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segunda-feira, 1 de junho de 2026

’65 Mercury Comet Cyclone

Mercury Comet, 1964

Pegando carona na corrida espacial no início dos anos 1960, o Comet compartilhava a mesma plataforma do intermediário Ford Falcon. Os carros da linha Mercury tinham um acabamento melhor do que o Falcon, e a geração de 1960-1965 tinha o mesmo design, apenas o entre eixos era 5” (130mm) mais longo; e muitas vezes eram chamados de “round body” Comet.

O Cyclone surgiu na linha de 1964, com a produção de 50 unidades de ultra alta performance, equipados com um V8 FE de 427 cid (7 litros) com mais de 700 hp e dois carburadores quádruplos de corrida, com câmbio manual de quatro marchas ou automático de três. O direcionamento destes modelos eram as pistas de Dragsters: carro leve com um grande e potente motor, os Comet dominaram a classe A/FX da NHRA nas mãos de lendas como Ronnie Sox, "Dyno Don" Nicholson e "Wild Bill" Shrewsberry.

O Mercury Comet Cyclone, já com o face-lift de linhas retas

Para 1965, o Cyclone recebeu um facelift dianteiro e traseiro, com dois faróis verticais e uma grade retilínea, seguindo o estilo dos Ford mais luxuosos, dos Pontiac e Cadillac da época. O motor básico era um de seis cilindros em linha de 200 cid (3,3 litros), com um carburador simples que gerava 120 hp a 4400 rpm. Já o V8 subiu de 260 cid para 289 cid (4,7 litros), com um carburador duplo, fornecia 200 hp a 4400 rpm. A transmissão padrão continuava com a alavanca na coluna de direção, manual de três marchas, sendo opcional o câmbio “Merc-O-Matic” de três marchas (essencialmente uma caixa Ford C4). Os carros equipados com o V8 podiam vir com o carburador básico duplo com 200 hp; ou receber um quadruplo que fornecia 225 hp, e ainda o de alta performance de 271 hp que vinha do Mustang, alinhado com uma caixa automática de quatro velocidades.



A partir de 1966-67, o Cyclone se posicionava como o Muscle-Car da linha Comet, e os modelos foram comercializados como carros distintos, e com o tempo, até as plataformas em que eram construídos ficaram diferentes.




Sendo um carro leve, com motor potente, diversos preparadores colocaram o Comet nas pistas de arrancada, e o modelo teve um sucesso muito grande, especialmente na categoria Gasser, em que as suspensões dianteiras eram levantadas, e substituídas por eixos rígidos mais simplificados, com rodas mais finas e leves.

Da minha coleção



O Mercury Comet Cyclone (preto) é um hot Wheels, da Série HW Gassers, uma categoria dos carros de arrancada com compressores e a frente levantada, com eixos dianteiros simplificados e molas semielípticas para aliviar o peso.




O Comet Cyclone branco é da Série Pop Culture: Speed Shop, que saiu em 2023, e tem rodas especiais com pneus de borracha (Real Riders). A decoração é da American Racing Equipment, fundada por Romeo Palamides, em 1956, produzindo rodas de liga para dragsters e Muscle-Cars. Seu modelo icônico são as Torq Thrust, lançada em 1963, com cinco raios, fazendo sucesso até hoje, mais de 60 anos depois. A medida do sucesso da American Racing pode ser vista no Mustang de Bullit e o Dodge Charger “General Lee”, equipados com as rodas criadas por Romeo Palamides.




O modelo vermelho é um Mainline da Serie Drag Racers, de 2026, e reproduz o carro de Don Nicholson, piloto, construtor, preparador e embaixador do tema Drag Racing. Começou a correr em 1961, com a Chevrolet, mas passou a usar os Ford após as montadoras deixarem de patrocinar o esporte motor. Correndo então com os Mercury, este de 1965 foi umdos carros com que venceu diversas arrancadas. Don Nicholson, também conhecido como “Dyno Don”, foi o primeiro piloto a correr com o que veio a ser chamado de Funny-Car em 1966, chassis especiais encarroçado por uma bolha de fibra de vidro basculante. Depois, em 1968, criou a categoria Super Stock, que mudou o nome para Pro Stock em 1970, onde foi campeão na temporada de 1977, aos 50 anos de idade. Ele continuou competindo até 1999, e acometido de Alzheimer, veio a falecer devido às complicações de saúde em 24 de janeiro de 2006.

O Comet Cyclone 1965 de Don Nicholson

O vermelho e branco é da Série Team Transport #28, de 2021, com um Ford C800 como transportador para as competições. Com um acabamento mais caprichado, os decalques são bem elaborados, e o caminhão plataforma tem uma rampa não muito comum, ficando o carro inclinado para a frente. Como os demais Team Transport, a escala do caminhão é bem mais próxima de 1/64, ficando mais proporcional no conjunto. Ambas as miniaturas tem rodas especiais e pneus de borracha.

'65 Mercury Comet Cyclone, Serie Team Transport #28, 2021



Team Transport #28, 2021






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2765_Mercury_Comet_Cyclone

https://en.wikipedia.org/wiki/Mercury_Cyclone

https://en.wikipedia.org/wiki/Mercury_Comet

https://www.americanracing.com/about

https://en.wikipedia.org/wiki/American_Racing_Equipment

domingo, 31 de maio de 2026

Ford Thunderbolt – 1964


No início dos anos 1960, a classe Factory Experimental/Super Stock da NHRA (National Hot Ro Association) produziu alguns modelos mais lendários das Big Three (Ford, GM e Chrysler). Como o Galaxie da Ford ia bem na NASCAR, mas era muito pesado para as Drag Strip de 402m, a solução da Ford foi colocar o maior e mais potente motor no Fairlane, modelo logo abaixo do Galaxie.

Pesando 700 libras (318 kg) a menos do que o Galaxie, o Fairlane sedan duas portas de 1963 recebeu diversas modificações para se tornar mais competitivo diante dos Plymouth Savoy e Dodge 330 com motor Hemi. Contratando a Dearborn Steel Tubing para modificar o Fairlane de linha, teve as portas, capô, para lamas e para choque dianteiros em fibra de vidro, além de acrílico para os vidros laterais e traseiros.

Foram eliminados também o rádio, sistema de aquecimento, limpador de para brisas do lado do passageiro, para sóis, espelhos, forração acústica, carpetes, chave de rodas, macaco, estepe, calotas e outros componentes desnecessários à função de competir. Os bancos dianteiros foram trocados por outros mais leves e simplificados, deixando o carro perto do limite mínimo da categoria.

O farol eliminado e substituído por uma entrada de ar

Dos quatro faróis dianteiros, os dois internos foram eliminados e as aberturas foram utilizadas para captar o ar frio diretamente para o conduto do filtro de ar do V8 de 427 cid. Com o motor maior do que o Windsor original, a suspensão dianteira teve de ser modificada, recebendo reforços nas fixações, amortecedores e molas mais firmes, os coletores de admissão e de exaustão de alumínio, e mesmo assim, o capô teve de receber um ressalto para acomodar os componentes de admissão.



A suspensão traseira recebeu barras de tração robustas e molas de lâminas assimétricas, um diferencial travante, rodas especiais com pneus Goodyear e Mickey Thompson exclusivos para o conjunto. A transmissão automática Lincoln de alta potência era o padrão, mas podia ter um câmbio manual de quatro marchas Borg-Warner. A bateria de caminhão foi realocada no porta malas para melhorar a distribuição de peso.



O V8 de 427 cid com dois carburadores Holley quádruplos gerava 425 cv a 6000 rpm e 480 lb-ft de torque a 3700 rpm na ficha técnica, mas muitos preparadores desconfiavam que a potência chegava perto dos 540 cv, tornando o Thunderbolt um dos mais potentes carros de rua de sua época.

Nas pistas de arrancada, o carro fazia passagens de 11 segundos por todo o país, e a Ford conquistou o título do NHRA Super Stock de 1964.

O Thunderbolt de Mickey Thompson, na cor Vintage Burgundy

Mickey Thompson foi um dos primeiros pilotos a receber um Thunderbolt para correr, e seu carro na cor Vintage Burgundy se tornou referência nas competições. Thompson buscou aumentar a potência do V8 427 cid, fundindo novos cabeçotes de alumínio, copiando as câmaras hemisféricas dos motores Hemi da Chrysler. Seu carro atingiu 11,40 segundos e 129 mph no Winternational de 1964, com Jerry Tyree ao volante, dois décimos mais rápido do que os tempos que garantiram à Ford a NHRA Manufacturers Cup daquele ano. O modelo restaurado foi leiloado pela Barret-Jackson e bateu o martelo com US$ 242,000.

A placa de aviso aos compradores da finalidade de uso do Thunderbolt

Apesar do Thunderbolt ser habilitado para rodar nas ruas, na prática, com as modificações, tornava-se inadequado para uso normal. A Ford afixou uma placa no painel avisando que o carro era exclusivo para competições, e várias especificações não coincidiam com a ficha técnica do modelo vendido nas concessionárias Ford.


