Mostrando postagens com marcador Johnny Lightning. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Johnny Lightning. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de janeiro de 2025

Plymouth Barracuda_Sox & Martin 1971 – Johnny Lightning

O Plymouth HEMI Cuda, de Sox & Martin

Ronnie Sox e Buddy Martin se conheceram em 1962, nas corridas de Dragster do sul do Estados Unidos. Buddy corria com seu Chevy 1962 409, mas Ronnie Sox, com um carro equipado com o mesmo motor, vencia todas as vezes em que corriam um contra o outro, na temporada de 1962. Diz o ditado que “se você não pode vencer seu adversário, alie-se a ele”, e assim Buddy fez uma proposta para fornecer a Ronnie Sox um novo Chevy Z-11 427 com todas as peças, se pilotasse para ele. Com a concordância de Ronnie, nasceu ali a Sox & Martin, e começaram a vencer várias provas na temporada de 1963.

Com o anúncio da Chevrolet se retirando das pistas em 1964, Buddy viajou até Detroit e fechou um acordo com a Lincoln-Mercury para correr com os novos Comet 427, e se mantiveram competitivos no ano de 1964, vencendo inúmeras provas. Mas não durou muito, pois assim que a Chrysler mostrou o novo 426 HEMI, Buddy imediatamente se transferiu para correr com os Plymouth, iniciando uma escalada de vitórias por quase uma década.


O que contribuiu para isso foi a ação conjunta que a Sox & Martin realizou com a Divisão Plymouth, criando o Supercar Clinic, em concessionários por todo o país. O crescimento do mercado dos Muscle-Cars, o advento da MOPAR, e assessoria técnica incentivaram os jovens entusiastas a correr nas pistas de arrancada da NHRA (National Hot Rod Association), expandindo-se nos três anos seguintes para mais e mais revendedores de todo o país.


Com o lançamento da segunda geração do Plymouth Barracuda e o Dart em 1968, a Chrysler fabricou cinquenta exemplares do Barracuda Fastback equipado com o V8 Hemi de 426 cid (7.0 L), para participar da classe Super Stock da NHRA. Montados pela Hurst Performance, tinham os para lamas e capô de fibra de vidro, este tinha uma tomada de ar funcional, bancos mais leves, vidros laterais Chemcor, sem revestimentos internos, nem banco traseiro, rádio, ar-condicionado, e outros itens eliminados para redução do peso.

O Hermi Cuda de Sox & Martin


Correndo com o Hemi Cuda, Sox & Martin dominou a classe nos dois anos seguintes, com os Plymouth vermelho/branco e azul acumulando vitórias nos principais eventos da NHRA e AHRA em todo os Estados Unidos. Eles foram fundamentais para a criação da nova classe Pro Stock “heads-up” da NHRA em 1970, continuando a somar vitórias na nova classe em 1970 e 1971.


A partir de 1973, com a crise do petróleo, o cenário automobilístico mudou, afetando também as competições; somando-se às diversas mudanças de regulamento, tiraram a competitividade da Sox & Martin. A perda do patrocínio da Chrysler em 1979 foi o golpe de misericórdia, e a Sox & Martin se desfez.

O Hemi Cuda de terceira geração, 1971

O Plymouth HEMI Cuda 1971 Pro Stock da Sox & Martin foi construído na loja de Burlington, Carolina do Norte, por Dave Christie, e foi um dos mais avançados Pro Stock do seu tempo. Várias peças eram feitas de titânio, o capô era alterado, e sua suspensão traseira adaptada tornava o carro uma verdadeira ameaça a todos que competiam contra ele. O motor HEMI 426 V8 tinha cabeçotes de alumínio, coletores de admissão Tunnel RAM, ignição transistorizada, comando de válvulas experimentais e uma taxa de compressão superior a 13:1.

Da minha coleção



O Plymouth Barracuda de Sox & Martin é uma versão com a cor azul, em vez da cor branca original, e essa pintura nunca existiu de verdade. Mas para compensar os royalties pagos com o licenciamento das marcas, as empresas de miniaturas acabam lançando variações dos modelos, para os colecionadores comprarem também estas versões, mesmo que não correspondam aos modelos reais.






O outro carro de Sox & Martin na coleção é o Plymouth Duster na cor original, este sim um carro e decoração que realmente existiu. É da Hot Wheels, Série Vintage Racing, que saiu em 2011.





