quinta-feira, 14 de março de 2013

Resiliência


Muito se fala hoje em resiliência, uma qualidade desejável em muitos profissionais, devido às grandes pressões que sofremos dentro das organizações, seja pela carga de trabalho, seja pela busca de resultados, seja pela competitividade dos mercados globais.
Resiliência é um substantivo, do ramo da Física; denomina a característica mecânica que define  resistência aos choques de materiais.
Emprestado à psicologia, define a qualidade de um individuo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surto psicótico.
O termo ganhou maior popularidade após o ataque terrorista ao World Trade Center, nos EUA, em 11 de setembro de 2001. O governo americano distribuiu uma cartilha às pessoas envolvidas com a tragédia para estimulá-las a retomar a vida normal, de modo a superar o trauma.
Aplicado ao mundo corporativo, o termo ganhou o significado de pessoas que sofrem fortes influências do meio em que estão, às vezes até o limite, mas que depois que as influências mudam ou são removidas, voltam ao seu normal, preservando suas características, e principalmente, enriquecidas com o aprendizado daquilo que sofreram, saindo renovadas e mais fortalecidas do que antes.
Claro que, em maior ou menor medida, todos temos tal característica, somos pressionados por situações que não desejamos passar, trabalhos estressantes, colegas e superiores nem sempre amigáveis, resultados que nem sempre nos satisfazem, o que dirá de nossos chefes?
Junte-se a isso as demandas de nossa vida familiar; esposa ou marido, namorada ou namorado, filhos ou sobrinhos, sogra, cunhado, cachorro, papagaio; a saúde que nunca é perfeita; o trânsito numa cidade grande (agora infestando também as pequenas); e temos aí um cenário perfeito para praticarmos nossa resiliência em toda a sua plenitude.
Um dos melhores exemplos, que até utilizo nas palestras sobre Mudanças & Valores que faço, é o do bambu, que diante de uma tempestade com fortes ventos, se verga quase até o chão, se balança pra lá e pra cá; mas depois que a tormenta passa, ele volta à sua posição normal, sem se quebrar, devido à flexibilidade de seu caule.
Outro ponto que nos chama a atenção sobre o bambu é que ele nunca está sozinho. Vários deles crescem juntos, formando um bloco bastante compacto, e isso nos lembra de que precisamos uns dos outros para resistir às pressões da vida.
Magali de Souza Alvarez, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, analisou o comportamento de moradores de rua em São Paulo por dez anos, vivendo num cenário agressivo, violento e cheio de preconceito e marginalização. Ela chegou à conclusão de que a interação com outros indivíduos; homens, mulheres e crianças, era fundamental para superar as dificuldades de tais moradores de rua; o relacionamento com outras pessoas fortalecia a determinação de lutar todos os dias contra um mundo desfavorável a eles.
Os bambus não crescem sozinhos...
Também esta qualidade não é nova; temos uma citação na Bíblia pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios, cap. 3, versículos 12 e 13 que diz:  “Ora, se alguém construir sobre o alicerce ouro, prata, pedras preciosas, materiais de madeira, feno, restolho, a obra de cada um se tornará manifesta, pois o dia a porá à mostra, porque será revelada por meio de fogo; e o próprio fogo mostrará que sorte de obra é a de cada um.”  Falando sobre a edificação dos discípulos de Jesus, alguém que era como ouro ou prata poderia sofrer reveses, até mesmo se derretendo com o calor aplicado a ele, mas depois de novamente solidificado, seria de novo ouro ou prata; diferente da madeira, feno, que submetidos ao fogo, se tornam cinzas, e não mais adquirem suas características originais.
Todos podemos aprender ou desenvolver nossa resiliência, ou aumentar o grau de resiliência que já temos. Ter mais tolerância com e aceitar as mudanças, definir objetivos claros em sua vida (pessoal e profissional), ser mais otimista, respeitar o seu próprio comportamento e fortalecer sua estrutura emocional são passos decisivos para enfrentar as turbulências da vida.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Bem humorado!