Apenas 100 unidades do Thunderbolt foram produzidas em 1964, com os onze primeiros na cor Vintage Burgundy e os demais 89 na cor Wimbledon White, tornando-os altamente procurados pelos apreciadores de modelos de alta performance. Dos 110 exemplares, 49 tinham o câmbio de quatro marchas e 52 com o câmbio automático. Cerca de metade deles ainda sobrevivem, e sempre que um deles vai a leilão, alcançam valores próximos de um quarto de milhão de dolares. Até mesmo réplicas bem executadas a partir dos Fairlane normais atingem somas de mais de US$ 50 mil por unidade.

Da minha coleção




O Thunderbolt da Hot Wheels reproduz o modelo de 1964, com uma decoração típica dos carros da época, mas não vem nem na cor Vintage Burgundy, nem na Wimbledon White. É um mainline de 2005, mas foi customizado com rodas especiais e pneus de borracha. Apenas a versão que saiu em 2005 (um Real Riders) foi decorado com o visual de Gas Ronda, piloto que venceu o campeonato de Super Stock de 1964.



Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Ford_Thunderbolt

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_Fairlane_Thunderbolt

https://www.streetmusclemag.com/features/muscle-cars-you-should-know-1964-ford-fairlane-thunderbolt/

https://fastlaneonly.com/1964-fairlane-thunderbolt-a-factory-drag-weapon/

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dodge 330 – 1964


O Dodge 330 era um carro médio da Chrysler, fabricado de 1962 a 1964, e foi lançado como um modelo mais luxuoso do que o básico Dodge Dart. Foi o primeiro modelo da plataforma B-Body a ter carroçaria monobloco, desenhado pelo famoso designer Virgil Exner.

O visual do carro para 1963 foi revisado por Elwood Engel, disponível nas configurações sedan duas ou quatro portas. Equipado com o básico Slant-Six de 225 cid (3,7 L, 145 hp e 215 lb-ft de torque), havia o V8 de 318 cid (5,2 L, 230 hp e 340 lb-ft de torque), o V8 de 361 cid (5,9 L), o V8 de 383 cid (6,3 L, 305 hp e 310 lb-ft de torque) e por fim o V8 de 426 cid (7,0 L, 385 hp e 465 lb-ft de torque). O câmbio podia ser o TorqueFlite automático de 3 marchas, ou manual de três marchas; o 426 tinha as opções dos câmbios manuais de três ou quatro marchas.



Este último podia ter a versão Ram Charger, e era designado Dodge 330 Max Wedge, com o poderoso 426 cid, com carburador quádruplo gerando 415 hp com 465 lb-ft de torque, e foi basicamente direcionado para os que desejavam colocar o carro nas pistas de Dragster ou correr na Super Stock da NASCAR. Fazia de 0-60 mph em 5,7 segundos, e os 402m em 14,1 segundos; atingindo a velocidade máxima de 127 mph (214 km/h). Apenas 34 deles foram construídos em 1963 e 21 em 1964, tornando-os muito procurados pelos colecionadores, atingindo cerca de US$ 130,000 num exemplar restaurado.



Para o ano de 1965, a Chrysler passou a usar a plataforma C-Body para seus modelos full-sized, e os Dodge 330, 440 e 880 passaram a se chamar Dodge Polara.

RAMCHARGERS



O fato notável do Dodge 330 é que em 1964, os RAMCHARGERS substituíram os Dodge Dart pelo 330, já utilizando a pintura que os deixou famosos, a “Candy Red Apple Stripes”, e ainda sem modificações no entre-eixos.




Veja no link abaixo a matéria sobre esta equipe que levou os carros da Chrysler a enfrentar de igual para igual os Ford e Chevrolet da época:

https://leotogashi.blogspot.com/search?q=RAMCHARGERS

Da minha coleção



O Dodge 330 branco é um exemplar Hot Wheels, da Série Drag Racers, de 2026. A decoração remete a um modelo que participa das corridas de arrancada, com uma preparação leve, quase como sai de fábrica; ou um carro que corre na categoria Stock da NASCAR, no início dos anos 1960.






