segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Corvette C1 - 1:64

O Corvette foi lançado em 1953.

As sucessivas gerações do Corvette acabaram sedo nomeadas com a sigla “C1”, “C2”, “C3” e assim por diante. Na C1, a primeira geração, lançada na Motorama, em 1953 tinha os faróis inclinados e as lanternas traseiras pontudas, bem no estilo “jet/rocket” futurista da época. O primeiro carro esporte americano, produzido com a carroçaria em fibra-de-vidro, quebrou os paradigmas do mercado que consumia grandes sedãs, station-wagons e pick-ups. Para um carro que aproveitava diversos componentes “de prateleira” da GM (para reduzir custos), o design diferenciado e a configuração de um roadster de dois lugares geraram um entusiasmo inesperado junto ao público e à montadora, de modo que o Corvette foi lançado no mercado apenas um ano depois de sua apresentação como protótipo.
A foto mostra esta primeira versão do Corvette, e nota-se que o modelo da Johnny Lightining reproduz com mais perfeição, inclusive na configuração de cor, todos os exemplares deste ano foram produzidos na cor Polo White, com interior na cor Sportsman Red, devido à rapidez com que a Chevrolet queria colocar à disposição do público, não podia dar muitas opções de escolha.
Os Corvette da Geração C1 da Johnny Lightning. 
O detalhamento destes modelos é muito bom para a escala.
No decorrer dos anos, os faróis ficaram mais verticais, os para-choques mais pronunciados, e a traseira ganhou um design mais limpo, com as lanternas embutidas no perfil dos para-lamas traseiros.
Um detalhe marcante a partir do modelo ’56 foi o recorte lateral que começava na caixa das rodas dianteiras e avançava até o meio das portas. Comenta-se que o desenho foi inspirado em uma versão da Ferrari 375 America  ̶  customizado pelo Carrozziere Sergio Scaglietti  ̶  feita a pedido do cineasta italiano Roberto Rosselini para presentear a sua mulher, a bela atriz sueca Ingrid Bergman.
O modelo da Hot Wheels tem as rodas mais detalhadas do que as versões Mainline, e a qualidade geral do acabamento é realmente melhor do que as versões comuns, com o friso cromado no topo do para-brisas, no contorno superior dos assentos e na moldura do recorte lateral. Isto é confirmado pelo capô do motor que se abre, detalhe que não existe nos Mainline. O modelo da Johnny Lightning tem o bom acabamento da marca, com as rodas mais fiéis ao original, até com as faixas brancas os pneus. Também tem abertura do capô do motor, com os para-choques minúsculos abaixo dos faróis e lanternas dianteiras, e a placa que não existe no Hot wheels.
A versão de 1962 teve a primazia de ser o primeiro carro americano a ter faróis duplos na dianteira, junto com novas entradas de ar, tornaram a frente mais agressiva. Já equipado com novos motores V8 mais potentes, o Corvette se firmou como um verdadeiro esportivo. Este modelo foi o último equipado com eixo rígido na traseira, o último em que os faróis eram expostos (até o modelo 2005), o último a ter um capô para acessar o porta-malas (até o modelo 1988), e equipado com o motor V8 de 327 polegadas cúbicas com 360 hp na versão com injeção eletrônica, era o automóvel mais potente fabricado em série no mundo, superando os 240 km/h de velocidade máxima.
Os modelos da foto são da Hot Wheels, sendo o azul acima um exemplar da Serie Real Riders, que vem com rodas diferenciadas e pneus de borracha, com um acabamento um pouco melhor do que os modelos comuns. Em muitas séries especiais da Hot Wheels, as rodas traseiras são um pouco maiores do que as dianteiras, um resquício visual dos americanos relacionado com os dragsters, ou Hot Rods, que tinham pneus e rodas maiores na traseira. Nota-se que o casting do modelo cinza é o mesmo do Real Raiders, mas não há cor diferenciada no recorte lateral, nem os faróis tem a pintura prateada, e as rodas são comuns com vários modelos da linha normal.

REFERÊNCIAS:
Os modelos apresentados fazem parte de minha coleção particular.



FRANKENSTUDE


O Frankenstude foi construído por Thom Taylor em 1990, como uma resposta a Larry Erickson, o criador do Cadzilla, que foi construído por Boyd Coddington. Thom chegou a mostrar seus desenhos para Boyd, mas ele não aceitou construir o carro.Felizmente, Thom encontrou Steve Anderson, que estava entusiasmado em ter um carro radical – e o projeto começou a se materializar, pelas mãos de Greg Fleury; que pegou a plataforma de um Studebaker Starlight de 1948, juntou o capô e o nariz do modelo 1951, combinou com os paralamas dianteiros de 1950 e os traseiros do modelo 1947. Além disso, muitos painéis foram fabricados para se combinar com as peças de anos tão diversos.
O trabalho levou dois anos para começar a aparecer e mais cinco para completar a engenharia do modelo e finalizar todo o acabamento externo e interno.
O Frankenstude é movido por um motor V8 Chevrolet L-98 de 350 cid, com 400 hp. Greg acoplou uma transmissão automática da GM, a 700R4 e instalou o trem de força num subchassi tubular na dianteira.
Abertura do capô "Flip-Nose" e portas estilo "tesoura".
Thom planejou o Frankenstude para ter tração nas quatro rodas, então Greg usou peças do eixo dianteiro de uma pick-up GMC e o transeixo traseiro do Corvette, com sua suspensão independente com freios a disco. As rodas são especiais de 17 polegadas e as portas tem uma abertura em duas fases: elas de afastam do carro e depois sobem no estilo “tesoura”. Todo o interior foi feito sob medida, desde o painel de instrumentos, bancos, laterais, piso e teto, e tem um volante com design feito por Boyd Coddington. O capô do motor se abre no estilo Flip-Nose, revelando toda a mecânica e o subchassi tubular.
O modelo foi pintado num tom de roxo especial (Purple) elaborado pela empresa House of Colors. Quando o Frankenstude foi mostrado ao público, a revista Hot rod listou este modelo em sua lista “Top 100 Hot Rods que mudaram o mundo”.

