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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Mustang - Sexta Geração

Mustang 2,3 L EcoBoost 2017

A sexta geração do Mustang começou a ser desenvolvida em 2009, sob a direção do engenheiro-chefe Dave Pericak e do diretor de design exterior Joel Piaskowski, sendo a proposta de Kemal Curic escolhida para esta nova geração. Apresentada em janeiro de 2014, no Salão do Automóvel de Detroit, entrou em produção em agosto de 2014, como ano-modelo 2015, nas configurações coupé Fastback e conversível.

V6 227 cid (3,7 litros)

Sua motorização começava com um V6 de 227 cid (3,7 litros), um quatro cilindros de 137 cid (2,3 litros) EcoBoost e um V8 de 302 cid (5 litros), sendo o V6 descontinuado em 2017. Esta geração marcou como o primeiro Mustang comercializado globalmente, disponível em 120 países, incluindo versões com volante à direita para os países com a mão invertida de trânsito. Outro destaque foi equipar esta geração com a suspensão traseira independente (IRS), que já equipava a versão SVT Cobra de 1999-2009, e a revisão do projeto incluiu um redesenho na suspensão dianteira também.

Mustang 2015 V6 3,7 litros conversível

Esta geração também recebeu aço de alta resistência no chassi e o capô do motor e os para lamas dianteiros foram feitos em alumínio, assim como a carcaça do eixo traseiro e os braços de controle da suspensão traseira. Os freios dianteiros tem pinças de quatro pistões e traseiros de pistão único, enquanto a versão GT tem pinças BREMBO de seis pistões na dianteira com discos de 15 polegadas, e um pistão na traseira, mas com discos de 13 polegadas.

Mustang 2019 depois do face-lift

Outras tecnologias aplicadas nesta geração do Mustang foram um sistema eletrônico de controle de tração, controle eletrônico de estabilidade, controle de frenagem antibloqueio, e uma câmera de ré na traseira, além de oito airbags distribuídos pelo compartimento dos passageiros.

A unidade V6 de 227 cid Cyclone é o motor básico da linha, produz300 cv a 6500 rpm e 280 lb-ft de torque a 4000 rpm, proporcionando uma aceleração de 0-60 mph (97 km/h) em 5,5 segundos, com uma máxima de 124 mph (200 km/h); acoplado a um câmbio manual de seis velocidades, ou um automático também com seis velocidades.

Mustang coupe V6 - 2016

O quatro cilindros em linha de 137 cid EcoBoost é equipado com um turbo e intercooler, produzinbdo 310 cv a 5500 rpm e 320 lb-ft de torque a 2500 rpm. Ele leva o Mustang de 0-60 mph em 5,6 segundos e um amáxima de 148 mph (238 km/h); e utiliza as mesmas transmissões do V6 de 3,7 litros. Esta unidade é instalada longitudinalmente, com uma turbina de massa reduzida para diminuir o atraso nas acelerações, tem injeção direta de combustível e comando de válvulas variável.

Interior com volante à direita

A caixa automática foi substituída para o modelo 2018 pela 10R80 de dez velocidades, desenvolvida em parceria com a General Motors, e o motor recebeu um aumento de potência para 330 cv para os modelos entre 2020 e 2023.

O V8 de 5 litros é o Coyote, projetado para o modelo GT. Ele gera 435 cv de potência a 6500 rpm e 400 lb-ft de torque a 4250 rpm. Com estes números, ele acelera de 0-60 mph em 4,6 segundos, atingindo uma velocidade máxima de 155 mph (249 km/h), com as transmissões manual ou automática de seis velocidades.


Para 2018, o motor recebeu válvulas maiores, e um sistema de injeção dupla (direta e de porta), a cilindrada foi aumentada para 307 cid (5,038 litros) a 7000 rpm e 420 lb-ft de torque a 4250 rpm. A velocidade máxima permaneceu a mesma, mas a aceleração de 0-60 mph foi reduzida para 4,4 segundos.

Neste ano, o Mustang recebeu um face-lift com conjuntos de faróis redesenhados mais estreitos, lanternas traseiras em LED atualizadas e iluminação em LED padrão para todos os modelos, incluindo faróis de neblina. O capô dianteiro foi rebaixado, melhorando a aerodinâmica e a grade com novo desenho. Recebeu também amortecedores MagneRide no pacote Performance, novas juntas de cruzetas na suspensão traseira e barras estabilizadoras aprimoradas.

O escapamento Active Valve Performance permite agora que o motorista ajuste o som o escape do Mustang, o volante tem sistema de aquecimento, assim como os bancos dianteiros e um novo sistema de ventilação. O painel de instrumentos foi revisado, incluindo cronômetro para arrancadas de quarto-de-milha no painel com tela de 12 polegadas. O sistema de segurança ativa inclui alerta de distância do carro que vai à frente, aviso de saída de faixa, detecção de pedestres á frente e sistema de pré-colisão (aviso de colisão frontal combinado com a frenagem de emergência).