O Hemi Cuda mainline abaixo, é da Serie Muscle Mania: Mopar, de 2012.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

GRX - Speed Racer Series

 

O GRX da Série animada Speed Racer, de 1967

O GRX era tecnicamente um motor, mas veio a ser identificado como o carro que possuía este motor, no episódio "The Fastest Car on Earth." (O Carro Mais Rápido da Terra), na série de animação “Speed Racer”. Este motor foi projetado por Ben Cranem, e foi responsável pelos acidentes e mortes de quatro pilotos de testes, inclusive seu inventor, devido às altas velocidades que podia atingir. Cranen morreu e o motor do GRX foi sepultado com ele, mas Oriana Flub e seus homens resgataram o motor e o instalaram num carro com uma carroçaria elegante, afilada e aerodinâmica.

O motor do GRX

Oriana convenceu Speed a testar o carro, e Speed foi injetado com um soro especial conhecido como V-Gas, que aguçava artificialmente seus reflexos. Mas um dos efeitos colaterais provocados pelo V-Gas fazia com que o piloto ficasse com muita sede, e ao consumir qualquer composto que contenha água, o piloto desenvolve uma forte fobia por velocidade.

Quando Curly Cranem, filho de Ben, pilota o GRX no Grande Prêmio Oriental, sob os efeitos do V-Gas, bebe água durante um pit stop, retorna à pista mas na 27ª volta, destrói p GRX num acidente fatal.

A história do GRX teve uma sequência, mas apenas no mangá (história em quadrinhos)  “The Haunted Engine”, dando continuidade aos episódios originais da animação para TV em 1967, “The Fastest Car on Earth”. Após o acidente fatal de Curly Cranem, o GRX foi reconstruído por Harry Cranem, filho mais velho de Ben, que instalou o fatídico motor em um novo carro de corrida, o GRX-2.

Como curiosidade, nos episódios em que o GRX aparece, há um erro de continuidade: no episódio 20, numa das cenas, mostra o velocímetro do GRX com limite de 250 mph (400 km/h), e no episódio 21 em que Speed pilota o carro, o velocímetro mostra que o carro é capaz de atingir 270 mph (440 km/h).

O GRX do filme de 2008, bem diferente do que aparece na animação de 1967

Na adaptação cinematográfica de 2008, o GRX aparece como um carro desenvolvido pela Royalton Industries, e é pilotado por Jack “Cannonball” Taylor. O carro do filme não faz referência ao seu correspondente da animação, tendo o número 66, pintado de roxo e dourado, na configuração monoposto ao invés de dois lugares do original.

Na corrida do Grande Prêmio que fecha o filme, o GRX é o principal adversário de Speed no Mach 6, e traz uma arma secreta chamada “Gancho de Lança”, recurso ilegal nas corridas profissionais. Taylor ativa este recurso contra Speed no Grande Prêmio, mas graças aos Auto-Jacks (macacos hidráulicos) do Mach 6, Speed consegue realizar uma manobra para revelar o Gancho de Lança para as câmeras da pista, provocando a desclassificação de Taylor.

Da minha coleção

Os quatro modelos da Série Speed Racer, Johnny Lightning

O GRX saiu na Série Collectors Edition da Johnny Lightning, em que constavam mais três modelos da animação Speed Racer: o Mach 5, o Shooting Star do Corredor X, e o The Assassin; todos na escala 1:64. Não há informação da data em que foram lançados, mas o Copyright indica o ano de 1997, então concluímos que seja de 1998 ou 1999, já que um modelo leva de um a dois anos para chegar ao mercado, depois que se fecham os contratos de licenciamento.






Além da miniatura, o blister trazia uma reprodução de um fotograma do desenho animado, e havia 40 diferentes imagens, mas não há informações se eram 40 por cada modelo, ou se eram 10 para cada miniatura.


Os frames da animação numerados


Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Speed_Racer

https://speedracer.fandom.com/wiki/GRX_(1967)

https://www.imdb.com/video/vi1667744793/?ref_=vp_rv_ap_0

https://www.imdb.com/title/tt0813764/?ref_=tt_ep_pr

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Snake Oiler - Speed Racer Series

Snake Oiler

Snake Oiler é considerado o melhor piloto da Equipe Acrobática (em inglês: Car Acrobatic Team, cuja sigla CAT remete a “gato”, um bicho ágil e acrobático), e seu carro nº 12, assim como os dos demais integrantes, tem asas retráteis, exclusivas para conseguir realizar as manobras acrobáticas que dão nome à equipe. No episódio em que ele e Speed Racer se confrontam, a Alpine Race, Snake está à frente de Speed, mas ele o alcança e o avisa que o seu carro está vazando óleo. Snake ignora o aviso e continua veloz em direção à vitória que parece garantida.