EM ESCALA
O Frankenstude foi reproduzido na escala 1:64 pela Johnny Lightning, com seu design característico, porém não com a sua cor original. O modelo acompanha a modernidade do desenho de Thom Taylor, inclusive as rodas especiais em liga. Apenas as rodas traseiras acabaram ficando maiores do que o original, mas não depõe contra a miniatura, pois ela fica quase toda escondida no paralama traseiro.

REFERÊNCIAS:


sábado, 29 de junho de 2019

Chevrolet Aerovette


O Aerovette foi um Corvette experimental que começou sua vida com a sigla de XP-882, denominado Astro-Vette, um dos vários protótipos com motor central, neste, um V8 montado transversalmente. Duntov e sua equipe construíram inicialmente dois protótipos durante o ano de 1969, mas John DeLorean, Gerente Geral da Chevrolet, cancelou o programa considerando-o impraticável e custoso. Entretanto, quando a Ford anunciou os planos de vender os DeTomaso Pantera através dos distribuidores Lincoln-Mercury, DeLorean voltou atrás e decidiu que o XP-882 fosse apresentado no New York Auto Show de 1970.
Em 1972, DeLorean autorizou a retomada do XP-882 para desenvolver chassis, e deu-lhe um novo codinome: XP-895, e uma nova Carroçaria foi preparada com design semelhante, mas feita de aluminio em parceria com a Reynolds, vindo a ser conhecido como “Reynolds Aluminium Car”.
A motorização era uma junção de dois motores Wankel de dois rotores, somando 420 hp, e nesta configuração, foi apresentado em 1973. Outro exemplar apareceu logo depois, o XP-897 GT, mas este utilizava um motor de apenas dois rotores. Com a crise do petróleo instalada, a GM cortou todos os investimentos nos motores rotativos, e este ultimo protótipo XP-897 GT foi vendido para Tom Falconer, que substituiu a unidade da GM por um motor Wankel do Mazda 13B em 1997.
O protótipo do XP-895 teve o motor rotativo substituído em 1976 por um V8 de 400 cid (6.600 cc), recebendo o nome de Aerovette a aprovado para produção em 1980. Este modelo tinha as portas no Sistema de asa-de-gaivota, e o modelo de produção tinha a previsão de ser equipado com um V8 de 350 cid (5.700 cc), e preços em torno de US$ 15-18,000. O para-brisas fortemente inclinado e em forma de “V” buscava a eficiência aerodinâmica, e foi projetado em tunel de vento para redução do arrasto aerodinâmico, enquanto buscava atender à legislação americana sobre as especificações de altura do para-choques, que tinham um sistema de absorção de choques, sem sofrer danos em impactos até 10 km/h.
Era equipado com uma Caixa de transmissão automática de três velocidades, as suspensões independentes tinham braços em forma de “A” na dianteira e barras de torção longitudinais na traseira, complementados por amortecedores telescópicos coaxiais com molas incorporadas. Direção por pinhão e cremalheira e freios a disco nas quatro rodas completavam o pacote de desempenho.
O interior com estofamento em couro prateado, tinha painel com diversos mostradores digitais, e era acoplado à coluna de direção ajustável, permitindo ao motorista visualizar todos os instrumentos em qualquer posição que regulasse o volante.
Neste tempo, Duntov, Billl Mitchell e Ed Cole se retiraram da GM, e David McLellan decidiu que carros com motores dianteiros seriam mais econômicos e lucrativos, com a mesma performance e desempenho. Ao mesmo tempo, as vendas de carros com motor central/traseira estavam caindo nos Estados Unidos, e carros como o Datsun 240Z estavam na preferência do Mercado. Estes fatores foram determinantes para o encerramento do Aerovette como uma opção para avanços tecnológicos na plataforma do Corvette.

EM ESCALA
O Aerovette foi reproduzido pela Johnny Lightning na escala 1:64, com as linhas gerais do modelo original, com as restrições devidas à escala. O que mais chama atenção são as proporções das rodas e pneus, um tanto exagerados, assim como os recortes de portas mais pronunciados do que deveriam, dando um aspecto grosseiro ao modelo. Também a parte inferior da saia dianteira e do balanço traseiro não condizem com o protótipo real, que não tem estas partes divididas da carroçaria. No entanto, a exclusividade da miniatura de um carro conceito, que não chegou à produção, valoriza a peça para os que gostam do Corvette.

REFERÊNCIAS:



segunda-feira, 17 de junho de 2019

Comparativo Corvette C6 - 1:64


Greenlight – Matchbox – Hot Wheels

Ao colecionar modelos, sempre temos alguns de nossa preferência, e os Corvette tem sido uma das minhas paixões. Gosto muito dos americanos e europeus dos anos 50 e 60, e quando vamos colocando os modelos de diversos fabricantes lado a lado, podemos ver as diferenças de casting e acabamento que cada um tem.

Neste comparativo, temos o Corvette C6 da Greenlight, da Matchbox e da Hot Wheels, e já notamos que as linhas do Greenlight parecem mais delicadas, até porque este é o único que abre o capô dianteiro. Ele tem as bordas do para-brisas, janelas e vigia traseira emolduradas em preto, limpadores e cobertura dos faróis principais, itens inexistentes nos outros modelos. Os recortes de ventilação do motor no paralama dianteiro e do freio antes da caixa da roda traseira são bem definidos e enriquecem a lateral do modelo. Os espelhos retrovisores têm o desenho e proporções corretos, na medida do possível nesta escala. Há os olhos de gato nas laterais e a lanterna de posição dianteira vem pintada de prateada, contribuindo para uma boa impressão quando olhamos a frente do modelo. Na traseira, as lanternas são bem demarcadas e as saídas de escapamento são bem reproduzidas. As rodas e pneus parecem um pouco fora de proporção, os da Matchbox parecem mais adequados para um modelo esportivo como esse.
O casting da Matchbox é mais rústico, com os recortes de portas e capô exagerados, assim como a junção superior do para-brisa com o teto ficou um degrau estranho ali. Ele traz os limpadores mais simplificados, que o Hot Wheels não tem. Como citado, as rodas parecem mais proporcionais em termos de perfil e tamanho da roda, que tem um desenho comum a muitos modelos da Matchbox. A frente é pouco detalhada, e quase não se nota as luzes de posição nas extremidades da abertura de ventilação frontal. Os espelhos são afixados no canto inferior da janela das portas, e a traseira tem pouco detalhamento, sem as lanternas demarcadas em vermelho, como no Greenlight.
Já o Hot Wheels tem o casting padrão da empresa, bem pouco detalhado, e sendo um Mainline, traz as rodas padrão, não tem espelhos retrovisores, nem limpadores de para-brisas, nem um decalque nos faróis dianteiros. Na lateral, a abertura de ventilação no paralama dianteiro aparece, mas não há a entrada de ar para o freio traseiro. Não há detalhamento de molduras do para-brisas, janelas ou vigia traseira. Na traseira, as lanternas também não trazem decalques, nem placa, nem saídas de escapamento. O spoiler dianteiro parece um tanto exagerado, bem menor no Matchbox e inexistente no Greenlight.
Em termos de decoração, o Greenlight reproduz um carro normal, o Matchbox traz duas largas faixas pretas com frisos brancos, denotando uma versão diferenciada, e o Hot Wheels traz umas faixas laterais bem fantasiosas. Este modelo do Corvette acaba deixando a desejar, porque a Mattel tem outros modelos que são bem melhor detalhados no que diz respeito ao acabamento.

https://www.facebook.com/hotcustoms.garage


segunda-feira, 8 de abril de 2019

PONTIAC – UMA DAS CINCO DIVISÕES DA GM E SUA BREVE HISTÓRIA


A Pontiac começou como uma linha complementar dos carros de luxo da General Motors, denominada Oakland Automobiles; mas em 1933, a Pontiac suplantou a popularidade da Oakland e desde então se tornou uma das cinco principais divisões da GM, posicionada acima da Chevrolet, mas abaixo da Oldsmobile, Buick e Cadillac. O nome tem origem no Chefe Pontiac, um líder da etnia Ottawa, que lutou contra a ocupação inglesa na região dos Grandes Lagos nos anos 1763 a 1766.
A Divisão cresceu com o Pontiac Chief de 1927, que vendeu 76.742 unidades em um ano; e nos anos seguintes, já compartilhando as plataformas com as demais Divisões, os Pontiac eram carros sólidos e confiáveis, mas nem tão potentes.
O Pontiac Chief de 1927 e o De Luxe Conversível de 1939
Após a II Guerra, a transmissão Hydra-matic automática introduzida em 1948 ajudou as vendas a continuarem subindo, mesmo com seus modelos ficando desatualizados e relação à concorrência.
Pontiac Silver Streak Convertible Coupe de 1948
O renovado modelo de 1948 trouxe um novo estilo, mais baixo e com os paralamas integrados à carroceria e em harmonia com o estilo da traseira dos novos carros. A década de 1950 trouxe um revival no design, produzindo carros que marcaram suas épocas, com muitos cromados e os famosos ‘rabos-de-peixe’.
Os quatro faróis num anuncio de 1960
Quando surgiram os quatro faróis no final da década de 1950, a Pontiac se ‘apropriou’ deste detalhe, e durante muitos anos, todos os Pontiac tinham quatro faróis, assim como a grade repartida em dois elementos. O surgimento do Mustang em 1964 agitou o mercado e a GM revidou com o Camaro em 1967; e com o compartilhamento de plataformas, a Pontiac ganhou a sua versão: o Firebird, lançado o mesmo ano que o Camaro.
Pontiac GTO 1967 e Firebird 1970
Outro notável Pontiac foi o GTO de 1964, considerado por muitos como o primeiro Muscle-car, cuja definição simplificada era “um carro médio com um potente motor V8 e tração traseira” para atender à crescente popularidade das corridas de Dragsters, e dos motoristas que desejavam andar com um deles nas ruas. O modelo de 1967 virou um ícone dos Muscle-cars até hoje é muito procurado pelos colecionadores.
Os anos 1970 foram conturbados com a legislação de emissões e itens de segurança, a crise do petróleo e redução de tamanho dos carros e da potência dos motores. Um marketing um tanto confuso para posicionar corretamente os Pontiac em relação às outras divisões da GM somado a estes fatores do mercado começaram a provocar um lento decréscimo da Divisão durante a década.
Michael Knight em ação e o Pontiac Firebird Trans-Am de 1982: K.I.T.T.
A partir de 1982, com o sucesso do seriado da NBC “Knight Rider”, o Firebird alçou novos voos, em especial com a versão Trans-Am que Michael Knight (David Hasselhoff) utilizava na sua luta contra o mal. O Fiero que surgiu em 1984 quebrou as regras e se tornou um sucesso, focando agora na tecnologia digital e na eletrônica, bem como na engenharia dos motores e suspensões, freios ABS e comandos do rádio no volante eram algumas das novas tecnologias aplicadas nos modelos desta década, assim como a transição para tração dianteira em detrimento da traseira.
Pontiac Fiero de 1984 e Transport dos anos 1990
Os motores Quad-4, airbags, freios ABS e materiais compostos foram a bola da vez, assim como o aparecimentos das minivans como alternativa para as tradicionais Station-wagons. Mesmo assim, a marca não animava os consumidores e os anos 1990 viram os carros japoneses tomarem posições no ranking de vendas, obrigando as montadoras americanas a fazerem joint-ventures e acordos de todo tipo para não perderem mercado.
O Pontiac Firebird de 2005: um clone do Holden Monaro da GM australiana
Em 2002, tanto o Camaro como o Firebird foram descontinuados, como resultado da saturação do segmento de modelos esportivos e consequente declínio de vendas. O GTO, que por anos foi um ícone da marca, como precursor dos Muscle-Cars, agora era uma versão do Holden Monaro australiano, e não chegou a atingir a meta de 18.000 unidades prevista para o ano.
Pontiac Aztek, eleito um dos mais feios carros já construídos
A gota d’água foi o Aztek, um SUV considerado o mais feio carro jamais fabricado, e que era usado pelo personagem Walter White, no seriado Breaking Bad. Com o relançamento do novo Camaro em 2006, surgiram rumores de que a Pontiac teria o seu Firebird baseado na nova plataforma, entretanto, isso não aconteceu.
Pontiac G6, o último a sair das linhas de montagem, em 2010
Em 2 de dezembro de 2008, debaixo da maior crise em toda a sua história, a GM anunciou que extinguiria diversas marcas, inclusive a Pontiac; para ter o direito de receber um empréstimo do governo na ordem de US$ 25 bilhões. O último modelo produzido, um G6 quatro portas sedã, saiu da linha de montagem de Orion Township Assembly Line em janeiro de 2010, encerrando um trajetória de 84 anos.

REFERÊNCIAS:

CRÉDITOS DAS IMAGENS:

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Toyota 2000 GT

Sakichi Toyoda patenteou seu primeiro tear automático em 1891, e se dedicou a aperfeiçoar cada vez mais os teares, criando um dispositivo para interromper a fiação nas máquinas de tecelagem quando o fio acabasse, de modo a não continuar produzindo um tecido defeituoso. Seus teares eram dez vezes mais baratos do que os alemães e quatro vezes do que os franceses, conseguindo bons contratos de exportação de seus equipamentos.
Prosperando com a tecelagem, seu filho Kiichiro, que ficou impressionado com os automóveis na viagem que fez aos Estados Unidos em 1922, passou o restante da década pesquisando o assunto e convenceu o pai a entrar numa nova atividade: construir automóveis. Em 1929, Sakichi vendeu seus direitos sobre as patentes de teares e um ano antes de falecer, transferiu a empresa para seu filho.
O primeiro motor surgiu em 1934 (Tipo A, com seis cilindros e 3,4 litros), e em 1935 o primeiro protótipo do Toyota Modelo AA, que saiu da linha de montagem já em 1936. Em 1937, a companhia cortou os laços com a tecelagem e mudou o nome para Toyota. Em japonês, Toyoda é escrito com dez traços, e Toyota com apenas oito, considerado um número de prosperidade. Assim, nasceu a maior montadora de carros do mundo.
No início dos anos 1960, a Toyota já era um grande fabricante de automóveis, mas a percepção que o mercado tinha era de que fazia apenas carros confiáveis, econômicos, porém, muito chatos. A Chevrolet tinha o Corvette, a Ford celebrava vitórias com o GT40, a Nissan tinha o Fairlady se posicionando para chamar a atenção dos jovens.
Toyota Sports 800
Na sequência do lançamento do Honda S800, em 1965, a Toyota colocou no mercado o Sports 800, um pequeno esportivo de 800 cc, que era uma evolução dos “Key-Cars” japoneses, limitados a 600 cc para uso estritamente urbano.
Outro fator importante para o surgimento do 2000 GT foi a presença de Albrecht Graf von Goertz, um designer alemão, protegido de Raymond Loewy, que no início dos anos 1960 havia ido trabalhar na Yamaha. Ela colaborava com a Nissan para desenvolver um cupê esportivo, pois o mercado para pequenos roadsters era limitado. O protótipo A550X foi construído, e as linhas da dianteira lembravam o estilo da segunda geração do Corvette. A Nissan decidiu não prosseguir com o projeto da Yamaha, mesmo assim, ela não desistiu de desenvolver o modelo e em setembro de 1964, construiu um protótipo funcional. Assim, a Yamaha contatou a Toyota, a mais conservadora montadora do Japão, oferecendo o projeto neste estágio bem avançado.
O protótipo do Nissan A550X