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2764_Dodge_330

https://www.automobile-catalog.com/make/dodge/330_440_polara/standard_size_330_4-door_sedan/1964.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Dodge_330

https://www.hotcars.com/hemi-powered-1964-dodge-330-super-stock-looks-exquisite-and-ready-to-race/

https://www.mecum.com/lots/312640/

https://ramchargers.com/index.php?option=com_sppagebuilder&view=page&id=34

terça-feira, 14 de outubro de 2025

’68 Dodge Dart – Dick Landy’s – Hot Wheels


Dick Landy corria com carros da Chrysler, e conseguiu várias vitórias nos campeonatos da NHRA. Saiba quem foi Dick Landy e conheça o Dodge Coronet com que correu antes do Dart. Veja a matéria mais completa no link do meu Blog:

https://leotogashi.blogspot.com/2025/06/dick-landy-e-seu-dodge-coronet-1965.html

Os Dodge Dart utilizado por Dick Landy era da quarta geração (1967-1976) do modelo, posicionado no segmento dos compactos no mercado americano, com 111 polegadas (2.819 mm) de entre eixos, e pesando entre 1.315 e 1.591 kg nas diversas configurações, era muito bom para receber motores maiores e mais potentes para as corridas de arrancada.

Esta geração foi reestilizada, com um novo sistema de direção, aumento das bitolas e novo design do subchassi dianteiro, para acomodar motores maiores neta plataforma. A frente, traseira e laterais foram renovados, e um detalhe que chamava atenção era o vidro traseiro, em formato côncavo, entre as colunas C mais largas.

Dodge Dart, coupe 1968

As configurações de carroçaria eram sedan de duas e quatro portas; hard-top e cupê de duas portas e o conversível de duas portas. Em termos de motorização, começava com três versões de seis cilindros (170, 198 e 225 cid – respectivamente 2,8 L, 3,2 L e 3,7 L); quatro versões do LA V8 (273, 318, 340 e 360 cid – 4,5 L, 5,2 L, 5,6 L e 5,9 L); dois RB V8 (383 e 440 cid – 6,3 L e 7,2 L), e por fim o 2G Hemi V8 de 426 cid (7,0 L). As transmissões podiam ser a manual de três ou quatro velocidades, e a automática TorqueFlite de três velocidades.

Em 1968, as normas de segurança obrigaram os fabricantes a instalarem colunas de direção articuladas e não invasivas em caso de acidentes, cintos de segurança de três pontos, luzes de posicionamento nas laterais dos para lamas dianteiros e traseiros, acabamento em preto fosco nos braços dos limpadores de para brisa, além do sistema de controle de emissões para redução dos níveis de poluição.

Esta geração também foi fabricada no Brasil, entre 1969 e 1981, quando a Chrysler saiu do país e vendeu suas operações para a Volkswagen.


O destaque do modelo 1968 era o Hemi Dart, uma versão que só existiu neste ano, de código L023, preparados pela Hurst, com o motor 426 cid (7,0 L), voltados para as corridas de arrancada, foram vendidos pela Dodge com um termo de isenção de responsabilidades de que não eram para uso em ruas, mas sim em “testes de aceleração supervisionados” (entenda-se “corridas de arrancada”) e sem garantia de fábrica. Apenas 80 exemplares foram comercializados pela Chrysler para pilotos de arrancada. Dick Landy conseguiu dois: um com câmbio automático, que foi pilotado por seu companheiro de equipe Bob Lambeck, e o outro com câmbio manual de quatro marchas, com que Landy correu na Super Stock em 1968 e modificou o carro para correr na classe de Produção Modificada em 1969.


Anunciados como um programa piloto para as corridas de dragsters, a versão hard-top assim equipada foi homologada para competir na classe B Super Stock; atingindo a máxima de 130 mph (209 km/h) em menos de 11 segundos; e o quarto-de-milha (402m) na faixa entre 10 e 11 segundos. Testes e avaliações posteriores indicavam que os modelos faziam abaixo disso, entre 9 e 10 segundos.

Isso foi possível devido ao baixo peso, com uso do capô (com uma entrada de ar funcional) e para lamas em fibra de vidro; portas com chapas de aço mais finas, assim como os vidros das janelas, que não tinham o mecanismo de baixar/levantar, apenas uma alça que os mantinham na posição fechada. O banco traseiro era ausente, e os dianteiros eram de uma van da Dodge. Outros itens ausentes eram o console central, revestimento acústico, sistema de aquecimento, espelhos retrovisores, rádio, carpetes e apoios de braço, tudo para economizar no peso.


O Hemi V8 tinha especificações de corrida: taxa de compressão de 10,25:1; alimentação por dois carburadores Holley quádruplos, coletor de admissão de alumínio Crossram, gerando 425 hp a 5000 rpm, com um torque de 490 lb-ft a 4000 rpm. A bateria de alta capacidade foi deslocada para o porta-malas para contribuir na distribuição de peso.


