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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Team Transport#10 – Mix 2 2019 - Falken Tyres – Hot Wheels

Car Culture: Team Transport #1 - 2018

A Série Car Culture: Team Transport foi lançada em 2018, num blister com dois veículos: um automóvel de corrida e o veículo de transporte para as pistas, ambos com a mesma decoração de equipe. O primeiro era composto pelo Porsche 356 Speedster e a Pickup VW T1, com caçamba para levar o Porsche para as corridas.

Team Transport #10, 20198

O Set #10 traz um Mercedes-Benz 190 E 2.5-16, casting feito por Mark Jones, e o caminhão Fleet Flyer, um caminhão não licenciado, que a Mattel criou com base do DAF F218 do início dos anos 1970.


O Mercedes-Benz 190 E 2.5-16 Evolution II é uma versão preparada do modelo W201, produzido de 1990 a 1991, em colaboração com a Cosworth inglesa. Em relação à versão anterior Evolution I, tinha o mesmo motor quatro cilindros em linha M102 de 2,5 litros, equipado com o AMG PowerPack, traz um ‘body kit’ desenhado por Richard Läpple, um professor da Universidade de Stuttgart, com grande uma asa traseira ajustável, um spoiler no final do teto e apliques aerodinâmicos que aumentam o downforce e reduzem o coeficiente de arrasto, estudados em túnel de vento para conseguir o máximo de eficiência.

Comenta-se uma anedota da época, em que o chefe de P&D da BMW, Wolfgang Reitzle, comentou que “as leis da aerodinâmica devem ser diferentes entre Munique (sede da BMW) e Stuttgart (sede da Mercedes-Benz)”, e que, se essa asa funcionasse como deveria, “eles teriam de redesenhar seu túnel de vento”; essa anedota também afirma que a BMW realmente redesenhou seu túnel de vento. A produção chegou a 502 unidades, para homologação na categoria DTM, e todos os exemplares haviam sido vendidos assim que a Mercedes anunciou o modelo.


A Falken é uma marca japonesa de pneus, uma divisão da Sumitomo Rubber Industries, lançada em 1983 pela Ohtsu Tire & Rubber, entrou no mercado americano numa parceria com a Goodyear em 1985 e na Europa em 1988. Especializou-se em criar produtos de alta performance, e lançou mão do automobilismo para promover a marca mundialmente.


Em 2015, ao se desligar da Goodyear, acabou ficando com a Dunlop Tires North America. Sua presença nos diversos campeonatos de carros esporte e turismo, como a IMSA, ALMS, nos Estados Unidos e Europa, fornecendo pneus e patrocinando a Falken Motorsports, conquistou uma excelente reputação esportiva no mundo todo.

Da minha coleção


O Set Car Culture: Team Transport é a edição nº 10, Mix 2, de 2019. Traz a decoração da Equipe Falken Tyres, e são modelos Premium, detalhados nos faróis, lanternas traseiras, com base de metal e rodas especiais com pneus de borracha.

Mercedes-Benz 190 E 2.5-16 Evolution II




Não há registros de que a Falken Motorsports correu com o Mercedes-Benz 190 E, mas os colecionadores compram mesmo assim, com a Hot Wheels lançando diversas miniaturas com esta decoração famosa.

Fleet Flyer



Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/2019_Car_Culture:_Team_Transport

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Mercedes-Benz_190_E_2.5-16

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Fleet_Flyer

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Dick Landy e seu Dodge Coronet 1965

"Dandy" Dick e o Dodge Coronet Altered

Richard J. Landy foi um dos melhores pilotos de Stock Cars e Dragsters dos anos 1960 e 70. Apelidado de “Dandy Dick”, pois se vestia de forma elegante; ele e Ronnie Sox dominaram as pistas de arrancada com os carros da Chrysler equipados com os poderosos V8 Hemi de 426 polegadas cúbicas.

O Dodge Coronet 1965 teve o eixo traseiro movido para frente em 15 polegadas, enquanto o dianteiro foi avançado em 10 polegadas, criando uma distribuição de peso e equilíbrio mais competitivos, e foi o primeiro carro com especificações que vieram a se tornar a categoria dos “Funny Cars”.


O Dodge de Landy era um dos seis do programa AFX Dragster, que a Chrysler enviou para a Amblewagon, em Troy, Michigan, para a alteração da distância entre eixos, troca das janelas por Plexiglass, portas, capôs do motor e porta-malas, e até os para-choques e painel em fibra de vidro. As carroçarias sofreram um banho químico em ácido, que reduziram o peso em 200 libras (90 kg), ficando com 1280 kg, até abaixo do limite para a NHRA (National Hot Rod Association).


