quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

AUDI SPORTSWAGEN ROSEMAYER

O Audi Sportswagen Rosemayer é um carro conceito construído inicialmente para a Autostadt 2000, e outros auto-shows após este evento. Apesar de não ter a intenção de colocá-lo em produção, seu design marcante e sua vocação esportiva atraiu as atenções do público à marca, ao ponto de muitos compradores em potencial expressarem o desejo de adquiri-lo, mas sem sucesso.
Seu design é claramente inspirado no “Tipo 52” de Ferdinand Porsche e do Dr. Erwin Komenda, na década de 1930, como uma possível versão de estrada das “Flechas de Prata”, mas que nunca viram a produção efetiva.
A engenharia era a mesma dos antigos “Silver Arrows” dos Auto Union de competição da década de 1930, notadamente no carro de 16 cilindros pilotado por Bernd Rosemayer para quebrar o recorde mundial de velocidade.

O TIPO 52
No início dos anos 1930, antes de ter a sua própria fábrica de carros esportivos, Ferdinand Porsche fundou a Hochleistungs Motor (motores de alta potência) com o parceiro e ex-piloto Adolf Rosenberger. Mesmo sem contratos em vista, passaram a construir um carro para disputar os Grand Prix (que eram os precursores dos Grandes Prêmios de Formula um).
Raio-X baseado nos esboços de Porsche
O carro com um motor V16 sobre alimentado, posicionado logo atrás do piloto, englobava tudo o que os dois haviam aprendido sobre engenharia de competições. Esta máquina seria o seu cartão de visitas.
Ao mesmo tempo, as montadoras alemãs Audi, Horch, DKW e Wanderer se fundiram e formaram a Auto Union GmbH. Em 1933, Adolf Hitler anunciou um programa de corridas patrocinada pelo estado alemão. A Auto Union ganhou uma injeção de dinheiro para desenvolver o maior carro de corrida do mundo (competindo com a compatriota Mercedes Benz). Devido aos planos de Porsche já elaborados, a Auto Union comprou o projeto de Porsche e foi para as competições.

Os carros da Auto Union ganharam 25 corridas entre 1935 e 1937, trazendo reconhecimento internacional para nomes como Nuvolari, Rosemeyer e Colagem. Mas, mesmo antes de as vitórias surgirem, Porsche (que trabalhava simultaneamente no “carro do povo” de Hitler) e o engenheiro-chefe Karl Rabe sempre pensaram em aplicar os princípios dos “Flechas de Prata” no desenvolvimento de um carro esportivo que pudesse rodar nas estradas.
Assim surgiu o Tipo 52, desenhado por Porsche e Erwin Komenda. Equipado com o V16 de 4,4, litros com 200 HP, o piloto se posicionava no centro do carro (como no recente McLaren F1, 60 anos depois), com um passageiro de cada lado. Com máxima prevista para 125 mph (201 km/h) em quinta marcha, o Tipo 52 faria 0-60 mph em cerca de 8,5 segundos, um patamar inédito para a época.
O estilo desenvolvido por Komenda foi futurismo puro, fortemente influenciado pelos avanços da aviação da época. Não se sabe por que o Projeto do Tipo 52 não foi adiante. A única aprova de sua existência são alguns desenhos e plantas encontrados no arquivo de Ferdinand Porsche.
Mas ainda que jamais construído, pode-se considerar que o Tipo 52 foi o avô do Porsche 911 e também do Audi R8, sem contar o McLaren F1 e o Ferrari 365P Guida Centrale desenhado por Pininfarina.

O CONCEITO DE 2000
O motor do conceito Audi Rosemayer é um W16, com 8004 cc, cinco válvulas por cilindro, que desenvolve 780 cavalos e tem o sistema de tração nas quatro rodas permanente Quattro, da Audi. É equipado com uma transmissão manual de seis velocidades. Com um torque de 761 Nm a 4000 rpm, chegava à velocidade máxima (prevista) de 350 km/h.
A carroceria era de alumínio polido, sem pintura, mas com acabamento fosco, com muita eletrônica embarcada e sua aerodinâmica não deixavam dúvidas sobre a herança dos velozes Auto Union de antigamente. Até os espelhos retrovisores foram substituídos por câmeras, que projetavam as imagens em pequenas telas no interior do carro.
Enormes rodas de 20 polegadas pareciam sobressair da carroceria, abrigando também enormes discos de freios ventilados e perfurados para melhor desempenho.
Um dos fatores que impediram de chegar à produção comercial foram os altos custos da tecnologia empregada no veículo e a possível competição interna que haveria com a Lamborghini, que o Grupo Volkswagen havia adquirido na década de 1990.
De todo modo, o motor W16 foi parar no cofre do Bugatti Veyron, lançado em 2005, mas com dois turbo-compressores, entregando 1.001 cv. Pode-se notar alguns traços que remetem ao AUDI, como a aparência frontal e a cabine avançada, com o design do teto traseiro sem visão do piloto para trás.
De certa forma, o Lamborghini Gallardo e o Audi R8 (eles tem a mesma plataforma estrutural), apesar de serem equipados com um motor V10, podem ser considerados os sucessores do Rosemayer.