Seu carro acaba explodindo, mas Snake consegue escapar, jurando vingança contra Speed. Um detalhe que diferencia seu carro da equipe é que o cockpit está posicionado à direita, ao contrário do normal.

Todos os carros da Equipe Acrobática têm a mesma aparência, com a pintura em roxo e preto; exceto o Nº 11 do Capitão Terror, o líder da Equipe, no mangá original. Já no anime, o perfil do Capitão Terror foi transferido para Snake Oiler, ganhando uma participação mais ativa nos episódios e consolidando sua inimizade com Speed.

Snake Oiler apareceu pela primeira vez no Episódio 9, “The Most Dangerous Race (Part 1)”. Ele é um excelente piloto, mas também muito orgulhoso de suas habilidades; e também cruel, zombando de Speed depois que ele ficou cego durante a Alpine Race.

Da minha coleção



O carro de Snake Oiler é reproduzido pela Johnny Lightning, na escala 1:64, tem base de metal, rodas especiais e pneus de borracha, e a figura do piloto. Saiu na Série Silver Screens Machines, junto com o Mach5, Shooting Star e o carro do Capitão Terror; todas tem as figuras correspondentes, muito bem feitas.




Referências:

https://speedracer.fandom.com/wiki/Snake_Oiler_(car)

https://speedracer.fandom.com/wiki/List_of_Speed_Racer_racing_cars

https://speedracer.fandom.com/wiki/Snake_Oiler_(car)

https://speedracer.fandom.com/wiki/Snake_Oiler

https://leotogashi.blogspot.com/2017/04/carros-e-filmes-mach-5-de-speed-racer.html

https://leotogashi.blogspot.com/2017/04/carros-e-filmes-shooting-star-e-o.html

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Richard Petty "The King" - NASCAR

Richard Lee Petty e o seu Superbird

O Plymouth Superbird e Richard Petty são inseparáveis quando citamos um ou outro. Verdadeira lenda entre os americanos da NASCAR (National Association of Stock Car Auto Racing), vencedor de 200 corridas em sua carreira, de longe, o maior campeão da NASCAR, com sete campeonatos conquistados, em 1964, 1967, 1971, 1972, 1974, 1975 e 1979.

Nascido em 2 de julho de 1937, em Level Cross, Carolina do Norte, EUA, seu pai, Lee Petty, era um tri-campeão da Grand National Series (Precursora da NASCAR), e havia fundado a Petty Enterprises Racing Team. Richard começou a correr em 1958 aos 21 anos de idade, e em 1959, foi agraciado como o “Rookie of the Year”, com nove classificações entre os 10 primeiros; e já no ano seguinte, em fevereiro de 1960, obteve a primeira vitória em Charlotte, Carolina do Norte.

A família Petty formou uma das primeiras “dinastias” no esporte a motor. Lee corria com o número 42, Richard ficou com o 43 e Maurice, seu irmão mais novo, com o 41. Lee passou a competir cada vez menos, passando mais tempo a administrar a equipe, e mais tarde, Maurice se deu melhor na preparação de motores do que ao volante; o primo deles Dale Inman virou o chefe de equipe; e Richard pilotava os bólidos da Petty Enterprises. Já na temporada de 1963, Richard conquistou a maioria das vitórias no ano, mas perdeu o título por poucos pontos.

Richard Petty, vencedor da Daytona 500 em 1964


Ele venceu a primeira edição das 500 Milhas de Daytona (que se tornou a principal corrida da NASCAR), em 1964, com a média recorde de 154,334 mph (248,376 km/h) e conquistou seu primeiro campeonato neste ano. O carro era um Plymouth Belvedere, com um motor 427 cid (7 litros), preparado com comandos mais bravos, cabeçotes com câmaras hemisféricas e carburadores quádruplos. A imprensa da época apelidou tais motores de “elefantes”, devido ao peso e tamanho, em relação à proporção do Belvedere que os acomodava debaixo do capô.

Petty em 1987

Ganhou o apelido de “The King”, por ser heptacampeão, o piloto com 200 vitórias na Serie (sete na Daytona 500), e 127 Pole Positions. O segundo campeonato que venceu, em 1967, bateu o recorde de vitórias com 27 em 48 disputadas, dez delas consecutivamente. Na temporada de 1975, venceu 13 das 30 corridas disputadas.

