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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dodge 330 – 1964


O Dodge 330 era um carro médio da Chrysler, fabricado de 1962 a 1964, e foi lançado como um modelo mais luxuoso do que o básico Dodge Dart. Foi o primeiro modelo da plataforma B-Body a ter carroçaria monobloco, desenhado pelo famoso designer Virgil Exner.

O visual do carro para 1963 foi revisado por Elwood Engel, disponível nas configurações sedan duas ou quatro portas. Equipado com o básico Slant-Six de 225 cid (3,7 L, 145 hp e 215 lb-ft de torque), havia o V8 de 318 cid (5,2 L, 230 hp e 340 lb-ft de torque), o V8 de 361 cid (5,9 L), o V8 de 383 cid (6,3 L, 305 hp e 310 lb-ft de torque) e por fim o V8 de 426 cid (7,0 L, 385 hp e 465 lb-ft de torque). O câmbio podia ser o TorqueFlite automático de 3 marchas, ou manual de três marchas; o 426 tinha as opções dos câmbios manuais de três ou quatro marchas.



Este último podia ter a versão Ram Charger, e era designado Dodge 330 Max Wedge, com o poderoso 426 cid, com carburador quádruplo gerando 415 hp com 465 lb-ft de torque, e foi basicamente direcionado para os que desejavam colocar o carro nas pistas de Dragster ou correr na Super Stock da NASCAR. Fazia de 0-60 mph em 5,7 segundos, e os 402m em 14,1 segundos; atingindo a velocidade máxima de 127 mph (214 km/h). Apenas 34 deles foram construídos em 1963 e 21 em 1964, tornando-os muito procurados pelos colecionadores, atingindo cerca de US$ 130,000 num exemplar restaurado.



Para o ano de 1965, a Chrysler passou a usar a plataforma C-Body para seus modelos full-sized, e os Dodge 330, 440 e 880 passaram a se chamar Dodge Polara.

RAMCHARGERS



O fato notável do Dodge 330 é que em 1964, os RAMCHARGERS substituíram os Dodge Dart pelo 330, já utilizando a pintura que os deixou famosos, a “Candy Red Apple Stripes”, e ainda sem modificações no entre-eixos.




Veja no link abaixo a matéria sobre esta equipe que levou os carros da Chrysler a enfrentar de igual para igual os Ford e Chevrolet da época:

https://leotogashi.blogspot.com/search?q=RAMCHARGERS

Da minha coleção



O Dodge 330 branco é um exemplar Hot Wheels, da Série Drag Racers, de 2026. A decoração remete a um modelo que participa das corridas de arrancada, com uma preparação leve, quase como sai de fábrica; ou um carro que corre na categoria Stock da NASCAR, no início dos anos 1960.






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2764_Dodge_330

https://www.automobile-catalog.com/make/dodge/330_440_polara/standard_size_330_4-door_sedan/1964.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Dodge_330

https://www.hotcars.com/hemi-powered-1964-dodge-330-super-stock-looks-exquisite-and-ready-to-race/

https://www.mecum.com/lots/312640/

https://ramchargers.com/index.php?option=com_sppagebuilder&view=page&id=34

terça-feira, 14 de outubro de 2025

’68 Dodge Dart – Dick Landy’s – Hot Wheels


Dick Landy corria com carros da Chrysler, e conseguiu várias vitórias nos campeonatos da NHRA. Saiba quem foi Dick Landy e conheça o Dodge Coronet com que correu antes do Dart. Veja a matéria mais completa no link do meu Blog:

https://leotogashi.blogspot.com/2025/06/dick-landy-e-seu-dodge-coronet-1965.html

Os Dodge Dart utilizado por Dick Landy era da quarta geração (1967-1976) do modelo, posicionado no segmento dos compactos no mercado americano, com 111 polegadas (2.819 mm) de entre eixos, e pesando entre 1.315 e 1.591 kg nas diversas configurações, era muito bom para receber motores maiores e mais potentes para as corridas de arrancada.

Esta geração foi reestilizada, com um novo sistema de direção, aumento das bitolas e novo design do subchassi dianteiro, para acomodar motores maiores neta plataforma. A frente, traseira e laterais foram renovados, e um detalhe que chamava atenção era o vidro traseiro, em formato côncavo, entre as colunas C mais largas.

