terça-feira, 3 de junho de 2025

Oldsmobile 442 – 1967

Oldsmobile 442, 1964 Coupe

Em 1964, o Oldsmobile 442 foi a resposta desta Divisão da GM para confrontar a versão GTO da Pontiac, considerado o primeiro “Muscle-Car” americano. Baseado no Cutlass, os engenheiros John Beltz, Dale Smith e o chefe da divisão Bob Dorshimer colocaram o motor V8 de 330 cid (5,4 L) com um carburador quádruplo (identificado com a sigla L79), com um comando de maior abertura e outras modificações, levaram o motor para 310 hp a 5200 rpm, com 355 lb-ft de torque a 3600 rpm.

Uma suspensão reforçada com 30% a mais de rigidez, amortecedores HD, barras estabilizadoras de maior diâmetro, combinados com um câmbio Muncie M20, embreagem reforçada, relação de direção mais rápida, diferencial com relação de 3,36:1, escapes duplos, rodas HD 14x6, com pneus 7,5x14 US Royal 80XP Black com o charme do filete vermelho nas laterais.

Olsmobile 442, 1965

Este pacote recebeu a denominação de 4-4-2 veio da combinação do carburador quádruplo (4), transmissão manual de quatro velocidades (4) e escapamentos duplos (2). Fazia de 0-60 mph (0-96 km/h) em 7,5 segundos, o quarto-de-milha em 15,5 segundos a 90 mph (140 km/h) e chegava na velocidade máxima de 116 mph (185,6 km/h).

Em 1965 o motor de 330 cid foi substituído pelo novo 400 cid (6,5 L), com 350 hp, mantendo os números 4-4-2 se referindo às 400 cid, o carburador quádruplo, agora um Rochester de 515 cfm e os dois escapamentos. O câmbio podia ser um manual de três marchas com alavanca na coluna, ou manual de quatro marchas com alavanca no piso; e um automático Jetaway de duas velocidades como opcional. No meio do ano foi disponibilizado como opcional um câmbio HD da Hurst de três marchas com alavanca no piso.

Oldsmobile 442, 1966 Conversível

Nos anos seguintes, a potência dos motores foi subindo, com diversas combinações de transmissão, sendo os preparados pela Hurst ganhando espaço entre os compradores; freios da disco dianteiros eram uma nova opção. O pacote W30, com um V8 de 455 cid (7,5 L), com 370 hp, alimentado com mangueiras que captavam o ar fresco na grade dianteira, foi construído para atender às regras da NHRA, oficialmente 502 unidades foram fabricadas pela GM, mas um número desconhecido foi montado pelas concessionárias

Oldsmobile 442, 1967


Até o final de 1967, a primeira geração do Oldsmobile 4-4-2 acabou sendo equipada com os diversos itens de segurança ditadas pela legislação federal americana, como a coluna de direção absorvente de energia em caso de choques, assim como o volante cônico, painel acolchoado, com botões embutidos para evitar ferimentos nas colisões, pisca-alerta e sistema de freios com circuito duplo.



Da minha coleção

Oldsmobile 442, 1967. Hot Wheels, Serie Muscle Mania - GM, 2012


O Oldsmobile 442 é um Hot Wheels, da Série Muscle Mania – GM, de 2012; projeto do designer Brendon Vetuskey, da Mattel. Reproduz o modelo de 1967, com duas portas sem a coluna B. O design marcante dos quatro faróis dianteiros, separados pelas luzes dos piscas, acabou se perdendo um pouco na falta de detalhamento, e a decoração simples, assim como as rodas comuns a outros modelos tiram um pouco do charme deste muscle-car.






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2767_Oldsmobile_442

https://en.wikipedia.org/wiki/Oldsmobile_442

https://oldsmobility.com/old/67biography.htm

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Mercury 1956

Mercury Montclair, 1956

Com design renovado em 1955, refletindo a exuberância e otimismo dos anos pós-guerra, o estilo dos carros americanos ganhava a atenção do público, com suas linhas esguias, e grades e frisos cromados em destaque. Detalhes como a saia que cobria as rodas traseiras, as janelas sem o pilar B e a pintura em dois tons eram fatores muito atrativos junto aos consumidores.

Vinha em três versões: o Monterey como o modelo de entrada, o Medalist intermediário e o Montclair como o topo de linha. Sua característica mais marcante era a combinação de cores oferecida, com a parte inferior e o teto numa cor e o restante do corpo do carro em outro tom, que a Ford chamou de “Flo-tone”. Havia também a opção mais comum, com apenas o teto numa cor e o restante do carro em outra cor. No total, o cliente podia escolher entre 31 combinações de teto/corpo, e 28 combinações na opção “Flo-tone”.

Mercury Monterey, 1956

Esta geração tinha as configurações de sedan duas e quatro portas, hardtop quatro e duas portas (esta chamada de Sport Coupe), além do conversível de duas portas e a Station Wagon de quatro portas.

Mercury Medalist, 1956

Era equipado com o V8 de 292 cid (4,78L) de 195 hp (o mesmo do Thunderbird), com um câmbio manual de três velocidades, ou um opcional automático também com três velocidades. Em 1956, o motor foi substituído pelo V8 de 312 cid (5,11L) com 225 hp, e a partir deste ano, opcionalmente vinha o carburador quádruplo, que produzia 260 hp. O câmbio automático era o Merc-O-Matic de três marchas, que podia ser equipado com o Touch-O-Matic overdrive a pedido do cliente.

Mercury Montclair, 1956

Para os que desejavam mais performance, havia o V8 de 368 cid (6,0 L) com 290 hp e carburador quádruplo, conhecido como “Turnpike Cruiser”. Outra opção era o V8 de 318 cid “Safety-Surge” equipado com um compressor McCulloch, que produzia 260 hp. O carro era bem equilibrado, proporcionando conforto na condução normal, e desempenho esportivo aos que desejavam.

Além das comodidades de para brisa com sistema descongelante, bancos dianteiros ajustáveis eletricamente, direção hidráulica, vidros elétricos, freios com auxílio a vácuo e faróis auxiliares de série; o sistema elétrico foi atualizado para 12 volts, escapes duplos, e o Ford Lifeguard safety system, com volante cônico, fechaduras de segurança para as portas traseiras, pneus sem câmara, espelhos retrovisores que se soltavam em caso de colisão, cintos de segurança e botões e controles de painel que reduziam os riscos de ferimentos no caso de acidentes.

NASCAR


Russ Truelove começou a correr na NASCAR em 1953, e era gerente de serviços em uma concessionária da Ford. Comprou um Mercury Monterey 1955 e o levou para correr nas areias de Daytona Beach, praticamente original como saiu da revenda; apenas com um santantonio interno e coberturas nos faróis. Conseguiu sair numa foto na revista Life, mas porque capotou o carro por seis vezes na curva norte!


Com o carro destruído, comprou uma nova carroçaria e remontou o carro; competindo mais cinco vezes em 1956, chegando em 60º lugar na temporada. Truelove continuou correndo até os 62 anos, e seu carro de nº 226 é o único Mercury Monterey sobrevivente daquela época.



Da minha coleção



O Mercury 1956 é um Hot Wheels, da Série Hot Wheels Racing: Stockcar. Decorado como um competidor da NASCAR dos anos 1950, não reproduz nenhum carro real (até onde pesquisamos), mas marca presença na coleção, pelo design (traz a pintura “Flo-tone), além do aspecto “usado” dá mais realidade na miniatura. Vem com rodas especiais e pneus de borracha, e tem a abertura do capô dianteiro.






Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2756_Merc

https://www.racingjunk.com/news/nascar-pioneer-russ-truelove-is-still-running/

https://talladegaspoilerregistry.com/2015/02/21/daytona-beach-racing/

quarta-feira, 21 de maio de 2025

’69 COPO Corvette

COPO Corvette, 1969 L88

“COPO” (Central Office Production Order – Pedido de Produção do Escritório Central) era a sigla pela qual era conhecida a designação de um pacote de performance que a GM disponibilizava para alguns modelos, devido à convenção adotada pelos fabricantes americanos de não produzir veículos de alto desempenho, pressionados pelo governo devido ao aumento de acidentes com o crescimento da potência dos motores no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. A sigla também era utilizada para pedidos específicos de caminhões e picapes para frotas, e carros para departamentos de polícia, que exigiam aprovação dos departamentos de engenharia e produção da GM.

Para automóveis, este “pedido especial” compreendia uma configuração de motor mais potente, transmissões e peças de suspensão diferenciadas, e outros acessórios/equipamentos, voltadas especificamente para os que desejavam mais performance de seus carros, ao participar de competições nos fins de semana.

O COPO Camaro de primeira geração é o que ficou mais conhecido, com as cerca de 1.000 unidades que foram equipadas com este pacote, mas consta que alguns poucos Corvette também receberam este pacote, e visto que era o revendedor que solicitava o pedido, são difíceis de rastrear seu histórico.

Outros modelos que receberam o pacote COPO foram os Chevelle e Nova, ainda mais raros e difíceis de encontrar. Após 1967, o pacote COPO tomou outras configurações, sendo denominado RPO (Regular Production Option – Opção de produção regular).

COPO Corvette, 1967, na cor Silver Pearl

Os Corvette que receberam este kit são poucos, e os registros indicam apenas 10 unidades COPO Corvette construídas, enquanto outros falam em 25 ou mais exemplares. Entre eles, algumas unidades especiais, como o roadster que Bill Mitchell encomendou como presente para sua esposa; outro, um cupê para Bob Wingate, o vendedor que mais vendeu Corvette por cinco anos consecutivos; outro cupê na cor Elkhart Blue com interior em couro azul; outro roadster nesta mesma cor e interior verde; e cinco unidades que a própria Chevrolet encomendou na cor Silver Pearl.

Outras treze unidades foram encomendadas pelo Tangier Shrine Patrol, um clube formado por veteranos da Segunda Guerra (de 1957 a 1981, em Omaha, Nebraska), que entre outras ações, participavam de desfiles e angariavam fundos para causas de caridade. Outro exemplar equipado com um V8 Small-Block pertence a Joe Verillo, também na cor Silver Pearl, e ele afirma que há outro idêntico no estado de Iowa, mas com motor 427/435. Isto contabiliza 24 carros, mas esta informação é extra-oficial.

Da minha coleção







O COPO Corvette de 1969 é um Hot Wheels, da Série Car Culture: Circuit Legends, de 2018. Ele vem na cor Daytona Yellow, numa possível referência a um Corvette 1969 L88 real, que competiu em diversos campeonatos, como IMSA, SCCA e SVRA, além das famosas 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring.

A miniatura é Real Riders, indicando que tem rodas especiais e pneus de borracha, um diferencial que valoriza o modelo junto aos colecionadores, pelo visual mais atrativo, e a decoração também mais detalhada do que os modelos “normais”.

O exemplar na cor Spectraflame Ice Blue é da Série Ultra Hots, de 2025. Tem base de metal, mas as rodas são as UH, de plástico, e não com pneus de borracha como os modelos Hot Wheels Premium.









Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2769_COPO_Corvette

https://www.corvette-mag.com/issues/117/articles/the-copo-connection

https://vette-vues.com/copo-corvette-complete-history-insights/

segunda-feira, 12 de maio de 2025

’76 Greenwood Corvette

Corvette Greenwood, Spirit of Le Mans, 1976

John Greenwood corria com o Corvette no campeonato americano SCCA no final de 1969 e início dos anos 1970, conquistando o título na temporada de 1971 na Classe A-Producion. John e seu irmão Burt construíram um novo chassi tubular para acomodar a carroçaria de um Corvette no estilo ‘widebody” (ou “slab-side”); e apresentaram o modelo no Detroit Auto Show, em 1974. A imprensa especializada o batizou de “Batmóvel”, e gerou grande interesse do publico pelo trabalho dos irmãos Greenwood.

Corvette Greenwood, 1969

As regras da IMSA (International Motor Sports Association, derivada da NASCAR) não tinham nada falando sobre o alargamento das carroçarias, no caso rodas mais largas e paralamas correspondentes, além de prolongamentos da frente (nariz do carro) e traseiras com spoilers. De quebra, como o chassi era especial, podiam fazer o carro mais baixo do que o normal de linha, com o design contribuindo para gerar mais downforce em velocidade.

O regulamento era bastante livre, então as suspensões eram diferentes, utilizando molas helocoidais em vez das lâminas normais; e o motor Chevrolet Big Block de alumínio de 7 litros com injeção Kinsler de fluxo cruzado gerava até 725 hp.

Nota-se o aumento da largura dos paralamas
traseiros em relação à carroçaria original

John e Burt Greenwood eram muito meticulosos ao construírem seus carros, e quando os pedidos começaram a chegar, eles se cercaram de profissionais e oficinas especializadas para produzirem as peças que ajudavam na performance do carro como um todo. Peças para chassi e suspensões feitas por Emery Donaldson da FT Racing. Braços de direção, cilindros-mestre de freios Hurst/Airheart; Bob Riley e Ron Fournier colaboraram muito com os chassis, e a American Custom Industries (ACI) preparou as carroçarias de fibra de vidro.


Em Le Mans, 1976

Iniciando em 1968, com Corvettes de linha preparados, a partir de 1974 passaram a ter chassi tubular e as carroçarias wide-body adaptadas do Corvette C3. Ao todo, eles construíram 12 carros completos e ainda dois chassis sem muitas informações sobre a finalização destes como Corvettes Greenwood, mas parece que os compradores o fizeram e o último deles correu até o início dos anos 1990.


O Chassi #007 correu nas 24 Horas de Le Mans em 1976, com John Greenwood e o francês Bernard Darniche, partindo na nona posição do grid com o tempo de 3 minutos e 54,6 segundos; e foi cronometrado na reta Mulsanne (antes da introdução das chicanes) a 225 mph (362 km/h). infelizmente, o carro abandonou após cinco horas de corrida com pane de combustível.

Quase todos foram preservados depois que se retiraram das pistas e diversos participam de eventos e exposições.

Da minha coleção



O Corvette Greenwood nº 76 é um modelo da Hot Wheels, da Série Car Culture: Silhouettes, de 2019. Ele tem a decoração do modelo Chassi #007, mas de quando Rick Mancuso corria com ele. Comparado com um Corvette C3 de linha, percebe-se as alterações que Greenwood realizou na carroçaria para acomodar os largos pneus e a aerodinâmica para conseguir mais downforce nas altas velocidades que alcançava.





Comparativo (Wide-Body x Normal Body)


Referências:

https://historygarage.com/1976-spirit-le-mans-corvette/

https://web.archive.org/web/20030628032904/http://www.greenwoodcorvettes.com/Racecars.html

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2776_Greenwood_Corvette

https://web.archive.org/web/20030731153039/http://greenwoodcorvettes.com/R13.html#Anchor-1981-11481

https://en.wikipedia.org/wiki/1976_24_Hours_of_Le_Mans