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terça-feira, 30 de julho de 2024

‘60s FIAT 500D Modificado

Fiat 500L, 1966

O Fiat 500 (Cinquecento, em italiano) é um carro urbano, pequeno, construído pela Fiat de 1957 a 1975. Lançado como Nuova 500, era o sucessor do Fiat Topolino, barato e prático compacto para as estreitas ruas de Roma. Era equipado com um motor traseiro com dois cilindros de 479 cc, refrigerado a ar, numa carroçaria compacta de 2,97metros, duas portas para quatro passageiros.

No crescente mercado do pós-guerra, o Fiat 500 “Topolino”, lançado em 1936 teve sua dianteira e traseira atualizadas em 1949, mas a metade da década de 1950 se passou e a Fiat precisava renovar sua linha urgentemente.

Um novo carro começou a ser planejado, agora com motor traseiro, como no Fusca alemão, e outros que estavam fazendo sucesso de público. O novo carro seguia o layout de seu irmão maior, o Fiat 600, de 1955.

Nuova 500

Nuova 500

O novo design justificava sua denominação de Nuova 500, com linhas arredondadas, rodas nas extremidades do carro, pequenos pneus e tamanho compacto, tinha também um teto de lona, como no Topolino, que podia ser recolhido para aproveitar melhor o sol no verão europeu. As duas portas abriam no sentido “suicida”. O pequeno motor de dois cilindros produzia 13 hp.

Em 1958 foi disponibilizada a versão Sport , com 21,1 hp no motor que agora tinha 499cc, podendo levar o carro a 105 km/h. Em 1960 a Nuova 500 passou a se chamar Nuova 500D, com duas modificações significativas: a letra “D” indicava um motor aprimorado, com 17 hp, e que foi usado até a versão final do 500L em 1973; e o teto de lona não se recolhia para trás tanto quanto o antigo, porém o sistema anterior continuava disponível como “Transformável”. As portas continuaram com a abertura tipo “suicida”.

Fiat 500 Giardinera

Com o passar dos anos, diversas versões foram acrescentadas à linha, como a 500 Giardiniera, com a carroçaria no estilo “van”, e balanço traseiro maior, para maior espaço de carga. Também a versão Furgoncino tinha a mesma configuração, porém sem janelas laterais, voltado mais para o mercado comercial e não de passageiros. Uma versão voltada para os Estados Unidos foi feita entre 1958 e 1962, apenas com o diferencial de faróis mais proeminentes do que a versão italiana.  

Fiat 500 Furgoncino


Fiat 500 F

Em 1965, surgiu a 500 F ou Berlina, praticamente o mesmo carro, mas neste, as portas se abriam no sentido contrário, como nos carros atuais, não mais “suicidas”. As designações D, F e L conviveram juntas por muito tempo e até hoje muitos confundem os modelos. A versão L de Lusso apareceu em 1968 com um acabamento mais luxuoso e melhor do que a 500 F. Ela permaneceu até 1972, quando foi substituída pelo Fiat 126.


O elemento que mais identificava esta versão era a barra no para choque dianteiro e nos cantos do traseiro. Outros detalhes eram novos emblemas, calotas com novo design, frisos cromados nas canaletas do teto e na moldura do para brisa e janelas traseiras. No interior, o painel era revestido com um plástico preto antirreflexos, ao invés da pintura na cor do carro e tinha um desenho trapezoidal, que o diferenciava dos anteriores. O volante era preto, em plástico, com raios metálicos. Havia revestimentos das portas acompanhando o material dos bancos, maçanetas com novo design e porta-objetos nas portas. Havia também um porta-objetos no console central, que era revestido de carpete, assim como o piso interno, em vez do tradicional piso de borracha. Os pneus eram radiais, no ugar dos diagonais, e o restante das especificações eram idênticas ao 500 F.



Fiat 500 R

A última versão do Fiat 500 foi a 500 R, de Rinnovata (renovada), lançada ao mesmo tempo que o 126 em novembro de 1972. Ela vinha com o motor ampliado para 594 cc, o mesmo do 126, porém, com a mesma potência do 500 L, apenas com um torque ligeiramente maior. A caixa de câmbio ainda não era totalmente sincronizada, e par dar uma sobrevida, até o marcador foi substituído por uma luz de aviso de baixo nível de combustível.

Fiat Abarth 695 SS

Karl Abarth, austríaco radicalizado na Itália, ficou conhecido como Carlo Abarth, preparador de carros normais para corridas, e o 500 preparado por ele em 1966 tinha 695 cc. Praticamente idêntico ao carro de fábrica, exceto pelos emblemas na grade do radiador, o brasão com o escorpião nas laterais do carro e os arcos dos para lamas alargados para as rodas mais largas. A tampa do motor ficava levantada para garantir a refrigeração adequada do motor.

Fiat Abarth 695 SS

A grande diferença estava no motor: com o mesmo OHV dois cilindros, o cabeçote com duas válvulas tinha novas molas, novo comando e novos pistões. Alimentado por um carburador SOLEX 34PBIC e taxa de compressão aumentada para 9,8:1, o motor gerava 37 hp a 5200 rpm e 57 N-m de torque a 4000 rpm. Com o escapamento especial desenvolvido por Abarth (sua especialidade quando começou a empresa), o pequeno Fiat atingia 140 km/h de velocidade máxima. Abarth produziu cerca de 1.000 exemplares do 695 SS, dos quais perto de 150 ainda sobrevivem nas várias coleções de carros antigos.

Carlo Abarth fez tanto sucesso na sua parceria com a Fiat que em 1971 foi adquirida por ela para se tornar o braço esportivo dos carros Fiat para todos os mercados em que ela atuava no mundo.

Da minha coleção


O Fiat 500D Modificado é da Hot Wheels, saiu Serie Compact Kings, na linha normal em 2024. Seu modelo foi também o Super T-Hunt do Lote “E” de 2024, mas com pintura metalizada e rodas especiais com pneus de borracha. O casting deste modelo foi lançado em 2017, um trabalho de Mark Jones.


O outro com a decoração da GULF Racing, Real Riders, com detalhamento nos faróis, rodas especiais e pneus de borracha. Saiu na Serie Car Culture: Gulf, em 2019.


O Branco Perolizado é o primeiro que saiu na linha Hot Wheels, na Serie Car Culture: Air-Cooled, em 2017.

O design “Modificado” se justifica, com os arcos dos para-lamas muito mais largos, com rodas e pneus bem largos, e a tampa do motor levantada para refrigerar o motor traseiro, visível e com detalhamento simplificado para a escala. Não tem para choques, e traz o radiador na frente, preparado para as pistas.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2760s_Fiat_500D_Modificado

https://en.wikipedia.org/wiki/Fiat_500#Abarth_695_SS_(1964%E2%80%931971)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