Dodge Dart, coupe 1968

As configurações de carroçaria eram sedan de duas e quatro portas; hard-top e cupê de duas portas e o conversível de duas portas. Em termos de motorização, começava com três versões de seis cilindros (170, 198 e 225 cid – respectivamente 2,8 L, 3,2 L e 3,7 L); quatro versões do LA V8 (273, 318, 340 e 360 cid – 4,5 L, 5,2 L, 5,6 L e 5,9 L); dois RB V8 (383 e 440 cid – 6,3 L e 7,2 L), e por fim o 2G Hemi V8 de 426 cid (7,0 L). As transmissões podiam ser a manual de três ou quatro velocidades, e a automática TorqueFlite de três velocidades.

Em 1968, as normas de segurança obrigaram os fabricantes a instalarem colunas de direção articuladas e não invasivas em caso de acidentes, cintos de segurança de três pontos, luzes de posicionamento nas laterais dos para lamas dianteiros e traseiros, acabamento em preto fosco nos braços dos limpadores de para brisa, além do sistema de controle de emissões para redução dos níveis de poluição.

Esta geração também foi fabricada no Brasil, entre 1969 e 1981, quando a Chrysler saiu do país e vendeu suas operações para a Volkswagen.


O destaque do modelo 1968 era o Hemi Dart, uma versão que só existiu neste ano, de código L023, preparados pela Hurst, com o motor 426 cid (7,0 L), voltados para as corridas de arrancada, foram vendidos pela Dodge com um termo de isenção de responsabilidades de que não eram para uso em ruas, mas sim em “testes de aceleração supervisionados” (entenda-se “corridas de arrancada”) e sem garantia de fábrica. Apenas 80 exemplares foram comercializados pela Chrysler para pilotos de arrancada. Dick Landy conseguiu dois: um com câmbio automático, que foi pilotado por seu companheiro de equipe Bob Lambeck, e o outro com câmbio manual de quatro marchas, com que Landy correu na Super Stock em 1968 e modificou o carro para correr na classe de Produção Modificada em 1969.


Anunciados como um programa piloto para as corridas de dragsters, a versão hard-top assim equipada foi homologada para competir na classe B Super Stock; atingindo a máxima de 130 mph (209 km/h) em menos de 11 segundos; e o quarto-de-milha (402m) na faixa entre 10 e 11 segundos. Testes e avaliações posteriores indicavam que os modelos faziam abaixo disso, entre 9 e 10 segundos.

Isso foi possível devido ao baixo peso, com uso do capô (com uma entrada de ar funcional) e para lamas em fibra de vidro; portas com chapas de aço mais finas, assim como os vidros das janelas, que não tinham o mecanismo de baixar/levantar, apenas uma alça que os mantinham na posição fechada. O banco traseiro era ausente, e os dianteiros eram de uma van da Dodge. Outros itens ausentes eram o console central, revestimento acústico, sistema de aquecimento, espelhos retrovisores, rádio, carpetes e apoios de braço, tudo para economizar no peso.


O Hemi V8 tinha especificações de corrida: taxa de compressão de 10,25:1; alimentação por dois carburadores Holley quádruplos, coletor de admissão de alumínio Crossram, gerando 425 hp a 5000 rpm, com um torque de 490 lb-ft a 4000 rpm. A bateria de alta capacidade foi deslocada para o porta-malas para contribuir na distribuição de peso.


As transmissões podiam se manuais de quatro velocidades ou automáticas de três. Os diferenciais eram Dana-60 com eixo mais resistente, e relação de 4,88:1; a embreagem era reforçada, com carcaça de aço, eixo de torque e pivôs especiais, as alavancas eram da Hurst, sempre montadas no piso.

Já as transmissões automáticas eram o novo 727 TorqueFlite de três velocidades, com seção central de cujo pinhão tinha 8 ¾ polegadas com relação de 4,86:1; e um conversor de torque de alta velocidade de 2600 rpm, e vinham com alavanca no piso.

As suspensões tinham amortecedores reforçados, radiador com ventoinha de sete pás, e polias com ranhuras mais profundas, bomba de óleo de alta capacidade, comandos de válvulas acionados por correntes, e um sistema de distribuição transistorizado, acoplado a uma ignição Prestolite com cabos de núcleo sólidos.


