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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Mustang - Sexta Geração

Mustang 2,3 L EcoBoost 2017

A sexta geração do Mustang começou a ser desenvolvida em 2009, sob a direção do engenheiro-chefe Dave Pericak e do diretor de design exterior Joel Piaskowski, sendo a proposta de Kemal Curic escolhida para esta nova geração. Apresentada em janeiro de 2014, no Salão do Automóvel de Detroit, entrou em produção em agosto de 2014, como ano-modelo 2015, nas configurações coupé Fastback e conversível.

V6 227 cid (3,7 litros)

Sua motorização começava com um V6 de 227 cid (3,7 litros), um quatro cilindros de 137 cid (2,3 litros) EcoBoost e um V8 de 302 cid (5 litros), sendo o V6 descontinuado em 2017. Esta geração marcou como o primeiro Mustang comercializado globalmente, disponível em 120 países, incluindo versões com volante à direita para os países com a mão invertida de trânsito. Outro destaque foi equipar esta geração com a suspensão traseira independente (IRS), que já equipava a versão SVT Cobra de 1999-2009, e a revisão do projeto incluiu um redesenho na suspensão dianteira também.

Mustang 2015 V6 3,7 litros conversível

Esta geração também recebeu aço de alta resistência no chassi e o capô do motor e os para lamas dianteiros foram feitos em alumínio, assim como a carcaça do eixo traseiro e os braços de controle da suspensão traseira. Os freios dianteiros tem pinças de quatro pistões e traseiros de pistão único, enquanto a versão GT tem pinças BREMBO de seis pistões na dianteira com discos de 15 polegadas, e um pistão na traseira, mas com discos de 13 polegadas.

Mustang 2019 depois do face-lift

Outras tecnologias aplicadas nesta geração do Mustang foram um sistema eletrônico de controle de tração, controle eletrônico de estabilidade, controle de frenagem antibloqueio, e uma câmera de ré na traseira, além de oito airbags distribuídos pelo compartimento dos passageiros.

A unidade V6 de 227 cid Cyclone é o motor básico da linha, produz300 cv a 6500 rpm e 280 lb-ft de torque a 4000 rpm, proporcionando uma aceleração de 0-60 mph (97 km/h) em 5,5 segundos, com uma máxima de 124 mph (200 km/h); acoplado a um câmbio manual de seis velocidades, ou um automático também com seis velocidades.

Mustang coupe V6 - 2016

O quatro cilindros em linha de 137 cid EcoBoost é equipado com um turbo e intercooler, produzinbdo 310 cv a 5500 rpm e 320 lb-ft de torque a 2500 rpm. Ele leva o Mustang de 0-60 mph em 5,6 segundos e um amáxima de 148 mph (238 km/h); e utiliza as mesmas transmissões do V6 de 3,7 litros. Esta unidade é instalada longitudinalmente, com uma turbina de massa reduzida para diminuir o atraso nas acelerações, tem injeção direta de combustível e comando de válvulas variável.

Interior com volante à direita

A caixa automática foi substituída para o modelo 2018 pela 10R80 de dez velocidades, desenvolvida em parceria com a General Motors, e o motor recebeu um aumento de potência para 330 cv para os modelos entre 2020 e 2023.

O V8 de 5 litros é o Coyote, projetado para o modelo GT. Ele gera 435 cv de potência a 6500 rpm e 400 lb-ft de torque a 4250 rpm. Com estes números, ele acelera de 0-60 mph em 4,6 segundos, atingindo uma velocidade máxima de 155 mph (249 km/h), com as transmissões manual ou automática de seis velocidades.


Para 2018, o motor recebeu válvulas maiores, e um sistema de injeção dupla (direta e de porta), a cilindrada foi aumentada para 307 cid (5,038 litros) a 7000 rpm e 420 lb-ft de torque a 4250 rpm. A velocidade máxima permaneceu a mesma, mas a aceleração de 0-60 mph foi reduzida para 4,4 segundos.