Richard Petty, homenageado pelo Presidente Nixon, na Casa Branca

Richard Petty se aposentou em 1992 aos 55 anos, tendo disputado 1.184 corridas da NASCAR; foi indicado para o International Motorsports Hall of Fame em 1997, seu filho Kyle e seu neto Adam também correram na NASCAR.

O Plymouth Superbird nº 43

O Plymouth Superbird de Richard Petty, 1970

A história deste carro começa em 1967,quando Richard Petty venceu seu segundo titulo da NASCAR, com o modelo Belvedere, massacrando a concorrência. Dodge, Plymouth, Ford e Mercury eram as marcas principais da categoria, na verdade, apenas a Ford e Chrysler se enfrentavam para dominar a categoria de carros de turismo dos EUA, como modelos iguais aos que se viam nas ruas. Era a aplicação do conceito “Vencer no domingo, vender na segunda”.

O Torino Cobra, da temporada de 1968

Na temporada de 1968, a Ford entrou com o Torino Cobra, na equipe Holman-Moody, para confrontar a Chrysler e Richard Petty. David Pearson, que se transferiu da Dodge para a Ford, conseguiu 16 vitórias, como Petty, mas levou o título por fazer meros 126 pontos a mais do que “The King”. Petty só conseguiu fazer frente a Pearson porque a Chrysler entrou com o Road Runner e o Charger 500 neste ano. Para 1969, a Ford continuou jogando pesado: trouxe o Torino Talladega e o Mercury Cyclone Spoiler II, designado assim por causa do aplique no nariz do carro, deixando-o mais aerodinâmico, reduzindo o arrasto e melhorando a estabilidade em altas velocidades.

Richard Brickhouse, com o Dodge Daytona, em 1969

Então a Dodge apelou com o Dodge Charger Daytona, desenvolvido em túnel de vento e com suporte computacional, resultando num carro mais comprido que o normal; o bico avançando em cunha, e uma enorme asa na traseira, numa altura que pegava menos turbulência e era mais eficiente.


Quando Petty ficou sabendo dos desenhos do Daytona, logo pediu que a Chrysler fizesse o mesmo com um Plymouth, e a negativa da montadora o fez mudar para a Ford. O Daytona foi equipado com o motor Hemi 426, com 7,0 litros e 425 hp, e 503 unidades foram fabricadas para homologar o modelo para as pistas. Somente 70 unidades tinham este motor, e as demais tinham o Magnum de 7,2 litros e 375 hp. Todos tinham um câmbio manual de quatro velocidades.

O Charger Daytona estreou em Talladega, com Richard Brickhouse vencendo com o carro nº 99, conseguindo velocidades de 322 km/h, um número insano para a época! Mesmo assim, não foi o bastante, a Ford levou a taça de novo cm David Pearce, e Petty ficou com o vice-campeonato, correndo pela Ford.

O Superbird com o Dodge Daytona, em 1970

Para a temporada de 1970, a Chrysler fez a “mea culpa”, e trouxe Petty de volta à marca, e fez o que ele pediu: aplicou todo o pacote aerodinâmico do Dodge Daytona no Plymouth Road Runner e ganhou o nome de Superbird. Foram produzidas 2.783 unidades seguindo as novas regras da NASCAR para homologar os modelos, e apenas 135 deles tinham o motor Hemi, os demais recebiam o motor Magnum, como fizeram com o Charger Daytona.

Assim, o Superbird e o Daytona dominaram a temporada, com 36 vitórias em 46 corridas. Petty venceu 18 etapas, mas ficou de fora em sete delas por conta de um acidente que sofrera, então ficou apenas com o 4º lugar no campeonato; Bobby Isaac, com um Daytona, foi o campeão em 1970.




Como sempre acontece quando um carro ou uma marca domina de forma tão marcante, usa-se o regulamento para puxar o tapete e não foi diferente na NASCAR. Baixaram uma regra que obrigava os carros com aerodinâmica exagerada (Winged Warriors, “Guerreiros Alados”, como ficaram conhecidos) que tivessem a capacidade do motor reduzida para 305 cid (5,0 litros), e claro, tanto a Ford como Chrysler abandonaram os projetos com tais modelos.

R


Strip Weathers, da animação da Pixar/Disney

Richard Petty não foi campeão com o Superbird, mas foi homenageado pela Pixar na animação “Carros” de 2006, última produção da Pixar antes de ser adquirida pela Disney em janeiro de 2006.