Em tempos de grande pressão econômica, crises mundiais, alta de juros e baixa auto-estima, o (bom) humor pode ser uma ferramenta que muitos não levam em conta para enfrentar o estresse da vida corporativa, familiar e pessoal.
Estudos comportamentais indicam estresse crônico apresentado pela maioria dos executivos, devido às condições de exigências dos cargos que ocupam. Perda de eficiência, aumento do risco à saúde, e perda de qualidade de vida, são apenas a ponta do iceberg na rotina destes profissionais.
O senso de humor poderia combater tais situações, com uma boa risada para fazer uma catarse diante dos embaraços da vida.
O bom humor pode nos ajudar em situações estressantes, ajudando-nos a compreender com mais flexibilidade os fatos que estão ocorrendo e não permitindo que tais fatos derrubem o nosso ânimo.
Segundo Rod Martin, autor do livro The Psycology of Humor (A Psicologia do Humor), há quatro tipos de humor, e todos temos em maior ou menor grau, estes quatro tipos em nosso temperamento.
O que chama nossa atenção é que o humor faz a diferença em nossos relacionamentos. Ninguém gosta de ficar junto de alguém que usa o humor corrosivo, para criticar, provocar ou manipular outros pelo sarcasmo ou expondo-os ao ridículo.
Outros tipos usam o humor para agregação social, tornando-se populares atraindo pessoas para junto de si. Já alguns, mais necessitados de atenção, podem utilizar seus próprios defeitos para divertir os que estão à sua volta, tipo “sei rir de mim mesmo”.
Apesar de não podermos dizer qual a melhor forma de humor, aquele que está de bem com a vida é considerado pelos psicólogos como o mais saudável.
"Quem está sempre bem-humorado apesar dos contratempos dificilmente fica ansioso por longos períodos e isso mantém o organismo sob controle", diz Rod Martin.
Isso não quer dizer que você fique rindo de tudo e de todos o tempo inteiro. Representa, na verdade, uma forma mais descontraída de ver o mundo, e enfrentar os seus demônios interiores com uma atitude mais positiva, tal como “Não deu certo desta vez, mas na próxima vamos acertar!”.
O bom humor, e o riso associado aos acontecimentos aproximam as pessoas, relevam os descontentamentos, ajuda-nos a aceitar os outros e transforma a nossa forma de sentir o mundo.
Se existem muitas coisas que nos chateiam e tiram nossa alegria, ver estas mesmas coisas por outro ponto de vista pode ser fundamental para termos prazer na vida. Ainda bem que somos flexíveis, mutáveis e estamos sempre em transformação.
Podemos aprender a rir, chorar, amar e ter prazer em viver nossa vida.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Intolerância




Num mundo em que tudo acontece velozmente, e as transformações parecem cada vez mais rápidas, tornando-nos pessoas que desejam gratificações imediatas, e queremos que as coisas aconteçam sem demora.
Minutos em uma fila, o garçom que não vem à mesa assim que nos sentamos, a impaciência no saguão do elevador, o motorista que dirige à nossa frente em baixa velocidade, o e-mail que não chega em sua caixa postal, são coisas que nos deixam cada vez mais frustrados e irritáveis.
No extremo destas atitudes, chegamos à intolerância, não aceitando ou suportando determinadas situações e reagindo contra todo o bom senso da vida civilizada.
Tanto é que diversas leis são promulgadas visando proteger minorias étnicas ou sociais contra abusos e ofensas pelo fato de serem diferentes dos demais, em uma sociedade cada vez mais diversificada social, cultural e emocionalmente.
Parece que temos dificuldades para lidar com aquilo que é diferente ou incomum para nós; porém, numa sociedade cada vez mais global, como não se confrontar com pessoas, costumes, comportamentos, comida, roupas e crenças totalmente diversas daquelas com as quais convivemos uma vida inteira?
Segundo um estudo da ONU, as causas básicas da intolerância e a discriminação são a ignorância e a falta de compreensão.
O mesmo relatório diz então: "A Educação pode ser o instrumento primário de combate à discriminação e à intolerância".
Educação não apenas no sentido de adquirir conhecimento, mas de criar valores e guiar nosso comportamento, mesmo que muitos não concordem com nossas opiniões e crenças. A intolerância sem conhecimento leva a temer o que não conhecemos e tendemos a excluir aquilo que não combina com o que achamos "normal".
Claro, o oposto, que é a tolerância, não significa que todos devam pensar da mesma maneira, até porque é saudável que haja opiniões discordantes das nossas. "A verdadeira tolerância repousa em forte convicção" disse o sacerdote dominicano Claude Geffré, na revista Réforme. A pessoa satisfeita com suas convicções não se sente ameaçada pelas crenças dos outros, pois desenvolve sua capacidade de julgamento independente, pensamento crítico e raciocínio ético.
Portanto, devemos sempre examinar nossas convicções, encontrando conosco mesmos. Não pensemos que as pessoas estão contra nós, elas estão apenas a favor delas mesmas.
Num ambiente em constante mudança, é preciso sempre rever nossos comportamentos, ajustar as atitudes, mas mantenha sempre sua integridade, e se apegue aos seus valores.
Tenho certeza de que seremos mais felizes assim.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Tudo passa; tudo passará!