Neste ano, o Mustang recebeu um face-lift com conjuntos de faróis redesenhados mais estreitos, lanternas traseiras em LED atualizadas e iluminação em LED padrão para todos os modelos, incluindo faróis de neblina. O capô dianteiro foi rebaixado, melhorando a aerodinâmica e a grade com novo desenho. Recebeu também amortecedores MagneRide no pacote Performance, novas juntas de cruzetas na suspensão traseira e barras estabilizadoras aprimoradas.

O escapamento Active Valve Performance permite agora que o motorista ajuste o som o escape do Mustang, o volante tem sistema de aquecimento, assim como os bancos dianteiros e um novo sistema de ventilação. O painel de instrumentos foi revisado, incluindo cronômetro para arrancadas de quarto-de-milha no painel com tela de 12 polegadas. O sistema de segurança ativa inclui alerta de distância do carro que vai à frente, aviso de saída de faixa, detecção de pedestres á frente e sistema de pré-colisão (aviso de colisão frontal combinado com a frenagem de emergência).

EDIÇÕES ESPECIAIS

SHELBY GT350 (2015-2020)


Apresentado no Salão do Automóvel de Los Angeles de 2014, o Shelby GT350 é a versão TrackDay da sexta geração. Equipado com um V8 de 315 cid (5,2 litros), produz 526 cv a 7500 rpm e 429 lb-ft de torque a 4750 rpm, suficiente para acelerar de 0-60 mph em 4,2 segundos e 172 mph (277 km/h) de velocidade máxima. O câmbio manual TREMEC TR-3160 foi adaptado para uso em pistas, e teve diversas modificações visando redução de peso. As suspensões incluem juntas de alumínio e conjuntos de rolamentos com buchas rígidas e rolamentos de rodas reforçados, assim como barras estabilizadoras de maior diâmetro. As rodas são de alumínio, com 19 polegadas de diâmetro, pesando 18 libras cada uma (8,2 kg).

Seu monobloco é 20% mais rígido do que o GT, e toda a frente até o para-brisa foi redesenhada, com capô mais baixo e aerodinâmico; a grade dianteira é feita de fibra de carbono, 24% mais leve do que a dos demais modelos. Os bancos traseiros foram rtemovidos, os vidros das janelas foram substituídos por acrílico, e o capô e o para choque dianteiro foram feitos de fibra-de-vidro. O motor tem um comando de válvulas variável Ti-VCT; rodas de liga leve maiores, sistema de navegação, sensores de ré traseiros, com câmera de ré, monitoramento de ponto cego e bancos em couro RECARO.

O modelo foi fabricado até ouitubro de 202, quando foi substituído pelo Shelby GT500.

SHELBY GT500 (2020-2022)


Apresentado em janeiro de 2019 no Salão Internacional do Automóvel da américa do Norte, é equipado com um V8 Predator de 315 cid (5,2 litros) com um compressor tipo Roots de 2,621 litros da Eaton. Ele gera 760 cv a 7300 rpm e 625 lb-ft de torque a 5000 rpm, dando ao carro uma aceleração de 0-60 mph em 3,3 segundos e uma máxima de 180 mph (290 km/h). A transmissão é uma caixa de dupla embreagem TR-9070 de sete marchas TREMEC, com intervalos de oitenta milissegundos para trocar de marchas. Esta versão vem com discos de freios dianteiros com 16,5 polegadas (420mm) com rodas de fibra de carbono com 20 polegadas (no pacote Carbon Fiber Track Pack), e pneus Michelin Pilot Sport Cup 2. A frente foi redesenhada para ampliar as aberturas de ar, para melhorar o fluxo de ar para resfriamento do motor.