A Toyota obteve algum sucesso no primeiro e segundo Grand Prix Japonês em 1963 e 1964, e o crescente entusiasmo pelo esporte motor no Japão, o mercado pedia aos fabricantes produzirem carros esportivos de bom desempenho.
A Toyota, percebendo o potencial da idéia, e necessitando alavancar sua imagem corporativa, aceitou prontamente a proposta, e começou a desenvolver o carro logo após o Grand Prix do Japão de 1964. Soichi Saito era o supervisor do projeto, mas o design do Toyota 2000 GT é creditado a Satoru Nozaki. O briefing era simples: “Faça o que for necessário para não apenas produzir o 2000 GT, mas torná-lo um dos – talvez o – maior carro do mundo.”
A apresentação do Toyota 2000 GT no
Tokyo Motor Show, de 1965
No Tokyo Motor Show de 1965, o protótipo 280 A1 com as linhas definitivas foi apresentado ao público, revolucionando a imagem dos fabricantes japoneses, que agora podiam rivalizar com as grandes marcas européias e americanas com seu esportivo.
Com seu design típico dos esportivos da época, como o Jaguar E-Type, tornou-se um clássico por si só. A carroçaria de alumínio com seu longo capô e traseira curta, faróis escamoteáveis (pop-up), e as grandes lâmpadas de posição (como no Sports 800), com sua cobertura de plexiglass tornaram-se a marca registrada deste esportivo. Com suas linhas curvas e atraentes, deixou a semelhança com o Corvette Sting Ray, aproximando mais do estilo dos esportivos europeus, porém com um marcante estilo japonês.
Extremamente baixo (116 cm), com seu perfil esguio e elegante, para-choques minúsculos, sua cabine foi projetada em função da melhor pilotagem para o motorista. Possuía uma boa ergonomia e painel de instrumentos completo, sendo o volante, console central e parte do painel com apliques de madeira em pau-rosa, no espirito da Divisão de Piano da Yamaha.
O completo painel de madeira da versão com volante à esquerda.
Foram construídos seis protótipos como pré-produção, e o Toyota 2000 GT foi fabricado de 1967 a 1970, e distribuído por uma rede de vendas denominada Toyota Store. Apenas 351 unidades foram construídas pela Yamaha e comercializadas no mercado, número comparável à produção dos esportivos italianos de elite na sua época. De acordo com os registros internos, foram produzidos 233 MF10’s (versão japonesa), 109 MF10L’s (versão com volante à esquerda, para exportação) e 9 MF12’s (com motor 2,3 litros SOHC). Somente 60 unidades foram exportadas para os Estados Unidos, e poucas unidades para outros países do mundo. A maioria era pintada de branco (Pegasus White) ou vermelho (Solar Red). Outra cor era um tom de amarelo denominado Bendix Yellow.
A Revista Road & Track testou um modelo de pré-produção em 1967, e qualificou o carro como “um dos mais excitantes e prazeirosos carros que já pilotamos” e comparou-o favoravelmente ao Porsche 911. Vendido por cerca de US$ 6,800 nos Estados Unidos, era mais caro do que o Porsche 911 ($6,050), Jaguar E-Type ($5,585) e Corvette ($4,721) do mesmo período. Estima-se que a Toyota nunca obteve lucro com o 2000 GT, apesar do preço cobrado acima dos concorrentes. O Toyota 2000 Gt tornou-se o primeiro carro colecionável japonês, e é considerado como um “Super carro” similar aos europeus. Alguns exemplares do 2000 GT foram leiloados por mais de US$ 1,200,00; comprovando a valorização do veículo junto aos aficcionados por clássicos.

DADOS TÉCNICOS
O seis cilindros com duplo comando
O motor do Toyota 2000 GT era um 2,0 litros, com seis cilindros em linha (Código 3M) baseado no motor que equipava o top-de-linha Toyota Crown sedan. Ele foi preparado pela Yamaha, que colocou um comando duplo no cabeçote (DOHC), produzindo 150 hp a 6600 rpm e um torque de 129 lb/ft a 5500 rpm. A carburação tinha três Solex duplos 40PHH e os coletores de exaustão eram dois 3x1 que se juntavam em um só.
Nove unidades foram equipadas com um motor com 2,3 litros, mas com comando simples (SOHC), codificado como 2M. Havia disponibilidade de três relações diferentes para o diferencial. O que tinha relação de 4.375:1 fazia o carro atingir a velocidade de 135 mph (217 km/h) e alcançar um consumo de 7,59 litros/100 km. A aceleração de 0-100 km/h era feita em 8,6 segundos.
O 2,3 litros e comando simples na cabeça
O motor tinha posição longitudinal, tracionando as rodas traseiras com um câmbio manual de cinco marchas; um diferencial de deslizamento limitado era padrão de linha, o primeiro num carro japonês, e vinha com freios a disco (11 polegadas na dianteira e 10,5 na traseira) servo-assistidos nas quatro rodas, também o primeiro com esta configuração. Detalhe da alavanca do freio de estacionamento saía do painel, ao lado da alavanca de câmbio, acionando os discos traseiros. O chassi monobloco com carroçaria de alumínio garantia o baixo peso de 1.120 kg, com as suspensões independentes nas quatro rodas com braços assimétricos, proporcionavam um bom desempenho dinâmico; a direção de pinhão e cremalheira completava o pacote para um bom desempenho.
Em 1969, a frente foi levemente modificada, reduzindo o tamanho das lâmpadas direcionais e o formato dos piscas. Os piscas traseiros foram aumentados por sua vez, e o interior foi modernizado. Alguns poucos exemplares no final da produção saíram equipados com ar condicionado e transmissão automática de três velocidades como opcionais. Estes modelos tinham uma abertura adicional na parte inferior da grade dianteira para alimentar a unidade de ar condicionado.
O Toyota 2000 GT media 4,175 m, com entre-eixos de 2,330 m, largura de 1,60 m; sua altura era de 1,16 m e pesava 1,129 kg.

EM COMPETIÇÕES
O 2000 GT que correu nos 1000 km de Fuji - AutoArt 1:18
A Toyota colocou o 2000 GT em corridas locais, chegando em terceiro no Grande Prêmio do Japão em 1966, e vencendo os 1000 km de Fuji em 1967, com outro exemplar chegando em terceiro lugar (todos estes carros eram protótipos da pré-produção ainda). Adicionalmente, a Toyota preparou um deles e realizou um teste na pista de Yatabe, onde o carro bateu vários recordes mundiais da FIA para velocidade e Endurance de 72 Horas. Infelizmente, o carro que bateu esses recordes foi destruído num acidente e sucateado. Os recordes não duraram muito, pois o fato chamou a atenção da Porsche, que preparou um 911R especialmente para superar tais recordes.
Os Toyota 2000 GT de Carrol Shelby em 1968
Num acordo feito com Carrol Shelby, a Toyota cedeu para a sua equipe e inscreveu dois exemplares do 2000 GT nas provas da SCCA na categoria C-Production em terras americanas e tinha mais um de reserva. Os carros receberam rodas de magnésio 15 x 7 polegadas com pneus de corrida especiais de perfil baixo, e a suspensão foi rebaixada em 2,5 polegadas. No entanto, o cabeçote projetado pela Yamaha não era fácil de modificar para aumentar a compressão nos cilindros, e o 2000 GT teve de usar dois carburadores triplos Mikuni, ao invés dos WEBER, que davam mais potência. Os motores alcançaram 200 hp e mesmo com problemas de confiabilidade, se classificaram bem em diversas etapas. No total, foram quatro vitórias, oito segundos lugares e seis terceiros, com os carros nº 23 e 33 pilotados por Scooter Patrick e Dave Jordan; mas insuficientes para vencer o campeonato, que ficou com a Porsche e seus 911. Apesar da boa performance dos veículos, a Toyota decidiu retirar-se do campeonato e a temporada de 1968 foi a única em que participaram nos Estados Unidos. A Toyota resgatou um dos carros e o transformou numa réplica do carro que bateu os recordes da FIA, estando no acervo histórico da empresa até hoje. Os outros dois carros da Shelby foram vendidos e ainda permanecem nos Estados Unidos.
Registros indicam que 14 unidades foram preparadas para participar em competições.

O exemplar trazido dos EUA e replicado como o modelo que bateu vários recordes da FIA.


2000GT CONVERSÍVEL, “BOND MODEL”
O 2000 GT fez sua mais famosa aparição nas telas no filme de James Bond “You Only Live Twice” (em português, 'Só se vive duas vezes'), com a maior parte do filme se passando no Japão.
Albert R. Broccoli, diretor do filme, se apaixonou pelo carro na fase de pré-produção do filme e convenceu a Toyota a ceder os carros para as filmagens. Apesar do carro nunca ter uma versão conversível, foram fabricados dois exemplares especialmente para as filmagens. A altura de 1,90 m de Sean Connery impedia que ele coubesse confortavelmente no baixo cupê, e originalmente era previsto que o carro seria um modelo targa, eliminando apenas o teto na parte central; porém, quando o ator sentou no carro, a cabeça dele ficou além da altura do carro, e a produção do filme não poderia deixar passar este aspecto que ficaria muito ridículo nas cenas de Bond.
O 2000 GT com a configuração Targa
Em duas semanas, a Toyota criou a versão conversível, removendo toda a parte superior da cabine, mas não era um conversível funcional, e o teto recolhido na traseira era somente simulação, e como no filme o carro pertencia ao Serviço Secreto japonês, era equipado com camera atrás da placa de licença, gravador de vídeo no porta-luvas, um monitor colorido no painel, um sistema de áudio com alto-falantes, um transmissor e um telefone celular.
No filme, o carro foi dirigido principalmente pela namorada de Bond, Aki (Akiko Wakabayashi) no filme, mas ela não tinha licença para dirigir, então dois pilotos de testes (Hiroshi Fushida e Tomohiko Tsutsumi) da Toyota se revezaram na direção usando uma peruca. As imagens em que ela parece pilotar o carro foram feitas no Pinewood Studios em Chroma-Key.
Depois das filmagens concluídas, o carro equipado com gadgets ficou na Inglaterra e desapareceu misteriosamente; presume-se que este exemplar acabou com um colecionador da Inglaterra, mas ele não fez nenhuma aparição desde então, e atualmente se questiona se este carro especial ainda esteja em uma coleção particular ou talvez não exista mais.
O carro de apoio era usado para fins promocionais e foi exibido no Salão de Genebra em março de 1967. Ele foi pintado de azul e recebeu alguns adesivos “007” espalhafatosos. Foi repintado de cinza, e foi usado como Pace-Car em algumas corridas no Fuji Speedway, e fez uma aparição no Havaí, em 1977. Ele foi re-comprado pela Toyota e totalmente restaurado no Japão; e hoje está no Museu do Automóvel da Toyota em Aichi.

Relata-se que os diretores da Toyota ficaram decepcionados quando assistiram o filme de Bond, pois o Toyota acabou aparecendo poucos minutos no decorrer do filme. Apesar disso, ele ficou instantaneamente famoso, e muitos queriam possuir um conversível como do filme; mas como não havia essa versão, muitos proprietários converteram o cupê num conversível. Um deles era o inglês Peter Nelson, então dono do James Bond Museum em Keswick, Cumbria, Inglaterra. Ele tentou uma oferta para a Toyota pelo carro que estava no museu da montadora, mas não houve negócio. Então, ele começou a converter um 2000 GT comum na versão de Bond, e levou quatro anos e uma montanha de dinheiro na tarefa. Ele conseguiu obter até mesmo o painel de instrumentos original que a EON Productions havia feito para o carro do filme, com a tela de TV e tudo. Peter Nelson tinha em seu museu cerca de 30 carros utilizados em filmes de James Bond, e infelizmente, em maio de 2011, o Museu encerrou suas atividades, e todo o seu acervo foi transferido para Miami, nos Estados Unidos. O Toyota 2000 GT que ele construiu está hoje na Dezer Collection, de Michael Dezer.

EM ESCALA
AutoArt em 1:18
O Toyota 2000 GT tem diversos modelos reproduzidos em escala, sendo o mais detalhado o da AutoArt, na escala 1:18, na tradicional cor branca e rodas de liga, também em outras cores e com rodas raiadas, além das decorações em que Carrol Shelby competiu na SCCA na temporada de 1968 e a versão que correu nas 24 Horas de Fuji em 1967. O modelo da AutoArt foi lançado em 2003, mas em 2018, com a cooperação do Museu Toyota na província de Aichi, o carro real foi escaneado em 3D e produziu-se um novo molde. O modelo aqui retratado é um desses novos exemplares, e a qualidade da miniatura é impressionante, especialmente os vãos das peças móveis são muito reduzidos. O modelo tem uma lingueta de plástico macio para introduzir nas frestas e abrir as partes móveis.
O abridor das partes móveis
Outras empresas produzem o modelo em 1:43 (EBBRO, CORGI, SCHUCO, NOREV, TEKNO). A Make Up apresenta o 2000 GT na versão Roadster (1:43). A versão da MEBETOYS italiana é muito bem detalhada, com abertura da portas, capô dianteiro com motor e traseiro mostrando o estepe; a empresa foi adquirida pela Mattel em 1969, e com o tempo, a linha acabou descontinuada. A EBBRO produz o 2000 GT também na escala 1:24. A CORGI lançou a série Corgi Classics em 1997 por ocasião dos 30 anos do filme “You only live twice” com o 2000 GT acompanhado da figura de Ernst Stavro Blofeld, o supervilão chefe da SPECTRE e arqui-inimigo do MI-6. O modelo também fez parte da série The Definitive Bond Collection (2000) e The Ultimate Bond Collection (2001), A CORGI também faz o modelo na escala 1:64 dentro da série Whizzwheels (1999). A IXO-ALTAYA lançou em 2016 a coleção The James Bond Cars, com os modelos acondicionados num case em que um diorama reproduz a cena do filme onde o carro aparecia. O 2000 GT está no porto de Tóquio e tem as figuras de Bond e Aki. A MINICHAMPS lançou o 2000 Gt em 2003, com sua habitual qualidade em detalhes, e hoje é dificil de ser encontrada pela tiragem que foi produzida.
EBBRO e MEBETOYS em 1:43
Make Up Roadster e Schuco em 1:43
O 2000 GT da CORGI em 1:43 com as figurtas de Bond e Aki tinha quatro mísseis ejetáveis no porta-malas
O modelo da IXO-ALTAYA e o da MINICHAMPS EM 1:43
Hot Wheels Cupê e Roadster em 1:64; o vermelho e o preto são da Mainline e o roadster é o temático do filme.



Os Slot Cars da Racer em 1:32

A Racer produz as versões Shelby como Slot Cars (1:32). Hot Wheels fez um preto e outro vermelho na tradicional escala 1:64 na série Retro Entertainment de 2015, e lançou também a versão roadster nas habituais séries temáticas com o logo "007" com o título do filme de Bond. Em 2019, por conta das Olimpíadas de Tokyo, a Mattel preparou diversas minis com a temática dos Jogos Olímpicos, e o Toyota 2000 GT era um que não podia faltar nesta série; mas com a COVID-19 se alastrando pelo mundo, o cancelamento dos jogos era inevitável, mesmo assim, a Mattel colocou os carros com seus respectivos decalques. Desde 2013, a Mattel tem o Toyota 200 GT em sua linha, e no decorrer dos anos, ele saiu em diversas cores e decorações, inclusive na edição Super T-Hunt no ano do lançamento. Ele veio na cor Spectraflame Red, base de metal e rodas especiais com pneus de borracha, os mais difíceis de encontrar, pois são 15 modelos variados por ano, um em cada lote da Mattel.



O Toyota 2000 GT da Johnny Lightning, edição de 2021


Hot Wheels da Série Japan Historics, Real Riders.
O modelo que bateu diversos recordes mundiais, hoje no Museu da Toyota.

Este Hot Wheels amarelo saiu na Mainline de 2014


Este Toyota 2000 GT é da Série HW Showroom: HW All, um Super T-Hunt de 2013


O 2000 GT da Serie Vintage Racing Club, de 2024

A Johnny Lightning (1:64) lançou em 2015 a primeira versão do 2000 GT, que voltou a aparecer no 40º aniversário dos filmes de James Bond. A japonesa TOMICA produz um exemplar na escala não muito usual de 1:59, assim como a empresa Boss Coffee (Suntory bebidas) distribuiu como brinde no 50º aniversário dos filmes de Bond o 2000 GT (escala 1:60) entre outros sete veículos do agente de Sua Majestade. A KYOSHO lançou em 2006 uma série de 12 veículos de Bond na escala 1:72, onde constava o 2000 GT cabriolet.

A Real-X tem o 2000 GT e o S800 na escala 1:87, com um bom detalhamento, para esta escala.


Majorette 1:64

Majorette 1:64

 A miniatura da Majorette (acima e abaixo) tem um casting bom, até o capô dianteiro se abre; mas as molduras dos faróis de posição são um tanto exageradas, e as rodas com as porcas "knock-off" não correspondem às originais, que eram de liga.



Majorette 1:64



TOMICA Premium 1:59

TOMICA 1:43

TOMICA 1:43, Interior com painel detalhado


TOMICA linha normal







Este é da Del Prado, em 1:43, adquirido loose, estava precisando de uma limpeza e restaurar os espelhos retrovisores.


Kyosho em 1:43, bem detalhado também

O 2000 GT da TOMICA (vermelho acima à esquerda) em 1:59 é bem detalhado, até as portas abrem, um capricho adicional nesta escala. O 2000 GT na escala 1:43 (acima) é muito bem detalhado, com rodas, faróis e lanternas, além do interior bem caprichado. Também da Série TOMICA Limited são os dois carros da Shelby, com um detalhamento melhor do que os da linha normal (abaixo).

TOMICA Limited 1:64, Shelby Car

TOMICA Limited 1:64, Shelby Car


O Toyota S800 e o 2000 GT da REAL-X na escala 1:87.

Fabricantes de kits plásticos também tem o 2000 GT no catálogo, e o modelo da IMAI na escala 1:16 tem a particularidade de ser equipado com um motor elétrico (que traciona as rodas traseiras) e acende as grandes luzes de posição dianteiras. A GUNZE faz um kit na escala 1:20. A Airfix lançou um 2000 GT em 1968 em 1:24 e tem as figuras de Aki e Bond no carro, inclusive a cabeça de Bond ultrapassa a moldura do para-brisa. A DOYUSHA também fez um kit em 1:24, mas as figuras de Bond e Aki (de biquini branco) estão em pé, fora do carro.
O 2000 GT em kit plastico da IMAI em 1:16, motorizado.
O kit da GUNZE em 1:24, retratando o modelo de 1969 já com alterações na frente.

O kit da NICHIMOCO com decoração de pista e motorizado, como o da IMAI.

O Kit da Airfix, com as figuras de Bond e Aki, em 1:24; até na ilustração da caixa,
nota-se a cabeça de Sean Connery ultrapassando a moldura do para-brisas.
O kit da DOYUSHA com as figuras de Bond e Aki, na escala 1:24.


REFERÊNCIAS: