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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Páscoa - Tradição com confusão

Uma das celebrações mais antigas é a Páscoa Judaica, em que se relembrava a libertação dos israelitas da escravidão do Egito, com Moisés confrontando o Faraó, e as 10 pragas que assolaram o Egito terminando com a morte dos primogênitos, e a nação indo para a Terra Prometida, uma terra que manava leite e mel.
Devido à importância do fato, ordenou-se aos israelitas que relembrassem este evento todos os anos, comendo pão não fermentado e um cordeiro assado, cujo sangue foi aspergido nas ombreiras das portas das casas dos israelitas para que o anjo de Deus não entrasse naquela casa e matasse o primogênito da família. A data era a mesma em que foram libertados, 14 do mês de nisã, segundo o calendário judaico.
Jesus, como israelita que era, também celebrou a Páscoa conforme os costumes de seu povo, comendo o pão ázimo e o cordeiro na noite do dia 14 de nisã, junto com seus apóstolos, no ano 33 de nossa Era Comum.
Segundo os desígnios divinos, Jesus, que em muitas passagens foi chamado de o "Cordeiro de Deus", deveria ser sacrificado no dia da Páscoa, para simbolizar a libertação das pessoas para que pudessem alcançar uma nova Terra Prometida, um paraíso em que teríamos uma vida perfeita sem sofrer os efeitos da imperfeição e da morte.
A mudança era que esta possibilidade deveria ser estendida não apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. Então, na noite de 14 de nisã de 33 EC, depois de Jesus celebrar a Páscoa Judaica, e Judas sair para trair a Jesus, ele celebrou com seus 11 apóstolos um novo pacto "para um Reino, para que senteis em tronos". Passou para todos comerem do pão ázimo e tomarem do vinho, representando o corpo de Jesus e o sangue que ele iria derramar em favor de todos os que depositassem fé nele, para alcançar a Vida Eterna.
Os detalhes sobre esta noite dramática são mais do que conhecidos de todos, assim como os fatos que se seguiram sobre a sua ressurreição depois de três dias e suas aparições posteriores para os apóstolos e outras pessoas, e também a sua subida aos céus 40 dias depois.
Os cristãos então, passaram a celebrar este novo pacto que Jesus fez com seus seguidores, no dia 14 do mês de nisã.
Tudo ia bem nos primeiros anos e décadas.
A confusão toda começou quando a igreja se tornou um instrumento dos governos para dominar o povo, e deixando de seguir as orientações de Deus, começaram a misturar conceitos e tradições não cristãs para que as pessoas de outras religiões aceitassem mais facilmente os dogmas do governo que dominava o cenário político da época.
Ritos de fertilidade eram comuns nos templos "pagãos", onde prostitutas serviam àqueles que queriam ter uma família numerosa (símbolo de prosperidade). Ovos representando a continuidade da vida eram elementos óbvios em outras culturas não cristãs; assim como a figura dos coelhos facilmente associados à multiplicação da descendência remetiam à preservação da vida contra a morte.
O amálgama destes vários elementos pode ser visto em todo o mundo globalizado, em que se seguem tradições nem sempre conhecidas pelas pessoas que as praticam. E a Páscoa com certeza é uma delas.
Distorcida pela igreja, banalizada pelo comércio, globalizada pela tecnologia, a Celebração da Páscoa Cristã perdeu seu verdadeiro significado, o de relembrar o sacrifício de Cristo, abrindo a oportunidade de ter seus pecados perdoados e usufruírem a esperança de chegar ao Paraíso original.
Nem sempre as pessoas questionam os valores por trás de certos costumes e tradições, e para alguns, isto não tem grande importância, pois a fé e o zelo pelos conceitos corretos não são características presentes em muitos hoje.
À parte do humor extraído da Crônica de Luis Fernando Veríssimo, fica a certeza de que hoje se faz tanta coisa sem nem saber exatamente porquê, e o desconhecimento das origens de certas datas faz as pessoas aceitarem conceitos que acabam sendo contrários aos que Deus deseja que tivéssemos.
Leia a crônica de Veríssimo e reflita um pouco sobre alguns dos costumes de nossa civilização, sem pé nem cabeça.

http://www.paralerepensar.com.br/verissimo_duvidaspascais.htm



domingo, 19 de janeiro de 2014

Ética - Ou você tem, ou não tem.

Muito se fala sobre Ética, um valor consagrado pelos pensadores gregos e indispensável para a vida do ser humano. Já digo ‘ser humano’ porque deveria ser um diferencial que nos distinguisse do ‘ser animal’, guiado pelos seus instintos e incapaz de fazer certas escolhas e usar o dom do livre-arbítrio concedido por Deus.
Em tempos tão turbulentos com os que vivemos, este ‘valor’ denominado “Ética” dá a impressão de que não é tão preciosa assim.
Claro, pois Ética é um ‘valor’, uma qualidade preciosa cuja pessoa que a manifesta se destaca entre as demais. É diferente da Moral, pois esta varia conforme a época, lugar, costumes e tradições, ao passo que a Ética deve ser baseada na razão.
Mesmo assim, a Ética só produz bons resultados desde que este valor seja aplicado corretamente, pois até mesmo o crime organizado tem sua ética; no sentido de que segue determinados comportamentos que são definidos como ideais dentro do grupo em questão (seja uma quadrilha que faz um ‘arrastão’, a facção que domina uma comunidade num grande centro, pessoas que se juntam para fraudar licitações públicas em proveito próprio, produtores de armas que fomentam guerras e revoluções e os cartéis de drogas pelo mundo).
Apesar de não participarmos de tais grupos, exercer a Ética na verdadeira acepção da palavra não é fácil.
Na complexa sociedade em que vivemos, a todo momento estamos sendo postos à prova em nossos valores de honestidade, lealdade, paz, amor, justiça, compaixão, esperança, humildade e muitos outros que poderíamos alistar; a Ética em destaque, que me motivou a escrever sobre o tema.
Você está no escritório, toca o telefone, a pessoa que atende diz:
- É pra você; Fulano que falar contigo. E você responde sem piscar:
- Diz pra ele que não estou!
Lá se foi sua Ética, e pior, desmoronando publicamente em frangalhos!!
Ou você está aguardando na calçada o sinal de pedestres abrir para atravessar a rua, o movimento de carros diminui e as pessoas começam a atravessar mesmo com o sinal vermelho para os pedestres.  Você atravessa junto ou espera até o sinal ficar verde para os pedestres? Como você exerce sua Cidadania?
Estes são apenas dois pequenos exemplos da grande crise de valores que a sociedade sofre hoje; produzindo pessoas egoístas, insensíveis aos problemas que nos cercam, gananciosas, desleais, impacientes, ferozes e cruéis.
Mas o que fica muito claro em todas as situações em  que somos pressionados, é que temos a possibilidade de fazer escolhas. Podemos decidir por manifestar a nossa Ética ou descambar para o abismo da falsidade; sim falsidade, porque estaremos nos comportando de um modo que não deveríamos.
Há pessoas que consideram os ‘Valores’ como algo subjetivo, e portanto submisso a uma posição estritamente pessoal seus valores tornando-os imunes aos argumentos racionais.  Isso pode explicar porque uma celebridade exige damascos frescos em seu camarim; porque alguém arremata uma Ferrari de 25 milhões de dólares num leilão ou um terrorista comete um ato suicida explodindo a sim mesmo num local público.
Por outro lado, os que consideram os “Valores’ com objetividade, pressupõem que as escolhas  possam ser orientadas e corrigidas a partir de um ponto de vista independente.
Tais valores se tornam então a base de nossas decisões, o alicerce em que construímos nossas vidas, visando obter bons resultados para nós e os que nos cercam. Sobre os Valores, criamos princípios que nos ajudam nas decisões que tomamos diariamente.
E os valores mais elevados, associados ao seu bem-estar e do seu próximo, é que tornam nossa vida recompensadora, uma vida grandiosa e plena de realizações.



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Crenças e Sentimentos; Princípios e Valores.





Tenho observado que as crenças que temos (ou desenvolvemos durante a vida), são fundamentais para guiar nossas decisões frente aos dilemas pessoais. Sejam eles ligados à vida profissional ou pessoal, aquilo em que acreditamos influencia os objetivos que desejamos atingir, os meios que usaremos para chegar lá, e o modo que agiremos quando o conseguirmos.
Falamos então de Visão, Missão e Valores para classificar aspirações, sentimentos, a busca de recompensas e realizações na curta vida que temos neste mundo.
Tudo é muito bonito e elogiável na teoria, mas a prática nos mostra que a competitividade da sociedade humana atual faz cair por terra todos os maiores conceitos sobre solidariedade, altruísmo e cidadania. O que dizer então quando está em jogo um salário mensal de cinco dígitos? Ou uma possibilidade não tão correta de obter ganhos financeiros elevados com pouco investimento?
Do que não abrimos mão para manter o nosso ‘status quo’? O carro novo, a escola das crianças, as férias em Orlando, o tênis duas vezes por semana, restaurantes e uma adega de vinhos?
Para aqueles que estão em ascensão social, ter sua casa própria, um carro na garagem, fazer academia, uma TV de 50 polegadas, fazer uma faculdade...
Enfim, todos temos aspirações, e os sentimentos associados a estes objetivos que nos colocamos na vida surgem de nossas crenças, do que aprendemos que é certo ou errado (hoje, cada vez “mais ou menos certo ou errado”), dos princípios que assumimos para nós mesmos, e dos valores resultantes de tais princípios.
São estes que guiam nossas decisões quando temos questões para resolver.
Honestidade tem a ver com Verdade. Uma pessoa honesta sempre fala a verdade, mesmo que ela possa colocá-la numa aparente desvantagem momentânea. Digo aparente, pois a longo prazo, o benefício é claro: ela criará uma reputação de confiabilidade e integridade que não tem preço. Termos como “meia-verdade” ou uma “pequena mentira” já não são Verdade: são mentiras e ponto final.
Lealdade tem a ver com Fidelidade e Comprometimento. Uma pessoa leal se apega aos seus compromissos, tanto com outras pessoas, como com as atividades que exerce. Claro que a Lealdade precisa estar associada à Honestidade, senão ela seria desvirtuada, como a lealdade entre um traficante de drogas e seus capangas, ou entre um político corrupto e seus comparsas de fraudes.
Por isso, vemos cada vez mais pessoas com princípios, porém com seus valores distorcidos, devotadas a buscar objetivos questionáveis, utilizando para isso todos os meios (válidos ou escusos) para atingi-los.
Pessoas que criam visões de um mundo egoísta, onde não há lugar para o altruísmo ou solidariedade, onde o amor ao próximo só tem lugar no discurso de outros, e a bondade ou humildade são para os fracos de caráter...
Apesar de um cenário nada animador, tenho firme esperança de que as pessoas podem mudar. Tudo e todos tem o seu tempo, e as mudanças podem ser feitas, e nada mais correto do que aquela frase que diz:
“Se quiser mudar o mundo, comece com você mesmo”.
Mude, mude sempre, mas sem perder os seus valores. São eles que fazem a diferença na hora de tomar decisões na sua vida. São eles que podem fazê-lo feliz, e quem é que não quer conquistar a felicidade?