EDIÇÕES ESPECIAIS

SHELBY GT350 (2015-2020)


Apresentado no Salão do Automóvel de Los Angeles de 2014, o Shelby GT350 é a versão TrackDay da sexta geração. Equipado com um V8 de 315 cid (5,2 litros), produz 526 cv a 7500 rpm e 429 lb-ft de torque a 4750 rpm, suficiente para acelerar de 0-60 mph em 4,2 segundos e 172 mph (277 km/h) de velocidade máxima. O câmbio manual TREMEC TR-3160 foi adaptado para uso em pistas, e teve diversas modificações visando redução de peso. As suspensões incluem juntas de alumínio e conjuntos de rolamentos com buchas rígidas e rolamentos de rodas reforçados, assim como barras estabilizadoras de maior diâmetro. As rodas são de alumínio, com 19 polegadas de diâmetro, pesando 18 libras cada uma (8,2 kg).

Seu monobloco é 20% mais rígido do que o GT, e toda a frente até o para-brisa foi redesenhada, com capô mais baixo e aerodinâmico; a grade dianteira é feita de fibra de carbono, 24% mais leve do que a dos demais modelos. Os bancos traseiros foram rtemovidos, os vidros das janelas foram substituídos por acrílico, e o capô e o para choque dianteiro foram feitos de fibra-de-vidro. O motor tem um comando de válvulas variável Ti-VCT; rodas de liga leve maiores, sistema de navegação, sensores de ré traseiros, com câmera de ré, monitoramento de ponto cego e bancos em couro RECARO.

O modelo foi fabricado até ouitubro de 202, quando foi substituído pelo Shelby GT500.

SHELBY GT500 (2020-2022)


Apresentado em janeiro de 2019 no Salão Internacional do Automóvel da américa do Norte, é equipado com um V8 Predator de 315 cid (5,2 litros) com um compressor tipo Roots de 2,621 litros da Eaton. Ele gera 760 cv a 7300 rpm e 625 lb-ft de torque a 5000 rpm, dando ao carro uma aceleração de 0-60 mph em 3,3 segundos e uma máxima de 180 mph (290 km/h). A transmissão é uma caixa de dupla embreagem TR-9070 de sete marchas TREMEC, com intervalos de oitenta milissegundos para trocar de marchas. Esta versão vem com discos de freios dianteiros com 16,5 polegadas (420mm) com rodas de fibra de carbono com 20 polegadas (no pacote Carbon Fiber Track Pack), e pneus Michelin Pilot Sport Cup 2. A frente foi redesenhada para ampliar as aberturas de ar, para melhorar o fluxo de ar para resfriamento do motor.

BULLIT (2019-2020)


Esta edição especial comemora o quinquagésimo aniversário do filme Bullit (1968), apresentado no Salão Internacional do Automóvel da América do Norte em janeiro de 2018. Ele vem equipado com uma versão modificada do V8 Coyote de 307 cid (5,038 litros) do GT, com 408 cv de potência a 7000 rpm e 420 lb-ft de torque a 4600 rpm. Sua aceleração de 0-60 mph é de 4,4 segundos, com máxima de 163 mph (262 km/h). Oferecido na cor Dark Highland Green, a mesma de 1968, tinha a opção de vir na cor Shadow Black, sendo que apenas um exemplar foi pintado na cor Kona Blue. Sua transmissão é manual de seis velocidades fornecida pela GETRAG. As rodas são de cinco raios e 19 polegadas.

Visualmente inspirado no GT390 de 1968 que participou do filme, também traz a grade escurecida com acabamento cromado sem o emblema do Mustang, apenas o emblema redondo Bullit no painel traseiro (os carros utilizados pelos policiais e detetives americanos tem seus emblemas/logotipos retirados).

MACH 1 (2021-2023)


A versão Mach 1 foi revelada em 16 de junho de 2020, como modelo 2021, equipada com o motor V8 Coyotede 5,0 litros derivado do GT, com 480 cv de potência a 7000 rpm e 420 lb-ft de torque a 4600 rpm. Sua acdeleração de 0-60 mph é de 4,3 segundos, com velocidade máxima de 168 mph (270 km/h).

Entre as alterações para esta versão, estão o coletor de admissão, o adaptador do filtro de óleo, radiador do óleo do motor e os subquadros dianteiro e traseiro compartilhado com o Shelby GT350, assim como a transmissão manual de seis velocidades; enquanto o sistema de resfriamento do óleo do diferencial é do GT500. A grade frontal possui duas grandes aberturas de ventilação. Opcionalmente, a transmissão pode ser uma caixa automática de dez velocidades com Paddle Shifters no volante.

Da minha coleção



O Mustang GT 2015 é da Majorette, na escala 1:61, recebeu novas rodas da AC Custon, e teve os escapamentos adicionados na saia traseira. O casting é bem feito, as portas se abrem, e a decoração clássica branca com faixas azuis remete aos Mustang Shelby dos anos 1960.








