terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

’67 Lotus Type 49

Lotus 49, 1967

Colin Chapman marcou para sempre a história da Formula Um com os carros que construiu, fundando a Lotus em 1952 e implementando seus conhecimentos de engenharia aeronáutica para criar verdadeiras inovações no mundo da Formula Um. Entre suas criações, estão o chassi monocoque com o motor sendo parte integrante da estrutura do Lotus 25 (1965), a aplicação dos aerofólios (1968) e o carro-asa Lotus 78 (1977), cujo fundo era uma asa invertida, criando um downforce que colava o carro nas curvas. Também leva o crédito por ser o primeiro a ter o patrocínio estampado nos seus carros, gerando enorme riqueza para as equipes depois disso.

Colin Chapman

O Lotus 49, projetado junto com Maurice Philippe era o carro para a temporada de 1967, o primeiro Formula Um equipado com o motor Ford Cosworth DFV de 3 litros; outro crédito atribuído a Chapman, que convenceu a Ford a construir o motor que passou a década de 1970 equipando quase a totalidade dos monopostos de Formula Um. O motor era preso diretamente na parte posterior do monocoque e tinha as suspensões traseiras afixadas no motor, com tirantes para alinhar e manter os movimentos das rodas. Jim Clark venceu a corrida de estreia do Lotus 49, o Grande Prêmio da Holanda, em 1967, e foi nele que venceu sua última corrida, o Grande Prêmio da África do Sul, antes de morrer na prova de Formula Dois pilotando um Lotus 48, em Hockenheim no dia 7 de abril de 1968. Grahan Hill acabou vencendo a temporada de 1968, provando a competitividade do Lotus 49, que recebeu a sigla 49B quando foi equipado com os primeiros aerofólios na Formula Um. Estes eram instalados diretamente nas suspensões, em suportes bem altos, para máxima eficiência, porém, depois de vários acidentes, estas asas altas foram banidas e a Lotus foi forçada a montar as asas fixas no corpo do próprio carro.

Gold Leaf Team Lotus, Graham Hill, 1967

O ano de 1968 também marcou a entrada da Imperial Tobacco, patrocinando o Team Lotus, que trocou o British Racing Green/Yellow pelas cores da embalagem dos cigarros Gold Leaf: branco, vermelho e dourado, mudando para sempre o lado financeiro das equipes, não só da Formula Um, mas de todas as categorias do automobilismo de competição. Entre 1968 e 1971, a Lotus venceu dois campeonatos de pilotos, dois de construtores, prosseguindo a parceria com a Imperial Tobacco com o negro e dourado da John Player Special até a temporada de 1986.

C



omo curiosidade, Wilson Fittipaldi correu com um Lotus 49C, obtendo o nono lugar no Grande Prêmio da Argentina de 1971, e Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna também pilotaram os Lotus. No total, doze exemplares do Lotus 49 foram construídos, entre as várias versões A, B e C; e sete delas foram preservadas: o chassi #R3, pilotado por Grahan Hill, foi vendido ao colecionador John Love, hoje está em exibição no National Motor Museum, em Hampshire, Inglaterra.


O chassi #R4, com que Jim Clark correu e venceu o Grande Prêmio da África do Sul em 1968, foi depois vendido para o Rob Walker Team, correndo com Jo Siffert ao volante. Na Corrida dos Campeões, em Brands Hatch, Siffert bateu o carro e ele foi enviado à sede da Rob Walker Team para reparos. Lá, ele foi vítima de um incêndio, que quase reduziu a cinzas diversos veículos valiosos. Vinte anos depois, Walker concordou em restaurar o 49B #R4, e John Chisman, ex-mecânico-chefe da equipe foi encarregado da tarefa, mas não conseguiu concluir  o trabalho. Tom Wheatcroft, então proprietário do autódromo de Donington Park, assumiu a restauração do carro, mas nenhum progresso foi feito até 1995. Neste ano, um consórcio liderado por David McLaughlin assumiu o desafio de finalmente colocar o carro de volta à glória que realmente merecia, e o carro foi levado para as oficinas dos renomados especialistas em carros de Grande Prêmio Hall & Fowler. Concluído em 1998, foi exibido no Lotus 5th Anniversary Meeting, em Brands Hatch, e no ano seguinte, Jackie Oliver pilotou o carro em Goodwood, apenas para se chocar com Sir Jack Brabham ao volante de uma Mclaren M5A. Nesta exibição, o 49 carregava as cores do Rob Walker Team.




Reparado, ficou decidido que seria restaurado com as cores que correu no GP da África do Sul de 1968, e para manter a fidelidade, foram utilizados como referência dois exemplares genuínos do 49. Coincidentemente, o GP da África do Sul de 1968 foi a última corrida vencida por Clark, e a última com as cores verde e amarela, antes de vestir as cores da Gold Leaf.

Mais de duas décadas depois de ser ressuscitado, o #R4 foi vendido a um colecionador japonês, e em abril de 2020, foi colocado em leilão pela ChromeCars, na Alemanha, sendo estimado em atingir a cota do milhão de dolares para trocar de mãos.

Da minha coleção

Lotus 25, Matchbox, anos 1960.

Uma das primeiras miniaturas que tenho é um Lotus 25, da Matchbox, dos idos anos 1960, que está na minha coleção até hoje. Ela tem o acabamento da época, e foi customizada com decalques de carrinhos de autorama. Tem muitos sinais de desgaste, mas é assim que ela irá permanecer comigo.



O Lotus 49 da Quartzo é na escala 1:43, reproduz o carro da última vitória de Clark na Formula Um, e o 49B de Grahan Hill, também da Quartzo, é da quarta vitória dele em Mônaco, em 1968. Ambas tem um excelente acabamento, com detalhes de motor e decoração bastante fiéis aos originais, peças bem valorizadas em qualquer coleção.




Em 2024, a Hot Wheels lançou o Lotus Type 49, de 1967, reproduzindo o carro de Jim Clark, um casting muito bem-feito, o piloto em branco foi escolhido para homenagear os uniformes brancos utilizados pelos pilotos da Lotus na época. Uma versão idêntica foi produzida com o piloto na cor cinza.

Podemos comparar a diferença de 60 anos entre o meu Matchbox antigo e os novos castings da Mattel, sem dúvida um progresso muito bom nos detalhes.




Referências:

https://primotipo.com/2015/02/17/jim-clark-taking-a-deep-breath-lotus-43-brm/

https://www.topspeed.com/cars/car-news/history-of-the-1967-lotus-49-and-how-you-can-own-one/

https://en.wikipedia.org/wiki/Lotus_49

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2767_Lotus_Type_49

Lotus 25 - Wikipedia

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Scooby-Doo! Cadê Você!

Scooby-Doo! Cadê você?

Série de animação criada para TV por Joe Ruby e Ken Spears, dos Estúdios Hanna-Barbera em 1969. Com a crescente pressão dos pais sobre a influência da violência dos desenhos animados sobre seus filhos, no final dos anos 1960, os Estúdios Hanna-Barbera buscavam uma versão similar do The Archie Show, baseado nos Comics do mesmo nome. Criaram a House of Mystery, e o desenvolvimento dos roteiros ficou com Joe Ruby e Ken Spears, ao passo que o visual e design dos personagens ficou com Iwao Takamoto. O conceito ganhou algumas mudanças e o nome ficou Mysteries Five, onde cinco adolescentes ─ Geoff, Mike, Kelly, Linda, W.W., irmão de Linda, junto com seu cachorro Too Much, tocador de bongô, formavam a banda Mysteries Five.

Quando a banda não estava em uma apresentação, eles estavam resolvendo mistérios assustadores envolvendo fantasmas, zumbis e outras criaturas sobrenaturais. Too Much era um cão pastor (semelhante ao cão pastor dos Archies, Hot Dog). Ao apresentarem o projeto a Fred Silverman, Diretor de Programação Infantil da CBS, rejeitou o conceito do cão pastor, e falou diretamente com Joseph Barbera, para tornar Too Much um dogue alemão covardão e medroso, criando também o nome do personagem a partir das sílabas "doo-be-doo-be-doo" do hit de Frank Sinatra "Strangers in the Night": Scooby-Doo.

Na sequência do desenvolvimento do projeto, Mike foi eliminado, Geoff teve seu nome mudado para Ronnie, e depois para Fred Jones. Kelly mudou para Daphne, Linda virou Velma e W.W. virou “Shaggy” (Salsicha no Brasil). Silverman também não gostou o título Mysteries Five, e mudou para “Who’s S-S-Scared?” (Quem está c-c-com medo?). Silverman levou assim a proposta do desenho animado para ser exibido nas manhãs de sábado da temporada de 1969-70, e o presidente da CBS Frank Stanton recusou, alegando que seria assustador demais para os telespectadores crianças e jovens.


Retornando aos estúdios para revisar os conceitos, buscaram dar um tom maior de comédia aos episódios, a banda de música foi cancelada, e Salsicha e Scooby ganharam mais evidência, inclusive o título acabou ficando “Scooby-Doo, Where are you?” (Scooby-Doo, Cadê você?). O projeto foi reapresentado à diretoria da CBS e enfim, aprovado para produção.

Scooby-Doo, Cadê Você? foi exibido no Brasil pela TV Tupi, Rede Manchete, Rede Globo, SBT, Boomerang, Tooncast e Cartoon Network. A série estreou originalmente em 13 de setembro de 1969 e foi ao ar por duas temporadas até 31 de outubro de 1970.

Para saber todas as versões que o desenho animado de Scooby-Doo teve depois da primeira temporada na CBS, veja no link abaixo, o blog do TriCurioso:

Você Se Lembra De Todas As Versões Do Scooby-Doo?

Cartazes dos filmes para cinema

O sucesso da série também produziu filmes para o cinema em live-action, com personagens humanos reais: Scooby-Doo (Scooby-Doo, o Filme, 2002); Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed (Scooby-Doo 2: Monstros à solta, 2004); Scooby-Doo!
The Mystery Begins (Scooby-Doo! O Mistério Começa, 2009); Scooby-Doo! Curse of the Lake Monster (Scooby-Doo! A Maldição do Monstro do Lago, 2010), e o spin-off  Daphne & Velma (2018).

Constam ainda um filme de animação para o cinema: Scooby! O Filme (2020), e Velma, seriado com duas temporadas, animação para TV, com uma abordagem mais adulta (2023).

Plot

The Mystery Machine

A Mystery Inc. é formada pelo grupo de jovens com Fred Jones, Norville “Shaggy” Rogers (Salsicha, no Brasil), Scooby-Doo (Dogue alemão mascote de Salsicha), Daphne Blake e Velma Dinkley. Eles buscam investigar e resolver os mistérios sobrenaturais, casos com fantasmas e outras criaturas que assombram as pessoas e os vilarejos em que moram.

O grupo utiliza em suas aventuras da van denominada The Mystery Machine: uma típica van dos anos 1960, sem referências para com algum carro real. A pintura no tom azul tem uma faixa amarela com flores laranjas e os dizeres “The Mystery Machine” nas laterais. A frente possui um porta-estepe, racks de teto e a parte traseira é cheia de equipamentos como escadas, cordas, lanternas, além de um laboratório de informática ─ e uma grande antena que pode ser conectada no teto para acessar a internet ─ que ajudam a equipe nas situações em que precisam solucionar os casos que investigam.

Da minha coleção



A The Mystery Machine é uma miniatura da Hot Wheels, e tem o design típico das animações de TV. A decoração segue o estilo e cores do desenho animado, mas não há peças móveis, e as rodas são as 5SP padrão dos demais Hot Wheels.



O modelo saiu na Série HW City: Tooned I, em 2014, e por motivo de custos, não há decalques na parte frontal e traseira da van.

Referências:

The Mystery Machine | Hot Wheels Wiki | Fandom

List of Scooby-Doo characters - Wikipedia

Máquina Misteriosa | Scoobypedia | Fandom

Scooby-Doo! Live-Action Movies

Scooby-Doo: Onde assistir aos filmes online

sábado, 25 de janeiro de 2025

Plymouth Duster

Plymouth Duster 1973

De 1970 a 1976, o Plymouth Duster oferecia uma ótima performance a um custo bem reduzido, pois a Plymouth lançou o Duster como uma versão esportiva do Valiant, na plataforma A-Body, compartilhada também com o Barracuda, o Dodge Dart, e depois com o Dodge Demon.

Todas as versões vinham na configuração hardtop coupe, e apenas duas portas, nunca teve um sedan ou conversível, e vendeu muito bem durante os anos em que ficou no mercado: no pico de vendas, atingiu mais de 280.000 unidades vendidas em 1974. O design do teto era um semi-fastback, com uma nova tampa do porta-malas, e para brisa dianteiro era mais inclinado do que na Valiant.

1970

1971

Com o sucesso do Road Runner, a Plymouth planejava utilizar outro personagem da Warner para dar nome ao seu carro, mas o “Diabo da Tasmânia” (Tasmanian Devil) ficou caro demais, e desistiram da idéia. O modelo acabou batizado de Duster.  

1972


Os motores começavam com dois seis cilindros em linha: um de 198 cid (3,2 L) com 125 hp e 180 lb-ft de torque; e outro de 225 cid (3,7 L) com 145 hp e 215 lb-ft de torque. Dois V8, um com 318 cid (5,2 L) com 230 hp e 320 lb-ft de torque e outro de 340 cid (5,6 L) com 275 hp e 340 lb-ft de torque.

Duster V8 de 340 cid - 1973

Os motores de seis cilindros eram mais voltados para economia, e os V8 tinham mais equipamentos que proporcionavam maior performance, com o V8 de 340 cid equipado com o carburador quádruplo fazendo o quarto-de-milha abaixo dos 14 segundos a 100 mph (160 km/h). Os câmbios disponíveis eram sempre no assoalho, caixa manual com três ou quatro velocidades e uma automática de três.

Em 1972, as normas de medição de potência da SAE mudaram e os números líquidos ficaram menores: os seis cilindros de 198 cid e 225 cid produziam 100 e 110 hp respectivamente, e os V8 de 318 e 340 cid produziam 150 e 240 hp respectivamente.

1973

Para o ano de 1973, o Duster sofreu algumas mudanças cosméticas, como um novo capô do motor, frente e traseira redesenhadas, protetores nos para choques e interior revisto. Desembaçador traseiro, eliminação do quebra-vento das janelas e bancos rebaixados eram opcionais para o Duster de 1973. A versão Space Duster tinha o encosto do banco traseiro rebatível, para aumentar o espaço de carga atrás. Neste ano, a caixa manual de quatro velocidades saiu de linha, ficando apenas a manual ou automática TorqueFlite de três velocidades.

Gold Duster, 1974

1974

1974

Em 1974, o V8 de 340 foi substituído pelo small-block de 360 cid (5,9 L), com 245 hp e 320 lb-ft de torque (SAE Líquidos). O preço do modelo foi crescendo com o passar dos anos e consequentemente, as vendas diminuindo, com o versão mais potente (360 cid) vendendo menos de 2.000 unidades no ano.

1975

Para 1975, o seis cilindros de 198 cid foi cancelado, mantendo-se o de 225 cid, e os V8 de 318 e 360 cid; este último tinha duas versões, devido à regulamentação das emissões do estado da California: a potência ficava em 190 hp e 170 lb-ft de torque; enquanto que nos outros estados, comercializava-se o V8 de 360 com 230 hp e 300 lb-ft de torque, menos potente do que o do ano anterior.

O último ano do Duster (1976) viu pequenas modificações na grade, alterações na traseira, com novas lanternas. O Feather Duster era um pacote econômico, com algumas peças em alumínio para ganho de peso, novos revestimentos internos, no capô e porta-malas, relação de transmissão mais longa e o Fuel Pacer System (devido à crise do petróleo), indicando ao motorista o modo mais econômico de dirigir (especialmente nas acelerações), com luzes que mostravam quando a mistura de ar-gasolina estava mais pobre, e assim, economizando combustível.

Nos sete anos em que o Duster ficou no mercado, foi bastante valorizado como Muscle-Car, com preços competitivos em relação à concorrência, entregando um desempenho excelente pelo custo, e assim como o mercado mudou com a crise do petróleo a partir de 1973, e as restrições de emissões, e a regulamentação da SAE reduziram os números de potência e fizeram o interesse dos consumidores cair com o tempo.

Da minha coleção

Plymouth Duster, Hot Wheels - Serie Dragstrip Demons, 2022


O Plymouth Duster é da Série Car Culture: Dragstrip Demons, de 2022. O casting de Phil Riehlman é bem-feito, esta série tem base de metal e um acabamento melhor, começando pela decoração, e detalhes como a cor Metalflake Purple, rodas especiais com pneus de borracha e lanternas traseiras e frisos do para brisa e janelas demarcados. Há diversos logotipos de produtos licenciados que decoravam os carros de dragsters no período do início dos anos 1970. A cartela também traz uma ilustração bem elaborada do modelo e acaba sendo mais um elemento que valoriza a miniatura em qualquer coleção.







Referências:

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2773_Plymouth_Duster

https://musclecarclub.com/plymouth-duster/

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Dodge Charger 500 – 1969

Dodge Charger 500 - 1969

Perdendo competitividade na NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing) diante da Ford e Chevrolet, os engenheiros da Dodge começaram a ajustar o Dodge Charger para retomar o confronto nas pistas da NASCAR. Ao analisar o modelo no túnel de vento, descobriram que a grade dianteira recuada e o design traseiro da linha de teto criava vórtices que causava aumento da resistência ao ar, e piorava em altas velocidades, com a frente querendo flutuar.


Então, adaptaram a grade e os faróis do Dodge Coronet de 1968 alinhando a peça com as bordas, e mudaram o perfil do teto, preenchendo o recesso do vidro traseiro e criando uma superfície em que o ar fluía muito melhor, mantendo a estabilidade nas pistas em que se podia atingir quase 200 mph (338 km/h).

A linha do teto do modelo 1968 precisou ser alterada

Como a NASCAR exigia que o modelo tivesse pelo menos 500 exemplares vendidos ao público para ser homologado para competir, este Dodge ficou sendo o Charger 500. Construído nas oficinas da Creative Industries de Detroit, receberam os modelos Charger 1968 da fábrica da Dodge em Hamtramck, Detroit, e alguns afirmam que 559 exemplares foram feitos por eles, ao passo que outros indicam apenas 548 unidades assim preparadas.

Como o teto redesenhado ficou mais aerodinâmico

O Big Block 440 Magnum

Todos saíram de fábrica com os V8 Big Block Magnum de 440 cid (7,2 litros) de 375 hp e transmissão automática, mas pelo menos 67 (alguns sites informam 116) unidades tiveram seus motores substituídos pelo V8 de 426 cid (7,0 litros) e 425 hp, com câmaras de combustão hemisféricas (HEMI) de alta compressão, e 40 deles permaneceram com a transmissão automática, e 27 (alguns sites informam 32) deles receberam a caixa manual de quatro velocidades A883 da Dodge.

Bob Alisson Pilotando o Charger 500



Os eixos traseiros eram Dana 60 com relação no diferencial de 3,54:1 ou 4,1:1; e o Super Track Pack: rodas de competição Magnum em aço estampado de 15x6 polegadas. Tinha freios a disco na dianteira, direção hidráulica.

Da minha coleção



O ’69 Dodge Charger 500 da Hot Wheels saiu na serie Muscle Mania, em 2022. Ele tem a frente diferente dos Chargers “normais”, e a linha do teto mostra o que os engenheiros da Dodge fizeram para melhorar a aerodinâmica do carro para a temporada da NASCAR de 1969. A pintura é especial, Metalflake Gray, e vem com as rodas Chrome Orange Aerodisc.





Este casting de Phil Riehlman é muito semelhante à fundição do Dodge Charger 69 lançada pela Hot Wheels em 2004. Os Dodge Charger são numerosos na linha dos Hot Wheels, com modelos de diversos anos, e alguns tem o capô que se abre; mas o modelo 500 traz esta história de exclusividade, e a miniatura acaba tendo um lugar especial na coleção.

Referências:

'69 Dodge Charger 500 | Hot Wheels Wiki | Fandom

1969 Dodge Charger 500: Profile Of A Muscle Car

https://www.hotrod.com/features/dodge-charger-500-retrospective/