Num mundo cada vez mais competitivo, em que as pessoas estão concentradas em sim mesmas, ou numa carreira profissional, a amizade acaba ficando em segundo plano. O egocentrismo é um sentimento bastante comum nos vários ambientes em que frequentamos, no trabalho, no lazer, e até mesmo dentro de nosso círculo familiar e de amigos.
O sentimento de amizade verdadeira pode ser ilustrado pelo amor e carinho que um cão tem pelo seu dono. Independentemente da atenção que o dono dá para o seu animal de estimação, ele sempre o recebe abanando a cauda quando chega em casa, os olhos brilhando e aquela animação de "agora vamos brincar?"
Não há "segundas intenções", não pedem nada em troca senão uns afagos e atenção. Não reclamam se ficam sozinhos, e renovam seu animo apenas com um chamado.
Não comparando os amigos com os cães, o mesmo sentimento deve valer numa amizade verdadeira: não se pede nada em troca, senão uma atenção, uma palavra, um alô só pra saber como ele está...
Fortes e duradouras amizades surgem quando as pessoas se doam, sem interesses ou vantagens, apenas porque tem um amor 'fileo' entre si.
Não o amor romântico, que vem do grego 'eros', filho de Afrodite, que andava com um arco e flechas, provocando o amor entre os que eram atingidos por elas.
Este amor entre duas pessoas, sejam homens ou mulheres sem interesse romântico é denominado 'fileo', um vocábulo grego que identifica o amor entre irmãos (carnais ou 'de sangue'), amizade fraternal, que podemos encontrar na palavra 'filantropia' (“fileo”, amizade, e “antropos”, homem) significando “amor humano”e no nome Teófilo (“Teos”, Deus, e “fileo”, amizade ou amigo) que quer dizer “amigo de Deus”.
Esta amizade verdadeira é mantida pelo respeito, afeto e consideração que se tem pela outra pessoa, além da lealdade, a disposição de ajudar sempre, até de proteger um ao outro, seja de ameaças físicas ou emocionais.
Não necessariamente se conhecem há muito tempo, ou tem os mesmos gostos e preferências, além de algumas opiniões em comum...mas há uma grande confiança mútua e apego entre os verdadeiros amigos. E às vezes, eles falam ou fazem coisas que não gostamos tanto, mas a motivação por trás de algo desagradável para nós pode ser um alerta para o nosso benefício, que é algo que um verdadeiro amigo deve fazer. Da nossa parte, nunca deixar que estas situações diminuam o sentimento de união que temos com alguém que é tão especial para nós, porque ele deseja que nos tornemos uma pessoa melhor; ele tem de ser uma influencia positiva para você.
Seu melhor amigo é alguém com quem se pode falar tudo, confidências e sentimentos, sem temer que o assunto vá se espalhar, ou ele achar ridícula ou menosprezar sua preocupação.
A amizade verdadeira é tão bela que é cantada em canções, é base para muitas literaturas e exaltada em filmes que nos emocionam de verdade.
Davi e Jonatã criaram uma amizade verdadeira, apesar de Jonatã ser o filho do rei Saul, e legítimo herdeiro do trono, abriu mão de seu direito quando percebeu as qualidades que Davi tinha e a escolha que Deus havia feito para um novo rei sobre Israel, mesmo a diferença de idade entre eles (30 anos) não impediu que tivessem uma forte amizade.
Mas certamente, a melhor amizade que podemos desenvolver é com o nosso Criador, como Abraão foi considerado um amigo de Deus (carta de Tiago, cap.2, versículo 23), porque confiava plenamente em Deus e o obedecia integralmente.
Apesar da música 'Amigo" de Roberto Carlos, homenageando Erasmo ser muito famosa, selecionei a canção de James Taylor para fechar este post. Podem acessar o link e ver o clip com a tradução desta bela canção.
James Taylor: You've got a friend
https://www.youtube.com/watch?v=B3iz7AwzbEg
Um abraço de amigo, e até a próxima.
Bem-vindo ao meu Blog, onde escrevo sobre minha paixão por filmes e carros, e suas miniaturas. Fique à vontade para comentar e compartilhar.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Amizade verdadeira - jóia rara nos dias de hoje
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domingo, 19 de janeiro de 2014
Ética - Ou você tem, ou não tem.
Muito se fala sobre Ética, um valor consagrado pelos
pensadores gregos e indispensável para a vida do ser humano. Já digo ‘ser
humano’ porque deveria ser um diferencial que nos distinguisse do ‘ser animal’,
guiado pelos seus instintos e incapaz de fazer certas escolhas e usar o dom do
livre-arbítrio concedido por Deus.
Em tempos tão turbulentos com os que vivemos, este ‘valor’
denominado “Ética” dá a impressão de que não é tão preciosa assim.
Claro, pois Ética é um ‘valor’, uma qualidade preciosa cuja
pessoa que a manifesta se destaca entre as demais. É diferente da Moral, pois
esta varia conforme a época, lugar, costumes e tradições, ao passo que a Ética
deve ser baseada na razão.
