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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Team Transport#10 – Mix 2 2019 - Falken Tyres – Hot Wheels

Car Culture: Team Transport #1 - 2018

A Série Car Culture: Team Transport foi lançada em 2018, num blister com dois veículos: um automóvel de corrida e o veículo de transporte para as pistas, ambos com a mesma decoração de equipe. O primeiro era composto pelo Porsche 356 Speedster e a Pickup VW T1, com caçamba para levar o Porsche para as corridas.

Team Transport #10, 20198

O Set #10 traz um Mercedes-Benz 190 E 2.5-16, casting feito por Mark Jones, e o caminhão Fleet Flyer, um caminhão não licenciado, que a Mattel criou com base do DAF F218 do início dos anos 1970.


O Mercedes-Benz 190 E 2.5-16 Evolution II é uma versão preparada do modelo W201, produzido de 1990 a 1991, em colaboração com a Cosworth inglesa. Em relação à versão anterior Evolution I, tinha o mesmo motor quatro cilindros em linha M102 de 2,5 litros, equipado com o AMG PowerPack, traz um ‘body kit’ desenhado por Richard Läpple, um professor da Universidade de Stuttgart, com grande uma asa traseira ajustável, um spoiler no final do teto e apliques aerodinâmicos que aumentam o downforce e reduzem o coeficiente de arrasto, estudados em túnel de vento para conseguir o máximo de eficiência.

Comenta-se uma anedota da época, em que o chefe de P&D da BMW, Wolfgang Reitzle, comentou que “as leis da aerodinâmica devem ser diferentes entre Munique (sede da BMW) e Stuttgart (sede da Mercedes-Benz)”, e que, se essa asa funcionasse como deveria, “eles teriam de redesenhar seu túnel de vento”; essa anedota também afirma que a BMW realmente redesenhou seu túnel de vento. A produção chegou a 502 unidades, para homologação na categoria DTM, e todos os exemplares haviam sido vendidos assim que a Mercedes anunciou o modelo.


A Falken é uma marca japonesa de pneus, uma divisão da Sumitomo Rubber Industries, lançada em 1983 pela Ohtsu Tire & Rubber, entrou no mercado americano numa parceria com a Goodyear em 1985 e na Europa em 1988. Especializou-se em criar produtos de alta performance, e lançou mão do automobilismo para promover a marca mundialmente.


Em 2015, ao se desligar da Goodyear, acabou ficando com a Dunlop Tires North America. Sua presença nos diversos campeonatos de carros esporte e turismo, como a IMSA, ALMS, nos Estados Unidos e Europa, fornecendo pneus e patrocinando a Falken Motorsports, conquistou uma excelente reputação esportiva no mundo todo.

Da minha coleção


O Set Car Culture: Team Transport é a edição nº 10, Mix 2, de 2019. Traz a decoração da Equipe Falken Tyres, e são modelos Premium, detalhados nos faróis, lanternas traseiras, com base de metal e rodas especiais com pneus de borracha.

Mercedes-Benz 190 E 2.5-16 Evolution II




Não há registros de que a Falken Motorsports correu com o Mercedes-Benz 190 E, mas os colecionadores compram mesmo assim, com a Hot Wheels lançando diversas miniaturas com esta decoração famosa.

Fleet Flyer



Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/2019_Car_Culture:_Team_Transport

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Mercedes-Benz_190_E_2.5-16

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Fleet_Flyer

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Nissan Collector Set – Hot Wheels

Nissan Collector Set, 2020

Em 2020, a Hot Wheels lançou o primeiro dos Premium Collector Set, uma caixa com três carros e um caminhão-plataforma para transporte de veículos. Este Nissan Collector Set traz o Datsun Bluebird 510 Wagon, o Nissan Fairlady Z e o Nissan Laurel 2000 SGX, complementado pelo Aero Lift; este é um modelo não-licenciado, mas criado pelo designer da Mattel Mark Jones para a Série Team Transport, e é utilizado em outros Sets, com decorações diferentes de acordo com a marca dos carros ou do patrocinador da equipe de corridas.

Os modelos vêm afixados no piso da caixa com elásticos presos nos eixos e o cenário imita uma garagem da Nissan.

Os modelos deste Set

’71 Datsun Bluebird 510 Wagon

Datsun Bluebird 510 Wagon, 2020


Este modelo reproduz o carro real que Jun Imai customizou, e pela sua paixão pelos JDM, junto com Ryu Asada, foram grandes incentivadores para a Mattel lançar modelos de outros países em sua linha Hot Wheels. Ele tem modificações como os espelhos retrovisores sobre para lamas, como na década de 1970. Também o casting tem uma variante com a grade frontal lisa ou texturizada como uma tela.

O modelo real, carro de Jun Imai

A versão Wagon do Datsun 510 estava disponível nos Estados Unidos desde 1968, e ajudou a Nissan a construir uma boa imagem internacional. O modelo americano tinha um comando mais bravo, produzindo 96 hp no pequeno motor quatro cilindros em linha com 1600cc. Atingia a velocidade máxima de 100 mph (160 km/H), tinha freios a disco na dianteira, suspensão independente nas quatro rodas na versão sedan e eixo rígido com feixe de molas na traseira da versão Wagon.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2771_Datsun_Bluebird_510_Wagon

https://en.wikipedia.org/wiki/Datsun_510

Nissan Fairlady Z

Datsun Fairlady Z, 2020


O Nissan Fairlady Z reproduzido pela Hot Wheels é baseado no design que ficou conhecido como “G-Nose”, ou 240 ZG, equipado com um kit aerodinâmico desenvolvido para as competições e alguns modelos de rua. Outras peças deste kit eram os para lamas alargados, parafusados à carroçaria, spoiler na traseira e outros equipamentos para aumentar a performance do carro. A miniatura tem o volante à direita, como padrão dos carros japoneses.

O Nissan Fairlady de Jun Imai


O Hot Wheels que Jun Imai fez em 2016

O nome Nissan Fairlady Z era a designação utilizada pela Nissan para o mercado japonês, e para os mercados de exportação, era chamado de Datsun 240 Z. A origem deste modelo se deve á recusa da Nissan continuar o projeto que tinha junto com a Yamaha no início dos anos 1960 para desenvolver um carro esporte de dois lugares. A Yamaha ofereceu o projeto à Toyota e fizeram o Toyota 2000GT em 1965. A Nissan resolveu fazer o seu por conta própria e surgiu o 240Z, em 1969.

Equipado com o motor de seis cilindros em linha e 2,4 litros, com dois carburadores, produzia 151 cv. No Japão, havia a opção de 130 cv e outro de 160 cv, chamada de Fairlady Z432 (quatro válvulas, três carburadores e dois comandos) com o mesmo motor do Skyline GT-R. O câmbio tinha cinco marchas, suspensão independente na quatro rodas e freio a disco na dianteira, logo foi preparado para corridas e Rallies, vencendo o Rally Safari de 1971 e 1973.

O Nissan Fairlady Z também foi reproduzido de um carro pessoal de Jun Imai.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Nissan_Fairlady_Z

https://japanesenostalgiccar.com/minicars-hot-wheels-x-jnc-nissan-fairlady-z/

https://www.youtube.com/watch?v=JhmydLL4AQ0

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Jun_Imai

https://quatrorodas.abril.com.br/carros-classicos/datsun-240z-receita-de-raiz-forte

Nissan Laurel 2000 SGX

Nissan Laurel 2000 SGX, 2020


Lançado na Série Japan Historics de 2018, ele reproduz o modelo da segunda geração (1975), Serie C-130 Hardtop, com acabamento SGX. O design traz um estilo limpo, conhecido como “Kyusha”, com poucos decalques, altura rebaixada, para lamas alargados, rodas especiais Mini Classic de quatro raios e pequeno diâmetro, com pneus de borracha de perfil baixo, e um grande spoiler abaixo do para choque dianteiro, que faz parte de sua base de metal.

O Nissan Laurel 2000 SGX tinha um motor de seis cilindros em linha com 1998 cc, 125 hp, , câmbio de cinco marchas e dois carburadores SU; substituídos emm 1975 por injeção eletrônica para atender às leis sobre emissões. Seu estilo com a traseira mais volumosa lhe rendeu o afetuoso apelido de “Butaketsu” Laurel, ou “bunda de porco”.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Nissan_Laurel_2000_SGX

https://en.wikipedia.org/wiki/Nissan_Laurel

Aero Lift


Aero Lift é um caminhão de transporte de carros de corrida, com a plataforma aberta. O casting é um design de Mark Jones, e não reproduz um veículo real, economizando nos custos de licenciamento para a Mattel. A miniatura tem a cabine avançada, como muitos caminhões reais, economizando no comprimento para aproveitar a plataforma. A Mattel utiliza o modelo para diversos Sets dos Team Transport, decorando conforme a marca do carro transportado ou do patrocinador da Equipe de Corrida.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Aero_Lift

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Alfa Romeo B.A.T. 9 - Bertone

As Alfa Romeo BAT 5 (ao fundo),
BAT 7 (à esquerda) e BAT 9 (à direita)
 

A Alfa Romeo BAT (Berlinetta Aerodinamica Tecnica) era uma série de carros conceito italianos, feitos por Bertone, numa colaboração com a Alfa Romeo, que começou em 1953. Três carros foram construídos: o BAT 5 em 1953; o BAT 7 em 1954 e o BAT 9 em 1955. Todos foram desenhados por Franco Scaglione.

A Alfa Romeo encomendou a Bertone elaborar conceitos para pesquisar os efeitos de arrasto aerodinâmico nos carros. O objetivo era criar veículos com o menor coeficiente de arrasto possível, e todos tinham aletas nas traseiras afiladas.

Alfa Romeo BAT 9

Construídos sobre o chassi do Alfa Romeo 1900, os três foram apresentados no Turim Auto Show, respectivamente em 1953, 54 e 55. Tinham o motor 1900 de quatro cilindros e 90 hp, atingindo a máxima de 201 km/h, e o menor coeficiente de arrasto conseguido foi de 0,19, marca excelente.


O BAT 9 era o mais convencional dos três, com os faróis nas extremidades dos para lamas dianteiros, e aletas traseiras menores e não tão encurvadas como dos anteriores´. O estilo curvilíneo trazia o famoso “cuore” da Alfa no nariz do carro, e as rodas eram semi encobertas para reduzir a turbulência.


O carro foi levado aos Estados Unidos por S. H. “Wacky” Arnolt, revendedor de automóveis em Chicago, e na época vice-presidente da Bertone. Em 1963, o carro foi parar em uma concessionária em Greenville, Michigan. Um jovem de 16 anos quis ficar com ele, e é o proprietário até hoje. Gary Kaberle, se formou dentista em Traverse City, em Michigan, e o carro tinha 19.000 km rodados quando o comprou, mas não estava funcionando.

Hoje, depois de receber manutenção, praticamente está como original, com mais de 32.0000 km rodados, com os mesmos pneus e estofamento de couro, apenas a pintura foi refeita.


Os três modelos de Bertone estão entre as visões automotivas mais ousadas, intransigentes e futurísticas já realizadas, tendo recebido homenagem no prestigiado Pebble Beach Concours d’Elegance em 1989 e novamente em 2005. Os três modelos foram exibidos de 20 a 23 de novembro de 2019 pela Phillips com o título: Trinity: B.A.T. 5-7-9 em Berkeley Square, Londres.

Alfa Romeo BAT 9, Hot Wheels, Série 2005 First Editions: Realistix


A miniatura da Hot Wheels reproduz o BAT 9, mesmo com as limitações da escala, exibe o audacioso design de Bertone e valoriza o modelo. A cor é especial, Metalflake Silver, e a base é de metal na mesma cor, com rodas especiais e pneus de borracha.





Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Prototipo_Alfa_Romeo_B.A.T._9

https://en.wikipedia.org/wiki/Alfa_Romeo_BAT

https://auto.howstuffworks.com/1955-Alfa-Romeo-Bertone-BAT-9.htm

https://oldconceptcars.com/1930-2004/alfa-romeo-b-a-t-9-1955/

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Team Transport – Porsche 962 – Fleet Flyer # 6


Em 2018, a Mattel lançou a Série dos Team Transport, conjuntos de dois veículos, um automóvel de linha já existente, com decoração de corrida, e um veículo de transporte que o levava para os autódromos para as competições. Este Set foi o sexto lançado em 2018, e o visual remete à MOMO Racing Team, se ela participasse de corridas.

A história do Porsche 962 começa na realidade em 1975, quando a Porsche apresentou o Porsche 936, sucessor do vitorioso 917, aposentado em 1971, no World Sportscar Championship. A designação 936 vinha do motor turbo modificado do Porsche 930, que competia no Grupo 6, dos Carros Esporte-Protótipos.

PORSCHE 936

Porsche 936, vencedor em Le Mans, 1976

Sua configuração aberta de dois lugares era equipada com um motor Flat-6 com turbo único, cabeçotes de duas válvulas, refrigerado a ar, com 2.140cc (equivalente a 3.000cc, segundo o regulamento na época), gerando 540 cv a 8000 rpm, com 356 ft-lbs a 6000 rpm de torque. O câmbio tinha cinco marchas, diferencial de deslizamento limitado. O chassi era um desenvolvimento do tubular aplicado no 917, e o design da carroçaria tinha laterais mais retas e seguia os princípios aerodinâmicos do 917 LH, mais longo do que os 917 iniciais.

De 1976 a 1981, a Porsche venceu três vezes as 24 horas de Le Mans, com Jacky Ickx (76, 77 e 81) com o 936, cada ano com um chassi diferente, e a Porsche não disponibilizou o 936 para equipes independentes, mas a Porsche cedeu à equipe Joest Racing um chassi de reserva e peças sobressalentes, e ela montou um carro que foi designado como Porsche 936C JR005 e correu algumas provas com ele. A Kremer Racing recebeu os projetos do 936 para recriar um exemplar modificado com as especificações de 1981, chamado chassi CK5 01, para a temporada de 1982. Estes últimos receberam modificações na carroçaria, deixando de ser modelos abertos e seguindo o design do novo Porsche 956.

O 936 vencedor em Le Mans, 1977

O 936 vencedor em Le Mans, 1981


PORSCHE 956 E 956B

O Porsche 956, no Museu em Sttutgart,
demonstrando o efeito-solo

Para 1982, a Porsche apresentou o sucessor do 936, com a sigla 956, equipado com o motor do 936/81, mas ampliado para 2.650cc preparado para a Fórmula Indy, gerando 635 cv. O design geral do carro era de Norbert Singer para o World Sportcar Championship, Grupo C, na temporada de 1982. Diferentemente dos anteriores, o chassi do 956 era um monocoque de alumínio, o primeiro feito pela Porsche, e pesava apenas 800 kg, o mínimo exigido pelo regulamento. Foi também o primeiro carro da Porsche que utilizava o efeito-solo, gerando mais de três vezes o downforce do que o modelo 917 de uma década atrás. Outra tecnologia aplicada ao 956 era a dupla-embreagem PDK (Porsche Doppelkupplungsgetriebe), testado desde o início dos anos 1980, e que passou a equipar os Porsche 997 Carrera de produção em 2009.

A equipe de fábrica corria com o patrocínio da Rothmans, e este modelo foi cedido para equipes privadas, como a Joest Racing, Obermaier Racing, John Fitzpatriclk Racing, Richard Lloyd Racing, Kremer Racing e Brun Motorsport. Nas 24 Horas de Le Mans de 1982, a dupla Ickx/Bell liderou todas as 24 horas, conquistando a terceira vitória correndo juntos. Como haviam vencido em 1981 com o Porsche 936 que usava uma versão inicial do motor 956, eles largaram na pole position, com o número 1 estampado nas laterais; e os outros dois 956 de fábrica, com os números 2 e 3 terminaram nestas mesmas posições, com Mass/Schuppan em segundo e Barth/Haywood/Holbert em terceiro.

O fato notável relacionado a este modelo do Porsche 956 foi o recorde volta obtido no famoso circuito de Nürburgring, ou Nordschleife, nas montanhas Eifel, durante a sessão de qualificação para os 1000 Km de Nürburgring de 1983, Setefan Bellof cravou o tempo de 6m11,13s, para os 20,832 km, à média de 202 km/h (126 mph). A marca perdurou por 35 anos, até ser superada por outro Porsche, o 919 Hybrid Evo, em 5:19.55, pilotado por Timo Bernhard em 29 de junho de 2018. Bellof também marcou a melhor volta desta prova, com o tempo de 6:25.91.

Com um chassi aperfeiçoado e equipado com o Bosch Motronic, que economiza combustível, o 956 ganhou a letra B na sigla, e 28 exemplares do 956 foram produzidos, com um 29º chassi extra oficial montado pela Richard Lloyd Racing com peças de reposição.

PORSCHE 962 E 962C

O chassi do 962

A Porsche intencionava participar do IMSA GTP Championship, nas pistas americanas, com o 956, porém o regulamento exigia que os pés do piloto ficassem posicionados atrás da linha do eixo dianteiro, por isso, a Porsche modificou o chassi monocoque do 956, movendo o eixo dianteiro á frente da caixa dos pedais, e com outros aperfeiçoamentos, ganhou a denominação de 962 para a temporada americana de 1984.

Equipado com o Flat-6 de 2,8 litros com um turbo KKK (Kühnle, Kopp und Kausch AG K36) com intercooler, em vez do duplo turbo K27 do 956 Grupo C, já na metade de 1985 o motor foi ampliado para 3,2 litros com injeção de combustível, tornando mais competitivo frente aos Jaguar; porém em 1987 a IMSA GTP alterou o regulamento e proibiu o motor 3,2 litros. A Porsche ameaçou abandonar a IMSA em 1988, e a NISSAN dominaria o campeonato sem a Porsche, portanto a Porsche foi autorizada a utilizar os motores biturbo, refrigerados a água, mas com restritores de 36mm. Politicagem de sempre...

No World Sportscar Championship, a configuração foi mantida com o motor Flat-6 de 2,8 litros até o ano de 1986, com variantes de 2,8, 3,0 e 3,2 litros e duplo turbo, e os modelos foram designados como 962 para diferenciá-los dos que corriam no IMSA GTP.

Porsche 962, vencedor de Le Mans em 1986

Porsche 962, vencedor de Le Mans em 1987

A Porsche produziu 91 exemplares do 962 entre 1984 e 1991; 16 deles foram utilizados pela equipe de fábrica, e os demais 75 foram vendidos para as equipes privadas. Como os 956 eram muito parecidos com o 962, dois deles foram adaptados, e outros quatro reconstruídos para as especificações do 962. Três dos novos 962 sofreram acidentes e receberam um novo número de chassi devido à extensa reconstrução. A Fabcar, dos Estados Unidos, construiu alguns chassis do 962 devido à alta demanda, e os enviava para a Porsche finalizar os carros. Derek Bell, que venceu as 24 Horas de Le Mans por cinco vezes, conquistou 21 vitórias com o Porsche 962, entre 1985 e 1987; e comentou que era “um carro fabuloso, e considerando o quão minucioso Norbert Singer e a equipe (da Porsche neste período) eram, era realmente muito fácil de dirigir”.

Um dos problemas que o 962 tinha era a falta de rigidez do chassi de alumínio, e a Porsche vendeu tantos exemplares para as equipes privadas, e disponibilizaram peças de reposição para que o carro se mantivesse competitivo durante as temporadas em que correu, e as equipes passaram a modificar os seus carros, até projetando um novo chassi e comprando os componentes da Porsche para completar o carro.

Assim também faziam com a carroçaria, adaptando os detalhes para melhorar a aerodinâmica, e até criando novas carroçarias exclusivas. Algumas equipes passaram então a oferecer estes 962 “refeitos” para outras equipes que queriam ter o modelo.

O 962 da Kremer, CK6

A Kremer Racing denominava seus 962 de “962CK6”, refazendo boa parte do chassi de alumínio com fibra de carbono. Onze unidades foram construídas assim. John Thompson projetou um chassi para a Brun Motorsport, e oito unidades foram feitas, e a Brun conquistou o vice-campeonato da temporada de 1987. Thompson construiu mais dois chassis para a Obermaier Racing. A Richard Lloyd Racing procurou Peter Stevens e Nigel Stroud para desenvolver cinco 962 GTi’s, com uma aerodinâmica revisada e placas “honeycomb” no chassi. Até Vern Schuppan, ex-piloto da Porsche construiu cinco chassis do 962, que ficaram conhecidos como “TS962S”.

 Do outro lado do Atlântico, a Holbert Racing modificou seus chassis, rebatizando-os como “962 HR-000”, e Jim Busby, chefe da equipe, contratou Jim Chapman para construir uma versão mais robusta do monocoque 962. A Fabcar, que fez vários chassis para a Porsche, incorporou chapas de honeycomb que aumentaram a rigidez do conjunto. A Dyson Racing comprou um monocoque da Richard Lloyd Racing/GTi para construir o seu “DR-1”, e comprou um da Fabcar para o DR-2. Kevin Jeanette construiu o Gunnar 966, copiando alguns elementos do 917/30 que correu na Can-Am, e outras equipes transformaram o 962 em modelo aberto, como o CK7 e K8 da Kremer com chassis próprio, que correram na Interserie européia e em Daytona (USA), tendo apenas o motor e elementos de suspensão herdados do 962 original. Heinz-Jörgen Dahmen também converteu seu 962 (chassis 011) em modelo aberto, correndo nas temporadas 1995 e 96 da Intersérie.

Vários 962 de equipes independentes

O sucesso do Porsche 962 pode ser visto pelos resultados que obteve durante os anos em que competiu nos diversos campeonatos através do mundo: O World Sportscar Championship de 1985 e 1986; quatro IMSA GT Championship consecutivos de 1985 a 1988; seis campeonatos da Interserie de 1987 a 1992; todas as quatro Supercup Series, de 1986 a 1989; as cinco temporadas do All Japan Sports Prototype Championship de 1985 a 1989, além de muitas vitórias na IMSA Americana e Interserie avançando pelos anos 1990, e três vitórias nas 24 Horas de Le Mans, em 1986, 1987 e 1994, sendo nesta última, um 962 bastante modificado pela Dauer Racing. Neste mesmo ano no mês de agosto, o Team Taisan teve a honra de obter a vitória final de um Porsche 962C original, na etapa do Fuji Speedway, na temporada do All Japan Grand Touring Car Championship (agora denominada Super GT), justamente dez anos depois que o modelo começou a competir.

O Koenig C62 de 1991

Com tantas equipes fazendo modificações no 962, depois que ele deixou de correr, algumas equipes e preparadores começaram a converter o 962 para rodar nas estradas, e visto que ele era um carro de corridas, seria perfeitamente classificado como um supercarro esportivo. A primeira empresa a fazer uma conversão dessas foi a Koenig Specials, preparadora alemã que havia corrido com o 962. O modelo foi designado C62 e terminado em 1991, com adaptações na carroçaria para atender a legislação alemã sobre a altura/posicionamento dos faróis. O motor foi ampliado para 3,4 litros e o sistema Motronic foi revisado; não há dados sobre o número de conversões realizadas pela Koenig.

O Schuppan 962CR para rodar nas estradas

Outra alemã, a DP Motorsports converteu três exemplares, conhecidos por DP62’s, com motores 3,3 litros com duplo turbo; e também com a altura dos faróis ajustada para as normas alemãs. Em 1991, Vern Shuppan criou o Schuppan 962CR para o mercado japonês, ao preço de ¥195 milhões (£830,000); com design do chassi e carroçaria completamente novos, feitos por Mike Simcoe da GM Holden australiana, com o motor ampliado para 3,3 litros e suspensões originais. Um número desconhecido foi fabricado, antes que o financiamento do projeto fosse cancelado, mas há registros de dois exemplares do 962R (ou LM): um deles, o H726 LDP, registrado no Reino Unido; e o 962/123, que correu nas 24 Horas de Le Mans em 1988 e estava na oficina de Schuppan quando decidiram convertê-lo para uso em estradas. Ele tinha um adesivo no nariz com os dizeres “962R Le Mans Prototype”, embora o carro seja frequentemente citado como 962LM. O modelo tinha um chassi alveolar de alumínio construído na Grã-Bretanha, e o carro apareceu em diversas revistas no Reino Unido e na Austrália no verão de 1991.

O Dauer 962 Le Mans, que conquistou Le Mans em 1994

Jochen Dauer usou um chassi original de corrida para sua versão GT1 do 962, o Dauer 962 Le Mans, preparado para competir e rodar nas estradas. A carroçaria era toda nova, apesar de ter elementos do 962 original, e com certo apoio da Porsche, foi este modelo que venceu as 24 Horas de Le Mans em 1994.

O Dauer 962 para rodar nas estradas

Uma série de carros de estrada “Derek Bell edição 962” foi planejada, mas apenas um foi concluído, movido por um motor de 580 cv (430 kW) do 993 GT2. Ele estava à venda, completo com a documentação para rodar em 2007.

Da minha coleção

Team Transport, Porsche 962 e Fleet Flyer, 2018 # 6

Design de Mark Jones para o caminhão e o Porsche

O SET Team Transport com o Porsche 962 saiu em 2018, no Mix 2, é o #6 da Série. O caminhão transporte Fleet Flyer é um baú, típico das equipes que participam nos circuitos europeus, carregam na decoração o mesmo estilo de pintura dos carros de corrida, com as marcas dos patrocinadores em evidência. Estes Sets trouxeram estes caminhões numa escala mais próxima de 1:64, ficando melhor a proporção visual junto com os automóveis que forma o conjunto. O cuidado pode ser visto no acabamento das rodas e pneus, bem melhores do que as rodas-padrões dos hot Wheels Mainline. A porta traseira do baú é móvel, abrindo como uma rampa para o carro de corrida descer/subir. 




Tanto o Fleet Flyer como o Porsche 962 são trabalhos do designer Mark Jones; e o caminhão é um projeto da Mattel, não tendo licenciamento de um veículo real. Posteriormente, ele aparece em outros Sets da Série Team Transport, decorado com outras cores e logotipos.




O Porsche 962 é um casting de 2017, e a decoração MOMO é “fantasia”, ou seja, nunca existiu uma equipe MOMO correndo com o Porsche 962. O que não tira o mérito e o atrativo visual, que ficou muito bem no modelo. As rodas são especiais, porém os pneus não são de borracha, como os Real Riders.




A MOMO é uma famosa grife italiana de acessórios esportivos, e foi “ressuscitada” nas miniaturas Hot Wheels pelo Designer Jun Imai, despertando o interesse dos colecionadores pelo mundo.

 

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Fleet_Flyer

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Car_Culture:_Team_Transport

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Porsche_962

https://leotogashi.blogspot.com/2023/09/momo-racing-cars.html

https://leotogashi.blogspot.com/2021/06/de-carrinhos-modelos-em-escala.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Porsche_936

https://en.wikipedia.org/wiki/Porsche_956

https://en.wikipedia.org/wiki/1982_24_Hours_of_Le_Mans

https://en.wikipedia.org/wiki/Porsche_962

https://www.stuttcars.com/porsche-962/