Referências:

https://www.caranddriver.com/ford/mustang-2023

https://majorette-model-cars.fandom.com/wiki/Ford_Mustang_GT

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_Mustang_(sixth_generation)

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Porsche 917 KH_Pink Pig Majorette


Durante a temporada de 1971, a Porsche continuava a desenvolver o 917, e uma das versões (chassi 917-20) já contemplava uma opção mais aerodinâmica visando levar o carro para a Can-Am Series; e Anatole Lapine (Designer-chefe) ficou encarregado de refinar o projeto deste 917, preparando-o para participar das 24 Horas de Le Mans em 1971. Era um trabalho conjunto com a francesa SERA, e a direção da Porsche preteriu os desenhos de Lapine em favor dos franceses.

Lapine não gostou nada disso, e para amenizar as coisas, deixaram com ele a incumbência de criar o design visual que o carro teria. Era a chance que o descontente Lapine precisava para compensar a afronta com os franceses e a direção da Porsche. Como o carro ficou mais “gordo”, Lapine decidiu pintá-lo de rosa, criando uma decoração inspirada nos cortes tracejados de açougueiro, com o nome das partes de um porco, ganhando assim o apelido de "Der Trüffeljäger von Zuffenhausen", ou “Truffle Hunter de Zuffenhausen”, ou “Pink Pig” (porco rosa). Os franceses o chamaram de “Le Cochon Rose”, “Britons”, e “Big Bertha”.

A traseira do 917-20 modificada

Se Lapine queria que a Porsche ficasse malvista na corrida, o efeito foi o contrário, pois a decoração do Pink Pig chamou atenção da imprensa e do público, que amou o visual do carro, tanto que ganhou os vários apelidos, em francês, inglês e alemão, virando um ícone no mundo das corridas automobilísticas.

Para combinar as vantagens da configuração de cauda curta e longa, os engenheiros mantiveram as bitolas nas medidas originais, mas ampliaram a largura da carroçaria feita em alumínio em 9,5 polegadas, de modo que as rodas ficaram mais ao fundo nos paralamas. Também a traseira ganhou um novo design, e as barbatanas verticais se mantiveram no final dos paralamas traseiros. O nariz do carro foi rebaixado, mas era diferente dos LH anteriores.

O carro era equipado com o Flat-12 de 4,9 litros, com 600 hp a 8300 rpm, que levavam seus 909 kg a 360 km/h.  Inscrito nas 24 horas de Le Mans, em 1971, era um dos carros mais rápidos nas sessões de classificação, apesar de ter sido pouco testado em pista. Ele se qualificou em 7º lugar na largada, e andou um bom tempo em terceiro na corrida, mas à noite, Reinhold Joest, que corria em dupla com Willi Kauhsen, bateu na Arnage na volta 180, com 12 horas de corrida, depois que os freios falharam.

O 917-20 Pink Pig nas 24 Horas de le Mans, 1971



Da minha coleção



O Porsche 917 da Majorette, na decoração “Pink Pig” remete ao chassi 917-20, mas vem na configuração KH (Kurzheck, “cauda curta”), e não reproduz corretamente o design do Pink Pig original. De todo modo, ele abre o capô traseiro e agrega esta decoração na coleção dos 917.




Referências:

https://majorette-model-cars.fandom.com/wiki/Porsche_917

https://newsroom.porsche.com/en/history/917-20-sau-10894.html

https://matraxlubricants.com/4567-2/

https://newsroom.porsche.com/en_US/company/porsche-917-top-5-livery-color-combinations-19735.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Porsche_917

https://www.planetf1.com/news/2023-le-mans-24-hours-results

https://leotogashi.blogspot.com/2017/04/porsche-917-k-um-supercarro-de.html

terça-feira, 27 de junho de 2023

McLaren Senna

 


O Mclaren Senna é um carro de produção limitada feito pela McLaren Automotive, o terceiro modelo a ser incluído na McLaren Ultimate Series, junto ao F1 e P1, não sendo na verdade sucessor direto de nenhum deles. O McLaren Senna foi apresentado via on-line em 10 de dezembro de 2017, no Geneva Motor Show.

O modelo é uma homenagem da McLaren a Airton Senna, que chegou na McLaren em 1988, como um jovem piloto excepcional, mas ainda não um campeão completo, como se tornou durante sua passagem pela equipe. Aos 28 anos, ele já tinha seis vitórias no seu currículo, mas ele venceu três campeonatos mundiais de Pilotos e trinta e cinco vitórias com a McLaren. Entre 1988 a 1993 a McLaren conquistou quatro campeonatos de Construtores consecutivos, com Senna e Prost. A McLaren tem a licença do nome Senna junto à família e ao Instituto Airton Senna para uso da marca Senna, e nenhuma outra companhia pode utilizar o nome para denominar qualquer outro carro.



Seguindo o espírito de Airton Senna, o carro tem o foco de atingir altas velocidades, para conseguir melhores tempos de volta; um carro de corridas legalizado para andar nas estradas; portanto o design buscou o menor peso e incorporou diversos acessórios aerodinâmicos para conseguir atingir as mais altas velocidades, até a tinta utilizada para pintura foi desenvolvida para dar maior cobertura com menos volume, reduzindo o peso do carro.