Os carros eram equipados com o V8 Hemi de 426 cid (7 L), e a transmissão podia ser uma manual de quatro marchas ou um Torqueflite automático reforçado. Ficou conhecido com a inscrição que carregava nas laterais: “Landy’s Dodge”, e seu histórico de competições é fabuloso: venceu 39 das 40 corridas em que participou. É considerado o carro de seu tipo (Altered) mais original que existe, sendo autenticado pelo próprio Dick Landy na década de 1990, confirmando as alterações que fez no carro, inclusive a lanterna traseira esquerda rachada. Além da Declaração de Origem do Fabricante, e documentos de propriedade, há um relatório do Chrysler Registry e um Blue Ribbon Award, concedido ao modelo no Meadow Brook Concours d’Elegance.



Dick Landy continuou correndo com carros da Chrysler até 1980, vencendo os eventos nacionais do NHRA, e conquistando os campeonatos da AHRA (American Hot Rod Association) em 1973 e 1974. Ele faleceu de insuficiência renal em 11 de janeiro de 2007, aos 69 anos.



Da minha coleção

'65 Dodge Coronet, Dick Lamdy's


O Dodge Coronet de Dick Landy é uma miniatura Hot Wheels, da série Car Culture: Dragstripe Demons, de 2009. Ela reproduz as características que Landy alterou, em especial os eixos avançados, o traseiro em 15 polegadas e o dianteiro em 10, ficando bem próximo do para choque.





O detalhamento é o tradicional da Mattel para a escala, e a decoração é bem fiel ao original, que não tinha tantos patrocinadores como outros na época.

'65 Dodge Coronet, Serie Car Culture: Dragstripe Demons, de 2018


O outro exemplar é feito no mesmo casting, mas da Serie Car Culture: Dragstripe Demons 3/5, do ano de 2018. A decoração reproduz os carros da categoria A/FX, que tinham os eixos avançados, para melhorar a distribuição de peso nas arrancadas. Tem o detalhe que as rodas dianteiras são diferentes das traseiras, um recurso que os Hot Wheels lançam mão de vez em quando.





O Dodge Coronet Super Bee 1969 amarelo reproduz o modelo da geração seguinte do Coronet, com o pacote A12. A versão da Serie Muscle Mania 2009 tem uma faixa mais larga do que as versões de 2008.

Dodge Coronet Superbee, 1969. Serie Muscle Mania, de 2025





Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2765_Dodge_Coronet

https://en.wikipedia.org/wiki/Dick_Landy

https://www.hemmings.com/stories/the-first-funny-car-dick-landys-dodge-hemi-coronet-heads-to-auction-in-florida/

https://www.throttlextreme.com/dandy-dick-landys-1965-dodge-hemi-coronet/

https://www.motorcities.org/story-of-the-week/2015/dandy-dick-landy-race-car-legend

segunda-feira, 12 de maio de 2025

’76 Greenwood Corvette

Corvette Greenwood, Spirit of Le Mans, 1976

John Greenwood corria com o Corvette no campeonato americano SCCA no final de 1969 e início dos anos 1970, conquistando o título na temporada de 1971 na Classe A-Producion. John e seu irmão Burt construíram um novo chassi tubular para acomodar a carroçaria de um Corvette no estilo ‘widebody” (ou “slab-side”); e apresentaram o modelo no Detroit Auto Show, em 1974. A imprensa especializada o batizou de “Batmóvel”, e gerou grande interesse do publico pelo trabalho dos irmãos Greenwood.

Corvette Greenwood, 1969

As regras da IMSA (International Motor Sports Association, derivada da NASCAR) não tinham nada falando sobre o alargamento das carroçarias, no caso rodas mais largas e paralamas correspondentes, além de prolongamentos da frente (nariz do carro) e traseiras com spoilers. De quebra, como o chassi era especial, podiam fazer o carro mais baixo do que o normal de linha, com o design contribuindo para gerar mais downforce em velocidade.

O regulamento era bastante livre, então as suspensões eram diferentes, utilizando molas helocoidais em vez das lâminas normais; e o motor Chevrolet Big Block de alumínio de 7 litros com injeção Kinsler de fluxo cruzado gerava até 725 hp.

Nota-se o aumento da largura dos paralamas
traseiros em relação à carroçaria original

John e Burt Greenwood eram muito meticulosos ao construírem seus carros, e quando os pedidos começaram a chegar, eles se cercaram de profissionais e oficinas especializadas para produzirem as peças que ajudavam na performance do carro como um todo. Peças para chassi e suspensões feitas por Emery Donaldson da FT Racing. Braços de direção, cilindros-mestre de freios Hurst/Airheart; Bob Riley e Ron Fournier colaboraram muito com os chassis, e a American Custom Industries (ACI) preparou as carroçarias de fibra de vidro.


Em Le Mans, 1976

Iniciando em 1968, com Corvettes de linha preparados, a partir de 1974 passaram a ter chassi tubular e as carroçarias wide-body adaptadas do Corvette C3. Ao todo, eles construíram 12 carros completos e ainda dois chassis sem muitas informações sobre a finalização destes como Corvettes Greenwood, mas parece que os compradores o fizeram e o último deles correu até o início dos anos 1990.


O Chassi #007 correu nas 24 Horas de Le Mans em 1976, com John Greenwood e o francês Bernard Darniche, partindo na nona posição do grid com o tempo de 3 minutos e 54,6 segundos; e foi cronometrado na reta Mulsanne (antes da introdução das chicanes) a 225 mph (362 km/h). infelizmente, o carro abandonou após cinco horas de corrida com pane de combustível.

Quase todos foram preservados depois que se retiraram das pistas e diversos participam de eventos e exposições.

Da minha coleção



O Corvette Greenwood nº 76 é um modelo da Hot Wheels, da Série Car Culture: Silhouettes, de 2019. Ele tem a decoração do modelo Chassi #007, mas de quando Rick Mancuso corria com ele. Comparado com um Corvette C3 de linha, percebe-se as alterações que Greenwood realizou na carroçaria para acomodar os largos pneus e a aerodinâmica para conseguir mais downforce nas altas velocidades que alcançava.





Comparativo (Wide-Body x Normal Body)


Referências:

https://historygarage.com/1976-spirit-le-mans-corvette/

https://web.archive.org/web/20030628032904/http://www.greenwoodcorvettes.com/Racecars.html

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2776_Greenwood_Corvette

https://web.archive.org/web/20030731153039/http://greenwoodcorvettes.com/R13.html#Anchor-1981-11481

https://en.wikipedia.org/wiki/1976_24_Hours_of_Le_Mans

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Nissan Skyline RS (KDR30)


O Skyline de 1982, Código R30 é um carro icônico, mas menos conhecido na linhagem dos JDM C-10 “Hakosuka” GT-X, C110 “Kenmeri” GT-R e os seus sucessores, mas foi um passo importante para estabelecer a fama que culminou no apelido de “Godzilla” para o GT-R R32, pelo desempenho fenomenal nos campeonatos que participou na Austrália e Japão.


O modelo ganhou fama com o seriado japonês para TV “Seibu Keisatsu” nos anos 1980. Desde 2019 o modelo é denominado Nissan Skyline RS (KDR30) na linha dos Hot Wheels.

Da minha coleção

Skyline da Serie Factory Fresh, 2018

Skyline da Serie Japan Historics, 2020

Os exemplares do Skyline RS são dois vermelhos Hot Wheels, a primeira versão que saiu em 2018 na Série Factory Fresh, mainline, e o outro, uma reprodução do "Wild Card" DR30 Nissan Skyline RS, de Jay Kho, um filipino radicado nos EUA, um R30 de 1983 customizado e decorado com que anda pelas ruas de Las Vegas. O carro era de um oficial da Força Aérea que serviu em Okinawa, e fora transferido de volta aos EUA, trazendo o carro na bagagem. Jay Kho teve dificuldades para conseguir peças para reformar o carro, e legalizá-lo para rodar no país, mas depois de um longo processo, conseguiu a licença e o carro está com os documentos em ordem. O casting é trabalho de Ryu Asada, um dos designers que ampliou a linha dos Hot Wheels com carros de diversos países, especialmente do Japão. A miniatura Hot Wheels é da Série Car Cuture: Japan Historics 3, que saiu em 2020, e tem rodas especiais e pneus de borracha (Real Riders). Uma pena que a Mattel não fez o licenciamento de todos os decalques do carro de Jay Kho, senão ficaria perfeito.

Skyline RS Turbo, da Serie HW Imports, 2024

O Verde Oliva é o mesmo casting, mas com outra pintura/decoração, saiu na Série HW J-Imports, de 2024, na Mainline, apesar da pintura Metalflake, não tem as rodas “Real Riders”.

TOMICA Premium, abre as portas

Skyline Super Silhouette, TOMICA Premium

Os da TOMICA, são o HT 2000 Turbo, que abre as portas e tem um bom detalhamento, da linha Premium. E o Super Silhouete que participou da categoria Fuji Super Silhouettes Series no Japão, nas temporadas de 1981-83, patrocinado pela própria TOMICA, numa bela decoração e o detalhe das rodas em hélice, que ajudavam a refrigerar os freios, como no carro real.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2782_Nissan_Skyline_R30

https://www.speedhunters.com/2014/12/goodbye-mustang-hello-skyline-the-new-american-dream/

https://www.motortrend.com/news/petrolicious-features-1983-nissan-skyline-dr30-sr20-power/

https://www.bsimracing.com/r3e-nissan-kdr30-skyline-2000rs-previews/

https://i.pinimg.com/originals/89/14/dc/8914dcafbd5251d92521c20a0aa19790.jpg