quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Nissan Collector Set – Hot Wheels

Nissan Collector Set, 2020

Em 2020, a Hot Wheels lançou o primeiro dos Premium Collector Set, uma caixa com três carros e um caminhão-plataforma para transporte de veículos. Este Nissan Collector Set traz o Datsun Bluebird 510 Wagon, o Nissan Fairlady Z e o Nissan Laurel 2000 SGX, complementado pelo Aero Lift; este é um modelo não-licenciado, mas criado pelo designer da Mattel Mark Jones para a Série Team Transport, e é utilizado em outros Sets, com decorações diferentes de acordo com a marca dos carros ou do patrocinador da equipe de corridas.

Os modelos vêm afixados no piso da caixa com elásticos presos nos eixos e o cenário imita uma garagem da Nissan.

Os modelos deste Set

’71 Datsun Bluebird 510 Wagon

Datsun Bluebird 510 Wagon, 2020


Este modelo reproduz o carro real que Jun Imai customizou, e pela sua paixão pelos JDM, junto com Ryu Asada, foram grandes incentivadores para a Mattel lançar modelos de outros países em sua linha Hot Wheels. Ele tem modificações como os espelhos retrovisores sobre para lamas, como na década de 1970. Também o casting tem uma variante com a grade frontal lisa ou texturizada como uma tela.

O modelo real, carro de Jun Imai

A versão Wagon do Datsun 510 estava disponível nos Estados Unidos desde 1968, e ajudou a Nissan a construir uma boa imagem internacional. O modelo americano tinha um comando mais bravo, produzindo 96 hp no pequeno motor quatro cilindros em linha com 1600cc. Atingia a velocidade máxima de 100 mph (160 km/H), tinha freios a disco na dianteira, suspensão independente nas quatro rodas na versão sedan e eixo rígido com feixe de molas na traseira da versão Wagon.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2771_Datsun_Bluebird_510_Wagon

https://en.wikipedia.org/wiki/Datsun_510

Nissan Fairlady Z

Datsun Fairlady Z, 2020


O Nissan Fairlady Z reproduzido pela Hot Wheels é baseado no design que ficou conhecido como “G-Nose”, ou 240 ZG, equipado com um kit aerodinâmico desenvolvido para as competições e alguns modelos de rua. Outras peças deste kit eram os para lamas alargados, parafusados à carroçaria, spoiler na traseira e outros equipamentos para aumentar a performance do carro. A miniatura tem o volante à direita, como padrão dos carros japoneses.

O Nissan Fairlady de Jun Imai


O Hot Wheels que Jun Imai fez em 2016

O nome Nissan Fairlady Z era a designação utilizada pela Nissan para o mercado japonês, e para os mercados de exportação, era chamado de Datsun 240 Z. A origem deste modelo se deve á recusa da Nissan continuar o projeto que tinha junto com a Yamaha no início dos anos 1960 para desenvolver um carro esporte de dois lugares. A Yamaha ofereceu o projeto à Toyota e fizeram o Toyota 2000GT em 1965. A Nissan resolveu fazer o seu por conta própria e surgiu o 240Z, em 1969.

Equipado com o motor de seis cilindros em linha e 2,4 litros, com dois carburadores, produzia 151 cv. No Japão, havia a opção de 130 cv e outro de 160 cv, chamada de Fairlady Z432 (quatro válvulas, três carburadores e dois comandos) com o mesmo motor do Skyline GT-R. O câmbio tinha cinco marchas, suspensão independente na quatro rodas e freio a disco na dianteira, logo foi preparado para corridas e Rallies, vencendo o Rally Safari de 1971 e 1973.

O Nissan Fairlady Z também foi reproduzido de um carro pessoal de Jun Imai.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Nissan_Fairlady_Z

https://japanesenostalgiccar.com/minicars-hot-wheels-x-jnc-nissan-fairlady-z/

https://www.youtube.com/watch?v=JhmydLL4AQ0

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Jun_Imai

https://quatrorodas.abril.com.br/carros-classicos/datsun-240z-receita-de-raiz-forte

Nissan Laurel 2000 SGX

Nissan Laurel 2000 SGX, 2020


Lançado na Série Japan Historics de 2018, ele reproduz o modelo da segunda geração (1975), Serie C-130 Hardtop, com acabamento SGX. O design traz um estilo limpo, conhecido como “Kyusha”, com poucos decalques, altura rebaixada, para lamas alargados, rodas especiais Mini Classic de quatro raios e pequeno diâmetro, com pneus de borracha de perfil baixo, e um grande spoiler abaixo do para choque dianteiro, que faz parte de sua base de metal.