Com base no McLaren 720S, o novo chassi monocoque de fibra de carbono denominado MonoCage III, e o motor receberam modificações para aumentar a performance. O motor V8 M840TR de 3.994cc (234,7 cid) vem com dois turbocompressores, gerando 789 hp a 7.250 rpm e 800 N-m de torque a 5.500 rpm, e está acoplado a um câmbio de sete velocidades e dupla embreagem. Diferentemente do P1, o Senna não tem um motor elétrico auxiliar visando manter o peso baixo, de 1.198 kg. Dados divulgados pela McLaren informam que o carro faz de 0-100 km/h em 2,8 segundos, de 0-200 km/h em 6,8 segundos, e de 0-300 km/h em 17,5 segundos; com velocidade máxima de 335 km/h (208 mph).


O enorme spoiler traseiro tem vários ajustes eletrônicos para obter melhor performance conforme a velocidade, gerando até 1.700 libras de downforce; e funciona também como freio aerodinâmico. Há uma tomada de ar no teto, no estilo dos Formula Um, aberturas frontais e laterais com mini aerofólios nos condutos de ar, e amplas tomadas de ar traseiras para refrigerar o motor e os freios traseiros. As portas são diédricas (com aberturas estilo tesoura), e janelas opcionais aplicadas na parte inferior das portas. Até o design dos bancos buscou a redução de peso, com o uso de fibra de carbono, fabricados não com o método tradicional, mas com o que a Mclaren chama de “tecnologia de concha dupla”; e os clientes podem optar por cintos de segurança de competição, com seis pontos de fixação, para o piloto e passageiro.

Os freios são de uma nova geração da Brembo, com discos em carbono-cerâmica, e compostos que tem três vezes e meia melhor condutividade térmica que os da geração anterior, tornando os componentes menores e mais leves. As rodas são de liga especialmente desenhadas para acomodar os largos pneus Pirelli P-Zero Trofeo R, e o sistema de escapamento de titânio com três saídas proporcionam um som mais agressivo, controlando também as emissões. O sistema de suspensão hidráulica com braços duplos utiliza o RaceActive Chassis Control II (RCC II), que contribui para o melhor controle do carro em situações-limite de curvas e aderência. Para a configuração de maior desempenho, a suspensão dianteira reduz a altura em 1,5 polegada, e a traseira em 1,2 polegada, aproveitando todo o potencial do conjunto para melhorar a aerodinâmica e estabilidade do carro.

Da minha coleção

McLaren Senna, da Hot Wheels





O McLaren Senna Hot Wheels é um casting de Ryu Asada, designer da Mattel que faleceu em 2021 de câncer. Alvin Chan é alistado como co-designer, e o McLaren Senna foi lançado na Série HW Exotics (Mainline) em 2019. Já no ano seguinte o casting foi levemente retocado para ter uma melhor definição dos faróis, não alterando nada mais do restante.

O detalhamento é o normal para a escala, o spoiler vem integrado à carroçaria, por questão de economia, e por consequência, tem a mesma cor do carro, mas deveria ser preta. As rodas foram substituídas por outras especiais com pneus de borracha da AC Custon.

McLaren Senna da TOMICA



A McLaren Senna da TOMICA já é muito mais detalhada, em termos de casting, rodas e teto da cabine, assim como o aerofólio é uma peça em separado do corpo do carro. Os faróis são bem mais definidos, justificando o rótulo de "Premium".


McLaren Senna, da Majorette



Já o modelo da Majorette francesa é o único que abre as portas, no estilo "tesoura", e tem um bom detalhamento para a escala de 1:56. Vem na cor laranja, oficial da McLaren, mas o tom não reproduz exatamente o laranja que Bruce McLaren eacolheu para pintar seus carros.

Referências:

https://cars.mclaren.com/en/ultimate-series/mclaren-senna

https://en.wikipedia.org/wiki/McLaren_Senna

quarta-feira, 16 de março de 2022

SHELBY COBRA (Roadster)

Shelby Cobra é a expressão mais conhecida do AC Cobra, vendido no mercado americano como Ford/Shelby AC Cobra, produzido desde 1962.

Como diversos fabricantes especializados britânicos, a AC Cars usava os motores seis em linha da Bristol, na sua pequena produção de roadster de dois lugares, denominado AC Ace. Construído artesanalmente, o chassi tubular de aço (desenhado por John Tojeiro para o seu próprio carro de corridas em 1952, e posteriormente adquirido pela AC Cars) composto por dois tubos de grande diâmetro com pesadas travessas frontal, central e traseira, recebia os painéis de alumínio moldados pelas “wheeling machines”, ferramentas para dar forma às chapas de alumínio, que eram então afixadas ao chassi. Tinha suspensão independente nas quatro rodas com triângulos inferiores e molas de lâminas transversais superiores. O motor era um projeto da BMW de antes da II Guerra, e por volta de 1960, já estava obsoleto. A Bristol decidiu então encerrar sua produção, substituindo-o pelo V8 da Chrysler de 331 cid (5,4 litros). A AC começou a usar um motor do Ford Zephyr de 2,6 litros em seus carros. John Tojeiro havia também desenhado a carroceria, com formas que lembravam a Ferrari 166 Mille Miglia.

AC Ace Bristol - 1959-61
A Inglaterra era um fértil campo para os pequenos fabricantes de automóveis, e diversos profissionais se encarregavam de customizar os pequenos roadster com motores mais potentes.

Ken Rudd, dono de uma revenda e piloto de corridas customizava os AC Ace na sua Performance Shop Ruddspeed, conseguindo certa fama junto aos aficcionados com os 37 exemplares que preparou para corridas. Na metade dos anos 1950,  ele instalava o motor Bristol 2.0 litros de seis cilindros em linha, com 120 hp nos AC Ace; e quando este motor parou de ser fabricado em 1961, ele passou a colocar o 2.6 litros do Ford Zephyr, conseguindo extrair dele 170 hp.

AC Ace Ruddspeed
Este modelo deve ter chamado a atenção de Carrol Shelby; e em setembro de 1961, Carrol Shelby escreveu à AC perguntando se poderiam construir um carro que pudesse receber um motor V8 americano. Com a concordância da AC, Shelby bateu às portas da GM para ver se podiam fornecer os motores para equipar os chassis da AC; mas a GM não queria criar um competidor para o seu Corvette, e recusaram o pedido de Shelby.

Entretanto, a Ford queria um carro à altura para brigar com o Corvette, e tinham um novo motor pronto para isso: o V8 de 260 cid (4,2 litros) de bloco pequeno, com paredes mais finas, preparado para alta performance.

Shelby Cobra CSX2000
A Ford cedeu a Shelby dois motores, e em janeiro de 1962, a AC Cars, em Thames Ditton, Surrey, instalou um deles no chassis CSX2000, emprestado num acordo pela Ford Britânica. Foram feitas as adaptações necessárias, e depois de testadas, o motor e a transmissão foram retirados e o chassi foi enviado por avião para Shelby em Los Angeles em 2 de fevereiro de 1962.

Em menos de oito horas, os mecânicos de Shelby instalaram o motor na oficina de Dean Moon, em Santa Fé, California; e os testes de pista começaram a ser feitos.

PRODUÇÃO

As alterações que a AC havia feito se provaram bem sucedidas, para adaptar o novo motor no chassi e uma atualização no design dianteiro da carroçaria. A mais importante modificação foi ajustar o diferencial traseiro para suportar o aumento de potência do novo motor. A instalação de freios in-board Salisbury 4HU ajudaram a reduzir o peso não suspenso (iguais aos aplicados no Jaguar E-Type); mas nas versões de produção foram instalados out-board para diminuir os custos. Na dianteira, a caixa de direção teve de ser deslocada para abrir espaço para o motor V8, que era mais largo do que o antigo 2,6 litros.

A AC exportava os carros completos, pintados e acabados (mas sem motor e câmbio) para a Shelby finalizar os carros em Los Angeles com os motores e câmbios da Ford Americana. Um pequeno numero de exemplares foi finalizado na costa leste por Ted Hugus, de Pennsylvania.

Cobra 289 - FIA Roadster
Os primeiros 75 exemplares do Cobra MkI (incluindo o protótipo) foram equipados com o Ford 260 cid (4,3 litros). Os restantes 51 receberam uma versão aumentada do Windsor Ford V8 de 289 cid (4,7 litros). No final de 1962, Alan Turner, engenheiro-chefe da AC Cars alterou a dianteira do carro para acomodar a nova caixa de direção de pinhão e cremalheira, mantendo ainda a suspensão com mola transversal.

O novo carro entrou em produção no início de 1963 e foi designado como Mark II. Foram produzidas 528 unidades do Mark II de 1963 até o verão de 1965, sendo que a última unidade do Mark II destinada aos Estados Unidos foi produzida em novembro de 1964.

Cobra MkII
Ao final de 1962, o novo Corvette Stingray da GM foi mostrado ao público, e o programa do Grand Sport prenunciava 125 unidades para competir diretamente na classe GT da FIA. A Ferrari tentava homologar a 250 LM, depois do “imbróglio” envolvendo a 250 GTO, em que a FIA antecipou a homologação para o comendador, com previsão de 100 unidades/ano; mas apenas trinta e seis vieram a ser feitos ao longo de três anos. Neste cenário internacional, os Shelby Cobra 289 cid dominavam a cena doméstica dos Estados Unidos (USRRC), perdendo apenas uma corrida em três anos.

Mas os resultados na classe GT da FIA eram diferentes, devido aos circuitos que tinham velocidades elevadas. A aerodinâmica dos Cobra os colocavam em desvantagem frente aos principais competidores.

Cobra 427
A solução de aumentar os motores para conseguir maior potência passou por um V8 de 390 cid e até um 427 com bloco de ferro foi considerado; mas havia pouco tempo para desenvolver um veículo de corrida competitivo. A linha de produção do Cobra estava lenta e disponibilizou um numero insuficiente para atender a homologação da FIA. A saída foi produzir a versão S/C (Semi-Competição), colocada à disposição com opções de corrida completos na rua. Enzo Ferrari estava tendo problemas para evitar a derrota de sua requisição para homologar a 250 LM na classe GT, e teve de se contentar com a classificação do modelo como Protótipo. Deste lado do Atlântico, a GM puxou o tapete do projeto Grand Sport, e apenas cinco chassis foram finalizados, frustrando os objetivos dos fabricantes americanos de participarem nas corridas.