As transmissões podiam se manuais de quatro velocidades ou automáticas de três. Os diferenciais eram Dana-60 com eixo mais resistente, e relação de 4,88:1; a embreagem era reforçada, com carcaça de aço, eixo de torque e pivôs especiais, as alavancas eram da Hurst, sempre montadas no piso.

Já as transmissões automáticas eram o novo 727 TorqueFlite de três velocidades, com seção central de cujo pinhão tinha 8 ¾ polegadas com relação de 4,86:1; e um conversor de torque de alta velocidade de 2600 rpm, e vinham com alavanca no piso.

As suspensões tinham amortecedores reforçados, radiador com ventoinha de sete pás, e polias com ranhuras mais profundas, bomba de óleo de alta capacidade, comandos de válvulas acionados por correntes, e um sistema de distribuição transistorizado, acoplado a uma ignição Prestolite com cabos de núcleo sólidos.


Os Hemi Dart, assim como os carros de arrancada, mudavam de mãos e muitas vezes se chocavam nos muros e viravam sucata. Dick Landy vendeu seu Dart, e acreditava que seu carro havia sido destruído num incêndio, mas quando Daryl Klasse, o contactou em 1996, dizendo que o carro que estava restaurando era dele, não acreditou.

"Ele era muito legal e conversávamos sobre corridas", disse Klassen. "No final de cada conversa, ele dizia: 'Desculpe, Daryl, você não tem meu carro'." Apesar disso, Klassen tinha certeza de que sim. Tudo começou quando ele lixou um pouco da tinta. Os carros LO23 chegaram aos pilotos em primer, então lixar para encontrar esquemas de pintura antigos pode dar uma pista sobre quem foi o primeiro piloto a fazer campanha com o carro. Quando Klassen começou a lixar, ele encontrou prata, depois laranja, depois azul. "Eu cresci assistindo corridas de arrancada", disse ele. "Eu sabia que essas eram as cores de Dick Landy."


Ele estudou fotos antigas e viu que Landy, com seu hábito de tornar todos os seus carros um pouco mais chamativos do que a concorrência, havia adicionado molduras na cavilha das rodas e um pequeno emblema Hemi na porta. "Tirei o painel da porta e vi os vermes Bondo no interior, onde os buracos haviam sido preenchidos. Encontrei os orifícios dos parafusos nas cavas das rodas da moldura. A cada nova descoberta, Klassen ligava para Landy e, eventualmente, Landy cedia, procurava os números e ficava encantado ao descobrir que Daryl realmente tinha seu carro.


Assim que se espalhou a notícia de que não era apenas um dos 80 Super Stock Dart, mas um dos dois Landy Super Stock Dart, outros colecionadores começaram a fazer ofertas de Klassen que ele não podia recusar. O carro chegou ao colecionador Pat Goff, que o restaurou para uma especificação do final de 68 antes de ir para o entusiasta do automobilismo Todd Werner, cuja coleção estava no bloco no evento Mecum. O Dodge Dart de Dick Landy foi a leilão pela Mecum Auctions, de Harrisburg, PA que ocorreu de 31 de julho a 3 de agosto de 2019, por US$ 220.000 (R$ 1.200.000 pela cotação de Out/2025).

Da minha coleção



O Dodge Dart de Dick Landy é uma mini Hot Wheels, da Serie Vintage Racing, de 2011. O casting foi feito por Larry Wood, e a decoração reproduz o modelo que correu na temporada da NHRA (National Hot Rod Association) de 1968. Ele vem com a tomada de ar no capô que era de fibra de vidro, e vem com diversos logos de produtos usados nas corridas, muitas vezes, a Mattel reduz as decorações por motivo dos custos de licenciamentos de cada marca, mas este modelo ficou bem fiel ao original.




O outro Dodge Dart é da Série Compact Kings, de 2025. Tem uma decoração utilizando o logo MOPAR (Motorsport Parts), que era a divisão da Chrysler que disponibilizava as peças de alto desempenho para os que desejavam colocar os carros da Chrysler nas pistas.





O Dart em preto e dourado é da Série 50th Anniversary Black and Gold, de 2018, em comemoração dos 50 anos do lançamento dos primeiros Hot Wheels (1968).

O Dart na cor Metalflake Orange é da Série Drag Racers, de 2026, e tem uma decoração lembrando os carros da Super Stock dos anos 1960.