sábado, 18 de janeiro de 2025

’69 Chevelle SS 396 – T-Hunts – Hot Wheels

Chevelle SS 396, de 1969

O Chevelle SS 396 de 1969 é um carro especial devido às circunstâncias em que foi lançado e saiu de linha. A Chevrolet tinha os modelos Hardtop e Conversível, e em 1969 disponibilizou o pacote SS 396 na versão 300 Deluxe Sport Coupe de duas portas. Muitos argumentam que essa foi uma resposta da Chevrolet ao Plymouth Road Runner da Chrysler, mas as vendas não corresponderam ao esperado, e a Chevrolet cancelou o pacote no ano seguinte. No entanto, o modelo criou um culto de seguidores que amaram o desempenho do carro com este motor.


O Chevelle 1969 de segunda geração utilizava a plataforma A-Body, lançada há dois anos atrás, com 112 polegadas (2,52m) de entre eixos. A suspensão dianteira era típica da GM, independente com molas helicoidais, e a traseira com eixo rígido e braços de controle superiores e inferiores. Amortecedores telescópicos de ação direta reforçados no pacote SS, assim como freios a disco assistidos da dianteira e tambores autoajustáveis na traseira com 9,5 polegadas, com rodas de aro 14. Havia ainda opcionais de barras estabilizadoras de 1,125 polegadas de diâmetro na dianteira e 0,875 polegadas na traseira afixadas em buchas mais resistentes. Um equipamento raro era o Liquid Tyre Chain, situado no porta malas, quando acionado, lançava um composto nos pneus traseiros para aumentar a aderência em superfícies com neve e gelo.


O motor deste Chevelle era o lendário Mark IV V8, de 396 cid (6,5 L) com 325 hp, de código RPO L35, com cabeçotes de ferro fundido e aberturas de válvulas ovais, comandos operados hidraulicamente, um carburador quádruplo Rochester e coletores de ferro também. A taxa de compressão era de 10,25:1 e tinha 410 lb-ft de torque. A opção L34 tinha comandos mais bravos, que levavam a potência aso 350 hp e 415 lb-ft de torque, por apenas mais US$ 121,15. Se o comprador se dispusesse a desembolsar mais US$ 252,80, ele levava o V8 L78 369 cid, com 375 hp e 415 lb-ft de torque, graças a um par de cabeçotes retrabalhados e um carburador Holley 4150 quádruplo com coletor de admissão de alumínio. O comando era mais bravo ainda e a taxa de compressão chegava a 11,0:1.


A transmissão básica era a caixa manual Saginaw M13 de três velocidades, mas a caixa M21 manual de quatro velocidades foi mais aceita pelos compradores. Eles podiam ainda optar pela caixa automática Turbo Hydramatic 400 (TH400), ou a M22 manual de quatro marchas, combinada ao V8 L78 ou L89. Neste ano, o Chevelle ganhou o Interruptor de Partida de Segurança, em que era necessário pressionar totalmente o pedal de embreagem para dar a partida no motor; devido à potência, o carro podia se mover, e causar um acidente, caso o câmbio estivesse engrenado.



Os números de produção não são muito exatos, mas estima-se que no ano de 1969, cerca de 455.000 unidades do Chevelle foram produzidas, sendo 42.000 versões 300, 45.900 wagons e 367.100 versões Malibu. Do total, estima-se que 86.307 cupês duas portas foram equipadas com o pacote SS 396; destes, 9.486 tinham o motor L78 de 375 hp.

Da minha coleção

Há dois casting baseados no Chevelle de 1969: um deles (1969 Chevelle ou 1969 Chevrolet Chevelle) saiu na Serie 30th Anniversary of ’69 Muscle-Cars 2-Car Set (100% Hot Wheels), voltado para colecionadores, com abertura do capô, e outro modelo X-Raycers ’69 Chevelle, com carroçaria transparente, que permitia visualizar o interior e o motor do carro.

Chevelle SS 396, Hot Wheels, serie Treasure Hunts, de 2012 


O modelo da minha coleção tem a decoração da NASCAR dos anos 1960, não reproduz um carro real que competiu, mas é um modelo significativo na história dos Muscle-Cars americanos e ilustra como seria seu visual se competisse na época.






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2769_Chevelle_SS_396

https://www.hagerty.com/media/car-profiles/1969-chevelle-ss-396-not-your-run-of-the-mill-chevelle/

https://www.hemmings.com/stories/1969-chevrolet-chevelle-ss-396-2/

https://en.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Chevelle

https://www.topspeed.com/chevrolet-chevelle-history/

https://hotwheels.fandom.com/wiki/1969_Chevelle

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2769_Chevelle_(X-Raycers)

domingo, 12 de janeiro de 2025

Plymouth Barracuda_Sox & Martin 1971 – Johnny Lightning

O Plymouth HEMI Cuda, de Sox & Martin

Ronnie Sox e Buddy Martin se conheceram em 1962, nas corridas de Dragster do sul do Estados Unidos. Buddy corria com seu Chevy 1962 409, mas Ronnie Sox, com um carro equipado com o mesmo motor, vencia todas as vezes em que corriam um contra o outro, na temporada de 1962. Diz o ditado que “se você não pode vencer seu adversário, alie-se a ele”, e assim Buddy fez uma proposta para fornecer a Ronnie Sox um novo Chevy Z-11 427 com todas as peças, se pilotasse para ele. Com a concordância de Ronnie, nasceu ali a Sox & Martin, e começaram a vencer várias provas na temporada de 1963.

Com o anúncio da Chevrolet se retirando das pistas em 1964, Buddy viajou até Detroit e fechou um acordo com a Lincoln-Mercury para correr com os novos Comet 427, e se mantiveram competitivos no ano de 1964, vencendo inúmeras provas. Mas não durou muito, pois assim que a Chrysler mostrou o novo 426 HEMI, Buddy imediatamente se transferiu para correr com os Plymouth, iniciando uma escalada de vitórias por quase uma década.


O que contribuiu para isso foi a ação conjunta que a Sox & Martin realizou com a Divisão Plymouth, criando o Supercar Clinic, em concessionários por todo o país. O crescimento do mercado dos Muscle-Cars, o advento da MOPAR, e assessoria técnica incentivaram os jovens entusiastas a correr nas pistas de arrancada da NHRA (National Hot Rod Association), expandindo-se nos três anos seguintes para mais e mais revendedores de todo o país.


Com o lançamento da segunda geração do Plymouth Barracuda e o Dart em 1968, a Chrysler fabricou cinquenta exemplares do Barracuda Fastback equipado com o V8 Hemi de 426 cid (7.0 L), para participar da classe Super Stock da NHRA. Montados pela Hurst Performance, tinham os para lamas e capô de fibra de vidro, este tinha uma tomada de ar funcional, bancos mais leves, vidros laterais Chemcor, sem revestimentos internos, nem banco traseiro, rádio, ar-condicionado, e outros itens eliminados para redução do peso.

O Hermi Cuda de Sox & Martin


Correndo com o Hemi Cuda, Sox & Martin dominou a classe nos dois anos seguintes, com os Plymouth vermelho/branco e azul acumulando vitórias nos principais eventos da NHRA e AHRA em todo os Estados Unidos. Eles foram fundamentais para a criação da nova classe Pro Stock “heads-up” da NHRA em 1970, continuando a somar vitórias na nova classe em 1970 e 1971.


A partir de 1973, com a crise do petróleo, o cenário automobilístico mudou, afetando também as competições; somando-se às diversas mudanças de regulamento, tiraram a competitividade da Sox & Martin. A perda do patrocínio da Chrysler em 1979 foi o golpe de misericórdia, e a Sox & Martin se desfez.

O Hemi Cuda de terceira geração, 1971

O Plymouth HEMI Cuda 1971 Pro Stock da Sox & Martin foi construído na loja de Burlington, Carolina do Norte, por Dave Christie, e foi um dos mais avançados Pro Stock do seu tempo. Várias peças eram feitas de titânio, o capô era alterado, e sua suspensão traseira adaptada tornava o carro uma verdadeira ameaça a todos que competiam contra ele. O motor HEMI 426 V8 tinha cabeçotes de alumínio, coletores de admissão Tunnel RAM, ignição transistorizada, comando de válvulas experimentais e uma taxa de compressão superior a 13:1.

Da minha coleção



O Plymouth Barracuda de Sox & Martin é uma versão com a cor azul, em vez da cor branca original, e essa pintura nunca existiu de verdade. Mas para compensar os royalties pagos com o licenciamento das marcas, as empresas de miniaturas acabam lançando variações dos modelos, para os colecionadores comprarem também estas versões, mesmo que não correspondam aos modelos reais.






O outro carro de Sox & Martin na coleção é o Plymouth Duster na cor original, este sim um carro e decoração que realmente existiu. É da Hot Wheels, Série Vintage Racing, que saiu em 2011.





O Hemi Cuda mainline abaixo, é da Serie Muscle Mania: Mopar, de 2012.

domingo, 5 de janeiro de 2025

Carros e Filmes: Convoy (Comboio) 1978

Mack R Series, 1977

Convoy é um road movie, ambientado nas estradas do Arizona, dirigido por Sam Peckimpah. Martin Penwald (Kris Kristofferson) é um caminhoneiro independente de Albuquerque, e atende pelo apelido de “Rubber Duck” (Pato de Borracha). Ele acaba dando carona para Melissa (Ali MacGrow), uma fotógrafa que estava indo para Los Angeles num Jaguar XKE.

Ele e seus companheiros “Pig Pen” (Burt Young) e “Spider Mike” (Franklyn Ajaye) são perseguidos pelo inescrupuloso xerife Lyle “Cottonmouth” Wallace (Ernst Borgnine), que extorque os caminhoneiros, rastreando as conversas deles através dos rádios CB (Citizen Band, ou Faixa do Cidadão), sistema que fazia sucesso nesta época.

Wallace tenta prender Mike

Wallace intercepta o trio numa lanchonete à beira da estrada e tenta prender Spider Mike por vadiagem, Martin tenta separar a briga e Mike acaba dando um soco em Wallace, iniciando uma briga entre os policiais e caminhoneiros, que conseguem se livrar. Decidindo seguir para o Novo México para evitar ser presos ou processados, são perseguidos por Wallace, reunindo outros policiais em todo o sudoeste.

A briga com Wallace se torna pública pelo radio CB, e a notícia se espalha entre os caminhoneiros. Com a ajuda de um xerife do Texas, Tiny Alvarez (Jorge Russek) Wallace acaba prendendo Spider Mike, que foi para casa acompanhar o parto de sua esposa grávida; e tenta usar Mike como isca para atrair Martin, espalhando que Mike foi preso e espancado injustamente na prisão.


Martin vai resgatar Spider Mike e vários outros caminhoneiros se juntam a ele em direção ao Texas. Chegando lá, destroem metade da cidade e a cadeia, libertando Mike, e tentam chegar à fronteira do México, pois agora até a Guarda Nacional os persegue. Rubber Duck se separa do comboio e acaba se confrontando com Wallace e a Guarda Nacional numa ponte na fronteira dos Estados Unidos com o Mexico. Martin acelera o caminhão contra a barreira policial, Wallace e os soldados disparam contra ele e explodem a carreta, enquanto o caminhão despenca no rio, desaparecendo na correnteza.


Um funeral público é feito para Rubber Duck, com Melissa muito triste com tudo o que aconteceu. No final, um ônibus escolar cheio de evangélicos dá uma carona a ela, e sentado nas últimas fileiras dos bancos, ela encontra Martin disfarçado, que conseguiu nadar e escapar do naufrágio no rio.

Caminhão Mack R Series, de 1977

Outro Mack, um pouco mais antigo


Da minha coleção







Turbine Time é um modelo Hot Wheels feito por Larry Wood, um dos maiores designers da Mattel. Ele não é uma miniatura licenciada de um modelo real, mas tem traços do caminhão americano Mack dos anos 1970. O modelo Mack da Série R de 1977 ficou famoso ao participar do filme Convoy (1978) de Sam Peckimpah, estrelado por Kris Kristofferson e Ali MacGrow.

Larry Wood instalou duas turbinas na parte traseira do caminhão, e são alimentadas pelo ar que entra no nariz do modelo.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Turbine_Time

https://www.imdb.com/title/tt0077369/

https://en.wikipedia.org/wiki/Convoy_(1978_film)

https://www.streetmachine.com.au/features/convoy-1978---ripper-car-movies

sábado, 4 de janeiro de 2025

Ferrari Enzo 2002-2005

Ferrari Enzo, 2002

Para celebrar a Conquista do Campeonato Mundial Pilotos (com Michael Schumacher) e o de Construtores (com Michael Schumacher e Rubens Barrichello) de Formula Um em 2002, a Ferrari presta uma homenagem ao seu fundador Enzo Ferrari, lançando a Ferrari Enzo, um supercarro para as estradas incorporando as mais avançadas tecnologias da Ferrari na Formula Um.

Planejada para produzir apenas 399 unidades, a Enzo (Type F140) foi equipada com um poderoso motor V12 a 65º, na posição longitudinal, com 5.998 cc, gerando 660 hp a 7800 rpm, e um torque máximo de 657 kgm a 5500 rpm, acoplado a uma caixa de câmbio eletro-hidráulica de 6 velocidades, com comandos (paddle-shifters) atrás do volante que fazem a mudança das marchas em apenas 150 milissegundos, este câmbio foi construído pela Graziano Transmissioni. As bancadas tem cabeçotes com dois comandos de válvulas e quatro válvulas por cilindro, com injeção de combustível BOSCH Motronic ME7. O cárter é seco, e a embreagem é de duplo disco. A velocidade máxima prevista é de 350 km/h. A aceleração de 0-100 km/h é de 3,65 segundos, e faz de 0-400m em 11 segundos.

A Ferrari F2002 de Schumacher e a Enzo

Os freios, desenvolvidos pela Brembo, tem discos de carbono-cerâmica, pela primeira vez num carro de rua, apesar de serem aplicados nos carros da Formula Um há muitos anos. As suspensões são independentes nas quatro rodas, com braços desiguais, molas espirais e amortecedores telescópicos adaptativos eletrônicos, reguláveis pelos comandos no painel. Os pneus Bridgestone POTENZA Scuderia RE050A dianteiros são na medida de 245/35 ZR 19 e os traseiros 345/35 ZR 19.

A Enzo, na cor Giallo Modena, cor oficial da cidade-sede da Ferrari

A frente do carro foi inspirada no modelo F2002 de Michael Schumacher, e as laterais com suas tomadas de ar esculpidas proporcionam um fluxo de ar dinâmico para o motor e o sistema de refrigeração. A seção traseira possui uma pequena asa ou aerofólio regulável, somado ao design do difusor na parte inferior, proporciona uma alta eficiência em criar um efeito solo que chega a 343 kg a 200 km/h, e 775 kg a 300 km/h. O Chassi foi feito com fibra de carbono e painéis Honeycomb NOMEX em alumínio, buscando rigidez, redução de peso e segurança. A estrutura dos bancos de competição é de fibra de carbono, assim como diversas peças no interior da cabine.


O design é de Ken Okuyama, chefe de design da Pininfarina, e apesar de ser anunciada para ter 399 unidades, até 2004 a Ferrari produziu 400 unidades da Enzo, sendo esta última doada como caridade para o Estado do Vaticano, e esta unidade foi mais tarde leiloada pela Sotheby’s, sendo arrematada pela quantia de US$ 1,1 milhão. Ao longo de 2005, mais 98 exemplares foram construídos. A Ferrari Enzo é considerada pelos aficcionados da marca como uma das “Big 5”, os modelos mais desejados nas coleções automobilísticas, juntamente com a 288 GTO, F40, F50 e LaFerrari.


Uma curiosidade sobre o modelo é que o Show-Car que seria apresentado no Paris Motor Show de 2002, foi cedido para as filmagens do segundo filme da trilogia de Charlie’s Angels (As Panteras, no Brasil): Full Throttle (2003), com Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu. O carro foi dirigido numa cena de praia por Demi Moore. Após as filmagens concluídas, o modelo foi enviado à França para o Paris Motor Show.

Modelos derivados da Ferrari Enzo:

Ferrari FXX

Ferrari FXX

Como era derivada dos conceitos do modelo de Formula Um, a Ferrari criou um programa de corridas para a Enzo, para apenas poucos clientes que gostariam de correr com esta máquina. Os exemplares preparados para este restrito programa a partir de 2005, tiveram os motores V12 com 6,3 litros, preparados para gerar cerca de 800 hp, e fazia de 0-97 km/h em apenas 2,8 segundos. A caixa de velocidades foi desenvolvida especialmente para o modelo FXX, assim como os pneus Bridgestone, e os freios Brembo. O sistema eletrônico de telemetria era muito mais sofisticado, e permitia acompanhar todo o desempenho do carro na pista, sendo que os dados compilados foram utilizados pela Ferrari para o desenvolvimento de seus futuros modelos esportivos.

O preço desta versão era de € 1,3 milhão, mas os clientes selecionados não recebiam o carro. A Ferrari se encarregava de levar o carro aos eventos/corridas que o cliente competia, assim como a manutenção e reparos ficavam totalmente sob responsabilidade da Ferrari.

Ferrari P4/5 by Pininfarina

Ferrari P 4/5 by Pininfarina

O estúdio italiano desejava customizar um exemplar do Enzo, e ao procurar entre os compradores, o colecionador americano James Glickenhaus concordou em apoiar o projeto, onde a Pininfarina desejava fazer uma moderna homenagem aos famosos modelos de competição da Ferrari, como o 330 P3/P4, 512S, o 312P e o 333 SP.

O modelo foi apresentado no evento Pebble Beach Concours d’Elegance de 2006, nos Estados Unidos, e teve uma matéria na edição de setembro do mesmo ano na revista Car and Driver. De volta à Europa, passou por alguns testes de performance e apresentação à mídia especializada, participando do Paris Motor Show em setembro de 2006. Após o evento, Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari na época, concordou que o modelo merecia os logotipos oficiais da Ferrari, e de comum acordo com Andrea Pininfarina e James Glickenhaus, o carro recebeu o nome de “Ferrari P 4/5 by Pininfarina”.

Maserati MC12

Maserati MC12

Derivada o Enzo e desenvolvida pela Maserati, que estava sob controle da Ferrari, o objetivo era homologar esta versão para correr no FIA GT Championship, com o mínimo de 25 exemplares construídos para rodas nas estradas. A Maserati construiu 50 exemplares, que foram vendidos a clientes selecionados. Uma versão do MC12 Corsa foi preparada, como a FXX da Enzo. Ela tinha o mesmo motor, chassis e câmbio da Enzo, mas a única peça visível em comum era o para-brisa. Devido a esse detalhe, a Maserati MC12 GT1 muitas vezes era citada como a “segunda geração da Ferrari Enzo”. Devido às alterações no design externo, a aerodinâmica fez com que os números de desempenho da MC12 fossem menores do que a Enzo, porém a aplicação dos pneus Pirelli P-Zero Corsa proporcionaram uma aderência melhor nas curvas, e os testes feitos no programa Top Gear no Reino Unido e o tempo no circuito de Nordschleife (em temperaturas mais baixas) conseguiram tempos melhores do que os da Ferrari Enzo.

Maserati Birdcage 75th

Maserati Birdcage 75th

Carro-conceito criado para celebrar os 75 anos do estúdio Pininfarina, apresentado no Geneva Auto Show de 2005. Inspirado nos Maserati tipo Birdcage dos anos 1960, gerou rumores de que a Maserati iria colocar o modelo em produção como MC13, mas a Maserati informou que os planos para isso foram cancelados devido à divergências sobre o controle da produção entre as partes.

Maserati MC12 Versione Corsa

Maserati MC12 Versione Corsa

A versão de corrida do MC12 era para uso exclusivo em pistas, tendo algumas especificações alteradas em relação ao modelo MC12 para uso civil, tornando-o ilegal para rodas nas estradas.

Assim como a Ferrari FXX, a Maserati mantinha, reparava e disponibilizava os exemplares para os clientes que desejavam correr em eventos esportivos. O objetivo da Maserati era utilizar o modelo apenas como promoção de marca e não tinha intenção de vencer competições ou track-days; desta forma, três unidades foram destinadas para ações de marketing, para ceder à imprensa especializada para testes e matérias, e campanhas publicitárias. Uma unidade da MC12 Versione Corsa foi convertida para rodas em estradas pela oficina alemã de customização Edo Competition.

Apenas doze exemplares foram produzidos, ao custo de €1 milhão (US$ 1,47 milhão, ao câmbio de outubro de 2006). O V12 produzia 745 hp a 8,000 rpm, 120 hp a mais do que a versão MC12 de rua. Ela tinha um design diferenciado no bico frontal, para atender à normatização da American Le Mans Series, todas na cor “Blue Victory”.

Ferrari Millechili

Termo italiano para “mil quilos”, este protótipo foi construído como uma versão “Lightweight” do Ferrari Enzo. Utilizando a tecnologia híbrida da Formula Um, com base no chassi tubular de alumínio da F430, era equipada com o V10 do F1, com 602 hp. Era um conceito para estudo e não havia planos para colocá-lo em linha de produção. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Modena e Reggio Emilia, na Faculdade de Engenharia Mecânica.

Ferrari FXX Evoluzione

Ferrari FXX Evoluzione

O programa FXX continuou até 2009, recebendo diversos ajustes para conseguir mais performance, especialmente conseguir mais potência e rapidez na troca de marchas, e a versão Evoluzione tinha o V12 gerando 848 hp a 9,500 rpm, dando ao carro uma aceleração de 0-100 km/h em apenas 2,5 segundos. O tempo de mudança nas marchas caiu para 62 milissegundos, 20 a menos do que no original FXX, e 90 a menos do que a Enzo normal de rua. A aerodinâmica foi revisada e o sistema de controle de tração recebeu melhorias para ter respostas melhores e mais rápidas na pista. Estas modificações permitiram que a Evoluzione atingisse a velocidade máxima de 365 km/h (227 mph).

Da minha coleção

Ferrari Enzo, Hot Wheels, Serie Speed Machines, de 2010






A Ferrari Enzo é da Hot Wheels, da Serie Speed Machines, de 2010. Ela vem com rodas especiais e pneus de borracha, valorizando o visual com uma decoração discreta, mas com os emblemas “Prancing Horse” e “Pininfarina”. Apenas o decal do nº 8 me parece sem sentido, pois o modelo nunca participou de competições; estes eram versões bastante modificadas, conforme a matéria acima.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Enzo_Ferrari

https://www.ferrari.com/en-EN/auto/enzo-ferrari

https://en.wikipedia.org/wiki/Ferrari_Enzo