Shelby começou o ano de 1964 correndo com um Cobra equipado com um motor Ford FE de 390 cid (6,4 litros) para o CXS2196; mas seu desenvolvimento não foi satisfatório, mesmo com os recursos que a Ford empenhou para tomar a coroa da Ferrari na classe GT da FIA. Ken Miles correu com o Mark II em Sebring e seu diagnóstico era que o carro era “inguiável”. Não terminou a corrida devido à quebra de amortecedor. Um novo chassi foi aprontado e designado como Mark III. O CSX2196 foi revisado para a corrida em Nassau, e a maior liberdade do regulamento permitiu que os Cobra corressem contra protótipos da Ford, Grand Sport da GM e o Lola Mark 6. Um motor V8 de 390 cid (6,4 litros) com bloco de alumínio foi preparado, mas o carro não conseguiu terminar a competição.

Cobra 427 1966


O novo modelo do concebido em colaboração com a Ford em Detroit. O novo chassi foi construído utilizando tubos de 102 mm de diâmetro na estrutura principal do chassis e de 76 mm nos demais. A suspensão contava com conjuntos de mola espiral e amortecedor. Os para-lamas foram alargados e a abertura do radiador ficou maior. O motor Ford 427 (7 litros) produzia 425 hp, levando o carro a 164 mph (262 km/h) no modelo padrão e 485 hp com máxima de 185 mph (298 km/h) no modelo de competição.

A produção do Mark III começou em janeiro de 1965; dois protótipos haviam sido enviados para os Estados Unidos em outubro de 1964. Apesar de ser um automóvel impressionante, o carro foi um fracasso financeiro e não vendeu bem. Na verdade, para economizar custos, a maioria dos AC Cobra 427 foram realmente equipados com um motor Ford de 428 cid (7,01 litros), um motor com curso mais longo e cilindros mais estreitos; um motor de custo menor, com uma vocação mais para estrada do que para pista. Calcula-se que cerca de 300 exemplares foram enviados para a Shelby nos Estados Unidos durante os anos 1965 e 1966, incluindo a versão de competição. Outras 27 unidades foram designadas como AC 289, e vendidas na Europa.


Infelizmente, o Mk III perdeu a homologação para a temporada de 1965 e não correu pela Equipe Shelby. No entanto, muitas equipes independentes usaram o Mk III em diversos campeonatos até a década de 1970, obtendo várias vitórias com muito sucesso nas competições em que participaram. Os restantes 31 exemplares não vendidos foram adaptados para uso em rua.

Um AC Cobra Coupe atingiu 186 mph (299 km/h) na autoestrada M1 em 1964, pilotado por Jack Sears e Peter Bolton durante os testes para as 24 Horas de Le Mans daquele ano. Comenta-se que o governo britânico foi levado a estabelecer o limite máximo de 70 mph (110 km/h) nas autoestradas do Reino Unido devido a este teste. Até então, não havia restrições de velocidade, embora funcionários do governo citassem a crescente taxa de mortalidade devido aos acidentes no começo da década de 1960 como motivação principal, a façanha da Equipe AC Cars acabou destacada nesta questão.

Designados pela sigla S/C de “Semi-Competição”, um exemplar original pode atualmente valer algo próximo de US$ 1,5 milhão, tornando-se um dos mais valiosos Cobra da História.

Shelby queria que os AC Cobra superassem os Corvette da GM, e com 500 libras (227 kg) a menos que o concorrente, o roadster venceu a Riverside International Raceway em 2 de fevereiro de 1963. Dave MacDonald, pilotando o CSX2026 ultrapassou um comboio de Corvettes, Porsches, Jaguares e Maseratis, gravando para sempre a primeira vitória histórica do AC Cobra. 

Em 1966, o chassi CSX 3015 S/C foi convertido num modelo especial chamado “Supersnake”, o “Cobra para por fim a todos os Cobras”. Originalmente era para fazer parte de um tour promocional pela Europa, um exemplar de corrida com escapamento, para brisas e para choques adaptado para rodar nas ruas. Motor, transmissão e freios eram os originais para pista, além da maior modificação que eram dois compressores Paxton.

Cobra Supersnake 427 Twinturbo - 1966

Shelby preparou outro modelo, o CSX 3303 e o deu de presente para o seu amigo e comediante Bill Cosby. Quando Cosby resolveu andar com ele, descobriu que era muito difícil manter o carro sob controle; e o devolveu para Shelby. Então, Shelby enviou o carro para um de seus distribuidores em São Francisco, S&C Ford na Van Ness Avenue. O carro foi vendido para Tony Maxey, que constatou os mesmos problemas que Cosby havia relatado, e numa ocasião, perdeu o controle do carro e caiu de um penhasco, mergulhando nas águas do Oceano Pacífico.