O Nissan Laurel 2000 SGX tinha um motor de seis cilindros em linha com 1998 cc, 125 hp, , câmbio de cinco marchas e dois carburadores SU; substituídos emm 1975 por injeção eletrônica para atender às leis sobre emissões. Seu estilo com a traseira mais volumosa lhe rendeu o afetuoso apelido de “Butaketsu” Laurel, ou “bunda de porco”.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Nissan_Laurel_2000_SGX

https://en.wikipedia.org/wiki/Nissan_Laurel

Aero Lift


Aero Lift é um caminhão de transporte de carros de corrida, com a plataforma aberta. O casting é um design de Mark Jones, e não reproduz um veículo real, economizando nos custos de licenciamento para a Mattel. A miniatura tem a cabine avançada, como muitos caminhões reais, economizando no comprimento para aproveitar a plataforma. A Mattel utiliza o modelo para diversos Sets dos Team Transport, decorando conforme a marca do carro transportado ou do patrocinador da Equipe de Corrida.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Aero_Lift

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Iconic Racers Collector Set – Hot Wheels


Estas caixas são denominadas Premium Collector Set pela Mattel, e saíram em 2020, sendo este conjunto o quarto e último a sair neste ano. Sempre constam três carros de corrida e um caminhão de transporte, afixadas na base com elásticos presos aos eixos e com um cenário de autódromo ao fundo simulando um diorama.

Adquiri este set em 2021 quando estava no Japão, as lojas de departamentos enormes sempre têm as seções de brinquedos e games, e estes sets eram bem comuns, fáceis de encontrar. Me lembro que custava ¥3.500, pelo câmbio da época, o valor era de R$ 133,00. Hoje (2024), com a queda do Iene japonês, está mais barato ainda: R$ 87,50.

Um conjunto similar hoje (eBay - Nov/2024) custa US$ 15, cerca de R$ 88,00 na conversão direta, mas com os impostos, estimo que não sai por menos de R$ 200 aqui no Brasil. Uma pena para quem coleciona Hot Wheels além da linha normal.

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Iconic_Racers_Collector_Set

As miniaturas deste Set:

Jaguar Lightweight E-Type



O casting é de Mark Jones, apareceu pela primeira vez no Team Transport #14 em 2019, na tradicional cor British Green, mas neste set a Mattel reproduz o protótipo “Car Zero” apresentado no Pebble Beach Classic Show na California.

Jaguar Lightweight E-Type, Car Zero

Hot Wheels, reprodução do Car Zero

A versão Lightweight foi preparada para as competições, com a carroçaria de alumínio e os vidros (exceto o para brisa) feito de Plexiglass. A Jaguar planejava construir 18 exemplares para isso; e deste total, apenas 12 foram finalizados (11 em 1963 e um em 1964). Em 2014, a Jaguar decidiu construir os seis restantes, e iniciou o processo de resgatar os números de série e as plantas do projeto original. Claro que mesmo reproduzindo um carro de 1963, com os mesmos materiais e técnicas utilizados no primeiro lote deles, os seis exemplares teriam um preço nas alturas, devido ao valor histórico deste carro e à pequena fortuna que certamente foi cobrada daqueles que levarem este verdadeiro ícone automobilístico para a sua garagem.

Saiba mais sobre este carro nos links abaixo:

https://leotogashi.blogspot.com/search?q=jaguar

https://media.jaguar.com/en-gb/news/2014/05/lightweight-e-type-reborn

https://www.autobytel.com/the-jaguar-lightweight-etype-and-a-history-of-the-jaguar-etype

https://www.stratstone.com/jaguar/e-type/born-out-of-success/

https://www.autoexpress.co.uk/jaguar/88174/lightweight-jaguar-e-type-everything-you-need-to-know

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Jaguar_Lightweight_E-Type

Porsche 917KH



O Porsche 917 K foi lançado pela Mattel na Serie 100% Hot Wheels, no Conjunto de Aniversário dos 50 anos, junto com outros três modelos. Originalmente, ele abria o capô traseiro para exibir o motor, mas em 2005 o casting foi refeito e perdeu esta característica.


O Porsche 917 é considerado como o carro de corridas mais vitorioso de todos os tempos. Já na sua estreia em 1969, dominou os treinos e boa parte da corrida nas 24 Horas de Le Mans, mas problemas mecânicos causaram se abandono. Mas venceu o Campeonato Mundial de Marcas em 1970, 1971, e depois que foi banido pela FIA, a Porsche o levou à Can-Am, onde foi campeão em 1972 e 1973, e mais uma vez, a SCCA mudou o regulamento, impedindo a Porsche de continuar vencendo na Can-Am.

No entanto, em 9 de agosto de 1975, o Porsche 917/30 com 1.230 hp  teve sua última vitória, no circuito de Talladega Superspeedway, com Mark Donohue registrando o recorde de volta com a média de 221,12 mph, que se manteve pelos onze anos seguintes.

Saiba mais sobre este fantástico carro de corridas:

https://leotogashi.blogspot.com/search?q=Porsche+917+

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Porsche_917K

The Record Breaking Porsche 917/30 | HistoricRacingNews.com

https://www.24h-lemans.com/en/news/24-hours-of-le-mans-centenary-the-record-breaking-porsche-917-56766

Mercedes-Benz 300 SL



O Mercedes-Benz 300 SL da Hot Wheels é um trabalho do designer da Mattel Manson Cheung. Ele é baseado num exemplar da IWC Racing Team, bastante modificado, que participou do Festival de Goodwood em 2018, conduzido pelo ex-piloto de Formula Um David Coulthard. O exemplar deste Set traz uma pintura em cinza escuro e uma numeração referente à Targa Florio, que sempre teve três algarismos, para indicar a hora (04:17) em que o carro partia na largada.



Com um chassi tubular de apenas 82 kg, e uma carroçaria de alumínio, com as características portas se abrindo para cima (por isso foi apelidado de “asa-de-gaivota”), o Mercedes-Benz 300 SL foi projetado como um caro esporte para as ruas, mas seu desempenho nas pistas e corridas de endurance o fizeram um adversário temido pelos concorrentes, mantendo o título de “carro esporte de série mais veloz do mundo” por vários anos. Foi o primeiro carro equipado com um sistema de injeção de combustível, e o primeiro que tinha um freio aerodinâmico, para auxiliar a frenagem, pois seus freios eram a tambor nas quatro rodas.

Saiba mais sobre este carro:

https://leotogashi.blogspot.com/2022/04/mercedes-benz-300-sl-asa-de-gaivota.html

https://www.maxicar.com.br/2024/06/mercedes-benz-300-sl-sete-decadas-da-asa-de-gaivota/

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Mercedes-Benz_300_SL

Carry On



O Carry On é um caminhão de transporte de carros de corrida, e foi lançado na Série Team Transport #3, em 2018. O casting não reproduz um veículo do mundo real, mas o Carry On tem traços do International 4700 Series Medium Duty Truck de 1990. Ele traz a plataforma em rampa para acomodar um carro de corrida e a inclinação cria um espaço abaixo da rampa para carregar as ferramentas e peças sobressalentes

https://hotwheels.fandom.com/wiki/Carry_On

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Ford Torino Talladega - NASCAR

O Torino nas cores Wimbledon White, 
Royal Maroon e Presidential Blue



A NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing) era a vitrine onde as fabricantes americanas precisavam brilhar, e a disputa estava um tanto equilibrada, até que a Chrysler introduziu o revolucionário 426 HEMI em 1964, dominando a categoria, até que o motor foi proibido de correr em 1965, mas apesar das restrições, a Chrysler volta em 1966 retomando vitórias, com David Pearson num Dodge acumulando 15 pódios e faturando o campeonato de 1966.

Para a temporada de 1967, o time da MOPAR conquistaram 36 vitórias, além do recorde de Richard Petty, ao volante do Plymouth Belvedere com motor HEMI. Pelo lado da Ford, com a segunda vitória consecutiva em Le Mans, a diretoria ficou animada e encomendou aos projetistas que precisavam ser competitivos também no quintal de casa.

David Pearson, com o Torino em 1967

Novos Mercury Montego, Cyclone, Fairlane 500 e o Torino, uma versão dos Fairlane com teto SportsRoof (como eram chamados os Fastback na Ford), que se tornou um Muscle-Car com três motores V8 de alta potência, aliados à sua boa aerodinâmica, renderam à Ford 27 vitórias em 49 corridas; com David Pearson no seu Torino Nº 17, preparado pela Holman-Moody conquistando o título da temporada de 1967.

