao estilo GT40 para os salões do automóvel de 2002. Os carros foram projetados por Camilo Pardo, sob a supervisão de J Mays. Segundo contam, as máquinas de motor central não haviam sido criadas para entrar em produção, apenas um exercício de design. Mas os resultados foram impressionantes.

Cem vezes mais belo que o novo Mustang e mil vezes mais atraente que o renascido Thunderbird (sem contar a estética de um design atemporal muito mais atrativo que o New Beetle), os conceitos do Ford GT roubaram as atenções dos concorrentes em 2002, levando a Motor Trend a começar uma campanha “Give us our Ford GT”. Um mês depois da apresentação do Show-car em Detroit, a Ford decidiu colocar o Ford GT em produção. Três protótipos foram construídos em 2003 como parte das comemorações do centenário da Ford; e a produção estava planejada para iniciar no outono de 2004.

A Safir Engineering era uma empresa britânica que construía os Ford GT40 nos anos 1980, possuindo os direitos de uso da expressão “GT40” na época. Quando a produção cessou, ela vendeu toda a ferramentaria, moldes e peças remanescentes para a Safir GT40 Spares, uma pequena empresa de Ohio, nos Estados Unidos. Esta empresa licenciou o uso da expressão “GT40” para a Ford, em 2002, para uso no show car de 2002. Quando a Ford decidiu colocar o carro em produção, as negociações para denominar o carro no mercado foram mal-sucedidas, e rumores sobre os valores envolvidos giravam entre 8 e 60 milhões de dolares. O carro de produção não poderia levar as insígnias do GT40. Como a denominação GT40 significava a altura do carro, 40 polegadas até o teto, a sigla GT43, que representaria a altura do novo carro, parecia estúpida. Assim, o nome acabou ficando somente como FORD GT.

John Coletti, chefe da Special Vehicle Team Engineering e bem conhecido guru quando o assunto era “performance”, liderou um grupo de 140 pessoas para tornar este poderoso carro esporte em realidade. Neil Ressler, ex-Chefe de Tecnologia, que já se havia aposentado, mas era muito conhecido como um dos mais hábeis executivos da Ford, trabalhou nos bastidores do projeto, contribuindo na definição das tecnologias que um carro destes exigia para atingir a performance pretendida. O time contou também com Neil Hannemann, chefe de Desenvolvimento, engenheiro formado na Chrysler, e que havia trabalhado no projeto do Viper e do Saleen S7, assim como desenvolvendo carros para o campeonato do SCCA.


Hannemann e seu staff empenharam o inverno no Florida Evaluation Center, centro da Ford localizado na Florida para que os projetos não sofressem atrasos com o tempo inclemente do inverno de Detroit. Se o exterior dos protótipos estava bem configurado, o interior necessitava de mais trabalho, para adaptar instrumentos já existentes na linha, sem criar uma dissonância estética que prejudicasse a harmonia do design atemporal do GT.

Os protótipos acabaram pesando cerca de 37 kg a mais do que a versão de produção, e usava um motor V8 4,6 litros do Mustang Cobra, com cerca de 100 hp a menos que o previsto no carro de produção.

A carroçaria foi feita em fibra-de-vidro, ao invés do alumínio do Show-car, e claro, trouxe um design mais clean; sem os aparatos aerodinâmicos dos carros de competição. Mesmo assim, Hannemann garantiu mais downforce do que a Ferrari Modena gerava.

Produção e Vendas

Lançado como modelo 2005, o Ford GT chegou ao mercado em Agosto de 2004, sendo montado na planta da Mayflower Vehicle systems, de Norwalk, Ohio.

Desempenho

A Ford divulgou um número de 0 a 96 km/h pouco abaixo dos quatro segundos e uma velocidade máxima de cerca de 322 km/h. Números incríveis, sem sombra de dúvidas. Mas a revista Car and Driver chegou aos mesmos 96 km/h em 3,3 segundos e alcançou uma velocidade de 340 km/h. Tão incrível quanto é o tempo do GT no quarto de milha (400 metros) de 11,6 segundos com velocidade final de 206 km/h.

Para colocar esses números em perspectiva com seus contemporâneos, a Ferrari 360 Challenge Stradale chegava aos 96 km/h em quatro segundos e completava o quarto de milha em 12,4 segundos, com velocidade final de 182 km/h. E a velocidade máxima da Stradale é de apenas 300 km/h. E não pense que o fato da 360 ser um modelo antigo faz do GT um carro ultrapassado. As F430 chegam aos 96 km/h em 3,8 segundos e correm o quarto de milha em 12 cravados com final de 193 km/h.