Shelby utilizou o CSX 3015 como seu carro pessoal por anos, em algumas vezes participando de corridas locais como a Cannoball-Run em Nevada, onde ele “acordava cidades inteiras, quebrava as vidraças, sofrendo de incêndio um par de vezes, mas terminando”. O CSX 3015 foi leiloado em Janeiro de 2007, no Collector Car Event de Scottsdale, Arizona, por US$ 5 milhões, um recorde na época para veículos fabricados nos Estados Unidos. 

Mais tarde, de olho nas corridas de Dragster em ¼ de milha, Shelby elaborou um kit chamado Dragonsnake, por US$ 8,000 para melhorar o desempenho do roadster, vencendo diversas corridas da NHRA com Bruce Larson ou Ed Hedrick ao volante do CSX2093. Cinco Dragonsnake foram construídos e três outros foram preparados por clientes.

Cobra Dragonsnake
A preparação incluía cabeçotes de alumínio e válvulas aliviadas em peso. Dutos de admissão e câmaras de combustão não eram polidos de acordo com as regras da NHRA para a classe Stock Sport. O comando podia ter maiores ou menores aberturas do que o especificado para o mercado. Shelby oferecia três níveis de preparação na carburação, desde um quádruplo simples no Estágio I, dois quádruplos a US$ 688 no Estágio II e os Weber no Estágio III, que equiparam a maioria dos carros Dragonsnake.

Cobra Dragonsnake
A suspensão dianteira e traseira eram modificadas, para que os pneus tivessem melhor contato com o piso, amortecedores Koni, pneus Goodyear Drag Slicks, diferencial 4,54:1, tomada de ar no capô, bateria instalada atrás do banco do passageiro, semieixos reforçados e santo-antonio homologado para a categoria.

Em 2011, o Cobra CSX2093, restaurado pela Ziegler Coach, de Los Angeles, foi a leilão pela Mecum Kissimmee, da Florida, e vendido por US$ 875,000.

Em contraste com tais valores, o AC Cobra foi um fracasso comercial na época, obrigando Shelby e a Ford a interromper a importação de carros da Inglaterra em 1967. A AC continuou a vender o AC 289 até o final de 1969, e outros modelos de sua linha até 1984. Ao encerrar suas atividades, o ferramental e a licença do nome AC foram comprados por uma empresa escocesa e licenciados para a Autokraft, de Brian A. Angliss, um revendedor de autopeças que começou a produzir réplicas do Cobra.

Pouco depois, Carrol Shelby entrou com uma ação contra a AC Cars e Angliss, pelos direitos de uso do nome Cobra para designar os carros que Angliss estava produzindo. Selaram um acordo que reconhecia Carrol Shelby como o fabricante e proprietário de registro de todos os automóveis AC Cobra nos Estados Unidos e que o próprio Shelby é a única pessoa autorizada a chamar seu carro de Cobra. Este caso é apenas uma amostra da febre de réplicas que tomou conta do mercado, com dezenas de pequenos fabricantes produzindo réplicas do famoso roadster e capitalizando a fama gerada pelo gênio criativo e empreendedor de Carrol Shelby.

Autokraft  AC MkIV - 1986

Brian Angliss deixou a Autokraft em 1996, e seus novos proprietários lançaram novas versões do “Cobra”, com motores supercomprimidos e carroçaria de alumínio e posteriormente em fibra de carbono. Em 2006 a AC Cars fechou sua operação no Reino Unido e mudou-se para Malta. Desde 2009, a AC licenciou a Gullwing GmbH da Alemanha para produzir o Mk IV, com carroçaria de compósito de alumínio e a AC Heritage de Brooklands, Reino Unido, produzindo o tradicional 289 e 427.

FALSIFICAÇÃO DOS COBRAS

Em 1993, o Los Angeles Times expôs um esquema de Carrol Shelby para “falsificar” seus próprios carros. Com o preço dos 427 originais subindo em disparada, Shelby havia declarado, sob pena de perjúrio, ao DMV (Departamento de Veículos Motorizados – órgão do governo responsável pelo registro de veículos e emissão de licenças de fabricação) que possuía 43 dessas licenças, de chassis de carros não-finalizados durante a operação da empresa no passado. Uma investigação confirmou que a AC Cars nunca havia fabricado tais chassis com tais numerações declaradas por Shelby. Apenas 55 Cobras 427 tinham sido originalmente produzidos a partir de um pedido inicial para um lote de 100 veículos.

Shelby havia se aproveitado de uma brecha no sistema da California, que permitia a obtenção do registro para um veículo a ser fabricado apenas com uma declaração escrita, sem o número de identificação do veículo que deve ser lançado na base de dados do DMV, ou com o declarante apresentando um veículo real para a inspeção do órgão. Shelby admitiu, mais tarde que o chassi fora fabricado em 1991 e 1992 pela McCluskey Ltd. Uma empresa de engenharia em Torrance, California, e não eram autênticos chassis originários da AC Cars.