Num mundo em constante transformação, nunca esta verdade esteve tão próxima de todos nós. Assim como Lavoisier afirmou:
- “ Na natureza, nada se cria e nada se perde. Tudo se transforma”.
Não que devamos levar a vida como se tudo fosse provisório, mas que devemos encarar tudo o que acontece conosco como algo que não é permanente.
Mas qual a diferença entre estas atitudes?
Uma pessoa que considera tudo provisório ou temporário poderá não empenhar toda a sua capacidade ou recursos em algo que está realizando; de forma que tudo aquilo que produz, mesmo com um nível satisfatório, nunca será excelente, pois “poderia ser melhor”.
Já alguém que encara as coisas como não sendo permanentes, tem consciência de que tudo o que faz pode ser aperfeiçoado, então suas realizações vão sempre melhorando a cada vez que se empenha em algo.
Até as anedotas demonstram a sabedoria popular:
- “Tirando o motorista e o cobrador, tudo é passageiro” ou esta outra:
- “Na vida tudo passa. Até a uva passa.”
Especialmente as situações que não são agradáveis merecem esta consideração, pois são elas que acabam ocupando uma atenção maior de nossas emoções e do nosso raciocínio.
Há fatos e ocorrências das quais não conseguimos nos livrar, e ficamos “remoendo” aquelas lembranças ruins, como que tentando alterar aquilo que já passou.
Se a vida (em algum momento todos nós achamos isso) está uma droga, se está se sentindo infeliz com o que acontece ao seu redor, se as pessoas com que convivemos fazem ou dizem coisas desagradáveis, não se desespere.
Sempre temos a tendência de gravar mais lembranças ruins, fatos que não gostamos, palavras ferinas e comentários desfavoráveis sobre a nossa pessoa.
Nestas horas, reflita sobre a contraparte: as estatísticas provam que há 50% de chances de algo dar errado e também 50% de chances desta mesma coisa dar certo. O famoso “copo meio cheio ou meio vazio” depende única e exclusivamente de sua visão mental, ou do seu estado emocional naquele momento.
Deixe as palavras desagradáveis serem levadas pelo vento; permita que os acontecimentos ruins sejam degraus da sua escada rumo ao sucesso; e principalmente, considere as pessoas que não colaboram para você se tornar uma pessoa melhor, sejam como os passageiros do ônibus da vida: em algum ponto do trajeto, elas vão descer, e você deve continuar, até chegar ao seu destino.

Boa leitura e até a próxima!


Leo Togashi está sempre mudando, procurando ser melhor hoje do que ontem. E tendo fé de que um dia, todas as pessoas poderão ser realmente felizes, sem precisar suportar a atual natureza humana que tanto mal causa ao mundo. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Menos mortos no Carnaval 2013.


