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sábado, 11 de novembro de 2023

Hudson Hornet

Hudson Hornet 1952

Fabricado pela Hudson Motor Car Company, de Detroit, a empresa se fundiu com a Nash-Kelvinator para formar a American Motors Corporation em 1954. O Hudson Hornet de 1952 foi lançado em 1951, e seu inovador chassi perimetral permitiu rebaixar o piso na cabine, trazendo mais espaço para os passageiros, assim como o centro de gravidade ficou mais baixo do que os carros da época, e isso foi um fator de vantagem nas corridas; além do design que estava integrando os para-lamas à carroçaria e o capô de altura reduzida, favorecia a aerodinâmica com seu estilo “streamlined”, com as rodas traseiras cobertas na lateral.



Este Hudson de 1952 vinha com um motor de seis cilindros em linha com 308 cid (5,47 litros), tinha o cabeçote com as válvulas laterais, um carburador duplo, produzindo 145 hp a 3800 rpm e 375 lb-ft de torque. A versão "Twin H-Power" tornou-se equipamento padrão com carburadores duplos, com coletores de admissão individuais, aumentando a potência para 170 hp. Com as modificações do kit “7-X”, o motor produzia 210 hp.

O Hornet foi exportado para diversos países, e também foi montado em fábricas no Canadá, Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Reino Unido, nestes três últimos com a direção do lado direito.


Doc Hudson

O Hornet se provou quase invencível nas corridas de Stock-Car, e recebeu uma justa homenagem no filme de animação “Cars” (2006) da Disney, com a voz de ninguém menos do que Paul Newman, como o personagem “Doc Hudson”, com a pintura “Fabulous Hudson Hornet”. Doc Hudson era o Juiz da pequena cidade de Radiator Springs, onde Lightning McQueen vai parar depois de se perder no trajeto para a corrida decisiva da Piston Cup. McQueen acaba descobrindo que Doc Hudson era na verdade Hudson Hornet, tri-campeão da Piston Cup, antes de sofrer um acidente e ter de se retirar das pistas.



A Hudson foi a primeira montadora a se envolver nas corridas de Stock-Car, dominando o cenário com seu Hornet no início dos anos 1950, quando os modelos eram de fato, carros de linha (Stock-Cars). Dominando a temporada de 1952 da NASCAR Grand National, a Hudson venceu 27 das 34 corridas, e entre 1951 e 1955, o Hornet venceu nada menos do que 80 corridas, vitórias atribuídas principalmente pela configuração inovadora do chassi perimetral e o seu sistema de direção de ponto central, que contribuía para uma performance superior em fazer curvas, tornando o Hornet um vencedor também nas corridas de Dirt-Track, disputadas em ovais de terra.

Tim Flock (nº 91) foi o campeão com 8 vitórias, e Herb Thomas (nº 92) também com 8 vitórias fizeram a dobradinha na temporada de 1952 com o “Fabulous Hudson Hornet”. O carro original de Herb Thomas foi totalmente restaurado e hoje pode ser visto no Ypsilanti Automotive Heritage Museum, em Ypsilanti, Michigan; nas instalações da Miller Motors, o último concessionário da Hudson no mundo.

Da minha coleção

Hudson Hornet, Hot Wheels da Série Rod Squad, 1:64

O Hudson Hornet da Hot Wheels é da Série Rod Squad, de 2020, design de Phil Riehlman, na cor cinza escuro, com decoração da NASCAR da época, e numeração 817. Creio que por limitações devido ao licenciamento, não tem a decoração com a frase “Fabulous Hudson Hornet” nas laterais, como na miniatura de “Cars”, que vem com os olhos no para-brisa, e os decalques da época, porém a cor do modelo é um azul escuro que não corresponde à cor dos Hudson dos anos 1950.

The Fabulous Hudson Hornet, com a voz de Paul Newman

Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2752_Hudson_Hornet

https://en.wikipedia.org/wiki/Hudson_Hornet

https://i.pinimg.com/1200x/57/44/6b/57446b0e1a9988d8cd705a43d56cefd6.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/1952_NASCAR_Grand_National_Series

https://en.wikipedia.org/wiki/Cars_(film)

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Richard Petty "The King" - NASCAR

Richard Lee Petty e o seu Superbird

O Plymouth Superbird e Richard Petty são inseparáveis quando citamos um ou outro. Verdadeira lenda entre os americanos da NASCAR (National Association of Stock Car Auto Racing), vencedor de 200 corridas em sua carreira, de longe, o maior campeão da NASCAR, com sete campeonatos conquistados, em 1964, 1967, 1971, 1972, 1974, 1975 e 1979.

Nascido em 2 de julho de 1937, em Level Cross, Carolina do Norte, EUA, seu pai, Lee Petty, era um tri-campeão da Grand National Series (Precursora da NASCAR), e havia fundado a Petty Enterprises Racing Team. Richard começou a correr em 1958 aos 21 anos de idade, e em 1959, foi agraciado como o “Rookie of the Year”, com nove classificações entre os 10 primeiros; e já no ano seguinte, em fevereiro de 1960, obteve a primeira vitória em Charlotte, Carolina do Norte.

A família Petty formou uma das primeiras “dinastias” no esporte a motor. Lee corria com o número 42, Richard ficou com o 43 e Maurice, seu irmão mais novo, com o 41. Lee passou a competir cada vez menos, passando mais tempo a administrar a equipe, e mais tarde, Maurice se deu melhor na preparação de motores do que ao volante; o primo deles Dale Inman virou o chefe de equipe; e Richard pilotava os bólidos da Petty Enterprises. Já na temporada de 1963, Richard conquistou a maioria das vitórias no ano, mas perdeu o título por poucos pontos.

Richard Petty, vencedor da Daytona 500 em 1964


Ele venceu a primeira edição das 500 Milhas de Daytona (que se tornou a principal corrida da NASCAR), em 1964, com a média recorde de 154,334 mph (248,376 km/h) e conquistou seu primeiro campeonato neste ano. O carro era um Plymouth Belvedere, com um motor 427 cid (7 litros), preparado com comandos mais bravos, cabeçotes com câmaras hemisféricas e carburadores quádruplos. A imprensa da época apelidou tais motores de “elefantes”, devido ao peso e tamanho, em relação à proporção do Belvedere que os acomodava debaixo do capô.

Petty em 1987

Ganhou o apelido de “The King”, por ser heptacampeão, o piloto com 200 vitórias na Serie (sete na Daytona 500), e 127 Pole Positions. O segundo campeonato que venceu, em 1967, bateu o recorde de vitórias com 27 em 48 disputadas, dez delas consecutivamente. Na temporada de 1975, venceu 13 das 30 corridas disputadas.

Richard Petty, homenageado pelo Presidente Nixon, na Casa Branca

Richard Petty se aposentou em 1992 aos 55 anos, tendo disputado 1.184 corridas da NASCAR; foi indicado para o International Motorsports Hall of Fame em 1997, seu filho Kyle e seu neto Adam também correram na NASCAR.

O Plymouth Superbird nº 43

O Plymouth Superbird de Richard Petty, 1970

A história deste carro começa em 1967,quando Richard Petty venceu seu segundo titulo da NASCAR, com o modelo Belvedere, massacrando a concorrência. Dodge, Plymouth, Ford e Mercury eram as marcas principais da categoria, na verdade, apenas a Ford e Chrysler se enfrentavam para dominar a categoria de carros de turismo dos EUA, como modelos iguais aos que se viam nas ruas. Era a aplicação do conceito “Vencer no domingo, vender na segunda”.

O Torino Cobra, da temporada de 1968

Na temporada de 1968, a Ford entrou com o Torino Cobra, na equipe Holman-Moody, para confrontar a Chrysler e Richard Petty. David Pearson, que se transferiu da Dodge para a Ford, conseguiu 16 vitórias, como Petty, mas levou o título por fazer meros 126 pontos a mais do que “The King”. Petty só conseguiu fazer frente a Pearson porque a Chrysler entrou com o Road Runner e o Charger 500 neste ano. Para 1969, a Ford continuou jogando pesado: trouxe o Torino Talladega e o Mercury Cyclone Spoiler II, designado assim por causa do aplique no nariz do carro, deixando-o mais aerodinâmico, reduzindo o arrasto e melhorando a estabilidade em altas velocidades.

Richard Brickhouse, com o Dodge Daytona, em 1969

Então a Dodge apelou com o Dodge Charger Daytona, desenvolvido em túnel de vento e com suporte computacional, resultando num carro mais comprido que o normal; o bico avançando em cunha, e uma enorme asa na traseira, numa altura que pegava menos turbulência e era mais eficiente.


Quando Petty ficou sabendo dos desenhos do Daytona, logo pediu que a Chrysler fizesse o mesmo com um Plymouth, e a negativa da montadora o fez mudar para a Ford. O Daytona foi equipado com o motor Hemi 426, com 7,0 litros e 425 hp, e 503 unidades foram fabricadas para homologar o modelo para as pistas. Somente 70 unidades tinham este motor, e as demais tinham o Magnum de 7,2 litros e 375 hp. Todos tinham um câmbio manual de quatro velocidades.

O Charger Daytona estreou em Talladega, com Richard Brickhouse vencendo com o carro nº 99, conseguindo velocidades de 322 km/h, um número insano para a época! Mesmo assim, não foi o bastante, a Ford levou a taça de novo cm David Pearce, e Petty ficou com o vice-campeonato, correndo pela Ford.

O Superbird com o Dodge Daytona, em 1970

Para a temporada de 1970, a Chrysler fez a “mea culpa”, e trouxe Petty de volta à marca, e fez o que ele pediu: aplicou todo o pacote aerodinâmico do Dodge Daytona no Plymouth Road Runner e ganhou o nome de Superbird. Foram produzidas 2.783 unidades seguindo as novas regras da NASCAR para homologar os modelos, e apenas 135 deles tinham o motor Hemi, os demais recebiam o motor Magnum, como fizeram com o Charger Daytona.

Assim, o Superbird e o Daytona dominaram a temporada, com 36 vitórias em 46 corridas. Petty venceu 18 etapas, mas ficou de fora em sete delas por conta de um acidente que sofrera, então ficou apenas com o 4º lugar no campeonato; Bobby Isaac, com um Daytona, foi o campeão em 1970.




Como sempre acontece quando um carro ou uma marca domina de forma tão marcante, usa-se o regulamento para puxar o tapete e não foi diferente na NASCAR. Baixaram uma regra que obrigava os carros com aerodinâmica exagerada (Winged Warriors, “Guerreiros Alados”, como ficaram conhecidos) que tivessem a capacidade do motor reduzida para 305 cid (5,0 litros), e claro, tanto a Ford como Chrysler abandonaram os projetos com tais modelos.

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Strip Weathers, da animação da Pixar/Disney

Richard Petty não foi campeão com o Superbird, mas foi homenageado pela Pixar na animação “Carros” de 2006, última produção da Pixar antes de ser adquirida pela Disney em janeiro de 2006.

O Superbird faz o personagem Strip Weathers, dublado pelo próprio Richard Petty, com sua esposa Linda Petty dublando a esposa de Strip. Outros pilotos também participaram com suas vozes, como Dale Earnhardt Jr, Michael Schumacher e Mario Andretti. Na dublagem para o idioma alemão, Niki Lauda fez a voz de “The King”, Tom Kristensen, nove vezes vencedor de Le Mans, fez a versão dinamarquesa e Mika Hakkinen, a versão finlandesa.

O Plymouth Road Runner Stock Car - 1971 e 1972

Richard Petty foi obrigado a abandonar o Superbird, quando a NASCAR eliminou os Winged Warriors das pistas, e passou a correr com o Road Runner, com a tradicional cor “Petty Blue” e o número 43.

O Plymouth Road Runner 1971

Considerado o “último Stock Car a vencer um campeonato Grand National usando uma carroçaria e um motor baseados em produção”; Petty conquistou 21 vitórias e 38 resultados entre os cinco primeiros, faturando o campeonato de 1971, e tornando Petty o primeiro piloto a faturar mais de US$ 1 milhão em sua carreira. A partir da temporada de 1972, os carros da NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing), por questões de aumentar a segurança para os pilotos, passaram a ter um chassi especialmente construído, com as carroçarias de cada marca acopladas a ele.


Equipado como o V8 HEMI de 426 cid (7,0 L), gerando 616 hp a 7200 rpm; acoplado a um câmbio Hurst A883 manual de quatro velocidades, um carburador quádruplo com um coletor de admissão especial, fabricado pelo próprio Petty.

Nas suspensões, a dianteira tinha braços em “A” reforçados e amortecedores duplos com barras de torção; e traseira com feixe de molas e amortecedores telescópicos, com rodas de 15x8 polegadas. Surpreendentemente, os freios ainda eram a tambor.



O Plymouth Road Runner foi adaptado para o modelo 1972, correndo em 20 etapas da temporada de 1972, sendo depois substituído por um Dodge. Petty conquistou 8 vitórias, 18 vezes ficou entre os cinco primeiros, e chegou ao segundo título consecutivo (e quarto no total).

Da minha coleção

Plymouth Superbird, Racing Champions


O Plymouth Superbird de Richard Petty é reproduzido pela Racing Champions, empresa fundada em 1989, que cresceu nos anos 1990 fazendo modelos vintage licenciados da NASCAR, e posteriormente, começou a produzir modelos de rua também. Ela adquiriu a ERTL em 1999, e nos anos 2000 produziu inúmeros modelos com um excelente nível de detalhamento, não visto ainda na escala de 1:64.



O chassi é de metal, tem rodas especiais com pneus de borracha, mas gravados com o nome “Racing Champions” nas laterais (problemas de licenciamento). Os vidros são tão escuros que parece não ter interior, novamente, para reduzir os custos devido às diversas marcas licenciadas para dar mais fidedignidade ao Superbird pilotado por Richard Petty em 1970.

A Racing Champions Ertl mudou seu nome para RC2,e numa ação promocional, reproduziu todos os 30 carros com que Richard Petty competiu na temporada de 1992, vendendo mais de um milhão destes modelos daquela ano. Um dos clássicos da empresa é o Superbird 1970 de Richard Petty, e o Ford Torino Talladega 1969 de Cale Yarborogh’s.

Plymouth Road Runner, da Johnny Lightning, 1972


O Plymouth Road Runner de Richard Petty é da Johnny Lightning, ou Playing Mantis, constando 1972 como ano-modelo. É uma bela miniatura, e tem os faróis com o número 43 no duplo à direita, os da esquerda pintados de preto. O capô dianteiro se abre (pouco) mostrando um motor bem simplificado, as rodas são em preto com os pneus com o logo Goodyear nas laterais.






Referências:

Racing Champions Diecast Cars – Auto World Store

https://flatout.com.br/o-lendario-plymouth-superbird-de-richard-petty-esta-a-venda-junto-com-seu-road-runner/

https://www.terra.com.br/esportes/automobilismo/nascar-historia-do-plymouth-superbird-rei-do-filme-carros,9dfb14137c06d59a49553b76020f459de7llqyds.html

https://www.britannica.com/biography/Lee-Petty

https://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Petty

https://www.motortrend.com/news/the-kings-first-elephant/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carros_(filme)

Round 2 (company) - Wikipedia

https://www.company-histories.com/Racing-Champions-Corporation-Company-History.html

https://www.company-histories.com/Racing-Champions-Corporation-Company-History.html

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

The Incredibile (Car)

 


O Incredibile (uma contração de “Incredible” com “Automobile”) é o carro do Senhor Incrível, da animação da Pixar, sobre uma família com superpoderes, mas que precisou se aposentar, tentando viver uma vida normal com seus três filhos, no subúrbio de Metroville; pois o governo proibiu as ações dos Super-Heróis. A animação chegou aos cinemas em novembro de 2004, e mesmo com pouco tempo de exibição, conseguiu o posto de quarta maior bilheteria naquele ano, e com diversas premiações, é considerado um dos maiores filmes sobre Super-Heróis de todos os tempos.

Produtos licenciados em Merchandising são a segunda receita dos sucessos no cinema, e Os Incríveis não fugiram à regra: McDonald’s, Pringles, Tide, Kellog’s e Hasbro lançaram inúmeros produtos com as imagens do filme, além de desdobramentos para Comic Books, VHS (ainda), DVD e Blu-Ray, além de vídeo-games e sets da Lego na temática da animação.

O Incredibile camuflado para rodar no trânsito normal

O carro de Mr. Incredible é um sedã familiar no início do filme 1, mas depois ele ganha um novo design, um sedã preto bem comum, mas que se transforma no Incredibile. Como a animação tem um estilo tendendo para o retro-futurismo, o Incredibile tem para lamas bem destacados, faróis semelhantes à Ferrari Dino e o Puma brasileiro, o conceito streamliner fez a traseira bem afilada, mais estreita do que a frente, que tem um radiador semelhante ao dos anos 1940. Mas a tecnologia está nas entradas laterais como turbinas de avião, e a saída única dos gases na traseira nos lembra da turbina do Batmóvel do seriado de 1966.

O teto da cabine segue o perfil Fastback, bem aerodinâmica, assim como as rodas traseiras encobertas, e as lanternas traseiras seguem o estilo aeronáutico muito em voga nos anos 1950.

Da minha coleção



O Incredibile na versão "Boosted" 

O Incredibile na escala 1:64 demorou a entrar na coleção, pois a Jakks Pacific que foi licenciada para fazer a miniatura fez a produção em 2018 e não se manteve no mercado. Só encontrei a mini usada, com a cartela bem desgastada, e obtive a versão “Boosted”, que tem a chama se projetando na turbina traseira (o modelo “normal” não tem este detalhe). O modelo é bem feito, o design acompanha o mostrado na animação, e a pintura geral é num preto perolizado, com o capô em azul claro, em que o ressalto do radiador se projeta no capô em preto, com um círculo vermelho como se fosse o acento da letra “i”.

A Jakks Pacific também fez o Incredibile na escala 1:24, bem mais detalhado pelo tamanho, mas também difícil de encontrar. As fotos ficam somente para registro.




Já o modelo de controle remoto foi vendido nas lojas Disney Store, e não há referências sobre o fabricante do modelo.

O Incredibile RC, na escala aproximada de 1:10 ou 1:12


Referências:

https://www.spencer1984.com/review/jakks-incredibles-incredibile.php

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Incredibles

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Hudson Hornet 1952

Hudson Hornet Hpollywood Coupe - 1952
Fabricado pela Hudson Motor Car Company, de Detroit, a empresa se fundiu com a Nash-Kelvinator para formar a American Motors Corporation em 1954. O Hudson Hornet de 1952 foi lançado em 1951, e seu inovador chassi perimetral permitiu rebaixar o piso na cabine, trazendo mais espaço para os passageiros, assim  como o centro de gravidade ficou mais baixo do que os carros da época, e isso foi um fator de vantagem nas corridas; além do design que estava integrando os para-lamas à carroçaria e o capô de altura reduzida, favorecia a aerodinâmica com seu estilo “streamlined”, com as rodas traseiras cobertas na lateral.

Este Hudson de 1952 vinha com um motor de seis cilindros em linha com 308 cid (5,47 litros), tinha o cabeçote com as válvulas laterais, um carburador duplo, produzindo 145 hp a 3800 rpm e 375 lb-ft de torque. A versão "Twin H-Power" tornou-se equipamento padrão com carburadores duplos, com coletores de admissão individuais, aumentando a potência para 170 hp. Com as modificações do kit “7-X”, o motor produzia 210 hp.

O Hornet foi exportado para diversos países, e também foi montado em fábricas no Canadá, Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Reino Unido, nestes três últimos com a direção do lado direito.

O protótipo de "Doc Hudson", para as filmagens de "Cars"

O Hornet se provou quase invencível nas corridas de Stock-Car, e recebeu uma justa homenagem no filme de animação “Cars” (2006) da Disney, com a voz de ninguém menos do que Paul Newman, como o personagem “Doc Hudson”, com a pintura “Fabulous Hudson Hornet”.

Herb Thomas na temporada de 1953 da NASCAR

O Hornet de Tim Flock, campeão da NASCAR em 1952

Tim Flock correndo nas dirt-track

A Hudson foi a primeira montadora a se envolver nas corridas de Stock-Car, dominando o cenário com seu Hornet no início dos anos 1950, quando os modelos eram de fato, carros de linha (Stock-Cars). Dominando a temporada de 1952 da NASCAR Grand National, a Hudson venceu 27 das 34 corridas, e entre 1951 e 1955, o Hornet venceu nada menos do que 80 corridas, vitórias atribuídas principalmente pela configuração inovadora do chassi perimetral e o seu sistema de direção de ponto central, que contribuía para uma performance superior em fazer curvas, tornando o Hornet um vencedor também nas corridas de Dirt-Track, disputadas em ovais de terra.

Tim Flock (nº 91) foi o campeão com 8 vitórias, e Herb Thomas (nº 92) também com 8 vitórias fizeram a dobradinha na temporada de 1952 com o “Fabulous Hudson Hornet”. O carro original de Herb Thomas foi totalmente restaurado e hoje pode ser visto no Ypsilanti Automotive Heritage Museum, em Ypsilanti, Michigan; nas instalações da Miller Motors, o último concessionário da Hudson no mundo.

Da minha coleção

Hudson Hornet Hot Wheels

O Hudson Hornet da Hot Wheels é da Série Rod Squad, de 2020, design de Phil Riehlman, na cor cinza escuro, com decoração da NASCAR da época, e numeração 817.

Creio que por limitações devido ao licenciamento, não tem a decoração com a frase “Fabulous Hudson Hornet” nas laterais, como na miniatura de “Cars”, que vem com os olhos no para-brisa, e os decalques da época, porém a cor do modelo é um azul escuro que não corresponde à cor dos Hudson dos anos 1950. O Doc Hudson também vem "à paisana", sem a decoração de corrida, assim como visto no começo, em Radiator Springs.

Doc Hudson, com a decoração da Piston Cup

Doc Hudson à paisana, com pneus de faixa branca


Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2752_Hudson_Hornet

https://en.wikipedia.org/wiki/Hudson_Hornet

https://i.pinimg.com/1200x/57/44/6b/57446b0e1a9988d8cd705a43d56cefd6.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/1952_NASCAR_Grand_National_Series

https://en.wikipedia.org/wiki/Cars_(film)