FIAT 500 - Um ícone italiano

Lançado em julho de 1957, como Nuova 500, junto com a motoneta Vespa e a Ferrari, pode ser considerado um dos ícones que estão ligados universalmente à Itália. Derivado do FIAT 500 Topolino (“Ratinho” em italiano), foi pensado para ser um carro pequeno e acessível a todos.
O design é de Dante Giacosa, muito bem adequado para as estreitas ruas de Roma, mede apenas 2,97 m de comprimento, e é impulsionado por um motor de dois cilindros e 479 cc (centímetros cúbicos), refrigerado a ar, o que o levou a receber o título de primeiro carro verdadeiramente urbano, para a crescente população motorizada da Itália do pós-guerra.
Seguindo a formula da Volkswagen, com seu motor traseiro e baixo preço de venda, foi produzido de 1957 a 1975, conquistou um lugar no coração não só dos italianos, mas dos vários países da Europa para onde foi exportado. Seus trunfos eram o baixo custo de manutenção e a economia de combustível.
Os primeiros FIAT 500 eram carros básicos de dois lugares, um meio de transporte econômico, portas com abertura “suicida”, e o motor de 479 cc com 13 cavalos de potência, que o levava a 85 km/h. Infelizmente, o modelo não atendeu às expectativas de vendas, de modo que a Fiat incrementou a potência do motor para 15 cv, e adaptou um assento traseiro para acomodar duas pessoas.
Logo no ano seguinte (1958-1960), surgiu a versão esportiva, com um motor de 499 cc e 21,5 cavalos de potência, vendido na cor branca com faixas vermelhas e teto de metal (até então, o carrinho vinha com um teto de lona retrátil). A versão fez sucesso entre os jovens, aumentando a popularidade do pequenino 500.
A Giardinera com entre eixos aumentado
Outra versão bastante popular era a “Giardiniera”, com entre eixos aumentado em 10 cm e estilo perua, para um maior espaço no banco traseiro, e freios do FIAT 600. O mesmo modelo com as laterais fechadas era a versão “van” conhecida como 500 Furgoncino. Com o sucesso do carrinho, preparadores começaram a trabalhar no motor para conseguir mais potência, e a FIAT assumiu a versão Abarth, vendida pela própria fábrica como uma opção de linha. Outro preparador famoso foi a Giannini, dos irmãos Attilio e Domenico Giannini, de Roma.
Com o passar dos anos, o teto de lona corrediço passou a ser um teto “solar”, trazendo mais conforto aos ocupantes, e as portas com abertura suicida passaram a ter dobradiças dianteiras a partir do modelo 1965; o que levou a reclamações gerais por parte do público masculino, que perderam a chance de ver as pernas das mulheres quando elas desciam do carro. Em 1968, o pequeno 500 já atingia 120 km/h de velocidade máxima; e aparece o FIAT 500 L ou Lusso (Luxo em italiano). Este tinha para-choques tubulares, painel com desenho renovado, acabamento estofado nas laterais das portas, maçanetas realocadas com porta-objetos e o volante revestido em preto e raios cromados. Trazia também assentos reclináveis e carpetes no piso, e pela primeira vez, o logotipo traseiro vinha com as letras FIAT em maiúsculas.
O modelo 500 Lusso
Os últimos 500 no período de 1972 a 1975 tiveram um retorno à filosofia original do carro, simplificando o acabamento; e do ponto de vista mecânico, o modelo R (Rinnovata) trazia o motor com 594 cc do FIAT 126 (que iria substituí-lo) e uma caixa de câmbio melhorada com todas as marchas sincronizadas
Apesar do final da produção, as estradas italianas estão cheias de um grande número desses pequenos 500; e não é difícil encontrar um deles muito bem conservado, e por conta do interesse e carisma do FIAT 500, os preços foram subindo, à medida que o tempo passa: alguns exemplares alcançam até 3.000 euros na cotação do mercado. Um dono de oficina que restaura automóveis, tem quatro deles na garagem, e pagou 2.600 euros por uma carcaça sem motor de um modelo 1957, com a ferrugem incluída gratuitamente.
Percebendo o apego emocional que as pessoas tem pelo carro, e na onda do Retro/Vintage Style, a FIAT repaginou o 500 em 2007, preservando os elementos do design característico, mas com toda a tecnologia moderna para o consumidor de hoje. O Cinquecento provou ser um best-seller; embora maior e mais caro do que seu antecessor, evoca todo o carisma que tornou o 500 um ícone dos anos 1960, reeditado 60 anos depois.

FIAT 500 ABARTH
Karl Albert Abarth era designer automobilístico; nascido em Viena, Áustria, mas depois naturalizado cidadão italiano, mudando para a Itália em 1934, e o nome para Carlo Abarth. Fundou a Abarth & C. com o piloto da Cisitalia Guido Scagliarini em Bologna, no ano de 1949, e o logo do escorpião se deve ao fato de ser o seu signo do horóscopo; e logo a empresa se mudou para Turim.
Preparou carros de diversas marcas, mas os FIAT eram os mais destacados, pelo desempenho que obtinham nas corridas. Abarth pegou o 600 lançado em 1955, aumentou o motor para 750 cc com o dobro da potência de fábrica, com a carroceria de alumínio adaptada por Zagato; foi o primeiro de uma parceria que levou a FIAT a adquirir sua empresa em 1971.
Em 1957, Abarth pegou o recém-lançado 500, com tímidos 13 hp, aumentou o motor para 595 cc, 27 hp, comandos mais bravos e maior taxa de compressão, com pistões especiais, carburador duplo Solex C28 PJB, cabeçote, dutos de admissão e filtros de ar modificados, cárter especial, escapamento duplo; foi o bastante para transformar o pequeno 500 num feroz adversário para carros com motores bem maiores e mais potentes.
Em outubro de 1958, um 500 equipado com um kit aerodinâmico especialmente preparado por Pininfarina, bateu 28 recordes de velocidade, pilotado por Giancarlo Baghetti, Mario Poltronieri e Corrado Manfredini. Um deles foi de 7 dias sem parar, na média de 111 km/h.
Em 1963, foi apresentado o 595, que foi produzido até 1971 em duas séries: a primeira, de 1963 a 65, era feita sobre a versão 500D, e a segunda, de 1965 a 71, era com base na 500F. A Abarth recebia da FIAT os carros incompletos, e instalava novo painel de instrumentos, com velocímetro, conta-giros, odometro, marcador de combustível e temperatura do óleo, volante especial, o motor de 595 cc alterado como no carro de 1957, além de modificações no capô do motor traseiro, para melhor captar o ar para refrigeração, para maior eficiência. Uma vez montado, o 595 Abarth era vendido nas mesmas concessionárias da FIAT.
Em fevereiro de 1964, foi apresentado o 595 SS que atingia a velocidade de 130 km/h, e a versão com motor de 695 (normal e SS) atingiam 140 e 150 km/h respectivamente. Em setembro de 1965, foi introduzido o 695 SS Assetto Corsa, e em 1969, atualizado para 695 SS Competizione.
Os motores eram sempre de dois cilindros, refrigerados a ar, duas válvulas por cilindro, acoplado a uma caixa de quatro velocidades manual e tração traseira. As suspensões eram independentes na dianteira e traseira. Media entre 2,95 e 3,0 m; largura entre 1,35 e 1,40 m e altura entre 1,25 e 1,35 m dependendo da versão e preparação esportiva.

PEQUIM-PARIS REEDITADA
A Corrida Pequim-Paris foi realizada em 1907, saindo de Pequim (hoje Beijing), na China, até Paris, na França; numa distância de 9,317 milhas ou 14.994 km. O Desafio foi organizado pelo jornal francês Le Matin, e os carros partiram de Pequim em 10 de junho de 1907. Os vencedores foram o Príncipe Scipione Borghese e Ettore Guizzardi, que chegaram em Paris no dia 10 de agosto de 1907, pilotando um Itala com motor de 7 litros.
A corrida foi reeditada nos anos de 1990 e 1997, mas na edição de 2005, um FIAT 500 de 1973 saiu de Bari, na Itália, em 18 de abril de 2005 em direção a Beijing, distante 16.000 km, fazendo uma rota similar à corrida original. Os pilotos eram Danilo Elia e Fabrizio Bonserio, acompanhados no trajeto por jornais e emissoras de TV de diversos países. Elia escreveu o livro La Bizarra Impresa, narrando a aventura, que também saiu publicada na National Geographic Deutschland, da Alemanha.
Em 15 de maio de 2005, cinco carros liderados por Lang Kidby deixaram Beijing, seguindo a mesma rota de 1907, com carros similares aos originais; um Spyker 1907, um De Dion-Bouton 1907 e outro 1912, um Itala 1907, e uma réplica do Contal Cycle-car. A corrida foi televisionada pela Australian Broadcasting Corporation num documentário em quatro partes intitulado “De Pequim a Paris”. A apresentação foi de Warren Brown, um dos dois pilotos do Itala, e um cartunista do jornal de Sidney, Daily Telegraph. O grupo dirigindo para oeste, encontrou com o FIAT 500 que ia para o leste, em algum lugar perto de Krasnojarsk, na Russia.

EM ESCALA
O modelo do FIAT 500 em miniatura da Burago na escala 1:1
Diversos fabricantes produzem o FIAT 500, entre eles a Bburago italiana, que reproduz o FIAT 500 da Corrida Pequim-Paris de 2005 na escala 1:16.
Burago e Road Signature em 1:18
Outras companhias tem o modelo em diversas escalas, como a própria Bburago em 1:18, 1:24 e 1:43, Solido, Road Signature em 1:18, Mondo Motors em 1:24 e 1:43, Motormax, Kinsmart em 1:24, Vitesse, BRUMM, Spark, EBBRO, e outras em 1:43, além de outras séries em escalas não tão comuns, como 1:32, 1:38, 1:55.
O 500 da Hot Wheels e o da Coleção de Michael Schumacher da Minichamps
Na escala 1:64, a Hot Wheels lançou um FIAT 500 modificado na Série Car Culture/Air Cooled com rodas maiores e decoração especial, bastante valorizada pelos colecionadores; e Minichamps lançou várias miniaturas (1:64) numa série de Michael Schumacher, principalmente os Formula Um, mas havia uma Fiat 500 com teto retrátil entre os carros dentro deste tema,

REFERÊNCIAS:

FIAT 500 2007

FIAT 500 ABARTH