Mesmo assim, a Ética só produz bons resultados desde que
este valor seja aplicado corretamente, pois até mesmo o crime organizado tem
sua ética; no sentido de que segue determinados comportamentos que são
definidos como ideais dentro do grupo em questão (seja uma quadrilha que faz um
‘arrastão’, a facção que domina uma comunidade num grande centro, pessoas que
se juntam para fraudar licitações públicas em proveito próprio, produtores de
armas que fomentam guerras e revoluções e os cartéis de drogas pelo mundo).
Apesar de não participarmos de tais grupos, exercer a Ética
na verdadeira acepção da palavra não é fácil.
Na complexa sociedade em que vivemos, a todo momento estamos
sendo postos à prova em nossos valores de honestidade, lealdade, paz, amor,
justiça, compaixão, esperança, humildade e muitos outros que poderíamos
alistar; a Ética em destaque, que me motivou a escrever sobre o tema.
Você está no escritório, toca o telefone, a pessoa que
atende diz:
- É pra você; Fulano que falar contigo. E você responde sem
piscar:
- Diz pra ele que não estou!
Lá se foi sua Ética, e pior, desmoronando publicamente em
frangalhos!!
Ou você está aguardando na calçada o sinal de pedestres
abrir para atravessar a rua, o movimento de carros diminui e as pessoas começam
a atravessar mesmo com o sinal vermelho para os pedestres. Você atravessa junto ou espera até o sinal
ficar verde para os pedestres? Como você exerce sua Cidadania?
Estes são apenas dois pequenos exemplos da grande crise de
valores que a sociedade sofre hoje; produzindo pessoas egoístas, insensíveis aos
problemas que nos cercam, gananciosas, desleais, impacientes, ferozes e cruéis.
Mas o que fica muito claro em todas as situações em que somos pressionados, é que temos a
possibilidade de fazer escolhas. Podemos decidir por manifestar a nossa Ética
ou descambar para o abismo da falsidade; sim falsidade, porque estaremos nos
comportando de um modo que não deveríamos.
Há pessoas que consideram os ‘Valores’ como algo subjetivo,
e portanto submisso a uma posição estritamente pessoal ― seus valores ―tornando-os
imunes aos argumentos racionais. Isso
pode explicar porque uma celebridade exige damascos frescos em seu camarim;
porque alguém arremata uma Ferrari de 25 milhões de dólares num leilão ou um
terrorista comete um ato suicida explodindo a sim mesmo num local público.
Por outro lado, os que consideram os “Valores’ com
objetividade, pressupõem que as escolhas
possam ser orientadas e corrigidas a partir de um ponto de vista
independente.
Tais valores se tornam então a base de nossas decisões, o
alicerce em que construímos nossas vidas, visando obter bons resultados para
nós e os que nos cercam. Sobre os Valores, criamos princípios que nos ajudam
nas decisões que tomamos diariamente.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Crenças e Sentimentos; Princípios e Valores.
Falamos então de Visão, Missão e Valores para classificar
aspirações, sentimentos, a busca de recompensas e realizações na curta vida que
temos neste mundo.
Tudo é muito bonito e elogiável na teoria, mas a prática nos
mostra que a competitividade da sociedade humana atual faz cair por terra todos
os maiores conceitos sobre solidariedade, altruísmo e cidadania. O que dizer
então quando está em jogo um salário mensal de cinco dígitos? Ou uma
possibilidade não tão correta de obter ganhos financeiros elevados com pouco
investimento?
Do que não abrimos mão para manter o nosso ‘status quo’? O
carro novo, a escola das crianças, as férias em Orlando, o tênis duas vezes por
semana, restaurantes e uma adega de vinhos?
Para aqueles que estão em ascensão social, ter sua casa
própria, um carro na garagem, fazer academia, uma TV de 50 polegadas, fazer uma
faculdade...
Enfim, todos temos aspirações, e os sentimentos associados a
estes objetivos que nos colocamos na vida surgem de nossas crenças, do que
aprendemos que é certo ou errado (hoje, cada vez “mais ou menos certo ou
errado”), dos princípios que assumimos para nós mesmos, e dos valores
resultantes de tais princípios.
São estes que guiam nossas decisões quando temos questões
para resolver.
Honestidade tem a ver com Verdade. Uma pessoa honesta sempre
fala a verdade, mesmo que ela possa colocá-la numa aparente desvantagem momentânea.
Digo aparente, pois a longo prazo, o benefício é claro: ela criará uma
reputação de confiabilidade e integridade que não tem preço. Termos como
“meia-verdade” ou uma “pequena mentira” já não são Verdade: são mentiras e
ponto final.
Lealdade tem a ver com Fidelidade e Comprometimento. Uma
pessoa leal se apega aos seus compromissos, tanto com outras pessoas, como com as
atividades que exerce. Claro que a Lealdade precisa estar associada à
Honestidade, senão ela seria desvirtuada, como a lealdade entre um traficante
de drogas e seus capangas, ou entre um político corrupto e seus comparsas de
fraudes.
Por isso, vemos cada vez mais pessoas com princípios, porém
com seus valores distorcidos, devotadas a buscar objetivos questionáveis,
utilizando para isso todos os meios (válidos ou escusos) para atingi-los.
Pessoas que criam visões de um mundo egoísta, onde não há
lugar para o altruísmo ou solidariedade, onde o amor ao próximo só tem lugar no
discurso de outros, e a bondade ou humildade são para os fracos de caráter...
Apesar de um cenário nada animador, tenho firme esperança de
que as pessoas podem mudar. Tudo e todos tem o seu tempo, e as mudanças podem
ser feitas, e nada mais correto do que aquela frase que diz:
“Se quiser mudar o mundo, comece com você mesmo”.
Mude, mude sempre, mas sem perder os seus valores. São eles
que fazem a diferença na hora de tomar decisões na sua vida. São eles que podem
fazê-lo feliz, e quem é que não quer conquistar a felicidade?
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
Amor, o maior dos sentimentos.
![]() |
| Patch Adams, vivido no cinema por Robin Williams expressou amor pelos pacientes do hospital em que trabalhava. |
Na série sobre os sentimentos humanos, o amor fica no lugar
de honra, e assim é pois é sem dúvida o mais destacado sentimento que podemos
expressar.
Apesar de sempre pensarmos no amor como o elo que liga um
homem a uma mulher, temos vários tipos de amor. Quatro para ser exato.
O primeiro tipo de amor é o amor de uma mãe pela sua prole. A
palavra grega que define este sentimento é ‘storgé’.
Num sentido mais amplo, abrange o amor que existe em uma família, a afeição
fraternal existente entre membros de uma família (pais, mães, filhos, tios
primos, etc).
Intensamente louvada em várias formas de arte (as famosas “madonnas”)
no decorrer dos séculos, este amor é encontrado desde as primeiras civilizações
humanas, na forma de pequenas estatuetas com fartos seios e amplos quadris,
representando a mãe que dá vida à todos.
O segundo tipo de amor, denominado também no grego ‘philía’ (do grego ‘philos’, significando ‘amigo),
representa o sentimento de dois amigos ou amigas, forte o bastante para manter
uma lealdade até mesmo frente à morte. Atravessa os anos e se solidifica com a
convivência e a lealdade nos tratos mútuos.
Muito explorado no cinema com as diversas composições de ‘parceiros’
ou ‘duplas’, que se ajudam para vencer os desafios com que se confrontam e
fazem a nossa diversão nas salas escuras.
O terceiro tipo de amor é o famoso ‘eros’, o amor romântico entre homem e mulher, relacionado com a
atração sexual; exaustivamente exposto em todas as mídias, produzindo
tragédias, comédias e histórias com finais felizes também. Misturado à paixão,
desequilibrado por tantas demandas e incompreensões deste mundo moderno, pode
passar facilmente ao ódio (voltando ao nosso primeiro post sobre os
sentimentos). Tão belo, mas tão distorcido por manifestar degradação moral,
devassidão, reflete a decadência de uma civilização ao destruir um sentimento
tão bonito.
Mas acima de todos estes amores, surge o quarto tipo de amor;
guiado ou governado por princípios: ‘agápe’.
É um sentimento ou emoção altruísta relacionado com o fazer o bem a outros, sem esperar nada em retribuição.
A respeito desse amor, o professor William Barclay escreveu:
“Agápe tem a ver com a mente: não é apenas uma emoção que surge
espontaneamente no nosso coração; é um princípio pelo qual vivemos
deliberadamente. Agápe tem superlativamente a ver com a vontade.”
Assim, vemos muitos casais que, com certeza, tinham o amor
romântico quando se casaram e fizeram seus votos de amor eterno, mas precisam
desenvolver o ‘philía’, ‘storgé’ e ‘agápe’,
sob pena de deteriorar seu relacionamento (com o passar do tempo e a idade que
avança), como ocorre tão comumente nas sociedades modernas.
O amor ‘agápe’ move as pessoas a obedecer às regras de vida
em comum, manifesta-se na cidadania, na cortesia e tratos com estranhos, na
obediência às leis de trânsito, ao evitar tirar vantagem de outros, evitar
práticas desonestas no emprego, assim como não desenvolver vícios que
prejudicam sua saúde e de outros (fumo, bebidas, drogas, jogatina), não se
dominar pela ganância, luxúria e avareza.
Por fim, temos uma bela definição do amor como registrado na
primeira carta do apóstolo Paulo aos cristãos em Corinto, capítulo 13, nos
versos 4 ao 8:
“4 O amor é longânime e benigno. O
amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, 5 não
se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica
encolerizado. Não leva em conta o dano. 6 Não se alegra
com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. 7 Suporta
todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em
todas as coisas. 8 O amor nunca falha.”
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