terça-feira, 29 de outubro de 2013

O sentido da vida



Desde épocas imemoriais o ser humano tem buscado o significado da vida.
De onde Viemos? O que Somos? Para Onde Vamos?" é considerada a obra definitiva de Paul Gauguin, pintor francês que mudou-se para o Taiti buscando fugir dos condicionamentos da Europa de seu tempo. O nome do quadro é considerado pelos filósofos como a pergunta mais importante para a humanidade, porque as respostas a elas nos dão o sentido para a nossa existência.
O Paraíso Perdido, a lendária cidade de Shangri-lá, ou o El Dorado, o Valhala dos Vikings e muitos outros conceitos de lugares onde a felicidade de uma vida plena poderia ser encontrada são recorrentes na história da humanidade.
Não é de admirar, portanto que nestes tempos de informação tão abundante, muitos continuem a buscar o sentido para as vidas tão turbulentas que levamos atualmente. Assim, a felicidade assume aspectos diferentes para cada  um de nós.
Para alguns, uma vida de lazer, sombra e água fresca pode ser a imagem de uma vida feliz. Para outros, viajar, conhecer vários lugares e pessoas enriqueceriam suas vidas e os tornariam felizes. Ainda para outros, apreciar boa comida, bebida junto com amigos traria felicidade para sua existência; e assim, cada um tem seus sonhos e visões do que seria uma vida feliz.
Mas, a realidade nos resgata de tais devaneios, quando o celular toca toda hora, sua caixa de e-mails transborda de mensagens, o trânsito acaba com seu bom humor logo de manhã, as contas  não param de chegar, a família demanda sua atenção, o chefe cobra resultados, os clientes só reclamam, e o tempo nunca parece suficiente para fazer tudo o que você precisa naquele dia.
OK, as pessoas gostam de desafios, de uma vida produtiva, de muitas realizações, construir uma boa reputação pessoal e profissional. E depois de trabalhar tanto, usufruir o melhor período de suas vidas, nem que seja num “paraíso pessoal”, apesar do mundo irracional e das pessoas  insanas à nossa volta.
Ser feliz parece cada vez mais distante de nossas realidades, até porque muitos não sabem o que nos deixa feliz de verdade.
Será que vale a pena abrir mão de várias coisas hoje pensando no amanhã ou usufruir ao máximo tudo o que a vida oferece hoje mesmo?

Acompanhe o próximo post. Até lá!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Críticas: você lida bem com elas?


 Quando tinha seis anos, desenhei uma Kombi e pintei cada porta de uma cor (havia o modelo com seis portas na época). A professora devolveu o desenho dizendo que os carros tinham as portas todas da mesma cor do carro; que meu desenho estava mal feito e que devia fazer outro.
A partir dali, resolvi que ninguém iria mais criticar meus desenhos, e começando com os carros, passei mais de 25 anos desenhando publicitariamente.
Uma crítica pode resultar em dois caminhos: derrubar sua motivação naquilo que estava fazendo, ou te fortalecer para seguir em frente superando a crítica e se tornando uma pessoa melhor.
Tudo depende de como você encara a crítica. Receber elogios faz muito bem ao ego, mas são as críticas que o levam avante; nos fazem refletir sobre o que estamos realizando, ajudam a lidar com nossas fraquezas e aperfeiçoam nossas qualidades.
Precisamos então separar as críticas e observações que visam nos ajudar a melhorar, daquelas alfinetadas ou comentários sarcásticos ou invejosos do que conseguimos até o momento.
Normalmente, as críticas surgem quando cometemos algum erro, seja no trabalho, no relacionamento com as pessoas, decisões precipitadas ou embasadas em dados insuficientes.
Fique tranquilo: é melhor ser criticado por ser pró-ativo do que por ser omisso. Ninguém erra quando não se faz nada. Então, os erros e as consequentes críticas que os acompanham são fruto de sua atividade como indivíduo social ou profissional.
“Quem desdenha, quer comprar!”
A sabedoria popular nos mostra a motivação de muitos com os nossos sucessos. Não se deixe abater por causa de algumas palavras que expõem seus pontos fracos. Ao contrário, agradeça por ter alguém observador que o lembre daquilo em que precisa melhorar.
Guarde suas energias para buscar seu próprio aperfeiçoamento, olhe para si mesmo e faça autoavaliações constantemente. Conhecer a si mesmo e suas fraquezas o tornará mais forte e seguro para usar todo o potencial de suas qualidades e virtudes.
Analise (friamente) se o comentário procede, e tire a lição do episódio para que isso não aconteça novamente.
Crescer é conviver com as críticas, mas amadurecer é progredir com elas.

sábado, 28 de setembro de 2013

CERTO OU ERRADO?




No episódio “O Tirano” da série “House” que retrata o cotidiano de uma equipe médica num grande hospital um ditador é internado e sua vida passa então a estar nas mãos dos médicos.


O drama explorado passa pelo dilema moral de tratar do ditador e salvar sua vida, porém colocar em risco outras centenas ou milhares que ele prometeu eliminar por serem contrárias ao seu regime político.
Seria certo os médicos “sabotarem” os resultados dos exames e provocar a morte do ditador para salvar muitas vidas? Ou seria errado porque estariam violando seu código de ética médica de buscar preservar toda e qualquer vida que necessitar de seus conhecimentos?
Estaria certo o ditador porque deseja preservar seu regime político e assim obter vantagens para si e os que tomam seu partido no país em que dominam? Ou estaria errado porque estaria colocando seus interesses à frente e causando sofrimento e dor a outros que são seus compatriotas?
Nos dias de hoje, o certo e o errado se confundem e dificultam nosso posicionamento pessoal diante de muitas situações. Temos quatro aspectos a examinar quando abordamos o conceito do que é certo ou errado:
- Subjetivamente falando, cada um decide o que é certo ou errado, com base em seus próprios conceitos ou ideias.
- Culturalmente, podemos dizer que é ilegítimo um médico permitir que um paciente morra, pois o código de ética trata deste assunto. Porém, o mesmo país, ou sua cultura, pode condenar atos de genocídio ou repressão política contra pessoas ou grupos que discordam do regime estabelecido no país ou naquela cultura.
- Constitucionalmente, há leis que regem o assunto classificando como assassinato tirar a vida de um paciente; ao passo que o ditador pode promulgar uma lei dizendo que é legal prender e matar seus inimigos políticos. O que é legal em um país pode ser ilegal em outro.
- Objetivamente, não há como os médicos do episódio de House determinarem o que é certo ou errado, mas existe uma escolha que é a correta. Sempre haverá um padrão do que é certo ou errado para cada pessoa, mas em certas situações é difícil determinar tal padrão.
A filosofia, religião, juristas e humanistas tem debatido esta questão e não chegaram a nenhuma conclusão. Não é surpresa, porque o nível de decisão do que é certo ou errado está dentro de cada indivíduo, e cada um tem o poder de escolher qual será sua opção. O conceito do “livre-arbítrio” permite que a pessoa faça tanto o que é certo como o que é errado, neste caso, mesmo sabendo que não é a melhor opção.
Portanto, de um modo bem simples, o certo produz bons resultados, ou traz benefícios ao decisor e às pessoas afetadas pela decisão ou ação tomada. O errado, por sua vez, produz malefícios, ou prejudica outras pessoas, ou a sociedade em que o decisor está inserido.
No caso de Chase, o médico de House, o certo é salvar a vida do ditador. Por seu lado, o certo para o ditador seria ele não fazer o que faz: acabar com a oposição perseguindo ou eliminando seus desafetos. Os resultados das decisões determinam as ações certas que precisam ser tomadas em cada caso.
Precisamos utilizar o poder de decidir por nós mesmos, escolhendo sempre o caminho ou ações que produzam bons resultados. Que afetam a nós e outros à nossa volta, seja nossa família imediata, o condomínio ou a rua em que moramos, a cidade, o estado, o país em que vivemos; enfim, o mundo em que passamos esta curta existência.
Simples assim.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A dualidade humana e nossos dilemas intuitivos



Desde tempos imemoriais, nos confrontamos com a dualidade, 
seja por que temos dois olhos, duas mãos, dois pés, duas orelhas, temos o dia e a noite, o sol e a lua, o calor e o frio, a dor e o prazer, amor e ódio, racional e emocional, enfim, tantos conceitos e elementos refletindo esta dualidade do ser humano.
A dualidade está presente nos conflitos entre o bem e o mal, Deus e o Diabo, o Ying e Yang, Apolo e Dionísio, alto e baixo, frente e costas, passado e futuro, e se incorporam nos impasses que temos ao fazer decisões: ir para a direita ou esquerda? Fazer ou não fazer determinada coisa? Comprar ou Vender? Contratar ou Despedir? Investir ou gastar?
No meio de tantas dúvidas, não é surpresa se nos sentimos perdidos frente a tantos dilemas em nossa vida diária. Num mundo de tantas opções e escolhas, analisar as alternativas toma tempo. Um tempo que não temos mais.
O resultado são pessoas cada vez mais ansiosas, devido à falta de dados para tomar decisões, no caso de negócios, pode envolver valores muito altos e aumentar os riscos que podem comprometer o sucesso dos investimentos, sejam financeiros, o tempo empenhado, ou outros recursos (materiais ou humanos) investidos em um projeto.
Um recurso nem sempre considerado para estas situações é a nossa velha conhecida chamada INTUIÇÃO. Coisa que as mulheres são especialistas, a intuição é um sentimento que não sabemos explicar bem, mas que em muitas ocasiões nos indica o caminho que devemos tomar.
Especialistas começam agora a estudar mais a fundo estas “sensações” de modo a sistematizar (se é que é possível) as “pistas” que a intuição nos indica, de modo a aumentar nossa confiabilidade neste recurso que as mulheres sabem usar tão bem.
Assim como podemos perceber por mudanças muito sutis na fisionomia de um conhecido se ele está bem ou não, se parece preocupado com algo, ou se está de bem com a vida, os movimentos do corpo, sua postura, “sentimos” o que se passa com alguém que conhecemos.
Paul Ekman, é um dos maiores peritos mundiais da área dos micromovimentos faciais e da detecção de mentiras, e autor de obras como “A linguagem das emoções”. Foi o consultor da série “Lie to me”.
Nossa intuição funciona com sinais que não são racionalmente decodificados, mas sinais imperceptíveis individualmente são lidos pela nossa mente intuitiva como um “retrato” de que algo não está bem.
Muitos empresários de sucesso tem lançado mão deste tipo de sentimentos, e em casos em que o resultado é positivo, são reforçados, e quando surgem novamente numa situação de dilema decisório, podem muito bem levá-los à soluções satisfatórias.
Como explicar o que leva a decidir por esta ou aquela opção, sem ter uma razão lógica para justificá-la? Essa é a vantagem e o problema da intuição. Ainda não podemos dizer como mapeá-la ou identificar os fatores que a levam a emergir de nossa mente intuitiva, mas que ela pode ser um aliado real para nos levar a melhores decisões, sem sombra de dúvida, nossa intuição pode ser uma poderosa ferramenta decisória.
As mulheres que o digam.