Junto com a folia do Carnaval, quando milhões de brasileiros vão se divertir, viajar, beber e usufruir do feriadão, surgem também notícias nem sempre tão alegres assim.
Como sempre, bebida e direção acabam sempre em tragédia, por isso o endurecimento da Lei Seca parece bem adequado, e mesmo assim, as pessoas continuam bebendo e dirigindo.
Uma notícia que pode ser uma luz no fim do túnel; segundo o balanço divulgado pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo em coletiva de imprensa em Brasilia; é que o índice de mortes em acidentes nas Rodovias Federais durante o período do Carnaval foi o menor em dez anos.
O cálculo é feito cruzando-se os dados de óbitos com a frota de veículos, indicando que em 2013, tivemos 2,1 mortos por milhão de veículos, o menor índice desde o ano de 2004. Este sistema considera o aumento médio de 10 a 12% da frota durante os últimos dez anos.
De 0:00h da sexta, dia 8, até as 24:00h de quarta-feira dia 13, foram 3.149 acidentes, com 157 mortes e 1.793 feridos. Em relação ao ano anterior, houve uma queda de 18% nas mortes, 19% no índice de feridos e 10% no número de ocorrências.
A todos os que viajaram e voltaram sãos e salvos, parabéns!
Infelizmente, a crueldade das estatísticas não mostra os impactos sobre os que fizeram parte delas. Para estes o Carnaval teve um índice de 100% de maus resultados, para as famílias, pais mães, filhos, parentes, amigos e colegas de trabalho, que não terão o retorno de muitos após a quarta-feira de Cinzas.
Foi melhor neste Carnaval, mas ainda há muito o que fazer. Façamos cada um a nossa parte e teremos boas coisas para comemorar.





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Fofoca III: O povo sabe o que fala.



Sabedoria popular
Os ditos e frases sobre fofocas nos ensinam muito sobre a sabedoria de lidar com boatos e inverdades:
“Falem mal, mas falem de mim!”  – Não dê muita atenção para o que falam de você. Significa que estão prestando atenção no que você faz ou fala, os pontos que os outros criticam podem ser os trunfos que fazem você se destacar na multidão.

“Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca, pois devemos falar metade daquilo que ouvimos.”  – ‘Seja rápido no ouvir e vagaroso no falar’; ‘quem fala muito, fala besteira ou o que não deve’; ‘Quem fala o que quer, ouve o que não quer’  –  são variações que indicam que devemos ser cuidadosos com aquilo que falamos, pois podemos nos arrepender mais tarde.

“Deus nos deu a vida para cada um cuidar da sua.” – Procure não se intrometer ou emitir opiniões sobre assuntos que não são de sua conta ou responsabilidade. Guarde suas observações e opiniões para si, pois certas colocações somente podem ser expressas se a pessoa solicitar que você se pronuncie; aí, sim, pode ser uma boa hora para tocar no assunto de forma adequada.

Casos
Marisa* ouviu boatos de que a divisão em que trabalhava no banco iria fechar. Temerosa de perder o emprego, saiu em busca de uma nova colocação, antes da tragédia anunciada. Mas refletindo sobre toda a situação, procurou dar tempo ao tempo. Não é preciso dizer que ela ainda está no mesmo emprego até hoje.
Já outro profissional deixou a empresa em que trabalhava porque lhe disseram “em off” que a promoção que ele tanto esperava não aconteceria. No dia em que informou aos seus superiores sua saída, seu chefe imediato entristecido, disse: “Que pena, logo agora que sua promoção havia sido aprovada pela diretoria!”
Jeanne, de 19 anos, era amiga de um rapaz, e as fofocas sobre o relacionamento dos dois chegaram aos seus ouvidos. “Acabei evitando o rapaz que diziam que eu estava namorando. Não achava isso justo, pois éramos apenas amigos e, para mim, podíamos conversar sem que surgissem boatos.”
Miguel comentou: “Eu falei mal de uma moça — disse que ela era louca por rapazes — e isso chegou aos ouvidos dela. Nunca vou esquecer o tom de sua voz quando veio falar comigo. Ela estava muito magoada por causa daquilo que falei sem pensar. Conseguimos resolver o problema, mas me senti mal de saber que havia magoado alguém dessa forma.”

