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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Decisões - por que é tão difícil tomá-las?

Grandes ou pequenas, simples ou importantes, sempre estamos tomando decisões, desde a hora em que despertamos, até a hora de dormir.
Algumas vezes, decidimos automaticamente, para economizar energia: qual o pé de meia que calço primeiro: o direito ou o esquerdo?
Outras vezes, demoramos mais: Qual o prato vamos pedir num restaurante que visitamos pela primeira vez?
Ainda outras acabam sendo verdadeiros dilemas: a compra de um carro ou imóvel; manter um relacionamento ou terminá-lo; ficar num emprego ou pedir demissão...
Não é para menos que a palavra grega para Indecisão signifique "de duas almas, alma dupla", a pessoa fica dividida entre duas opções, ou decisões, não conseguindo definir qual delas deve tomar.
De todo modo, decidir envolve considerar todas as opções e escolher uma delas. Parece fácil, mas nem todo mundo lida bem com as alternativas que tem e as consequências de suas decisões, especialmente se já tomou uma decisão que não deu os resultados esperados.
O mundo é feito de escolhas, e se temos o dom do livre-arbítrio, deveria ser mais fácil lidar com as decisões que temos de tomar. A frase "O que você faria se fosse eu?" revela mais do que uma indecisão; mostra no fundo uma fuga de sua responsabilidade, passando para outra pessoa o poder de decidir sobre sua vida. Caso o resultado seja ruim, poderá culpar o outro pela decisão que tomou...
Claro que consultar alguém antes de tomar uma decisão importante pode ajudar muito, se este alguém é confiável e se está realmente interessado em ajudá-lo. Considere os efeitos que sua decisão provocará, e imagine as consequências que advirão de sua decisão.
São fatores que poderão guiá-lo para selecionar a opção que produzirá melhores resultados para os envolvidos. Bom senso nestas horas nunca é demais. Vale a pena demorar um pouco para amadurecer o assunto, meditando em todos os aspectos para não se arrepender depois.
Mesmo que conheça alguém que passou pela mesma situação, procure não se basear nesta referência, pois pessoas diferentes devem tomar decisões diferentes, pois cada um deve "saber onde aperta o seu calo".
Cada pessoa tem seus princípios e seus valores, e é sobre eles que sua decisão deve ser baseada, para ser coerente e adequada para a sua realidade, pessoal familiar ou profissional.
Muitas vezes, uma decisão tomada demora a produzir os frutos. Não desanime tão cedo, nem mude sua decisão achando que deveria ter escolhido outra opção. Algumas decisões são difíceis de manter, e outras acabam tendo desdobramentos inesperados com que se tem de lidar.
Mesmo tentando salvar uma situação tomando a decisão correta, os efeitos de um erro no passado podem custar a passar: moças solteiras que engravidam, mesmo se casando com quem se gosta, terão de criar seu filho pelo resto de suas vidas...ou parar de fumar depois que se descobre ter câncer no pulmão...
Temos de tomar decisões inteligentes, pois não podemos voltar no tempo para desfazer tais erros.
Neste sentido, temos algumas obrigações e contas a prestar, para com o nosso criador: Ele nos deu a vida, para a vivermos de modo responsável, usufruindo todas as boas oportunidades para fazer o bem, primeiro para nós mesmos, e depois para o nosso próximo.
E aí?

Já decidiu qual boa ação vai praticar hoje?

Um abraço e até o próximo post!

sábado, 28 de setembro de 2013

CERTO OU ERRADO?




No episódio “O Tirano” da série “House” que retrata o cotidiano de uma equipe médica num grande hospital um ditador é internado e sua vida passa então a estar nas mãos dos médicos.


O drama explorado passa pelo dilema moral de tratar do ditador e salvar sua vida, porém colocar em risco outras centenas ou milhares que ele prometeu eliminar por serem contrárias ao seu regime político.
Seria certo os médicos “sabotarem” os resultados dos exames e provocar a morte do ditador para salvar muitas vidas? Ou seria errado porque estariam violando seu código de ética médica de buscar preservar toda e qualquer vida que necessitar de seus conhecimentos?
Estaria certo o ditador porque deseja preservar seu regime político e assim obter vantagens para si e os que tomam seu partido no país em que dominam? Ou estaria errado porque estaria colocando seus interesses à frente e causando sofrimento e dor a outros que são seus compatriotas?
Nos dias de hoje, o certo e o errado se confundem e dificultam nosso posicionamento pessoal diante de muitas situações. Temos quatro aspectos a examinar quando abordamos o conceito do que é certo ou errado:
- Subjetivamente falando, cada um decide o que é certo ou errado, com base em seus próprios conceitos ou ideias.
- Culturalmente, podemos dizer que é ilegítimo um médico permitir que um paciente morra, pois o código de ética trata deste assunto. Porém, o mesmo país, ou sua cultura, pode condenar atos de genocídio ou repressão política contra pessoas ou grupos que discordam do regime estabelecido no país ou naquela cultura.
- Constitucionalmente, há leis que regem o assunto classificando como assassinato tirar a vida de um paciente; ao passo que o ditador pode promulgar uma lei dizendo que é legal prender e matar seus inimigos políticos. O que é legal em um país pode ser ilegal em outro.
- Objetivamente, não há como os médicos do episódio de House determinarem o que é certo ou errado, mas existe uma escolha que é a correta. Sempre haverá um padrão do que é certo ou errado para cada pessoa, mas em certas situações é difícil determinar tal padrão.
A filosofia, religião, juristas e humanistas tem debatido esta questão e não chegaram a nenhuma conclusão. Não é surpresa, porque o nível de decisão do que é certo ou errado está dentro de cada indivíduo, e cada um tem o poder de escolher qual será sua opção. O conceito do “livre-arbítrio” permite que a pessoa faça tanto o que é certo como o que é errado, neste caso, mesmo sabendo que não é a melhor opção.
Portanto, de um modo bem simples, o certo produz bons resultados, ou traz benefícios ao decisor e às pessoas afetadas pela decisão ou ação tomada. O errado, por sua vez, produz malefícios, ou prejudica outras pessoas, ou a sociedade em que o decisor está inserido.
No caso de Chase, o médico de House, o certo é salvar a vida do ditador. Por seu lado, o certo para o ditador seria ele não fazer o que faz: acabar com a oposição perseguindo ou eliminando seus desafetos. Os resultados das decisões determinam as ações certas que precisam ser tomadas em cada caso.
Precisamos utilizar o poder de decidir por nós mesmos, escolhendo sempre o caminho ou ações que produzam bons resultados. Que afetam a nós e outros à nossa volta, seja nossa família imediata, o condomínio ou a rua em que moramos, a cidade, o estado, o país em que vivemos; enfim, o mundo em que passamos esta curta existência.
Simples assim.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Crenças e Sentimentos; Princípios e Valores.





Tenho observado que as crenças que temos (ou desenvolvemos durante a vida), são fundamentais para guiar nossas decisões frente aos dilemas pessoais. Sejam eles ligados à vida profissional ou pessoal, aquilo em que acreditamos influencia os objetivos que desejamos atingir, os meios que usaremos para chegar lá, e o modo que agiremos quando o conseguirmos.
Falamos então de Visão, Missão e Valores para classificar aspirações, sentimentos, a busca de recompensas e realizações na curta vida que temos neste mundo.
Tudo é muito bonito e elogiável na teoria, mas a prática nos mostra que a competitividade da sociedade humana atual faz cair por terra todos os maiores conceitos sobre solidariedade, altruísmo e cidadania. O que dizer então quando está em jogo um salário mensal de cinco dígitos? Ou uma possibilidade não tão correta de obter ganhos financeiros elevados com pouco investimento?
Do que não abrimos mão para manter o nosso ‘status quo’? O carro novo, a escola das crianças, as férias em Orlando, o tênis duas vezes por semana, restaurantes e uma adega de vinhos?
Para aqueles que estão em ascensão social, ter sua casa própria, um carro na garagem, fazer academia, uma TV de 50 polegadas, fazer uma faculdade...
Enfim, todos temos aspirações, e os sentimentos associados a estes objetivos que nos colocamos na vida surgem de nossas crenças, do que aprendemos que é certo ou errado (hoje, cada vez “mais ou menos certo ou errado”), dos princípios que assumimos para nós mesmos, e dos valores resultantes de tais princípios.
São estes que guiam nossas decisões quando temos questões para resolver.
Honestidade tem a ver com Verdade. Uma pessoa honesta sempre fala a verdade, mesmo que ela possa colocá-la numa aparente desvantagem momentânea. Digo aparente, pois a longo prazo, o benefício é claro: ela criará uma reputação de confiabilidade e integridade que não tem preço. Termos como “meia-verdade” ou uma “pequena mentira” já não são Verdade: são mentiras e ponto final.
Lealdade tem a ver com Fidelidade e Comprometimento. Uma pessoa leal se apega aos seus compromissos, tanto com outras pessoas, como com as atividades que exerce. Claro que a Lealdade precisa estar associada à Honestidade, senão ela seria desvirtuada, como a lealdade entre um traficante de drogas e seus capangas, ou entre um político corrupto e seus comparsas de fraudes.
Por isso, vemos cada vez mais pessoas com princípios, porém com seus valores distorcidos, devotadas a buscar objetivos questionáveis, utilizando para isso todos os meios (válidos ou escusos) para atingi-los.
Pessoas que criam visões de um mundo egoísta, onde não há lugar para o altruísmo ou solidariedade, onde o amor ao próximo só tem lugar no discurso de outros, e a bondade ou humildade são para os fracos de caráter...
Apesar de um cenário nada animador, tenho firme esperança de que as pessoas podem mudar. Tudo e todos tem o seu tempo, e as mudanças podem ser feitas, e nada mais correto do que aquela frase que diz:
“Se quiser mudar o mundo, comece com você mesmo”.
Mude, mude sempre, mas sem perder os seus valores. São eles que fazem a diferença na hora de tomar decisões na sua vida. São eles que podem fazê-lo feliz, e quem é que não quer conquistar a felicidade?