A Ford planejou uma produção de 4.500 GTs. Mas como a companhia estava perdendo bilhões de dólares por trimestre naquela época, a produção terminou com 4.068 carros, devido às novas normas exigidas nos “crash-tests” a partir de Setembro de 2006.

EM ESCALA: A MINIATURA DA BEAMSTALK GROUP


Réplica de grande qualidade no detalhamento, o design reflete o belo trabalho feito sob as vistas de J. Mays, Chefe de Design da Ford na época. Produzida pelo Beamstalk Group, uma agencia de licenciamento adquirida pela Ford em junho de 2001, contou com a supervisão direta da Ford na criação e produção do modelo em escala.

A exatidão do modelo mostra a beleza do carro original, e contribui para que a miniatura valha pelo menos cinco vezes mais do que o preço de venda cobrado por ela.

Disponível em quatro diferentes cores – amarelo com faixas pretas, branco com faixas azuis, vermelho com faixas brancas ou a combinação azul claro com faixas laranja do patrocínio da GULF – cada exemplar traz o excelente acabamento com a pintura de cores vibrantes em várias camadas, decorada com autênticos logotipos e a bela decoração das faixas dos carros de corrida que fizeram sua fama nos anos 1960.

A abertura característica das portas, com seu corte invadindo parte do teto, revela o seu detalhado interior. Diferentemente do original de corrida, o cockpit do Ford GT é muito mais luxuoso, com detalhes cromados, preto-fosco e alumínio valorizando o cuidado que os projetistas tiveram com o carro como um todo. Tanto o painel dos instrumentos, laterais das portas e os assentos, com suas aberturas para ventilação e os cintos de segurança de competição, a presença do extintor de incêndio atrás dos bancos contribui para a percepção de uma execução muito bem feita, em nada parecendo que seja um aspecto de brinquedo.

A abertura do capô traseiro, igual ao original, revela o motor muito bem detalhado, com tubos cromados representando os escapes de aço inoxidável polidos. Além do motor, outros detalhes como a suspensão e os pneus Goodyear Eagle, com seus discos de freios e calipers dentro das rodas simulando as rodas de liga de alumínio acetinadas são muito notados e valorizam a miniatura.

Ford GT 2005, Matchbox - 2006


O Ford GT 2005 da Matchbox reproduz a decoração consagrada da GULF Racing, vencedora das 24 Horas de Le Mans de 1968 e 1969. O casting reproduz a nova carroçaria do Ford GT na escala 1:62, e tem as limitações de praxe: rodas comuns, decoração somente com as cores da GULF, o número 4 e o pequeno logo da Ford no nariz do modelo. 

REFERÊNCIAS:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_GT

http://www.diecastfast.com/diecast/DCF/CTGY/RVGT40

http://www.caranddriver.com/reviews/2005-ford-gt-road-test-review



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

AUDI TT COUPÉ 1998

Com um histórico de desenvolvimento beirando uma conspiração, um grupo de jovens designers iniciou o projeto com uma visão a visão da Audi. Eles esperavam atingir não só a mente, mas também o coração dos aficionados por carros. Um carro que virasse a cabeça dos passantes, que subvertesse a ordem das coisas de qualquer ângulo, não um carro para as elites, mas um que todos pudessem comprar. Um carro com personalidade, daqueles que hoje tivessem a aura de um clássico, como os que vemos nas fotos das revistas especializadas em automóveis clássicos.
As ideias tomaram forma, os lápis correram sobre as pranchas e muitos esboços começaram a ganhar substância, para conquistar a aprovação do ‘board’ da Audi, e um brilho, pode-se dizer, apareceu nos olhos do conselho da empresa.
Não havia um conceito de marketing cuidadosamente estudado, nenhuma avaliação legal de chances e riscos nenhuma das precauções que normalmente precedem o desenvolvimento de um protótipo inicial.
Uma conspiração, mesmo com as melhores intenções, como este determinado grupo de designer e engenheiros, não se comporta desta forma. Mesmo o relativo isolamento da Audi Design Studio não era seguro o suficiente para eles. Em algum lugar abaixo, na margem do rio Danúbio, fora de Ingolstadt, a “Cidade Audi”, começou a trabalhar “com inacreditável entusiasmo” (nas palavras de um deles), e finalizaram o conceito básico dentro de uma semana. O protótipo, em seguida, levou apenas sete meses para se materializar.
O resultado que produziram era uma linha reta dos corações e mentes da jovem equipe de designer e técnicos da Audi, criando um clássico moderno no qual o espírito dos tempos fala com os seus cinco sentidos. Um triunfo para o time da casa.

O Audi TT é um cupê esporte de dois lugares construído na subsidiária da Audi Hungaria Motor Kft, em Györ, Hungria. Ele é baseado na plataforma PQ34 do Grupo Volkswagen, a mesma do Golf Mk4, Skoda Octavia e da primeria geração do Audi A3. Assim, ele tem o mesmo layout de motor (transversal dianteiro com tração dianteira ou pelo sistema Quattro), suspensões independentes usando estrutura MacPherson.
O carro começou a nascer na primavera de 1994, no Design Center do Grupo Volkswagen na California, Estados Unidos. Ele foi apresentado em versão conceito no Frankfurt Motor Show de 1995. Nas palavras de Herbert Demel, Chairman da Audi, o Audi TT Concept é “um carro de grande carisma, para verdadeiros entusiastas”.
O crédito de seu design deve-se a J. Mays e Freeman Thomas, com Hartmut Warkuss, Peter Schreyer, Martin Smith e Romulus Rost contribuindo para o premiadíssimo design do interior.
Podemos identificar influências de veículos a partir dos anos trinta, linhas que possivelmente viriam da ‘Bauhaus’, e as curvas elegantes dos carros de corrida pré e pós-guerra da Auto Union. Alguns traços dos anos 1950 são alguns elementos arredondados dos carros esportivos alemães da época, e o caráter a eles atribuído (“pequeno”, “modesto”, mas "estritamente funcional”, também “rápido” e “manobrável”). Some-se a isso tudo o espírito da transmissão Rally Quattro dos anos 1970 e teremos um estilo fulminante para o Audi TT Coupé.
A nova tecnologia de soldagem a laser desenvolvida para a montagem da estrutura do TT acabou atrasando o seu lançamento. Em princípio, não havia previsão de oferecer transmissão automática para o TT; no entanto, a partir de 2003, uma dupla embreagem de seis velocidades, a DSG (Direct-Shift Gearbox), tornou-se disponível. Como curiosidade, o TT foi o primeiro modelo com esta tecnologia disponível no Reino Unido (com o volante do lado direito), ao passo que no restante do mundo a Volkswagen já havia apresentado o Golf Mk4 R32 com o recurso, com o volante do lado esquerdo.

A origem do nome TT vem da tradição em corridas de moto, o Tourist Trophy, na Ilha de Man, onde a NSU começou a competir com suas motos em 1911. Na década de 1950, a NSU era um dos maiores fabricantes de motos do mundo, e começou a produzir carros, como o pequeno NSU Prinz, nas versões TT e TTS. Em 1932, a Audi fundiu-se com a Horch, DKW e Wanderer, formando a Auto Union AG. Em 1964, a Volkswagen adquiriu 50% do capital da Auto Union, e dezoito meses depois, assumiu controle total sobre as operações da Auto Union.

UM POUCO DE HISTÓRIA
Em 1969, a Auto Union fundiu-se com a NSU, e os anos 1970 a empresa ficou conhecida como Audi NSU Auto Union AG, e a marca Audi começou a ser divulgada de forma separada do restante dos produtos da Volkswagen. Em 1985, com a extinção das marcas Auto Union e NSU, a companhia assumiu oficialmente o nome abreviado para Audi AG.
O cupê TT surge no processo de renovação das plataformas do Grupo Volkswagen, em que a PQ34 se torna a base para inúmeros modelos de ambas as companhias. Seu desenho radical contribui para o estabelecimento de uma imagem inovadora e ousada tecnologicamente (carrocerias em alumínio, a transmissão Quattro que gerou bons resultados em carros de Rally, e o recurso do turbo em diversos modelos para aumentar o desempenho, a galvanização das carrocerias para prevenir a corrosão, o motor VR6 com cilindros inclinados a 15º, entre outras inovações).
A designação TT também é atribuída à frase “Technology & Tradition”.

AUDI TT COUPE – em produção
Em outubro de 1998, entrou em produção o Audi TT, fielmente baseado no Audi TT Concept de 1995, desenvolvido por Freeman Thomas e Peter Schreyer. Compartilhava a plataforma PQ34 com o Audi A3 Mk1, o Golf Mk4, o New Beetle, o Bora/Jetta Mk4, o SEAT Leon MK1, o SEAT Toledo Mk2 e o Skoda Octavia Mk1.
Seu trem de força era um quatro cilindros em linha de 1,8 litros, com cinco válvulas por cilindro, aspirado ou turbo, com um opcional de 3,2 litros VR6. A caixa de marchas podia ser manual de cinco velocidades (para o 1,8 litro), manual de seis velocidades (Turbo), Tiptronic de seis velocidades ou a DSG de seis velocidades (para o VR6).
Media 4.041 mm de comprimento, 1.764 mm de largura e 1.346 mm de altura. O entre eixos tinha 2.422 mm, sendo 2.428 na versão Quattro. Sua designação interna no Grupo Volkswagen era Typ 8N, lançado como cupê em 1998, seguido pelo Roadster em Agosto de 1999.
O interior exibia um cuidado adicional com uma qualidade superior em acabamento, instrumentos circulares, com marcações em negrito de fácil leitura, porta-objetos bem planejados, e uma ergonomia muito bem estudada, O habitáculo foi dotado de uma atraente decoração High-Tech e todos os comandos estavam muito bem posicionados para o acionamento pelo condutor. O uso do alumínio para muitos detalhes, e também de couro, elimina qualquer impressão de que este interior é espartano. Rebites em lugares estratégicos são usados para decorar molduras das saídas de ventilação e alças de apoio, como em antigas aeronaves.
Os primeiros exemplares do Audi TT tiveram uma cobertura negativa por parte da imprensa devido a uma série de acidentes em alta velocidade. Algumas mortes ocorreram em velocidades acima de 180 km/h, quando os motoristas mudavam abruptamente de direção ou em curvas fechadas. Tanto o Cupê como o Roadster tiveram um ‘recall’ para aumentar o controle do veículo em altas velocidades. Foi instalado o Eletronic Stability Programme e um spoiler na traseira foi adicionado, além de modificações na suspensão, que foram incorporados na linha de produção.
Esta primeira geração do Audi TT venceu o North American Car of the Year em 2000, e foi também nomeado como um dos 10 Melhores modelos em 2000 e 2001.

DA MINJHA COLEÇÃO
O modelo da foto é uma miniatura die-cast feita pela Revell, na escala 1:18. As portas e os capôs dianteiro e traseiro se abrem, e as rodas esterçam.
A pintura é bem feita e os detalhes reproduzem bem o modelo real.
Na escala 1:43, os modelos da Minichamps são bem detalhados, vem com uma base e abrem as portas. Faróis e lanternas em plástico, rodas que seguem o design do modelo real, o roadster permite ver melhor o interior, com o painel, volante e bancos, console com a alavanca de cãmbio, e os arcos anti-capotagem.
Audi TT Coupe, Minichamps 1:43

Audi TT Roadster, Minichamps 1:43

O vermelho é da Majorette, numa escala aproximada de 1:53, reproduz bem o belo design, e tem os faróis em plástico transparente; as lanternas traseiras estão demarcadas, mas ficam um pouco perdidas por causa da cor da carroçaria. As rodas são sacrificadas, assim como o espelho retrovisor. Não tem partes móveis, nem portas ou capô que se abrem; e o interior é básico para a escala.

Audi TT Coupe, 1998 - Majorette 1:53



REFERÊNCIAS:


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Ford Forty-Nine Concept

Era 1949, e após os anos de guerra e grandes sacrifícios da nação sobre o consumo e aquisição de bens duráveis, as pessoas queriam ser felizes, e ver coisas bonitas. O design teve um papel decisivo para atender os anseios de uma população que precisava ver a renovação em tudo o que a cercava.
Neste cenário, a Ford lança o Ford 49, com seu design revolucionário, mudando o referencial que todos tinham dos últimos automóveis lançados no final dos anos 1930. Os para lamas integrados ao restante do corpo do carro; a lateral fluindo desde os faróis até as lanternas traseiras numa superfície contínua, com os volumes do cofre do motor, compartimento dos passageiros e bagageiro traseiro bem definidos, foi carinhosamente apelidado de “shoebox”.
Um carro verdadeiramente novo em design, visto que a engenharia aproveitava a mecânica de motor e câmbio de antes da guerra, mas aperfeiçoava as suspensões, sendo independentes na dianteira e com molas semi-elípticas na traseira. Freios ainda a tambor e rodas aro 16 calçavam pneus que podiam ser de faixa branca opcionalmente. Era um símbolo de otimismo da Ford quanto ao futuro.
Jovens curtiam a vida preparando os Hot Rods e fazendo rachas nos semáforos, e o Ford 49 imediatamente recebeu a atenção dos preparadores e customizadores para aumentar ainda mais a emoção dos novos carros e conceitos em mudança. A América saía nas noites de sexta, dando uma volta pelas ruas em busca de uma paquera, ou para ir ao boliche, ouvindo rock’n roll e desfilando pelas ruas ou estacionando nas lanchonetes, e consumindo hambúrgueres com milk-shake.
Cinquenta anos depois, o Ford Forty-Nine Custom Coupe Concept, apresentado no North American International Auto Show de 2001, resgata para os americanos os tempos de otimismo que alavancaram a economia e a vida das pessoas no final dos anos 1940, preparando para a efervescência e opulência dos anos 1950.
“A inspiração para o Forty-Nine Concept vem da paixão e excitamento do original, combinado com a imaginação das pessoas através da America, que customizam seus carros, tornando-os naquilo que elas pensam sobre como um grande carro deve ser”, diz J. Mays, Vice Presidente de Design da Ford Motor Company.
“O conceito funde muitos elementos do design de carros customizados desde os anos 1950, bem como as formas elegantes dos grandes designers italianos, tais como Ghia”, comenta Mays. Assim que foi apresentado em Nova York, em meio a muita badalação em junho de 1948, o Ford 49 original se tornou uma sensação. Como o primeiro design do pós-guerra, o Ford 49 atraiu 1,3 milhões de encomendas antes mesmo de ser colocado oficialmente à venda nas concessionárias. O projeto foi tão aclamado que ele ganhou o prestigioso Prêmio Fashion Academy em 1949 e repetiu a rara honra em 1950.
Com um design moderno, e os para lamas integrados ao corpo do carro, assim como os painéis traseiros, que fluem harmoniosamente, formando uma linha contínua da frente às lanternas traseiras, o Ford 49 serviu como uma bússola que apontava para o futuro. Ele ostentava o rótulo de “carro de sonho” na sua silhueta, bem como uma grade simples e cabine com desenho bem equilibrado.
A propaganda do carro anunciava uma marcha silenciosa, com molas “Hydra-Coil”, janelas panorâmicas, freios maiores “Magic Action” e um assento tipo “Sofá” construído para entregar um conforto de sala de estar. O Ford 49 se encaixa perfeitamente no conceito de “cruising” da America e também na mania de personalização dos carros, que atingiu o auge no final dos anos 1940 e início dos 1950. Adolescentes de todo o pais se apossaram do carro, alterando o motor para faze-lo andar mais rápido, customizando a carroceria e retrabalhando a suspensão para mudar a altura de rodagem. Os modelos Ford de 1949-51 foram considerados como um dos carros mais desejados para reduzir a altura do teto e rebaixar o carro.

VOLTANDO AO FUTURO 

Para criar o novo Forty-Nine Concept, os designers da Ford retornaram às raízes do carro formas simples, proporções excelentes, linhas limpas da carroçaria e conveniências modernas. A aparencia hiper-suave do Forty-Nine Concept é conseguida pela estrutura da cabine toda em vidro, com os pilares e limpadores de para-brisa ocultos. O acabamento externo preto aveludado com detalhes cromados na linha descendente das janelas laterais e nos emblemas, e as grandes rodas cromadas de 20 polegadas ressaltam a customização do modelo.
Limpo, simples e os traços de um design elegante definem os faróis dianteiros HID (High Intensity Discharge) e suas lanternas. Na traseira, estreitas faixas de LED contornam as extremidades, criando um detalhe bem distintivo.
O interior do Ford Forty-Nine também é uma interpretação moderna da sugestão simples do carro original. Do estilo do painel em bancada, os bancos dianteiros em balanço reguláveis eletricamente, o console central que percorre todo o interior, dividindo os quatro passageiros e servindo para enrijecer a estrutura do veículo. O console flutuante abriga a alavanca de câmbio de cinco velocidades e sistema de ventilação para os dois passageiros da frente e de trás.O interior foi configurado em dois tons: preto e sienna. Os assentos em couro preto tem os encostos na cor sienna, e o couro aparece também nos painéis superiores das portas, no painel de instrumentos, no teto e porta-objetos. A parte inferior das portas tem acabamento na cor prata metálica acetinada.
Os instrumentos estão contidos dentro de um círculo do painel, semelhantes ao design do original e lembrando os hot-rods da época. O Conta giros analógico tem presença central e está rodeado pelo velocímetro eletrônico. Os controles de áudio e do ar condicionado são operados por um painel que fica oculto, à frente da alavanca de marchas. As informações de temperatura do motor, nível de combustível e pressão de óleo são exibidas nas laterais do mostrador central, na base do para brisas.
O volante revestido com couro traz os controles de som e acessam os dados de consumo, distância percorrida, e demais informações do computador de bordo. O design também remete ao aro de buzina cromado, muito popular nos anos 1950.
O espelho retrovisor interno está afixado no montante que divide o para brisa dianteiro, saindo da base do painel até o teto. Ele pode ser ajustado em altura, em qualquer posição do montante, que serve também de antena para o rádio.
O sistema de áudio tem um CD Player multi discos com alto falantes estrategicamente posicionados, suportados por um enorme sub-woofer, alimentado por um amplificador de 200w de potência.
O design debaixo do capô é uma extensão do design geral e presta homenagem à obsessão dos hot-rodders com a performance e a aparência. O cofre do motor tem acabamento em preto acetinado, aço inox e outros acabamentos em metal cromado. O radiador e sua estrutura foram projetados para que houvesse espaço bastante para os preparadores trabalharem sem ficar apertados. O coletor de entrada tem acabamento fosco acetinado, ao passo que as tampas das válvulas são pintados em preto brilhante, acentuado pelos detalhes em aço inox polido. Os escapamentos são duplos e saem em duas aberturas do para choque traseiro.
O compartimento do motor não é apenas superficial: o logotipo “Powered by Thunderbird” na lateral dá uma pista do motor sob o capô. O conceito é impulsionado por um V8 3,9 litros, DOHC, com 32 válvulas que equipa algumas versões do Thunderbird.
“como todas as lendas vivas, o Forty-Nine nos lembra do caso de amor que gerações tiveram com a estrada e os automóveis”, diz J. Mays. “Isso nos faz lembrar de um romance e uma paixão do carro de turismo americano, tão emocionante hoje como era há 50 anos”.
O lançamento do conceito no Salão do Automóvel de Detroit em 2001, o CEO da Ford, Jac Nasser e o VP de Design J. Mays revelaram o carro depois de apresentarem dois Ford 49 da época: um comum, restaurado, e outro similar, mas personalizado, ou customizado, com pintura especial e teto rebaixado.
J. Mays se mostra muito orgulhoso do Forty-Nine, um carro conceito que nunca verá a luz do dia, pois não há planos de produção para ele. A Ford estava planejando toda uma linha de carros denominada “Heritage”, mas as vendas restritas e duras críticas à releitura de modelos do passado enterraram as esperanças de coloca-lo em linha num futuro breve.

EM ESCALA
O modelo feito pela AutoArt na escala 1:18 é uma replica muito exata, refletindo o design resgatado do Ford 49 original. A qualidade da pintura é excelente, e alguns itens como as maçanetas das portas e o logo Thunderbird nos para lamas dianteiros feitos em tampografia são excelentes.  Os faróis principais e os de neblina são bem representados, com seus elementos bem feitos; além das peças cromadas com aspecto bem acabados. As belas rodas e pneus de 20 polegadas poderiam ter gravações nas laterais para ficarem perfeitas. O interior é bem detalhado, apresentando o console central flutuante, e até mesmo o piso tem um revestimento que imita o carpete do carro real. 




A outra miniatura acima é da Racing Champions, na escala aproximada de 1:62, e traz a decoração de corrida da Stock Car, do carro de Dick Trickle, que correu na Heilig-Meyers Racing, nas temporadas de 1996 a 1999.                      

REFERÊNCIAS
Scale Auto Magazine, February 2002, pg. 17.


CRÉDITOS DAS FOTOS: