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terça-feira, 30 de julho de 2024

‘60s FIAT 500D Modificado

Fiat 500L, 1966

O Fiat 500 (Cinquecento, em italiano) é um carro urbano, pequeno, construído pela Fiat de 1957 a 1975. Lançado como Nuova 500, era o sucessor do Fiat Topolino, barato e prático compacto para as estreitas ruas de Roma. Era equipado com um motor traseiro com dois cilindros de 479 cc, refrigerado a ar, numa carroçaria compacta de 2,97metros, duas portas para quatro passageiros.

No crescente mercado do pós-guerra, o Fiat 500 “Topolino”, lançado em 1936 teve sua dianteira e traseira atualizadas em 1949, mas a metade da década de 1950 se passou e a Fiat precisava renovar sua linha urgentemente.

Um novo carro começou a ser planejado, agora com motor traseiro, como no Fusca alemão, e outros que estavam fazendo sucesso de público. O novo carro seguia o layout de seu irmão maior, o Fiat 600, de 1955.

Nuova 500

Nuova 500

O novo design justificava sua denominação de Nuova 500, com linhas arredondadas, rodas nas extremidades do carro, pequenos pneus e tamanho compacto, tinha também um teto de lona, como no Topolino, que podia ser recolhido para aproveitar melhor o sol no verão europeu. As duas portas abriam no sentido “suicida”. O pequeno motor de dois cilindros produzia 13 hp.

Em 1958 foi disponibilizada a versão Sport , com 21,1 hp no motor que agora tinha 499cc, podendo levar o carro a 105 km/h. Em 1960 a Nuova 500 passou a se chamar Nuova 500D, com duas modificações significativas: a letra “D” indicava um motor aprimorado, com 17 hp, e que foi usado até a versão final do 500L em 1973; e o teto de lona não se recolhia para trás tanto quanto o antigo, porém o sistema anterior continuava disponível como “Transformável”. As portas continuaram com a abertura tipo “suicida”.

Fiat 500 Giardinera

Com o passar dos anos, diversas versões foram acrescentadas à linha, como a 500 Giardiniera, com a carroçaria no estilo “van”, e balanço traseiro maior, para maior espaço de carga. Também a versão Furgoncino tinha a mesma configuração, porém sem janelas laterais, voltado mais para o mercado comercial e não de passageiros. Uma versão voltada para os Estados Unidos foi feita entre 1958 e 1962, apenas com o diferencial de faróis mais proeminentes do que a versão italiana.  

Fiat 500 Furgoncino


Fiat 500 F

Em 1965, surgiu a 500 F ou Berlina, praticamente o mesmo carro, mas neste, as portas se abriam no sentido contrário, como nos carros atuais, não mais “suicidas”. As designações D, F e L conviveram juntas por muito tempo e até hoje muitos confundem os modelos. A versão L de Lusso apareceu em 1968 com um acabamento mais luxuoso e melhor do que a 500 F. Ela permaneceu até 1972, quando foi substituída pelo Fiat 126.


O elemento que mais identificava esta versão era a barra no para choque dianteiro e nos cantos do traseiro. Outros detalhes eram novos emblemas, calotas com novo design, frisos cromados nas canaletas do teto e na moldura do para brisa e janelas traseiras. No interior, o painel era revestido com um plástico preto antirreflexos, ao invés da pintura na cor do carro e tinha um desenho trapezoidal, que o diferenciava dos anteriores. O volante era preto, em plástico, com raios metálicos. Havia revestimentos das portas acompanhando o material dos bancos, maçanetas com novo design e porta-objetos nas portas. Havia também um porta-objetos no console central, que era revestido de carpete, assim como o piso interno, em vez do tradicional piso de borracha. Os pneus eram radiais, no ugar dos diagonais, e o restante das especificações eram idênticas ao 500 F.



Fiat 500 R

A última versão do Fiat 500 foi a 500 R, de Rinnovata (renovada), lançada ao mesmo tempo que o 126 em novembro de 1972. Ela vinha com o motor ampliado para 594 cc, o mesmo do 126, porém, com a mesma potência do 500 L, apenas com um torque ligeiramente maior. A caixa de câmbio ainda não era totalmente sincronizada, e par dar uma sobrevida, até o marcador foi substituído por uma luz de aviso de baixo nível de combustível.

Fiat Abarth 695 SS

Karl Abarth, austríaco radicalizado na Itália, ficou conhecido como Carlo Abarth, preparador de carros normais para corridas, e o 500 preparado por ele em 1966 tinha 695 cc. Praticamente idêntico ao carro de fábrica, exceto pelos emblemas na grade do radiador, o brasão com o escorpião nas laterais do carro e os arcos dos para lamas alargados para as rodas mais largas. A tampa do motor ficava levantada para garantir a refrigeração adequada do motor.

Fiat Abarth 695 SS

A grande diferença estava no motor: com o mesmo OHV dois cilindros, o cabeçote com duas válvulas tinha novas molas, novo comando e novos pistões. Alimentado por um carburador SOLEX 34PBIC e taxa de compressão aumentada para 9,8:1, o motor gerava 37 hp a 5200 rpm e 57 N-m de torque a 4000 rpm. Com o escapamento especial desenvolvido por Abarth (sua especialidade quando começou a empresa), o pequeno Fiat atingia 140 km/h de velocidade máxima. Abarth produziu cerca de 1.000 exemplares do 695 SS, dos quais perto de 150 ainda sobrevivem nas várias coleções de carros antigos.

Carlo Abarth fez tanto sucesso na sua parceria com a Fiat que em 1971 foi adquirida por ela para se tornar o braço esportivo dos carros Fiat para todos os mercados em que ela atuava no mundo.

Da minha coleção


O Fiat 500D Modificado é da Hot Wheels, saiu Serie Compact Kings, na linha normal em 2024. Seu modelo foi também o Super T-Hunt do Lote “E” de 2024, mas com pintura metalizada e rodas especiais com pneus de borracha. O casting deste modelo foi lançado em 2017, um trabalho de Mark Jones.


O outro com a decoração da GULF Racing, Real Riders, com detalhamento nos faróis, rodas especiais e pneus de borracha. Saiu na Serie Car Culture: Gulf, em 2019.


O Branco Perolizado é o primeiro que saiu na linha Hot Wheels, na Serie Car Culture: Air-Cooled, em 2017.

O design “Modificado” se justifica, com os arcos dos para-lamas muito mais largos, com rodas e pneus bem largos, e a tampa do motor levantada para refrigerar o motor traseiro, visível e com detalhamento simplificado para a escala. Não tem para choques, e traz o radiador na frente, preparado para as pistas.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2760s_Fiat_500D_Modificado

https://en.wikipedia.org/wiki/Fiat_500#Abarth_695_SS_(1964%E2%80%931971)

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Aston Martin Vantage GTE

Vantage GTE

O Aston Martin Vantage GTE (também conhecido por Vantage AMR) é um modelo GT desenvolvido pela Divisão Esportiva Aston Martin Racing. Ele é baseado no modelo Vantage, sucedendo ao Vantage GT2, e é projeto de Dan Sayers. O modelo foi lançado em 22 de novembro de 2017, simultaneamente com o modelo para rodar em estradas; e pode ser convertido para as especificações do Grupo GTE e GT3 da FIA.

No início, o carro sofreu com o desgaste prematuro dos pneus, mas nas temporadas seguintes o desempenho melhorou, com o modelo se tornando competitivo a ponto de vencer o Campeonato Mundial de Construtores e o de Pilotos de Endurance em 2019-20.

O carro é equipado com um motor Mercedes AMG M117 V8 de 4,0 litros com bloco e cabeçotes de alumínio, 32 válvulas, turbo comprimido, montado entre-eixos na dianteira. O câmbio é um X-Trac manual e sequencial de seis velocidades. As suspensões são de braços duplos com 5 regulagens e amortecedores Ohlins. As rodas são TWS de magnésio forjado medindo 18” de diâmetro, com tala de 12,5” na dianteira e 13” na traseira, calçadas com pneus Michelin Radiais 30/68-18 na frente e 31/71-18 atrás. O chassi é de alumínio, reforçado com painéis de fibra de carbono coladas.


O Aston Martin Vantage GTE começou a competir nas 6 Horas de Spa-Francorchamps em 2018, conquistando o Campeonato de Equipes (2022 FIA WEC – LMGTE Am), o Campeonato de Construtores (2019-20 FIA WEC) e o Campeonato de Pilotos (2019-20 FIA WEC e o 2022 FIA WEC – LMGTE Am)

Sobre a Aston Martin

A Aston Martin é um fabricante inglês de carros esporte gran Turismo e de luxo; fundada em 1913 por Lionel Martin e Robert Bamford, adquirida por David Brown em 1947, ficou famosa por ceder o modelo DB5 para as filmagens de James Bond, em Goldfinger (1964). Sediada em Gaydon, Warwickshire, Inglaterra, passou por sete falências/concordatas, trocando de mãos várias vezes, mas sobrevivendo até os dias de hoje, e tem outra fábrica em St. Athan, País de Gales, onde fabrica os modelos SUV.

A marca é famosa por produzir carros que competiram em diversas categorias esportivas, até na Formula Um. Depois de pertencer à Ford, tem parceria com a Mercedes-Benz para fornecimento de tecnologia de motores, e recentemente, fechou um acordo com a Lucid Motors para desenvolvimento de motores elétricos e sistemas de armazenamento de energia para carros totalmente elétricos num futuro próximo.

Da minha coleção





O modelo da Hot Wheels remete ao Vantage nº 99 que correu nas 6 Horas de Fuji, no Japão, pilotado pelo brasileiro Fernando Rees e pelo britânico Alex MacDowall, na tradicional Azul Celeste com faixas laranjas.





O Aston Martin Vantage GTE com a decoração da GULF Racing na cor branca é baseado na versão Vantage GTE da apresentação de lançamento, porém no interior foi acrescentada a gaiola de proteção do modelo direcionado para as corridas.


Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Aston_Martin_Vantage_GTE

https://en.wikipedia.org/wiki/Aston_Martin_Vantage_GTE_(2018)

https://en.wikipedia.org/wiki/Aston_Martin

https://www.fiawec.com/en/news/aston-martin-dominate-lmgte-classes-in-qualifying-for-6-hours-of-fuji/2434

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

PORSCHE 917 LH - Hot Wheels

Porsche 917 LH - Le Mans 1971


O Porsche 917 LH foi o segundo novo modelo feito em cooperação com o Game Racing Project CARS 2, desenvolvido pela Slightly Mad Studios e distribuído pela Bandai Namco.

A miniatura é baseada num carro real do Porsche 917 LH (Langheck = Cauda Longa em alemão). Apenas cinco unidades foram construídas e competiram no Campeonato Mundial de Marcas nas temporadas de 1970 e 1971.

Em 1970, o piloto britânico Vic Elford alcançou o tempo mais rápido nos treinos ds 24 Horas de Le Mans, e foi o primeiro a quebrar a barreira dos 240 km/h. Sua velocidade média é de 242,685 km/h, e na corrida Elford atingiu 241,236 km/h para conseguir a volta mais rápida da corrida. No entanto, na manhã de domingo, correndo com seu companheiro Kurt Ahrens, uma falha no motor fez a dupla abandonar a corrida.

O modelo LH era um desenvolvimento do 917L da temporada de 1970 e tinha a suspensão revisada, e as rodas traseiras parcialmente encobertas, proporcionando melhor aerodinâmica, projetados para aproveitar a longa reta de Hunaudières, mas sacrificando algo nas curvas mais lentas.

O 917 LH com o número 18 de lançamento da Hot Wheels é uma reprodução do carro da John Wyer Automotive Engineering, nas cores da GULF Racing, pilotado por Pedro Rodriguez e Jackie Oliver (Chassis 917-043) nas 24 Horas de Le Mans em 1971. Apesar de se ter classificado com o melhor tempo (Jackie Oliver foi o primeiro piloto na história de Le Mans a fazer a volta a mais de 250 km/h de média) e registrar o recorde de volta durante a corrida, abandonou na volta 187 por vazamento de óleo. O exemplar ainda existe e tem sido restaurado para o visual do ano de 1970, estando hoje em exibição na Simeone Foundation Auto Museum.

O Porsche 917 LH com o número 3 é um protótipo que ficou em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans de 1970. A pintura foi logo associada ao movimento “hippie” e ganhou o apelido de “Psycho Paint”. Gerard Larousse e Willi Kauhsen pilotaram o carro que chegou logo após o 917K de Richard Atwood e Hans Herrmann que venceram a corrida com cinco voltas de vantagem.

O designer do modelo da Hot Wheels foi Dmitriy Shakhmatov, e ele foi lançado com as cores da GULF Racing, como correu na temporada de 1971. Havia uma versão idêntica, mas na cor branca, ambas saindo na Série Legends of Speed, em 2018.

Mainline de 2019



Psycho Paint de 2020

Versão da Série Car Culture, Team Transport

Na Mainline de 2019, o 917 LH saiu nas cores azul e vermelha, com o número 11, sem relacionamento com uma decoração de equipe real. Em 2020, o modelo saiu com o número 3 na decoração “Psycho Paint” da equipe Martini Racing, que correu nas 24 horas de Le Mans em 1970.

Em 2020, o modelo saiu com o número 3 na decoração “Psycho Paint” da equipe Martini Racing, que correu nas 24 horas de Le Mans em 1970.

No mesmo ano, um exemplar exclusivo para as lojas Walmart, dos Estados Unidos, saiu tradicionalmente sem pintura, conhecido pelo apelido “ZAMAC”, mas decorado com as faixas “Psycho Paint”, e o nº 3.

Em 2022 no Mix 2 da Série Car Culture, Team Transport, saiu o conjunto do Porsche 917 LH No. 17, com o teto laranja, associado a um caminhão Fleet Flyer (não licenciado), nas cores da GULF Wyer. Ele reproduz o carro que participou das 24 Horas de Le Mans em 1971, pilotado por Jo Siffert e Derek Bell, abandonando na volta 240 por rompimento do cárter, quando estava em sexto lugar na geral. O ano de 1971 foi especialmente trágico para a Equipe John Wyer-GULF porque menos de um mês depois de Le Mans, Pedro Rodriguez, que havia vencido a etapa dos 1000km da Áustria em Österreichring, morreu ao volante de uma Ferrari 512 no circuito alemão de Norisring, numa etapa extra-campeonato de Carros esporte. E em outubro, Jo Siffert faleceu na Corrida dos Campeões em Brands Hatch, quando seu BRM bateu, capotou e pegou fogo, com Siffert ficando preso sob o carro incendiado.

 

Porsche 917 LH - GULF Racing, Team Transport com Caminhão Fleet Flyer



O modelo exclusivo do Walmart americano

Em 2024, a Mattel lançou o set Retro Racers 5-Pack, onde constava um exemplar do Porsche 917 LH na cor laranja, com o Nº 3. A miniatura tem base de plástico e as rodas são as 5SP normais dos Mainline.

Hot Wheels, Serie Retro Racers, 2024

Em 2025, surgiu a Serie The Hot Ones, uma série com modelos intermediários, com base de metal, porém, as rodas são de plástico, e um diferencial da cor em Spectraflame Gold.




quinta-feira, 24 de março de 2022

SHELBY COBRA DAYTONA COUPÉ

SEIS CARROS QUE FIZERAM HISTÓRIA

Shelby Cobra Daytona Coupe - 1964

Carrol Shelby havia vencido as 24 Horas de Le Mans, junto com Roy Salvadori, em 1959. Com sua carreira de piloto limitada por seus problemas cardíacos, passou a construtor, com seus Shelby Cobra Roadster fazendo sucesso nas competições dos Estados Unidos. Mas nas participações no velho continente, chegou à conclusão de que o Roadster não era páreo para as Ferrari 250 GTO, as Maserati e Aston Martin, carros GT com capota, mais aerodinâmicos e velozes do que os roadster abertos.

Na reta Mulsanne, em Le Mans, com 3,7 milhas (6,0 km) de extensão, o Shelby Cobra atingia 157 mph (253 km/h), cerca de 30 mph (48 km/h) a menos do que a Ferrari 250 GTO, cronometrada a 186 mph (299 km/h). Dada a extensão do trecho (antes que se fizessem as chicanes), essa diferença de velocidade significava cerca de 10 segundos por volta, anulando qualquer vantagem de potência e aceleração que os roadster conseguiam nos trechos mais sinuosos.

O Cobra Daytona em construção na Shelby American, em Venice, California.

No segundo semestre de 1963, Shelby pediu que Pete Brock desenhasse o perfil aerodinâmico para um Cobra com cabine, e Bob Negstad ficou responsável pela suspensão. Mais tarde, Negstad projetou o chassi e suspensão do Ford GT40, e a suspensão do Cobra CSX3000, que muitas vezes era chamada de “Cobra mola-espiral”.

Brock esboçou o projeto no chão da oficina da Shelby America, começando com o chassi CSX 2014 do roadster batido pilotado por Skip Hudson na corrida de Le Mans de 1963, Brock removeu a carroceria, reposicionou o motor, colocou um assento e a coluna de direção e volante no alinhamento de onde achava que deveriam estar. Ele então colocou o piloto Ken Miles no carro e, usando sucata de madeira e fita adesiva, projetou o pára-brisa - o primeiro componente a ser fabricado para o carro. Em seguida, ele intercalou os moldes de madeira e, enviou o carro para a Cal Metal Shaping para finalizar os painéis de alumínio à mão.

Na traseira em especial, Brock foi buscar uma solução de cauda truncada, conhecida desde os anos 1930 como ‘conceito Kamm’, formulado por Wunibald Kamm e Reinhold Koenig von Fachsenfeld. Brock havia visto os estudos de Kamm enquanto trabalhava na GM, no projeto do Corvette de segunda geração. Este design, além de diminuir o arrasto aerodinâmico, reduzia o movimento ascendente da traseira em altas velocidades. Até então, a traseira terminando no formato em gota era a solução mais comum, e Brock teve certa dificuldade em convencer os outros membros da equipe, especialmente Phil Remington, que achava que um desenho de 30 anos atrás não funcionava na vida real. Felizmente, Ken Miles, junto com o australiano John Ohlsen e Shelby confiaram em Brock, que tinha apenas 23 anos, porque queriam que o carro funcionasse, sem ligar para a aparência dele.

CSX2287: o primeiro Shelby Daytona Coupe.

Pete Brock ao lado do Daytona

Com os fundos que conseguira com a Goodyear, Shelby encomendou dois chassis para a AC, numerados CSX 2286 e CSX2287. Este último foi o primeiro Daytona Coupe completado, e o primeiro integralmente construído
na Shelby American, de Venice, California. Desde os primeiros esboços de Pete Brock, até o carro ficar pronto para rodar foram cerca de 90 dias, um prazo recorde numa época de recursos limitados no início da década de 1960!

A carroçaria montada sobre o chassi CSX2014 foi transferida para o CSX2287; o motor 289 foi instalado neste chassi e a caixa T-10 da Borg-Warner com quatro velocidades foi acoplada. Logo no primeiro teste do modelo, em Riverside, California, Ken Miles baixou o recorde da volta em 3,5 segundos! Na reta principal, que tinha uma milha (1,6 km) um espantado Ken Miles não acreditava que conseguiu atingir 186 mph (299 km/h) nas cinco primeiras voltas; e comentou que “quase voou, aliviando bastante o acelerador” a velocidades acima de 160 mph (260 km/h). Mais 30 dias se passaram até Miles registrar novamente na reta de Riverside a velocidade de 190 mph (310 km/h).

O Daytona nos 2000 km de Daytona Continental

Sua primeira corrida oficial foi em 16 de fevereiro de 1964, nos 2000 km Daytona Continental, pilotado por Dave MacDonald e Bob Holbert, conseguindo a pole position com um tempo de 2:08.200 a uma velocidade média de 106,464 mph. Considerando-se que o carro ainda não estava 100% pronto, a equipe ficou muito animada com os resultados obtidos.

No entanto, no pit stop da volta 209, o carro pegou fogo e acabou com as esperanças de uma estreia brilhante. Reparado e ajustado para as 12 Horas de Sebring, o Daytona Coupe obteve sua primeira vitória na classe e 4º na geral, atrás dos protótipos da Ferrari, mas na frente da Ferrari 250 GTO da equipe N.A.R.T.

O CSX2287 tem um extenso registro histórico de corridas; competindo em Daytona, Reims, Spa-Francorchams, Oulton Park TT, 24 Horas de Le Mans, Tour de France e em Bonneville Salt Flats. Ele foi pilotado por Dave MacDonald, Bob Holbert, Jo Schlesser, Phil Hill, Jochen Neerpasch, Chris Amon, Innes Ireland, Andre Simon, Maurice Dupeyron, Bob Johnson e Tom Payne.

O Cobra Daytona Coupe - CSX2287 em Le Mans, 1964

Le Mans, 1964

Em Le Mans, em junho de 1964 o carro foi pintado na cor Viking Blue Metallic, com as faixas brancas longitudinais e a área em torno dos faróis coberta com adesivos brancos, para facilitar a identificação do carro nos pit-stops. Correndo pela escuderia de Briggs Cunningham, Amon e Neerpasch lideraram a classe GT até o carro ser desclassificado na décima hora (na volta 131) por necessitar de energia externa para dar nova partida no motor, por falha na bateria e alternador. Mas Shelby conseguiu seu triunfo com o Daytona de sua equipe oficial, pilotado por Gurney e Bondurant, que chegou em 4º lugar na geral e primeiro na classe GT, justamente à frente de duas Ferrari 250 GTO.

O Cobra Daytona Coupe em Bonneville Salt Flats

O CSX2287 retornou aos Estados Unidos e finalizou sua carreira nas competições batendo 23 recordes mundiais da USAC/FIA em Bonneville Salt Flats, em novembro de 1965, pilotado por Craig Breedlove, Bobby Tatroe e Tom Greatorex, durante uma sessão de testes de pneus da Goodyear.

Saiba o restante da trágica história do primeiro Daytona Coupe no link:

https://leotogashi.blogspot.com/2022/03/cobra-daytona-coupe-chassi-csx2287.html

A pequena equipe de Shelby estava dando suporte para os Roadster nas corridas, e não tinha como fazer as próximas cinco carroçarias de alumínio. Shelby entrou em contato com seu amigo argentino Alessandro De Tomaso, que morava na Itália  ̶  por sinal, o De Tomaso Mangusta utilizava um motor Ford 289, preparado pela Shelby  ̶  e De Tomaso indicou a Carrozzeria Gransport, uma encarroçadora de Modena, Itália. Os italianos tiveram dificuldades em ler os projetos de Brock, pois ele utilizava o sistema em polegadas, ao passo que os italianos utilizavam o sistema métrico. Parece que na adaptação e improviso dos italianos, os Daytona Coupe ficaram ainda mais bonitos do que o primeiro protótipo feito por Brock. Um sétimo Shelby Daytona Super Coupe #CSB354 protótipo começou a ser trabalhado, mas nunca foi finalizado, e não é contado nas estatísticas de produção.

CSX2286 – a “Arma Secreta” de Shelby contra as Ferrari

CSX2286

Shelby havia testado o CSX2286 com um motor da NASCAR, um V8 de 427 cid, com bloco de ferro e cabeçotes de alumínio. Ele queria participar das 24 Horas de Le Mans de 1964, com este chassi e motor, e enfrentar a Ferrari na classe dos protótipos. Pediu para Ohlsen aumentar o entre eixos em 3 polegadas, para encaixar o Big Block da Ford. Isto feito, o segundo chassi adquirido da AC Cars foi enviado para a Carrozzeria Gransport, para ser encarroçado, e Ohlsen deveria supervisionar a instalação do motor e transmissão. No entanto, a Ford argumentou que o motor teria problemas de superaquecimento, e enviou um V8 de 390 cid à Itália. Isto atrasou a montagem do carro e Shelby ficou numa saia justa pois sua “arma secreta” não ficaria pronta a tempo para a corrida.

“O carro ficou 70% pronto”, diz Pete Brock. “Ele estava esperando uma longa lista de peças da Ford, incluindo uma embreagem.” Shelby deve ter ficado desapontado. Com mais de 500 cavalos de potência e pesando apenas 2.200 libras, o cupê elegante e aerodinâmico teria sido o carro mais rápido na reta de  Mulsanne de três milhas de extensão naquele ano. “Estávamos a 300 km/h no carro 289”, diz Brock. “Então esse teria facilmente passado de 200 mph (322 km/h).”

Shelby alegou que o carro sofrera um acidente quando estava sendo levado para a França, e que não correria desta vez. “Acho que essa história foi inventada por Shelby como uma resposta ao motivo pelo qual nunca chegou à França para a corrida”, diz Peter Brock. Como algumas pessoas sabiam do plano de Shelby de envergonhar a Ferrari com um protótipo Daytona Coupe em Le Mans e o carro+ nunca apareceu, ele divulgou a história de que havia acidentado no caminho para a França.”

Enzo deve ter dado risada quando soube do infortúnio de seu rival, e sua equipe ganhou muito naquele ano, com as Ferraris conquistando os três lugares do pódio, com a 275P em primeiro, seguida por duas 330P. A equipe de Shelby não tinha um bom planejamento, mas um Daytona Coupe, CSX2299 - com Ohlsen como chefe de equipe e dirigido por Bob Bondurant e Dan Gurney - terminou em quarto lugar, vencendo a classe GT sobre os GTOs de Enzo.

Depois de Le Mans, Ohlsen esperava preparar o CSX2286 para a última corrida da temporada em Monza. “Nós até começamos a chamá-lo de ‘The Monza Coupe’, em oposição ao Daytona Coupe”, diz Brock com uma risada. Mas facções dentro da Ford não queriam que o carro competisse com o novo GT40 da empresa e as peças nunca chegaram. Outra versão relata que o carro estava quase concluído, mas a equipe foi avisada que a etapa de Monza fora cancelada. Na verdade, a corrida aconteceu, mas Enzo Ferrari forçou o Auto Club d’Italia para invalidar a prova e os classificados não receberiam nenhum ponto no campeonato.

A Ferrari tinha uma pequena vantagem de pontos antes de Monza, e Enzo sabia que os seus GTO não eram rápidos o bastante para vencer na pista rápida de Monza; então ele lançou mão de sua influência nos bastidores e conseguiu o cancelamento da prova. Sem pontos a ganhar, a Jaguar, Aston Martin, Ford e Cobra optaram por não participar. Assim a Ferrari conquistou na Classe GT, e logo depois, anunciou que não disputaria a temporada de 1965 “pois ele achava injusto correr contra os seus próprios clientes, blá, blá, blá...!!

O Cobra Daytona CSX2286 em Le Mans, 1965

O CSX2286 foi enviado aos Estados Unidos voltando à sua configuração inicial desfazendo as 3 polegadas que foram acrescentadas ao chassi; e o motor 289 foi reinstalado no carro. Ele foi utilizado apenas mais uma vez, nas 24 Horas de Le Mans de 1965, pilotado por Gurney e Jerry Grant, liderando a classe GT III até a 15ª hora, mas problemas de embreagem causaram seu abandono na volta 204.

Nesta prova, Shelby entrou com 12 carros (entre Roadster e Coupé), e a Ferrari com 11. Todos os Cobra abandonaram, exceto o CSX 2602, pilotado por Jack Sears e Dick Thompson, que chegou em 8º na geral e 3º na sua classe GT III. Todos os Ferrari também abandonaram; mas Masten Gregory e Jochen Rindt, com Ed Hugus venceram a Classe GT numa Ferrari privada da Equipe N.A.R.T.

Testado pela revista Car & Driver em 1981, o Daytona atingiu 60 mph em 4,4 segundos, 100 mph em apenas 10,5 segundos, fazendo o quarto-de-milha em 12,7 segundos a 111 mph.

Atualmente, o CSX2286 está na coleção de Rob Walton, herdeiro da cadeia de supermercados Walmart. Ele é o único proprietário a correr com um Cobra Daytona em corridas de carros antigos. O carro sofreu um acidente em agosto de 2012 no Laguna Seca Raceway devido à trava dos freios, e não por erro de pilotagem; mas foi devidamente reparado e restaurado completamente. Ele voltou a correr no Festival de Goodwood em 2015.

“Este carro vale mais de US$ 15,000,000, diz Lance Stander, CEO da Shelby Legendary Cars, uma empresa que constrói réplicas autorizadas do Shelby Cobra Daytona Coupé, Shelby Cobra Roadster, Ford GT 40 e Corvette Grand Sport de 1963.

CSX2299 – o Vencedor de Le Mans

O Daytona vencedor das 24 Horas de le Mans em 1964

Este foi o segundo carro completado pela Carrozzeria Gransport; e competiu em nove corridas da FIA (24 Horas de Le Mans por duas vezes, Reims, Goodwood Tourist Trophy, Tour de France, 24 Horas de Daytona, 12 Horas de Sebring, Oulton Park TT e Enna); vencendo em quatro ocasiões: Le Mans 64, Goodwood 64, Daytona e Sebring, em 65, e uma etapa do Tour de France (Rouen). O carro foi pilotado por Dan Gurney, Bob Bondurant, Maurice Trintignant, Bernard de St. Auban, Jo Schlesser, Hal Heck, Jack Sears e Dick Thompson. Chegou em primeiro na sua classe GT nas 24 Horas de Le Mans de 1964, com Gurney e Bondurant, e 4º na geral, à frente de duas Ferrari 250 GTO. Atingiu a velocidade de 196 mph (315 km/h) na reta de Mulsanne.

O CSX2299 que correu em Sebring 1965

O carro tinha a cor Viking Blue, mas foi repintado com a Guardsman Blue, com as faixas brancas longitudinais, e mais uma faixa transversal sobre o para lama dianteiro esquerdo em 1965. Em 1964, o carro bateu recordes de volta em Le Mans, Reims e Rouen; também o recorde de distância em Le Mans e Goodwood. Em 1965, bateu o recorde de volta em Oulton Park.

O CSX2299 foi o último Daytona vendido por Shelby em cuja Nota Fiscal constava e expressão “The Number One Cobra Daytona Coupe”. Atualmente, o carro pertence ao Larry H. Miller Group, e está no Miller Motorsports Park Museum, em Tooele, Utah. Outras fontes informam que ele está à mostra na Shelby American Collection, em Boulder, Colorado.

CSX2300 – o Daytona de Shelby

O CSX2300 em Nurburgring 1965

Este Daytona foi alugado para a Alan Mann Racing pela Ford da França, para participar nos 1000 km de Nurbürgring de 1965, representando a França. Foi pintado de branco e tinha uma larga faixa central azul, ladeada por duas estreitas em Vermelho, cores da bandeira francesa. Os conhecidos pilotos franceses Andre Simon e Jo Schlesser levaram o Daytona ao 3º lugar na categoria GT III, chegando em 12º na geral. Após a corrida, o Daytona foi levado à Alan Mann Racing e repintado na cor Guardsman Blue com as largas faixas brancas. O carro ficou com Shelby, até ser leiloado pela RM Auctions por US$ 4,4 milhões em 19 de Agosto de 2000. Atualmente (2015) ele está nas mãos de Daniela Ellerbrock, na Alemanha.

CSX2601 – O Campeão Mundial de Marcas

CSX2601 em Nurburgring 1965

Este foi o quarto Daytona construído e o terceiro completado pela Carrozzeria Gransport. Ele correu em oito competições da FIA em 1965 (Daytona, Sebring, Monza, Spa, Nurburgring, Le Mans, Reims, Enna). Venceu quatro vezes na classe GT III (Monza, Nurburgring, Reims e Enna), e foi pilotado por Bob Johnson, Tom Payne, Bob Bondurant, Allen Grant, Jochen Neerpasch e Jo Schlesser.

Em Reims, pintado de Guardsman Blue, pilotado por Bondurant e Schlesser, venceu a classe GT III, assegurando os pontos necessários para conquistar o World Sportscar Championship (Campeonato Mundial de Carros Esporte, na época chamado de Campeonato Internacional de Marcas GT).

CSX2601 num evento de carros antigos

O CSX2601 apareceu no filme Red Line 7000, e Bob Bondurant acabou adquirindo o carro de Shelby em 1969. Em 15 de Agosto de 2009, o carro foi leiloado pela Mecum’s Monterey Auction por US$ 7,25 milhões, batendo o recorde de maior valor pago num carro americano até então; e hoje ele faz parte do acervo da família Perez Companc, na Argentina.

CSX 2602 – o Daytona de Filipinetti

O CSX2602

O quinto Daytona e quarto completado pela Carrozzeria Gransport competiu em cinco corridas em 1965 (Daytona, Sebring, Monza, Spa, Nurburgring e Le Mans), foi pilotado por Rick Muther, John Timanus, Lew Spencer, Jim Adams, Phil Hill, Jack Sears, John Whitmore, Peter Sutcliffe e Peter Harper.

Nas 24 Horas de Le Mans, em 19-20 de junho de 1965, os britânicos Sutcliffe e Harper competiram como CSX2602 pintado nas cores Vermelho e Branco, cores da Escuderia Filipinetti. A Ford havia esgotado sua cota de inscrições e pediu para Georges Filipinetti pegar um Daytona da Alan Mann Racing e inscrever o carro na competição. O Daytona Vermelho e Branco correu até a 10ª hora, quando uma junta do cabeçote queimada o tirou da corrida.

O Cobra Daytona correndo em Le Mans
pela Scuderia Filipinetti

Após a corrida, o carro voltou para a Alan Mann Racing e foi repintado nas cores da Shelby American, e nunca mais competiu. Atualmente é de propriedade de Kazuo Murayama, de Tokyo; apresentado no Pebble Beach Concours em 2015, venceu na classe GT.





CONCLUSÃO

Os carros ingleses, franceses, alemães e italianos certamente contribuíram em muito para escrever a história do automóvel, e por tabela, podemos dizer o mesmo do cenário automobilístico de competição. Mas Carrol Shelby, com seus Cobra Roadster e Daytona Coupe representaram muito bem os Estados Unidos, na primeiro metade dos anos 1960, batalhando nas pistas mais famosas do mundo e gravando para sempre o seu nome ao lado de Ferrari, Porsche, Jaguar, e outros. A breve presença dos Cobra deveu-se ao engajamento de Shelby no projeto do GT40, onde Henry Ford II despejou milhões de dólares para bater a Ferrari no principal palco da Europa, as 24 Horas de Le Mans.

DA MINHA COLEÇÃO




O Cobra Daytona Coupé na escala 1:18 é da YatMing, na tradicional cor azul com as faixas brancas que se tornaram padrão dos Shelby Cobra. Tem um bom detalhamento, com a cobertura sobre os faróis, limpador de para brisa, frisos e detalhes da carroçaria. O grande capô dianteiro se abre, exibindo o V8 de 289 cid, com os Escapamentos saindo pela lateral abaixo das portas, que se abrem. Há poucos detalhes no cofre do motor, como a suspensão dianteira, com as rodas que esterçam. Estão lá os rebites do vidro traseiro, com o estepe afixado como o original. A traseira truncada com as diminutas lanternas, e o bocal de abastecimento no paralamas traseiro direito.

Em termos de acabamento, ele traz o número 15, com que o Daytona com chassi CSX2299 correu nas 12 Horas de Sebring em 1965. Pilotado por Jo Schlesser e Bob Bondurant, o carro chegou em 4º na geral e primeiro na sua classe GT III, num total de 187 voltas. Mas é pena que a miniatura não traz os decalques dos patrocinadores para reproduzir o exemplar desta competição (possivelmente devido a direitos de reprodução destas marcas)

O Daytona da Hot Wheels


O modelo da Hot Wheels é um Cobra Daytona Coupe, da série Treasure Hunts (modelos com um acabamento melhor e produzido em menores quantidades do que os Mainlines), bem reproduzido pela escala (1:64), mas peca pelas rodas padrão da HW e um tanto desproporcionais para o modelo, inclusive as traseiras bem maiores do que as dianteiras. A decoração é livre, sem nenhuma referência aos modelos reais, mas tem até o estepe que pode ser visto pela janela traseira.







O outro exemplar tem a decoração da Equipe GULF Racing, bastante procurada pelos colecionadores, mas tem apenas o apelo de marketing, pois nenhum Cobra jamais correu com as cores da Equipe GULF. A Mattel usa ao máximo o licenciamento para as miniaturas e no caso da GULF Racing, lança outras variações, trocando o azul celeste por branco ou azul royal.

 REFERÊNCIAS

https://en.wikipedia.org/wiki/Shelby_Daytona

http://www.autoentusiastas.com.br/2015/11/cobra-daytona-cupe/

https://pt.wikipedia.org/wiki/24_Horas_de_Le_Mans_de_1964

https://www.hagerty.com/media/car-profiles/shelbys-1964-cobra-daytona-coupe/

https://velocetoday.com/chassis-history-of-the-six-daytona-coupes-by-pete-brock/

https://sportscardigest.com/in-depth-history-of-the-shelby-cobra-daytona-coupe/

https://www.shelby.com/en-us/Vehicles/Shelby-CSX9000-Daytona-Coupe

https://www.cnn.com/style/article/shelby-daytona-cobra-coupe/index.html

https://www.hagerty.com/media/car-profiles/shelbys-1964-cobra-daytona-coupe/

(As fontes adicionais desta matéria são: CNN, Car&Driver Magazine, The SAAC Registry, The LA Times e The Orange County Register, 2001 e Wallace Wyss, que estava na audiência.)