Os Hemi Dart, assim como os carros de arrancada, mudavam de mãos e muitas vezes se chocavam nos muros e viravam sucata. Dick Landy vendeu seu Dart, e acreditava que seu carro havia sido destruído num incêndio, mas quando Daryl Klasse, o contactou em 1996, dizendo que o carro que estava restaurando era dele, não acreditou.

"Ele era muito legal e conversávamos sobre corridas", disse Klassen. "No final de cada conversa, ele dizia: 'Desculpe, Daryl, você não tem meu carro'." Apesar disso, Klassen tinha certeza de que sim. Tudo começou quando ele lixou um pouco da tinta. Os carros LO23 chegaram aos pilotos em primer, então lixar para encontrar esquemas de pintura antigos pode dar uma pista sobre quem foi o primeiro piloto a fazer campanha com o carro. Quando Klassen começou a lixar, ele encontrou prata, depois laranja, depois azul. "Eu cresci assistindo corridas de arrancada", disse ele. "Eu sabia que essas eram as cores de Dick Landy."


Ele estudou fotos antigas e viu que Landy, com seu hábito de tornar todos os seus carros um pouco mais chamativos do que a concorrência, havia adicionado molduras na cavilha das rodas e um pequeno emblema Hemi na porta. "Tirei o painel da porta e vi os vermes Bondo no interior, onde os buracos haviam sido preenchidos. Encontrei os orifícios dos parafusos nas cavas das rodas da moldura. A cada nova descoberta, Klassen ligava para Landy e, eventualmente, Landy cedia, procurava os números e ficava encantado ao descobrir que Daryl realmente tinha seu carro.


Assim que se espalhou a notícia de que não era apenas um dos 80 Super Stock Dart, mas um dos dois Landy Super Stock Dart, outros colecionadores começaram a fazer ofertas de Klassen que ele não podia recusar. O carro chegou ao colecionador Pat Goff, que o restaurou para uma especificação do final de 68 antes de ir para o entusiasta do automobilismo Todd Werner, cuja coleção estava no bloco no evento Mecum. O Dodge Dart de Dick Landy foi a leilão pela Mecum Auctions, de Harrisburg, PA que ocorreu de 31 de julho a 3 de agosto de 2019, por US$ 220.000 (R$ 1.200.000 pela cotação de Out/2025).

Da minha coleção



O Dodge Dart de Dick Landy é uma mini Hot Wheels, da Serie Vintage Racing, de 2011. O casting foi feito por Larry Wood, e a decoração reproduz o modelo que correu na temporada da NHRA (National Hot Rod Association) de 1968. Ele vem com a tomada de ar no capô que era de fibra de vidro, e vem com diversos logos de produtos usados nas corridas, muitas vezes, a Mattel reduz as decorações por motivo dos custos de licenciamentos de cada marca, mas este modelo ficou bem fiel ao original.




O outro Dodge Dart é da Série Compact Kings, de 2025. Tem uma decoração utilizando o logo MOPAR (Motorsport Parts), que era a divisão da Chrysler que disponibilizava as peças de alto desempenho para os que desejavam colocar os carros da Chrysler nas pistas.





O Dart em preto e dourado é da Série 50th Anniversary Black and Gold, de 2018, em comemoração dos 50 anos do lançamento dos primeiros Hot Wheels (1968).

O Dart na cor Metalflake Orange é da Série Drag Racers, de 2026, e tem uma decoração lembrando os carros da Super Stock dos anos 1960.





sábado, 25 de janeiro de 2025

Plymouth Duster

Plymouth Duster 1973

De 1970 a 1976, o Plymouth Duster oferecia uma ótima performance a um custo bem reduzido, pois a Plymouth lançou o Duster como uma versão esportiva do Valiant, na plataforma A-Body, compartilhada também com o Barracuda, o Dodge Dart, e depois com o Dodge Demon.

Todas as versões vinham na configuração hardtop coupe, e apenas duas portas, nunca teve um sedan ou conversível, e vendeu muito bem durante os anos em que ficou no mercado: no pico de vendas, atingiu mais de 280.000 unidades vendidas em 1974. O design do teto era um semi-fastback, com uma nova tampa do porta-malas, e para brisa dianteiro era mais inclinado do que na Valiant.

1970

1971

Com o sucesso do Road Runner, a Plymouth planejava utilizar outro personagem da Warner para dar nome ao seu carro, mas o “Diabo da Tasmânia” (Tasmanian Devil) ficou caro demais, e desistiram da idéia. O modelo acabou batizado de Duster.  