Com a Chrysler se mexendo para melhorar a aerodinâmica de seus carros, a Ford, com a ajuda da Holman-Moody começaram a preparar uma versão ainda melhor do Torino, batizado de Talladega, em homenagem ao novo Superspeedway que seria inaugurado no Alabama.

Ford Torino Talladega, 1969

Testando alterações no túnel de vento, Ralph Moody e os engenheiros da Ford mudaram o painel frontal, redesenhado com uma nova inclinação de 30º, uma grade mais lisa e faróis expostos, e não atrás da grade como no anterior. Este design deixou a frente seis polegadas (15,2 cm) mais avançada, e ganhou o apelido de “Drop Snoot” (algo como “nariz caído”)

O para choque dianteiro (curiosamente construído a partir do traseiro do Fairlane) ficou mais aerodinâmico, para lamas moldados à mão, a seção abaixo das portas com maior rigidez e com menos turbulência, altura rebaixada em uma polegada, melhorou a pressão aerodinâmica para aumentar a velocidade nas curvas. Os Talladega receberam o V8 de 429 recentemente homologados para uma edição limitada do Mustang, e os Dodge e Plymouth não foram páreo para a Ford, que venceu 26 corridas durante a temporada de 1968.

Richard Petty, com o Torino Talladega, 1968

O maior golpe foi a mudança de Richard Petty abandonando os Belvedere para correr com os Talladega, porque a Chrysler não permitiu que a Plymouth fizesse a sua versão do Dodge Charger Daytona. Petty venceu dez corridas com o Talladega, mas terminou o campeonato em segundo, atrás de Davi Pearson, campeão de 1968.

O regulamento da NASCAR pedia no mínimo 500 exemplares de rua para homologação, e todos foram construídos pela Holman-Moody, de Atlanta, GA. Estes eram diferenciados dos Torino normais pelo capô pintado de preto, seu interior era espartano, o banco dianteiro era inteiriço, disponível apenas nas cores Wimbledon White, Royal Maroon ou Presidential Blue, apenas direção hidráulica, freios assistidos, espelhos escurecidos, rodas de aço prateadas com pneus F70x14 e rádio AM eram oferecidos como opcionais.

O V8 FE 429 Cobra Jet

Debaixo do capô, um V8 FE 428 Cobra Jet em vez do 429 Boss, mais acessível do que o motor de corrida. Com torque de 440 lb-ft a 3400 rpm e 335 hp a 5200 rpm declarados por causa dos prêmios de seguro, alguns argumentam que a potência chegava a reais 450 hp. A taxa de compressão era de 10,6:1 e o carburador quádruplo Holley de 735 CFM alimentava o V8.

Era equipado com radiadores de óleo para o motor e a direção hidráulica, uma caixa de câmbio C6 Cruise-O-Matic de três velocidades, diferencial de deslizamento limitado Traction-Lok e a suspensão Competition para alta performance, com amortecedores de duplo estágio.

Holman-Moody tinha limitações para produção, mas ninguém fora da Ford sabia disso, e Bill France, chefe da NASCAR, desconfiava que a Ford pudesse ter o mínimo de 100 unidades para homologar o carro a tempo. Então Big Bill (como era carinhosamente chamado) foi convidado a ver os carros por si mesmo. A Ford o recebeu em um depósito e conta a lenda que lhe deram uma confortável poltrona para se sentar, enquanto os Talladega passavam na sua frente. Big Bill contou 100 carros, e liberou o modelo para correr; mas o que ele não se apercebeu é que a Ford só tinha 40 carros prontos. Depois que as unidades passavam na frente de Big Bill, eles davam a volta e entravam novamente, completando assim a contagem!

No final da história, a Ford construiu um total de 754 exemplares do Torino Talladega, em janeiro e fevereiro de 1969; excedendo o mínimo de 500 carros para homologação da NASCAR.


O Torino Talladega foi o primeiro carro da NASCAR que teve estudos aerodinâmicos para aumentar sua eficiência nas altas velocidades das pistas, e foi responsável para que a Chrysler criasse o Plymouth Superbird de 1970, fazendo Richard Petty retornar aos Plymouth e conquistar outro título em sua brilhante carreira.

Os “Aero Warriors” ganharam tantas corridas que a NASCAR teve de limitar seus motores a 305 cid (5 L) a partir de 1970, mas a importância da aerodinâmica começou a mudar os modelos, distanciando-os cada vez mais dos modelos de rua “normais”. Credita-se ao Torino Talladega esta herança técnica, na busca incessante de conseguir maior desempenho e velocidade nas pistas da NASCAR.