Vizinhos, parentes e colegas de trabalho, com interesses e curiosidade, genuína ou não, são todos potenciais geradores e transmissores de fofoca. Saiba que ‘tudo o que disser poderá ser usado contra você’, como dizem nos seriados americanos. Não dê ouvidos a tudo o que se ouve, nem fale demais sobre sua vida para quem você conhece superficialmente.
E toque sua vida em frente, pois há coisas mais importantes para merecer sua atenção e seu tempo.


Leo Togashi, é publicitário, marketeiro e palestrante; já falou o que não devia, já foi mal interpretado, vítima de fofoca; mesmo assim, sobreviveu para contar histórias de como está evitando situações constrangedoras e “não pagar mais mico”.

(*) Os nomes foram mudados.
As fofocas, pintura de Norman Rockwell (1894-1978), capa da revista The Saturday Evening Post publicado 06 de março de 1948; uma das suas muitas ilustrações de cenas da vida estadunidense. O quadro também é conhecido com o nome de “Cadeia da fofoca”.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Fofoca II: Estão falando de mim!



O que podemos fazer se estamos sendo vítimas de uma fofoca, ou conversa maldosa no trabalho?
Quatro pontos:
1 – Qual a motivação de quem faz a fofoca? Normalmente quem não consegue ter as qualidades que vê nos outros, busca menosprezar quem se destaca, praticando o ‘bullying’ adulto; a inveja caso outros recebam promoções e ele(a) não;  se a pessoa quer ganhar popularidade, dissemina ‘informações’ que só ele(a) tem, que sabe de tudo em primeira mão; ou a insegurança pode fazer com que se rebaixe os outros só para se sentir melhor em relação a si mesmo. Ou pode ser simplesmente tédio, movendo alguns a espalhar boatos e ver ‘o circo pegar fogo’.
2 – Controle suas emoções. A sensação de descobrir algo que falam sobre si pode tornar difícil controlar seus sentimentos. Vergonha, raiva e indignação normalmente surgem associados às injustiças que sofremos. Se pensar que é exatamente isto que o fofoqueiro desejava que sentisse, poderá reverter tais sentimentos e passar para um degrau acima da dignidade humana, não se permitindo ser dominado e fazer o jogo do inimigo. Cabeça fria e equilíbrio é a saída inteligente nestas situações. Também, ao tomar conhecimento do boato, evite ficar se desculpando ou justificando o que gerou tal falatório. Se não for verdade, pra que perder tempo? Pode dar a impressão que há motivos para o boato ser real.
3 – Seja realístico. Pergunte-se: “Será que aquilo que fiquei sabendo é realmente o que falaram de mim? Dei motivos para as pessoas entenderem mal algo que falei ou fiz? Estou sendo sensível demais neste assunto?”  Muitas vezes, sua reação contra a fofoca poderá causar mais dano do que o boato em si. Lembre-se: o fofoqueiro(a) nunca vai admitir que espalhou algo que não era verdade. Normalmente uma fofoca tem duração breve, pois quem a dissemina está sempre atrás “da última”, e o boato sobre você envelhece mais rápido do que imaginamos. Na semana que vem, a vítima será outra.
4 – Não faça parte do problema: a “Rádio Peão”  só continua no ar se tiver audiência. As notícias que ela divulga só são transmitidas porque há pessoas que ouvem e passam para frente. Evite ser o elo de ligação para a fofoca continuar o seu caminho e manchar a reputação de outros. Vale aqui o princípio: “Não faça aos outros aquilo que não deseja que fizessem com você”.

No próximo ‘post’ analisaremos algumas ‘pílulas’ de sabedoria popular sobre este que é um dos esportes mais antigos da humanidade.

Até a semana que vem.