O Superbird faz o personagem Strip Weathers, dublado pelo próprio Richard Petty, com sua esposa Linda Petty dublando a esposa de Strip. Outros pilotos também participaram com suas vozes, como Dale Earnhardt Jr, Michael Schumacher e Mario Andretti. Na dublagem para o idioma alemão, Niki Lauda fez a voz de “The King”, Tom Kristensen, nove vezes vencedor de Le Mans, fez a versão dinamarquesa e Mika Hakkinen, a versão finlandesa.

O Plymouth Road Runner Stock Car - 1971 e 1972

Richard Petty foi obrigado a abandonar o Superbird, quando a NASCAR eliminou os Winged Warriors das pistas, e passou a correr com o Road Runner, com a tradicional cor “Petty Blue” e o número 43.

O Plymouth Road Runner 1971

Considerado o “último Stock Car a vencer um campeonato Grand National usando uma carroçaria e um motor baseados em produção”; Petty conquistou 21 vitórias e 38 resultados entre os cinco primeiros, faturando o campeonato de 1971, e tornando Petty o primeiro piloto a faturar mais de US$ 1 milhão em sua carreira. A partir da temporada de 1972, os carros da NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing), por questões de aumentar a segurança para os pilotos, passaram a ter um chassi especialmente construído, com as carroçarias de cada marca acopladas a ele.


Equipado como o V8 HEMI de 426 cid (7,0 L), gerando 616 hp a 7200 rpm; acoplado a um câmbio Hurst A883 manual de quatro velocidades, um carburador quádruplo com um coletor de admissão especial, fabricado pelo próprio Petty.

Nas suspensões, a dianteira tinha braços em “A” reforçados e amortecedores duplos com barras de torção; e traseira com feixe de molas e amortecedores telescópicos, com rodas de 15x8 polegadas. Surpreendentemente, os freios ainda eram a tambor.



O Plymouth Road Runner foi adaptado para o modelo 1972, correndo em 20 etapas da temporada de 1972, sendo depois substituído por um Dodge. Petty conquistou 8 vitórias, 18 vezes ficou entre os cinco primeiros, e chegou ao segundo título consecutivo (e quarto no total).

Da minha coleção

Plymouth Superbird, Racing Champions


O Plymouth Superbird de Richard Petty é reproduzido pela Racing Champions, empresa fundada em 1989, que cresceu nos anos 1990 fazendo modelos vintage licenciados da NASCAR, e posteriormente, começou a produzir modelos de rua também. Ela adquiriu a ERTL em 1999, e nos anos 2000 produziu inúmeros modelos com um excelente nível de detalhamento, não visto ainda na escala de 1:64.



O chassi é de metal, tem rodas especiais com pneus de borracha, mas gravados com o nome “Racing Champions” nas laterais (problemas de licenciamento). Os vidros são tão escuros que parece não ter interior, novamente, para reduzir os custos devido às diversas marcas licenciadas para dar mais fidedignidade ao Superbird pilotado por Richard Petty em 1970.

A Racing Champions Ertl mudou seu nome para RC2,e numa ação promocional, reproduziu todos os 30 carros com que Richard Petty competiu na temporada de 1992, vendendo mais de um milhão destes modelos daquela ano. Um dos clássicos da empresa é o Superbird 1970 de Richard Petty, e o Ford Torino Talladega 1969 de Cale Yarborogh’s.

Plymouth Road Runner, da Johnny Lightning, 1972


O Plymouth Road Runner de Richard Petty é da Johnny Lightning, ou Playing Mantis, constando 1972 como ano-modelo. É uma bela miniatura, e tem os faróis com o número 43 no duplo à direita, os da esquerda pintados de preto. O capô dianteiro se abre (pouco) mostrando um motor bem simplificado, as rodas são em preto com os pneus com o logo Goodyear nas laterais.






Referências:

Racing Champions Diecast Cars – Auto World Store

https://flatout.com.br/o-lendario-plymouth-superbird-de-richard-petty-esta-a-venda-junto-com-seu-road-runner/

https://www.terra.com.br/esportes/automobilismo/nascar-historia-do-plymouth-superbird-rei-do-filme-carros,9dfb14137c06d59a49553b76020f459de7llqyds.html

https://www.britannica.com/biography/Lee-Petty

https://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Petty

https://www.motortrend.com/news/the-kings-first-elephant/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carros_(filme)

Round 2 (company) - Wikipedia

https://www.company-histories.com/Racing-Champions-Corporation-Company-History.html

https://www.company-histories.com/Racing-Champions-Corporation-Company-History.html