HOMENAGEM A BERND ROSEMEYER
Piloto alemão da equipe da Auto Union, tinha várias vitórias em sua carreira, incluindo três pódios consecutivos na pista de Nurburgring, além de vitórias na Copa Vanderbilt, dos Estados Unidos, ficando famoso também fora das pistas européias. Ficou famoso por ser o primeiro homem a quebrar a barreira dos 400 km/h em estradas abertas.
Rosemeyer faleceu em 28 de janeiro de 1938, aos 28 anos, em um acidente quando tentava quebrar o recorde mundial de velocidade na autopista que unia Frankfurt a Darmstadt. Em diversas tentativas, junto com Rudolf Caracciola, buscava atingir os 432 km/h.
Registros indicavam que já havia atingido os 429,6 km/h, um km/h mais rápido do que Caracciola, naquele dia. Ele estava em sua terceira e última tentativa, apesar de informações de que estava ventando no momento. Às 11:47, perdeu o controle do carro, talvez por uma rajada de vento, que desestabilizou o carro de Rosemeyer, para a esquerda. Ele ainda tentou corrigir a trajetória, conseguindo puxar o carro um pouco à direita, mas saiu da pista, voando em direção a um barranco e girando no ar. Rosemeyer foi lançado para fora do carro e morreu ao lado da pista.

EM ESCALA
O modelo em escala 1:18 da Maisto traz o design agressivo do Audi Rosemeyer, com sua cor prateada e as aberturas de ventilação no capô traseiro, remetem diretamente às “Flechas de Prata” que venceram várias competições antes da Segunda Guerra. A cabine avançada dá espaço ao enorme motor W16, porém o capô não abre, somente as portas são articuladas.
As rodas dianteiras esterçam e a qualidade do acabamento é muito boa, assim como a pintura. Os pneus são de vinil e as rodas impressionam pela proporção em relação à carroceria.


REFERÊNCIAS:
https://www.flatout.com.br/auto-union-type-52-quando-audi-criou-um-supercarro-moderno-em-1934/

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Espírito aventureiro: um estilo em alta hoje

Partir numa caravela para dar a volta ao mundo nos anos 1500 realmente era uma aventura, onde as possibilidades de retornar vivo eram bem pequenas. O mesmo pode-se dizer dos astronautas que foram à lua no Projeto Apollo.
Com o passar dos séculos, atingir novas fronteiras em qualquer campo da humanidade se tornou cada vez mais difícil. Com o mundo mapeado pelos satélites do Google, os avanços tecnológicos da medicina, engenharia e informática empurram as fronteiras do desconhecido para além do que meros mortais conseguem alcançar.
Apenas vontade e determinação não bastam para escrever seu nome na história; hoje uma quantidade imensa de dinheiro e equipamentos é necessária para se descobrir um novo medicamento, comprovar uma teoria na física ou descobrir algo relevante sobre o universo.
Todos os lugares do mundo já foram visitados, e as aventuras mais emocionantes são hoje custeadas por patrocinadores que desejam ver suas marcas exibidas na mídia e em redes sociais.
O que resta então para o homem comum, o jovem cheio de energia, ou o pai de família que deseja quebrar sua rotina e curtir uma adrenalina básica?
Nem todos querem ou podem se engajar numa modalidade de esporte radical, descer corredeiras num rio, saltar de paraquedas, ou pedalar 200 km numa bike especial; portanto, indo um pouco além de uma caminhada no parque no domingo de manhã, ou passar o fim-de-semana num hotel fazenda, todos acabamos nos tornando consumidores de atividades ao ar livre, e nem sempre praticantes de uma atividade esportiva..
Para sairmos de casa ou do apartamento, das paredes assépticas do escritório ou do ambiente cansativo de uma linha de produção, queremos ir para a natureza, um parque, uma praia ou montanha onde nos sentimos mais próximos do mundo natural, com todas as "incertezas" a que ficamos expostos no meio ambiente.
Estas tendências do mercado consumidor são identificadas pelos marketeiros de plantão, e nas últimas décadas, notamos o crescimento dos segmentos ligados à aventura, um retorno à natureza e um estilo de vida mais rústico e teoricamente mais simples.
O surgimento das Mountain-Bikes disparou o gatilho para usar sua bicicleta para chegar num lugar fora da cidade, numa trilha de terra que sobe o morro e possa descortinar uma vista panorâmica coma sensação de "conquistar" uma montanha e ver o mundo a seus pés...
Programas de TV ou reality-shows que mostram pessoas "comuns" enfrentando situações críticas de sobrevivência, em jornadas que exploram os limites da resistência humana, ou os colocam em ambientes inusitados, testando as suas habilidades de sair daquela situação, acabam tendo uma audiência cativa em qualquer país do mundo.

As cidades estão cheias de carros "Aventureiros" que prometem alcançar um lugar inóspito, onde as pessoas comuns não chegam, e lhe dão a (falsa) impressão de que você pode chegar em qualquer lugar que deseje. Assim como notamos que as cidades estão cheias dos poderosos SUV's com tração nas quatro rodas e todo tipo de aparato para enfrentar qualquer terreno, mas que seus proprietários jamais colocarão em uma estrada de terra.
O estilo aventureiro se tornou moda, e vemos aberrações tal como uma Spin da Chevrolet cheia de adereços e o estepe afixado na tampa do porta-malas, assim como a Citroen Aircross num comercial de TV parecendo participar do Rally Dakar...
Enfim, o marketing moderno promete que todos os nossos desejos podem ser satisfeitos, e se alguns realmente pegam um velho jipe ou um Land Rover e se enfiam mato adentro em busca de adrenalina, outros podem ter uma sensação parecida andando num pequeno hatch com alguns adereços que mimetizam um fora-de-estrada.
É a vida! Ou como queiram; "Estilo de vida"...

