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quarta-feira, 21 de maio de 2025

’69 COPO Corvette

COPO Corvette, 1969 L88

“COPO” (Central Office Production Order – Pedido de Produção do Escritório Central) era a sigla pela qual era conhecida a designação de um pacote de performance que a GM disponibilizava para alguns modelos, devido à convenção adotada pelos fabricantes americanos de não produzir veículos de alto desempenho, pressionados pelo governo devido ao aumento de acidentes com o crescimento da potência dos motores no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. A sigla também era utilizada para pedidos específicos de caminhões e picapes para frotas, e carros para departamentos de polícia, que exigiam aprovação dos departamentos de engenharia e produção da GM.

Para automóveis, este “pedido especial” compreendia uma configuração de motor mais potente, transmissões e peças de suspensão diferenciadas, e outros acessórios/equipamentos, voltadas especificamente para os que desejavam mais performance de seus carros, ao participar de competições nos fins de semana.

O COPO Camaro de primeira geração é o que ficou mais conhecido, com as cerca de 1.000 unidades que foram equipadas com este pacote, mas consta que alguns poucos Corvette também receberam este pacote, e visto que era o revendedor que solicitava o pedido, são difíceis de rastrear seu histórico.

Outros modelos que receberam o pacote COPO foram os Chevelle e Nova, ainda mais raros e difíceis de encontrar. Após 1967, o pacote COPO tomou outras configurações, sendo denominado RPO (Regular Production Option – Opção de produção regular).

COPO Corvette, 1967, na cor Silver Pearl

Os Corvette que receberam este kit são poucos, e os registros indicam apenas 10 unidades COPO Corvette construídas, enquanto outros falam em 25 ou mais exemplares. Entre eles, algumas unidades especiais, como o roadster que Bill Mitchell encomendou como presente para sua esposa; outro, um cupê para Bob Wingate, o vendedor que mais vendeu Corvette por cinco anos consecutivos; outro cupê na cor Elkhart Blue com interior em couro azul; outro roadster nesta mesma cor e interior verde; e cinco unidades que a própria Chevrolet encomendou na cor Silver Pearl.

Outras treze unidades foram encomendadas pelo Tangier Shrine Patrol, um clube formado por veteranos da Segunda Guerra (de 1957 a 1981, em Omaha, Nebraska), que entre outras ações, participavam de desfiles e angariavam fundos para causas de caridade. Outro exemplar equipado com um V8 Small-Block pertence a Joe Verillo, também na cor Silver Pearl, e ele afirma que há outro idêntico no estado de Iowa, mas com motor 427/435. Isto contabiliza 24 carros, mas esta informação é extra-oficial.

Da minha coleção







O COPO Corvette de 1969 é um Hot Wheels, da Série Car Culture: Circuit Legends, de 2018. Ele vem na cor Daytona Yellow, numa possível referência a um Corvette 1969 L88 real, que competiu em diversos campeonatos, como IMSA, SCCA e SVRA, além das famosas 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring.

A miniatura é Real Riders, indicando que tem rodas especiais e pneus de borracha, um diferencial que valoriza o modelo junto aos colecionadores, pelo visual mais atrativo, e a decoração também mais detalhada do que os modelos “normais”.

O exemplar na cor Spectraflame Ice Blue é da Série Ultra Hots, de 2025. Tem base de metal, mas as rodas são as UH, de plástico, e não com pneus de borracha como os modelos Hot Wheels Premium.









Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2769_COPO_Corvette

https://www.corvette-mag.com/issues/117/articles/the-copo-connection

https://vette-vues.com/copo-corvette-complete-history-insights/

sexta-feira, 2 de março de 2018

CAMARO 1967

EM ESCALA
O modelo da foto é da linha BigTime Muscle da Jada Toys, na escala 1:18, reproduzindo um exemplar como muitos Camaro customizados, ou preparados como Dragsters, ou para disputar os famosos “rachas” de farol, tão comuns nos Estados Unidos. A decoração acompanha o espírito deste tipo de veículo, com os “flames” característicos da cultura de preparação americana.
Já os Hot Wheels na escala 1:64 tem a seu favor que o modelo é um dos "Sweet Sixteen" assim apelidados porque fazia parte dos primeiros dezesseis modelos que a Mattel fez ao lançar os Hot Wheels em 1968. 
Desde então, o Camaro 1967 nunca deixou de sair, seja na Mainline ou um modelo premium, como os Real Riders, ou em Séries especiais como Ultra Hots e Car Culture, com inúmeras temáticas que formam sub-coleções deixando os colecionadores malucos em conseguir todos os modelos daquela temática. Estes tem um acabamento melhor, às vezes um casting mais detalhado, com pintura especial metalizada (Spectraflame), e tem peças móveis, como capô do motor ou portas que se abrem; e as rodas especiais e pneus de borracha.  
Camaro 67, da Série Boulevard de 2020, abre o capô, tem a pintura Metalflake Gold
e vem com rodas especiais e pneus de borracha.


