segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sacrifício hoje ou recompensa já!




Numa breve pesquisa em que se perguntava  “Você acha que a vida deve ser curtida como se o mundo fosse acabar amanhã?”, 44% responderam que “Não, pois é preciso agir pensando no futuro, para não se arrepender depois”, ao passo que quase 11% responderam que “Sim, pois nunca se sabe se o dia de amanhã será realmente o último”.
Usufruir plenamente o que a vida oferece está ao alcance de uma minoria de pessoas, que podem fazer o que lhes vier à mente, têm recursos e tempo para isso. Para os meros mortais como nós, resta uma vida de abnegação e espera por um futuro melhor?
Claro que não!
Mesmo com os recursos que temos hoje, os especialistas em comportamento humano são unânimes em afirmar que ser feliz “tem a ver com a maneira em que você realiza suas atividades, qualquer atividade, seja do seu dia-a-dia  ou algo grandioso fora de sua rotina”.
Você pode viver intensamente a vida, comendo uma pizza, encontrando com os amigos, trabalhando, nas relações amorosas. Não é a situação em si, mas como ela é vivida", afirma a psicóloga Maria Julia Kovács, fundadora e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo).
Ter sonhos e procurar realizá-los pode ser uma fonte de felicidade porque você tem objetivo na vida, e não fica parado, mas está ativo em alcançá-los. Também, ter uma rotina e viver uma vida pacata e tranquila pode ser a felicidade para muitos.
Apenas não espere o futuro para ser feliz. Não o futuro distante, quando se aposentar e se mudar para um sítio no interior. Não espere a sexta-feira, o feriado ou as próximas férias  para usufruir a vida.
A vida precisa ser usufruída todos os dias (não como se fosse o último de nossas vidas), pense nos seus valores, aquilo que é precioso para você. Uma vida intensa significa observar os acontecimentos à sua volta, as pessoas com quem compartilha experiências, sua realizações, as emoções e sentimentos envolvidos nos fatos que ocorrem com você e com as pessoas que fazem diferença na sua vida.
O mundo globalizado fomenta um estilo de vida consumista, em que nem sempre precisamos realmente de tudo o que se anuncia nos meios de comunicação. Ter equilíbrio ao avaliar nossas necessidades (físicas, emocionais e espirituais) promove sua paz interior e ajuda a ser mais feliz.
Pense nisso.
Acompanhe o próximo post com as 10 dicas para simplificar sua vida e ser mais feliz!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O sentido da vida



Desde épocas imemoriais o ser humano tem buscado o significado da vida.
De onde Viemos? O que Somos? Para Onde Vamos?" é considerada a obra definitiva de Paul Gauguin, pintor francês que mudou-se para o Taiti buscando fugir dos condicionamentos da Europa de seu tempo. O nome do quadro é considerado pelos filósofos como a pergunta mais importante para a humanidade, porque as respostas a elas nos dão o sentido para a nossa existência.
O Paraíso Perdido, a lendária cidade de Shangri-lá, ou o El Dorado, o Valhala dos Vikings e muitos outros conceitos de lugares onde a felicidade de uma vida plena poderia ser encontrada são recorrentes na história da humanidade.
Não é de admirar, portanto que nestes tempos de informação tão abundante, muitos continuem a buscar o sentido para as vidas tão turbulentas que levamos atualmente. Assim, a felicidade assume aspectos diferentes para cada  um de nós.
Para alguns, uma vida de lazer, sombra e água fresca pode ser a imagem de uma vida feliz. Para outros, viajar, conhecer vários lugares e pessoas enriqueceriam suas vidas e os tornariam felizes. Ainda para outros, apreciar boa comida, bebida junto com amigos traria felicidade para sua existência; e assim, cada um tem seus sonhos e visões do que seria uma vida feliz.
Mas, a realidade nos resgata de tais devaneios, quando o celular toca toda hora, sua caixa de e-mails transborda de mensagens, o trânsito acaba com seu bom humor logo de manhã, as contas  não param de chegar, a família demanda sua atenção, o chefe cobra resultados, os clientes só reclamam, e o tempo nunca parece suficiente para fazer tudo o que você precisa naquele dia.
OK, as pessoas gostam de desafios, de uma vida produtiva, de muitas realizações, construir uma boa reputação pessoal e profissional. E depois de trabalhar tanto, usufruir o melhor período de suas vidas, nem que seja num “paraíso pessoal”, apesar do mundo irracional e das pessoas  insanas à nossa volta.
Ser feliz parece cada vez mais distante de nossas realidades, até porque muitos não sabem o que nos deixa feliz de verdade.
Será que vale a pena abrir mão de várias coisas hoje pensando no amanhã ou usufruir ao máximo tudo o que a vida oferece hoje mesmo?

Acompanhe o próximo post. Até lá!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Críticas: você lida bem com elas?