Da minha coleção

Torino Talladega, Hot Wheels


O Torino Talladega de 1969 é um Hot Wheels, saiu na Serie HW Speed Graphics em 2016. Tem uma decoração fantasia, com a logotipia da UNION, e estilo das pinturas dos carros que competiam na NASCAR nos anos 1960-70. Sendo um Mainline, o chassi é de plástico, assim como as rodas 5SP da maioria dos Hot Wheels, mas estas pintadas de cinza. A grade dianteira e o painel traseiro são cromados, integrados ao chassi, sem nenhum decal de faróis ou lanternas. O casting é bem feito, inclusive o rebaixamento parece coerente com o carro real.





Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ford_Torino_Talladega

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2769_Ford_Torino_Talladega

https://leotogashi.blogspot.com/2023/03/carros-e-filmes-gran-torino-clint.html

https://www.oldcarsweekly.com/features/car-of-the-week-1969-ford-talladega

https://www.streetmusclemag.com/features/rare-rides-the-1969-ford-torino-talladega/

sábado, 19 de outubro de 2024

Lotus Type 49

Lotus 49, pilotado por Jim Clark, 1967

Colin Chapman marcou para sempre a história da Formula Um com os carros que construiu, fundando a Lotus em 1952 e implementando seus conhecimentos de engenharia aeronáutica para criar verdadeiras inovações no mundo da Formula Um. Entre suas criações, estão o chassi monocoque com o motor sendo parte integrante da estrutura do Lotus 25 (1965), a aplicação dos aerofólios (1968) e o carro-asa Lotus 78 (1977), cujo fundo era uma asa invertida, criando um downforce que colava o carro nas curvas. Também leva o crédito por ser o primeiro a ter o patrocínio estampado nos seus carros, gerando enorme riqueza para as equipes depois disso.
Colin Chapman



O Lotus 49, projetado junto com Maurice Philippe era o carro para a temporada de 1967, o primeiro Formula Um equipado com o motor Ford Cosworth DFV de 3 litros; outro crédito atribuído a Chapman, que convenceu a Ford a construir o motor que passou a década de 1970 equipando quase a totalidade dos monopostos de Formula Um. O motor era preso diretamente na parte posterior do monocoque e tinha as suspensões traseiras afixadas no motor, com tirantes para alinhar e manter os movimentos das rodas.

Jim Clark no Lotus 49, GP Holanda, 1967

Jim Clark venceu a corrida de estreia do Lotus 49, o Grande Prêmio da Holanda, em 1967, e foi nele que venceu sua última corrida, o Grande Prêmio da África do Sul, antes de morrer na prova de Formula Dois pilotando um Lotus 48, em Hockenheim no dia 7 de abril de 1968.

Os primeiros aerofólios eram bem altos

Grahan Hill acabou vencendo a temporada de 1968, provando a competitividade do Lotus 49, que recebeu a sigla 49B quando foi equipado com os primeiros aerofólios na Formula Um. Estes eram instalados diretamente nas suspensões, em suportes bem altos, para máxima eficiência, porém, depois de vários acidentes, estas asas altas foram banidas e a Lotus foi forçada a montar as asas fixas no corpo do próprio carro.



O ano de 1968 também marcou a entrada da Imperial Tobacco, patrocinando o Team Lotus, que trocou o British Racing Green/Yellow pelas cores da embalagem dos cigarros Gold Leaf: branco, vermelho e dourado, mudando para sempre o lado financeiro das equipes, não só da Formula Um, mas de todas as categorias do automobilismo de competição. Entre 1968 e 1971, a Lotus venceu dois campeonatos de pilotos, dois de construtores, prosseguindo a parceria com a Imperial Tobacco com o negro e dourado da John Player Special até a temporada de 1986.

Como curiosidade, Wilson Fittipaldi correu com um Lotus 49C, obtendo o nono lugar no Grande Prêmio da Argentina de 1971, e Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna também pilotaram os Lotus. No total, doze exemplares do Lotus 49 foram construídos, entre as várias versões A, B e C; e sete delas foram preservadas: o chassi #R3, pilotado por Grahan Hill, foi vendido ao colecionador John Love, hoje está em exibição no National Motor Museum, em Hampshire, Inglaterra.

O Lotus 49 vencedor do GP da Holanda, em 1967, com Jim Clark

O chassi #R4, com que Jim Clark correu e venceu o Grande Prêmio da África do Sul em 1968, foi depois vendido para o Rob Walker Team, correndo com Jo Siffert ao volante. Na Corrida dos Campeões, em Brands Hatch, Siffert bateu o carro e ele foi enviado à sede da Rob Walker Team para reparos. Lá, ele foi vítima de um incêndio, que quase reduziu a cinzas diversos veículos valiosos. Vinte anos depois, Walker concordou em restaurar o 49B #R4, e John Chisman, ex-mecânico-chefe da equipe foi encarregado da tarefa, mas não conseguiu concluir  o trabalho. Tom Wheatcroft, então proprietário do autódromo de Donington Park, assumiu a restauração do carro, mas nenhum progresso foi feito até 1995. Neste ano, um consórcio liderado por David McLaughlin assumiu o desafio de finalmente colocar o carro de volta à glória que realmente merecia, e o carro foi levado para as oficinas dos renomados especialistas em carros de Grande Prêmio Hall & Fowler. Concluído em 1998, foi exibido no Lotus 5th Anniversary Meeting, em Brands Hatch, e no ano seguinte, Jackie Oliver pilotou o carro em Goodwood, apenas para se chocar com Sir Jack Brabham ao volante de uma Mclaren M5A. Nesta exibição, o 49 carregava as cores do Rob Walker Team.

Reparado, ficou decidido que seria restaurado com as cores que correu no GP da África do Sul de 1968, e para manter a fidelidade, foram utilizados como referência dois exemplares genuínos do 49. Coincidentemente, o GP da África do Sul de 1968 foi a última corrida vencida por Clark, e a última com as cores verde e amarela, antes de vestir as cores da Gold Leaf.

Mais de duas décadas depois de ser ressuscitado, o #R4 foi vendido a um colecionador japonês, e em abril de 2020, foi colocado em leilão pela ChromeCars, na Alemanha, sendo estimado em atingir a cota do milhão de dolares para trocar de mãos.

Da minha coleção

Lotus 25, Matchbox

Uma das primeiras miniaturas que tenho é um Lotus 25, da Matchbox, dos idos anos 1960, que está na minha coleção até hoje. Ela tem o acabamento da época, e foi customizada com decalques de carrinhos de autorama. Tem muitos sinais de desgaste, mas é assim que ela irá permanecer comigo.

Jim Clark, Lotus 49, Quartzo, 1:43

Grahan Hill, Lotus 49B, Quartzo, 1:43

O Lotus 49 da Quartzo é na escala 1:43, reproduz o carro da última vitória de Clark na Formula Um, e o 49B de Grahan Hill, também da Quartzo, é da quarta vitória dele em Mônaco, em 1968. Ambas tem um excelente acabamento, com detalhes de motor e decoração bastante fiéis aos originais, peças bem valorizadas em qualquer coleção.

Hot Wheels, Serie Race Day, 2024






Em 2024, a Hot Wheels lançou o Lotus Type 49, com o número 5 de 1967, reproduzindo o carro de Jim Clark, e o número 4, de Graham Hill, um casting muito bem-feito, o piloto em branco foi escolhido para homenagear os uniformes brancos utilizados pelos pilotos da Lotus na época. Uma versão idêntica foi produzida com o piloto na cor Metalflake gray.



Podemos comparar a diferença de 60 anos entre o meu Matchbox antigo e os novos castings da Mattel, sem dúvida um progresso muito bom nos detalhes.



Em 2025, a Hot Wheels lança o Lotus 49 nas cores do Gold Leaf Team Lotus, pela primeira vez, um patrocinador muda o nome da equipe, e Colin Chapman inova mais uma vez na categoria, pintando seus carros nas cores da embalagem dos cigarros Gold Leaf, e injetando dinheiro para investir na equipe para construir carros que fizeram a história da Formula Um.



O detalhe é que o logo da Gold Leaf não foi licenciado, então a Mattel faz um “fake” e põe Team Lotus/Team Lotus na lateral do modelo, e assim também o casting é o mesmo do Lotus 49 de 1967, mas a cartela traz a identificação como “’68 Lotus Type 49”.




Referências:

https://primotipo.com/2015/02/17/jim-clark-taking-a-deep-breath-lotus-43-brm/

https://www.topspeed.com/cars/car-news/history-of-the-1967-lotus-49-and-how-you-can-own-one/

https://en.wikipedia.org/wiki/Lotus_49

https://hotwheels.fandom.com/wiki/%2767_Lotus_Type_49