Os Ultra Hots também tiveram os Camaros, o acima tinha
até o teto branco e capô do motor que e abria.

Edições comemorativas, como esta dos 50 anos em 2018 saíram
com esta pintura dourada Spectraflame

Este modelo é da Série Car Culture, sub-série Wild Terrain com cinco castings
já existentes, todos  preparado para Off-road e com uma
decoração igual, mas claro, adaptada para cada modelo conforme o seu design.


Este exemplar é da Série Fast & Furious 6, também abre o capô do motor, tem os escapes laterais como o carro do filme e as rodas especiais e pneus de borracha, mas elas não são exatamente fiéis como no carro real, a Mattel utiliza as que mais se aproximam do design da produção do cinema. 

UM POUCO DE HISTÓRIA
Apresentado em 29 de setembro de 1966, o Chevrolet Camaro foi a resposta da GM para o Mustang da Ford. Seguindo o layout do concorrente, a frente longa e traseira curta, prometia uma direção esportiva para o motorista mediano, que aspirava fugir dos grandes sedans familiares para um carro mais jovial e esportivo.
Baseado na plataforma do Chevy Nova, o monobloco tinha um sub-chassi para afixar a suspensão dianteira independente, enquanto o eixo rígido traseiro se mantinha no tradicional conjunto de molas semi-elípticas. Os freios eram a tambor nas quatro rodas, configuração comum naquele tempo; a direção era manual, sem assistência hidráulica.
Os motores começavam com um seis cilindros com 230 cid e 140 hp, acoplado a uma caixa manual de três velocidades. O comprador podia optar por um seis cilindros de 250 cid com 155 hp, seguindo para um V8 small-block de 327 cid com 210 hp e dupla carburação, e o mesmo V8 podia receber um carburador quádruplo com uma taxa de compressão mais alta, gerando 275 hp. Havia também mais duas versões do V8 big-block com 396 cid que produziam 325 ou 375 hp; e estes motores podiam receber um cambio de três ou quatro marchas mais alongadas, ou optar por um cambio Powerglide de duas marchas ou o Turbohydramatic de três velocidades.  
A configuração da carroceria podia ser o Sport Coupe ou o Convertible. A versão Rally Sport (RS) trazia um acabamento ,ais luxuoso no interior e os faróis escondidos na grade dianteira, ao passo que o pacote Super Sport (SS) vinha com tomadas de ar (falsas) no capô, faixa decorativa no nariz do carro (que ficaram apelidadas de “Bumble Bee”, daí surgiu também o nome do Robô Transformer), uma suspensão mais rígida e rodas de 14 polegadas calçando largos pneus Serie D-70. Junto com este pacote, foi disponibilizado um V8 small-block de 350 cid (o primeiro da GM nesta cilindrada) com 295 hp de potencia.
Um Camaro RS/SS conversível equipado com o 396 cid serviu como Pace Car nas 500 Milhas de Indianapolis de 1967. A Chevrolet produziu três unidades para servir como Pace-Car na Indy 500, e estima-se que cerca de 1000 unidades foram vendidas ao público com a decoração usada na corrida.

A produção em 1967 atingiu 220.906 unidades, dos quais 58.761 tinham o motor V6. Foram 160.6748 Coupe e 25.141 Conversíveis. Do total produzido, 56% eram equipados com o cambio automático.
Camaro Z28
Já a sigla Z28 ficou eternizada para o Camaro, como um “Special Performance Package” para os que queriam colocar o carro nas pistas. O conjunto desta versão era composto por um V8 de 302 cid, que tinha o curso dos pistões do motor 283 cid combinado com o diâmetro dos cilindros do Big-Block do motor 327 cid. Com a taxa de compressão mais alta, produzia 290 hp; fez o quarto-de-milha em 15,8 segundos a 89 mph no teste da revista Car Life e 15,4 segundos a 90 mph no teste da revista Motor Trend. Sistema de refrigeração com radiador maior e mais eficiente, as rodas eram de 15”x6” e a suspensão traseira Positraction, freios a disco nas quatro rodas e escapes duplos finalizavam esta versão. Apenas 600 unidades foram produzidas nesta configuração na primeira geração do Camaro (1967-1970).

O Camaro no filme "Transformers"
Esta primeira geração foi tão marcante que a Chevrolet utilizou o seu design como referência para a sexta geração lançada em 2007, utilizando um forte marketing associado ao filme Transformers, onde Robôs gigantes assumem a forma de carros e vêm à terra para lutar contra seus oponentes Decepticons, todos oriundos do planeta Cybertron.


REFERÊNCIAS: