sábado, 28 de janeiro de 2023

NISSAN SKYLINE e GT-R

 


O Skyline Sport surgiu na linha da Prince Motors no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. Com um design de Michelotti, era equipado com um motor quatro cilindros de 1,9 litros, lembrando alguns traços do Lancia Flavia e Triumph Vitesse, também desenhados por Michelotti nessa época. Em versão coupé e conversível, poucas centenas de unidades foram produzidas.

O modelo S50 De Luxe e Standard foram a segunda geração do Skyline, e se tornou um dos carros mais desejados do Japão. Vinha com um motor de quatro cilindros com 68 hp e câmbio de três marchas na coluna ou de quatro no assoalho. Sua carreira esportiva começou com o Skyline 200GT de 1964: com um motor de seis cilindros em linha, participou no segundo campeonato de Grand Touring japonês (GT-II), em 3 de maio de 1964, onde competiu bravamente contra o Porsche 904, não conseguindo a vitória, mas se colocando do segundo ao sexto lugar.

Skyline Prince de 1962

Em agosto de 1966, a Prince e a Nissan se fundiram, e o Skyline passou a sair com o logotipo da Nissan, e em 1968 chegou ao mercado a terceira geração do Skyline (C10), e pela primeira vez surge a versão GT-R (fevereiro/1969), ainda com motor de dois litros e seis em linha de 160 hp. Lançado como um sedan quatro portas, o cupe veio logo em março de 1971, e em menos de dois anos, acumularam 33 vitórias com o sedan e nada menos de 50 com o cupe; consolidando uma forte imagem de esportividade e desempenho. A versão hardtop da quarta geração, lançada em setembro de 1972 durou apenas até março de 1973, devido à crise do petróleo, carros esportivos acabaram no ostracismo, com a Nissan deixando as pistas, e apenas 197 deles foram vendidos no Japão. Este foi o último dos GT-R por 16 anos, até a chegada da versão BNR32 em 1989.

Skyline 2ª geração

Skyline 3ª geração, pioneiro do histórico de vitórias esportivas da Nissan

Skyline 4ª geração, o último com a sigla GT-R

Os Skyline continuaram pela quinta (1977) e sexta geração (R30, 1981), com versões sedan quatro portas, cupê duas portas e station-wagon cinco portas, com motores de 1,6 a 2,4 litros, com a versão esportiva GT-EX equipada com o motor de dois litros e quatro cilindros FJ120, turbo-comprimido com duplo comando no cabeçote, que produzia187,5 bhp (190 PS/140 kW) a 6400 rpm
, com torque máximo de 336 N.m (167 lb-ft/23 kgm) a 4800 rpm. A versão turbinada se tornou popular desde a quinta geração, e esta versão RS apareceu somente na sexta geração de 1983, sendo chamada de “O mais potente dos Skylines”, porém não tinha a designação de “GT-R”. O câmbio manual tinha cinco velocidades, e o peso total atingia 1215 kg.

Skyline 5ª e 6ª geração

A 7ª geração, Silhouette, patrocinada pela TOMICA


A esportividade recomeçou com a versão RS (outubro/1981), equipada com um seis em linha de 2,4 litros e 148 hp, DOHC aspirado; que em 1983 recebeu um turbo que elevou a potência a 188 hp, tornando-se o carro japonês mais potente deste período.
 Esta sexta geração do Skyline R30, lançada em 1981, ficou conhecido como “Newman Skyline”, porque Paul Newman, ator e piloto de corridas, saiu no poster de lançamento deste modelo. O carro foi utilizado em diversos episódios policiais exibidos na TV japonesa nos anos 1980.

O que não impediu da versão de 1984 receber um intercooler, e com demais ajustes na unidade motora, chegar a 205 hp a 6400 rpm. Com o patrocínio da TOMICA, o carro foi inscrito no Grupo C do All Japan Sports Prototype Championship, ficando conhecido como Super Silhouette. O sucesso do modelo rejuvenesceu a marca Skyline, e pavimentou o caminho para o ressurgimento da versão GT-R.

A sétima geração do Skyline chegou em 1985 (com a denominação/código R31), foi a evolução natural do design do R30, e era vagamente baseada na plataforma do Nissan Laurel (C32). O design era levemente maior e mais retilíneo do que os anteriores. Estava disponível como Sedan, Sedan Hardtop, Coupé e Station Wagon. Apelidado de “Seventhsu” ou simplesmente “7th Sukairain” pelos proprietários, devido a ser a sétima geração do Skyline; juntamente com o novo motor seis em linha de 2,0 litros da série RB, sendo o RB20DET e RB20DET-R os turbinados mais potentes disponíveis nos cupês de duas portas. Os GTS-R de 1987 tiveram 823 unidades produzidas para homologação no Grupo A de Carros de Turismo, com turbos maiores, chegando a produzir 207 hp, mas as unidades de corrida atingiam 430 hp.

O Skyline R31 introduziu muitas novas tecnologias e recursos. Foi io primeiro modelo a ser equipado com o novo motor da Série RB, muitas vezes denominado como “Red Top” devido à tampa das válvulas em vermelho. Havia três variantes deste motor: a série mais antiga, um RB DOHC, 24 válvulas que usava o NICS (Nissan Induction Control System) com doze canais de admissão muito estreitos e um sistema de borboletas para reduzir o diâmetro dos dutos de admissão pela metade, para melhor desempenho em baixas rotações. As versões posteriores usavam o gerenciamento do motor pelo ECCS (Electronic Concentrated Control System), que substituíram os doze pequenos rotores por seis muito maiores (apesar dos cabeçotes ainda terem as doze portas de admissão individuais); e receberam um turbo-compressor ligeiramente maior. Havia a opção do motor RD28, um 2,8 litros seis em linha movido a diesel; e outra tecnologia inovadora na geração R31 foi a introdução do sistema proprietário da Nissan chamada HICAS (High Capacity Active Steering), que esterçava as quatro rodas do carro. 

Também a R31 foi a única série a apresentar a variação com quatro portas, estes denominados  como Passage GT.

Skyline HR 31 da 7ª geração, pilotado por Jim Richards, na Austrália
A geração R31 do Skyline também foi produzida na Austrália, com um motor 3, 0 litros (RB30E) disponível na configuração Sedan ou Station-Wagon, assim como as versões de quatro cilindros, chamadas de Nissan Pintara. A Wagon tinha a mesma frente do Sedan e do coupe, exceto pela quatro lanternas traseiras redondas, substituídas por retangulares com uma faixa/barra que  as interligava no painel traseiro, design compartilhado também no Pintara. A produção local foi implementada devido aos pesados tributos de importação na época, e ganharam um apelido carinhoso de “Dards” por seus proprietários.

Outra operação fabril dos Skyline era na Africa do Sul, que produzia o sedan quatro portas entre 1987 e 1992. Estes modelos tinham o mesmo motor RB30E australiano, além do RB20E 2,0 litros de seis cilindros em linha e um CA20S de quatro cilindros. No total, foram fabricados 29.305 unidades na Africa do Sul.

A versão definitiva do R31 teve o motor RB20DET-R, designado HR31 GTS-R Coupe, com 831 unidades produzidas para homologação no Grupo A de Carros de Turismo de competição. Lançado em 1987, era uma versão retrabalhada do motor normal RB20DET com um turbo-compressor maior e coletor de exaustão de aço inox, assim como um intercooler mais eficiente montado na dianteira do carro; saía de fábrica com 207 hp (210 OS/154 kW), mas as versões de corrida geravam 430 hp (321 kW/436 PS) com preparação para o Grupo A, apesar de ter cerca de 110 hp a menos do que o poderoso Ford Sierra RS500 e cerca de 70 hp a menos do que o V8 do Holden Commodore.

Skyline R32, da 8ª geração, ressuscitando a sigla GT-R

A oitava geração (R32) debutou em 1989, disponiveis em cupês duas portas e sedan quatro portas, ressuscitando a versão GT-R (BNR32), que trazia um motor de 2,6 litros (RB26DETT DOHC), seis em linha com dois turbos e 276 hp na ficha, mas alguns afirmavam que a potência real era de 320 hp. Além da tração nas quatro rodas, havia o HICAS, sistema que fazia as quatro rodas esterçarem. Alargadores de para-lamas, um spoiler dianteiro agressivo na frente e uma asa atrás começaram a distanciar o GT-R das versões mais civilizadas do Skyline. Naganori Ito, engenheiro-chefe da Nissan, projetou o R32 com vistas a correr o Grupo A, contra o Porsche 959, e o GT-R dominou com facilidade o Japanese Touring Car Championship (JTCC) vencendo 29 corridas em 29 grids, faturando todos os títulos de 1989 a 1993. Outro recorde foram 50 vitorias no N1 Super Taikyu do Japão, de 1991 a 1997.

Inscrito no Australian Touring Car Championship em 1990, quebrou o reinado do Ford Sierra Cosworth, conquistando o Bathurst 1000 classic em 1991 e 1992; ganhando o apelido da imprensa automotiva local de "Godzilla", o "monstro do Japão". A dominação do GT-R foi tão grande que provocou o fim da categoria de carros de turismo do Grupo A, na Austrália, igualmente ocorrendo no Japão com o JTCC que renomeou a categoria como Supertouring

Este modelo foi levado para Nurburgring, onde percorreu o Nordschleife em 8 minutos e 20 segundos, batendo o recorde anterior por largos 25 segundos.

Skyline R33, de 9ª geração

Preparado pela Autech

Skyline R33 de 9ª geração

A nona geração (R33) chegou em 1993, levemente maior do que a anterior, nas configurações cupê e sedan, e todas as versões eram equipadas com motor seis cilindros em linha, abandonando os motores de quatro cilindros. Os modelos esportivos receberam motores de 2,5 litros (RB25DET), 2,6 litros (RB26DETT) com dois turbos, e um 2,8 litros (RBX-GT2) também com dois turbos.

Alguns modelos receberam uma nova versão (Super HICAS) que esterçava as quatro rodas com atuadores elétricos, ao invés dos hidráulicos da anterior. Também havia um opcional de diferencial com deslizamento limitado, que detectava a perda de tração em uma das rodas e impedia a perda de controle por esse fator. A partir do R33, todos os Skyline receberem freios da italiana Brembo; e a versão de 1995 tinha melhorias no motor RB26DETT, no sistema de tração nas quatro rodas ATTESA-ETS e upgrade no sistema de direção nas quatro rodas Super HICAS.

Para celebrar os 40 anos do Skyline, a Nissan apresentou um GT-R de quatro portas, uma versão feita pela Autech e outra também feita pela Autech, mas com a colaboração da NISMO, a divisão esportiva da Nissan; apenas 447 exemplares foram produzidos.

O R33 GT-R pilotado por Dirk Schoysman foi o primeiro carro de produção a percorrer o Nordschleife em menos de 8 minutos, cravando 7 minutos e 59 segundos para a volta no famoso anel de Nurburgring. Apesar da façanha, outros fabricantes logo superaram esta marca, e mesmo sendo bem sucedido no cenário das corridas, o R33 nunca alcançou o domínio que a versão R32 teve.




Skyline R34, versão V-Spec II

Em maio de 1998 surge a décima geração do Skyline, denominada R34, com motores mais eficientes e ambientalmente favoráveis, cambio automático de 4 marchas, com controles Tiptronic no volante. versão GT-R viria somente na linha 1999, com chassis revisado, e sistema turbo com novos rolamentos, novas tubulações, e sensor de temperatura na versão V-Spec.

Foram feitas 1000 unidades da versão V-Spec II Nür, com motor Super Taikyu N1, somente para o mercado japonês, entre várias alterações, chamava atenção o velocímetro até 300 km/h, emblemas em 3D e a cor especial Millenium Jade Metallic.

A Marca Skyline continuou na 11ª geração, mas com a plataforma do Nissan Z

A partir da décima-primeira geração (2001), os Skyline recebem a plataforma FM, compartilhada da Linha Z, vinda da Datsun, mudando o código da geração para V35 - com os esportivos 350Z e 370Z - sendo também vendidos em outros mercados com a marca Infiniti G35; e os motores seis em linha sendo substituídos pelos V6.

Assim, o GT-R deixa de fazer parte da linha Skyline, e os preparadores continuaram desenvolvendo pacotes para as versões R32 e R33, não se motivando a trabalhar com os novos V35.

O novo conceito GT-R Proto

A estratégia da Nissan é separar o GT-R da linha Skyline, então no Tokyo Motor Show de 2001, é apresentado o conceito do GT-R para o século 21. Mais quatro anos se passaram e no Tokyo Motor Show de 2005 o GT-R Proto Concept é mostrado, com linhas mais próximas do modelo que chegou finalmente ao mercado em 2007, como modelo 2009.

Antes de ser lançado ao mercado, um modelo do GT-R foi levado a Nurburgring, fazendo a volta no Nordschleife em 7 minutos e 38 segundos, batendo a marca do Porsche 911 Turbo.

Os robôs Gundam, que inspiraram os design do novo GT-R

Conforme Shiro Nakamura - Designer-Chefe Criativo da Nissan - o novo GT-R teve seu design inspirado nos Robôs Gundam, famosa série de animação japonesa de muito sucesso. "O GT-R é único porque não é uma simples cópia de um carro esportivo europeu. Na realidade, ele reflete a cultura japonesa". Os designers americanos da Nissan esculpiram três-quartos da traseira, enquanto os designers europeus contribuíram com o desenho do teto. Também os criadores do video game Gran Turismo - a Polyphony Digital - foram envolvidos no desenvolivmento do GT-R para desenhar o display multifuncional do painel do carro. Apesar de não parecer tão aerodinâmico como outros esportivos, o coeficiente de arrasto do GT-R é de 0,27, mostrando boa penetração do ar.

O novo GT-R, geração R35 Protótipo

Os tradicionais motores seis em linha foram trocados pelos V6, mas agora com 3,8 litros DOHC, com bi-turbos paralelos Ishikawajima-Harima; gerando 480 hp a 6400 rpm e 583 N-m a 3200-5200 rpm. Todos os motores são construídos manualmente por quatro especialistas chamados "Takumi Craftsmens", numa linha especial da Nissan em Yokohama, e seus nomes são gravados em todos os motores do GT-R.

A caixa BorgWarner automática de seis velocidades, com dupla embreagem, é montada na traseira, junto à transmissão ATTESA E-TS provendo tração nas quatro rodas, com o Vehicle Dynamics Control (VDR-C) para auxílio na estabilidade; com três modos de condução para várias condições de piso e clima. Vinha equipado com freios Brembo de pinças monobloco de seis pistões na dianteira e quatro na traseira.


O GT-R R35 de 2008

Em 2011, mudanças no mapeamento do timing das válvulas, e revisão no sistema de exaustão, levam o motor à potência para 544 hp e 612 N-m de torque entre 3200 e 6000 rpm. O chassi recebe reforços de fibra de carbono para aumentar a rigidez na estrutura dianteira, discos de freio maiores, rodas mais leves e resistentes, e novos pneus Dunlop. No visual, novo parachoque dianteiro com LEDs integrados, com aberturas que melhoram a refrigeração do radiador e freios dianteiros, além de contribuir para reduzir o coeficiente de arrasto. O difusor na traseira favorece o downforce e ajuda a extrair o ar abaixo do carro. Outra novidade é o HDD CARWINGS Navigation System, com novos recursos de entretenimento e uma porta USB para conexão com iPod.

GT-R R35 de 2011

A versão Track Edition, de 2014

R35 de 2017

R35 Track Edition, de 2020

A versão de 2014 recebe inovações na plataforma FM (Front Midship), renomeada PM (Premium Midship), como uma evolução do monobloco híbrida montada em gabaritos de tolerância ultra-baixa, semelhantes aos utilizados nos carros de corrida. O alumínio da ALCOA é aplicado no capô do motor, tampa do porta-malas, folha externa e estrutura interna das portas; e torres dos amortecedores em aluminio fundido. O spoiler na traseira é feito de fibra de carbono, e as versões Premium e Black Edition trazem faróis em LED (com acendimento automatico em túneis e ambientes escuros), assim como as luzes de posição diurna, lanternas traseiras e brake-light todos em LED. Os espelhos tem controle remoto e recolhimento automatico ao estacionar, maçanetas embutidas de alumínio, vidros com película de redução dos raios UV.

Em 2017, vários aperfeiçoamentos no motor, com o mesmo V6 de 3,8 litros, elevaram a potência para 562 hp a 6400 rpm e 633 N-m a 3200-5800 rpm. O sistema de transmissão foi refinado e muda as marchas mais rápido que antes. O facelift manteve a aparencia geral da dianteira, mas com novo design nas aberturas do radiador e dutos de freios, com vistas a melhorar a aerodinâmica.

O interior recebeu novos acabamentos em couro, novo volante e o 'Infotainment System' revisado, assim como o console central. Novas rodas de aluminio forjado, suspensão revisada, novo escapamento de titânio e novo sistema de freios faziam parte das inovações nesta edição.

GT-R 50th Anniversary Edition

Em 2020 saiu a 50th Anniversary Edition, doze anos desta geração, desenvolvida e aperfeiçoada até os mínimos detalhes, muito além dos que criticam que só a potência cresceu nestes anos todos. 

“Desenvolver um GT-R é trabalhar sobre o gerenciamento de equilíbrio total”, diz Hiroshi Tamura, especialista-chefe de produto e pai (de certa forma) do GT-R. “Não se trata de perseguir figuras de poder”, diz o homem encarregado de supervisionar toda uma era deste supercarro constantemente apresentado como sendo cada vez mais poderoso, e ainda mais agradável e fácil de conviver.

Na apresentação feita aos jornalistas em Quennsland, Austrália, Tamura mostrou em gráficos o alinhamento das versões que eram lançadas e os pontos fortes de cada um que na fase seguinte eram incorporadas, equilibrando desempenho e conforto ao rodar. A 50th Anniversary Edition teve uma revisão no sistema do turbo, gerando agora 419 kW de potencia e 632 N-m de torque; além de atualizações na calibração da transmissão, reajuste da governança eletrônica da suspensão e adaptação ao ângulo de direção e desempenho de frenagem.

Essa versão recebe rodas de liga forjadas fornecidas pela Rays de 20 polegadas e as saídas de escapamento de titânio tingidas de azul, dando uma aparência tecnológica maravilhosa, embora não sejam exclusivas do GT-R de 50 anos.

Entre os mimos para os aficcionados pelo GT-R estão os truques sônicos: cancelamento de ruído ativo na cabine e escapamento de titânio multimodo com uma válvula anti-explosão quando é hora de manter a paz; um modo alto com aprimoramento de som ativo para quando você quiser ir para a guerra. E é um equilíbrio bem conseguido entre os dois.

O truque do turbocompressor de resposta mais rápida agrada os que querem andar forte, embora pareça girar rapidamente e aumentar o impulso de uma maneira agradável e linear, independentemente da entrada do acelerador. No entanto, o turbo-lag pode desagradar a alguns, pela resposta tardia do impulso que o turbo deveria dar ao acelerar fundo. A configuração da caixa de câmbio de dupla embreagem requer a redução de duas ou três marchas para reagir selvagemente neste estilo de pilotagem.

O carro parece tão civilizado, que surgem dúvidas se ele consegue fazer de 0-100 em menos de três segundos, mas sabendo extrair toda a cavalaria no tempo certo, com certeza os números confirmam isso. Além de fazer o ar faltar nas arrancadas, o GT-R é surpreendentemente dócil ao fazer curvas, com uma aderência impressionante para um carro com mais de 1700 kg de peso.

A versão comemorativa dos 50 anos com certeza é a mais agradável, amigável, bem polida e completa do longo ciclo de vida do R35. Depois de uma dúzia de anos de refinamento, é de esperar que quase todos os bugs fossem exterminados. E parece que a maioria deles é. Sobre o peso que alguns detratores criticam, somente uma nova geração com um projeto partindo do zero, com o uso de mais alumínio e fibra de carbono a partir da estrutura do carro, poderiam reduzir este número. Quem sabe a próxima geração do GT-R nos surpreenda ainda mais?

GT-R 2022, Final Edition


EDIÇÕES ESPECIAIS

No decorrer dos anos, a Nissan produziu várias edições especiais do GT-R, mas algumas se destacam entre elas:

TRACK EDITION

Lançada em 2013 como modelo 2014, teve os bancos traseiros removidos, suspensões mais firmes, apliques de fibra de carbono nas tomadas de ar, spoiler dianteiro com design exclusivo, e bancos Recaro em couro preto e cinza.

Fazia de 0-60 em 2,7 segundos e atingia 333 km/h de velocidade máxima.

GT-R Track Edition 2022

A versão do ano de 2020 trazia o propulsor 3,8 litros da NISMO GT-R com dois turbo-compressores (VR38DETT) com 601 hp a 6800 rpm e 652 N-m a 3200-5800 rpm, com icremento de 20% na reação da aceleraççao comparada aos modelos precedentes. Trazia tambem as mesmas especificações da NISMO na suspensão, novo teto, paralamas dianteiros e spoiler traseiro em fibra de carbono, novas rodas de 20 polegadas em liga de alumpinio forjado, calçado com os Dunlop 255/40RF-20 Run-Flat SP Sport Maxx GT DSST. No interior, nva combinação de cores em preto e vermelho, com revestimento dos bancos anti-deslizantes.

GT-R NISMO

Apresentada em novembro de 2013 no Tokyo Motor Show, como o carro de produção mais rápido a fazer a volta do Nurburgring Nordschleife, com o tempo de 7:08.679 minutos com o piloto de testes da Nissan, Michael Krumm.

GT-R NISMO 2014

O motor gerava 591 hp a 6800 rpm com 652 N-m de torque a 3200-5800 rpm, e o percurso de 0-60 mph caiu para 2,5 segundos. As relações de câmbio e a dupla embreagem eram as mesmas do carro de linha, o tanque tinha capacidade de 74 litros, uma nova suspensão de competição foi instalada, incluindo uma nova arra estabilizadora de 17,3 mm de diâmetro na traseira, e aberturas adicionais para refrigerar os freios dianteiros e traseiros foram instaladas.

As rodas eram de 20 polegadas em alumíio forjado, e na aerodinâmica, um novo spoiler traseiro, entradas e saídas de ar em fibra de carbono foram aplicados.

Alguns materiais do painel, revestimentos de portas e bancos, foram substituídos para ganho de peso, assim como o sistema de escapamento em titânio, contribuíram para reduzir em 17 kg o peso em relaççao ao modelo normal.

Em 2016, no Campeonato de Super GT, os pilotos Tsugio Matsuda e Ronnie Quintarelli conseguiram o terceiro posto, com o Nissan MOTUL AUTECH GT-R. Adaptado da versão de rua, o GT-R Nismo GT500, era ajustado para o regulamento do DTM, o campeonato Alemão de Carros de Turismo.

Era equipado com o motor NR20A com quatro cilindros e 2,0 litros, turbocomprimido, gerando 612 hp a 8100 rpm e 434 lb-ft de torque a 4500 rpm. Diferente do modelo de rua, tinha apenas tração traseira, cambio sequencial Hewland de seis marchas, com paddle-shifters no volante; pesava apenas 1.020 kg, atingindo a velocidade máxima de 303 km/h. A maior diferença no entanto, era o chassi monocoque construído em fibra de carbono e painéis honeycomb de alumínio. As suspensões eram independentes nas quatro rodas com braços duplos e ajustáveis, freios Brembo com discos de carbono ventilados, com seis pistões nos dianteiros e quatro nos traseiros.

A Nissan competia com quatro equipes, correndo com o GT-R, na temporada de 2014, em que conseguiu o título entre os construtores e o de pilotos, com Tsugio Matsuda e Ronnie Quintarelli. Conseguiram o mesmo resultado na temporada de 2015, com o bi-campeonato de construtores e pilotos. A expectativa era grande para a temporada de 2016, mas eles ficaram em terceiro em construtores e pilotos.

Desde sua estréia, com a vitória nos 300 km de Suzuka, em 2008, até a última corrida de 2021, nos 300 km de Fujimaki Group Fuji GT, foram quatro títulos de construtores (2011, 2012, 2014) e cinco títulos de pilotos (2008, 2011, 2012, 2014 e 2015), com um aproveitamento excelente: em 113 largadas, 41 vitórias, 89 pódios e 36 pole-positions.

O carro estava na listagem de máquinas do game Gran Turismo Sport, e também no Gran Turismo 7.

A versão de 2020 teve diversas atualizações, entre elas um novo "R mode", que reduz o tempo de mudança das marchas, novos turbo-compressores vindo do modelo de corrida GT3 aumentando a aceleração, novas rodas de 20 polegadas,  aberturas de ventilação nos para-lamas inspirada na versão GT3.

GT-R Italdesign

Nissan GT-R by Italdesign - 2019

Para celebrar o 50º aniversário do GT-R, com base o GT-R Nismo, o estúdio italiano Italdesign reinterpretou o carro para um estilo europeu, buscando combinar sua força bruta de origem nipônica, com a sofisticação do tempero italiano/europeu. Com mais de 120 cv do que o motor original, a Italdesign desenvolveu, projetou e construiu o carro. Os designs exteriores e interiores distintos e nítidos são originários da Nissan Design Europe e da Nissan Design America. Os principais recursos de design incluem uma protuberância de pronunciada no capô, faróis de LED mais afilados, uma linha de teto rebaixada e saídas de resfriamento proeminentes em forma de "lâmina de samurai" atrás das rodas dianteiras. Uma grande asa traseira ajustável, montada em dois suportes, completa a aparência geral. O exterior tem acabamento na cor Liquid Kinetic Gray, com detalhes distintos na cor comemorativa Energetic Sigma Gold.

No interior, o espírito “Nissan GT-R50 by Italdesign” reflete seu pedigree moderno e de alto desempenho. Dois acabamentos diferentes de fibra de carbono são amplamente utilizados no console central, no painel de instrumentos e nos forros das portas. Os assentos apresentam couro de Alcantara preto e couro italiano preto fino. Assentos dourados detalham o tratamento exterior em todo o carro. Apenas 50 unidades foram construídas.

DA MINHA COLEÇÃO

Vários Skylines são da TOMICA, claro, porque o carro é muito cultuado no Japão, e há inúmeras miniaturas de diversas gerações do Skyline.

NISMO R34 GT-R Z-Tune_TOMICA

Skyline Turbo Super Silhouette_TOMICA

Nissan Skyline GTS-R

Nissan Skyline_11th Generation_2004-06


Nissan Skyline GT-R V-Spec II Nür

Nissan GT-R NISMO GT500_TOMICA

Nissan Skyline GT-R KPGC10

Nissan Skyine 2000 GT-R KPGC110

Nissan Skyline GT-R R32_TOMICA_DeepGray

Nissan Skyline HT 2000 Turbo RS

Nissan GT-R NISMO 2020

Skyline GT-R BRN34_F&F II Brian

Nissan GT-R50 by ITALDESIGN

Nissan GT-R 50th Anniversary


Nissan Skyline, Police Car


Da Mattel Hot Wheels seguem abaixo os que estão na minha coleção:
Nissan Skyline R30 1982

Nissan Skyline RS (KDR30)

LB-Silhouette Works GT Nissan 35GT-RR VER2 

Nissan GT-R (R35) 2015

Nissan GT-R R35 2017

Nissan Skyline 2000 GT-R

Nissan Skyline 2000 GT-R_Police Car

Nissan Skyline GT-R (BNR32)




Nissan Skyline GT-R R32 - Racing Version, Royal Blue

Nissan Skyline GT-R R33_Purple

Nissan Skyline GT-R R35_Guaczilla

Nissan Skyline GT-R (BNR34)

Nissan Skyline GT-R (BNR34) _ Gran Turismo 7


Nissan Skyline HT-2000 GTX, Nº 15

Nissan Skyline HT-2000 GTX, Nº 19


Este da Majorette, abre as portas:

Nissan GT-R (R35) - Majorette

Este veio do Japão, mas não tem identificação do fabricante, é pouco menor do que os 1:64, mas é bem detalhado, rodas caprichadas, abre o capô e veio nesta base.
Nissan GT-R BNR34 V spec II

REFERÊNCIAS:

https://en.wikipedia.org/wiki/Nissan_Skyline

https://en.wikipedia.org/wiki/Nissan_GT-R

https://www.hemmings.com/stories/article/nissan-skyline-gt-r

https://en.wikipedia.org/wiki/Nissan_Skyline

https://www.nissan-global.com/EN/HERITAGE/skyline_gts-r.html

https://www.nissan-global.com/EN/HERITAGE/430_skyline_2000_turbo_rs.html

https://www.carfolio.com/nissan-skyline-hardtop-2000-rs-turbo-246796

https://tomica.fandom.com/wiki/Premium_No._20_Nissan_Skyline_HT_2000_Turbo_RS

Nissan GT-R R35 Final Edition Coming 2022 With 710 Horsepower: Report (motor1.com)


           








sábado, 21 de janeiro de 2023

'55 Chevy Bel Air Gasser


O modelo 55 Chevy Bel Air Gasser foi introduzido em 2013, na Série HW Showroom: American Turbo; com decalques típicos das corridas de dragsters. Outros logos eram "Tuske Gasser" e "Holst Auto Service", além do HW Garage nos paralamas dianteiros. O design de Brendon Vetuskey resgata o estilo "Old School" dos Gasser Drag Race Cars, com o motor com compressor exposto, sem o capô dianteiro, suspensão dianteira elevada e escapes saindo por baixo das caixas de roda antes da porta. Lançado como "New Model", nas cores Primer Gray, Metallic Champagne e Black, com decalques iguais para os três, as rodas eram as 5SP cromadas.

As outras versões do Gasser de 2013

O Gasser Treasure Hubnt e o Mainline de 2014

Já em 2014, veio em quatro versões: na Série HW Workshop: HW Performance na cor Spectraflame Dark Blue, faixas vermelhas; logo de patrocinador "Isky Racing Cams" e o símbolo "TH", de Treasure Hunt, e rodas RRMag; um segundo modelo na mesma Série na cor Azul, e mesma decoração, com rodas 5SP. 

Os dois "Candy Striper

Um terceiro na Série HWC Exclusive na cor Spectraflame Pink, Decal "Candy Striper" nas laterais, faixas Pink no teto, e o quarto modelo idêntico mas com faixas cor salmão no teto, estes dois últimos com rodas RRMag e RRPrf, com tiragem limitada de 4000 exemplares de cada um.

Os Gasser "Heat Fleet" laranja e o ZAMAC

Em 2015 saiu na Série HW Workshop: Heat Fleet, na cor laranja e ZAMAC, este, exclusivo do Wal-Mart; vidros amarelados, decal "Heat Fleet" em preto e flames em branco e laranja, rodas 5SP douradas; e no ZAMAC vidros avermelhados, "Heat Fleet" em amarelo com flames pink e azul e rodas 5SP cromadas em azul.

Os Gasser para o RLC de 2016

Em 2016 essa Chevy saiu somente para os membros do RLC (Red Line Club), com os tradicionais pneus com um filete vermelho e rodas NCRL cromadas. A pintura Spectraflame veio sempre em duas cores: vermelho com teto e traseira branco perola; Preto com cromado e azul com branco pérola. O acabamento mais caprichado trazia as molduras dos parabrisas e vidros laterais, frisos e contorno da grade dianteira, faróis e lanternas em prata. O chassi era em metal cromado e vinha com o detalhe das placas da California grafadas "GA55ER".

Gasser de 2017, na Mainline

Gasser de 2017, "Bad Gasser" era Real Riders e a
"Wicked Gasser" saiu na 17th Annual Hot Wheels Convention

Em 2017 o modelo teve cinco versões, duas na HW Flames (nas cores Satin Dark Red, flames em branco e amarelo e Metalflake Dark Blue, flames em laranja e azul claro), ambas com decalques "55" nas portas e "Gasser" no final do paralama traseiro e rodas 5SP; uma na Série Red Edition (Satin White com flames em vermelho e marrom) decalques "55" nas portas e "Gasser" no final do paralama traseiro e rodas 5SP; uma na Série Car Culture: HW Redliners (cor Metalflake Orange), decalque "Bad Gasser", rodas RRPrf;  e a última versão especial para a 17th Annual Hot Wheels Collectors Nationals, em marrom avermelhado e teto listrado em branco, decalque "Wicked Gasser" nas laterais, rodas RRMag e RRPrf, com logotipo Firestone nos pneus de borracha.

A popularidade do 55 Gasser cresceu muito, a ponto de 2018 ter nada menos do que nove versões do modelo.

Gasser 2018: no alto saiu na Mainline e os acima Real Riders com pneus de borracha,
na Comemoração dos 50 anos da Hot Wheels.

Três deles saíram pela comemoração dos 50 anos dos Hot Wheels: um no "50th Anniversary 10-Pack" (na cor preta, decalques "The Hot Legend", numero "1968" nas laterais e o logo "50th" no teto, rodas MC5 com miolo preto e aro filetado em laranja); o dois seguintes na Série "50th Anniversary Favorites" (um na cor Magenta com teto amarelo/esverdeado; e outro na cor Dark Blue com teto branco; decalques iguais para ambos: "Big Deal" "El Segundo" e logo "50th"; rodas RRDragS e RRPrf com pneus de borracha).

O vermelho é do 5-Pack e o verde da Car Culture: Drag Stripe Demons

Um modelo saiu no Car Meet 5-Pack em Dark Red, com decalques "Drag Strip" nas laterais e rodas 5SP douradas.

A quinta versão saiu na Série Car Culture: Drag Stripe Demons, na cor verde, com uma faixa verde claro na lateral e teto verde claro com estrelas. Decalques HWC Competition Cams TRI-ME nas portas, rodas RRDragD e RRPrf, com logo Firestone nos pneus traseiros.

Gasser de 2018: dourado da 18th da Collectors Nationals e o preto da 32nd Collectors Convention

O sexto e o sétimo foram para convenções: na 18th Annual Hot Wheels Collectors Nationals (3.500 exemplares), na cor Spectraflame Gold, logo 50th Anniversary e outros patrocinadores nas laterais e teto em preto.  A versão da 32nd Annual Hot Wheels Collectors Convention veio na cor preta, logo 50th Anniversary nas laterais, e teto na cor Spectraflame Gold. As rodas de ambas eram a RRMag e RRPrf com o logo Goodyear nas laterais dos pneus de borracha.

Gasser de 2018: Collector Edition e MEA Dinner Dancing

A oitava versão do ano saiu na Collector Edition, na cor Dark Red, flames na lateral em azul e preto com o logo Hot Wheels, Rodas especiais com pneus de borracha e um discreto Nº 2 no paralama traseiro.

A nona versão foi para a MEA Dinner Dance, na cor branca, faixas em vermelho nas laterais e teto, decalque "Candy Cane Wonderland" na traseira. As rodas traseiras eram as RRDragS vermelho metalizado, com pneus brancos e faixas Candy Cane Red; e as dianteiras eram as RRPrf também em vermelho metalizado com pneus brancos. Esta versão teve apenas 425 exemplares produzidos.

Gasser de 2019: com o decal "Holley" na Mainline e a "Dirty Blonde" da RLC Selections


Finalmente, a décima versão do Gasser (acima) saiu no RLC com pintura Spectraflame verde oliva e teto preto, com o decal homenageando a esquadrilha dos Flying Tigers, hoje em dia supervalorizada na web.

Em contraste, 2019 teve apenas duas versões do 55 Chevy Bel Air Gasser: uma na Série HW Speed Graphics, na cor vermelha, teto branco, faixas vermelha e preta nas laterais, com logos Chevrolet, Goodyear, Holley e Hot Wheels nas laterais. As rodas eram as 5SP em dourado. Outra saiu na Série RLC sELECTIONs, na cor Spectraflame Yellow, decalques "Dirty Blonde Los Angeles" nas laterais; rodas RRDragS e RRPrf com logo Goodyear nas laterais dos pneus de borracha.

Gasser de 2020: 20th Collectors Nationals e 34th Collectors Convention

Já em 2020, retornou em seis versões: duas para convenções; a primeira para a 20th Annual Hot Wheels Collectors Nationals, na cor Branca e teto preto, decalque "White Lightning Delivery" nas portas, sem informação sobre as rodas, mas com pneus de borracha. A segunda para a 34th Annual Hot Wheels Collectors Convention, também na cor Branca, decalque "Dutch Courage" nas portas e florais em azul no entorno do teto. Rodas RRDragS e RRPrf com pneus de borracha.

Gasser 2020: "Pearl Chrome", Boulevard, Black Hole e Hot Wheels

Outra versão saiu na Série "Pearl and Chrome", na cor Branco Pérola, faixas laterais em dois tons de laranja e filetes em azul, decalque "52" logo após a caixa das rodas dianteiras. As rodas eram as 5SP em laranja metalizado.

A quarta saiu na Série Hot Wheels Boulevard, na cor Matte Gray, com apenas um decalque "Tri 5 by Fire" nos paralamas dianteiros e alguns logos de patrocinadores no vidro lateral traseiro. As rodas eram as RRPrf com logo Hoosier nos pneus traseiros e as RRDragS nos dianteiros.

A quinta saiu na Car Culture: Team Transport Collector Set, na cor Matte Black, decalque "Black Hole" nas portas, rodas RR5SP, pretas na traseira e cromadas na dianteira.

A última versão saiu na Hot Wheels Display Case, na cor azul claro com teto branco; decalque "Hot Wheels" e "El Segundo CA", e flames em branco e contornos laranja e vermelho nas laterais. Esta versão vinha com as placas da California "Nice Tri".

UM POUCO DOS CARROS REAIS

Um Gasser Drag Racer era um hot rod preparado para as arrancadas de um quarto de milha, habitualmente eram carros dos anos 1930 a 1960; e foram muito populares de 1950 até o começo dos anos 1970 (o período ficou conhecido como "Gasser War Years").

Essa categoria ganhou esse nome por causa do combustível que usavam, gasolina, ao invés do metanol ou nitrometano de outras classes. Esses carros eram equipados com grandes e potentes motores (óbvio), por causa disso e dos compressores muitos deles não tinham o capô dianteiro; suspensão dianteira elevada (mais simples e leve do que as originais), com os escapamentos saindo pelas laterais, muitas vezes logo abaixo e atrás das caixas da roda dianteira, e "wheelie-bars" na traseira para impedir a frente de empinar e perder o controle do carro.


Também era comum removerem o para-choque dianteiro e colocar um pequeno tanque (Moon Tank) de combustível no lugar; e as rodas eram quase sempre as Hallibrand. O banco traseiro era removido e o dianteiro era substituído por um individual, e o interior tinha o "roll-bar" como proteção ao piloto.

O Chevy 55 foi um dos modelos mais utilizados nessas corridas, pelo porte e com o alívio de peso com partes em fibra-de-vidro e plexiglass no lugar dos vidros, favorecia a relação peso-potência, tornando-os bem rápidos na pista.

Lançado em 1954 como modelo 55, tornou-se rapidamente um sucesso no mercado pelo seu design renovado e a opção do novo motor V8 de 265 cid, 162 hp, com válvulas no cabeçote, projetado para ser o menor, mais leve e potente do que os V8 da concorrência. Assim, esse motor veio a ser conhecido como "Chevy Small-Block", ficando depois somente com a expressão "Small-Block".

O racha de Bob Falfa e John Milner, em American Graffiti, de Steven Spielberg

Um Chevy 55 Hot Rod era pilotado por Bob Falfa (Harrison Ford) no filme "American Grafitti" de George Lucas, e tirou um racha com o Ford 5-window de John Milner (Paul Le Mat), que levou a melhor, porque Falfa perde o controle do Chevy e acaba capotando fora da pista.

Da minha coleção


O Gasser da Série Boulevard saiu em 2020, na cor Matte Gray. O vermelho com decalque Holley saiu em 2019, e é bem procurado pelos colecionadores. O azul Nº 55 é de 2017, e o laranja “Heat Fleet” saiu em 2015.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2755_Chevy_Bel_Air_gasser

www.fuel.crs/consumer/detail/the-gasser-war-years-drag-race-fuel-battles

https://en.m.wikipedia.org/wiki/1955_Chevrolet



segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Rodger Dodger - Hot Wheels

Rodger Dodger de 1974

O Rodger Dodger é uma versão Hot Wheels de um Muscle-Car padrão; e um dos modelos mais antigos da linha, o original saiu em 1974, até 1979, quando recebeu um novo casting, de 1998 a 2013; e teve mais uma atualização em 2015, casting que permanece até hoje (2023). A primeira série tinha base de metal e apenas as rodas traseiras tinham o “Red Line”; o motor sobressaindo do capô tinha os escapes voltados para cima, também se projetando das laterais do motor. A segunda série tinha a mesma configuração, mas o casting era um pouco mais refinado. Já na terceira série, a partir de 2015, o motor ficou apenas com o Blower saindo do capô, e os escapes passaram a se projetar logo atrás da caixa das rodas dianteiras.

Segunda Série, de 1998 a 2013

Terceira Série, de 2015 até hoje (2023)


Ele é uma clara inspiração nos Dodge do final dos anos 1960 e início dos 1970, é esse era um recurso da Mattel para não pagar royalties pelo licenciamento de um carro real. Pelo visto, ele é um sucesso, pelos anos em que está na linha, e até saiu numa versão Monster Truck, com rodas enormes; e outra denominada 2.0, que vinha com dois motores saindo pelo capô. A versão Sizzlers era uma série com vários modelos motorizados, alimentados por pequenas baterias recarregáveis, série que saiu apenas nos anos 1970, 71 e 72, e depois de muitos anos, teve uma re-edição para 2007 e o Rodger Dodger constou nela.

Da minha coleção

O Valentine's Day é de 2017 ainda está na cartela

A Mini dos 50 anos dos Hot Wheels

O último de 2023 com o design Digigold

O Rodger Dodger Mainline "Valentine's Day saiu em 2017, o da comemoração dos 50 anos da Mattel segue a pintura da série de 2018, e o último, branco, de 2023 tem uma decoração que se chama “Digigold” Design.

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Rodger_Dodger

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Rodger_Dodger_(Sizzlers)

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Rodger_Dodger_(Monster_Truck)

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Rodger_Dodger_2.0

sábado, 14 de janeiro de 2023

BMW 2002 - 1968

BMW 2002

Em 1966 a BMW lançou a Série 02, um carro compacto, baseado numa versão encurtada da New Class Sedan. Denominada 1600-2 (mais tarde renomeada 1602), era o carro de entrada da BMW, pequeno, mais barato e menos equipado que o New Class Sedan; apresentado no Geneva motor Show em março de 1966. Vinha com motor de quatro cilindros com 1600 cc (M10) produzindo 84 hp (85 PS/63 kW) a 5700 rpm e 130 N-m (96 lb-ft) de torque a 3500 rpm. O Projeto de Georg Bertram e Manfred Rennen, tinha um entre eixos 5 cm menor e 25 cm a menos no comprimento total, sempre com referencia ao New Class Sedan. Seu peso reduzido favoreceu a preparação para fins esportivos, e o sedan duas portas se tornou a base do esportivo Série 02.

A versão high performance 1600 TI foi lançada em setembro de 1967, com uma taxa de compressão de 9,5:1 e dois carburadores SOLEX PHH laterais do 1800 TI, produzia 104 hp(77 kW/105 PS) a 6000 rpm.

Helmut Werner Bönsch, diretor de planejamento de produto da BMW, e Alex von Falkenhausen, designer do motor M10, tinham um motor de dois litros instalado em cada um dos 1600-2 para seu respectivo uso pessoal. Quando eles perceberam que ambos haviam feito a mesma modificação em seus próprios carros, eles prepararam uma proposta conjunta ao conselho da BMW para fabricar uma versão de dois litros do 1600-2. Ao mesmo tempo, o importador americano Max Hoffman pedia à BMW uma versão esportiva da série 02 que pudesse ser vendida nos Estados Unidos.

Com a denominação 2002, o Serie 2 tinha um motor 2 litros com 100 hp (74kW/99cv), e outra versão com taxa de compressão maior e carburador duplo que gerava 118 hp (120 PS/88kW).

Um 2002 preparado pela Alpina

O BMW Serie 2 participou em muitas competições de 1968 até 1986, e os 2002 participaram de 600 corridas. Um total de 2449 BMW Serie 2 participaram nestas 600 corridas, com 1520 chegadas e 707 abandonos. O total de vitórias atingiu 50 (com adicionais 53 vitórias em sua classe); 57 segundo-lugares e 62 terceiros completaram sua carreira de sucesso no esporte a motor.

Dieter Quester e Hubert Hahne venceram em junho de 1969 o European Touring Car Race (ETCC) em Brands Hatch, no Reino Unido; num BMW 2002 TiK, desenvolvido pela fábrica com 250 hp, equioado com um turbo-compressor. O 2002 também competiu na Série Trans-Am, na classe de dois litros, lutando contra os Alfa Romeo, Porsche e Datsun, nos anos entre 1966 e 1972. Outra vitória digna de nota foi conseguida por Hans-Joachim Stuck e Clemens Schickentanz, na corrida  inaugural das 24 Horas de Nürburgring, em 1970.

Da minha coleção

BMW 2002, Hot Wheels da Série Car Culture: Door Slammers

O 2002 da Equipe Eibach

O BMW 2002 da Série Car Culture: Door Slammers faz parte de um set com outros quatro carros, justamente um Alfa Romeo GTV Giulia Sprint, um Porsche 911 ’71, um Datsun 510 e um Ford Escort 1600 RS, acredito que Jun Imai quis retratar o 2002 participando da Série Trans-Am nos Estados Unidos, pois as cartelas desta serie fazem parte de uma única ilustração em que os modelos estão juntos numa curva, numa pista de corrida.

O Set da Car Culture: Door Slammers, com todos os modelos.

O modelo vem na cor branca perolizada, chassi de metal, com rodas especiais e pneus de borracha, reproduz o carro da Equipe Eibach (de Corona, California), fabricante de molas, amortecedores e peças de suspensão para maior performance nas competições, tanto de pista como para off-road.

O 2002 laranja e o branco Nº 9 foram os primeiros a sair na Mainline da Mattel em 2012, seguido pelos Verde e Azul Escuros em 2013, o prateado Nº 02 é de 2015; o verde-amarelo Nº 02, o branco sem número e o preto com as faixas azul e branco no capô são de 2016. Por fim o preto Nº 2 saiu na Mainline de 2020.


Os 2002 no lançamento em 2012.


O Verde e Azul de 2013

O prateado Nº 2 é um BMW 2002 Real Riders, com chassi de metal
 e rodas especiais, com pneus de borracha.



Os três acima são de 2016

BMW 2002 da Mainline de 2020


Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/BMW_02_Series

https://hotwheels.fandom.com/wiki/BMW_2002

https://f80.bimmerpost.com/forums/showthread.php?t=1751637&page=2

https://www.reddit.com/r/HotWheels/comments/gblfjv/its_not_everyday_you_find_the_real_life_version/

https://eibach.com/us/

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Pontiac Trans-Am 1977


Bo "Bandit" Darville (Burt Reynolds) e Cledus "Snowman" Snow (Jerry Reed), dois contrabandistas tentam transportar ilegalmente 400 caixas de cerveja Coors de Texarkana para Atlanta. Ao carregarem o caminhão e começarem a viagem, Carrie (Sally Field), noiva de Buford Junior (Mike Henry), em fuga do compromisso, acaba sendo ajudada por Bandit, no que se torna um alvo para Buford T. Justice (Jackie Gleason), xerife e pai de Buford Junior.

Enquanto Snowman dirige o caminhão, Bandit tenta despistar o xerife do Texas Buford T. Justice com seu Firebird. Ignorando sua jurisdição, Buford persegue obstinadamente Bandit até a Georgia, para resgatar Carrie. Entre muitos bloqueios, desvios e perseguições, a dupla Snowman e Bandit, que virou uma trinca, com Carrie, conseguem entregar a carga conforme o combinado.

Hal Needham, o diretor, estava com dificuldades para conseguir a verba para filmar o roteiro, e só com a ajuda do amigo Reynolds, conseguiu a grana para o projeto. Reynolds leu o script e achou muito ruim, mas concordou em ajudar Needham e muitas cenas e diálogos acabaram sendo improvisados nas tomadas. Reed deveria fazer o papel de Bandit, mas acabou ficando com Reynolds. Buford T. Justice era o nome do pai de Reynolds, e ele era Chefe de Polícia da Florida Highway, em Riviera Beach, Estado da Florida. Reynolds e Sally Field iniciaram um relacionamento depois que as filmagens terminaram, e ficaram juntos por cinco anos até se separarem.


A produção conseguiu quatro Pontiac Trans-Am e dois Le Mans de quatro portas para o filme. Na verdade, os Trans-Am eram modelo 1976, com a frente e emblemas do 1977, em que receberam quatro faróis na grade dianteira. Todos eram equipados com os V8 de 455 cid, e todos foram seriamente danificados durante as gravações.

O filme foi um sucesso, conseguindo o segundo lugar de maior bilheteria de 1977 nos Estados Unidos. Adicionalmente, alavancou as vendas do Trans-Am, dobrando o total de vendas por dois anos após o lançamento do filme. Reynolds acabou ficando com o Trans-Am usado para promover o filme, e que não participou das filmagens. Alex Mair, na época presidente da Pontiac prometeu dar a Reynolds um Pontiac todos os anos, devido ao sucesso nas vendas do modelo. Infelizmente, Reynolds teve dificuldades financeiras, e em 2014 vendeu diversos itens de sua coleção, inclusive o Trans-Am, avaliado em cerca de US$ 80,000.

Em 2019, o modelo foi a leilão e conseguiu o valor de US$ 317,500, e em 2022 mudou novamente de mãos pelo valor de US$ 530,000, num leilão da Barret-Jackson Scottsdale, pagos por Gene Kennedy, dono da Bandit Movie Cars, oficina especializada em construir réplicas do famoso Trans-Am, e de outros carros usados em filmes de Hollywood.

Smokey and Bandit acabou inspirando a Série de TV The Dukes of Hazzard, mais ou menos com o mesmo roteiro e perseguições acrobáticas e muitos Dodge destruídos enquanto durou a série.

Da minha coleção

O Pontiac Trans-Am 1977 é da California Collectibles, na verdade, a mini é da Johnny Lightning, na escala 1:64. Bem caprichada nos decalques e fiel nas rodas raiadas do modelo.





Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Smokey_and_the_Bandit

https://www.hotcars.com/detailed-look-pontiac-trans-am-from-smokey-and-the-bandit/

https://banditmoviecars.com/about/

https://www.whichcar.com.au/features/smokey-and-the-bandit-ii-1980-ripper-car-movies