1972


Os motores começavam com dois seis cilindros em linha: um de 198 cid (3,2 L) com 125 hp e 180 lb-ft de torque; e outro de 225 cid (3,7 L) com 145 hp e 215 lb-ft de torque. Dois V8, um com 318 cid (5,2 L) com 230 hp e 320 lb-ft de torque e outro de 340 cid (5,6 L) com 275 hp e 340 lb-ft de torque.

Duster V8 de 340 cid - 1973

Os motores de seis cilindros eram mais voltados para economia, e os V8 tinham mais equipamentos que proporcionavam maior performance, com o V8 de 340 cid equipado com o carburador quádruplo fazendo o quarto-de-milha abaixo dos 14 segundos a 100 mph (160 km/h). Os câmbios disponíveis eram sempre no assoalho, caixa manual com três ou quatro velocidades e uma automática de três.

Em 1972, as normas de medição de potência da SAE mudaram e os números líquidos ficaram menores: os seis cilindros de 198 cid e 225 cid produziam 100 e 110 hp respectivamente, e os V8 de 318 e 340 cid produziam 150 e 240 hp respectivamente.

1973

Para o ano de 1973, o Duster sofreu algumas mudanças cosméticas, como um novo capô do motor, frente e traseira redesenhadas, protetores nos para choques e interior revisto. Desembaçador traseiro, eliminação do quebra-vento das janelas e bancos rebaixados eram opcionais para o Duster de 1973. A versão Space Duster tinha o encosto do banco traseiro rebatível, para aumentar o espaço de carga atrás. Neste ano, a caixa manual de quatro velocidades saiu de linha, ficando apenas a manual ou automática TorqueFlite de três velocidades.

Gold Duster, 1974

1974

1974

Em 1974, o V8 de 340 foi substituído pelo small-block de 360 cid (5,9 L), com 245 hp e 320 lb-ft de torque (SAE Líquidos). O preço do modelo foi crescendo com o passar dos anos e consequentemente, as vendas diminuindo, com o versão mais potente (360 cid) vendendo menos de 2.000 unidades no ano.

1975

Para 1975, o seis cilindros de 198 cid foi cancelado, mantendo-se o de 225 cid, e os V8 de 318 e 360 cid; este último tinha duas versões, devido à regulamentação das emissões do estado da California: a potência ficava em 190 hp e 170 lb-ft de torque; enquanto que nos outros estados, comercializava-se o V8 de 360 com 230 hp e 300 lb-ft de torque, menos potente do que o do ano anterior.

O último ano do Duster (1976) viu pequenas modificações na grade, alterações na traseira, com novas lanternas. O Feather Duster era um pacote econômico, com algumas peças em alumínio para ganho de peso, novos revestimentos internos, no capô e porta-malas, relação de transmissão mais longa e o Fuel Pacer System (devido à crise do petróleo), indicando ao motorista o modo mais econômico de dirigir (especialmente nas acelerações), com luzes que mostravam quando a mistura de ar-gasolina estava mais pobre, e assim, economizando combustível.

Nos sete anos em que o Duster ficou no mercado, foi bastante valorizado como Muscle-Car, com preços competitivos em relação à concorrência, entregando um desempenho excelente pelo custo, e assim como o mercado mudou com a crise do petróleo a partir de 1973, e as restrições de emissões, e a regulamentação da SAE reduziram os números de potência e fizeram o interesse dos consumidores cair com o tempo.

Da minha coleção

Plymouth Duster, Hot Wheels - Serie Dragstrip Demons, 2022


O Plymouth Duster é da Série Car Culture: Dragstrip Demons, de 2022. O casting de Phil Riehlman é bem-feito, esta série tem base de metal e um acabamento melhor, começando pela decoração, e detalhes como a cor Metalflake Purple, rodas especiais com pneus de borracha e lanternas traseiras e frisos do para brisa e janelas demarcados. Há diversos logotipos de produtos licenciados que decoravam os carros de dragsters no período do início dos anos 1970. A cartela também traz uma ilustração bem elaborada do modelo e acaba sendo mais um elemento que valoriza a miniatura em qualquer coleção.







Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2773_Plymouth_Duster

https://musclecarclub.com/plymouth-duster/