segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A dualidade humana e nossos dilemas intuitivos



Desde tempos imemoriais, nos confrontamos com a dualidade, 
seja por que temos dois olhos, duas mãos, dois pés, duas orelhas, temos o dia e a noite, o sol e a lua, o calor e o frio, a dor e o prazer, amor e ódio, racional e emocional, enfim, tantos conceitos e elementos refletindo esta dualidade do ser humano.
A dualidade está presente nos conflitos entre o bem e o mal, Deus e o Diabo, o Ying e Yang, Apolo e Dionísio, alto e baixo, frente e costas, passado e futuro, e se incorporam nos impasses que temos ao fazer decisões: ir para a direita ou esquerda? Fazer ou não fazer determinada coisa? Comprar ou Vender? Contratar ou Despedir? Investir ou gastar?
No meio de tantas dúvidas, não é surpresa se nos sentimos perdidos frente a tantos dilemas em nossa vida diária. Num mundo de tantas opções e escolhas, analisar as alternativas toma tempo. Um tempo que não temos mais.
O resultado são pessoas cada vez mais ansiosas, devido à falta de dados para tomar decisões, no caso de negócios, pode envolver valores muito altos e aumentar os riscos que podem comprometer o sucesso dos investimentos, sejam financeiros, o tempo empenhado, ou outros recursos (materiais ou humanos) investidos em um projeto.
Um recurso nem sempre considerado para estas situações é a nossa velha conhecida chamada INTUIÇÃO. Coisa que as mulheres são especialistas, a intuição é um sentimento que não sabemos explicar bem, mas que em muitas ocasiões nos indica o caminho que devemos tomar.
Especialistas começam agora a estudar mais a fundo estas “sensações” de modo a sistematizar (se é que é possível) as “pistas” que a intuição nos indica, de modo a aumentar nossa confiabilidade neste recurso que as mulheres sabem usar tão bem.
Assim como podemos perceber por mudanças muito sutis na fisionomia de um conhecido se ele está bem ou não, se parece preocupado com algo, ou se está de bem com a vida, os movimentos do corpo, sua postura, “sentimos” o que se passa com alguém que conhecemos.
Paul Ekman, é um dos maiores peritos mundiais da área dos micromovimentos faciais e da detecção de mentiras, e autor de obras como “A linguagem das emoções”. Foi o consultor da série “Lie to me”.
Nossa intuição funciona com sinais que não são racionalmente decodificados, mas sinais imperceptíveis individualmente são lidos pela nossa mente intuitiva como um “retrato” de que algo não está bem.
Muitos empresários de sucesso tem lançado mão deste tipo de sentimentos, e em casos em que o resultado é positivo, são reforçados, e quando surgem novamente numa situação de dilema decisório, podem muito bem levá-los à soluções satisfatórias.
Como explicar o que leva a decidir por esta ou aquela opção, sem ter uma razão lógica para justificá-la? Essa é a vantagem e o problema da intuição. Ainda não podemos dizer como mapeá-la ou identificar os fatores que a levam a emergir de nossa mente intuitiva, mas que ela pode ser um aliado real para nos levar a melhores decisões, sem sombra de dúvida, nossa intuição pode ser uma poderosa ferramenta decisória.
As mulheres que o digam.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