Até o próximo post!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Checker Taxi Cab - o taxi amarelo de Nova York

Marca registrada da cidade de Nova York, os Checker Taxi Cab amarelos prestaram serviços durante décadas aos nova-iorquinos e visitantes da Big Apple.
Fusão da Checker Taxi com a Yellow Cab (daí a cor amarela) em 1929, a Checker Motors fabricava os taxis, e o Marathon, modelo mais conhecido, surgiu em 1954, que manteve praticamente o mesmo design até o encerramento das atividades em 1982.
A partir de 1965, todos foram equipados com motores de seis cilindros da Chevrolet, um “small-block” 283 cid (cubic inch displacement, deslocamento em polegadas cúbicas, ou 4,63 litros de cilindrada). Nos anos 70, o motor passou para 350 cid, sendo que no final da produção, havia os V6 com 229 cid e opcionalmente um “small-block” V8 de 305 ou 350 cid.

FILMES E SERIADOS
Como não podia deixar de ser, vários filmes e seriados locados em Nova York tiveram a presença e participação dos Checker Cab, e especificamente o seriado “Taxi”, tinha a fictícia companhia “Sunshine Cab Company” com os Checker como personagens principais, e os dramas pessoais dos motoristas e passageiros ficavam como meros coadjuvantes.
Outro filme notável é “Taxi Driver”, em que Travis Bickle (Robert de Niro), um neurótico motorista de Checker que leva o seu destino trágico de acabar com a escória de Nova York. O filme também tinha Iris (Jodie Foster), uma prostituta de rua com 12 anos, e “Sport” (Harvey Keitel), seu cafetão e explorador. Ao fim da Guerra do Vietnã, o filme traz uma visão da decadência moral na cidade, capturando um clima tenso em vários campos da sociedade, reforçado pelos diálogos que Travis tem com os passageiros que leva em seu carro.
Quando Iris entra no seu carro, para fugir de seu cafetão, Travis torna-se obcecado para salvá-la, não sendo correspondido por ela nas suas intenções; ela diz que estava drogada quando tentou fugir e que Sport, seu cafetão, é uma pessoa gentil e prestativa.
O filme caminha numa tensão crescente, até que ele resolve assassinar o Senador Palantine, cortando seu cabelo no estilo moicano, segue para um comício, mas levanta suspeitas e desiste. Armado até os dentes, segue para o bordel onde Iris trabalha e provoca a maior carnificina, matando a todos no local e depois tentando se suicidar. O tiroteio final teve a saturação das cores reduzida, para amenizar o vermelho do sangue abundante nas cenas, visando ajustar o filme para a classificação R nos EUA.
A personagem Phoebe Buffay (Lisa Kudrow), do seriado “Friends”, muitas vezes tomava emprestado, e depois herdou de sua avó um Checker Cab, que ela dirigia para visitar a família ou encontrar com os amigos nos fins-de-semana numa estação de esqui.

EM ESCALA
Após a interrupção da fabricação dos Checker em 1982, diversos fabricantes de miniaturas começaram a produzir peças dos famosos A11 e A12. A SunStar produz várias versões do A11 1981, de Nova York, juntamente com o de Chicago e Los Angeles, com suas cores características, em escala 1:18. Estes modelos apresentam interiores detalhados, motores, chassis e decoração com logotipos e pinturas bastante exatas na carroceria. Com cerca de 11” de comprimento, 4” de largura e 3,75” de altura, tem abertura de capô, portas e porta-malas.

Leia a matéria completa em:
http://leotogashi.blogspot.com.br/2016/12/carros-e-filmes-yellow-cab-de-nova-york.html




terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Carros e Filmes - Yellow Cab de Nova York

CHECKER TAXI CAB NEW YORK CITY
Os famosos taxis amarelos de Nova York eram os Checker Marathon, fabricados pela Checker Motors Corporation, de Kalamazoo, Michigan, e tanto a companhia de taxis como a montadora eram de propriedade de Morris Markin.
Os Checker se tornaram muito populares em todos os Estados Unidos entre 1958 e 1982, com várias cidades adotando os carros para sua frota de táxis. São comparáveis aos táxis de Londres, com seu estilo que se manteve durante os anos, adquirindo status de verdadeiros ícones.
A origem da empresa remete ao início do século XX, quando a cidade de Chicago começou a se motorizar, devido à grande demanda de passageiros no terminal ferroviário, que ligava Chicago ao restante do país. Em 1920, duas empresas disputavam o mercado: a Yellow Cab e a Checker Taxi.
A Yellow Cab foi fundada por John Hertz, em 1910, que posteriormente, estabeleceu sua própria fabricação de taxis em 1917. Já a Checker Taxi não possuía a fabricação de taxis, mas usava os Mogul Cabs, fabricados pela Commonwealth. A empresa estava à beira da falência, e para honrar seus compromissos de fornecimento às empresas de taxi, fundiu-se com a Markin Automobile Body, cujo dono era Morris Markin, um lojista de roupas de Chicago, que fundou a Markin Automobile Body em Joliet, Illinois, com um capital de US$ 15.000,00.
Checker 1923
Os carros eram bem resistentes, e ganharam aceitação do mercado. A partir de 1924, Markin começou a comprar licenças de operação dos Checker Taxi, e adquiriu o controle total da empresa em 1937. Equipou os motoristas com uniformes, e foi a primeira companhia a contratar afro-americanos como motoristas, e consequentemente, exigir que os taxis atendessem também os negros, e não apenas os brancos.
Isso criou uma animosidade contra Markin, além da competição no mercado em Chicago, e o atentado contra sua casa o levou a transferir a administração e produção de carros para Kalamazoo, Michigan. Por sua vez, John Hertz havia vendido parte de sua empresa na Yellow Cab para a Parmalee Transportation Company, e em 1929, um incêndio suspeito em seus estábulos, matou os seus cavalos de corrida premiados. Isso fez com que ele vendesse suas ações para Markin, que logo mais, comprou a participação da Parmalee, assumindo o controle da empresa. A empresa viria a se tornar a maior empresa de taxis dos Estados Unidos.
Antes de vender sua parte na Yellow Cab, em 1925, Hertz havia vendido o setor de Taxis, Caminhões e Ônibus para a General Motors, que em certo momento, ofertou as operações para Markin, mas este recusou. Ao invés de desativar a operação, a GM entrou no negócio de taxi na cidade de Nova York, com o nome de Terminal Taxi Cab, fazendo concorrência direta com a Checker, de Markin.
A disputa entre as companhias se acirrou a tal ponto, que o prefeito teve de intervir, criando a comissão Taxi Cab, que emitia as licenças para os operadores de taxis na cidade, e determinou que os carros tivessem capacidade para cinco passageiros no banco traseiro. Isso favoreceu Markin e outros fabricantes que atendiam este requisito, e ao longo das próximas três décadas, Markin seguiu formando as “Checker Taxi” ou “Checker Cab” em diversas cidades dos Estados Unidos.
Depois do período da II Guerra Mundial, a Checker voltou a produzir os carros, similares aos modelos pré-guerra, mas já denominados “Sedans” O modelo de 1947, tinha 127 polegadas no entre eixos e carroceria monobloco, sendo produzidos até 1956.
Checker 1950
Em 1954, Nova York revisou suas especificações, eliminando a exigência dos cinco passageiros no banco traseiro e o mínimo de 120 polegadas de distância entre eixos. A Checker então desenvolveu um novo modelo, o A8, cujo estilo e formas básicas seriam mantidos até o final de sua produção, em 1982.
Com um design que lembrava os carros da GM, os faróis duplos vieram em 1958, uma nova grade dianteira, detalhes como lanternas traseiras, e a vigia traseira com a coluna “C” mais estreita proporcionava melhor visibilidade aos passageiros.
Em 1960, a Checker apresenta o A9 e pela primeira vez, começaram a ser vendidos ao público a versão A10 Superba. Em 1961 surgiram as versões de luxo do A10 Superba, a Marathon e Station Wagon. O Superba foi descontinuado em 1963, e os Taxi Cab foram denominados A11, e o Marathon veio a se tornar o A12.
A partir de 1965, os Checker eram equipados com motores de seis cilindros da Chevrolet, os “small-block” 283 e opcionalmente o V8 com 327 cid, com válvulas no cabeçote. A partir dos anos 1970, o “small-block” passou para 350 cid, que ficou até o final da produção. Nos anos 1980, a GM ofereceu os novos V6 com 229 cid como padrão, e um “small-block” V8 de 305 ou 350 cid, como opcional.
A caixa de velocidades era padrão desde a década de 1930: manual com 3 velocidades. Em 1956, era ofertada uma caixa automática Borg-Warner, para os motores Seis-em-linha Continental com comando na cabeça. Na década de 1970, a caixa Turbo-Hydra-Matic 400 da GM se tornou padrão em todos os Checker.
Com o aumento das exigências de segurança e legislação nas décadas de 1960 e 1970, os Checker foram recebendo melhoramentos para adequação. Luzes direcionais e de estacionamento âmbar em 1963; cintos de segurança em 1964; coluna de direção absorvedora de energia em colisões em 1967; cintos de três pontos e luzes de seta nos para-lamas em 1968; apoio de cabeça para todos em 1969.
Checker A11 Superba 1982
Para-choques resistentes a impactos de até 5 mph em 1973; motores que funcionavam com gasolina sem chumbo em 1975; novo volante em 1978; direção hidráulica e freios a disco dianteiros com assistência se tornaram padrões na década de 1970, e em 1978 os limpadores de para-brisa passaram a funcionar em paralelo.
Apesar de serem carros voltados para o trabalho de taxis, alguns Checker Marathon foram produzidos como luxuosas limusines nos últimos anos. Um modelo A12E, especialmente construído para a esposa do CEO da empresa, mantém sua condição de novo, com menos de 50 milhas rodadas no odometro. As limusines eram equipadas com tetos de vinil, “opera-windows”, diversos acessórios motorizados e um luxuoso estofamento em couro e acabamentos em madeiras nobres.
Os últimos Checker A11/A12 foram fabricados em 1982, quando a Checker saiu do negócio de fabricação de carros. A empresa continuou operando em capacidade parcial, fabricando peças para a General Motors até janeiro de 2009, quando declarou falência.