BULLIT (2019-2020)


Esta edição especial comemora o quinquagésimo aniversário do filme Bullit (1968), apresentado no Salão Internacional do Automóvel da América do Norte em janeiro de 2018. Ele vem equipado com uma versão modificada do V8 Coyote de 307 cid (5,038 litros) do GT, com 408 cv de potência a 7000 rpm e 420 lb-ft de torque a 4600 rpm. Sua aceleração de 0-60 mph é de 4,4 segundos, com máxima de 163 mph (262 km/h). Oferecido na cor Dark Highland Green, a mesma de 1968, tinha a opção de vir na cor Shadow Black, sendo que apenas um exemplar foi pintado na cor Kona Blue. Sua transmissão é manual de seis velocidades fornecida pela GETRAG. As rodas são de cinco raios e 19 polegadas.

Visualmente inspirado no GT390 de 1968 que participou do filme, também traz a grade escurecida com acabamento cromado sem o emblema do Mustang, apenas o emblema redondo Bullit no painel traseiro (os carros utilizados pelos policiais e detetives americanos tem seus emblemas/logotipos retirados).

MACH 1 (2021-2023)


A versão Mach 1 foi revelada em 16 de junho de 2020, como modelo 2021, equipada com o motor V8 Coyotede 5,0 litros derivado do GT, com 480 cv de potência a 7000 rpm e 420 lb-ft de torque a 4600 rpm. Sua acdeleração de 0-60 mph é de 4,3 segundos, com velocidade máxima de 168 mph (270 km/h).

Entre as alterações para esta versão, estão o coletor de admissão, o adaptador do filtro de óleo, radiador do óleo do motor e os subquadros dianteiro e traseiro compartilhado com o Shelby GT350, assim como a transmissão manual de seis velocidades; enquanto o sistema de resfriamento do óleo do diferencial é do GT500. A grade frontal possui duas grandes aberturas de ventilação. Opcionalmente, a transmissão pode ser uma caixa automática de dez velocidades com Paddle Shifters no volante.

Da minha coleção



O Mustang GT 2015 é da Majorette, na escala 1:61, recebeu novas rodas da AC Custon, e teve os escapamentos adicionados na saia traseira. O casting é bem feito, as portas se abrem, e a decoração clássica branca com faixas azuis remete aos Mustang Shelby dos anos 1960.








Referências:

https://www.caranddriver.com/ford/mustang-2023

https://majorette-model-cars.fandom.com/wiki/Ford_Mustang_GT

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_Mustang_(sixth_generation)

segunda-feira, 30 de maio de 2022

FORD MUSTANG PARTE I – CONCEPT CARS

Depois da década de 1950, com a consolidação dos grandes sedãs, as montadoras começaram a considerar diferentes segmentos de mercado para criar novos modelos de carros. As pesquisas indicavam que o público buscava carros menores, mais baratos, mas sem abrir mão do desempenho, e por tabela, mais esportivos e joviais.

A Ford tinha o Thunderbird, mas sua esportividade se foi na reformulação de 1957, quando ganhou mais dois lugares e virou mais um cupê de luxo do mercado; enquanto o Corvette da GM subia nas vendas com o V8 sob o capô afirmando toda a esportividade que o mercado ansiava.

Mustang Concept: Roadster com inspiração européia

Mustang Concept: motor traseiro e arco tipo "Targa"

Henri Ford II então, solicitou a Lee Iacocca, presidente da Divisão Ford, que desenvolvesse um “carro pessoal”, barato com apelo esportivo, estilo jovial e de pequeno porte (para os padrões americanos). John Najjar e Philip T. Clark criaram então o conceito Mustang em 1961 (depois que veio o Mustang II, este foi nomeado Mustang I), um roadster de dois lugares, com design futurista, carroçaria de alumínio com uma frente em cunha (mais tarde esse mesmo design apareceu na frente do Dodge Charger Daytona) e chassi tubular, como convinha a um verdadeiro esportivo. Havia grades tomadas de ar nas laterais à frente da caixa das rodas traseiras, uma barra de proteção larga, e escapes saindo do painel traseiro. Sua primeira apresentação foi em 7 de outubro de 1962, no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glenn, onde teve boa repercussão entre o público. Dan Gurney deu algumas voltas de demonstração na pista com o segundo protótipo “Racer”, este, um exemplar plenamente funcional, ao passo que o outro era apenas um “mock-up” estático.

Este protótipo tinha suspensões independentes nas quatro rodas, ao invés do eixo rígido na traseira. O motor entre eixos na traseira era um quatro cilindros em V, do Taunus da Ford Europa, com apenas 90 hp. O câmbio de quatro marchas e o diferencial (transeixo) formavam um conjunto só, a direção era por pinhão e cremalheira, e os freios dianteiros já eram a disco. Com 3,91m de comprimento e 2,28m nos entre eixos, pesava apenas 700 kg; não tinha capota, e como era um protótipo, não tinha diversos acessórios como um carro de linha.

O protótipo foi levado para vários “focus group” para avaliação de vários aspectos, tanto o design como configuração mecânica; e os resultados demonstravam que este protótipo tinha apelo limitado junto ao público em geral. Também, os executivos da Ford se preocupavam que um carro esportivo de motor central trazia complexidade para entrar numa produção regular.

Iacocca lançou um desafio entre os designers dos três estúdios de design: Ford, Mercury e Advanced Corporate Design para encontrar o modelo ideal deste carro que por enquanto estava somente em sua cabeça. Entre vários esboços e propostas que recebeu, deparou-se com um desenho feito por Gale Halderman e soube imediatamente que aquele era o carro que a Ford precisava fabricar agora.

Mustang II: frente longa, traseira curta

No verão de 1962, numa tarde quente de agosto, cada estúdio exibiu no pátio da Ford Design seus projetos esculpidos em argila, e a opção de Oros/Ash/Halderman foi claramente o vencedor. Era inspirador, evocava emoção, e foi unânime.
Em 1963, o protótipo foi construído, designado como "X 8902-SB-208", com um layout mais tradicional, motor dianteiro, frente longa, quatro lugares mas com pouco espaço no banco traseiro, no que se convencionou classificar como 2+2. Os bancos dianteiros eram individuais, teto rebaixado em 2,7 polegadas (para destacar a esportividade), a grade dianteira já apresentava sua forma característica, só que vários estudos foram feitos e alguns modelos feitos em argila traziam o logotipo do Cougar na grade dianteira, pois era uma opção de nome nos grupos de pesquisa. O chefe de projeto Joe Oros, junto com L. David Ash, Gale Halderman e John Foster, trabalhando nos estúdios da Divisão Lincoln-Mercury produziram o design vencedor daquele esboço que Iacocca escolheu.

Mustang II

Relata-se que o Mustang II foi baseado na plataforma do Ford Falcon, mas isso não é comprovado. Apesar do Mustang e o Falcon compartilharem alguns painéis e elementos mecânicos, eles têm plataformas diferentes com medidas diferentes de comprimento e largura. O protótipo estava equipado com um V8 de 289 High Performance com 271 hp, com dois carburadores quádruplos.  




Uma opção do Mustang para a Mercury, com o logotipo
do Cougar no lugar do cavalinho galopante

Joe Oros comenta: “Eu disse à equipe que queria um carro que atraísse as mulheres, mas que os homens também o desejassem. Um Maserati, mas por favor, não um Trident – e eu queria entradas de ar na lateral para resfriar os freios traseiros. Eu disse que deveria ser o mais esportivo possível e parecer relacionado ao design europeu.”


Ao mesmo tempo em que o design do Mustang II foi aprovado e começou a construção do protótipo funcional, o Depto. de Design e Engenharia trabalhava simultaneamente no Mustang que deveria ser lançado como modelo 65. Estilistas, engenheiros e marketing planners trabalharam sete dias por semana em rodízio, para o carro ficar pronto na primavera de 1964 a tempo de ser exibido na Feira Mundial de Nova York.

Há relatos divergentes sobre a origem do nome “Mustang”. O primeiro deles nos diz que John Najjar era um fã dos caças P-51 Mustang da II Guerra, e batizou o projeto com o mesmo nome.