INVEJA BOA



Além de ser o nome de um esmalte (furor das meninas), como pode a inveja ser boa?
Sentimento que não é bem visto, aquela pontada que sentimos quando seu(sua) colega recebe um prêmio de reconhecimento maior do que o seu; ou quando seu vizinho aparece com o carro dos seus sonhos...
A sensação de que outros estão melhores do que nós provoca tal sentimento, então muitas vezes por dia estaremos sentindo inveja dos outros (tem tanta gente que está melhor do que eu...); ou então acharmos que outros não mereceriam aquilo que estão obtendo, que não são tão capazes do que aparentam.
Anos atrás, um colega meu reclamou que seu tio se dera bem com o sítio que tinham, progrediu com a plantação e conquistou uma vida confortável para si e seus filhos (carros, faculdade, viagens, etc) ao passo que sua familia teve de vender a propriedade e mudar-se para São Paulo tornando-se empregados de outros.
Aí está a ponta de inveja aparecendo...
Se analisarmos a situação, poderemos concluir algumas coisas:
1. As oportunidades não são aproveitadas igualmente por todos.
Cada pessoa tem sua visão de mundo e as coisas que valoriza. Tendemos a nos empenhar por aquilo que damos mais valor. Então, diante de uma oportunidade, uns vão aproveitá-la e decolar na vida, enquanto outros não decidirão se empenhar por este caminho, deixando de progredir como os demais.
2. Mesmo que duas pessoas agarrem a mesma oportunidade, os resultados que produzem podem ser muito diferentes no final.
Alguns são muito mais comprometidos com suas metas do que outros. Assim, no decorrer do tempo, quem trabalha mais e melhor com certeza obterá resultados melhores do que aqueles que fazem o "suficiente".
De todo modo, a inveja é alistada como um dos sete pecados capitais, pois desperta nas pessoas o desejo de ser melhor do que outros, ou de possuir algo que não está ao seu alcance no momento, provocando disputas, e deteriorando relacionamentos que de outro modo seriam proveitosas para todos.
Todos nós poderemos obter alegria e contentamento apenas com relação a alvos que colocamos para nós mesmos, e não em relação a outros. Todos temos qualidades e falhas, e até mesmo tais alvos podem ficar fora de nosso alcance.
Muitos que conseguiram fama e fortuna descobrem que não conseguem mais usufruir das coisas mais comuns, tornando-se prisioneiros insatisfeitos com sua situação invejável a muitos.
Celebridades reclamam que não podem mais tomar uma refeição num restaurante sem ser assediados por admiradores; altos executivos não podem passear com a família por medo de seqüestros; nem podem ir ao cinema ou assistir um jogo no estádio, perdem sua privacidade pelo excesso de exposição em público...
Portanto, progredir, desenvolver-se, atingir a excelência naquilo que faz não são pecados para ninguém. O problema é a motivação por trás de nossas ações. Avalie seu coração, por que é que você quer determinadas coisas? Para provar o que? E para quem?

Pense nisso e boa jornada!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Crenças e Sentimentos; Princípios e Valores.





Tenho observado que as crenças que temos (ou desenvolvemos durante a vida), são fundamentais para guiar nossas decisões frente aos dilemas pessoais. Sejam eles ligados à vida profissional ou pessoal, aquilo em que acreditamos influencia os objetivos que desejamos atingir, os meios que usaremos para chegar lá, e o modo que agiremos quando o conseguirmos.
Falamos então de Visão, Missão e Valores para classificar aspirações, sentimentos, a busca de recompensas e realizações na curta vida que temos neste mundo.
Tudo é muito bonito e elogiável na teoria, mas a prática nos mostra que a competitividade da sociedade humana atual faz cair por terra todos os maiores conceitos sobre solidariedade, altruísmo e cidadania. O que dizer então quando está em jogo um salário mensal de cinco dígitos? Ou uma possibilidade não tão correta de obter ganhos financeiros elevados com pouco investimento?
Do que não abrimos mão para manter o nosso ‘status quo’? O carro novo, a escola das crianças, as férias em Orlando, o tênis duas vezes por semana, restaurantes e uma adega de vinhos?
Para aqueles que estão em ascensão social, ter sua casa própria, um carro na garagem, fazer academia, uma TV de 50 polegadas, fazer uma faculdade...
Enfim, todos temos aspirações, e os sentimentos associados a estes objetivos que nos colocamos na vida surgem de nossas crenças, do que aprendemos que é certo ou errado (hoje, cada vez “mais ou menos certo ou errado”), dos princípios que assumimos para nós mesmos, e dos valores resultantes de tais princípios.
São estes que guiam nossas decisões quando temos questões para resolver.
Honestidade tem a ver com Verdade. Uma pessoa honesta sempre fala a verdade, mesmo que ela possa colocá-la numa aparente desvantagem momentânea. Digo aparente, pois a longo prazo, o benefício é claro: ela criará uma reputação de confiabilidade e integridade que não tem preço. Termos como “meia-verdade” ou uma “pequena mentira” já não são Verdade: são mentiras e ponto final.
Lealdade tem a ver com Fidelidade e Comprometimento. Uma pessoa leal se apega aos seus compromissos, tanto com outras pessoas, como com as atividades que exerce. Claro que a Lealdade precisa estar associada à Honestidade, senão ela seria desvirtuada, como a lealdade entre um traficante de drogas e seus capangas, ou entre um político corrupto e seus comparsas de fraudes.
Por isso, vemos cada vez mais pessoas com princípios, porém com seus valores distorcidos, devotadas a buscar objetivos questionáveis, utilizando para isso todos os meios (válidos ou escusos) para atingi-los.
Pessoas que criam visões de um mundo egoísta, onde não há lugar para o altruísmo ou solidariedade, onde o amor ao próximo só tem lugar no discurso de outros, e a bondade ou humildade são para os fracos de caráter...
Apesar de um cenário nada animador, tenho firme esperança de que as pessoas podem mudar. Tudo e todos tem o seu tempo, e as mudanças podem ser feitas, e nada mais correto do que aquela frase que diz:
“Se quiser mudar o mundo, comece com você mesmo”.
Mude, mude sempre, mas sem perder os seus valores. São eles que fazem a diferença na hora de tomar decisões na sua vida. São eles que podem fazê-lo feliz, e quem é que não quer conquistar a felicidade?

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ih, esqueci!



Em certa ocasião, quando perguntaram a Einstein onde morava, ele pediu uma lista telefônica, o que gerou a pergunta: “Você não sabe nem o endereço de sua casa?”
A resposta de Einstein foi: “Esta informação está acessível na lista telefônica. Não ocupo meu cérebro para guardar informações que não preciso”
Lembrar-se de todos os compromissos e tarefas, ler e responder os e-mails, estar conectado pelo celular, marcar o dentista, lembrar do aniversário de casamento, pagar as contas da casa, fazer a manutenção do carro, e acompanhar o dia-dia das crianças ocupam boa parte de sua mente para lembrar-se de tudo o que tem para administrar em um curto período de tempo.
O que dizer então da memória de longo prazo, se faz um curso ou treinamento, lê um livro, ou faz planos para as férias daqui a seis meses; ocupam também sua mente, e não raro, acabamos exclamando a frase-título deste post...
Não se lembrar de onde deixou o celular na hora de sair de casa; ou ficar cismado se trancou o carro quando o deixou na rua, são pequenos lapsos de esquecimento que não nos devem preocupar demasiadamente. Falta de organização ou desatenção podem muito bem ser a causa deste tipo de situação.
Apenas se isso começa a se agravar, com o aumento da repetição ou o esquecimento de fatos importantes, devemos consultar um médico e averiguar o que pode ser a causa disso.
Lidar com o volume de informações que temos hoje certamente se torna desafiador para os nossos cérebros. Perceber, avaliar, priorizar e responder aos milhares de estímulos diários que recebemos, desde o momento em que despertamos, saímos de casa, realizamos as atividades diárias e retornamos ao lar é uma carga que aumenta a cada dia que passa.
Por isso nos sentimos tão cansados, mesmo que não façamos tanta atividade física. O estresse resultante desta aceleração cobra seus tributos fazendo o cérebro desligar, ou “apagar” certos setores, para economizar energia.
Claro, como um músculo, nossa mente precisa de atividade para se manter em boas condições; com o passar do tempo, manter o cérebro ocupado pode prevenir danos maiores pelas doenças que surgem com a velhice; tal como o Mal de Alzheimer, ou outros distúrbios de memória.
Intercalar com períodos de descanso, ter uma alimentação equilibrada, são fatores que ajudam a manter sua saúde em forma.
Providências simples, tal como alistar as tarefas que tem a fazer durante o dia, anotar seus compromissos em uma agenda, usar os recursos de seu celular para lembrar-se deles meia hora, uma hora antes, são maneiras de evitar a famosa frase: “Ih, esqueci”, quando já é tarde demais.
Nossos cérebros são fantasticamente poderosos, mas precisam de uma pequena ajuda para que tenham um desempenho satisfatório.
Seja mais organizado, melhore sua concentração, alimente-se equlibradamente, faça atividade física e descanse ou durma o necessário; e verá que poderá lidar com os terabytes de informação diários que jorram sobre nós todos os dias.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Quem não quer subir na carreira?


Todos que iniciam uma vida profissional tem o desejo de progredir, avançar, ser promovido e subir os degraus construindo uma carreira de sucesso.
Claro, talento é fundamental, mas quantos talentosos conhecemos que não foram reconhecidos; não galgaram postos de liderança, nem se tornaram profissionais de sucesso?
Significa que o talento não basta. Avançar profissionalmente depende de uma soma de fatores, não de uma qualidade isolada que o faz destacar-se entre seus pares.
Além de todas as habilidades que precisa desenvolver para se tornar uma referência na atividade que exerce, outros fatores também podem colaborar para que sua carreira decole, somando impulso às ‘expertises’ adquiridas e aperfeiçoadas através de cursos e treinamentos.
Veja alguns deles:
1.    Tenha o chefe certo. Um chefe que te boicota e não quer que você seja uma sombra para ele bloqueia sua ascensão e fecha as portas para qualquer promoção; a não ser que a empresa tenha outras áreas em que você pode se dar bem.
2.    Pare de querer agradar todo mundo. Quem faz tudo para todos não tem tempo para fazer o que deve para si mesmo. Imponha limites e aprenda a dizer ‘não’.
3.    Insegurança não! Preparação e conhecimento aumentam sua confiança naquilo que faz. Em último caso, seja um bom ator/atriz e nunca demonstre que está inseguro naquilo que faz.
4.    Corra riscos calculados. O empreendedor conhece os riscos que corre, e tem sempre um Plano B para ser executado na hora certa.
5.    Seja rápido. Troque o ‘não estou pronto para isso’ por ‘vou agarrar esta oportunidade e aprender rápido’!
6.    Não tenha um conselheiro ou mentor:  tenha vários! Quanto mais gente você puder consultar e trocar idéias, melhor. De quebra, você criará muitos laços fortes com seus colegas de trabalho.
7.    Faça planos. Aliás faça dois planos para sua carreira. Um a longo prazo, sonhando alto; outro a curto prazo de um ano, ano e meio. Tenha objetivos mais imediatos; tal como aprender uma nova língua. Que tal Mandarim?
8.    Pergunte-se todos os dias: “O que posso fazer hoje para ficar mais afiado(a)?”
9.    Coloque este pôster no seu escritório: “Existe um lugar especial para quem ajuda os outros.”
10.    Por fim, seja uma pessoa de caráter. Ainda que seja um canalha, poderá tirar vantagem de outros e subir na carreira, mas sua reputação não permitirá que fique lá em cima, e a queda será inevitável.
Pense e reflita. Grandes mudanças são difíceis de fazer e não se fazem da noite para o dia. Faça pequenas mudanças sempre e se torne um profissional melhor a cada dia.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

TRABALHO EM EQUIPE – UTOPIA E REALIDADE.

Um dos quesitos mais importantes para qualquer profissional é a capacidade de trabalhar em equipe. No mundo cada vez mais complexo em que vivemos, muitas vezes não é mais possível fazer as coisas sozinho, e o sucesso de seu trabalho acaba dependendo intrinsecamente do trabalho de outras pessoas, nem sempre subordinadas diretamente a você.
Cada vez mais, a formação de equipes multidisciplinares é uma forma de obter resultados melhores e mais rápidos, favorecendo a busca de novas soluções para velhos problemas.
Neste novo universo de atividades interativas, a habilidade de trabalhar com pessoas diferentes em qualificação e personalidades acaba sendo fundamental para que se chegue aos resultados esperados e até sejam superados.
O grande problema acaba sendo lidar com a neutralização dos egos e lidar com a individualidade, em busca de soluções ou decisões tomadas por uma maioria. A própria característica que dá vantagem a um grupo com diversas habilitações pode ser o calcanhar de Aquiles, devido às diferenças de opinião que fatalmente surgem nas decisões que se precisa tomar.
Democraticamente falando, com muitas cabeças pensando, seria de se esperar que a melhor decisão surgisse naturalmente, e ela fosse escolhida para ser implementada pelo grupo.
Mas este processo não é tão simples assim. Emocionalmente (e somos todos seres emocionais), é muito difícil apoiar ou trabalhar em prol de algo com o qual você não concorda. Difícil, mas não impossível.
Mas, um profissional que tenha seu voto vencido numa destas discussões, poderá boicotar a sua parte no processo, sem nunca parecer que está fazendo isso. É notório o caso de trabalhadores que fazem de conta que “compraram” a idéia do chefe, de fazer isto ou aquilo, mas na prática, o que foi planejado nunca acaba sendo implementado, ou a equipe o faz do jeito que acha de deve ser feito e não segundo o que foi preconizado.
Num grupo multidisciplinar, exercer a liderança é algo muito mais complexo de se conseguir. Fica então a pergunta:
- Você consegue apoiar ou trabalhar em prol de uma coletividade, mesmo que não concorde com a decisão tomada, e fazer o seu melhor para que os objetivos definidos sejam alcançados pela equipe? Você consegue evitar de emitir comentários críticos ou dizer a famosa frase “Eu não avisei?” quando algo não dá certo?

Pense nisso, da próxima vez que seu ponto de vista, ou sua opinião for vencida em uma decisão da equipe em que estiver trabalhando.