CHECKER AEROBUS
Esta era uma versão estendida, com três fileiras de assentos, cada qual com suas portas de acesso. O Aerobus foi oferecido em associação com aeroportos e estações de trem, e também acabou sendo usado por hotéis e resorts no transporte de hóspedes e convidados.
Era equipado com um motor V8 350 cid da Chevrolet, com caixa de câmbio Turbo 400 Automatic. Vinha com Ar Condicionado, pintura especial, freios servo-assistidos e interior acarpetado.

CHECKER CAB EM TAXI DRIVER
O Checker Marathon se tornou uma marca registrada na cidade de Nova York, a ponto de diversos filmes contarem com a presença deles, inclusive na série “Taxi”, a fictícia companhia “Sunshine Cab Company” tinha os Checker como personagens principais, e os dramas pessoais dos motoristas e passageiros da cidade como coadjuvantes. Um dos mais famosos filmes com forte presença do Checker Cab foi “Taxi Driver”, de 1976, com direção de Martin Scorcese, onde Travis Bickle (Robert de Niro), um neurótico motorista de Checker que leva o seu destino trágico de acabar com a escória de Nova York. O filme também tinha Iris (Jodie Foster), uma prostituta de rua com 12 anos, e “Sport” (Harvey Keitel), seu cafetão e explorador.
Travis Bickle é um taxista de 26 anos frustrado e alienado do meio-oeste dos Estados Unidos, que alega ter sido recentemente dispensado do Corpo de Fuzileiros Navais. Ele sofre de insônia e arranja um emprego de taxista na cidade de Nova York, trabalhando de madrugada na periferia de Manhattan. Passa seu tempo livre assistindo a filmes pornográficos e nas ruas, observa a escória da sociedade que contamina a sociedade, sentindo-se incomodado com o declínio moral ao seu redor.
Jodie Foster como Iris
Quando Iris entra no seu carro, para fugir de seu cafetão, Travis torna-se obcecado para salvá-la, não sendo correspondido por ela nas suas intenções; ela diz que estava drogada quando tentou fugir e que Sport, seu cafetão, é uma pessoa gentil e prestativa.
O filme caminha numa tensão crescente, nos relacionamentos de Travis, até que ele resolve assassinar o Senador Palantine, cortando seu cabelo no estilo moicano, segue para um comício, mas levanta suspeitas e desiste. Armado até os dentes, segue para o bordel onde Iris trabalha e provoca a maior carnificina, matando a todos no local e depois tentando se suicidar; mas a munição acaba; a polícia chega e ele imita um revolver com a mão, “atirando” na cabeça. O tiroteio final teve a saturação das cores reduzida, para amenizar o vermelho do sangue abundante nas cenas, visando ajustar o filme para a classificação R nos EUA.
Na preparação para o papel, De Niro, que estava filmando 1900 com Bertolucci, na Itália, pegava um avião na sexta-feira para Nova York, onde conseguiu uma licença de taxista; pegava um carro (um taxi de verdade) e dirigia pela cidade, devolvendo-o no domingo para retornar a Roma. Ele também usava as folgas das gravações para visitar uma base militar no norte da Itália e gravava o sotaque de alguns presentes no local, para ajudar na caracterização de seu personagem.
Connie e Jodie Foster
Jodie Foster tinha 12 anos na época, e foi examinada com testes psicológicos para assegurar que seu papel não a afetaria emocionalmente, e não podia fazer algumas cenas mais fortes. Sua irmã Connie Foster, de 19 anos, foi contratada para fazer as cenas de dublê de corpo. Mais tarde, ela disse que estava presente durante a montagem dos efeitos especiais usados durante as cenas, e o processo foi explicado e demonstrado para ela, passo a passo. Em vez de ficar traumatizada ou transtornada, Jodie disse ter ficado “fascinada e entretida” com a preparação exigida nos bastidores para compor as cenas. A atriz que interpretou a amiga de Iris no filme era uma prostituta de verdade, com quem Jodie fez um treinamento para compor o seu papel.
Taxi Driver ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1976, e De Niro ganhou o Oscar de melhor Ator pelo papel de Travis Bickle.

CHECKER CAB EM FRIENDS
A personagem Phoebe Buffay (Lisa Kudrow), do seriado “Friends”, muitas vezes tomava emprestado, e depois herdou de sua avó um Checker Cab, que ela dirigia para visitar a família ou encontrar com os amigos nos fins-de-semana numa estação de esqui.
O táxi da avó de Phoebe aparece em diversos episódios de Friends, incluindo um em que Phoebe usa o táxi para ir de Las Vegas até Nova York e até em um episódio de natal, onde ela pega o Checker 1977 emprestado para tentar encontrar seu verdadeiro pai. Chandler pega carona com ela no banco dianteiro, mas só até descobrir que não há cinto de segurança porque “Os paramédicos tiveram que cortá-lo”. Em outro episódio, Phoebe surta ao notar que um estranho entrou no táxi quando ela estava apressada para levar Ross ao aeroporto: “Get out of the Cab!” (saia do táxi!) gritam os dois para o homem que insistia em querer uma corrida no táxi fora da praça.

CHECKER CAB EM ESCALA
Checker A11 SunStar na escala 1:18
Após a interrupção da fabricação dos Checker em 1982, diversos fabricantes de miniaturas começaram a produzir peças dos famosos A11 e A12. A SunStar produz várias versões do A11 1981, de Nova York, juntamente com o de Chicago e Los Angeles, com suas cores características, em escala 1:18. Estes modelos apresentam interiores detalhados, motores, chassis e decoração com logotipos e pinturas bastante exatas na carroceria. Com cerca de 11” de comprimento, 4” de largura e 3,75” de altura, tem abertura de capô, portas e porta-malas.
A Matchbox produziu um Checker amarelo que apresentava o logotipo bem conhecido “Checker Special” em suas portas traseiras.
Checker A11 Greenlight na escala 1:18
A Greenlight colocou no mercado um exemplar do A11 de 1977, usado pela personagem Phoebe Buffay, de Friends, com um detalhamento bastante caprichado, nas escalas 1:43 e 1:18, esta parece ser a mesma produzida pela SunStar. Em 2022 a Greenlight lançou o Checker do filme Taxi Driver na escala 1:64, na Séire "Hollywood". A Franklin Mint produziu um Checker 1963 de Nova York na sua escala usual de 1:24, muito bem detalhada. Da Sunnyside, temos um modelo em 1:34 do mesmo ano, e que foi bem distribuído como uma lembrança de várias cidades, assim como Nova York e Miami; tinha pneus com faixa branca e calotas pequenas; um motor Continental com cabeçotes em “L”, câmbio manual com alavanca no assoalho e freios servo-assistidos.
O Checker de Travis Bickle da Greenlight, em 1:64



REFERÊNCIAS:  




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Carros e Filmes: Mustang Fastback 1967 - The Fast and the Furious: Tokyo Drift

O Ford Mustang Fastback 1967 era formalmente de propriedade do Major Boswell (Brian Goodman), pai de Sean Boswell (Lucas Black). O Major reformado vivia em Tóquio, separado de sua esposa e filho, que devido aos problemas em que se metia, obrigava a mãe a sempre estar mudando de cidade porque ele era expulso das escolas que frequentava. Após uma das trapalhadas de Sean, sua mãe o envia para viver com o pai, como último recurso para endireitar o rapaz.
No Japão, Sean conhece Twinkie (Shad Moss), um imigrante americano que vende produtos de segunda mão e dirige uma van VW Touran.
Apresentado por ele ao mundo das corridas de rua de Tóquio, apesar de sua proibição de correr, desafia Takashi (Brian Tee), que é sobrinho de um chefão da Yakuza, a Máfia japonesa. Sean descobre que sua técnica de nada serve no mundo do drift. Fazendo amizade com Han Seoul-Oh (Sung Kang), que lhe empresta seu carro para correr, perde feio e destrói o veículo, justamente o Nissan Silvia, cujo motor será transplantado para o Mustang de seu pai. Sean passa a fazer alguns trabalhos para Han, para pagar o prejuízo que dera a ele.
Sean quer uma revanche com Takashi e Han o treina nas técnicas de Drifting. Envolvendo-se com Neela (Nathalie Kelley), namorada de Takashi, vão para um “tudo ou nada” nas estradas de montanha onde os “drifters” disputam suas corridas ilegais.

O Mustang teve seu V8 substituído pelo motor RB26DETT (RB era o código do motor, 26 era a cilindrada de 2,6 litros, D significava Dual Overhead Camshaft, E refere-se à Electronic Multi-point Injection e TT significa Twin Turbo) do Nissan Skyline R43 2001 (Silvia no Japão). Este motor era um seis cilindros em linha, 2,6 litros, duplo comando de válvulas no cabeçote, injeção eletrônica multiponto, com dois turbo compressores, produzindo cerca de 280 hp; no entanto, não foi surpresa que a potência real deste motor atingia 340 hp a 7.300 rpm e 264 lb-ft (libras-pé) de torque a 5.950 rpm. Alguns preparadores conseguiam tirar até 850-1000 hp, mostrando o potencial do motor.
O motor do Nissan no cofre do Mustang e o seu interior.
Criticado pelos amantes dos muscle-cars americanos, também o foi pelos fãs do Drift que acharam uma heresia implantar o coração japonês num carro “antigo” americano. Um dos motivos é que os ‘drifters’ consideravam o motor do Nissan o máximo em tecnologia, e torceram o nariz para o transplante feito no filme.
A preparação do carro para o filme incluiu a troca do tanque de gasolina “Fuel Safe” na traseira, a troca do câmbio pelo de 5 velocidades de um Nissan Skyline 1998 GTS, combinado com o diferencial de 9 polegadas da Currie Enterprizes; rodas JDM Volk GT-7 de 19 polegadas e sete raios, calçadas com pneus Toyo Proxes T1R de 10 polegadas na traseira e 9 na dianteira. Os freios receberam um kit Willwood com pinças de 4 pistões na dianteira e 2 pistões nas traseiras, a Global West forneceu novos braços superiores e inferiores, subframe e novas molas, enquanto a KYB entrou com amortecedores de alta performance.
Mustang Fastback 1967