A outra versão conta que Robert J. Eggert, gerente de pesquisa de mercado da Ford, era um criador de cavalos Quarto-de-milha, e recebeu de presente de aniversário de sua esposa o livro intitulado “Os Mustangs”, escrito por J. Frank Dobie em 1960. Enquanto fazia a pesquisa para nomear o novo projeto, Cougar e Torino já eram registrados pela Ford (até uma campanha publicitária usando o nome Torino havia sido preparada), e Henry Ford queria “T-Bird II” – Eggert adicionou “Mustang” na listagem dos “focus group” para testar a receptividade dos nomes propostos. “Mustang” ganhou por larga margem.

De todo modo, ao registrar o novo nome nos países onde a Ford fabricava carros, “Mustang” não pode ser usado na Alemanha, pois a Krupp, fabricante de caminhões, detinha a propriedade da marca em veículos fabricados desde 1951 até 1964, e a Kreidler, fabricante de ciclomotores também usava este nome nos seus produtos. A Ford recusou a comprar os direitos de marca por US$ 10,000 na época, então os Mustang eram comercializados na Alemanha com o nome de “T-5” até dezembro de 1978.

Apesar do Mustang II ser chamado de protótipo, ele era mais um exercício de estilo e ferramenta de vendas do que um protótipo. Era um Concept-Car e um instrumento de marketing para captar as respostas do público e nada mais. Mesmo tendo já estudos com o teto em Fastback, optou-se por apresentar o modelo como uma prévia do conversível, com uma capota de fibra-de-vidro destacável, para a versão hard-top. Seguindo o que foi feito com o Mustang I, o exemplar funcional do Mustang II foi apresentado no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glenn, no dia 5 de outubro de 1963, apenas sete meses antes do lançamento oficial do Mustang (7 de abril de 1964) no mercado americano.

Lançamento de Impacto

Como bom homem de vendas, Iacocca planejou fazer o lançamento do Mustang num período em que não tivesse de dividir as atenções com nenhum outro fabricante, e num local em que poderia maximizar a cobertura de mídia. Finalmente, depois de muito discutir com o seu time, decidiu junto com Henry Ford II apresentar o Mustang na Feira Mundial de Nova York, em 17 de abril de 1964.

O que ajudou em muito as vendas do Mustang foram os protótipos, mas também os rumores sobre o carro. Quando as pessoas viram o Mustang II, isto foi uma bomba emocional que fez exatamente o que precisava: fazer as pessoas e a mídia falarem sobre ele, criando uma enorme expectativa sobre o novo carro esportivo da Ford.

Mustang Conversível 1964 1/2

Mustang Coupé 1964 1/2

Na sexta-feira, 16 de abril de 1964 a Ford colocou no ar comerciais do lançamento do Mustang nas três principais redes de televisão americanas com um impacto nunca visto antes. No sábado, dia 17 de abril, todos os revendedores Ford de costa a costa tinham pelo menos um exemplar do Mustang em seus Showrooms. O resultado foi um número recorde de 22.000 pedidos fechados naquele primeiro dia após o lançamento. A estratégia de Iacocca deu certo, pois ganhou uma “publicidade gratuita” por parte da mídia com mais de 2.600 artigos referentes ao Mustang nos jornais do dia seguinte em que foi revelado ao público.

Lançado nas versões conversível e Notchback (ou Hardtop), os exemplares comercializados nos  meses seguintes acabaram sendo identificados como 1964 ½, pois abril era muito cedo para classificá-lo como modelo 1965; no entanto, o VIN (Vehicle Identification Number) de todos consta como ano-modelo 1965.

Mustang Fastback 1965

Essa denominação de 1964½ mudou quando o modelo Fastback veio a fazer parte da linha em 17 de agosto de 1964, já como ano-modelo 1965. A Ford tinha previsão de vender 100 mil carros no primeiro ano, mas o sucesso foi tão grande que as vendas atingiram 681.000 unidades até o final de 1965, e bateu em um milhão de unidades no dia 1 de março de 1966.

Depois de sair dos holofotes, conta-se que o Mustang II chegou a ser colocado em um trailer para seguir para o triturador, mas alguns engenheiros pensaram um usá-lo como carro-mula para testar alguns componentes e evitaram que ele fosse destruído. O único exemplar do Mustang II acabou perdido em algum armazém, próximo a Dearborn até o final dos anos 1960. Em meados da década de 1970 ele foi doado ao Museu Histórico de Detroit, mas não recebeu muita atenção pelos próximos 30 anos, sendo posto em funcionamento ocasionalmente para mantê-lo mecanicamente operacional. No entanto, com o passar do tempo, ficou quieto e em triste deterioração; até que em 1996 o Owl Head Transportation Museum, do Maine solicitou o carro por empréstimo, onde foi carinhosamente restaurado por uma equipe de voluntários; e após cinco anos, voltou ao Museu Histórico de Detroit como a peça-chave na história de sucesso do Mustang.

DA MINHA COLEÇÃO

Os protótipos iniciais do Mustang são mais facilmente encontrados na linha da Mattell, os pequenos Hot Wheels na escala 1:64. Tenho o Mustang I e II na cor branca com as faixas azuis como nos originais. O nível do detalhamento é o padrão da Mattell, mas pode-se dizer que reproduzem adequadamente os carros originais, com as habituais rodas padrão que sacrificam a fidelidade e não fazem jus aos icônicos modelos da história do Mustang.

Mustang I Concept - 1962

Mustang Concept II 1963
Do primeiro Mustang, tenho na coleção o fastback de 1965, em várias decorações, conforme aparecia nas edições anuais, e o branco com as faixas azuis mereceu um upgrade nas rodas e detalhamento nos nichos dos faróis e lanternas, mas como foi uma das primeiras miniaturas que detalhei, ela merece ser refeita.

Hot Wheels 1965 cinza

Hot Wheels 1965 laranja

Hot Wheels 1965 vermelho


Hot Wheels 1965 branco com faixas azuis - original e customizado

Na escala 1:18, consta o Mustang Fastback da Mira, numa decoração de pista, em azul escuro e faixas brancas, uma inversão das cores oficiais dos carros americanos em competições, padrão convencionado no final dos anos 1950 e 1960. Design classico que consagrou o Mustang, pintura bem feita, decalques bem finalizados, faróis, limpadores, maçanetas, grades e lanternas e parachoques são bem feitos. As rodas são bem detalhadas. O interior tem acabamento normal, bancos, painel com instrumentos, volante e pedais, console com a alavanca de câmbio e espelho retrovisor interno corretos. Revestimento das portas com manivelas de vidro, sem vidro nas janelas.


Mustang Fastback 1965 - Mira 1:18


REFERÊNCIAS

https://www.imnpal.com/ford-mustang/

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_Mustang

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_Mustang_II_(concept_car)?msclkid=5f025128c04111ecb770c28c473f092f

https://www.motortrend.com/news/from-concept-to-showroom-1965-ford-mustang-sketches-241873

https://themustangsource.com/forums/attachments/f761/181288d1472648185-1963-mustang-ii-concept-imag8037.jpg

https://www.cjponyparts.com/resources/who-invented-the-mustang?msclkid=f6bce887c03611eca2e3b0fc4c34bf5f

https://en.wikipedia.org/wiki/Joe_Oros?msclkid=b5e2e434c03511ecad92b6cec61e98d5

https://www.motortrend.com/features/one-off-the-mustang-ii-styling-exercise-that-set-world-on-fire/

https://www.curbsideclassic.com/blog/car-show-classic/roped-off-classic-1963-ford-mustang-ii-concept-the-hamtramck-falcon/

mustang?msclkid=f6bce887c03611eca2e3b0fc4c34bf5f

https://www.customponycars.com/pony-car-vs-muscle-car/

https://classicmustang.com/1964-mustang-information/

https://www.netcarshow.com/ford/1964-mustang/

https://en.wikipedia.org/wiki/Shelby_Mustang

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_Mustang_(second_generation)