 Quando tinha seis anos, desenhei uma Kombi e pintei cada porta de uma cor (havia o modelo com seis portas na época). A professora devolveu o desenho dizendo que os carros tinham as portas todas da mesma cor do carro; que meu desenho estava mal feito e que devia fazer outro.
A partir dali, resolvi que ninguém iria mais criticar meus desenhos, e começando com os carros, passei mais de 25 anos desenhando publicitariamente.
Uma crítica pode resultar em dois caminhos: derrubar sua motivação naquilo que estava fazendo, ou te fortalecer para seguir em frente superando a crítica e se tornando uma pessoa melhor.
Tudo depende de como você encara a crítica. Receber elogios faz muito bem ao ego, mas são as críticas que o levam avante; nos fazem refletir sobre o que estamos realizando, ajudam a lidar com nossas fraquezas e aperfeiçoam nossas qualidades.
Precisamos então separar as críticas e observações que visam nos ajudar a melhorar, daquelas alfinetadas ou comentários sarcásticos ou invejosos do que conseguimos até o momento.
Normalmente, as críticas surgem quando cometemos algum erro, seja no trabalho, no relacionamento com as pessoas, decisões precipitadas ou embasadas em dados insuficientes.
Fique tranquilo: é melhor ser criticado por ser pró-ativo do que por ser omisso. Ninguém erra quando não se faz nada. Então, os erros e as consequentes críticas que os acompanham são fruto de sua atividade como indivíduo social ou profissional.
“Quem desdenha, quer comprar!”
A sabedoria popular nos mostra a motivação de muitos com os nossos sucessos. Não se deixe abater por causa de algumas palavras que expõem seus pontos fracos. Ao contrário, agradeça por ter alguém observador que o lembre daquilo em que precisa melhorar.
Guarde suas energias para buscar seu próprio aperfeiçoamento, olhe para si mesmo e faça autoavaliações constantemente. Conhecer a si mesmo e suas fraquezas o tornará mais forte e seguro para usar todo o potencial de suas qualidades e virtudes.
Analise (friamente) se o comentário procede, e tire a lição do episódio para que isso não aconteça novamente.
Crescer é conviver com as críticas, mas amadurecer é progredir com elas.

sábado, 28 de setembro de 2013

CERTO OU ERRADO?




No episódio “O Tirano” da série “House” que retrata o cotidiano de uma equipe médica num grande hospital um ditador é internado e sua vida passa então a estar nas mãos dos médicos.


O drama explorado passa pelo dilema moral de tratar do ditador e salvar sua vida, porém colocar em risco outras centenas ou milhares que ele prometeu eliminar por serem contrárias ao seu regime político.
Seria certo os médicos “sabotarem” os resultados dos exames e provocar a morte do ditador para salvar muitas vidas? Ou seria errado porque estariam violando seu código de ética médica de buscar preservar toda e qualquer vida que necessitar de seus conhecimentos?
Estaria certo o ditador porque deseja preservar seu regime político e assim obter vantagens para si e os que tomam seu partido no país em que dominam? Ou estaria errado porque estaria colocando seus interesses à frente e causando sofrimento e dor a outros que são seus compatriotas?
Nos dias de hoje, o certo e o errado se confundem e dificultam nosso posicionamento pessoal diante de muitas situações. Temos quatro aspectos a examinar quando abordamos o conceito do que é certo ou errado:
- Subjetivamente falando, cada um decide o que é certo ou errado, com base em seus próprios conceitos ou ideias.
- Culturalmente, podemos dizer que é ilegítimo um médico permitir que um paciente morra, pois o código de ética trata deste assunto. Porém, o mesmo país, ou sua cultura, pode condenar atos de genocídio ou repressão política contra pessoas ou grupos que discordam do regime estabelecido no país ou naquela cultura.
- Constitucionalmente, há leis que regem o assunto classificando como assassinato tirar a vida de um paciente; ao passo que o ditador pode promulgar uma lei dizendo que é legal prender e matar seus inimigos políticos. O que é legal em um país pode ser ilegal em outro.
- Objetivamente, não há como os médicos do episódio de House determinarem o que é certo ou errado, mas existe uma escolha que é a correta. Sempre haverá um padrão do que é certo ou errado para cada pessoa, mas em certas situações é difícil determinar tal padrão.
A filosofia, religião, juristas e humanistas tem debatido esta questão e não chegaram a nenhuma conclusão. Não é surpresa, porque o nível de decisão do que é certo ou errado está dentro de cada indivíduo, e cada um tem o poder de escolher qual será sua opção. O conceito do “livre-arbítrio” permite que a pessoa faça tanto o que é certo como o que é errado, neste caso, mesmo sabendo que não é a melhor opção.
Portanto, de um modo bem simples, o certo produz bons resultados, ou traz benefícios ao decisor e às pessoas afetadas pela decisão ou ação tomada. O errado, por sua vez, produz malefícios, ou prejudica outras pessoas, ou a sociedade em que o decisor está inserido.
No caso de Chase, o médico de House, o certo é salvar a vida do ditador. Por seu lado, o certo para o ditador seria ele não fazer o que faz: acabar com a oposição perseguindo ou eliminando seus desafetos. Os resultados das decisões determinam as ações certas que precisam ser tomadas em cada caso.
Precisamos utilizar o poder de decidir por nós mesmos, escolhendo sempre o caminho ou ações que produzam bons resultados. Que afetam a nós e outros à nossa volta, seja nossa família imediata, o condomínio ou a rua em que moramos, a cidade, o estado, o país em que vivemos; enfim, o mundo em que passamos esta curta existência.
Simples assim.