Outros detalhes incluem um Sparco Intercooler, radiador BeCool, Coletor de escape GReddy  e escapamento N1-Style Megaflow. O sistema de alimentação foi mantido original, mas toda a tubulação foi trocada por uma de aço inox da Earl. Era estranho ver o Mustang roncando como um furgão de entregas da UPS (famosa empresa de logística dos EUA), mas a performance da inusitada combinação mecânica era fantástica (a sonoplastia do filme foi toda refeita para dar mais sentido durante as filmagens). Fazia de 0-60 mph em 5.4 segundos e completava o quarto-de-milha em 13.5 segundos a 109,8 mph.
O interior foi mantido original, apenas equipado com bancos originais da Year One e cintos de segurança da Diest Seatbelts. O volante veio da Flaming River e os instrumentos do painel da Auto Gauge. Apesar do câmbio japonês, a alavanca era da Hurst americana, sendo instalado ao seu lado a alavanca adaptada para as manobras do drifting.
Foram preparados três carros para as filmagens, sendo que apenas um teve o motor transplantado do Nissan. Os demais eram equipados com um tradicional Ford Windsor V8 de 430 polegadas cúbicas (1) e câmbio de 4 marchas manual. Com 375 hp nas rodas, era fácil fazê-lo deslizar nas curvas. Fazia de 0 a 60 milhas/hora em 6,7 segundos e o quarto-de-milha em 14,7 segundos, chegando a 96,7 milhas/hora. Um dos motivos para as críticas dos nipônicos (além da troca dos motores) era que justamente o carro com o motor Nissan nunca participou das filmagens, e todas as tomadas em que o Mustang apareceu foram feitos com os carros equipados com o tradicional V8 americano.
A produção do filme levou cerca de dois meses para preparar todos os carros para as filmagens. No total, havia mais de 200 carros para as tomadas, de todas as partes do mundo. Somente do Nissan 350Z havia 11 exemplares, todas com volante à direita, comprados no Japão mesmo, e três deles foram usados nas cenas em que sofrem acidentes.
O filme contou com a consultoria de notáveis drifters como Keiichi Tsuchiya (com direito a uma ponta como um pescador, conhecido como “Drift King” e vencedor da classe LMGTP das 24 Horas de Le Mans em 1999), Rhys Millen e Samuel Hubinette, para orientar a produção e treinar os dublês Tanner Foust, Rich Rutherford, Calvin Wan e Alex Pfeiffer; já que os atores não poderiam aprender as técnicas em tempo para as filmagens.
A pintura verde lembrava o Mustang usado por Frank Bullit, e recebeu faixas brancas que remetem à decoração da equipe oficial da Ford e muito usadas nos carros preparados por Carol Shelby.

EM ESCALA




O modelo em escala 1:18 da ERTL representa bem o Mustang Fastback 1967 de “Tokyo Drift”. As rodas especiais e a pintura lembrando o Mustang de Frank Bullit e o nível de detalhamento é muito bom. Abrindo o capô do motor, encontramos o V8 americano no lugar do 6 cilindros do Nissan. Esta réplica representa um dos carros equipados com o motor V8, que participaram da filmagem propriamente dita, deslizando nas encostas contra o Nissan 350Z de Takashi.


NOTA: (1) O motor FORD Small Block Windsor é de uma familia de motores com várias cilindradas, de 221 cid a 351 cid, equipou vários carros da montadora de 1961 até o ano 2000. Não encontrei referências deste motor com a cilindrada de 430 cid, mas preparadores independentes relatam capacidades de 427 e 461 cid, o que pressupõe que os Mustangs receberam um motor preparado em oficina independente.



quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Carros e Filmes: BMW Z3 Roadster em Goldeneye, de James Bond

O BMW Z3 M foi o primeiro BMW roadster, depois de muitos anos (houve o 507 nos anos 1950), e também  primeiro modelo a ser produzido nos Estados Unidos.
O modelo Z3 de 1995 levava o código E36/7, ao passo que o E36/8 refere-se à variante lançada em 1999. A designação dada pela letra “Z” (denominando os modelos Z1, Z2, Z3, Z4 e Z8) refere-se à Zukunft, que em alemão, significa “Futuro”.
O modelo foi apresentado à imprensa através de um lançamento em vídeo pela BMW North América, em 12 de junho de 1995, e o modelo teve uma participação no filme de James Bond, Goldeneye (lançado em 17 de novembro de 1995). Karen Sortito foi a responsável pela campanha de publicidade, e as vendas do modelo como aparecia no filme cravaram a preferência nos pedidos da montadora.
Em 1996, mais de 15.000 exemplares foram vendidos, e um leve facelift foi realizado no modelo de 2000. O BMW Z3 teve sua produção encerrada em 2002, quando foi substituído pelo modelo BMW Z4.

O CARRO
O BMW Z3 Roadster veio a ser desenvolvido sob a direção do Dr. Burkhard Göschel por 38 meses. O exterior foi desenhado por Joji Nagashima do BMW Design Team em julho de 1992, sendo aprovado em 1993 para receber o codinome da plataforma E36 para produção planejada para iniciar em setembro de 1995. A suspensão traseira de semieixos foi baseada no BMW E30 e não do E36. As patentes dos desenhos foram registrados na Alemanha em 02 de abril de 1994 e nos Estados Unidos em 27 de setembro de 1994.
A produção do facelift começou em abril de 1999, para ser lançado como ano-modelo 2000. As mudanças incluíam um novo motor e alterações cosméticas, mas que não foram aplicadas nos modelos Z3M, que teve poucas mudanças e um motor diferente. Estas mudanças não atenderam muito as expectativas dos clientes, porque o interior do Z3 não era o que eles esperavam do padrão BMW.
Por exemplo, o vidro traseiro da nova geração do Mazda Miata lançado em 1999 era de vidro, ao invés de plástico. Este facelift procurou atualizar o visual e melhorar a qualidade dos materiais utilizados.

MOTORES
Os Z3 com motores de quatro cilindros tinham apenas um escape de saída única, ao passo que os de seis cilindros tinham duas saídas e arcos nas caixas de rodas e para-choques com design diferenciado. Estas alterações não incluíam a versão do Z3M, que tinha quatro saídas no escape. Bostongrün, Montrealblau, Alpinweiss, Cosmosschwarz, Atalantablau, Dunkelgrün, Arktiksilber, Hellrot, Estorilblau, Dakargelb, Titansilber, Siennarot, Topasblau, Oxfordgrün II, Sterlinggrau, Saphirschwarz, Schwarz II são as cores aplicadas no Z3 Coupé e Roadster.

ROADSTER (Setembro 1995-2002)
Z3 com o teto hardtop opcional.
O BMW Z3 (E36/7) entrou em produção em setembro de 1995 como um modelo 1996, com o primeiros motores sendo o 1.8 e 1.9 litros. Um motor 2.8 foi acrescentado em 1996. O Z3 podia ser encomendado com um teto hardtop, que era afixado em pontos específicos da carroceria.
1.8 L, 1.9 L and 2.0 L
Equipamento padrão incluía a caixa manual de 5 marchas, ABS, direção assistida, airbag para o motorista, espelhos com controle elétrico, uma capota simples conversível e rodas de 15 polegadas. Os opcionais incluíam uma caixa automática de quatro marchas (descontinuada em 1998), controle automático de estabilidade, ar condicionado, capota com controle remoto elétrico, assentos de couro e rodas de liga de 16 polegadas. Em alguns países, não estava disponível o acabamento dos assentos em couro. O motor 1.8 e o 1.9 com quatro cilindros em linha foram vendidos somente na Europa e algumas partes da Ásia.
Depois do facelift, o motor 1.8 litro foi substituído pelo 1.9. O novo 2.0 litros produzia 10 hp a mais que o 1.9, e trazia as rodas de 16 polegadas como padrão. O motor 1.8 litro produzia 114 hp e 168 Nm de torque, que levava o Z3 de 0-60 mph num tempo perto de 10 segundos.
Do lançamento em 1995 até 1998, as versões 1,8 e 1,9 venderam respectivamente 29.509 e 76.063 unidades.

007 BOND EDITION
Um BMW Z3 Roadster azul (ainda protótipo) foi cedido para as filmagens do filme de James Bond, Goldeneye, no Leavesden Aerodrome, em janeiro de 1995. O carro apareceu numa cena em que Bond o dirigia em Cuba; e teve uma controvérsia destacada, pois era o primeiro carro não-britânico a aparecer um filme de Bond, e também o primeiro a não ser destruído no final das cenas.
No filme, o carro era equipado com mísseis camuflados por trás dos faróis, um freio de emergência por paraquedas e um scanner-radar exibido numa tela LCD no painel do carro. Também havia o assento do passageiro ejetável (mostrado durante a cena de briefing) e um sistema de autodestruição.
O Z3 de Bond estava disponível para compra no Neiman Marcus Christmas Catalog por US$ 35,000. A BMW e a Neiman Marcus tinham planejado vender 20 unidades do BMW Z3 Bond Edition, mas no final, acabou recebendo 100 pedidos de compra. O Z3 trazia uma placa comemorativa, um sistema Hi-Fi com subwoofer e CD Player, telefone, bancos em couro bege, tapetes com o logo “007 Bond”, um defletor no para-brisa, rodas especiais e manopla da alavanca de câmbio em madeira, assim como detalhes em madeira no console central e no volante. A cor foi denominada Bond Blue Gray. Os compradores também podiam escolher entre uma transmissão manual ou automática.

EM ESCALA
O BMW Z3 M Roadster feito pela italiana Bburago na escala 1:18 (23 cm de comprimento) reproduz de maneira bem fiel o modelo real, com abertura das portas, capô dianteiro e porta-malas, rodas dianteiras que esterçam, pneus em vinil e interior bem detalhado, assim como o compartimento do motor.
A Eaglemoss Publications colocou no mercado inglês (publicada também na França, Finlândia, Alemanha, Holanda e Brasil) uma série de 134 fascículos com todos os carros dos filmes de Bond, cuja base era um diorama de uma das cenas em que os modelos apareciam nos filmes. A maioria da coleção eram modelos da Universal Hobbies, mas a linha foi complementada com exemplares da IXO, e na França, foram usados exemplares da Eligor e Norev. Um detalhe interessante é que o MP Lafer, réplica brasileira do MG TD inglês consta na coleção, pois no filme Moonraker houve uma tomada de Bond no Rio de Janeiro, em que a produção utilizou o Lafer nas filmagens na praia de Ipanema.