A CONTINUIDADE DOS COBRAS

Desde o final dos anos 1980, Carrol Shelby, através da Shelby Automobiles, Inc.; e empresas associadas construíram o que são conhecidos como “Carros de Continuação”, como sequência autorizada dos carros Cobra originais da AC. Produzidos em Las Vegas, Nevada, estes carros mantêm o estilo e a aparência geral de seus antecessores dos anos 1960; mas são equipados com tecnologia moderna. Inicialmente, todos queriam uma continuação dos Cobra 427 S/C, que seguiam a codificação CSX4000, após o último exemplar produzido com o numero de série CSX3560 na década de 1960.

Shelby Cobra 289 - CSX8000
Estes exemplares da série CSX4000 foram concluídas a partir do chassis construído por McCluskey Ltd., bem como outras partes novas e motores Ford recondicionados.

Devido ao valor do veículo, diversos veículos “extras” surgiram ao longo dos anos, e alguns até mesmo compartilhando o mesmo número de chassis. Como a disponibilidade de peças não era tão farta, os carros foram montados com peças de diversos fornecedores, que ainda produziam estas partes, voltadas para o mercado “vintage”. A produção dos chassis CSX4001 a CSX4999 levou cerca de 20 anos e dependeu de diversos relacionamentos com fornecedores para serem completados.

Todos os modelos Cobra produzidos estão disponíveis agora como continuações. Em 2009, o CSX4999 foi produzido, encerrando a série 4000. A produção seguiu com os números de série CSX6000 e a versão 289 FIA (Leaf Spring) é reproduzida como CSX7000 e o carro de rua leva a numeração CSX8000.

A maioria das continuações é fabricada em fibra-de-vidro, mas alguns exemplares são pedidos com carroçaria de alumínio ou em fibra de carbono. Como não há como homologar o carro segundo as normas atuais (impacto e airbags) o Cobra é vendido com o chassi sem a mecânica para montagem final pelo comprador.

Em 2004, no Salão Internacional do Automóvel da América do Norte, em Detroit, a Ford lançou um conceito modernizado do AC Cobra. O Ford Shelby Cobra Concept era uma tentativa da Ford para trazer de volta os carros esportivos com espírito “retrô”, que estavam na memória do público na década de 1960, incluindo o Ford GT40 e a quinta geração do Ford Mustang.

O PRIMEIRO SHELBY COBRA BATE RECORDE EM LEILÃO

AC Cobra CSX2000

Em agosto de 2016, o primeiro Shelby Cobra foi a leilão pela RM Sotheby’s, alcançando o valor de US$ 13,75 milhões (cerca de R$ 70,26 milhões no câmbio de mar/2022). Com chassi CSX 2000 fabricado em 1962, o modelo superou a marca obtida em 2012 por um Ford GT40 de 1968, com US$ 11 milhões (R$ 56,21 milhões).

DA MINHA COLEÇÃO


O Shelby Cobra 427 é da ERTL na escala 1:18, bem reproduzido em detalhes. Na cor azul com largas faixas brancas, o longo capô se abre para exibir o Big Block Ford de 7 litros, pela boca frontal se vê o radiador, e os minúsculos para choques. A frente completa com os faróis e lanternas, e nas laterais, os grossos escapamentos com a saída logo à frente da caixa de rodas traseira. As pequenas portas sem maçanetas se abrem; o interior espartano mostra os assentos, volante de três raios, painel com diversos relógios, alavanca de câmbio e pedais completam o visual. As rodas tem a porca central “knock-off” e massivos pneus da época. As dianteiras esterçam ao girar o volante.

A traseira exibe as pequenas lanternas, para choques um tanto exagerados, em relação aos dianteiros; o capô traseiro não se abre. Há o bocal de abastecimento do tanque no paralama direito e um roll-bar atrás do assento do piloto. O para brisa com moldura cromada vem com pequenos quebra-ventos nas laterais, para sóis no topo e limpadores cromados.

Cobra Roadster, Hot Wheels, Mainline, 1995

O Roadster da Hot Wheels em 1:64 abre o capô, e o detalhamento padrão para a escala. Está um pouco judiado, adquirido ‘no estado’ num encontro de miniaturas; mereceria uma reforma/customização e rodas mais adequadas.
Em 2024 saiu o Roadster, no novo casting, desde 2020, que não abe o capô, na Serie HW Rolling Metal, sem pintura, como nas edições para o Wal-Mart. O chassi é de metal, e vem com rodas de plástico, mas com este novo design.

Shelby Cobra 427 S/C, Serie HW Rolling Metal, 2024



O Roadster azul claro é da Majorette, da Serie Racing Cars, remete às cores da GULF Racing, famosa escuderia de John Wyer, que venceu as 24 Horas de Le Mans com os GT40 em 1968 e 1969, mas não traz o logotipo da GULF, obviamente por não ter o licenciamento da marca. O casting é muito bem feito, e ainda abre o porta malas, incomum, pois o que mais vemos é a abertura do capô dianteiro. As rodas tem um bom desenho, apesar de não reproduzirem o estilo usado nos anos 1960.